sábado, 20 de abril de 2013

10. TEMA 8 - J. S. MILL E O UTILITARISMO


 

Caros alunos,
Após ler o texto: “O que é Utilitarismo”, de J. S. Mill, disponível em :

http://www.fafich.ufmg.br/bib/downloads/O_UTILITARISMO.pdf
e examinar o material disponível em:
http://youtu.be/-PL-Pkn7vQU
elabore um texto com seus comentários e envie para postagem. Vc. tem até as 24hs. do dia 30 de abril para realizar essa tarefa.

321 comentários:

  1. O utilitarismo é uma teoria ética que tem a felicidade e, consequentemente, o prazer e a dor no centro de sua atenção. Para os utilitaristas a busca pela maximização do prazer e a extinção da dor são as coisas mais importantes quando falamos de ética.

    É importante mostrar a definição de prazer e dor dos utilitaristas. Prazer é toda e qualquer sensação que seja preferivel a ausência de sensações, enquanto dor é toda e qualquer sensação que a ausência de sensações seja preferivel em lugar dessa.

    Na áudio-aula somos apresentados a Jeremy Bentham, predecessor de Mill. Para Bentham, que era, claro, um utilitarista, o prazer e a dor poderiam ser “cálculados” através de algumas características. São elas: Intensidade, Duração, Certeza (probabilidade de acontecer a dor/prazer), proximidade (quando virá a sensação), fecundidade (chances de vir dor depois do prazer e vice-e-versa), Pureza (chances de vir prazer depois de prazer ou dor depois de dor) e Extensão (quantos são afetados). Através dessas sete características podemos escolher entre um prazer e outro prazer, sempre escolhendo o de valor mais alto.

    No texto “O que é Utilitarismo” Mill defende esta teoria ética de suas diversas críticas. Mill explica que o utilitarismo não é sobre a felicidade individual, mas sim de uma felicidade coletiva.

    Para John Stuart Mill, entretanto, havia prazeres mais preferiveis do que outros, e não somente por causa do cálculo. Aqueles prazeres únicos aos seres humanos, os prazeres intelectuais, seriam preferiveis aos prazeres que compartilhamos com o outros animais. Isso não significa que não poderiamos buscar o segundo prazer, mas em caso de ter que escolher entre os dois, nós escolheriamos o primeiro.

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  2. A ética utilitarista em princípio agrada muito para ser utilizada para tentar medir as condutas morais e imorais do ser humano, talvez muito por podermos considerar como um aperfeiçoamento das ideias que começaram com Hume (considerado o primeiro utilitarista).

    Os principais argumentos do utilitarismo partem do pressuposto quer podemos conhecer o bem e o mal em função de critérios identificáveis pela nossa capacidade racional. A razão é neutra, e a visão geral é que o homem maximixa a busca pelo prazer e foge do sofrimento.

    Os seis princípios fundamentais da ética utilitarista (princípios da utilidade, identidade de interesses, economia dos prazeres, variáveis concorrentes, comiseração, assimetria), são outro ponto que vale destacar. Jeremy Bentham que deu esse passo a mais “criando” primeiramente o princípio da utilidade (que no inicio foi chamado de princípio da felicidade maior). Depois surgiram os outros princípios, estes que são usados para julgar a moralidade das ações humanas.

    Talvez pelo caráter minucioso de análise das condutas morais que a ética utilitarista teve influência no Direito Penal. A partir do utilitarismo surgiu a chamada “Teoria Preventiva”, com colaboração de J. Bentham (que pensou também na ideia do panótico, arquitetura penitenciária para disciplinar o detento). Através dos cálculos morais é possível imaginar as consequências de determinados atos e pensar quais são imorais. Aos atos imorais se estabelecem penas e meios de combate a ocorrência e reincidência de crimes.

    Quanto às críticas ao utilitarismo, algumas dizem respeito ao cálculo que mede a moralidade por suas consequências. Primeiro porque ele dá uma incerteza, já que é praticamente impossível medir e ter certeza das reais consequências de um fato até que ele realmente aconteça. Um ato que no início se classifica como imoral pode ser na verdade moral, e um ato moral pode se mostra imoral após as consequências reais.

    Outra crítica é uma possível “cadeia de consequências”. Pensando que um ato A causa B, e o B causa C, então A indiretamente causa C. Isso para mostrar como se pode criar um efeito dominó e assim criar problemas para identificação das consequências de um ato, sendo que também é difícil definir quando um ato não é mais causa.

    As críticas são passíveis de discussão, mas ao meu ver a ética utilitarista é uma construção muito bem feita para julgar atos morais, muito pelo aperfeiçoamento feito ao longo do tempo das ideias que começaram com Hume.

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  3. Influenciado pelas ideias de Jeremy Bentham, fundador do utilitarismo, Mill propõe a felicidade como o "bem supremo", ou seja, todas as ações morais estão efetivamente relacionadas à sua propensão ou consequência de gerar felicidade a maior quantidade de envolvidos. Os prazeres são satisfeitos pela espiritualidade sublime e pelos sentimentos de amizade, amor e honestidade.

    Portanto, Mill com sua ética utilitarista se posiciona de forma oposta às ideias de Kant. O utilitarismo defende a idéia de prazer e dor como motivação central às nossas condutas, ao contrario da perspectiva kantiana, que estabelece como essência ética a racionalidade humana, livre e movida pelo dever.

    O ponto mais sedutor oferecido pelo utilitarismo talvez seja também seu ponto mais crítico. O modelo matemático de avaliação moral de uma consequência supera os problemas da teoria Kantiana e Humeana (apesar desta ter grande influência nas ideias utilitaristas) dadas pela ausência de precisão na avaliação ética das ações. Deste ponto então se deriva sua influência na elaboração do direito penal. Entretanto, ao elaborarmos o calculo de felicidade, podemos cometer o erro de colocarmos a maximização do prazer a frente do justo. Por exemplo, se o governo deixa de fornecer algum medicamento para uma doença rara o qual eu necessite e não tenha condições de pagar com o argumento de que o remédio é muito caro, e com o dinheiro dele se poderia comprar e fornecer gratuitamente outros remédios para uma quantidade maior da população, isso nos levaria a uma atitude corretamente moral do ponto de vista utilitarista, porém não seria justo às pessoas que, assim como eu, necessitassem do medicamento mas não pudessem paga-los.

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  4. Em seu livro “Utilitarismo”, Mill aperfeiçoa as ideias de utilitaristas de Bentham, abordando-as não somente como simples quantificação, mas inserindo a ideia de qualidade. A felicidade não é simplesmente quantidade de prazer produzido; deveria ser analisada também a qualidade do prazer conquistado. Tanto Bentham como Mill defendem prazer como maior bem.
    Mill determina que, a utilidade ou o principio da maior felicidade como a fundação da moral sustenta que as ação são corretas na medida em que tendem a promover a felicidade e erradas conforme tendam a produzir o contrario da felicidade. Por felicidade entende-se prazer e ausência de dor; por infelicidade, dor e privação de prazer.
    Mas o que felicidade realmente? Pois, nas sociedades romana e grega, a felicidade do maior número de homens – livres – tinha por base a infelicidade de um número bem superior de escravos; na sociedade feudal europeia, a felicidade do maior número de senhores feudais dependia da infelicidade de um número ainda maior de servos. Na sociedade capitalista industrializada e consumista ocorre o mesmo: a felicidade da classe que detém os meios de produção depende da infelicidade da que não os detém.
    O utilitarismo atrela-se à uma regra do máximo bem para o maior número possível. O que é bom não deve ser bom somente para um individuo, mas para um círculo de pessoas com as quais os interesse se harmonizam, a saber, a família, colegas de trabalho, amigos, etc.
    Essa regra suprema do utilitarismo só existe, porém, do ponto de vista formal.

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  5. O utilitarismo de John Stuart Mill introduz o conceito de que Ética pode ser o resultado do cálculo somatório entre ações boas e más. Basicamente uma ação é moral se o somatório das consequências dessa ação resultar em felicidade e prazer para o maior número de pessoas. Entretanto, será imoral caso o resultado das consequências dessa ação provoquem infelicidade e dor. O utilitarismo introduz também o conceito de que existem vários níveis de prazer e dor, ou seja, o prazer é mensurável e um prazer (ou dor) pode ser maior do que outro.
    Em minha opinião, o utilitarismo retoma as ideias de David Hume com uma nova roupagem. O que são prazeres e dores senão sentimentos engendrados no imo do ser?
    Edson Rodrigues

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  6. Este comentário foi removido pelo autor.

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  7. A corrente utilitarista me parece a mais “operacional” entre as correntes já estudadas. Enquanto Hume fala da intuitividade humana na realização das paixões e Kant aborda a racionalidade como questão central e motivadora da busca da perfeição, os utilitaristas defendem a busca da felicidade e a sua consequente maximização, buscando o prazer e repulsando a dor.

    Nesta busca pelo prazer, incluem-se cálculos que possam ser realizados baseados em características de intensidade, extensão, duração, etc, que visam estritamente a maximização deste prazer, pondo abaixo a conceituação racional proposta por Kant.

    Este cálculo, porém, proporciona algo que as teorias humeanas e kantianas não foram capazes de dar conta: uma maior precisão na avaliação das ações humanas. Mas esta mesma diferenciação quanto à avaliação torna o cálculo utilitarista um pouco injusto, onde a maximização de uma felicidade pode gerar algum tipo de injustiça para aqueles que não sejam compreendidos nesta ação.

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  8. Para os utilitaristas, o agir do ser humano é basicamente caracterizado pela busca do prazer e pela fuga do sofrimento. A razão é um instrumento do qual nos valemos para identificar os objetos do prazer e da dor, isto é, ela nos auxilia no discernimento do que é bom ou ruim. Através da racionalidade, prevemos as consequências de nossas ações – com base na nossa experiência – e a partir dessas previsões concluímos se nossas ações serão boas ou ruins (princípio da utilidade).
    John Stuart Mill, particularmente, defende que nossos prazeres diferem entre si quanto os seus valores. Ou seja, uns valem mais do que outros.
    Após conhecer um pouco das ideias utilitaristas – principalmente através do livro “Ética para principiantes” - notei certo “otimismo” em relação à natureza humana, que fica bem claro no princípio da comiseração: o sofrimento, mesmo nos outros, é sempre ruim. Ao ler este trecho, a primeira impressão é de que somos, de modo geral, seres altruístas, e em nenhum momento desejamos o insucesso do próximo. Portanto, a questão da natureza humana me parece ser um claro contraponto entre as éticas de Hume (utilitarismo) e Kant.

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  9. A busca pelo prazer segundo os utilitaristas onde há o pressuposto de que há prazeres que em sua natureza são mais valiosos, pois seriam mais desejáveis, é o fundamento básico na qual a nossa sociedade se organiza aplicando-se este conceito a maior parte da população mundial, e “... portanto, há prazeres associados ao exercício da racionalidade e à percepção de si próprios como um ser capaz de autoconhecimento, que são superiores e que somente podem ser obtidos por aqueles que são racionais e conscientes...” (MIL JOHN), porém é fato que as atitudes racionais e conscientes estão longe de serem realizadas pelo ser humano, agimos para o nosso próprio bem estar ou de um grupo restrito seja pela raça, cor, etnia, sendo importante frisarmos a fragmentação das sociedades humanas, ou seja, o ser humano se fragmenta em sociedades cada vez menores visando o bem de um grupo cada vez mais restrito.
    A ideia do utilitarismo poderia ser aceita em uma sociedade bem desenvolvida, porem o ser humano esta longe de alcançar tal virtude.

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  10. O Utilitarismo tem como princípio o consequencialismo, ou seja, o que vale é a consequência que uma ação pode causar. Essa consequência, segundo os utlitaristas, se for boa deve, propiciar a maior felicidade a um número máximo de pessoas. A felicidade consiste no prazer e o contrário seria a dor.
    Muitas vezes o utilitarismo é confundido com o egoísmo, mas a diferença se dá no fato em que, no utilitarismo, a felicidade tem que beneficiar a quem a recebe e não a quem a pratica, como para os egoístas. Para os utilitaristas, o ser humano age movido pela busca do prazer e a fuga da dor.
    Umas das características que pude constatar no áudio do professor Peluso, foi que para eles, o homem é capaz de entender o mundo através de uma racionalidade analítica, e isso vai na mesma via do pensamento iluminista em que a religião não pode explicar o mundo através de seus dogmas, e só a razão é que permitirá o entendimento do mundo. Outra característica interessante também, é a que os utilitaristas não pretendem explicar tudo, mas se interessam em falar claramente sobre uma coisa. Desse modo eles propõem empregar os métodos utilizados nas ciências naturais para serem aplicados em problemas das ciências humanas, ou seja, há também um apego ao empirismo.

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  11. O utilitarismo propõe uma ética na qual o motor das açoes humanas é a felicidade, devemos sempre agir em busca do prazer e fugindo da dor. Analisando superficialmente esta ética é natural taxá-la como individualista, no entanto ela prevê também que esta felicidade deve ser para todos a sua volta, visto que é impossível sermos felizes satisfazendo um prazer próprio mas causando dor a alguém por quem tenha afeto. É necessário tambem um cálculo de prazeres, de modo que existem prazer superiores e inferiores e devemos procurar conhecer os superiores.

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  12. Preocupado com as consequências das ações humanas, o Utilitarismo, usa da razão e do pressuposto que os homens procuram o prazer e esquivam se da dor, para dizer se um ato é bom ou ruim. Uma ação será julgada boa se suas implicações envolverem um maior número de indivíduos felizes do que um outro caminho possível de ser escolhido.
    “Por princípio de utilidade, ou princípio da felicidade do maior número, é indicado aquele princípio que aprova ou desaprova qualquer ação conforme a tendência que ela possua de aumentar ou diminuir a felicidade daquele cujo interesse esteja em questão, isto é, conforme a tendência da ação em promover ou se opor à sua felicidade.” *

    Bentham foi um importante utilitarista que propõe que podemos calcular a maior felicidade, ou seja, a maior QUANTIDADE de pessoas felizes resultantes de uma ação através de um cálculo, claro, baseado nos sujeitos afetados, com sete variáveis: proximidade, duração, certeza, extensão, fecundidade, intensidade e pureza. E a partir daí julgar se essa ação é boa ou má.

    Mill, discípulo de Bentham, aperfeiçoa as ideias de seu mestre, dizendo que os prazeres não são iguais e que o aspecto QUALITATIVO desses também interfere no julgamento de uma atitude. Existem prazeres mais desejáveis que outros.

    *Trecho extraído de Ética para Principiantes. p 42. L. A. Peluso.

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  13. Utilizar cálculos na medição da moral, com base em variáveis como intensidade, duração, certeza, proximidade, fecundidade, pureza e extensão me parece uma tarefa árdua e de resultado relativo.
    O ser humano não pode ter seus sentimentos medidos com tanta precisão. Pois tais sentimentos não possuem uma constância, para poder se estabelecer padrões.
    Dor e prazer são sensações que às vezes aparecem juntas. Fiquei um uma dúvida, como calcular esses sentimentos, nesse caso?
    Porém, não podemos criticá-los por tentar solucionar problemas de seu tempo.
    Não pude deixar de perceber que alguns economistas famosos também contribuíram para o utilitarismo, Adam Smith, Thomas Malthus e David Ricardo. É um detalhe curioso, pois podemos fazer uma analogia do cálculo moral com equações, funções e teorias econômicas. Por exemplo com a teoria dos preços hedônicos, cujas linhas gerais podem ser encontradas em: http://www.iea.sp.gov.br/OUT/publicacoes/pdf/seto3-1203.pdf

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  14. Para os utilitaristas a ética seria o cálculo entre ações boas e más. Definidas assim (sendo boas ou más)pela razão humana.
    No utilitarismo o que se sobrepõe na ética é a busca pelo aumento do prazer e extinção da dor.

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  15. O principio do Utilitarismo é o da maior felicidade. Uma ação é considerada moralmente correta quando proporciona a felicidade para um maior número de pessoas. Segundo J. S. Mill a felicidade consiste no prazer e na ausência da dor. Para Mill existem prazeres que são melhores que os outros. Os prazeres intelectuais para ele tem um valor maior que os provenientes das necessidades físicas.

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  16. Originalmente, o utilitarismo é uma teoria sobre o valor moral das ações individuais e se caracteriza pelo que os autores chamam de consequencialismo. De acordo com o utilitarismo, o valor moral de uma ação é uma função das consequências boas ou más, mais exatamente, da felicidade ou infelicidade que ela produz ou tende a produzir.
    O utilitarismo foi muito criticado, a começar pelas dificuldades implicadas nessa ideia da maximização da felicidade. Com efeito, como é possível calcular e comparar a proporção de felicidade produzida por diferentes ordenamentos políticos-jurídicos? Além disso, a felicidade foi interpretada por seus defensores geralmente em termos hedonistas, ou seja, da maximização do prazer, o que gerou a objeção segundo a qual, se o homem não tivesse objetivo mais nobre na vida do que a busca da maximização do prazer, em nada diferiria dos porcos.

    Em defesa do utilitarismo, John Stuart Mill introduziu então uma hierarquização qualitativa no interior dos prazeres, sustentando que determinados prazeres, os prazeres intelectuais, por exemplo, só acessíveis aos seres humanos, são em si mesmos melhores que outros, independentemente da sua quantidade. Assim, segundo Mill, “é melhor ser um homem insatisfeito do que um porco satisfeito; é melhor ser um Sócrates insatisfeito do que um idiota satisfeito”. Contudo, a proposta de hierarquização qualitativa dos prazeres também não resistiu a críticas.

    Entretanto, é preciso confessar que, por sua simplicidade, o utilitarismo parece conter um apelo irresistível e ser muito sensato.

    (ESTEVES, J. As Críticas ao Utilitarismo por Rawls)

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  17. A ética utilitarista tem como premissa básica que o ser humano só age buscando o prazer e fugindo da dor, sendo assim direcionado ao bem e recusando o mal. Para os utilitaristas, a moralidade de uma ação está intimamente ligada a suas consequências e depende de sua capacidade de maximizar o bem-estar de todos aqueles que são afetados por ela, ou seja, de seu potencial de promover o prazer e evitar a dor da maioria. Além da questão quantitativa, de se buscar a felicidade do maior número de indivíduos, havia para Mill a mensuração qualitativa dos diferentes prazeres: os prazeres mentais seriam superiores aos corpóreos, e aqueles preferidos por um número maior de pessoas mais desejáveis que os demais.

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  18. Os utilitaristas concordam com Hume quando esse diz que o moral do homem lhe é imposto naturalmente. O bem e o mal nós identificamos através da razão, buscamos o bem e recusamos o mal. Jeremy Bentham nos coloca que “A natureza colocou o ser humano sob o domínio de dois senhores soberanos, a dor e o prazer”, nesse sentido nos é permitido dizer que agimos em busca do prazer (bem) e evitamos a dor (mal).

    Avaliando as consequências das ações que tomamos, os utilitaristas definem como justificadas moralmente aquelas que maximizam o bem estar dos atingidos por ela. Nos permitiram ainda calcular matematicamente (Bentham) ações que podem ser mais prazerosas que as outras. Calcular a quantidade de prazer ou dor permitiu que estabelecêssemos critérios ao preterir uma ação à outra.

    Acho interessante essa abordagem, uma vez que ela quantifica e prioriza num campo maior aquelas ações que favorecem a coletividade. Porém, ao analisar a teoria não sei até quando se pode prever consequências desejáveis nas ações tomadas e até quando alguma coisa é feita para maximizar o bem de todos os envolvidos a favor de algum.

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  19. Surgido através das ideias de Jeremy Bentham e de John Stuart Mill na Grã-Bretanha o Utilitairsmo descreve a teoria que toma como base o Consequencialismo como instrumento da moralidade de suas ações. De certa forma racional e calculista, ele analisa as consequências de uma ação para analisarmos seus efeitos e então tomá-los como o melhor a ser tomado baseado nos princípios de bem-estar geral otimizado. “Para Bentham, a regra de se procurar a maior felicidade possível para o maior número possível de pessoas” deve encaminhar nossas ações e reger as leis e regras da sociedade. Fica claro para nós, portanto, a influência de Hume nesses estudos, em busca de maior prazer e menor dor/sofrimento.
    O utilitarismo sofre diversas críticas em relação a sua aplicabilidade, principalmente em dois aspectos: o primeiro diz respeito a dificuldade de calcularmos as consequências de uma ação, com uma INCERTEZA passível de erros consideráveis e que possam causar problemas; e, também o que é chamado de “efeito-dominó”, onde não conseguiríamos distinguir onde que a causa e as consequências terminam, duvidando de sua eficácia de cálculo.
    Como cita o Professor Peluso em seu áudio disponibilizado no link deste tema, o Utilitarismo tem todavia como base o pensamento Anglo-americano, que através do poder econômico e político dos Estados Unidos e da Inglaterra nos últimos séculos exerceu e ainda exerce intensa influência nas decisões tomadas ao redor do mundo, principalmente as econômicas.
    O Utilitarismo surge como influência no Direito Penal, quando passa a determinar o Princípio de punição, tornando-o a lei de caráter preventivo. Outro interessante princípio é o da Recompensa, onde a minoria afetada pela ação tomada pensando em maximizar o bem-estar geral, deve ser recompensada de certa maneira que seus efeitos sejam minimizados.
    Particularmente, essas ideias me agradam, uma vez que pensando na prática ela oferece soluções e caminhos que apesar de não serem infalíveis, produzem o bem-estar geral. Não sei se estou correto, mas pensando friamente se parece muito com o conceito de Nicolau Maquiavel de que “os fins justificam os meios”, acrescentando obviamente as ideias modernas dos direitos fundamentais dos seres humanos. Outro aspecto muitas vezes citados contra o Utilitarismo é a necessidade de “sacrifício” algumas vezes das necessidades de uma minoria, o que o princípio da Recompensa me parece sanar parcialmente de maneira satisfatória.

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  20. O utilitarismo é um novo método de se pensar, e tem como base a compreensão empírica de que as ações realizadas pelo ser humano, estão reguladas a partir do sentimento da dor e do prazer. O ser humano, desde sempre, busca o prazer e evita ao máximo a dor, e, muito provavelmente essa configuração será seguida por muito tempo (salvo exceções de quem se sente atraído pela dor). A partir desse momento, a moral começa a tomar outros rumos, onde as ações praticadas pelos humanos começam a ser analisadas em relação as consequências, ou seja, tudo é feito visando proporcionar prazer ou evitar a dor. Olhando na visão utilitarista, essa maneira de análise, é considerada o primeiro princípio moral.
    J. S. Mill vem para adicionar algumas coisas no utilitarismo vigente, que havia sido criado por Bentham. Como por exemplo, quando falamos do princípio da individualidade, Mill tinha ideias opostas à Bentham, onde Mill, afirma que não é possível que haja uma redução simples quanto ao sentimento de dor ou prazer, que há não só escalas sobre cada um dos termos, mas também diferentes graus de “qualidade” que podem ser atribuídos.

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  21. A teoria utilitarista ética, é uma teoria que se nota que tenta se aproximar ao máximo de uma análise empírica, é claramente visível a grande influência do racionalismo empírico e do momento Iluminista sobre o seu desenvolvimento.
    Os teóricos, tentaram de várias formas usar os métodos das ciências naturais de forma a construir as regras éticas e efetuar menurações de aspectos que influenciariam tais proposições. Através dos pricípios e dos subsidiários, eles usam meios bastante sistemáticos na elaboração da ética que regeria a humanidade. O conjunto de regras do pensamento racionalista empírico, exerce um papel importante ao coordenar as características principais que toda elaboração ética feita apartir deles terá.
    Através da tentativa de mensurações, eles hierarquizaram os princípios de forma a estabelecer as regras de conduta. Com o cuidado de não relativizar demasiado o pensamento, deve exister uma generalização possível, pois caso contrário, seria colocada em dúvida sua aplicabilidade.

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  22. A corrente utilitarista pode ser basicamente explicada pela busca do prazer e pela fuga da dor ou sofrimento, onde as ações dos seres humanos são guiadas por ações que visam à maximização da felicidade. E ainda para determinar se uma ação ou conduta é boa ou má, devemos levar em consideração o quanto esta ação vai implicar em levar felicidade a um maior número de indivíduos, isto e uma ação moralmente aceita, ou uma ação que traz dor ou sofrimento as pessoas e uma ação moralmente condenada. Prazer ou felicidade pode ser “toscamente” definida pela ação que você prefere em vez de ter nenhuma ação, e o sofrimento e aquela ação que é preferível não ter nenhuma ao invés de ter determinada ação.
    Segundo J.S.Mill existem prazeres que são melhores que os outros, para o mesmo, os prazeres intelectuais tem um valor maior que os provenientes das necessidades físicas.
    Bentham que foi um dos mais importantes utilitaristas propõe que a felicidade pode ser calculada, usando parâmetros como duração, intensidade etc.

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  23. João Lucas M. Pires10 de junho de 2013 18:50

    "as ações são boas ou más na medida em que tendem a acrescentar a felicidade ou a infelicidade"
    Utilitarismo, "doutrina que dá como fundamento à moral a utilidade, ou o princípio da maior felicidade"
    Não devesse prover de equivocos e trocar o sentido de útil ( cuidado com a felicidade de todos) com eficaz ( mais razoável meio para chegar ao objetivos pessoais egoísta)
    Felicidade, diferente de satisfação. A felicidade de uma existência justa, vale mais do que uma super vida injusta.

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  24. A teoria do Utilitarismo, como o próprio nome já diz, postula que é a 'utilidade' a base da moral , partindo do princípio de que as ações corretas são aquelas que proporcionam felicidade enquanto que as erradas levam ao descontentamento e à dor, criando, portanto, uma dualística entre dor x prazer , conceitos que permeiam e identificam ações morais e imorais recorrentes na vida humana.
    Os prazeres, segundo os filósofos utilitaristas, são experimentados e escolhidos pela maioria dos indivíduos como desejáveis para os sentimentos dentro de uma hierarquia. No mundo em que vivemos existem inúmeros interesses a serem explorados e usufruídos e, em decorrência disso, todo sujeito que possui um maior número de 'requisitos morais' passa a desfrutar de uma vida 'invejável', uma vez que, pode se utilizar de forma mais relevante e útil desses interesses, alcançando a felicidade almejada, desde que possa através de uma boa educação moral e física prevenir-se dos obstáculos que limitam o alcance do contentamento, como as patologias.
    Outro conceito muito importante da tese Utilitarista é o da abnegação, segundo o qual o indivíduo moral possui a qualidade intrínseca de se sacrificar pelo 'outro' através da recusa a um determinado prazer em prol da satisfação alheia, um desses exemplos é o de Jesus Cristo, cujo sacrifício é visto como exemplo pelos seres cristãos. Nota-se, portanto, que o Utilitarismo busca reconhecer o lado sublime do homem.
    O Utilitarismo em si sustenta a idéia de que a ética é a responsável por categorizar os direitos e deveres do sujeito social, apresentando a esse critérios para reconhecer aqueles conceitos. Segundo os filósofos dessa linha não é o 'dever' o fundamento de todas as ações humanas, nesse ponto é possível perceber que a tese utilitária entra em confronto com as idéias de Kant; para os filósofos utilitaristas o mérito particular do indivíduo que realiza a ação é muito mais relevante como fundamento dessa.
    Os utilitaristas se utilizam de uma abordagem empírica - focada na experiência- como condicionadora dos princípios morais seguidos pelos sujeitos éticos através de uma confiança desses em suas próprias condutas e sentimentos.
    Levando-se em consideração o contexto no qual surgiu o Utilitarismo – período da Ilustração – é possível inferir que a tese utilitária se dedicou a um estudo epistemiológico do conhecimento dentro de um enfoque no racionalismo empírico; devido a isso nota-se uma semelhança com algumas das idéias Humenianas já estudadas anteriormente, como a relevância dos sentidos e sentimentos para a origem da moralidade.
    O ser ético para os filósofos utilitários é cognitivo (racional) e esse cognitivismo possibilita àquele o entendimento do mundo, sendo essa razão responsável por discernir condutas elogiáveis das passíveis de condenação; nesse ponto os utilitaristas encontram respaldo na teoria Metafísica de Kant.
    A ética utilitarista demonstra enorme entusiasmo com a vida humana, uma vez que, postula que o homem busca incessantemente a felicidade possibilitada pela moral e seu conjunto de leis. A tese utilitária tem como princípio definido e incontestável o fato de que o prazer é apreciado por todos os indivíduos enquanto que a dor é repudiada universalmente; segundo os filósofos dessa linha o prazer pode ser mensurado.
    O Utilitarismo é, portanto, uma teoria Consequencialista que busca como consequência primordial a felicidade humana, a qual é dirigida por dois mecanismos: razão e moral. Vale ressaltar que as teses utilitárias fornecem base extremamente relevante aos debates políticos atuais.

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  25. O ponto de partida do utilitarismo de Bentham encontra-se na sua crítica à teoria do direito natural, que supõe a existência de um "contrato" original pelo qual os súditos devem obediência aos soberanos.
    Bentham não ficou apenas na análise teórica dessas idéias sobre o homem como ser moral e social. Procurou suas possíveis aplicações práticas, dedicando-se, sobretudo, à reforma da legislação de acordo com princípios humanos, à codificação das leis a fim de que pudessem ser compreendidas por qualquer pessoa, ao aperfeiçoamento do sistema penitenciário e ao desenvolvimento do regime democrático através da introdução do sufrágio universal.
    Stuart Mill as éticas consequencialistas consideram que as ações são moralmente corretas ou moralmente incorretas consoante as suas consequências. A ação deve escolher-se tendo em consideração as melhores consequências.Para a teoria utilitarista de Stuart Mill, a felicidade é a finalidade última das ações humanas.O critério de moralidade é o princípio de utilidade: as ações são moralmente corretas se promoverem a felicidade ou o bem estar para o maior número de pessoas envolvidas.

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  26. A teoria utilitarista tem como centro de atenção o prazer e a dor, ou seja, busca a maximização do prazer e a extinção da dor, quando pensamos em questões éticas.
    Para Jeremy Benthan, o prazer e a dor poderiam ser calculados através de características como: intensidade, duração, certeza, proximidade, fecundidade, pureza e extensão. Assim, o homem poderia escolher entre um prazer e outro prazer, olhando e buscando sempre o valor mais alto de satisfação.
    Abordando agora o texto, John Stuart Mill defende que a teoria utilitarista ética não aborda somente a felicidade individual, mas sim uma felicidade e bem estar coletivo, pois observando o bem estar do outro você consegue se sentir bem, ou seja, alcançar seu prazer.
    Outro ponto também abordado por Stuart Mill é a existência de prazeres mais preferíveis do que outros, devido ao calculo ( citado por Bentham).
    Portanto, com a visão destes dois autores, pode-se concluir que as condutas são corretas a partir do momento em que promovem a felicidade e o prazer e as condutas podem ser consideradas erradas a partir do momento que reproduz a dor e a infelicidade, remetendo-se a ideia de bondade e maldade de Hume.

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  27. O Utilitarismo pode ser entendido como uma escola filosófica que segue o pensamento de Hume. Os utilitaristas acreditam que a moral é imposta ao ser humano de maneira natural, ou seja, ela faz parte da natureza humana (Assim como Hume).

    Os utilitaristas buscam responder questões como:
    O que nós aprovamos?
    O que a razão fala sobre o sentimento?

    Segundo os utilitaristas, podemos aprovar uma ação e dizer que ela é moral se ela elevar ao máximo o bem estar de todos os seres afetados por ela. Ou seja, ações corretas seriam aquelas que produziriam felicidade, vantagem e etc. No entanto, como calcular o prazer? Como vamos avaliar a dor?

    A racionalidade tem papel importante nesse processo. Para os utilitaristas, somos “controlados” pelo sentimento, no entanto, há moralidade decorrente do nosso esforço. A razão pode analisar nosso sentimento moral e há ordem nesse sentimento. Quando aprovamos uma ação, fazemos tal aprovação de acordo com o resultado expresso por ela, tendo como ponto de referência o aumento da felicidade daqueles que estão submetidos às derivações da mesma.

    Além de fazer tal análise, a razão pode ser vista, sob a óptica utilitarista, como instrumento de maximização do bem estar.

    Segundo o Utilitarismo, todo ser humano age em busca do prazer e foge da dor. Conhecemos o prazer e a dor através da racionalidade, sendo que prazer é aquilo que queremos sentir ao invés de não sentir nada.

    Alguns podem dizer que o Utilitarismo é uma teoria ética puramente egoísta, já que considera ações morais como aquelas realizadas em busca do prazer. No entanto, quando utilizamos o máximo da nossa racionalidade, preferimos ações “altruístas-egoístas”. Conforme percebo que a minha satisfação está ligada à felicidade dos outros, o meu egoísmo tende a um viés altruísta.

    A partir dos princípios da teoria utilitarista (princípio da utilidade, da identidade de interesses, da economia dos prazeres...) e do que já foi dito, podemos concluir que a ética utilitarista está baseada na ideia de que a moralidade é natural do ser humano. Ações boas são aquelas que maximizam prazer e a razão é a responsável pela análise dos resultados.

    A utilidade das ações é mensurável, ou seja, podemos falar em “maior felicidade”, “menor dor” e o resultado final baseado em felicidade ou sofrimento depende de sete variáveis (intensidade, proximidade, fecundidade e etc).

    Além disso, podemos falar que os utilitaristas buscam, de certa forma, descobrir o juízo final (definitivo) sobre a moralidade das ações, no entanto, ainda não estamos perto de tal juízo definitivo.

    Para julgar ações precisamos ter conhecimento sobre as implicações das mesmas, porém, ainda não desfrutamos de certos “conhecimentos futuros” (e talvez nunca teremos o conhecimento pleno). Por essa razão, juízos mudam (e mudam porque nossa inteligência muda).



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  28. Segundo a teoria Utilitarista de Mill e Bentham a imoralidade vem do erro, da ignorância, pois todos nos agimos de forma a procurar o prazer e se afastar da dor e o honesto, a atividade moral e útil é aquela em que depois de se fazer uma somatória entre o prazer e a dor que esta resultara nos seres envolvidos, o prazer se sobressai, logo, a pessoa que age de forma imoral o faz porque não conseguiu fazer um balanço correto entre o prazer e dor de sua ação, a causa do mal é a ignorância de quem o praticou. O foco para se determinar a moralidade da ação esta na sua consequência, se esta resultara em prazer ao invés de dor, tendo em mente prazer como sendo algo que você prefere sentir ao invés de não sentir, por este motivo pode-se dizer que o Utilitarismo é consequêncialista e de certa forma até egoísta.

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  29. Baseado nas leituras e no que foi apresentado em aula, a meu ver o pensamento de J. S. Mill, através do Utilitarismo, se aproxima do trabalho de Hume. O Utilitarismo baseia-se na busca da felicidade e ao mesmo tempo a fuga da dor. Isso se reflete na tomada de decisões humanas, que devem guiar suas ações para algo que de prazer não só individualmente, mas para o maior numero possível de pessoas. Essa ação é, portanto, moralmente aceita e seu inverso também é valido, ações que causem a dor a muitas pessoas serão moralmente condenadas ou imorais. Mill também cita a existência de vários tipos de prazeres, podendo um ser melhor do o outro, como ocorre no caso dos prazeres corpóreos em relação aos físicos e o prazer da maioria em relação aos outros.

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  30. O termo utilitarismo foi criado pelos filósofos ingleses Jeremy Bentham e John Stuart Mill. Como discussão central, essa teoria ética avalia os dois principais sentimentos que nos dominam: o medo e o prazer. O primeiro retrata o tipo de sensação que não é desejada, ou seja, é preferível não sentir nada a sentir medo. O segundo retrata o anseio de se sentir satisfeito e realizado, ou seja, aquela sensação que você prefere ter ao invés de não ter nenhuma. Além da questão do medo e do prazer, o utilitarismo tem também como pressuposto a ideia de que o homem é um ser que investiga os fatos através do uso da razão.
    Para os utilitaristas a moral é natural no ser humano, ela é intrínseca ao homem. Tal pensamento nos faz perceber a ligação dos pensamentos dessa teoria com os do filósofo escocês David Hume. A ética utilitarista acredita que todo homem deve fazer aquilo que maximiza o seu bem-estar. Contudo, é necessário que se avalie o prazer a ser obtido, é necessário que se leve em conta se esse prazer não atinge as outras pessoas negativamente. O princípio fundamental dessa ética é a utilidade: o maior número possível de pessoas deve se sentir feliz. Uma ação será aprovada ou desaprovada de acordo com o grau de felicidade que esta ofereça às pessoas.
    Como saber se uma ação é boa ou má? Os utilitaristas afirmam que o grau de bondade/maldade de uma ação será observado em seus resultados. Se um maior número de pessoas afetadas por uma ação se sentir feliz, esta será considerada boa. Mas se um maior número de pessoas se sentir infeliz com essa ação, esta será considerada ruim.

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  31. Estudando o material proposto entendo que os utilitaristas são uma corrente de pensamento consequencialista que nasce em ambiente iluminista e portanto tem um caráter empírico, tanto que tenta traduzir o que é a ação humana por meio de bases empíricas, que utiliza uma razão clara,precisa,consistente e coerente, também usa métodos consistentes para caracterizar o mundo.

    Essa corrente se desenvolve em escola filosófica em torno de um pensador, Jeremy Bentham.Que entende que a utilidade de cada objeto é produzir felicidade e prazer, evitando dor.

    Entendendo a dor como sensação em que se prefere sentir nada a sentí-la, e prazer como uma sensação em que se prefere sentí-la a sentir nada.

    Segundo Mill, um filósofo que se baseia nos ideais utilitaristas propostos por Bentham, este pensamento orienta ao conceito de moralidade e imoralidade aos utilitaristas e também orienta a escola, e entende que uma ação boa - aproximando-se de Hume - é aquela que oferece prazer a um maior número de pessoas e a ação má é a que causa dor.Enfatizando também que há alguns prazeres que são maiores que outros, como exemplo, a superioridade dos prazeres mentais aos corporais.

    O ideal utilitarista entende que quem segue tal teoria pode ser capaz a sacrificar a própria felicidade pelo bem maior. E deste modo, se o humano busca a felicidade e prazer como bem maior, a moralidade torna-se algo natural,e o imoral que causa a dor é o resultado de ações que não foram certamente calculadas, e obtiveram um resultado ruim, causando dor.

    Analisando a corrente utilitarista é possível observar de que modo afasta-se do ideal Kantiano, pois enquanto Kant dá à racionalidade o impulso ao "fazer" ética, os utilitaristas conferem a busca por prazer e felicidade o impulso ao "fazer" ética.

    Raquel Ribeiro Rios

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  32. O Utilitarismo, escola ou corrente, iniciada por Jeremy Bentham, nasce fortemente influenciada pelas teorias de Hume, e foi legada a John Stuart Mill, discípulo de Bentham.
    Em sua essência, o Utilitarismo abranda o discurso filosófico tão duro nas palavras de Kant, segundo o Utilitarismo o julgamento das ações estaria baseado na dualidade bem X Mal dessa vez representados pelo prazer(bem) e pela dor(mal).
    Ao julgarmos os méritos de qualquer ação devemos examinar nossas sensações, o que nos proporcionar uma sensação agradável é um bem, um prazer, e o que nos causar mal estar é, em oposição, um mal.
    Existe ainda na corrente proposta por Bentham, a possibilidade do "cálculo" a ser realizado quando da necessidade de se tomar uma decisão, quanto mais pessoas forem beneficiadas como resultado de uma ação, maior será o empenho com que ela deverá ser colocada em prática, em oposição, quando o sujeito for o único a se beneficiar com uma ação, todos que o cercam serão prejudicados, portanto sentirão dor e essa dor irá, fatalmente, se refletir sobre a pessoa que tomou tal decisão.

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  33. Fernando Santiago Moraes da Rocha11 de junho de 2013 19:12

    O Utilitarismo é uma escola que segue o pensamento de Hume acerca da moral. Portando, consideram que ela provem dos sentimentos e que está relacionada com as consequências dos atos.
    O utilitarismo pressupõe que o ser humano sempre age buscando o prazer e fugindo da dor. O prazer é uma sensação que o ser humano prefere ter a não ter nenhuma; e é preferível não ter nenhuma sensação a ter a dor. Dessa forma, o moralmente correto é realizar uma ação que busca o bem estar, mesmo que o bem estar cause alguma lesão ao ser humano, ele será considerado prazeroso (e, portanto, moral) se o seu fim for prazeroso ao ser humano. Por exemplo, um estudante da UFABC concluir o BC&H é prazeroso e portanto moral, mesmo que ao longo do curso ele sofra "tropeços" que sejam lesivos a ele, como notas baixas ou disciplinas que não o agradem.
    Portanto, a escola utilitarista aprova e considera moral uma ação se ela eleva ao máximo o bem estar de todos afetados por ela, já que o ser humano é mais feliz se todos ao seu redor forem mais felizes do que se ele for feliz individualmente.
    Uma questão que pode ser levantada é o que fazer ao se deparar com um ou mais prazeres ou dores. Como resposta a isso, é proposto um cálculo para medir a dor ou o prazer, baseado em características como duração e intensidade da ação. Através desse cálculo, pode-se escolher entre prazeres mais prazerosos e evitar dores mais dolorosas.

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  34. O Utilitarismo leva adiante a proposta de Hume. A Ética utilitarista tem como ponto de partida o “Princípio de Utilidade” (ou de felicidade do maior número): as ações aprovadas são aquelas com maior tendência de promover a felicidade (o prazer) e as condenadas são aquelas que a diminuem, ou seja, que nos causam dor, sofrimento.

    Prazer é aquela sensação que preferimos ter a não sentir nenhuma. Com a dor ocorre o oposto: é preferível não ter nenhuma sensação a sentir dor.

    O descobrimento da aprovação ou reprovação de uma conduta é racional: há um esforço ou exercício intelectual no sentido de identificar prazeres e analisar suas “medidas” (há prazeres maiores e prazeres menores) e as consequências das condutas. Assim, a razão se apresenta como uma ferramenta importante.

    Uma conduta honesta é aquela em que preferimos o bem (prazer) ao mal (dor): é preferível praticar as ações que maximizam o bem-estar individual. Têm-se o pressuposto de que o bem-estar coletivo está implicitamente atrelado à satisfação pessoal, e que as ações em busca do próprio prazer, embora inicialmente pareçam egoístas, são coincidentes com as que promovem o bem-estar para um número maior de pessoas.

    Para os utilitaristas, julgamos as ações boas ou más de acordo com as consequências delas decorridas. Retomamos aqui o princípio de Utilidade, ponto de partida da ética utilitarista, e vemos que apenas as ações que maximizam o bem-estar de todos os envolvidos/afetados por elas é que podem ser morais.

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  35. O utilitarismo é uma teoria que entende o ser humano como um ser que busca a maximização dos prazeres e a redução das dores. Digo, o objetivo da ação de cada pessoa é obter o prazer que a mesma pode oferecer, ou pelo menos, reduzir a dor que resultaria de uma atitude passada ou ação externa.

    É importante frisar que conforme a teoria existe diversos tipos de prazeres. O ser humano também deve entender que os “melhores” prazeres são aqueles que fazem a felicidade a um número maior de pessoas e possuem maior intensidade, entretanto eles nem sempre estão ausentes de dor.

    Por exemplo, uma equipe de futebol que consegue conquistar um título traz felicidade para todas as pessoas que estiveram envolvidas no processo, diretamente ou não. Mas essa felicidade tem dois pontos que devem ser analisados. Primeiro, a felicidade do jogador responsável por marcar o gol do título certamente é muito maior do que a de qualquer companheiro de time ou torcedor. Segundo, para que essa vitória tenha acontecido existiu e sempre existirá um momento de dor anterior. Este poderá ser a necessidade de treinar constantemente, a ausência de outros prazeres que poderiam atrapalhar a obtenção deste, entre outros.

    Finalizando, entendo que o utilitarismo se assemelha ao pensamento de Hume, em que o ser humano é movido pelas suas paixões (que aqui recebe o nome de prazer) e não pela razão conforme proposto por Kant. Além disso, me foi perceptível que dada à vastidão dos prazeres, alguns se tornam mais desejáveis do que outros, mesmo que alguma dor seja necessária durante o trajeto para obtê-los.

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  36. Após a leitura do material, foi possível entender o utilitarismo como uma corrente, ou extensão ao consequencialismo, alinhado ao pensamento de David Hume e que busca entender a razão de forma empírica. Segundo essa linha de raciocínio, a moral é natural ao homem. Por seguir essa linha de pensamento, essa corrente foge do ideal de Kant, por enxergar a moral não mais como algo a se fazer, ou a se executar.
    O utilitarismo entende que, ligado à moral natural, estão ligados dois sentimentos que nos dominam, a se conhecer: o prazer e a dor. A dor é definida como aquilo que não queremos, ou preferimos não sentir nada a sentí – la, enquanto o prazer é aquilo pelo qual nossas atitudes estão baseadas, ou preferimos sentí – lo a sentir nada. Assim, buscamos fugir da dor em todas as nossas atitudes, ao passo que buscamos o prazer como forma de auto – realização, sendo dor e prazer medidos pelo que nos traz felicidade ou infelicidade
    Essa corrente se desenvolve em torno de um pensador, Jeremy Bentham, e seu pupilo, Stuart Mill. Segundo Mill, este pensamento define moralidade e imoralidade para os utilitaristas, além de orientar essa escola filosófica, entendendo que uma ação pode ser considerada boa quando promove prazer a um numero maior de indivíduos.
    Assim, as ações, em sua utilização, podem ser contadas, quando se diz em uma “felicidade maior” ou “menor”, sendo essas comparações sobre o que pode ser mais ou menos ético. O utilitarismo entende também que os utilitaristas, seguidores dessa linha de raciocínio, são capazes de sacrificar seus próprios prazeres pelo bem coletivo.

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  37. A ética de Stuart Mill tem como aspecto principal o chamado “princípio da maior felicidade”, que consiste em maximizar a felicidade para o maior número de pessoas. A felicidade para Mill consiste basicamente, no prazer e na ausência de dor, de acordo com o autor, há prazeres superiores e inferiores, os superiores derivam do pensamento, da imaginação, os inferiores derivam das necessidades básicas.
    Para Bentham, o prazer pode ser medido se levar em conta variáveis como: intensidade (grau de desfrute do prazer), duração (extensão do tempo do início até o término do prazer), certeza ou incerteza (probabilidade do prazer acontecer),proximidade ou longinquidade(intervalo de tempo que decorre do prazer satisfeito),fecundidade( probabilidade do prazer ou a dor multiplicarem-se respectivamente em outros prazeres e dores), pureza ( probabilidade de não serem seguidos de sensações opostas, do prazer a dor e vice-versa) e extensão ( o número de indivíduos afetados pelo meu desfrute).
    A diferença entre as concepções de Bentham e Stuart Mill para o utilitarismo é que para o primeiro o prazer é medido “quantitativamente” e para o segundo qualitativamente.

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  38. O utilitarismo defende a ideia de que a felicidade deve ser alcançada, e o que seria essa felicidade? Seria você praticar ações que lhe proporcionem prazer e o isentem de dor. Ações morais são aquelas que promovem essa felicidade, e as erradas aquelas que provocam qualquer sentimento contrário ao de felicidade.
    Quando uma ação será praticada é necessário que se leve em consideração o quanto ela lhe custará, um cálculo se faz necessário; ou seja, se quando atingida ela tenha valido a pena, pois vontades e desejos são visto em níveis diferentes, uns são mais desejáveis que os outros, uns são melhores que os outros.
    Talvez renunciar a uma algum ato que o leve a felicidade possa ser considerado como um sacrifício que seja nobre e acabe por torná-lo virtuoso, porém no Utilitarismo ou Princípio da Maior Felicidade isso seria errado, pois sabotar a própria felicidade não é certo, pois ela não promove nenhum bem.
    Porém é sempre importante manter em mente que suas ações afetarão outras pessoas, e talvez seja necessário que se pense a respeito dessas consequências, pois as vezes é preciso pensar que as ações coletivas acabem por gerar a felicidade individual, como uma consequência natural.
    A sociedade tem como responsabilidade proporcionar a felicidade dos indivíduos que estão inseridos nela, harmonizando os desejos individuais e coletivos, através da educação e opinião presente nela, pois ambas exercem um grande poder sobre o caráter humano.

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  39. O pensamento de Hume diz que o ser humano é movido por suas paixões. E não pela razão como é apresentado por Kant. O Utilitarismo segue o pensamento de Hume, que denomina a paixão como prazer.

    Na teoria do utilitarismo o ser humano busca a maximização do prazer e consequentemente a minimização da dor, contudo o ser humano entende que os melhores prazeres devem fazer a felicidade da maior quantidade de pessoas, porém nem sempre essas pessoas vão estar livres da dor para que essa felicidade seja alcançada.

    As ações morais, portanto, são as que aumentam o bem-estar de todos e essas ações são julgadas morais ou imorais de acordo com as consequências.

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  40. O utilitarismo considera bom aquilo que leva à felicidade (tudo quanto seja prazeroso) e ruim aquilo que leve ao oposto dela. Segundo essa corrente filosófica, nada deve nunca sobrepujar à felicidade e tudo é valorado de acordo com o potencial de levar a ela inerente a si. O Princípio da Maior Felicidade, atribui qualitatividade à felicidade, sendo seus maiores valores aqueles que levem felicidade ao maior número de indivíduos.
    A Ética Utilitarista se pauta portanto, no bem-estar coletivo como forma de julgar um comportamento aceitável, inaceitável, saudável ou nocivo, moral ou imoral.

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  41. Daniele Rodrigues de Faria11 de junho de 2013 23:07

    O utilitarismo, ao contrário do que muitos supõem, não se opõe ao prazer, mas sim compreende por utilidade o prazer em si e a ausência de dor. É utilizado o Princípio da Maior Felicidade como o fundamento da moral, portanto, entende-se que o fim último das ações “é uma existência tão isenta quanto possível de dor e tão rica quanto possível de gozos”. Para Mill, os prazeres podem ser diferenciados em relação às suas qualidades, e aquele que possuir as faculdades mais elevadas (conhecer o prazer ‘inferior’ e o ‘superior’) será capaz de realizar esta diferenciação.
    Ainda de acordo com o autor, o utilitarismo não é uma teoria que prega o egoísmo, pelo contrário: é preciso que haja nos seres humanos um sincero interesse pelo bem público, pela maximização da felicidade geral. Deste modo, Mill diz que “a felicidade que constitui o critério utilitarista do que é certo na conduta não é a felicidade do próprio agente, mas a de todos os interessados.”. É utilizada a máxima de Jesus Cristo “amar o próximo como a si mesmo e proceder como desejaríamos que procedessem conosco” para demonstrar o espírito da moralidade utilitarista.
    Percebe-se que o autor enfatiza bastante no decorrer do texto a importância da educação, e a relação entre faculdades mais elevadas e uma maior exigência para se atingir o prazer.
    Também é possível observar no texto uma discordância entre as ideias de Kant e a teoria utilitarista de Mill. Este afirma que “aquele que salva um semelhante de se afogar faz o que é moralmente certo, quer seu motivo seja o dever ou a esperança de ser pago pelo transtorno (...)”, ou seja, diferentemente de Kant, Mill não acredita que o sentimento de dever deva ser o único motivo de tudo o que fazemos, e que nossas ações sejam consideradas imorais somente por não terem sido praticadas em vista do dever.

    Daniele Rodrigues de Faria
    RA: 21047112

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  42. Após a leitura do Utilitarismo de John Stuart Mill, e também conhecendo um pouco do contexto histórico da teoria, podemos perceber que Mill defende, a partir do estudo de obras predecessoras – como as de Francis Hutcheson, Epicuro na Grécia antiga, John Gay, Joseph Priestley , David Hume, dentre outros -, que os princípios da “utilidade” e do consequencialismo deveriam ser os determinantes das escolhas das ações e das distinções morais, no sentido de que toda ação deve ser ponderada e escolhida conforme as consequências que esta produz, para todos os envolvidos (universalmente). Ou seja, a partir do momento em que uma ação é capaz de gerar felicidade – ou mais especificamente, prazer, bem-estar e ausência de dor – a todos os atores e de maneira imparcial (sem realizar distinções), esta ação deverá ser considerada como moral e consequentemente boa/correta, pelo viés do utilitarismo.


    Ou seja, trata-se de uma teoria ética baseada no altruísmo, na solidariedade e no hedonismo (promover prazer a todos), em detrimento do egoísmo de escolhas, muitas vezes defendido pelos deontologistas (tais como Kant), quando estes afirmam que as ações morais devem basear-se na essência ética inerente a elas, bem como nos deveres estabelecidos por cada indivíduo para si – os “imperativos categóricos” – na medida em que respeita a “essência inerentemente ética” das ações consideradas morais.


    Dessa forma, podemos resumir o utilitarismo pela seguinte frase: “Agir sempre de forma a produzir a maior quantidade de bem-estar”.


    Devemos salientar que para os utilitaristas não é relevante a intenção original do ator da ação; ou seja, mesmo que este tenha boas intenções, caso cause más consequências, sua ação será irremediavelmente imoral, ao passo que, caso sua intenção seja má, mas acabe por causar boas consequências, então sua ação será justificada e portanto considerada moral e correta. Não é importante a ação em si (uma ação não pode ser considerada intrinsecamente boa), mas tão somente as suas consequências.


    É por isso que eventualmente mentir, roubar ou matar, por exemplo, podem ser consideradas ações justificadamente morais pelo utilitarismo caso elas sejam necessárias para promover o bem-estar geral da grande maioria. Ou seja, sacrifícios de minorias seriam justificados em determinadas circunstâncias.


    Entretanto, ao julgar ações como as exemplificadas (que claramente geram alguma dor e desprazer, àquele que é “sacrificado”), é necessário que se atente a não pensar de uma maneira demasiada simplista e que não esqueçamos de aspectos e ressalvas importantes que o próprio Mill estabeleceu: segundo ele, haveria uma crucial distinção quanto à “felicidade” e aos prazeres proporcionados (que inclusive o distinguiu do utilitarismo antecessor de Jeremy Bentham): é necessário que se saiba diferenciar os prazer considerados “inferiores” dos “superiores”, ou seja, somente seriam considerados prazeres dignos do sacrifício de uma minoria aqueles que estivessem relacionados ao intelecto, e consequentemente ao espírito, segundo Mill. Estes seriam prazeres realmente “válidos” e que tornariam a ação moral: não trata-se somente de uma questão de quantidade, mas sim de qualidade.


    (continua)



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    1. Dessa forma, todas ações que causem “felicidade” a uma maioria, mas que consistam em prazeres “inferiores”, não relacionados ao intelecto e ao espírito, seriam justificadamente consideradas totalmente imorais pelo utilitarismo. Isso sem falar em ações de sacrifício de uma minoria em comunidades nas quais suas culturas as justificam – tão comum quando essa minoria é de alguma maneira segregada, excluída e submissa à maioria. Nestes casos, de desigualdade comunitária, culturalmente “justificada”, podemos ir além do utilitarismo e nos referirmos também à filosofia liberal de Mill – a qual não aprovaria este tipo de desigualdade – e especialmente pelo fato de que geralmente tais ações não encontram-se inseridas em circunstâncias extremas, de necessidade última e portanto justificada; mas sim por serem deliberadas através de escolhas não fundamentadas e egoístas.


      E este consiste a principal crítica que podemos fazer ao utilitarismo, ou melhor, à interpretação equivocada do utilitarismo: não se pode justificar determinadas ações pelos seguintes principais fatores:

      - quando os prazeres gerados à maioria não são “dignos” para tanto (o que prova, por exemplo, que também a eugenia do holocausto nazista não era justificada); ou seja, quando os prazeres não consistem em felicidade e não possuem “qualidade”, mas sim em proveito ou satisfação;

      - quando há incerteza quanto à quais serão as consequências – os “prazeres” – gerados por determinada ação; ou seja, quando não se é possível prevê-las, e também se tais consequências são potencialmente geradoras de terceiras, desconhecidas também;

      - quando não se observa certeza absoluta quanto à “felicidade” gerada ser realmente universal e comum a todos (problemas, por exemplo, enfrentados também pelos princípios da democracia);

      - quando as circunstâncias que envolvem a ação (seja ela um sacrifício ou não) não correspondem a verdadeiras necessidades ou a situações em que não há outra saída, mas sim a escolhas devidamente voluntárias e fundadas em interesses egoístas.


      Ou seja, verificamos que é necessário pensar no mínimo duas vezes ao justificarmos uma ação através da teoria utilitarista, levando em consideração todos os aspectos que suportam seu custo-benefício (tais como julgarmos corretamente a “qualidade” dos prazeres gerados), assim como aprofundarmo-nos em noções de justiça e integridade; e não somente em situações externas a nós, mas também nas que parecem “nobres” - as situações de sacrifício pessoal, por exemplo -, mas que podem acabar revelando-se não tão nobres assim.


      kamila.star.p@hotmail.com

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  43. A leitura do texto permite-nos inferir que o utilitarismo deve ser visto como uma escola filosófica que tem suas bases nos pensamentos de Hume, sendo assim, eles acreditam na moral como uma imposição natural ao ser humano, ou seja, para eles a moral faz parte da natureza humana e nao tem relação com o racionalismo.
    O utilitarismo propõe uma ética que caracteriza as ações como "positivas" quando elas estão pautadas na busca pelo prazer, e "negativas" quando essas ações culminam em dor ou sofrimento. Tal ideia é denominada como " principio da utilidade", e ela é a base da ética utilitarista.
    Ainda no texto de Mill temos a razão como uma espécie de "medidor" de prazer, identificando as possibilidades de maior satisfação pessoal(e por consequencia coletiva segundo o utilitarismo) e guiando portando a conduta ética.

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  44. O utilitarismo é uma corrente do pensamento ético influenciada pela mentalidade iluminista inglesa. A atmosfera de entusiasmo e otimismo criada pelo iluminismo possibilitou a escola utilitarista afirmar que a através da razão somos capazes de entender e solucionar os problemas da conduta humana e mostrar que os ser humano é um ser cognitivo, o qual é capaz de manipular o mundo, ou seja, fazer representações deste último para facilitar a compreensão do mesmo.

    Os seguidores dos princípios utilitaristas admitem que o ser humano só age movido pela busca do prazer e pela fuga da dor; seguindo esta mesma linha de raciocínio, o fim de qualquer atividade humana é a busca pela maior felicidade possível, para esta felicidade ser plena, ela deve abranger a felicidade do próprio indivíduo que pratica a ação e a de todos aqueles cujos interesses estão vinculados com a ação.

    Ser honesto, segundo os estudiosos do utilitarismo, é praticar ações que maximizem o bem-estar de todos os seres que, de alguma forma, são afetados por esta, logo, as ações que visam este fim são moralmente justificáveis. Os conceitos de maldade e bondade das condutas humanas são analisados de acordo com a eficiência que uma ação tem de promover prazer ou dor naqueles seres vinculados a ela. É imprescindível discernir entre os limites do prazer, ou seja é necessário mensurar o prazer para que ele não se torne, de forma alguma, sofrimento.

    Condensando as ideias expostas acima, a essência da ética utilitarista leva em consideração que um indivíduo ético é aquele que é feliz, e que suas ações serão avaliadas como moralmente boas ou más de acordo com suas consequências.

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  45. O utilitarismo tem como regra geral o "Principio da Felicidade do Maior Número" ou "Princípio da Maior Felicidade", ou seja, prega que se uma ação alcança o prazer do maior número de pessoas, essa é a ação mais correta. Em todo caso, o objetivo da ética utilitarista é a realização da felicidade humana. Ainda assim, o Principio é regido e moderado pela razão humana, e a ação deve ser feita de forma imparcial, evitando que a felicidade de quem age seja maior que a dos outros ao seu redor.
    O Principio da Maior Felicidade procura maximizar a felicidade humana, é importante saber mensurar a felicidade, e esse é um dos principais desafios dos utilitaristas contemporâneos. Já que o utilitarismo é baseado no modelo científico (racional empírico), a definição e quantização da felicidade ou prazer procuram ser claras e precisas.
    Um ponto importante a observar sobre o utilitarismo: é uma teoria "rival" (contra) das teorias éticas deontológicas, de Kant e da teoria do contrato de Hobbes, Locke e Rosseau.

    Ass: Helder Aires da Silva - RA 21008610

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  46. O utilitarismo é uma teoria ética consequencialista, ou seja, ele avalia as ações de acordo com as suas consequências. De acordo com esta teoria, uma ação deve ser considerada correta se promove a felicidade (prazer) e incorreta se promove a infelicidade (dor). Porém, não deve ser levar em conta apenas a felicidade de quem pratica a ação, mas de todos os que serão afetados de alguma forma por ela. O utilitarismo se contrapõe ao egoísmo, de modo que não aceita que o indivíduo busque seus próprios interesses. Da mesma forma, também se opõe a qualquer teoria que considere atos certos ou errados sem considerar as consequências desses atos.

    De acordo com o utilitarismo, a moralidade de uma ação não é determinada a partir de princípios diante de um valor intrínseco. Ela pode ser calculada, levando em consideração as consequências desta sobre o bem-estar do maior número de pessoas, avaliando o seu impacto nas pessoas afetadas. Bentham foi bastante rigoroso ao propor uma forma de dar valores aos prazeres e dores. Assim sendo, uma ação que proporciona, por exemplo, 7 unidades de prazer e 2 de dor, seria considerada boa. Por outro lado, uma ação que proporciona 3 de prazer e 5 de dor, seria considerada má. J. S. Mill acrescentou ao cálculo a possibilidade de considerar variáveis subjetivas. Mill alegava que a qualidade do prazer é tão importante quanto a sua quantidade. Desse modo, o prazer proveniente de faculdades superiores é mais valioso que outros, tendo assim uma espécie de superioridade.

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  47. A ética utilitarista é uma ética que tem como ponto de partida o princípio da “felicidade do maior número”, também chamado de princípio da utilidade. Primeira escola filosófica que teria surgido no mundo moderno, os utilitaristas apoiavam as ideias de Hume, como no que diz respeito à dimensão moral: para eles, assim como para Hume, a dimensão moral faz parte da natureza do ser humano, ou seja, o ser humano é um ser moral, e não há como escapar disso.

    O utilitarismo possui dois pressupostos fundamentais: O primeiro deles diz que somos seres “ilustrados”, ou seja, que conhecemos a partir da investigação racional. O segundo afirma que o ser humano está sob o domínio do prazer (do bem) e da dor (do mal), e que agimos somente movidos pela busca do prazer e pela fuga da dor. O homem deseja praticar naturalmente o bem, e não deseja o mal por ele mesmo.
    Fora os dois pressupostos acima, o utilitarismo possui também seis princípios fundamentais. São eles o Princípio de Utilidade (todo ser humano busca sempre o maior prazer possível), da Identidade de Interesses (o fim da ação humana é a maior felicidade de todos aqueles cujos interesses estão em jogo), da Economia dos Prazeres (a utilidade das coisas é mensurável e devemos utilizar uma “aritmética moral” para descobrir a ação mais apropriada para certa situação), das Variáveis Concorrentes (a aritmética moral depende do valor de sete variáveis: intensidade, duração, certeza, proximidade, fecundidade, pureza e extensão), da Comiseração (o sofrimento é sempre um mal, independente do sujeito) e da Assimetria (prazer e dor possuem valores assimétricos, pois a eliminação da dor sempre agrega prazer).

    Pode-se dizer que a ética utilitarista é uma ética egoísta, pois nela o ser humano procura aumentar a felicidade daqueles cujos interesses estão envolvidos, ou seja, dele mesmo. Mas como para o utilitarismo ninguém é feliz com a infelicidade dos outros, uma das formas do indivíduo gerar prazer para si mesmo é ver o máximo de outros indivíduos felizes também, fazendo assim com que apesar de “egoísta” a ética utilitarista seja também altruísta.

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  48. O utilitarismo tem como foco proporcionar bem estar, ou seja, a felicidade (prazer e ausência de dor) para o maior número de indivíduos possível. As ações realizadas dentro do utilitarismo são consideradas corretas quando tendem a promover a felicidade e erradas quando propiciam o contrário.
    É uma forma de consequencialismo, avaliando uma ação, ou regra, por meio de suas consequências, onde estas devem visar o bem estar do maior número de pessoas. O utilitarismo rejeita o egoísmo, opondo-se ao fato de que o indivíduo deva perseguir os seus próprios interesses, mesmo às custas dos outros, e se opõe também a qualquer teoria ética que considere ações ou alguns atos como certos ou errados, independentemente das consequências que estes possam ter.
    O utilitarismo assim difere radicalmente das teorias éticas que fazem o caráter de bom ou mal de uma ação depender do motivo do agente, pois, de acordo com o utilitarismo, é possível que uma coisa boa venha a resultar de uma má motivação ou intenção do indivíduo.

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  49. Jessica Raissa Oliveira Laureano12 de junho de 2013 00:41

    Como dito em aula, os utilitaristas concordam que os conceitos do que é bom ou mal concernem as consequências que delas decorrem, ou seja, são justificáveis moralmente as ações que visam o bem estar. Assim, as ações são consideradas corretas na medida em que tendem a promover felicidade, o prazer.
    A ética utilitarista adota 5 princípios, são eles: o Princípio da Utilidade que visa buscar o maior prazer possível e fugir da dor. O Princípio da Utilidade de Interesses que diz que o fim da ação humana é a maior felicidade de todos os interessados e, portanto, obrigação e interesse estão ligados, por isso deve se agir de forma a ser modelo para todas as outras pessoas. O Princípio da Economia dos Prazeres, que diz que a utilidade das coisas é mensurável, é possível calcular dor e prazer em termos numéricos. Princípio das Variáveis Concorrentes, que diz que o calculo moral depende da identificação do valor aritmético das variáveis: certeza, extensão, proximidade, etc. E, por fim, o Princípio da Comiseração, que diz que o sofrimento é sempre um mal.
    Para Bentham, o prazer e a dor poderiam ser calculados, através de algumas variáveis, tais como: certeza, duração, intensidade, etc. Para ele, devemos calcular a maior felicidade para o maior numero de pessoas, então o mais importante é a quantidade de felicidade que uma ação proporciona. Bentham acha que a função de cada ação é produzir felicidade e evitar dor. Entende-se por prazer tudo aquilo que é preferível sentir a não sentir nada e dor, a tudo aquilo que é preferível não se sentir a sentir alguma coisa.
    Para Mill, que foi aluno de Bentham e, consequentemente, um utilitarista também, o prazer nunca é igual ao outro e que o aspecto qualitativo interfere no julgamento de bondade ou maldade de uma ação, por isso, existem prazeres mais desejáveis que os outros. Por exemplo, o prazer intelectual tem maior valor do que o prazer de alguma necessidade física.

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  50. O princípio da utilidade, que foi teorizado inicialmente por Bentham e posteriormente por Mill, consiste na maximização da felicidade(ao máximo de pessoas que possa abrenger essa felicidade em uma ação) e a ausência de dor, tendendo a causar o menor sofrimento possível, caso impossível de desprover tal ação de ter uma consequência negativa. Portanto o fim que os utilitaristas, dentre eles Mill, buscam seria a felicidade em si, tido por ele, como o fim que todos almejam. Porém me vejo numa encruzilhada ao pensar qual seria ação que um utilitarista deveria tomar, ao se ver no impasse de defender a felicidade de outro ou a sua, tendo em vista que ambos proveriam felicidade a si próprio.

    Mill também nos mostra que a mensuração da felicidade por categorizações quantitativas impede-nos de avaliar o quanto essa felicidade nos causa. Ele prefere mensurar a qualidade que tal ação possa ser causada, diferenciados por prazeres superiores e inferiores. Exemplos de prazeres superiores seriam sentimentos de amor, amizade, conhecimento, ou seja, baseado no mundo intelígivel. Já prazeres inferiores seriam prazeres físicos, como comer, beber e sexo.

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  51. O Utilitarismo é uma escola filosófica que estabelece a prática das ações de acordo com sua utilidade, baseando-se para tal em preceitos éticos. Assim, uma atitude só deve ser concretizada se for para a tranqüilidade de um grande número de pessoas. Portanto, antes da efetivação de uma ação, ela deve ser avaliada sob o ponto de vista dos seus resultados práticos.
    Pode-se dizer que do ponto de vista filosófico que o Utilitarismo visa alcançar o maior valor da existência humana, a felicidade, não no sentido meramente individual, mas no aspecto coletivo. Economicamente, é também a vantagem de todos que deve servir de parâmetro para se tomar ou não uma decisão, ciente de que ela é ou não correta. Assim, ele é oposto ao cultivo do egoísmo e à tomada de atitudes impulsivas, que não medem as conseqüências.
    O Utilitarismo tem um aspecto moral que procura entender a natureza do homem, e para isso leva em conta o fato de que o indivíduo está sempre em busca do prazer, ao mesmo tempo em que tenta fugir da dor. É neste ponto que esta doutrina intervém, pois sua função é propiciar às pessoas o máximo de satisfação e alegria, e por outro lado impedir o sofrimento. Portanto, ser útil é o valor moral mais elevado.

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  52. Isabela Biscalchim12 de junho de 2013 15:18

    O utilitarismo procurar a felicidade invés da privação do prazer, assim quando não sentimos nenhuma emoção escolhemos sentir o prazer, mas quando estamos sentindo dor escolhemos a ausência de sentimentos.
    O utilitarismo acaba sendo uma forma do consequencialismo, pois os dois avaliam as ações pelos resultados. O utilitarismo considera as ações morais aquelas que proporcionam o bem coletivo, sem prejudicar o próximo, já as ações que são consideradas incorretas não proporcionam o bem. Como regra geral temos “O Principio da Felicidade do Maior Número”, no qual uma ação boa busca o prazer do maior número de pessoas possíveis, busca uma felicidade coletiva, deixando de ser individualista. Assim podemos ver que os seres egoístas são considerados imorais.
    Em seu texto, Stuart Mill mostra que existem diferentes formas de prazeres, como por exemplo os prazeres dos animais, que são diferentes dos nossos prazeres, desejamos coisas diferentes, possuímos concepções diferentes. Existem também intensidades diferentes de prazeres, aqueles que são considerados mais valiosos são aqueles que a maioria da população prefere.

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  53. O utilitarismo surge no mundo de fala inglesa, em especial a Inglaterra, sendo considerado a primeira escola filosófica de que se tem notícia. Seus principais representantes são Bentham e John Stuart Mill, sendo o primeiro responsável pelo principal princípio desta corrente filosófica, o princípio da Utilidade ou Felicidade do Maior Número.

    O entusiasmo com a capacidade de conhecimento humano por meio da razão e também entusiasmo com a felicidade humana são ditos como principais ingredientes do utilitarismo. Apoiavam Hume no que diz respeito à moralidade do ser humano, pois para ambos (Hume e os utilitaristas), este é dotado intrínsecamente de dimensão moral, isto é, somos naturalmente seres morais, avaliamos nossas ações como boas e más, buscamos sempre o bem e recusamos o mal.

    Bentham propõe que o ser humano age movido pelo prazer e pela fuga da dor, sendo estes dois mecanismos de controle das ações humanas. A ação boa é aquela que traz prazer e felicidade àqueles de sofrem a consequencia da ação. Em contrapartida, a ação má seria aquela que causaria sofrimento. Podemos considerar, então, o utilitarismo como sendo uma corrente consequencialista, pois é olhando as consequencias que se decide o agir.

    Daí se baseia o princípio da utilidade(de Bentham), considerado ponto de partida para toda argumentação moral utilitarista, em que se aprova ou desaprova uma ação "conforme a tendencia que ela possua de aumentar ou diminuir a felicidade daquele cujo interesse esteja em questão, isto é, conforme a tendencia da ação de promover ou se opor à felicidade". É importante ressaltar a conceituação de prazer e dor, como feito no vídeo da aula do Professor Peluso. Prazer seria a sensação preferível ao invés de sentir nenhuma [sensação], e dor é preferir não ter sensação nenhuma do que ter aquela proporcionada pela dor.

    John Stuart Mill, seguidor de Bentham, vai afirmar que os prazeres não se relacionam de forma simétrica. "É perfeitamente compatível com o princípio de utilidade reconhecer o fato de que algumas espécies de prazer são mais desejáveis e mais valiosas do que outras." Portanto os prazeres não estariam condicionados apenas a elementos quantitativos, como proposto por Bentham, mas também dependeria de aspectos qualitativos.

    Por fim é importante falar que a ética utilitarista possui 6 princípios fundamentais: o princípio da utilidade, da identidade de interesses, da economia dos prazeres, das variáveis concorrentes, da consimeração e da assimetria.

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  54. A escola Utilitarista de ética a meu ver, possui uma visão muito interessante do que deve ser o julgamento moral. Citarei aqui os 3 autores que vimos e que tentam explicar a moral com a ética consequencialista.
    Primeiro temos Hume que considero como a base do pensamento utilitarista - Hume foi o primeiro a tentar introduzir o empirismo na discussão moral e tentar com isso montar um sistema ético baseado na experiência humana ao invés de conceitos pré-estabelecidos (religiosos). Para ser sincera, gosto muito da linha de pensamento de Hume - onde , para citá-lo, "...razão e sentimento confluem em quase todas as decisões e conclusões morais". Tanto nossa capacidade de raciocínio quanto nosso próprio e inerente sentimento moral são os responsáveis por nos mostrar quais são as ações que nos são úteis e, portanto são moralmente corretas por trazerem a nossa felicidade e a das pessoas atingidas por nossa ação - e quais não o são por produzir o oposto.
    Porém a visão de Hume de utilidade como aquilo que tem a capacidade de nos trazer felicidade ainda é muito geral - o que é a felicidade? Esse conceito não é distinto para cada um de nós? Aqui entram Bentham e Mill que iram aos poucos aprimorar essa ideia de Hume, usando os conceitos de prazer e dor - que são mais mensuráveis e específicos.
    Para Bentham "Nature has places mankind under the governance of two sovereign masters, pain and pleasure. It is for them alone to point out what we ought to do, as well as to determinate what we should do." Então basicamente, as ações moralmente corretas são aquelas que nós trazem prazer e ausência de dor e as moralmente incorretas aquelas que trazem sofrimento e privação do prazer.
    Meu problema com Bentham ainda é seu excesso de racionalização - ele introduz o cálculo felicífico - para calcular a quantidade de prazer ou dor produzida por determinada ação através de variáveis como intensidade, duração, certeza/incerteza, proximidade/longinquidade, fecundidade, pureza e extensão. Ainda tenho receio em acreditar que de fato pensaríamos em tudo isso antes de todas nossas ações e que levaríamos nossa racionalidade a esse ponto, acho que essa ideia acaba por deixar a complexidade do ser humano de fora - não somos seres inteiramente racionais todo o tempo. Também volto àquela pergunta da aula - se duas ações nos trouxessem quantidade igual de prazer - usarei um exemplo meio tosco - ler um livro ou assistir a um filme, o que nos levaria a escolher uma em detrimento de outra? Não seriam justamente nossas afecções? Nosso desejo no momento?
    Mill deixa essa visão mais clara pra mim ao colocar a ideia de qualidade dos prazeres - existem diferentes tipos de prazer - alguns mais desejáveis (prazeres intelectuais) do que outros (prazeres corpóreos). Com isso ele também esclarece a ideia de que "ética dos porcos" - a ideia de que se o único fim de toda ação humana é o prazer, o que nos diferencia dos porcos? Justamente nossa capacidade de sentir prazeres distintos - nós somos mais exigentes em nossa ideia do que nos dá prazer, nossas faculdades mentais são superiores e variam de indivíduo para indivíduo, dái a sua frase "É preferível ser um homem insatisfeito do que um porco satisfeito; é preferível ser Sócrates insatisfeito do que um imbecil satisfeito".
    No geral, gosto da visão Utilitarista - a moralidade na busca pela "felicidade" e pela ausência de dor. "Felicidade" porque muitos argumentam que é impossível maximizar a felicidade o tempo todo, é impossível ser totalmente feliz a todo momento - e eu concordo com isso. Mas como Mill fala "a felicidade de que falam não significa uma vida de arroubo, mas momentos de êxtase numa existência constituída de poucas dores transitórias, muitos e variados prazeres, com um claro predomínio do ativo sobre o passivo; existência fundada, em seu conjunto, sobre a ideia de não esperar da vida mais do que ela é capaz de conceder.”.

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  55. O utilitarismo se consiste em uma corrente de pensamento cujas características se assemelham ao pensamento anglo saxão. Obtinham a mentalidade de certa forma de tornar útil toda e qualquer forma de conhecimento, buscando a racionalidade clara na construção de seu conhecimento de modo que possa ser facilmente passados aos seus interloctures. No vídeo do I Curso Livre de Humanidades inclusive, o senhor faz menção ao exemplo de um dos pensadores dessa escola, quis manter seu corpo embalsamado na Universidade de Londres, após longos estudos sobre a tal “arte”.

    Para os utilitaristas, em relação às leis, o que nos faz obedecer a elas não é necessariamente as condições do contrato no qual elas estão estabelecidas, mas sim as consequências das mesmas.

    Acreditam que, assim como já vimos ao estudarmos Hume, as nossas paixões determinam de certa forma nossas atitudes, sendo assim, a visão da explicação de nossas atitudes e até mesmo dos cumprimentos às leis serem embasadas nas consequências, é completamente cabível. Dessa forma, tratam o empirismo como algo muito importante, já que é ele que determina se algo teve consequências boas ou ruins.

    De maneira geral, a ética, para os utilitaristas, pode ser extraída através do balanço das atitudes consideradas boas ou ruins pelas pessoas.

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  56. Stuart Mill é um pensador que se apoia nos embasamentos teóricos da corrente filosófica conhecida como: Utilitarismo. Essa corrente se baseia no pensamento de que nossas ações são julgadas quanto à consequência delas mesmas, ou seja, se a ação terá uma boa consequência ela é julgada moralmente de forma positiva, mas se sua consequência é ruim ela é julgada como imoral.
    O egoísmo não é aceito na teoria do utilitarismo pois ela busca o bem-geral, e também repudia qualquer ação em que sua consequência não seja levada em conta.
    Resumindo, o utilitarismo é uma corrente filosófica que busca a felicidade, visando as consequências das ações realizadas. Usando como exemplo a sociedade humana, o Utilitarismo buscaria alcançar a felicidade geral da sociedade e não apenas de alguns seres específicos.

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  57. Os utilitaristas produzem uma linha filosófica que investiga problemas morais e éticos. O pensamento dos membros dessa forma de pensamento está baseado na racionalidade como fonte de demarcação do que é moral ou imoral, correto ou incorreto, bom ou mal. Entretanto somente a razão não é capaz de formular tal demarcação de critério, a razão se junta ao princípio fundamental da visão utilitarista, a busca natural pela felicidade, pelo prazer. Sendo que todos nossos desejos teriam como objetivo ou motivação atingir o prazer e as ações moralmente corretas seriam as provenientes da obtenção dessa busca. Entendamos felicidade como a presença de prazer e o máximo de ausência de dor.

    Tal prazer poderia ser dividido em dois subconjuntos, o prazer físico e o prazer intelectual, sendo que o prazer intelectual tenderia a ser mais difícil de saciar e o mais desejado entre os humanos, talvez pelo orgulho próprio, pela vontade de se diferenciar dos demais e até mesmo pela dignidade. Conforme cita Mill em seu texto "O que é Utilitarismo?": “É melhor ser um ser humano satisfeito do que um porco satisfeito”, uma analogia entre ter os prazeres intelectuais satisfeitos ou apenas os prazeres físicos atingidos.

    Apesar dessa preferência humana pelo prazer intelectual ao contrário do prazer físico, as condições presentes para cada indivíduo pode fazê-lo se contentar com menos ou com o mais fácil de ser alcançado, como descrito por Mill: “Os homens, frequentemente elegem, devido à fraqueza de caráter, o bem mais próximo, mesmo sabendo que é o menos valioso”. E ainda segundo o autor, seria impossível tentar unir a busca por ambos prazeres.

    Os utilitaristas creem na felicidade compartilhando felicidade, ser feliz por ver outro indivíduo feliz com suas atitudes. Isso foi denominado pelo grupo como a maior virtude do homem, a busca pela felicidade não só individual mas como de um grupo que esteja envolvido. Conforme o texto: “A moralidade utilitarista reconhece nos seres humanos o poder de sacrificar seu maior bem próprio pelo bem dos outros”.

    Há quem tenha criticado o pensamento utilitarista por considerar a visão utópica para os seres humanos, como algo 'muito elevado para a humanidade', entretanto, conforme é bem explicado no texto, os códigos morais e éticos não tem como objetivo obrigar a prática de ações e sim descrever o que é correto ou incorreto, moral ou imoral, sem qualquer sentimento de dever relacionado.

    As leis são descritas pelos utilitaristas como uma forma de atingir os objetivos naturais da busca pela felicidade e o prazer, conforme explicado: “As leis e a organização social devem tanto quanto possível, harmonizar a felicidade ou o interesse de cada indivíduo como o interesse do conjunto”.

    Há ainda o conceito de justiça que com algumas de suas premissas seria possível também unir às ideias utilitaristas, é o caso de princípios da justiça como a meritocracia, a igualdade, e a necessidade de se manter a palavra, esses princípios teriam conexão direta com a busca pelo moralmente correto. Vale lembrar que sempre é possível, em situações extraordinárias, diferentes das habituais, que esses princípios sejam alterados para o prazer e felicidade individual e do coletivo envolvido com tal situação extraordinária.

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  58. O utilitarismo é uma escola filosófica de origem britânica que foi idealizada e construída por 2 pensadores do séc. XVIII: Jeremy Bentham e J.S. Mill (aluno de Bentham).

    De acordo com estes, o homem age movido pela busca aos prazeres; a felicidade. E evita a dor, o sofrimento. (Neste caso devemos ser atentos á interpretação destas palavras: O prazer seria o estado preferível ao de não ter sensação alguma, de forma contrária, a dor seria um estado em que é preferível não ter sensação alguma, do que sentí-la.)

    Esses 2 extremos seriam então instrumentos que guiam a ação do homem.
    Uma boa ação então, seria aquela cujas consequências conferem felicidade e prazer ao indivíduo, e a má ação seria aquela que tal consequência resulta em um estado de sofrimento. Observamos então que, ao contrário dos princípios propostos por Kant, o utilitarismo é uma vertente de pensamento filosófico que se apóia nos ideais do consequencialismo.

    Desses conceitos de condutas boas e más se origina o "princípio da utilidade", proposto por J. Bentham: Concluímos se tal atitude é moral ou imoral analisando suas prováveis consequências e considerando se tal ato vai proporcionar prazer ou dor ao sujeito em questão.

    Por fim, podemos concluir que o utilitarismo visa como fim compreender a natureza do comportamento humano.

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  59. O utilitarismo é uma tradição moderna da cultura anglo-americana, se baseia na ideia de que o bem e o mal são conhecidos pelos humanos graças a sua racionalidade, sendo assim, não teríamos como fugir de ações morais. Para os utilitaristas, a natureza faz com que o ser humano busque prazer - todas as emoções que um ser humano desejaria sentir - e fuja da dor - todo sentimento que se prefere sentir ao invés de nada.
    Essa teoria ética parte de dois princípios fundamentais:
    a)conhecemos por meio da racionalidade, ou seja, nos utilizamos de nossa conhecer racional para distinguir critérios que categorizem ações como boas ou más. Nesse sentido, acredito que haja alguma contribuição da teoria kantiana, que aponta a influência da razão sobre as ações humanas;
    b) a bondade ou maldade das ações está nas suas consequências, ou seja, quanto maior o número de pessoas que atingirem o prazer por uma única ação, mais moral ela deve ser considerada. Esse é o princípio da felicidade do maior número, formulado por Jeremy Bentham.
    Além desses princípios básicos, o utilitarismo propõe mais seis, que envolvem a busca de prazer para a maior quantidade de pessoas possível, a mensuração de ações boas por meio de uma aritmética moral - que derivaria de sete aspectos como intensidade, duração, certeza, proximidade, fecundidade, pureza e extensão -, a noção de que o sofrimento é sempre um mal e a assimetria entre prazer e dor.
    Os utilitaristas não se atentam apenas à formulação de uma teoria moral. Segundo John Plamenatz, eles buscam construir explicações coerentes sobre a função e as origens da moralidade, explicar a peculiaridade do vocabulário moral e desenvolver métodos para explicar o comportamento humano.
    Como consequência de se seguir a teoria utilitarista, teríamos então uma vida livre de dores, na medida do possível, e conseguiríamos potencializar nosso efeito positivo na vida das pessoas e da sociedade.

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  60. O utilitarismo continua a teoria de Hume. Essa teoria coloca a ética com natureza na utilidade da ação, onde busca-se alcançar a felicidade.
    A busca, está, na verdade, no prazer, e a fuga da dor. Apesar das diferenças maneiras de sentir prazer, o sentimento, em seu principio, é o mesmo para todos.
    Ora, mesmo os masoquista, ou sádicos, buscam, na dor, o prazer pessoal. Sendo que, partimos da ideia de que o prazer do outro, interfere no nosso prazer, de forma positiva. Quando o prazer de nosso semelhante não interfere negativamente no nosso próprio prazer, vê-lo feliz, nos daria, segundo a teoria, também, prazer.
    Então, temos no utilitarismo, um 'egoísmo altruísta', uma vez que queremos a felicidade dos outros, mas com objetivo em nosso próprio prazer.
    Vemos, portanto, que para os utilitaristas, o sentimento tem função fundamental para a moral.
    Entretanto, devemos ponderar, constantemente, se nossa ação em busca da felicidade vale, ou não, as consequência. Como o exemplo dado em aula, onde, para fugir da 'dor' de cursar certa disciplina, posso deixar de frequentá-la, porém, reprovarei no final o curso.
    Valeria a consequência de ter uma reprovação no histórico? Valeria ter que cursar a matéria novamente, em outra época? Devemos saber das consequências de nossos atos, para podermos escolher de forma correta, o que nos levará ao nosso objetivo - a felicidade.
    Logo, usamos a razão para fazer tais escolhas.

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  61. No texto de Mill, é apresentado o seu conceito da doutrina ética do utilitarismo, onde é fundamentado que devemos agir de forma consequencionalista, pensando em como nossas atitudes podem repercutir em nosso meio, tendo como principal objetivo a felicidade de maior parte das pessoas, consistindo na importância de considerar a promoção dos interesses gerais da sociedade.
    Mill mostra os argumentos de quem se opõe ao utilitarismo também ao decorrer do seu texto; põe em pauta os epicuristas, que pregam que tudo consiste no prazer, principalmente quando se refere a prazeres corporais, entretanto considerando que o ser humano detém de outras necessidades, o autor exemplifica a necessidade da felicidade geral, voltando ao principio de sua teoria.
    Fala-se da imparcialidade que deve estar inerente aos seres utilitaristas, diz que "sejamos imparciais tanto quanto um espectador desinteressado e benevolente", em suma temos que deixar o egoísmo a parte, não dando preferência a nossa felicidade, mas sim a geral.
    No segundo capítulo do arquivo é discutido a noção de lei, o autor mostra a etimologia da palavra, assim como conceitua que esta por fim deve ter efeito preventivo e deve ser executadas, com principalmente conseqüência, a de proporcionar o bem-estar da sociedade em geral.
    Com estes e outros conceitos apresentados, o autor mostra também a possibilidade do outro lado, o não utilitarista, a ação com propósito egoísta e, em suma concluo que a teoria é muito importante e é bem aplicada em vários pontos, como na política , e é essencialmente bem-elaborada, já que visa a felicidade geral, o que por fim sempre foi e é o objetivo das sociedades.

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  62. O utilitarismo, linha de pensamento que tem como maiores autores os filósofos ingleses John Stuart Mill e Jeremy Bentham e foi fortemente influenciado pelas ideias de Hume, trata da dualidade Bem x Mau, mais especificamente Prazer x Dor. O ser humano, por essa linha de pensamento, age sempre buscando o prazer (positivo) e evitando a dor (negativa) – o princípio da utilidade.
    O consequencialismo dessa escola indica que, a partir do momento em que uma ação causa consequências boas (bem-estar, prazer) imparcialmente a todos os atores, esta é tida como correta e moral. Quanto mais pessoas a ação beneficia (e a menos pessoas traz dor), mais moralmente correta ela é.

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  63. O utilitarismo é uma teoria ética que tenta avançar na analise do pensamento de Hume.
    Hume acredita que somente cometemos ações imorais por ignorância, portanto, ações boas são uteis quando utilizam o Bem, não se aprofundando no reflexão do que acontece depois do Bem e dando pouco valor para razão.
    Para o utilitarismos somos seres ilustrados, isto é, nós conhecemos através da investigação racional, observando as consequências dos atos tentando sempre praticar o Bem, e não fazendo o mal, e tentamos sempre maximizar o bem -estar.
    A teoria consequencialista acredita que o homem prefere ter o prazer, ao não ter nenhum bem - estar individual, não se considera, entretanto, apenas o prazer imediato das ações; considera -se também os prazeres a longo prazo para justificar as ações como boas.
    Nesse sentido estamos presos a dois domínios: o Prazer e a Dor, e sempre tentamos fugir da Dor (o Mal), e será papel da razão construir o juízo moral (avanço sobre o Bem, por vias do Prazer), que seria definido depois de uma consideração sobre todas as consequências de Prazer e Dor.
    O ponto de partida do utilitarismo é o principio da felicidade do maior número, isto é, a ação será aprovada ou desaprovada conforme a tendência que ela possuir de diminuir ou aumentar a felicidade daquele cujo interesse esteja em questão.
    Depois do exposto podemos nós perguntar o porque escolhemos o Bem e o Mal e repudiado? Quais são os motivos para obedecer?, temos a sensação que algumas atitudes são obrigatórias em si mesmas, e sabemos que toda obrigação deriva de um dever, logo, a minha felicidade esta entrelaçada com a felicidade do outro.O caráter moral então prevê um hábito, pois é importante poder confiar no outro, confiar que sua conduta será boa, para que eu tenha felicidade.
    Um dos pensadores do utilitarismos é John Stuart Mill, e ele via o utilitarismos não como um caminho a uma felicidade individual, mas sim uma felicidade coletiva, entretanto, existem prazeres mais preferíveis que outros, como o prazer intelectual, e esse seria mais preferível do que os coletivos.

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  64. As propostas de Stuart Mill foram criadas com o objetivo de esclarecer os direitos e liberdades individuais de cada homem, à medida que, acreditava que cada individuo se encontra em processo de evolução, uma vez que, a ideia central de sua filosofia refere-se a uma necessária progressão do espírito humano.
    A corrente utilitarista adotada por Mill tem como principio clássico a felicidade como a única e exclusiva finalidade da vida. Felicidade esta, que pode ser adquirida por meio da aquisição dos chamados prazeres , que por sua vez, podem estar associados ao corpo ou até mesmo ao espírito. É importante ressaltar que Mill atribuiu uma maior relevância aos prazeres relacionados ao espírito juntamente com os valores sentimentais, exemplificados pela relação de amor, amizade e honestidade entre os indivíduos. Para o autor, são estes os prazeres que realmente permitem ao homem encontrar sua verdadeira felicidade.
    Todas as ações desempenhadas pelos seres humanos devem ter como objetivo único, atingir a felicidade. Mill esclarece que todas as ações moralmente boas são meios para atingi-la, entretanto, é inerente ao individuo em seu contínuo processo de evolução agir de maneira correta para que assim possa atuar no sentido do bem.
    Para que os indivíduos possam diferenciar as boas e más ações e dessa forma justifica-las com coerência, deve-se adotar um critério geral de moralidade. O critério apresentado por Mill (presente na corrente Utilitarista ou Principio da Maior Felicidade para explicar as questões morais.), procura estabelecer uma relação entre a prática de ações com uma possível finalidade de obtenção exclusiva da felicidade. ‘’ As ações estão corretas na medida que tendem a promover a felicidade’’ e por sua vez, erradas, na medida que não apresentam tendência ao desenvolvimento da mesma. Mas o que seria a felicidade e a não felicidade?
    Mill afirma que a felicidade é tudo aquilo que manifesta o prazer e onde se há a ausência de dor. Já a infelicidade é para ele entendida como ‘’dor e privação de prazer’’. Este critério é o que estabelece uma determinada legitimidade à ação útil. Mas é importante deixar claro que o critério de ação moral utilitarista não procura incentivar o egoísmo entre os seres humanos, tanto é que, há uma forte ênfase no discurso utilitarista no que se refere aos prazeres espirituais como os que devem ser mais relevantes e importantes.Também é citado o altruísmo, a dedicação e solidariedade ao próximo como fatores de grande importância e que portanto, devem ser levados em consideração.
    Ainda dentro da explicação utilitarista, tem-se uma concepção mais expansionista de felicidade. De acordo com a ética utilitarista, o principio da maior felicidade estabelece que as ações desempenhadas devem buscar a máxima felicidade para o maior número possível de indivíduos. O objetivo principal da corrente filosófica utilitarista é a proporção da máxima felicidade para todos, ou seja, para a humanidade.

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  65. (continuação)
    Mill também buscou exemplificar uma outra vertente filosófica dentro da corrente utilitarista. O consequencialismo. Este, relaciona a moralidade das ações com suas consequências,e é nada além disto que faz a concepção utilitarista da moralidade, a não ser criar uma dependência das ações morais com suas respectivas consequências. O método de avaliação de moralidade de uma ação está relacionado com o número de indivíduos beneficiados por meio de sua prática. Se o resultado de uma ação trouxer benefícios a um maior numero de pessoas, esta, será classificada como moralmente correta, e será moralmente incorreta se trouxer benefícios para a maioria. Não é relevante a prática da ação em si, o valor das ações estará sempre relacionado com os resultados (positivos ou negativos) que podem trazer e também com suas consequências quando for concretizado.
    Por fim, Mill, ao desenvolver uma crítica à visão Kantiana das práticas de ações humanas, contesta a análise motivacional para a prática de uma ação, desenvolvida por Kant. De certo, para ele, o que realmente deve ser posto em questão para explicar a moralidade/imoralidade de uma ação, seria apenas por meio de seu resultado, ou seja, de sua consequência.

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  66. A teoria utilitarista se concentra no avanço do pensamento humeano quanto ao qualitativo das ações e seus desmembramentos.

    Segundo os utilitaristas, a ação se basearia no encadeamento de satisfação que ela gerasse no que se refere aos indivíduos envolvidos no ato, basicamente, as que oferecessem vantagens ou prazer. Mas como podemos medir essas variáveis? Entraria ai a racionalidade.

    As emoções realmente seriam nossa força inicial ativa, mas haveria certa moralidade imposta dentro disso, a qual viria da razão disposta a analisar nosso sentimento moral e ordená-lo. Ao aprovarmos por intermédio do raciocínio alguma ação, aprovamos de maneira que, a mesma, foi posta a prova por um "filtro" disposto a intercruzá-la com questões que afetam outros indivíduos.

    Portanto, a razão seria um catalisador para o bem estar geral. Segundo essa ideia, todos agiríamos em busca do prazer , onde o conheceríamos através de nossas faculdades racionais. Percebemos aqui um altruísmo ligado a nossa própria valorização egoísta.

    A partir dos princípios da teoria utilitarista e do que foi explorado, pensamos assim, que a escola utilitarista naturaliza a moral humana, ações boas são aquelas que maximizam prazer e a razão é a responsável pela análise dos resultados preocupados com o conjunto.

    Com isso, é trabalhado pelos utilitaristas também, uma formulação de variáveis resposáveis a medir o nível de moralidade das ações, ou seja, podemos falar em “maior felicidade”, “menor dor” e o resultado final baseado em felicidade ou sofrimento depende de sete variáveis (intensidade, proximidade, fecundidade entre outras). O intuito seria de achar o juízo final dos atos e coisas.

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  67. A meu ver, a teoria utilitarista é a primeira que encontro que, até onde pude analisar, não há brechas nem exceções. Caso uma pessoa esteja numa situação que lhe seja conveniente, ela estará sentindo prazer, mas caso afirme que não é mais conveniente, se caracteriza dor. E isso vale a qualquer situação que se imagine, não como haver um meio termo a regra.
    Se alguém estiver numa situação neutra, sem dor nem prazer,por exemplo, sentado num sofá sem fazer nada, apenas parado, ainda assim a situação gera prazer ou dor à pessoa, pois se ela imaginar que deveria praticar alguma atividade naquele momento, e o não exercício dessa atividade lhe prejudicar, irá gerar dor; mas se ela estiver cansada e precisar relaxar então irá gerar prazer. Não há como montar um caso que uma pessoa afirme que não sente nem dor nem prazer, pois este caso neutro vai, consequentemente, gerar prazer ou dor. Tudo se resume a essas duas ordens naturais.
    Nesse aspecto concordo completamente com o utilitarismo, mas no texto de Jonh Stuart Mill são colocados mais alguns critérios sobre o tema que aparentam estar um pouco indefinidos. Ele diz:"De dois prazeres, se houver um que seja claramente preferido por todos ou quase todos os que experimentaram um e outro, independentemente de qualquer sentimento ou obrigação moral a preferi-lo, este será o prazer mais desejável." Aparentemente, o prazer não seria racional, mas em muitos casos a razão pode mudar o que uma pessoa julgava mais prazeroso. Uma pessoa racista pode ter este comportamento por imaginar que é mais prazeroso repudiar um grupo de pessoas do que aceitá-los; mas normalmente é a razão que faz essa pessoa visualizar que não há prazer em julgar alguém inferior. Ou melhor, a razão pode mudar a noção do que é prazeroso do que não é.
    Imediatamente depois ele conclui que nenhuma pessoa em sã consciência gostaria de se "transformar em um animal inferior sob a promessa de gozar os prazeres animalescos"; mas não é possível concluir se isso seria de fato errado, pois é o ponto de vista da nossa sociedade. Isso na verdade reflete apenas a quantidade de prazer e não os outros critérios, como a intensidade. Mill julga que quanto mais "superior" for um ser, mais ele necessitará para alcançar a felicidade, como se fosse um gráfico em escala aritmética. Mas não funciona desta maneira, as necessidades de um ser dependeram da sua visão do ambiente em que ele está, não apenas de suas faculdades. Dois seres humanos precisamente iguais terão necessidades diferentes se estiverem em ambientes diferentes, o que, consequentemente, faz o prazer de cada um ser diferente.

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  68. Com o material apresentado no blog e as discussões em sala de aula podemos dizer que a corrente de pensamento utilitarista apareceu por volta de 1750, os filósofos que sistematizaram esse pensamento foram Stuart Mill e Jeremy Bentham.
    Os utilitaristas defendem que o contrato em si não é o responsável pelo cumprimento das leis, e sim as consequências desse contrato. Estamos a agir sempre em busca do prazer, esse prazer para os utilitaristas deveria ser um prazer coletivo e não algo egoísta. Para o pensamento utilitarista oque diz se uma ação é correta, é o benefício que ela geral para a coletividade.
    Em sala de aula tivemos uma discussão se até uma pessoa que pratica o sadomasoquismo poderia ser enquadrado nessa linha de pensamento, chegando a conclusão de que a dor que essa pessoa sofre é em função de buscar um prazer, então a dor seria um caminho ou um instrumento para se chegar na sensação final de prazer.

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  69. Os utilitaristas definem que o ser humano age sempre buscando seus prazeres e fugindo daquilo que os traz sofrimento. A razão é aquilo que nos permite diferenciar prazer e dor, isto é, ela nos ajuda no discernimento do que é bom ou ruim. Através da racionalidade, conseguimos vislumbrar o que as ações que tomamos podem desencadear, de acordo com nossas experiências pessoais, e ao analisar tais previsões concluímos se nossas ações serão boas ou ruins.
    John Stuart Mill diz que nossos prazeres diferem entre si de acordo com valores pessoais, ou seja, o que para alguns é importante para outros pode ser menos, e vice versa.
    Ao analisar as ideias utilitaristas percebe-se observações otimistas em relação à natureza humana, que se torna clara na frase: "o sofrimento, mesmo nos outros, é sempre ruim.". Neste trecho, a impressão causada é de que somos, geralmente, altruístas, e não desejamos em momento algum o fracasso do próximo. Logo, a questão da natureza humana parece ser um contraponto entre as éticas de Hume e Kant.

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  71. A corrente filosófica Utilitarista relaciona dois tipos de ações, as ações corretas que obtém a felicidade e o prazer, e a ações incorretas tem a obtenção de infelicidade e dor. Essas ações são relacionadas buscando um único fim o prazer e a imunidade à dor. Os filósofos epicuristas nos mostram a proximidade que os homens têm dos animais no que se diz respeito ao mesmo instinto de fugir da dor e buscar o prazer. Entretanto não é dessa forma que acontece, o que traz a satisfação aos animais não é a mesma que satisfaz os seres humanos. Devido termos faculdades mais elevadas que os animais, a nossa ideia de felicidade também é mais elevada, por isso não nos satisfazemos igualmente aos animais precisamos de algo mais um “Plus”. O princípio da utilidade reconhece que alguns tipos de prazer são mais desejáveis que outros, seja por sua raridade que por isso se torna mais valorizado ou pelo benefício intrínseco que esse prazer proporcionará. Devido esse motivo se torna errado supor que a avaliação do prazer depende da quantidade. Todo ser que tenha faculdade elevadas exigirá mais para ser feliz e dificilmente trocará as condições que vive por uma inferior, mesmo que imaginasse que a inferioridade o traria maiores condições de obtenção da felicidade. Agora fica mais simples entender que um ser com faculdades menos elevadas têm mais facilidade de se satisfazer que um ser de faculdades mais elevadas, devidos aos seus padrões diferentes. Dor e prazer são diferentes e a felicidade não é infinita, mas são momentos únicos e arrebatadores que todos buscam.

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  72. Arthur El Reda Martins
    RA 11002610


    O pensamento utilitarista defende, de forma muito semelhante a Hume, que buscamos o prazer e fugimos da dor, e a partir disso definimos o que é bom e ruim pela sua utilidade para nós. Se essa utilidade nos for boa, ela será correta, e consequentemente, moral. Se como consequência ela nos der algo ruim, ela será imoral. Esse é o princípio do consequencialismo. Bertham inclusive defendia que poderíamos calcular a felicidade, considerando sete variáveis: proximidade, duração, certeza, extensão, fecundidade, intensidade e pureza, o que nos levaria a concluir se algo é bom ou ruim. Stuart Mill, que era estudante de Bertham, elabora um pouco mais essa ideia levando em conta não apenas a quantidade de atos, mas também a qualidade dos mesmos. É, em suma, uma corrente de pensamento baseada no entendimento do comportamento humano sob uma racionalidade analítica.

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  73. O Utilitarismo visa que o homem alcance a felicidade, não no sentido meramente individual, mas no coletivo. O Utilitarismo tem um aspecto moral que procura entender a natureza do homem, e para isso leva em conta o fato de que o indivíduo está sempre em busca do prazer, ao mesmo tempo em que tenta fugir da dor. É neste ponto que esta doutrina intervém, pois sua função é propiciar às pessoas o máximo de satisfação, e por outro lado impedir a dor. Portanto, ser útil é o valor moral mais elevado.

    Para Mill “uma ação é moralmente correta se tende a promover a felicidade e condenável se tende a produzir dor, considerada não apenas a felicidade do agente da ação, mas também a de todos afetados por ela. O Utilitarismo rejeita o egoísmo, diz que não se pode ser feliz a partir da infelicidade do próximo”.

    Do meu ponto de vista, o Utilitarismo propõe uma teoria magnifica, mas que o ser humana ainda está distante de exercer, temos ainda muitas pessoas egoístas, que não se importam com o coletivo e pensa individualmente. Mas é uma teoria que acredita no lado “humano” e solidário das pessoas.

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  74. Jessica Mayumi Tomigawa13 de junho de 2013 23:38

    O Utilitarismo é uma corrente de pensamento associada a mentalidade europeia “insular”. O eixo, líder dessa escola é Bentham, precedente a John Stuart Mill. A corrente aparece no Iluminismo, período no qual a ontologia entra em crise e dá lugar a epistemologia. Defende um princípio capaz de resolver a ação humana, o princípio da utilidade ou da felicidade do maior número. O ser humano, então, age pelo prazer e fuga da dor. Uma ação boa traria prazer e felicidade para aqueles que fazem parte da sua consequência, por isso, podemos dizer que é uma teoria consequencialista. Seguindo esse princípio, uma ação boa traria felicidade para a maior quantidade de pessoas possíveis.

    A corrente de pensamento não se limita a apenas esse princípio, para não ser superficial. Há princípios subsidiários: identidade de interesses (dor e prazer são “iguais”, todos gostam do prazer e odeiam a dor); economia de prazeres (sensação pode ser medida); variáveis concorrentes (como duração e intensidade); comiseração (sofrimento do outro gera sofrimento em mim mesmo); simetria (eliminação da dor, agrega prazer).

    O objetivo dessa moral é fazer com que sejamos felizes. A ética pretende trazer como consequência a realização da felicidade humana utilizando a razão e a lei. A razão humana seria capaz de determinar quais condutas são elegíveis e quais não são. Isso claramente é influência do Iluminismo, pois a teoria é impregnada pelo otimismo e entusiasmo pelo mundo e pela capacidade do conhecimento humano.

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  75. O Utilitarismo é a escola que segue a linha de estudos éticos que estão vinculados ao pensamento humeneano sobre o desvinculo entre ética e a razão humana. Partindo disto, os Utilitaristas colocam que a ética esta regulada a partir dos sentimentos de dor e de prazer. Então, o ser humano esta em uma constante procura da fuga do dor e na busca pelo prazer, sendo este o fim o qual rege nossas ações morais e ara alcançar a perfeição da ação moral, tal ação deve buscar o bem estar de todos os indivíduos que estejam a ele ligados.

    Mas como definir qual atitude é mais moral já que, segundo tal escola, devemos buscar sempre as que se referem ao bem estar da coletividade?

    Bentham, um dos filósofos utilitarista, dá-nos um método quantitativo de para calcularmos o quanto uma ação trará consigo o prazer. Mas é a partir da definição de John S. Mill que, baseado neste método mas acrescentando a algumas ações o ônus de excelência por estar ligada a um ideal de perfeição humana, que a ética utilitarista se estabelece de maneira mais coesa e sustentada a ser utilizada universalmente.

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  78. O Utilitarismo consiste em uma corrente do pensamento ético influenciada pela mentalidade iluminista inglesa. O período iluminista possibilitou à escola utilitarista afirmar que através da razão o homem seria capaz de entender e solucionar tanto os fenômenos das ciências naturais como também os problemas da conduta humana e, dessa maneira, mostraria que o ser humano é um ser cognitivo que é capaz de criar representações do mundo a fim de poder compreendê-lo, assim como é capaz de manipulá-lo.

    O Utilitarismo dá continuidade à proposta de Hume, que enfatizava o caráter irracional no juízo moral, tornando-o “emocional”. A Ética Utilitarista baseia-se no “Princípio de Utilidade” ou de “Felicidade do Maior Número”; aqui, as ações louváveis são aquelas cujo intuito é promover a felicidade (o prazer) e as condenáveis são aquelas que a reduzem, isto é, que promovem a dor. Sendo assim, se as ações humanas se dirigem na busca pelo prazer e na fuga da dor, a finalidade de quaisquer ações é alcançar a maior felicidade cabível. Contudo, a felicidade plena só é atingida na medida em que abrange tanto a felicidade do agente quanto a felicidade daqueles que estão sujeitos às consequências de tais ações.

    Para os utilitaristas, descobrir a aprovação ou condenação de uma ação é uma atitude racional em virtude do esforço do intelecto realizado no sentido de identificar prazeres e mensurá-los (entre prazeres menores e prazeres maiores) e analisar as consequências das condutas.

    Uma conduta honesta relaciona-se com a prática de ações que visam à preferência pelo bem (prazer) ao mal (dor) e que maximizem o bem-estar individual. Entretanto, tem-se a ideia de que o prazer individual, mesmo caracterizado como egoísta, coincide com aquele que promoverá o prazer de um maior número de pessoas, isto é, aqueles que estão envolvidos ou são afetados por estas condutas; assim, são caracterizadas como moralmente justificáveis as ações que estabeleçam tal finalidade.

    Bentham sugere um método quantitativo, a partir de variáveis, para calcular quanto prazer será obtido. Já Mill, acrescenta à teoria a característica da excelência das ações que se assemelham a busca pela perfeição da conduta humana e, assim, parece sustentar de forma coesa e consistente uma Ética (utilitarista) que cabe ser utilizada universalmente. Nesse sentido, de acordo com a Ética Utilitarista, o ato ético é aquele praticado a fim de se alcançar o prazer, a satisfação pessoal. Nessa mesma perspectiva, nós podemos julgar as ações como boas ou más através das consequências delas decorridas.

    Andrezza Gonçalves

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  79. O utilitarismo apresenta-se como um aprofundamento da ética humiana; de Bentham a Hume ocorre um resgate da racionalidade.

    Os utilitaristas, assim como Hume, conferem a motivação das ações humanas à duas sensações: o prazer e a dor, sendo que a felicidade é alcançada pela busca da primeira e pela evitação da segunda. Toda coisa que é desejável somente é desejada pelo prazer o qual ela pode proporcionar.
    Entretanto, para saber quais ações poderão me trazer mais prazer, e logo, mais felicidade, é necessário realizar um cálculo racional. Pelo uso adequado da razão torna-se possível maximizar o bem-estar.

    Há ainda de se considerar que, para que essa felicidade seja alcançada, um grande número de pessoas devem dela compartilhar; o homem, sem que os outros ao seu redor também o sejam, dificilmente poderá ser feliz. O maior representante dessa corrente, John Stuart Mill, diz que a felicidade poderia ser alcançada até mesmo pelo benefício, e tão somente dele, gerado pela ação de outros: "O Utilitarismo, portanto, somente poderia alcançar seus fins mediante o cultivo geral da nobreza de caráter, mesmo que cada indivíduo fosse beneficiado apenas pela nobreza dos outros e a parte de cada um, no que se refere à felicidade, fosse uma pura consequência do benefício." Esse seria o chamado Princípio da Maior Felicidade.

    A felicidade não seria algo advindo de um prazer contínuo, mas sim um conjunto de momentos de grande prazer, capazes de superar os poucos momentos de dor que uma existência feliz poderia conceber.

    Ao saber que o Utilitarismo admite como ação certa, e portanto moral, aquela cujas consequências levarão seu agente à felicidade, afastando-o da dor e que um ser moral é aquele que pretende maximizar seu prazer, é inevitável não imaginar que esse indivíduo poderia perder-se nessa busca desenfreada por prazer. É esse o ponto no qual as ideias de Bentham e Mill se diferenciam.
    Enquanto Bentham não estabelece limites para essa busca, Mill afirma que certas ações são capazes de produzir um prazer a mais, pois relacionam-se diretamente com a perfeição. Ou seja, determinadas ações, além de gerar prazer, podem ainda levar o homem até mais perto da perfeição. Esse desejo de perfeição seria capaz de 'manter o homem nos trilhos', sem se perder em exacerbações.
    Mill estabelece uma diferença qualificatória entre os prazeres. Alguns seriam mais valiosos justamente porque a maioria daqueles que o sentiram o desejam. Somente um tolo, ou como ele próprio define, "um ser de tipo inferior", poderia contentar-se com essa felicidade ilusória - que na verdade, não se passa de uma satisfação - causada pela perdição dentre esse "gênero de prazeres inferiores".

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    1. Danielle C. Bello de Carvalho
      danielle.bello@live.com

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  80. O Utilitarismo vem como uma corrente filosófica que desdobra e investiga mais a fundo, dando novas características à teoria moral de Hume, porém diferente de Hume, os utilitaristas avançam na medida em que dão um papel mais expressivo à razão na constituição da moral, onde agora a razão é mais ativa na avaliação do caráter moral das ações. Os utilitaristas veem como princípio moral básico o Princípio da Felicidade; onde o indivíduo deve ter como fim em suas ações a felicidade, no qual felicidade é a expressão da maximização do prazer e minimização da dor. Portanto, as ações que praticamos para que tenha valor moral devem envolver um calculo complexo, onde deve-se avaliar o quanto de prazer as consequências da ação lhe proporcionará e o quanto de dor a mesma ação também pode causar, tendo em mente essas considerações das consequências, quanto boas quanto ruins é que se escolhe se fará ou não tal ação. É importante ressaltar que o prazer aqui em pauta não constitui um prazer imediato, porém considera-se as implicações futuras, por exemplo, estando-se muito cansada decido faltar em uma aula na faculdade, mesmo sabendo que tenho prova, faço essa escolha pensando em me satisfazes imediatamente e dormir, porém ao faltar perco a prova e reprova na matéria específica. No meu calculo sobre as consequências da ação, eu sabendo que perderia prova e que seria um prejuízo grande, pois eu provavelmente reprovaria na matéria, mesmo assim escolhi faltar. Nesse exemplo, minha atitude não possui valor moral, visto que os prejuízos eram maiores do que os prazeres e eu tinha noção desse balanço desfavorável.
    No texto de John Stuart Mill, uma expressão importante do Utilitarismo, ele ainda discute acerca da noção de bem individual e bem geral. Ele defende que as pessoas devem buscar a felicidade individual, sendo que cada um procurando a felicidade individual, sempre fazendo os cálculos que minimizam a dor, isso constituiria o bem comum. Assim, necessariamente o bem individual seria indissociável do bem geral. Sendo que no calculo sempre considera-se a utilidade privada das ações, o interesse ou a felicidade de poucas pessoas, ao passo que se todos façam isso, construir-se-ia o bem geral. Em minha opinião, parece-se me uma consequência injusta de que cada individuo defendendo o bem próprio consistiria no bem geral, visto que é muito plausível um individuo ou um pequeno grupo fazer um balanço das suas ações, onde mesmo que haja desvantagens para a maioria das pessoas, consideram que as vantagens pessoais são preferenciais às desvantagens a maioria e ajam dessa forma, porém creio que isso seja apenas um comentário à teoria proposta por Mill.
    Por fim, Mill acrescenta a ideia de Justiça como parte importante da moral Utilitarista. Afirma que a Justiça deve defender os preceitos uteis à sociedade, a saber o princípio da 1. meritocracia e da reciprocidade – onde é justo receber proporcionalmente àquilo que fez, assim como pagar o bem com o bem e retribuir o mal com o mal; e a seguir 2. proteção dos homens contra os outros – o que possibilita que os homens possam confiar uns aos outros, sem que tenham o receio de serem traídos por outro homem e assim estão livres para buscar a própria felicidade.

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  81. A escola utilitarista, ao se depararem com a teoria ética de David Hume se propõe a trabalhar com o conceito de bem (útil) adicionando novos fatores.

    Os utilitaristas tem o principio da utilidade, felicidade de maior numero, isto é uma ação boa, moralmente correta é aquela que traz felicidade, prazer. Uma ação má é aquela que traz consigo o sofrimento.

    Como definir ou escolher essa felicidade? Para Bentham, é possível calcular através de algumas características essa felicidade, como a intensidade, duração, certeza, proximidade, fecundidade, pureza e extensão. Levando em conta que mesmo sendo inspirados pelo Hume, os utilitaristas são racionalistas, pensam que o ser humano conhece o mundo pela razão: "a racionalidade é a forma pela qual nós podemos entender o mundo" (PELUSO, L. A.).

    O prazer é para os utilitaristas a sensação que preferimos sentir à sensação nenhuma e a dor é a sensação que preferimos a sensação nenhuma do que a senti-la.

    Embora pareça ser egoísta existe também a questão de que ninguém é feliz vendo o sofrimento alheio, ou seja para uma maior felicidade possível é necessário a felicidade coletiva.

    Resumindo, a realização da felicidade humana é por meio da razão humana, sua capacidade cognitiva e da lei.

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  82. A ética utilitarista busca o prazer, e evita a dor, através do uso da razão e da lei.
    Uma boa ação, na visão utilitarista, é aquela que traz, em suas consequências, a felicidade para o maior número de pessoas. Uma má ação, ao contrário, é aquela que traz o sofrimento para o maior número de pessoas.
    Ser moral, assim, é sempre buscar a felicidade de forma racional. Não seguimos a lei pela lei em si, ou seja, não seguimos as leis pelas suas condições, mas pelas consequências que elas nos proporcionarão: como um ambiente de ordem propenso à nossa felicidade.
    Para sermos morais, precisamos pesar e calcular as consequências de nossas ações.

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  83. O viés utilitarista de Mill é mais “operacional” que dos autores anteriormente estudados. Hume argumentava as ações morais segundo as paixões humanas, enquanto Kant detinha da razão como norteadoras da moralidade. Os utilitaristas, por sua vez, defendem uma visão inovadora sobre a ética que confere na busca da felicidade, buscando o prazer ao invés de dor. O utilitarismo usa como característica humana a procura constante pelo prazer e consequentemente a fuga do sofrimento; atribuí a razão o valor de identificação de objetos que são causadores de felicidade ou de sofrimento e avaliação do que pode ser bom ou ruim. Assim o valor consequencialista que o utilitarismo emprega dá maiores atribuições as consequências do que o fator motriz da ação, portanto a razão tem um papel claro na definição de bondade ou maldade e nas ações boas ou más desenvolvidas pelo indivíduo. Quando a ação é benevolente, então deve proporcionar a maior felicidade para um número máximo de pessoas. Se forem más, não devem ser executadas.

    Em Mill, então, parece que atribuí ao ser humano uma característica de altruísmo, uma vez que a percepção de ações ruins, são ruins também para os outros; e que uma ação boa deve ser propagada, dando certa fé ao ser humano bondoso, diferente de Kant. Embora as ações humanas, que podemos analisar hoje, estão mais voltadas ao estado de natureza humana de Kant, visto diferentes assuntos controversos e que interferem na liberdade, segurança, ideologia de diferentes grupos.

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  84. Bárbara da Silva Miranda15 de junho de 2013 23:36

    Como uma escola filosófica, temos o Utilitarismo advindo de um ambiente Iluminista e em uma época caracterizada pela crise da perspectiva realista. Neste momento as pessoas param de pensar sobre o que é o mundo, seus pensamentos estão direcionados nas condições que seria possível obter conhecimento sobre o mundo.

    Tal escola filosófica acredita no conhecimento humano como capaz para entender o mundo, e aqui podemos ver a herança Iluminista na forma do otimismo. Este otimismo também pode ser visto na intenção de responder ao problema da conduta humana, mas para esta análise considera-se o Princípio da Utilidade, também conhecido como Princípio da Felicidade do Maior Número.

    Antes de continuar a ideia a respeito do dado Princípio, vale fazer esta interrupção para uma breve apresentação de dois utilitaristas que serão abordados em seguida. Primeiramente cito Jeremy Benthan, muito dedicado aos estudos e à produção intelectual (sobre diferentes assuntos), e que posteriormente se tornaria professor de Mill, outro utilitarista. Mill leva adiante a proposta humeana e mostra certa influência para o estudo das questões éticas se considerarmos que sua educação foi feita de forma que suas ações satisfizessem uma teoria ética.

    Para entendermos este princípio, deve-se considerar que o utilitarismo possui dois pressupostos fundamentais, onde um deles nos afirma que a natureza nos colocou sob o domínio de dois senhores, a saber, o prazer e a dor. Dessa maneira, o ser humano age em busca do prazer e na fuga da dor.

    Com base nisso, podemos afirmar que toda vez que aprovamos uma ação, temos uma sensação de prazer (ou seja, o bem) e nosso sentimento reconhece como más as ações onde sentimos dor, e a essas “reprovamos”. Porém não basta pensar na ação como prazerosa, é necessário considerar que existem consequências e que também estas não devem nos remeter à dor.

    A respeito de a questão tratar de uma felicidade que alcance o maior número, é necessário que a ação praticada maximize o bem-estar. Ao agir de tal maneira estaria presente a honestidade, mesmo que os fins justificassem o meio (esse é um tipo de Ética que aceita dada questão).

    Disso podemos concluir e retomar a ideia dada como ponto de partida de tal Ética, que seria a ideia de um princípio capaz de aprovar ou desaprovar ações de promoção ou oposição à sua felicidade.

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  85. O utilitarismo é uma teoria que foi desenvolvida por Stuart Mill, a qual baseia-se que quando uma ação é moralmente correta será promovido a felicidade e o bem-estar para um maior número de pessoas envolvidas. Este princípio de felicidade de Mill está baseada no conceito do Hedonismo.
    Mas o que viria ser o hedonismo?
    O hedonismo vem do grego hedonê, "prazer, vontade", é uma teoria filosófica moral que irá sustentar que o prazer é o bem supremo da vida dos homens. Mill irá se libertar do método quantitativo da aritmética dos prazeres e irá formular o princípio hedonístico: cada indivíduo procura o bem e a riqueza e irá evitar o mal e miséria. Sendo assim, o prazer está intrínsecamente ligado ao bom e o sofrimento está intrínsecamente ligado ao mau.

    A ética de Stuart Mill é consequencialista, vemos isso no valor da ação que residirá unicamente nas consequências os efeitos da ação. O utilitarismo basicamente não avalia as pessoas, mas sim as ações nas quais estão envolvidas. E na sua obra o que é Utilitarismo, Mill irá defender que utilitarismo não trata sobre a felicidade individual, mas sim da felicidade de uma forma coletiva.

    Na vídeo-aula, somos apresentado ao predecessor de Mill, Jeremy Bentham (1748-1832), que acreditava que a dor e prazer eram algo calculáveis através das seguintes características: intensidade, duração, certeza, proximidade, fecundidade, extensão. Sendo assim, estas sete características nos podem fornecer a capacidade de escolha entre vários prazeres, podendo assim escolher o que de maior valor.

    Podemos concluir que o Utilitarismo é basicamente maximizar com imparcialidade a felicidade a fim de promover a maior soma de felicidade possível para todos aqueles que sofrem de algum modo com as consequências do que fazemos, independente serem pessoas que temos afeto e/ou laços sanguíneos.


    Att

    Fernanda A. Nascimento
    RA 21071312
    E-mail: fernanda.nascimento.btk@gmail.com

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  86. A ética utilitarista é aquela na qual pressupõem que as ações dos indivíduos os levam a sentir prazer ou dor. Jeremy Bentham foi o principal pensador do utilitarismo seguido por John Stuart Mill. Nesta visão, os seres humanos vivem em busca do prazer, que é o bem maior. O valor que mede se uma ação é correta, está no quanto de prazer ela pode proporcionar. Quanto mais correta, mais prazer ela proporcionará e mais dor ela irá amenizar. Entende-se então que total prazer é o mesmo que a ausência de dor e a privação do prazer é igual a alto teor de dor. “O prazer e a imunidade à dor são as únicas coisas desejáveis como fins, e que todas as coisas desejáveis [...] são desejáveis quer pelo prazer inerente a elas mesmas, quer como meios para alcançar o prazer e evitar a dor.”
    Posso estar equivocada, mas percebo que o utilitarismo é um dos expoentes culminantes da racionalidade humana, pois determina a moral com as teorias de Kant (desejo) e Hume (razão), com algumas variáveis incluídas, como a qualidade do prazer proporcionado. Os prazeres mais intensos são os de menor permanência, contudo os prazeres mais demorados podem ser os com maior qualidade. Mesmo que por vezes pareça ser deixado de lado o outro, o utilitarismo leva em conta, também, a quantidade de prazer ou o quanto de dor atenuada é gerada no outro.

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  87. “O utilitarismo: o projeto de construir uma ética racional” - Logo nos primeiros minutos de vídeo vemos esse enunciado, o qual sumariza toda a ideia do utilitarismo.
    De Jeremy Benthan (onde a escola utilitarista teve seu entorno) à John Stuart Mill.
    Mill, além de sua proposta liberal, foi um estudioso que deu continuidade às ideias de Hume (todos são benevolentes) , por assim dizer. Stuart Mill foi educado, desde muito novo, a viver de uma determinada forma, seguindo determinados comportamentos e deixando as emoções distantes do primeiro plano (mesmo que ao longo de sua vida tenha mostrado certos atos contrários a este).
    O utilitarismo se baseia em dois pressupostos tidos como fundamentais, sendo eles: 1. Conhecemos através da investigação racional; 2. Estamos ao domínio do prazer e da dor, sendo esses que nos motivam: fuga da dor e busca por prazer.
    Segundo o pressuposto de número dois, o sentimento moral, pelo utilitarismo, possui certa ordem. Ainda nesse pensamento, o bem, o qual traz prazer, satisfação, bem-estar, é a sensação a qual preferimos ter a não ter nenhuma; já o mal é o sofrimento, a dor, ou seja, o que não queremos sentir. Ser honesto, aos olhos utilitaristas, é praticar ações que maximizam o bem estar; essa relação também depende da inteligência de cada um e da ideia de que prazer e dor não se “cruzam”. Se há uma análise da mesma conduta e os resultados são diferentes, ou seja, prazer e desprazer, alguém chegou a um resultado equivocado.
    Mill aponta também que existem prazeres mais prazerosos que outros, sendo esse aspecto o aspecto chave na diferença entre Benthan e Mill. A razão é extremamente ligada à argumentação.
    Em suma, o utilitarismo é regido pela ideia de aprovação ou desaprovação de ações conforme a tendência que a mesma possua de aumentar ou diminuir a felicidade de quem está em questão. Questão de concorrência entre as ações.

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  88. Stuart Mill afirma que o principio moral em que se baseia o utilitarismo é o da Utilidade ou o Principio da Maior Felicidade, segundo o qual uma ação é boa quando promove a felicidade, "a única coisa desejável como fim", definindo a felicidade como um estado de bem-estar, isto é, de prazer e ausência de dor ou de sofrimento.
    O utilitarismo de Mill distingue entre prazeres superiores e prazeres inferiores, os primeiros são os prazeres sensoriais ligados às necessidades físicas, como beber, comer, sexo, e os segundos são os prazeres espirituais, ligados a necessidades intelectuais, sociais, morais, e estéticas.
    Segundo o utilitarismo de Stuart Mill a finalidade da moralidade é a felicidade, por isso, o que torna uma ação boa é a sua utilidade, isto é, a sua contribuição para criar maior felicidade. Fazer uma opção moral exige a avaliação das consequências de cada uma das alternativas possíveis para se poder escolher a que previsivelmente produzirá maior felicidade.
    Assim, podemos dizer que o ideal moral é a felicidade de todos os seres humanos, e não apenas a própria, identificando o imperativo moral utilitarista com o mandamento cristão "Não faças aos outros o que não gostarias que te fizessem a ti e ama o teu próximo com a ti mesmo", e o ideal jurídico-politico: o bem comum ou a felicidade global.

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  89. Sabrina Nascimento16 de junho de 2013 18:58

    A corrente filosófica Utilitarista tem suas origens no pensamento iluminista, e uma das principais características herdadas deste movimento foi o racionalismo.
    O princípio primeiro da teoria Utilitarista é o Princípio da Maior Felicidade. Neste princípio é colocado que as ações humanas são norteadas pela necessidade do homem de buscar o prazer e fugir da dor. A combinação entre prazer e ausência da dor resulta em felicidade. Desta forma, uma ação é considerada certa quando traz felicidade e errada quando gera dor.
    De acordo com o Utilitarismo, o maior objetivo humano é a felicidade. Neste aspecto as ideias de Kant se assemelham com as utilitaristas, sendo que o filósofo também acreditava que os seres humanos tinham como propósito final a felicidade. Segundo Kant, "Ser feliz é necessariamente o desejo de toda criatura racional".
    Por mais que o anseio pelo prazer possa parecer primitivo e animalesco, os utilitaristas diferenciam os prazeres humanos dos prazeres dos animais. Segundo Mill, ”os seres humanos têm apetites mais elevados do que os apetites dos animais, e uma vez conscientes dessas faculdades, não consideram felicidade algo que não inclua a gratificação delas”, ou seja, o conceito de felicidade para o ser humano é muito mais amplo do que para um animal, e desta forma, acaba necessitando de mais para atingir a felicidade plena.
    Outro princípio importante na teoria utilitarista é o Princípio da Comiseração. Segundo ele, os seres humanos são seres naturalmente benevolentes, e, desta forma, não e agradam com a infelicidade do outro. Este princípio afasta a teoria utilitarista da kantiana, visto que a base da última era o princípio de que o ser humano é naturalmente egoísta e mau, sentindo prazer com a insatisfação alheia.
    Quanto à ideia de justo e injusto, os utilitaristas consideram justo que as pessoas recebam o que merecem e injusto quando isso não é concretizado. Desta forma, se uma pessoa só age de maneira boa e cumpre com os seus deveres, é injusto que ela receba o mal como consequência de suas ações. Segundo Mill, “Faz parte do dever a noção de que a pessoa deve ser forçada a cumpri-lo”, dessa maneira, o que motiva uma pessoa a cumprir o dever são as consequências trazidas pelo mesmo, e não o dever em si mesmo.

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  90. Dentro do estudo de uma ética individual, o Utilitarismo valoriza uma ética construída por juízos morais consequencialistas, sendo as consequências o mais importante para emitir um juízo moral. Sendo então uma corrente que valoriza uma ética individual movida pelas paixões e pela razão dentro de uma margem designada pela suposta liberdade de escolhas de um indivíduo, sendo esse influenciado por consequencias que seriam causadas pelos seus atos movidos pela busca de cada vez mais prazer e menos dor. Margeando seus atos causais nas consequencias que a busca pelo prazer pode trazer.
    Na corrente Utilitarista, John Stuart Mill teve grande influência no pensamento sobre ética e moral, colocando o ser humano e seus atos movidos por consequencias da busca pelo bem estar individual, assemelhado ao comportamento de animais, ou seja, como algo instintivo. Mesmo tendo uma margem ética universal, cabe ao indivíduo agir conforme a ética universal para uma satisfação individual de sentir-se contido numa esfera social.

    Portanto, Mill com sua ética utilitarista se posiciona de forma oposta às ideias de Kant. O utilitarismo defende a idéia de prazer e dor como motivação central às nossas condutas, ao contrario da perspectiva kantiana, que estabelece como essência ética a racionalidade humana, livre e movida pelo dever.

    Sendo assim, olhando para a influência de David Hume na corrente Utilitarista, já é possível assemelhar uma oposição com as idéias Kantianas, porém, o utilitarismo não é uma corrente que vem diretamente das ideias de Hume, e sim do uso da experiência e da Razão contida numa esfera passional. Portanto, Mill, Bentham, e outros diversos utilitaristas, defendem uma ética movida pela razão gerada por um ato movido pelo impulso de buscar sempre o bem estar.

    Gustavo Siqueira 21025112

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  91. O utilitarismo é uma doutrina onde as ações são consideradas corretas se tendem a levar a felicidade geral. Para basear essa doutrina, as ações humanas são classificadas como atos que apenas buscam prazer (sensação preferível ao invés de sentir nenhuma) e fogem da dor (preferível não ter sensação alguma). O prazer que resulta das ações boas pode ser classificado em diversos tipos, onde o melhor prazer é o que consegue atingir maior quantidade de pessoas. O curioso da corrente utilitarista é que seus executores podem abandonar sua felicidade, ou seja, seu prazer, para atingir a felicidade geral, o utilitarismo é uma filosofia de resultados.
    O utilitarismo assemelha-se ao pensamento de Hume, de um modo consequencialista e experimental do uso da razão, e tenta utilizar cálculos na medição da moral, com base em variáveis como intensidade, duração, certeza, proximidade, fecundidade, pureza e extensão, algo com elevado grau de dificuldade.

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  92. O utilitarismo pode ser encarado como um tipo de continuidade dos pensamentos de Hume, sendo que seu princípio mais básico é a felicidade do maior número. A ética faz parte da natureza humana e as ações aprovadas pelos utilitaristas são aquelas que propiciam prazer (ou felicidade), enquanto ações que causem sensações opostas a isso são reprovadas. Por natureza também, todo ser humano age em busca do prazer e evita a dor, sendo que sentir prazer é melhor do que não sentir nada, e não sentir nada é melhor do que sentir dor.
    Assim, as ações morais, são justamente aquelas que elevam ao máximo a sensação de bem estar das pessoas que são afetadas por ela. São ações que geram como produto final a felicidade da maioria; seguindo essa lógica, ações que promovem dor às pessoas afetadas por elas são classificadas como imorais.
    É preciso dizer também que a razão é uma ferramenta importante para os utilitaristas, visto que há prazeres maiores e prazeres menores, a razão é o instrumento para comparar essas medidas. Além disso, toda conduta gera alguma consequência, que também deve ser comparada com os prazeres gerados. Através da razão conseguimos atingir um sentimento de aprovação, ou não aprovação das ações, analisando a resultante entre os custos e benefícios que estas provocam.
    Por fim, essa busca pelo prazer pode ser confundida com um profundo egoísmo, mas é preciso levar em conta que o bem estar da maioria está ligado à satisfação pessoal, ou seja, a plenitude do nosso prazer depende da felicidade das outras pessoas também, e tem-se que a busquemos em nossas ações. Assim, podemos dizer que o utilitarismo, na verdade, está mais ligado ao altruísmo que ao próprio egoísmo, mesmo em sua busca pela satisfação pessoal.

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  93. O Utilitarismo busca investigar mais a fundo e melhorar a Filosofia Moral de Hume, no que diz respeito ao prazer e a dor e à razão.

    Os Utilitaristas entendem Utilidade ou Felicidade como prazer e a ausência de dor; baseando-se nisso, seguem o Principio da Maior Utilidade ou Principio da maior Felicidade, segundo o qual o individuo deve buscar uma “existência tão isenta quanto possível de dor e tão rica quanto possível de gozos”, seja esse último quanto à qualidade ou quanto à quantidade. Portanto, as ações corretas, que possuem valor moral são aquelas que buscam promover a felicidade/utilidade; e as ações ruins e desprovidas de valor moral são aquelas que promovem a infelicidade, ou seja, a dor e a privação de prazer.

    Na visão utilitarista, o prazer e a ausência de dor são as únicas coisas desejáveis como fins em si mesmas. Ou seja, não se deseja determinado prazer por qualquer outra razão que não o próprio prazer em si mesmo. Entretanto, para Mill, os mais diversos prazeres possuem valores diferentes; alguns possuem mais valor e são mais desejáveis que outros. Mas para Bentham não há diferenciação. De qualquer maneira, é preciso calcular todas as possibilidades de prazer e de dor que uma determinada ação pode gerar. Esse calculo é feito através da razão, e é aqui que o utilitarismo se difere de filosofia moral de Hume, onde a razão não tinha um papel expressivo.
    Uma ação pode possuir um grande prazer imediato e, porém, uma grande dor futura; a razão precisa dar conta de prever todas as possibilidades para que não se realize uma ação desse tipo, pois uma ação cuja dor seja maior que o prazer, ainda que haja prazer imediato e ele seja grande, não pode ser uma ação moral.

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  94. O utilitarismo, escola filosófica típica da cultura de fala inglesa originada no começo do séc. XIX tem como pai, por assim dizer, o filósofo Jeremy Bentham, e talvez como mentor da filosofia moral dos utilitaristas, David Hume. Digo como mentor pois parte da tradição utilitarista assumir que o ser humano naturalmente busque o prazer e fuja da dor em suas ações, consideradas boas ou más a partir disto, tal como Hume propunha em sua filosofia moral. Ou seja, partindo do pressuposto de que o fim da ação humana é a felicidade, os utilitaristas consideram que ações boas são ações úteis para sermos felizes.
    E dentro disto, a bondade e a maldade são conhecidos pela razão. E pela razão conseguimos julgar como critérios as finalidades de nossa ação, as consequências destas. Pelas consequências conseguem os utilitaristas definir os princípios básicos de sua filosofia moral, como por exemplo o princípio do bem estar máximo, que nos diz que a felicidade do outro é tão importante quanto a sua própria, e desta forma devemos procurar através de nossas ações a maior quantidade de prazer para a maior quantidade de pessoas, principio este elaborado por Bentham.
    Para isto também se faz presente a separação em diferentes formas de prazeres, como físicos e intelectuais por exemplo, e que a partir disto devemos também calcular o quanto de felicidade isto nos proporciona, o quão útil é para nós uma determinada ação em busca da felicidade, como bem evidenciado na frase de Mill: “É melhor ser um ser humano satisfeito do que um porco satisfeito” . Determinados prazeres são “preferíveis” a outros dentro do mecanismo de ação humana, que é a busca pela felicidade e a fuga da dor, procurando calcular estes através de múltiplas variáveis como intensidade, extensão, pureza, etc. Ou seja, chegamos a conclusão que segundo o utilitarismo devemos estabelecer uma analise racional das consequências de nossas ações, quantitativamente e qualitativamente, a procura da maximização de nossos prazeres, em busca da felicidade.
    O utilitarismo busca também responder outras questões como a origem da moralidade, explicações para o comportamento humano imprevisível, entre outras questões. Vale se lembrar também é uma das bases do liberalismo com este pensamento, onde em busca do máximo de felicidade para todos devemos nos assegurar de não intervir na liberdade dos outros e por ai vai, procurando dar efeitos positivos individuais e para toda uma sociedade.

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  96. John Stuart Mill entende a felicidade como prazer e ausência de dor. Ele fez crítica à aqueles que julgam o utilitarismo como algo oposto ao prazer. Essa definição é completamente errônea e contrária ao que ele propõe. Então o que ele propõe? O utilitarismo defendido não só por ele, mas também por outros filósofos baseia-se no "Princípio da Maior Felicidade" : as coisas ligadas ao prazer e a ausência da dor são as coisas que devem sempre ser buscadas. Porém ele faz uma ressalva: tratando de prazeres, uns são melhores que outros. Os prazeres mais atrelados às sensações que os próprios animais sentem em homens são considerados como inferiores, enquanto que os prazeres vindos do intelecto, da comparação entre sensações, julgando uma sensação como sendo melhor que outra, são os prazeres superiores.

    É importante deixar claro que a noção de "maior felicidade" não diz respeito sobre o que isso pode ser para um homem, mas sim para todas as pessoas, logo o utilitarismo trabalha muito mais com uma escala coletiva do que individual. O que está em jogo aqui é o bem estar coletivo. É aí que reside a ideia de moral no utilitarismo: o bem do maior número de pessoas possível.

    A felicidade atingida ou alcançada para esse filósofo não quer dizer uma vida com felicidade plena, puramente prazerosa, pois isso é impossível, mas sim uma vida que entre os momentos de prazer e ausência de dor, ou seja, os momentos de dor e desprazer, as sensações ruins sejam mitigadas ao máximo, enquanto que os bons momentos sejam sempre o objetivo ainda que impossíveis como totalidade na vida de qualquer um. Exemplos de condutas que podem levar, para Mill, a situações ruins são o egoísmo e o baixo intelecto.

    Mill diz que a virtude máxima ou a maior expressão de moralidade possível só pode ser alcançada através de um sacrifício individual pelo bem coletivo. E por mais contraditório que isso possa parecer, abrir mão de uma felicidade individual por uma coletiva pode ser algo muito libertador, pois expõe uma conformidade benéfica com a condição de que as coisas nem sempre vão acontecer da maneira que queremos e logo precisamos aceitar condições externas as nossas em diversas situações(essa aceitação é o sacrifício) por um bem maior. Dado isso, um Estado ou organização que busca ser utilitarista no que diz respeito a expressão máxima da moral, deve sempre tentar transformar o bem estar individual como sendo o bem estar coletivo. Um segundo ponto importante é que esse Estado ou organização deve sempre fomentar a educação, o intelecto e a opinião, pois essas são ferramentas essenciais para criar a associação entre felicidade e o bem coletivo.

    É fundamental colocar também que o bem estar coletivo para Mill não quer dizer necessariamente o bem de uma sociedade ou da própria humanidade. O coletivo para um indivíduo pode ser as pessoas do seu círculo mais próximo e beneficiar elas de alguma maneira já é condição suficiente para se preocupar com o coletivo. Há exceção em um cargo público por exemplo, pois aí nesse caso a própria função do cargo exige uma ponderação e uma preocupação com coletivo em uma escala muito maior.

    Falando sobre as virtudes, como parte do utilitarismo, Mill não enxerga elas como algo totalizador no sentido de só haver decisões morais virtuosas e não-virtuosas. Muitas das decisões morais podem ser derivadas de outras influências além da virtude. Ele argumenta que o utilitarismo não quer para si todo esse poder decisório sobre tudo que pode incidir sobre a moral.

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  97. O utilitarismo esta fundado em dois pressupostos fundamentais:
    1)Somos seres ilustrados, isto é conhecemos através da investigação racional;
    2)A natureza nos coloca sob o domínio de dois senhores o prazer e a dor, isto é, somente agimos movidos pela busca do prazer(bem) e pela fuga da dor(mal).
    O utilitarismo é uma tentativa de compreender juízos cobertos por razoes físicas e observáveis, o mesmo concorda que os conceitos de bondade e maldade(juízo moral) das ações concernem as consequências que delas decorrem. Assim, são moralmente justificáveis as ações que maximizam o bem estar de todos.
    A ética utilitarista trem como o ponto de partida o principio de utilidade, ou principio da felicidade em maior numero, ou seja, as acoes corretas fazem prazer e as ruins a dor.
    Dentro do próprio utilitarismo há duas correntes aquela que Benthan segue que diz que não há diferença entre os prazeres e nem que um prazer seja mais perfeito que outro , ou seja, o prazer que tenho ao comer um bolo tem o mesmo grau de perfeição e de prazer que se eu estivesse ouvindo a melhor musica clássica do seculo passado.
    A outra corrente dentro do utilitarismo é a que J. S. Mill segue ele diz o inverso da corrente passada ele diz que sim há diferença nos prazeres, que ao comer um bolo o prazer não é bom prazerosos quando ouvir uma musica clássica e que a perfeição em comer um bolo e ouvir uma musica clássica também são bem diferente.

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  98. Em um primeiro momento, parece esquisita a ideia de utilitarismo: "Promover a maior felicidade possível?" é o que costuma-se pensar, abrindo espaço para deboches, descartes prévios sem entender a ideia principal. Um ponto que se torna uma critíca injusta é dizer que isso a torna uma teoria egoísta, embora Mill tenha sido claro que ela é para o bem-estar geral, logo não podendo excluir os outros do pensamento.

    (Continua)

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  99. Embora parte das críticas sejam injustas e de certo modo mal intencionadas, outras se tornam justificáveis: se a ideia de uma ação moral é aquela que promove o bem estar dos indivíduos, há espaço para a intenção do indivíduo em executar tal ação? Se um governo promove um corte nos impostos para acalmar as revoltas de uma população, seria moral porque se agiu em vista de atingir o bem estar e sair do estado de anomalia. Naquele momento, a ação foi moral.

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  100. Mas se sua intenção foi apenas de anestesiar o povo e acabar com a revolta o mais rápido possível pois o incomodava? Logo, nota-se que ele agiu por egoísmo, mesmo fazendo uma ação moral. Além disso, e se for descoberto que, em certas condições de experimentação, o ser humano não sente dor, mesmo que morra? Tornaria-se moral submeter a tais experimentos, mesmo que as chances de morte sejam quase certas?

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  101. Thirza Nakayama 2106581218 de junho de 2013 13:55

    O utilitarismo tem como fundamento o conhecimento através da investigação racional, e pressupõe que nós seres racionais somos colocados sob o domínios entre o prazer e a dor. Mas como definir o que é bom e o que é mau? No conceito dos Utilitarista os conceitos de bondade e maldade dependem das consequências dessas ações.Ações que visam o bem estar de todos são moralmente justificáveis, sejam elas boas ou más, e o que justifica isso é o princípio de felicidade do maior número conforme a tendência da ação seja em promover a felicidade. Quando produzidos infelicidade, dor e sofrimentos a seres sensíveis, estas ações são consideradas más por não promoverem o bem maior.
    Todo ser humano busca o maior possível, para Jeremy Bentham, o prazer e a dor podem ser pressentidos através de algumas características,como Intensidade, Duração, Certeza,Proximidade, fecundidade, Pureza e Extensão.E através disso podemos escolher entre um prazer e outro prazer, sempre escolhendo o de valor mais alto. Porém o homem pela sua fraqueza de caráter escolhe o bem mais próximo, mesmo sabendo que é menos valioso. Satisfazem seus desejos sensuais prejudiciais à saúde mesmo sabendo que esta é o bem maior.

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  102. Ana Jacqueline O. R. Nunes - 2106791218 de junho de 2013 15:58

    O Utilitarismo, ou a Teoria da Utilidade, não pode ser definido por algo contraposto ao prazer, mas sim pela busca ao prazer e a ausência de dor. A doutrina consequencialista sustenta as ações que são boas são aquelas que proporcionam a maior quantidade de felicidade - prazer e ausência de dor - pro maior número de pessoas e as que são más, o contrário disso - dor e privação do prazer, o que levou a teoria a ser considerada como egoísta. Os principais autores, tais como J.S. Mill e Jeremy Benthan sustentam que certas coisas são preferíveis à outras, são mais "úteis" e atribuem um prazer mais elevado, tais "como os prazeres mentais do que os prazeres corpóreos. Em geral, se pedido que os seres comparem duas situações e tenham que escolher uma, irão escolher a que agrega mais prazer e/ou felicidade para todos os envolvidos, além de faculdades mais elevadas, do que a outra, mesmo que essa descartada seja julgada como melhor opção (neste caso, esta não agrega tanto prazer quando a outra), porque nenhum ser humano aceitaria ser considerado tolo ou ignorante e tem de manter sua dignidade ante aos outros.
    Há uma diferença, porém, entre os pensamentos de Bentham e J.S. Mill. O primeiro propõe uma visão quantificada das ações, cabendo a seus agentes medir a quantidade de prazer que pode resultar delas, para então decidir se as atitudes devem ou não ser concretizadas.Já J.S.Mill não concorda com esta racionalização, apostando por sua vez na qualidade, tanto quanto na quantidade. Assim, deve-se perceber, entre os vários tipos de prazer, tais como físicos ou mentais, quais são os melhores e mais valorosos. Desta forma, este filósofo cria uma espécie de hierarquia dos prazeres, na qual os intelectuais e afetivos estão acima dos sensíveis.De qualquer forma, é necessário calcular qual é a quantidade de prazer que uma ação ou outra irá promover através da razão. Durante este cálculo, cabe a razão prever se as ações trarão maior prazer agora ou futuramente, ou mesmo um grande prazer imediato e uma grande dor futura (estas devem ser evitadas, pois já que se trata de uma teoria consequencialista, os fins devem ser melhor planejados do que os meios).

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  103. Paula Endriukaitis18 de junho de 2013 18:21

    A crença dos utilitaristas é de que a moral é parte da natureza humana, o que faz essa escola filosófica extremamente similar aos ideais de David Hume. Para o utilitarismo, o ser humano é movido pela ânsia por prazer e pela fuga de ações que nos causam dor. Logo, seu “Princípio de Utilidade” refere-se aos atos que promovem a felicidade e satisfação do maior número possível – ações aprovadas – e aqueles que geram sofrimento – ações condenadas. Sendo assim, de acordo com a Ética Utilitarista, consequencialista, nossa aprovação ou reprovação de uma ação se baseia nos resultados desta em relação ao bem estar da maioria, e a análise destes é realizada pela razão.

    Afirmam também que a dor e prazer são, de certo modo, universais, já que todos gostam do prazer e odeiam a dor, que a sensação pode ser medida, e há o sentimento de comiseração – ou seja, existem outros princípios além do já citado. Para avaliar a utilidade das ações são consideradas sete variáveis e assim é medido o nível de moralidade destas. O objetivo é de se encontrar o juízo final de tudo, no entanto, é necessário conhecimento sobre as consequências dos atos a serem avaliados, previsão esta que se faz impossível, logo, os juízos se alteram.

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  104. Mateus Baeta Diógenes18 de junho de 2013 19:10

    O Utilitarismo é uma corrente filosófica que a partir de Jeremy Bentham coloca o homem sob o domínio de dois grandes senhores, "prazer" e "dor".
    Kant critica tal afirmação, acredita que os utilitaristas estão 50% corretos, já que de fato acredita que somos governados por tais sensações, contudo não somos suscetíveis a isso.
    John S. Mill aprimora o Utilitarismo, entendendo que ele já se tornará retrógrado em certos aspectos.Um exemplo disto, é o fato de Bentham ser a favor da escravidão nas colônias inglesas e Mill ser contra.Mais as mudanças de Mill no Utlitarismo são maiores que apenas mudanças pontuais, como outras que ocorreram como apoio a participação feminina na política e outras mudanças oriundas da leva democrática que se acelerou a partir do desenvolvimento da democracia.
    Mill diferencia tipos de prazer, basicamente em prazeres inferiores e prazeres superiores.Essa distinção explicaria porque não era correto os romanos jogar os cristãos aos leões, já que a grande maioria das pessoas se entretinham com esses acontecimentos em detrimento de poucas que morriam.Contudo o prazer dos romanos era muito baixo, sem sofisticação nenhuma e deste modo não se fazia correto uma dor terrível, mesmo que para poucos ser justificada pelo prazer primitivo de centenas.
    No entanto, tal distinção de prazeres não nos indica claramente a atitude que iremos tomar.Muitas vezes, preferimos prazeres inferiores aos mais sofisticados, como gostar mais de ir a uma festa do que ir a uma excelente orquestra sinfônica; apesar de Mill entender que o aderimento ao prazer mais elevado requer mais conhecimento, cultura, e etc; não somos uma máquina em que quanto mais conhecimento melhor, as novelas fazem sucesso justamente porque as pessoas chegam cansadas mentalmente de seus serviços e querem ver algo leve e descontraído.
    Portanto, entendo a sofisticação dos prazeres proposto por Mill, e seus requisitos para aderi-lo, entretanto não há como fazê-lo a todo instante, talvez Mill pensara isto devido a forma massante a que foi criado, mas é inegável a renovação que ele fez ao Utilitarismo.

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  105. Willian Habermann18 de junho de 2013 21:00

    Os utilitaristas buscam o prazer, a felicidade. A busca pelo prazer e a extinção da dor são as coisas mais importantes quando falamos de ética no utilitarismo. Para os utilitaristas, o prazer é qualquer sensação que seja preferível a ausência de sensações, e a dor é qualquer sensação que a ausência de sensações seja preferível em lugar dessa.

    Os argumentos utilitaristas partem do pressuposto que se pode conhecer o bem e o mal em função de critérios identificáveis pela nossa capacidade racional. Através da racionalidade podemos prever as consequências de nossas ações, e a partir dessas previsões concluímos se nossas ações serão boas ou ruins.

    Por conta de sua aplicabilidade, o utilitarismo sofre diversas críticas, tanto pela dificuldade de se calcular as consequências de uma ação, quanto pelo seu chamado “efeito-dominó”, onde não se consegue distinguir onde a causa e as consequências terminam, mas que mesmo assim, ainda exerce uma intensa influência nas decisões tomadas, principalmente nas econômicas.

    Dessa forma pode-se dizer que a ética utilitarista é uma ética egoísta e ao mesmo tempo altruísta, pois o ser humano procura aumentar a felicidade daqueles cujos interesses estão envolvidos, ou seja, ele mesmo, e também gera prazer ao ver o máximo de indivíduos felizes.

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  106. O Utilitarismo foi uma escola filosófica que surgiu na Inglaterra, seus principais formuladores foram Jeremy Bentham e John Stuart Mill.
    A idéia do Utilitarismo aparece como uma forma de prolongamento das ideias do filósofo inglês David Hume, no entanto para o Utilitarismo o ser humano vai buscar ao máximo o prazer e fugir da dor, a ação será considerada boa caso resultar em felicidade ou prazer para a pessoa, e a ação será considerada ruim se causar algum tipo de dor, sofrimento ou mal.
    Portanto, podemos dizer se as ações serão morais ou não tendo em vista as consequências dessas ações. Vale a pena ressaltar que o Utilitarismo não visa a felicidade individualista, mas sim que há uma tentativa de haver um maior número de pessoas felizes, de uma felicidade coletiva.

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  107. O utilitarismo é uma continuação das ideias humeanas. Tanto Bentham quanto Mill estudam a possibilidade de ação humana, enquanto capaz de produzir a felicidade e o prazer na vida das pessoas. E é natural que ambos dividam muitos conceitos, pois Bentham foi tutor de Mill e muito do pensamento deste baseou-se no de seu tutor.

    “The greatest happiness for the greatest number”. Entender que a felicidade é o prazer e que o ser humano é regido exatamente por estas sensações, ‘dor’ e ‘prazer’, evitando sempre uma e buscando sempre a outra é o caminho básico para entender qual a verdadeira proposta utilitarista. Se as pessoas querem o prazer e o buscam incessantemente, toda ação que cause prazer é correta e útil e apenas essas ações podem ser consideradas morais, pois é a felicidade e o bem humano que se buscam e se idealizam quando se fala da moralidade.

    Na visão utilitarista o bem é exatamente essa valorização da felicidade humana. Consideramos bom tudo aquilo que causa prazer. E devemos entender o prazer como o sentimento de aprovação proposto por Hume. Uma sensação boa é prazerosa. E desse ponto importa que todas as pessoas sejam felizes e tenham prazer. Por isso a ação mais moral, ou a melhor ação, é aquela que traz mais prazer para o maior número de pessoas. E como falamos de ‘mais’ prazer, estamos falando literalmente de um cálculo dos prazeres, onde se tenta de alguma maneira mensurar o prazer, exatamente por este ser uma sensação e a sensação ser algo que se pode explicar e descrever.

    Nisso Bentham e Mill concordam. O diferencial será o modo de entender os prazeres. Mill parece se preocupar com um tipo de ser humano ideal; um ser que se preocupa com coisas que para Mill são mais desejáveis e mais prazerosas, como se existissem de fato prazeres não só maiores, como também melhores. Bentham se preocupará com a quantificação dos prazeres, Mill com a qualificação deles, pois importa, sim, que as pessoas tenham mais prazeres, mas importa também que elas encontrem prazeres que lhe tragam coisas mais refinadas, como a intelectualidade.

    A diferença entre quantitativo e qualitativo é o ponto de distinção. Mill, ao se preocupar com a qualidade, dá brilho e cor aos prazeres, mas se afasta da visão puramente empírica que fora proposta a princípio por Hume e depois por Bentham. É uma solução que me agrada, mas que não é sempre bem vista. Acredito na importância de se discernir, sim, os ‘melhores’ prazeres dos ‘piores’ prazeres, pois há sim algo de mais proveitoso para a própria convivência humana alguns fatores que escapam à pura quantificação do que mais dá prazer. O mundo possui uma estética e ela pode ser considerada na determinação dos juízos morais.

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  108. A escola filosófica do Utilitarismo se coloca em perspectiva após uma crise do pensamento realista, passando a visarem a parte mais a epistemológica da ciência.A tradição utilitarista pertence a uma concepção analítica do trabalho filosófico.

    Os argumentos que sustentam a ética utilitarista partem do pressuposto que conhecemos o bem e o mal em função da nossa própria vivência. E a partir disto, devemos direcionar nossas buscas para o que nos é prazeroso, ou para o que é maléfico

    Para Mill, filosófo que se posiciona contrário a Kant, é a partir da concepção de prazer, que poderemos nos formar nossa conduta,já para Kant, a ética é formada apenas pela nossa racionalidade.

    Mill propõe que a ética pode ser demonstrada matematicamente, através de um cálculo, onde se deve somar ações boas e ruins.
    Na minha opinião, isso é parecido com aquela questão de observar o real peso das ações em sua própria vida. Caso o ato a ser executado seja algo impactante perante o ser, perante a sociedade na qual este vive, e que irá determinarsua ética pessoal, este ato deve ser repensado. A partir deste cálculo, o ser poderá avaliar mais precisamente o quanto ele é ético.

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  109. Gustavo de Campos Pinheiro da Silveira
    RA: 21055812

    O Utilitarismo, como outras vertentes da filosofia como o Epicurismo ou o Hedonismo, enxerga na felicidade o fundamento da moral. Assim sendo, uma ação é moral quando ela promove felicidade, e felicidade é vista aqui como a sensação de prazer e a ausência de dor. Entretanto, é necessário salientar que a classificação do prazer ultrapassa o âmbito quantitativo, sendo primordial analisá-lo qualitativamente. Isso quer dizer que, tendo os seres humanos faculdades mais elevadas que transcendem os instintos animais, existem prazeres mais valiosos e superiores que vão além do prazer instintivo. Assim sendo, os prazeres mentais são considerados mais nobres e elevados do que os prazeres corporais. Entretanto, segundo Mill, na ética utilitarista o principal critério para a ação moral não está na maximização dos prazeres de um indivíduo, mas sim, na maior soma da felicidade geral. Em outras palavras, o fim ultimo de uma ação deve provocar a maior existência de prazer para todas as criaturas dotadas de sensibilidade tanto quanto possível, levando em consideração as variáveis quantitativas e qualitativas.
    É evidente que colocar a felicidade como a finalidade moral abre uma grande discussão sobre o significado desse conceito. Segundo Mill, semelhante à concepção dos antigos, felicidade é um vida satisfeita, e essa satisfação é alcançada através do equilíbrio entre a tranquilidade e a excitação. É interessante que Mill atribui ao egoísmo, a falta de interessante pela vida publica, e a falta de desenvolvimento das faculdades culturais intelectuais as causas da falta de estimulo ela vida. Pois segundo ele, são esses fatores que produzem um sentimento de simpatia pelos interesses coletivos da humanidade, fazendo o individuo buscar sempre a maximização do bem estar geral de todos os seres.
    É interessante que essa Ética exposta por Stuart Mill se apoia no principio de que todos os indivíduos, buscando a felicidade, a maximização dos prazeres em detrimento das dores, de maneira individualista, acabam resultando na promoção de um bem estar geral.

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  110. O utilitarismo é uma corrente consequêncialista e que segue a ética racional, criada pelo Jeremy Bentham e John Stuart Mill , ambos europeus.

    A teoria vem de que o conhecimento do mundo pode ser oriundo da racionalidade empírica e iluminista, acredita que o ser humano através da racionalidade, pode conhecer o mundo. O utilitarismo acredita que é possível prever o comportamento humano e entender o mundo através do conjunto de leis, com métodos confiáveis, ou seja a ciência natural pode levar para o âmbito moral .

    Através do consequêncialismo, devemos obedecer uma lei do contrato, pelas consequências do ato.

    Os utilitaristas defendem também, que nossas ações são resultados da consequência da mesma,e que nos leva a felicidade. O ser humano é regido por sensações, agindo movidos pelo prazer e a dor, ele busca a felicidade ao mesmo tempo em que tenta fugir da dor sendo os dois mecanismos que controlam a ação humana.

    Através dele é possível explicar, o certo e errado, o bem ou mal. A ação boa é aquela que traz prazer para que sofra a consequência da ação, que resulta num maior numero de pessoas. Mas também temos que ter racionalidade, analisar o resultado da ação.

    Essa teoria tenta mostrar que o objetivo do conjunto de regras vividos na sociedade, é o que faz com que tenhamos a máxima felicidade,considerando bom tudo aquilo que faz feliz, através da razão humana e da lei, identificando quais são as condutas que vão tornar um individuo feliz .Uma corrente da qual me interessou muito esse pensamento

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  111. Durante o vídeo proposto, o Professor Luís Alberto Peluso define o Utilitarismo como sendo uma corrente de pensamento associada à mentalidade europeia insular, que surgiu durante o pensamento Iluminista (crise da postura realista). A ontologia deixa de ser o tema principal, cedendo espaço para a Teoria do Conhecimento (Epistemologia).

    Dessa forma, o entendimento do mundo deve ser feito através de determinadas características diferenciadas da anterior, são elas a clareza, a precisão, a consistência, a coerência sistêmica e o controle empírico que juntos formam o Racionalismo Empírico. Tal modelo de racionalismo é primeiro pressuposto da Ética Utilitarista.

    Segundo Luis Alberto Peluso: “Os utilitaristas defendem a ideia que o ser humano é um ser que age movido pelo prazer e pela fuga da dor”. Tal afirmação configura o Princípio da Utilidade: “Ação boa é aquela que trás prazer, trás felicidade para aqueles que sofrem as consequências da ação”. Ou seja, antes de se realizar qualquer ação, é necessário avaliar seus resultados para, a partir daí, poder definir se tal ação é boa. É importante ressaltar que para este princípio as consequências de determinada ação devem ser boas para o maior número de pessoas, e não somente para o indivíduo que a praticou.

    Como prazer deve ser entendido aquela sensação que se prefere ao invés de não se sentir nenhuma. Já como dor, entende-se aquela sensação que se prefere nenhuma a senti-la.
    Pode-se dizer, portanto, que o objetivo da ética utilitarista é promover seres felizes, que buscam atingir o prazer, a felicidade e não a dor e o sofrimento.
    Além do Princípio da Utilidade existem outros princípios subsidiários, que são: Identidade de interesses, Economia de prazeres, Variáveis concorrentes, Comiseração e Simetria.

    O maior representante do Utilitarismo, John Stuart Mill, afirma que certas ações são capazes de produzir um prazer a mais, pois relacionam-se diretamente com a perfeição. Ou seja, determinadas ações, além de gerar prazer, podem ainda levar o homem até mais perto da perfeição. Esse desejo de perfeição seria capaz de 'manter o homem nos trilhos', sem se perder em exacerbações.

    Além disso, Mill qualifica os prazeres; alguns são mais valiosos, visto que aqueles que já o sentiram desejam senti-lo novamente. Como ele mesmo define, somente um “ser de tipo inferior” se contentaria com uma felicidade ilusória, que na verdade é uma satisfação, causada pela perdição desse “gênero de prazeres inferiores”.

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  112. O pensamento ético utilitarista se baseia basicamente na ideia de que um ser moral é um ser que pratica ações que lhe tragam o bem estar, que lhe façam feliz. Acrescenta também a importância da busca de uma felicidade conjunta, ou seja, uma pessoa é mais feliz quando outra também é feliz.

    Caso minha felicidade traga infelicidade para outra, tal ação não pode ser considerada totalmente moral pois não estaria trazendo a felicidade em âmbito social. Acredita-se também no princípio de que um prefere o estado onde ele e mais pessoas são felizes do que um estado onde este é feliz sozinho.

    Esta teoria aproxima-se com a de Kant quando diz que o ser seguirá uma série de leis que deveriam levá-lo à felicidade, como se fossem um guia do qual a pessoa faria uso racional, alcançando assim seu estado de felicidade.

    Um importante pensador desta teoria utilitarista, John Stuart Mill, chegou até mesmo a entrar para o ramo político com intuito de defender leis que ele acreditava serem as corretas para este caminho da felicidade.

    Não existe quem goste da dor. Sugere-se que o indivíduo moral se afasta o máximo possível da dor e sofrimento e busca apenas o prazer. Quem diz que gosta da dor, se engana muito, pois na verdade a busca é pelo prazer que vem acompanhado da dor. Neste caso, acredito eu, tais pessoas absorvem a parte do prazer, mais que a parte da dor.

    Mesmo baseando-se em um ideal inicialmente egoísta, o utilitarismo sugere que o homem deve procurar fazer coisas que lhe fazem feliz, seguindo sua razão e uma série de leis que o guiarão para isto. Sempre tentando também, agradar sua sociedade. Somente assim, a pessoa poderia ser considerada moralmente correta.



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  113. John Stuart Mill, em O Utilitarismo, estabelece os pressupostos da teoria utilitarista. Ela tem como base o princípio da maior felicidade como fundamento moral - quanto mais felicidade as ações promovem, mais certas elas são; e vice-versa (quanto mais tristeza, pior é a ação).

    O prazer, a felicidade, segundo o utilitarismo, podem ser medidos. No vídeo, o professor Peluso fala sobre Jeremy Bentham, que antecedeu Mill em teorias utilitaristas. Bentham criou um cálculo para medir o prazer que as ações podem gerar, e assim, seu nível de bondade. São sete características que devem ser levadas em conta - a Intensidade, Duração, Certeza, Proximidade, Pureza, Fecundidade e Extensão. A escolha entre possíveis ações deve ser feita a partir da análise dessas características, e o melhor resultado deve ser escolhido.
    Mill deixa claro que o prazer mais desejável é o que agrada a mais pessoas.

    Para especificar o que é certo, Mill discorre acerca da felicidade. Entre outros argumentos, diz que a felicidade plena e contínua não é possível de ser alcançada; o que existem são momentos de êxtase. Também enfatiza que uma vida feliz pode não ser possível por dois motivos: por egoísmo ou falta de cultura intelectual. O segundo motivo justifica-se porque uma mente cultivada pode encontrar fontes de interesse e consequentemente alegria em tudo o que a cerca. Assim, uma mente intelectualmente mais desenvolvida é capaz de encontrar mais felicidade.

    Resguardando o Utilitarismo das acusações de ser uma teoria atéia, Mill diz que o espírito da utilidade pode ser encontrado nos ensinamentos de Jesus de Nazaré de que devemos agir como gostaríamos que ajam conosco e amar o próximo como amamos a nós mesmos. Ele ressalta que para que esses princípios sejam seguidos na vida social, duas coisas são necessárias: A primeira é que as leis e organizações sociais harmonizem a felicidade e interesse de cada indivíduo com o conjunto. A segunda, que a educação deve usar do poder que possui sobre a mente humana para estabelecer uma associação entre a própria felicidade e o bem do conjunto.

    Discutindo sobre Sanção Moral (o que motiva a ação boa), o autor explicita que tendo o ser humano tem um desejo natural pela vida em sociedade, ele se ajusta à ela e age de forma a maximizar o bem da mesma. Ainda, quanto mais imparcial for e melhor ajustar seus interesses aos interesses coletivos, melhor será pra si mesmo.

    O último capítulo de O Utilitarismo fala sobre a relação entre a justiça e a utilidade. Segundo Mill, a justiça não está dissociada da felicidade. Isso porque as regras morais da justiça estão relacionadas à promoção do bem estar e da felicidade humana. Essas regras são imperativas, mas admitem exceções, uma vez que as circunstâncias são importantíssimas de serem analisadas. Um exemplo presente aqui é que para salvar uma vida (e gerar assim um bem maior), pode ser necessário roubar um medicamento. Sendo assim, regras imutáveis podem causar injustiça. Logo, a flexibilidade das leis que regem a justiça é essencial.

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  114. Até o momento para mim o Utilitarismo foi aquele com o qual mais me identifiquei. Primeiro porque no texto de Mill é claro aquilo que o Professor menciona no vídeo como característica da escola utilitarista: racionalismo empírico, clareza, precisão, consistência, coerência. Pode-se perceber o quanto Mill foca e exemplifica em que condições sua teoria se aplica.

    Concordo com a teoria utilitarista a respeito da "busca pelos prazeres mais valiosos" e repudio a dor. Achei muito interessante o fato de que ele deixa claro que o pressuposto da teoria é justamente não "a felicidade do próprio agente, mas do geral", ou seja, de toda a sociedade, diferentemente ao contrário de tudo o que havíamos estudado até então.
    Fica claro no texto de Mill, a influência da escola liberal, que como mencionada pelo Professor no vídeo que continha os liberais Ricardo e Malthus, que discutiam os problemas da sociedade inglesa.

    Mill mencionada que "a utilidade inclui não apenas a busca pela felicidade, mas a prevenção ou mitigação da infelicidade" , como exemplo revela que "Quando as pessoas afortunadas com relação aos bens externos não encontram na vida satisfação suficiente para torná-la valiosa, a causa geralmente está em se preocuparem com elas mesmas." Diante disso, demonstra a necessidade de que a felicidade não tenha como pressuposto somente o do indivíduo, mas o da sociedade.

    Não sei se concordo plenamente quando ele fala da necessidade da educação, e que essa quando dada a um membro da sociedade, dotará de um “pensamento público” – menos egoísta, creio que em grande maioria dos indivíduos isso pode se dar, porém, por outros motivos psicológicos e externos alguns indivíduos podem continuar egoístas.

    Como voluntária de uma ONG denominada TETO, que tem como foco a denúncia da extrema pobreza na América Latina, creio no que Mill defende: "a pobreza implica-se sofrimento, e que essa pode ser completamente extinta pela sabedoria da sociedade combinada com o bom senso e a previdência dos indivíduos".
    Termino meu comentário concordando que naquele tempo e ainda hoje na sociedade em que vivemos, muitas vezes desigual, nos é necessário "boa educação moral e física", que como Mill disse: "são as fontes de sofrimento humano que, por sua vez, são subjugáveis pela precaução e esforço humano" não mais pensando em si mesmo, mas na felicidade geral.

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  115. O utilitarismo que se inicia em Bentham e tem sua teoria amadurecida em Mill, é a teoria que pensa o ser humano na busca do aumento do prazer e da diminuição da dor.

    Dividem-se as ações entre ações de prazer e dor, e por instinto, o ser humano procura o prazer e foge da dor.

    Sendo assim, é possível que se pense a Ética, como ser ético tudo que lhe proporciona prazer e anti-ético atos que lhe proporcionem dor.

    Julgo que seja necessário aprofundar estes conceitos, e Mill diz que o prazer neste sentido se relaciona com felicidade. O que eu concordo, pois para muitas pessoas a dor é prazerosa. Sendo assim, geraria felicidade e esta ação de dor, seria ética.

    Posto isso, em Mill e em Bentham se introduz respectivamente uma visão qualitativa e uma visão quantidade dentro da forma utilitarista de se pensar.

    Em Bentham, ainda existe uma noção de que se busca a felicidade aumentando os prazeres, fazendo atos prazerosos em diferentes áreas e em maiores quantidades.

    Já em Mill, se entende que a felicidade se concretiza em praticar um ato que lhe agrade. Não necessariamente diferentes atos, mas se dedicar naquilo que lhe agrada e que te torne o melhor nesta atividade. Uma ideia de sempre buscar ser o melhor naquilo que você gosta e então obter prazer e por conseguinte a felicidade, se tornando assim um ser humano ético.

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  116. O utilitarismo nasceu na Inglaterra, cenário onde florescia o capitalismo industrial, talvez devido ao desnível social a intensão dos utilitaristas era estender a todos aqueles benefícios, o que se percebe pelo avanço da discussão a respeito da reforma social, entre liberais, e da revolução. O criador do utilitarismo foi Jeremy Betham, segundo o “principio da utilidade”, tomado como critério para avaliar o ato moral o bem possibilita a felicidade e reduz a dor e o sofrimento. Além disso, porem deve beneficiar o maior número de pessoas.
    O primeiro a utilizar o termo “UTILITARISMO” foi J. S. Mill, o divulgador mais famoso dessa concepção, onde há um destaque sobre a busca do prazer, só que com ênfase no caráter social. J. S. Mill criticava o liberalismo clássico e preconizava um liberalismo com aspirações democráticas.
    Stuart Mill oferece explicações para superar o que chamou de questões “em aberto”, mas mesmo assim o utilitarismo embora aceito no século XIX suscitou inúmeras controvérsias, sobretudo diante do critério para decidir quais são os prazeres superiores, quais devem ser desprezados e como conciliar o interesse pessoal e coletivo.

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  117. Primeiramente, o autor inicia o texto expondo os equívocos ditos por outros autores que se opõem à teoria utilitarista, de forma que os absurdos eram tão grandes que até eram expostos em periódicos influenciando a maioria da população. Sendo assim, o texto coloca a questão polêmica de que diferente do que muitos pensam, no Utilitarismo o útil não se sobrepõe ao prazer, mas sim que o prazer deve ocorrer com ausência de dor, buscando a felicidade.

    Felicidade essa que se distingue da dos animais a partir do momento que não nos saciamos somente com os prazeres físicos provenientes da realização de nossas necessidades fisiológicas, fato que intrigava aos não “simpatizantes” do Utilitarismo, de forma que baseavam suas críticas na brevidade que era conduzir a vida por meio do prazer. Dessa forma, os defensores da corrente Utilitarista rebateram, “comprovando” a superioridade dos prazeres mentais em relação aos físicos, afinal, além de possuirmos a capacidade intelectual, esse tipo de prazer dispensa certos custos e gastos, diferente dos físicos.

    O prazer é algo que possui ligação com aspectos qualitativos e quantitativos, de modo que os primeiros se sobrepõem ao segundo, mostrando a capacidade de distinção do ser humano. Entretanto, sabemos que os homens possuem fraquezas, e por esse motivo, buscam as satisfações menores, ou seja, os prazeres menos valiosos, que são aqueles determinados pelo corpo e que são obtidos de forma bem mais simples do que os mentais. Acredita-se também, que na maioria dos casos, o homem não só prefira os prazeres corporais devido às suas fraquezas, mas também pela incapacidade de buscar bem maior.

    Lembrando que o que escrevi acima, relaciona-se somente ao texto sobre o Mill. As colocações que começarei nesse momento trazem relação entre o Utilitarismo e as ideias de Bentham. Já Bentham é um dos fundadores da teoria Utilitarista, assim como Mill, no entanto, possuem defesas diferentes acerca da teoria. Enquanto Mill defende as questões qualitativas do prazer, Bentham dá maior valor à questão quantitativa. Por exemplo, a intensidade, a duração, são conceitos defendidos por Bentham.

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  118. O Utilitarismo, uma vertente do pensamento Consequencialista, tem como pressuposto a racionalidade. Para os utilitaristas, a razão é uma importante ferramenta, afinal é através dela que o ser humano pode conhecer o mundo, o que vem a ser denominado "racionalismo empírico". Além disso, é a própria racionalidade humana que rege o "Princípio da Utilidade" ou "Princípio da Felicidade do Maior Número", ou seja, o papel da racionalidade é avaliar de maneira clara, precisa e coerente a consequência das condutas.

    Posto que o ser humano é um ser que age pela busca do prazer e da fuga do prazer, suas condutas a partir disso sucedem-se, mas não há que se considerar a ética utilitarista uma ética "egoísta", pois entre seus princípios se inclui o princípio da comiseração, ou seja, "o sofrimento do outro causa sofrimento em mim."

    Para os utilitaristas, a moralidade de uma conduta está nas suas consequências para aquele que a pratica e para todos os que por elas são afetados. Portanto, uma ação moralmente aceitável, ou boa, é aquela que causa prazer no maior número de pessoas; já uma ação má é aquela que resulta em sofrimento. - Por prazer, entende-se como a "sensação que é preferível ter em vez de nenhuma"; por dor, "a sensação que é preferível ter nenhuma em vez de tê-la".

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  119. O utilitarismo tem como princípio o bem estar e acredita que as consequências das ações devem resultar no bem de todos, ou de uma maioria, e não somente de uma única pessoa.
    O que é levado em consideração é o resultado da ação e não ela em si. Essa teoria surgiu a partir do filósofo Jeremy Bentham e é uma mistura entre o consequencialismo e o hedonismo. O consequencialismo, como já dito, valoriza as consequências dos atos e o hedonismo vê o bem-estar como uma felicidade que atinge o maior número de pessoas possível.

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  120. O ultilitarismo é a sequência do pensamento de Hume, é baseado na consequência dos atos, com relação às sensações, assim como para hume a ideia que é criada em cada homem do que é ético ou não vem das sensações causadas por suas ações, o prazer, ou a dor, a ideia ultilitarista baseia-se no bem estar coletivo, porém foge um pouco da ideia básica de Hume, porque a ação em si pode trazer dor, porém se sua consequência é o prazer, ou a felicidade coletiva, então a ação foi boa, porque a consequência da ação trouxe um resultado positivo.
    o ultilitarismo também ressalta um consequencialismo que não é egoísta, o prazer causado pelas ações não é pelo benefício obtido pelo indivíduo que o praticou, mas sim pelo contexto social em que ele se inclui, um ser trabalha pelo todo.

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  121. O utilitarismo é um aprofundamento da teoria de David Hume. Os utilitaristas se debruçaram sobre a noção de bem deixada pelo Hume. Essa escola tem dois pressupostos fundamentais, o primeiro diz que somos seres ilustrados, isto é conhecemos através da investigação racional. O segundo diz que a natureza nos colocou sob o domínio de dois senhores, o prazer e a dor. Agimos movido pela busca do prazer (bem) e pela fuga da dor.

    Toda vez que alguma conduta traz um sentimento insatisfatório o nosso juízo moral reprova essa conduta. No caso de ter que escolher entre duas condutas vamos escolher entre a que nos traz a sensação de prazer (sensação que preferimos à não sentir nenhuma).

    Como a ética utilitarista tem o principio da utilidade ou da felicidade de maior numero, eles concordam que as ações que maximizam o bem estar de todos são moralmente justificáveis.

    A ética utilitarista adota cinco princípios, são eles o principio de utilidade: a busca do prazer e fuga da dor, identidade de interesses: agir de uma forma que sua ação possa ser exemplo para todos, economia dos prazeres: mensurar a utilidade, variáveis concorrente: objetividade e exatidão nas avaliações morais e o da consideração: fuga do sofrimento seja o seu ou alheio, o sofrimento só é aceitável para evitar um sofrimento maior.
    Apesar do utilitarismo vir da teoria de Hume os utilitaristas ao dar um enfoque maior à razão acabam, acredito eu, entrando em contradição com Hume no ponto em que a imoralidade derivaria em um erro de raciocínio, ou pela simples ignorância, já que todas as pessoas seriam boas e procurariam fazer sempre o bem, assim um ato imoral seria praticado sem querer.

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  122. Thaís Alves Villalobos26 de junho de 2013 00:24

    Os utilitaristas defendem, assim como Hume, que a moral é imposta ao homem naturalmente. Buscamos o bem, colocado também como prazer, e evitamos o mal, também colocado como dor, sendo que ambos são identificados através da razão. Para eles, as ações moralmente justificáveis são aquelas que maximizam o bem estar dos que sofreriam a ação. Assim, certas ações seriam mais prazerosas do que outras, sendo possível, de acordo com Bentham, calcular matematicamente a quantidade de prazer ou dor. Com isso, seria possível a elaboração de critérios para se preferir uma ação à outra. A teoria ética de Mill não se reduz a busca da felicidade individual, mas sim a coletiva, pois, de acordo com ele, a satisfação de um indivíduo está ligada a satisfação dos outros, o que leva ao alcance do prazer por todos.

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  123. Os utilitaristas afirmam que a ação moral (útil) é a ação que causa prazer, prazer esse que, apesar de se apresentar de maneiras diferentes para cada pessoa, pode ser medido. Os autores partem do princípio que uma vida feliz é uma vida de prazeres, em que se evita as grandes fontes de sofrimento físico e mental. Essa busca pelo prazer e felicidade não pode ser egoísta, dado que evitar o sofrimento de outra pessoa também gera uma ausência de dor.
    A utilidade de uma ação é medida pelo grau de felicidade não apenas de quem a pratica, mas de todos os envolvidos nessa ação e os parâmetros básicos para empregar uma boa ação são a razão e a lei, segundo o MERECIMENTO de quem será afetado por essa lei. O segundo utilitarista, Mill, afirma ainda que há prazeres superiores aos outros, e que isso se mede pelo grau de unanimidade das pessoas em querer senti-lo.
    Em minha opinião, o ponto não muito convincente dessa teoria é a noção de que os seres humanos na sua busca pela felicidade, sentirão também prazer ao ver o prazer dos outros. Outro ponto que não me convenceu muito foi a "qualificação" dos prazeres pelo Mill, que não sei se é realmente possível na prática em casos mais complexos. Talvez isso se dê pelo meu pouco conhecimento dessa escola de pensamento.

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  124. A natureza coloca os seres humanos sob domínio da dor e do prazer, estes sentimentos acabam por se tornar impositores de todas as nossas realizações, de acordo com Jeremy Bentham.
    Prazer e dor determinam o que se deve fazer, assim como o que será realizado efetivamente. A estes sentimentos estão atrelados de um lado o padrão do que é certo ou errado e de outro suas causas e efeitos.
    Esta teoria propõe que atos e intenções não são bons ou ruins em si, mas sim à medida que produzem resultados de valor (utilidade) positivo ou negativo. No utilitarismo, ações são avaliadas de acordo com a felicidade ou sofrimento que produzem no mundo, de modo que a melhor forma de agir é a que produzir melhores conseqüências . O valor de uma ação está em sua utilidade em elevar ao máximo o bem-estar de quem é passível dessa ação.
    Haja vista, o utilitarismo incide em questões concretas e faz um desmembramento da natureza humana, isola as dimensões da razão e da sensibilidade e propõe a harmonização dos interesses conflitivos, mas tem a pretensão de levar os indivíduos à superação plena de suas inclinações não pela simples supressão de impulsos naturais, mas pela introdução de certa forma coercitiva, do controle racional sobre elas pela aplicação estratégica de recompensas e punições.
    Porém a punição só deve ser utilizada com o desígnio de punir um mal maior.



    Obs.: A justificativa para o atraso deste comentário foi comunicada pessoalmente.

    Rosangela de Paula
    RA 21069412

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  125. A ética utilitarista, ao que me parece, é um desdobramento e uma "evolução" da ética humeneana, sendo uma ética iluminista qual põe o homem e seu bem estar no centro de toda analise ética, destacando a esse a maior importância das ações e maior finalidade. Surgido na Inglaterra, segue a tradição filosófica do empirismo, ou seja, possui dentro de suas características a crença de que toda o conhecimento é dado numa base sensível, oque reduz a posição da razão em relação do juízo moral. Como para Hume, o utilitarismo coloca que a ação moral não deriva de premissas racionais, mas sim de um sentimento, um sentimento de dor ou prazer. Uma ação moralmente louvável é aquela qual imprime em seu causador uma sensação de prazer, em uma escala a ação qual é mais prazerosa é aquela qual é mais ética. O bem, tanto comum quanto egoísta, seria alcançado pela realização de ações que causam prazer em seus atores, sendo que mesmo pela atuação egoísta de um ator poderá alcançar-se o bem comum, pois as ações que visam o prazer de cada um culminaria no bem comum, como é de vontade de todos os atores que estes vivam em paz e socialmente, então o bem comum ira necessariamente de encontro com o bem comum . Podemos ver nesse caso uma semelhança entre a teoria da Mão Invisível do mercado, onde as ações egoístas dos atores também cominam num crescimento prospero do mercado, sendo na verdade a teoria da Mão Invisível um desdobramento da teoria utilitarista, iluminista inglesa, na economia. A razão para o utilitarismo serviria somente para descobrir e medir qual a ação que daria maior grau de prazer no ator. Mill relaciona um maior nível de educação com a facilidade de se encontrar a ação mais ética, pois quanto maior o nível de intelectual, mais perto da compreensão de perfeição ( o ato que se traduzirá em maior prazer). Para Benthan é possível calcular o grau de prazer de uma ação segundo alguns conceito que seriam: Certeza, Intensidade, Duração, Proximidade e Pureza.

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  126. O Utilitarismo é baseado em princípios éticos e é fundado no princípio da maior felicidade, ou seja, colocando a felicidade no centro. Para os utilitaristas, as ações são comandadas e reguladas pela dor e pelo prazer. Quanto mais prazer é melhor, e quanto menos dor também é melhor. Defende que são justas ou virtuosas as ações, as normas ou as leis que concorrem para maximizar a felicidade das pessoas e, se possível, de todas as pessoas ou, pelo menos, do maior número delas.

    A teoria sobre o utilitarismo enuncia que ação humana e social é resultante de cálculos racionais de sujeitos interessados (seja individualmente, coletivamente, egoísta ou não). Para Mill os prazeres intelectuais e afetivos estão acima dos sensíveis e diz que o Utilitarismo é sobre uma felicidade coletiva e para Bentham o prazer era mensurável, escolhendo o valor mais alto, ou seja, o melhor tanto pela intensidade, duração, certeza, proximidade, pureza, fecundidade e extensão.

    Por fim, o Utilitarismo é uma corrente de pensamento em que uma atitude só pode ser realizada se for para o bem da maioria, buscando o prazer e fugindo da dor. E antes de ser concretizada, uma ação deve ser julgada sobre a vista de seus resultados práticos.

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  127. O utilitarismo faz uma relação entre as ações corretas com felicidade e prazer e as ações incorretas com infelicidade e dor. Tendo como únicos fins a serem alcançados a felicidade e imunidade a dor. Ele não aceita a felicidade as custas dos outros e desconsidera algo ser bom ou ruim, o que vale é a consequência da ação.
    Algumas formas de prazer são mais valorizadas que as outras e mais procuradas, talvez por sua raridade, talvez pelo benefício que tal prazer proporciona. E é errado afirmar que o prazer tem haver com quantidade.
    Um ser nunca aceitaria ser inferior do que é no momento, apesar de sempre querer ser mais feliz, ele poderia até entender que teria que aceitar uma condição inferior a atual para ser mais feliz, mas ele não aceitaria.
    Sempre melhor ver alguém insatisfeito que sempre procura por mais do que alguém que tem pouca satisfação e não procura melhora, aceita a condição em que se encontra.
    A dor e o prazer se encontram misturados e a alegria não é necessariamente constante, mas sim momentos que valem por todo o resto.

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  128. Guilherme Bocalini27 de junho de 2013 20:16

    Guilherme Bocalini
    RA: 21033512

    O utilitarismo é uma corrente filosófica influenciada pelo iluminismo. Assim, acredita que é possível entender o mundo e o comportamento humano através da racionalidade, ou seja, o utilitarismo acredita que é possível entender este comportamento através de um método. Isso é possível ao entender o ser humano como um ser cognitivo, que entende o mundo usando a razão, tendo em vista que esta é uma razão empírica que trabalha com representações.

    O princípio fundamental do utilitarismo é a busca da felicidade, é uma proposta ética egoísta que ao mesmo tempo visa não apenas a felicidade individual, mas a felicidade do maior número de pessoas, isso porque a ação moral é exatamente aquela que terá como resultado a felicidade do maior número de pessoas.

    Além do princípio fundamental, existem outros princípios subsidiários do utilitarismo, um deles relaciona com a ideia de prazer e dor (desprazer), o prazer pode ser definido como uma sensação preferível a ausência de uma sensação, e o desprazer é seu oposto. Outro princípio subsidiário é que tanto a dor quanto o prazer podem ser mensurados, através de variáveis como durabilidade, certeza (que certa ação terá o resultado esperado), extensão do prazer e etc. Ainda existem outros princípios como o da consideração, tanto o prazer quanto a dor do outro também refletem, respectivamente, em prazer e dor para mim; há também o princípio da simetria onde eliminar dor causa prazer, assim como eliminar prazer causa dor.

    Pessoalmente acho a teoria utilitarista bastante interessante, embora tenha consciência que ainda não tenho domínio sobre sua extensão e complexidade, a ideia de calcular os prazeres e buscar ações que levem prazer ao número máximo de indivíduos é bastante interessante. Entretanto vejo um problema muito grande ao se classificar o prazer, ou ainda decidir qual ação resultara na felicidade do maior número de pessoas, a ideia é muito interessante mas em certas situações sua aplicação pode trazer diversas diferenças do que cada um entende como a ação de melhor resultado.

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  129. No material de J.S. Mill, as concepções utilitaristas de Jeremy Bentham são frisadas. Mill apresenta sua ética de forma que uma boa ação é aquela que produz mais felicidade e, consequentemente, a imoralidade é primada do erro, tendo em vista que nossos atos buscam sempre o prazer e a fuga da dor, assim como no pensamento de Hume, que possui grande influência na teoria de Mill. Um ponto importante a ser destacado na ideia do utilitarismo é que quando não é possível "produzir prazer", devemos visar a redução da infelicidade. Na teoria do utilitarismo, os fins da ação relacionam-se de forma direta com os meios.
    O critério para avaliar uma ação como moral é dito como o "princípio de utilidade", que também é conhecido como "princípio da maior felicidade". Nesse princípio, toma-se como base a consequência, onde uma ação deve ser executada se ela implicar na felicidade para as pessoas que serão afetadas por tal ação.
    Posto isso, é sabido que na visão utilitarista, é necessário estimar a consequência da ação para caracterizá-la boa ou não. Se a mesma for de caráter legítimo, onde vai gerar prazer para todas os indivíduos que serão afetados por essa ação, então a ação é moral.

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  130. O Utilitarismo se dá como uma ética que onde se valida uma ação não pela sua intenção, e sim pela consequência da mesma. Pode então ser considerado uma forma decorrente do consequencialismo.
    O utilitarismo trabalha com a ideia de que o homem está submetido a dor e ao prazer. Estes são determinantes em seu comportamento, estipulando o que é certo ou errado e as consequências decorrentes disso. Ao tentar sintetizar de modo racional essas ideias e a atitude humana, é que se percebe que o prazer e a dor não são sentimentos concretos, capazes de serem quantificados ou estudados metodicamente, de modo normativo. Porém, em suma, o que o utilitarismo se propõe a fazer, é de fato tentar racionalizar e avaliar o dito ‘prazer’ aqui mencionado, classificando-o em diferentes intensidades baseando-se em sete principais variáveis (intensidade, duração, certeza, proximidade, fecundidade, pureza e extensão). John S. Mill nos apresenta que os prazeres mais intensos são os de menor duração, entretanto, nos expõe que os que duram mais, podem conter maior qualidade.
    Pode-se então dizer que no utilitarismo, tem-se como objetivo máximo, o alcance do bem-estar geral.

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  131. Jonatas Silveira de Souza

    RA: 21040912


    Iniciando o estudo dessa nova corrente filosófica para o nosso curso, ela traz uma visão mais aprazível e de certa maneira, mais fácil de ser explicada do que a Kantiana do estudo de nossas ações morais. Ela tem como os seus principais autores os ingleses Jeremy Bentham e o seu pupilo e o que viria a aprimorar a sua teoria o filósofo John Stuart Mill. Há até hoje filósofos que buscam essa linha teórica como fundamento dos seus estudos, mostrando a sua influência maior na filosofia Anglo-americana.

    O primeiro, Bentham, foi um homem que dedicou a sua vida a produzir conhecimento, estudando e criando teorias e utensílios em diversos campos do saber. Ele tem como a pedra basal de sua teoria moral o princípio da utilidade e do consequencialismo. Estes princípios visam à análise das nossas ações individuais do ser vivendo em sociedade. Cada um teria de fazer uma análise do prazer que aquela ação irá nos trazer e as pessoas que serão afetadas pelas mesmas, podendo chegar a quantizar o que seria mais prazeroso para nós por meio de parâmetros (intensidade, duração, proximidade, etc).

    Mas o que seria um ato bom ou mal? Seriam boas aquelas ações que conseguissem trazer o prazer para o maior número de pessoas e ao mesmo tempo trazer a satisfação dos interesses indivíduos da pessoa que faria tal ação, já a má ação seria aquela que não consegue balancear as vontades individuais dos interesses do grupo. Então podemos chegar a considerar que a ação que é feita de uma maneira boa, trará a felicidade para as pessoas para o maior numero de pessoas envolvias na ação.

    Já na teoria de Mill vemos uma radicalização da teoria de Bentham no inicio de sua vida, o mesmo foi criado para ser máquina de calcular ou racionalizar as ações humanas era uma máquina lógica. Após um colapso com a idade de 21 anos ele diverge com algumas ideias de Bentahm. Enquanto Bentham não tratava da perfeição do homem, colocava que as ações podiam ser analisadas pelo prazer. Já em Mill, o mesmo deixa uma visão mais clara, colocando a qualidade dos prazeres. Existem diferentes tipos de prazer - alguns mais desejáveis (prazeres intelectuais) do que outros os prazeres da carne ou corpóreos. Tirando o peso que era muitas vezes colocado a essa teoria filosófica como a “ética dos porcos”, ele diz “É preferível ser um homem insatisfeito do que um porco satisfeito; é preferível ser Sócrates insatisfeito do que um imbecil satisfeito".

    O passo que Mill dá na teoria utilitarista é tão fundamental quanto a sua caracterização, trazendo o fator da qualidade para as nossas ações, podendo concluir que as ações morais poderiam levar necessariamente a uma certa perfeição.

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  132. O utilitarismo é uma escola filosófica ética consequencialista em que o homem sempre age visando uma finalidade, seu prazer. A ação moral utilitarista é agir em nome do útil, pois assim podemos atingir consequências mais benéficas para todos os envolvidos no ato. O útil traz a felicidade ao homem, e a felicidade traz prazer.

    O utilitarismo tem suas raízes em David Hume, que cultivou um terreno fértil para que Jeremy Bentham criasse sua teoria moral, o princípio da máxima felicidade. Hume afirmava ser a benevolência o objetivo do sentimento moral, logo o homem agiria da melhor forma possível para com o seu próximo e receberia a mesma atitude de seus semelhantes, num perfeito altruísmo. A justiça é um dos pilares da benevolência, na medida que a justiça zela pela igualdade de todos os homens.

    Bentham usufrui desse preceito de todos os homens serem bons para construir um modelo ético, em que todos agem para alcançar o bem comum. O útil seria uma finalidade em que todas partes envolvidas se beneficiam. Todos nós buscamos agir de forma útil e repudiamos o que é inútil. A teoria de Bentham tem um caráter muito prático, objetivo e aritmético; com isso, foi contra a teoria vigente do contratualismo afirmando que os homens agem da maneira que agem não por um contrato social previamente estabelecido, e sim porquê acreditam se beneficiar com tais ações. Porém, acima de todo o pragmatismo envolvente dessa teoria, John Stuart Mill achou uma grave falha: a ética de Bentham misturava os prazeres do homem com o do resto do animais, não enaltecendo nossa maior qualidade, a racionalidade.

    Eis então que Mill utiliza toda a teoria já construída de Bentham para aperfeiçoá-la. Um tanto mais subjetivo que seu antecessor, dá um tom um pouco mais metafísico à teoria moral utilitarista. Caracteriza os prazeres em dois: os superiores (intelectuais) e os inferiores (carnais), sendo os primeiros mais preferíveis ao homem, ao passo que são exclusivos do homem. A crítica de Mill à teoria de Bentham recai sobre a miscelânea entre todos os animais, não diferenciando a raça humana e sua racionalidade dos outros seres; corrige Bentham ao dizer que a ética utilitarista não é uma “ética de porcos”. Essa diferenciação foi importante para que a teoria utilitarista se desenvolvesse, porém o ar mais prático de Bentham me atrai mais que o mais subjetivo de Mill.

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  133. Nesse texto, Mill apresenta alguns pontos fundamentais do pensamento utilitarista. A ideia central – de que o prazer e a ausência de dor são os fins que impulsionam todas as ações humanas – a principio pode nos parecer vulgar, como uma tentativa de simplificar demasiadamente a natureza humana. Porém, Mill procura mostrar que apesar do que possa parecer, esta definição envolve muitas características complexas dos desejos e formas de satisfação que são próprias dos seres humanos. A começar pelo fato de que, ao contrário de outros animais, os seres humanos não se satisfazem ao ter suas necessidade básicas supridas – não somos como porcos felizes num chiqueiro. Buscamos diferentes e refinadas formas de realização, e uma vez que tenhamos as condições favoráveis para isso, desenvolvemos formas mais elevadas de satisfação, como a arte e as ciências, por exemplo. Disso, pode-se concluir que alguns prazeres são superiores à outros. Dessa forma, as ações moralmente corretas podem ser definidas de acordo com o critério de maior utilidade, isto é, são consideradas moralmente aceitáveis aquelas ações que promovem a maior felicidade geral, promovendo os prazeres mais desejáveis. O que me parece problemático com essa definição é que ela dá muita enfase à experiência, ao definir como superior as formas de prazer que mais pessoas experimentam e consideram desejáveis. Se utilizarmos esse critério para julgar a moralidade das ações praticadas por diferentes povos com culturas diversas, certamente encontraríamos dificuldade para estabelecer princípios universalmente válidos.

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  134. Caroline den Hartog Batagini30 de junho de 2013 01:23

    RA: 21024712

    Na ética utilitarista de Mill, tem-se como pressuposto que as ações praticadas pelos seres humanos podem ser boas ou más se julgadas correlatamente à observação de suas consequências. Assim, o caráter moral das ações é definido segundo o princípio de utilidade: as ações morais são aquelas que promovem mais felicidade.
    Se, por um lado parece-me difícil imaginar uma teoria moral relacionada às consequências das ações, visto que prever tais consequências é, em certas situações, uma atividade extremamente difícil, por outro Mill preenche as lacunas da teoria moral consequencialista apresentada, primeiramente, por Hume. Isso porque, ao tratar a moralidade advinda dos prazeres, Mill aprofunda tal relação ao distinguir a natureza dos prazeres, separando-os em superiores (ligados ao intelecto, às emoções, à imaginação e aos sentimentos morais) e inferiores (prazeres corporais. A partir dessa separação temos que alguns homens são, segundo Mill, superiores a outros à medida que se predispõem a prazeres de natureza mais elevada, o que justifica também o fato de os seres humanos serem mais elevados moralmente do que os animais.
    Dessa forma, percebe-se que, em Mill e na teoria ética utilitarista, para além da preocupação com o prazer individual na execução de uma ação, o bem coletivo ou o "bem maior" está pressuposto como objetivo da moralidade, já que a ação moral que requer a felicidade em seu maior número, isto é, em sua maximização, acaba por colocar os interesses sociais acima dos individuais.

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  135. O utilitarismo, corrente filosófica iniciada por Jeremy Bentham e aprimorada por seu discípulo John Stuart Mill. A teoria tem como seu principio a utilidade e o consequencialismo,de forma a analisar as ações praticadas dentro da sociedade.
    Um ato bom ou mal seria definido através das ações que trariam prazer para um maior numero de pessoas, e de mesmo modo combinar de forma satisfatória os interesses da sociedade e do individuo que praticou a ação. Desse jeito uma má ação seria aquela haja de forma contraria a estes parâmetros.
    Mill estabelece nessa teoria uma diferenciação dos prazeres, de forma que possa haver uma escala entre a qualidade destes, o que para Bentham inicialmente era denotado de forma indiferente.

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  136. O Utilitarismo é realmente uma ferramenta surpreendente para se compreender as ações humanas. Baseado fortemente na influência britânica de clareza, objetividade e praticidade, é um modelo de pensamento que podemos utilizar em problemas reais assim que o compreendemos na teoria. Isso é muito interessante para análise e solução de dilemas éticos que estão sendo colocados insistentemente à nossa percepção nos dias de hoje.

    Mas como todo sistema que utiliza uma forma mais prática de observar as ações humanas, o Utilitarismo padece da falta de reconhecimento especialmente pela pouca compreensão de seu modo de pensar as atitudes humanas. O Prof. Peluso precisou gastar metade do tempo de sua palestra para introduzir, com a correção e didática primorosa que o caracterizam, a ideia mais básica do que seja o Utilitarismo e desvanecer as ideias errôneas em contrário. Mill também despende o início de seu trabalho para definir o método e separá-lo das concepções equivocadas que dele fazem muitos pensadores.

    É muito difícil, ao menos para mim, deixar de me identificar com seu modo de pensar. Quando trata de prazeres, Mill afirma que os homens podem perder seus gostos intelectuais simplesmente por não terem tempo ou oportunidade para se dedicar a eles. Isso me traz ao pensamento os tempos em que era enxadrista e a paixão por essa atividade que nunca me abandonou, embora há anos não jogue por falta de oportunidade e tempo. Esse tipo de abordagem é não apenas universal, mas fala alto na natureza humana. Assim como a ideia de que a capacidade para sentimentos mais nobres é planta frágil e fácil de ser descuidada e destruída. Observamos isso facilmente ao nosso redor, pois estamos em meio a uma sociedade consumista e egocêntrica, cujos valores de há muito se tornaram pequenos e medíocres.

    Sobre o masoquismo, cujo prazer se encontra na dor, acredito que seu estudo ainda esteja dentro do modelo utilitarista. Considerando-se que a dor física, neste caso, é equivalente ao prazer, deve-se deixar de considerar “dor” como “dor” e passar a ser classificada como “prazer”, neste caso específico. Então a “dor” real seria alguma outra coisa que não causasse o prazer neste indivíduo. Uma análise pontual neste quesito deve ser necessária, pois se torna uma exceção ao convencional das atitudes humanas, embora não seja de certa forma ilógica por ser uma concepção puramente pessoal. Ainda assim está dentro das normas regidas pelo Utilitarismo.

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  137. Lívia Maria Cianciulli
    RA: 21012612

    A corrente utilitarista de pensamento deriva em muitos aspectos do Iluminismo, do entusiasmo com as descobertas filosóficas e científicas do período. Disso se desprendem pontos interessantes acerca do autor e obra. É considerado menos cético do que Hume e menos dogmático do que Bentham, contudo, o utilitarismo e o empirismo de ambos foram as bases para composição de sua obra. Um fato curioso sobre o autor é sua Educação. Fora educado em casa pelo pai, fora submetido a um severo regime de estudos no qual começou a ter aulas de grego com três anos de idade, sofre de um colapso nervoso aos 20... Mill visava reformas, não revoluções.

    Parte do princípio proposto por Berthan, o máximo de felicidade para o maior numero de pessoas, contudo, Mill tenta esmiuçar os limites e imposições dessa máxima para o cotidiano real. Berthan falava de algoritmos e cálculos da felicidade, Mill aborda o tema de forma diferente, se interessa pelos resultados políticos e sociais dessa postura. Segundo o autor, a educação deveria ser posta de uma forma tal que a felicidade de um individuo fosse indissolúvel ao bem-estar social. Dessa forma, não haveria uma transgressão de valores, abusos e perversões legitimadas pela busca de prazer. Há mecanismos, além do ‘’Princípio da Utilidade’’, que regulam e explicam os limites desse tipo de pensamento. Há princípios subsidiários como a Identidade de interesses; Economia de prazeres; Variáveis concorrentes, Comiseração; Simetria e Extensão só para citar alguns. Mill atribui mais valor aos prazeres intelectuais aos sensoriais, uma vez que os primeiros seriam mais duradouros e profundos do que os os outros.

    No Utilitarismo Prático, o Ser Humano deve ter sua Liberdade assegurada para que este possa buscar sua Felicidade. Mill foi um profundo defensor da livre expressão, dos direitos Humanos básicos e pela extinção da escravidão. No ensaio ‘’Sobre a Liberdade’’, Mill diz que ‘’Todo indivíduo é soberano sobre seu próprio corpo e mente’’. O olhar é para as pessoas, e não para a sociedade, a liberdade individual deve ser a questão primária numa escala de importância.

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  138. Bruno Pestana Macedo
    RA 21049312

    A ética na perspectiva utilitarista assemelha-se à ética de Hume, que baseia-se na busca do homem pela maximização do prazer a fuga da dor. Na ética utilitarista, o prazer a dor são o foco de sua teoria, uma vez que estes, assim como a perspectiva huminana anteriormente citado, buscam a maximização do prazer e a extinção da dor, definindo assim a conduta humana.
    Na minha opinião, a parte mais interessante da teoria utilitarista é a avaliação/cálculo dos prazeres e das dores. Para eles, o prazer é definido como toda e qualquer sensação que seja preferível a ausência de sensações. Já a dor, é o inverso. Ou seja, a dor é quando a ausência de sensações é preferível do que qualquer sensação.
    Baseado nesses conceitos de dor e prazer, Jeremy Bentham desenvolve o “cálculo” dos prazeres e das dores, sendo esses baseados em características como a intensidade, duração, probabilidade, proximidade (característica de aspecto temporal), fecundidade (probabilidade de se ter dor depois do prazer e vice-versa), entre outras.

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  139. O utilitarismo define as ações humanas baseadas na busca do prazer e na fuga da dor, e tem seu alicerce na ideia de que as condutas humanas morais e amorais, aquelas que geram prazer e felicidade para a maioria são definidas como morais e boas, e aquelas que geram dor e infelicidade são definidas como amorais e más.

    Quando pensamos nos termos éticos e morais do utilitarismo, é visível que essa escola filosófica ou projeto ético é muito positivo, na verdade seria algo muito positivo para sociedade. A ideia de que cada indivíduo seria tomado por uma consciência da dor de outros indivíduos, tendo em vista o princípio da utilidade ou princípio da felicidade da maior parte, e teriamos prazer em diminuir a dor de nossos semelhantes é algo socialmente falando, muito interessante, porém, imaginando os moldes sociais atuais é algo inviável.


    O utilitarismo em minha opinião tem ideais que ajudariam profundamente uma sociedade a viver em harmônia, tendo em conjunto, como os próprios utilitaristas propõem, a razão e as leis, levando em consideração apenas os conceitos utilitaristas de ações humanas para o bem comum, poderíamos ter uma sociedade próxima a ideal.

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  140. O utilitarismo concorda com a teoria Hume ao afirmar que a noção moral do ser humano é imposta a ele mesmo por sua própria natureza, a partir disso a moralidade é inerente ao ser humano. Escolhemos nossas atitudes a partir de dois sentimentos: prazer (bem) e dor (mal); e sempre estamos em busca do bem, ou seja, do prazer.

    A noção de bem e mal decorre das consequências das quais as ações causam, logo, são moralmente justificáveis as ações que tem por consequência a maximização do bem estar de todos.
    Esse princípio foi formulado por Jeremy Bentham que o chamou de princípio de utilidade.

    Jeremy Bentham (1748-1832) e John Stuart Mill (1806 – 1873) foram os dois pensadores que mais contribuíram com o pensamento utilitarista, sendo Mill discípulo de Bentham. É importante observar que há divergências entre eles. Bentham afirma que a bondade ou a maldade depende da quantidade de dor e prazer que uma ação resulta a todos. As consequências desses atos podem ser calculadas matematicamente e possui sete variáveis: intensidade, duração, certeza, proximidade, fecundidade, pureza e extensão. Mill, por sua vez, critica a ideia do cálculo dos prazeres, pois ele está atrelado também a valores qualitativos, ou seja, há prazeres que valem mais que outros. A escolha de um prazer sobre o outro se dá pela quantidade de pessoas atingidas por esse prazer.

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  141. O texto de John Stuart Mill nos apresenta as principais ideias e características da corrente utilitarista. Esta corrente afirma que o prazer e a ausência da dor são os que impulsionam as ações humanas, onde as ações tidas como corretas são as que levam a felicidade, e as incorretas causam a dor e o sofrimento, quando pensamos então nas questões éticas, pensamos em maximizar o prazer e diminuir a dor.
    Mill afirma que o utilitarismo ético aborda também a felicidade e o bem estar coletivo, não somente a felicidade individual, onde o bem estar coletivo é quando nós nos sentimos bem ao ver o bem do outro, alcançando assim o prazer.
    O utilitarismo nasce em uma escola filosófica, e os seus primeiros ideais utilitaristas são propostos por Jeremy Bentham. Como o utilitarismo nasceu dentro do iluminismo, suas bases para responder as ações humanas são empíricas. Mill já se preocupa com a qualitativo e seus ideiais se afastam das visões empíricas de Bentham.
    Mill nos diz que uma ação moral é aquela que irá oferecer felicidade/prazer para as pessoas, e a ação imoral é aquela que causará dor, as ações morais serão aquelas que possuem a maior utilidade e causará uma maior felicidade para as pessoas. Mill também também nos diz que por isso alguns prazeres são superiores à outros, de forma que um prazer pode ter um maior critério de utilidade do que outro.
    Uma ação moralmente aceita é aquela que irá causar felicidade não apenas imediata, mas também futura. Uma ação moral não pode causar prazer imediato e causar a dor depois, para isso a Razão irá nos orientar para praticar ações que não causem dor, e sim prazer.

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  142. Marcus Vinicius Innocenti Oscar
    O Utilitarismo vê a felicidade no fundamento da moral, sendo assim uma ação é considerada moral apenas se esta promover a felicidade, esta felicidade é vista pelos utilitaristas como uma sensação de prazer com ausência de dor.
    Bentham e Mill estudam as ações humanas quanto na poder de produzir felicidade e prazer na vida das pessoas, sendo assim acabam compartilhando muitas definições.
    O bem é a valorização da felicidade humana, tudo aquilo que causa prazer, sendo assim uma ação é moralmente melhor que a outra pelo simples fato de gerar mais prazer e felicidade em outras pessoas.
    Mill parece ter um consentimento com o tipo de pessoa idealizada, uma pessoa preocupada com coisas mais desejáveis e mais prazerosas.
    Bentham se preocupará com a quantificação dos prazeres e Mill com sua tipologia pois para ele é importante que as pessoas tenham prazer.

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  143. A partir dos textos propostos, é possível afirmar que o utilitarismo consiste em uma corrente de pensamento sobretudo anglo saxão.

    No texto de Stuart Mill é possível identificar que ele se apoia nas correntes teóricas do utilitarismo. Essa corrente se caracteriza pelo pensamento de que nossas ações são julgadas quanto as consequências delas mesmas. Ele também vai adotar como princípio que a felicidade é a única e exclusiva finalidade da vida. Esta felicidade pode ser adquirida por meio dos prazeres, que por sua vez, pode estar associado ao corpo e ao espírito. O princípio da utilidade reconhece que alguns tipos de prazeres são mais desejáveis que outros, seja pela raridade que o torna mais valorizado mou pelo benefício que esse prazer proporcionará.

    Com isso podemos concluir que o utilitarismo é maximizar com imparcialidade a felicidade, para que se proporcione a maior acumulação de felicidade possível para todos que sofrem com as consequências de nossos atos.

    Raul Leone Belorte
    RA: 21082612

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  144. O utilitarismo segue corrente filosófica que possui com uma de suas principais características a objetividade e exposição de suas propostas de forma clara e precisa. E o resultado de uma lei, por exemplo, é mais importante do que ela em si, pois segue uma linha consequencialista de compreender os eventos.
    A maneira como o utilitarismo se pauta, segundo Mill, é tornar o homem, o mundo e todos os outros fenômenos correlacionados mais precisamente explicáveis. E dois elementos básicos do ser humano precisam ser destacados para continuarmos o desenvolvimento do assunto, eles são: a dor e o prazer. Se praticamos ações boas nos sentimos felizes ou até mesmo quando determinados eventos nos trazem boas sensações preferimo-las a não sentir nada. Já a dor caminha em sentido contrário, pois, preferimos a ausência de sensações a senti-la, sendo comum ao homem não manter relações muito amigáveis com a dor. As duas medidas se observadas atentamente, possuem uma proporcionalidade inversa, e com a saída da dor, encontramos o prazer.
    No fim o utilitarismo de J.S. Mill é significante apenas para os indivíduos que possuem interesse sincero em compreender o mundo através das ferramentas utilitaristas. E não presta a serviço dos que preferem enxergar o mundo de um ponto de vista caótico ou pessimista, já que prazer é uma das medidas e os negativistas não o podem reconhecer.

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  145. O utilitarismo é considerado a primeira escola filosófica que surgiu no mundo moderno. Os dois filósofos mais importantes que contribuíram para o desenvolvimento da ética utilitarista são: Jeremy Bentham (1748-1832) e John Stuart Mill (1806-1873), sendo Mill o discípulo de Bentham, apesar de discordarem em algumas coisas dentro da filosofia utilitarista.

    Hume estava certo, diziam os utilitaristas, pois os seres humanos são seres morais, estão sempre avaliando suas condutas, isso nos é inescapável. Portanto, o que devemos fazer é elaborar discussões éticas que nos ajudem em nossas condutas. A primeira coisa que devemos reconhecer é que estamos sempre procurando o bem e nos afastando do mal através de nossa capacidade racional, ou seja, é através do pensamento e analise racional que decidimos qual é a melhor decisão a ser tomada para se chegar ao melhor fim desejado.

    A busca pela felicidade, da maior felicidade, é o princípio da moralidade que os utilitaristas defendem, no qual as ações corretas são aquelas que buscam o bem, o prazer, e as erradas, o sofrimento, a dor. A ética utilitarista apresenta alguns princípios, mas nos cabe dizer aqui que o entusiasmo pela felicidade humana e a confiança na razão são pontos chave em sua visão, lembrando que essa filosofia não analisará a natureza de uma ação, mas sim suas conseqüências, se as ações desencadeiam em prazer ou dor.

    Sobre o ponto de divergência de Bentham e Mill podemos afirmar que Bentham falava sobre um cálculo moral, ou seja, uma ação é boa ou má dependendo da quantidade de prazer ou dor que proporciona, portanto, podemos avaliar as ações morais quantitativamente. Diferindo de Bentham e aperfeiçoando a teoria utilitarista, Mill diz que devemos considerar também os aspectos qualitativos das ações. Há prazeres que valem mais do que outros, portanto as ações morais devem ser julgadas quantitativamente e também qualitativamente.

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  146. Matheus de Almeida Rodrigues4 de julho de 2013 12:12

    O Utilitarismo, vertente filosófica que emergiu na Inglaterra a partir século XVIII sob a luz de Jeremy Bentham e John Stuart Mill, converge com a concepção “maniqueísta” humeana no sentido de que o indivíduo, um ser intrinsecamente moral, sempre orienta suas ações à pratica do bem, ou seja, há uma busca incessante e contínua pela felicidade e pelo prazer (sendo este o fim ou o meio a qual uma ação é praticada) e uma aversão aos preceitos dados por ele como indesejáveis: o mal e à dor. Para ilustrar, o filósofo J. S. Milll concebe a questão de felicidade afirmando que: “Por felicidade, se entende prazer e a ausência de dor; por infelicidade, dor e a privação do prazer.”.
    Por haver uma enorme gama de ideias sugeridas por utilitaristas, analisar os aspectos em que suas reflexões convergem se trata de uma tarefa nada fácil. Entretanto, em suma, existem dois pontos básicos concordados por esses autores. O primeiro determina que o ser humano é um ser cognitivo e, deste modo, este age e conhece por meio da razão. E, em segundo lugar, embasado nas ideias de Bentham é possível afirmar que o ser humano está "[...] sobre o domínio de dois senhores soberanos, a dor e o prazer. Somente eles apontam o que devemos fazer, assim como determinam o que de fato faremos. Ao trono desses dois senhores estão ligados, de um lado o padrão daquilo que é certo ou errado, de outro a cadeia de causas e efeitos." Logo, as ações humanas por serem estimuladas pelo desejo de obter determinado prazer ou evitar certa dor, e estes termos antagônicos representarem amplos sentidos, é possível inferir que, de acordo com L.A. Peluso, “entende-se por prazer qualquer sensação que um ser humano prefere sentir em um dado momento, ao invés de sentir nenhuma; considera-se dor aquela sensação que um ser humano prefere sentir nenhuma, ao invés de senti-la em um dado instante.”.

    Matheus de Almeida Rodrigues - 21039712

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  147. Carolina Carinhato Sampaio4 de julho de 2013 13:25

    O utilitarismo é, muitas vezes, mal entendido, disse Mill. Muitas pessoas que não conhecem do que ele se trata dizem que ele é a indiferença ao prazer em algumas de suas formas. Porém, se formos resgatar o Utilitarismo na sua essência, veremos que ele nada mais é que o Princípio da Maior Felicidade - as ações que estão certas, trazem felicidade para as pessoas - e o que é errado, não o causa ou ainda gera dor. O prazer e a ausência de dor são as únicas coisas desejáveis como fim.
    Por ter esse princípio do "prazer como um fim", o Utilitarismo foi e é até hoje criticado ferozmente por alguns; estes acreditam que ao apenas visar ao prazer, o conceito utilitarista é sujo e egoísta - ignorando o fato de que ele visa o bem e a felicidade da maioria- ainda que esta seja obtida de forma indireta. E outros críticos ainda dizem que a felicidade é inalcançável, ou que os critérios utilitaristas são elevados demais para a humanidade. Mas, por felicidade, seus teóricos não pensam em uma vida repleta de êxtase todos os segundos, e sim aqueles momentos felizes que, se contrapostos aos momentos de dor, são maiores e mais marcantes. É um conceito "pé-no-chão" de felicidade; é realista.

    O Utilitarismo aceita a ideia também de que todos os prazeres são mensuráveis - até em relação à dor. Colocando em exemplos: uma pessoa que quer emagrecer mas que não suporta a ideia de ficar sem comer por certos tempos. Ficar sem comer vai causar uma espécie de dor para essa pessoa - mas é mais gratificante, somando-se tudo, emagrecer do que efetivamente se privar de certas comidas.
    Sua ideia associa a moral com o prazer e a felicidade - características genuínas do ser humanas.
    Como James Mill, Bentham também é um grande representante do Utilitarismo. Este propõe uma solução para os problemas que envolvem a felicidade e a moralidade. Em um de seus livros, ele fala sobre o Princípio da Maior Felicidade, e diz que este se dá de acordo com o promover a felicidade ou se opor à ela - tanto ações individuais quanto coletivas. A moralidade, assim como disse Mill, é toda ação que aumenta a felicidade dos indivíduos.
    "The greatest happiness of the greatest number".
    Porém, existe uma diferença entre os pensamentos de Bentham e Stuart Mill. Aquele propõe uma visão quantificada das ações, cabendo a seus agentes medir a quantidade de prazer que pode resultar delas, para então decidir se as atitudes devem ou não ser concretizadas. Já Stuart Mill não concorda com isso, optando tanto pela qualidade quanto pela quantidade. Assim, deve-se definir entre os vários tipos de prazer quais são os melhores e mais valorosos. Desta forma, este filósofo cria uma espécie de hierarquia dos prazeres, na qual aqueles que são intelectuais e afetivos estão acima dos sensíveis.

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  148. O modelo de ética apresentado, o utilitarismo, traz a ideia de que a boa ação é aquela que visa trazer a maior felicidade para todos. O ato antiético é aquele que traz a dor e o sofrimento para a maioria, por exemplo, se uma ação trouxer felicidade e prazer para um, mas infelicidade e dor para a maioria é considerado antiético. Quando a ação do homem não tiver a capacidade de produzir felicidade, deve tentar diminuir as infelicidades e dores causados a si e a sociedade.
    Nessa teoria os meios são considerados para o seu determinado fim. A ação será moral, mesmo que o meio causa algum impacto a poucos indivíduos, se no final trouxer a felicidade e prazer para a grande maioria da sociedade.
    Acredito que aprendizados positivos podem ser tiradas das idéias utilitaristas, mas muito cuidado deve ser tomado com relação as atitudes tomadas visando um fim que seja tomado como bom.

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  149. Luis Alfredo da Silva4 de julho de 2013 20:08

    O utilitarismo de Mill baseado na idéia da valorização máxima da felicidade e do prazer é uma das teorias que mais tentam colocar o tema da ética em um patamar “sensível” ao tentar aproximar o seu modelo de valorização e quantificação dos prazeres mais “úteis”.
    John Stuart Mill, baseado na literatura de outros utilitaristas conceitua bem esta quantificação de prazer e sua somatória como determinante para definir se uma ação é boa ou má (Benthan) com forte influência da experiência neste processo. A ética utilitarista visa sempre a conseqüência dos atos para todos aqueles que estão envolvidos e sofrem conseqüências diretas e indiretas destas ações. É interessante observar que este modo de enxergar e avaliar o comportamento ético no utilitarismo se aproxima muito do que é praticado por exemplo no sistema judiciário, onde crimes tidos como mais graves- no caso do utilitarismo, condutas que trazem mais sofrimento para os envolvidos- são imputados com penas mais duras quando os acusados são julgados e culpados, enquanto aos crimes mais leves recebem geralmente penas mais brandas. Deste modo, é interessante ver como que uma linha teórica têm efeitos extremamente empíricos de sua aplicação dentro da sociedade e na forma geral com a qual nossos julgamentos são realizados, sendo que estes efeitos muitas vezes passam desapercebidos aos nossos olhos.

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  150. Victor pinho de souza5 de julho de 2013 16:22

    Iniciando o estudo dessa nova corrente filosófica para o nosso curso, ela traz uma visão mais aprazível e de certa maneira, mais fácil de ser explicada do que a Kantiana do estudo de nossas ações morais. Ela tem como os seus principais autores os ingleses Jeremy Bentham e o seu aluno e o que viria a aprimorar a sua teoria o filósofo John Stuart Mill. Há até hoje filósofos que buscam essa linha teórica como fundamento dos seus estudos, mostrando a sua influência maior na filosofia Anglo-americana.
    O passo que Mill dá na teoria utilitarista é tão fundamental quanto a sua caracterização, trazendo o fator da qualidade para as nossas ações, podendo concluir que as ações morais poderiam levar necessariamente a uma certa perfeição.
    Essa teoria defende o princípio da utilidade ou da felicidade do maior número. O ser humano agiria sempre buscando o prazer e fugindo da dor. Uma ação ética teria felicidade como consequência para a maior quantidade de pessoas possíveis. 

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  151. Marina Müller Gonçalves5 de julho de 2013 17:24

    A teoria utilitarista parte de um princípio de que o ser humano busca através de suas ações a maximização do prazer, e tenta fugir de tudo que possa lhe causar dor. Podemos notar que esse princípio converge em alguns pontos com as teorias de David Hume em relação a aspectos morais e que abordem a natureza de nossas ações.
    Os utilitaristas traçam uma visão consequencialista de nossas atitudes, onde os resultados de nossas ações são cruciais para medir o grau de moralidade presente nelas, um exemplo disso é que quanto maior o número de pessoas que forem beneficiadas com uma atitude,maior seria o grau de moralidade dado à ela.
    Segundo essa visão, o objetivo da moral seria a felicidade, utilizando como ferramentas as leis e a razão, onde a razão seria uma forma de determinar se uma conduta proporcionou conseqüências favoráveis à sociedade ou não.
    R.A.: 21082512

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  152. O Utilitarismo, como expõe Mill, é uma filosofia moral que tem como critério o Princípio da Maior Felicidade (que também pode ser chamada de Princípio da Utilidade), o qual defende que "o fim último, com referência ao qual e pelo qual todas as outras coisas são desejáveis (quer consideremos o nosso próprio bem ou o de outras pessoas), é uma existência tão isenta quanto possível de dor e tão rica quanto possível de gozos, tanto do ponto de vista da quantidade como da qualidade."

    Por muito tempo, segundo o autor, o Utilitarismo sofreu um preconceito, por parte de seus opositores, devido a um estigma que o qualificava como um defensor do bem enquanto mera satisfação de prazeres - qualquer que eles fossem. Mill, porém, defende a corrente utilitarista argumentando que há gêneros mais elevados de prazeres do que outros e que são exatamente estes que devem ser almejados e alcançados pela conduta humana para se obter o bem.

    Nesse sentido, o conceito de prazer deve ser entendido como aquela sensação que você prefere sentir ao invés de nenhuma; e de dor como aquela sensação que você prefere não sentir nada ao invés de senti-la.

    Este projeto ético do Utilitarismo é consequencialista, isto é, baseado na crença do homem enquanto um ser cognitivo, que conhece, que é dotado de razão, tem-se a pretensão de formular instrumentos (tais como os cálculos de prazer propostos por J. Bentham e, posteriormente, por Mill) que aperfeiçoem nossas ações de modo que suas consequências possam, cada vez mais e na medida do possível, nos levar ao desfrute pleno da vida, a uma existência com altos momentos de prazer. Enfim, ao bem.

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  153. O utilitarismo está vinculado ao pensamento europeu, anglo-saxão, puxado pelo Benjamin Benton, que começa com o J.S. Mill e John Locke , em que eles tentam passar o entendimento humano, " ...com clareza, precisão, consistência que não entrem em contradição, coerência sistêmica e controle empírico" ( PELUSO, Luís Aberto) e este seria o modelo de racionalidade, a tradição utilitarista com o qual eles trabalham. Eles são pensadores iluministas, que acreditam no conhecimento humano, e que com a racionalidade nós devemos entender o mundo.

    Segundo o vídeo, os utilitaristas, aparecem para refutar as ideias de que nós devemos seguir as leis, por causa do contrato e que o contrato não é o suficiente para as pessoas obedecerem as leis, eles sugerem que são as consequências do contrato é que são importantes para garantir a obediência do contrato, pois eles são consequêncialistas.

    Concordo em partes com eles, mas acho que diferente do que eles falam, acho que o contrato e suas consequências é o que faz a maioria das pessoas obedecerem as leis, apesar de sim concordar com a parte de achar que nós somos movidos pelo prazer, mas não acho que toda a moral em busca do prazer seja correta, um exemplo, uma pessoa que sente prazer ao torturar uma outra pessoa, ele tem na busca pelo prazer, torturando, procurar a sua própria felicidade, então, até que ponto a busca pelo prazer é moralmente aceitável ? Acho a abordagem de J. Llwelyn Davies, que fala que nem sempre uma ação que busca proporcionar o prazer é uma ação moralmente certa.

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  154. Em sua obra, Stuart Mill desenvolve e aperfeiçoa as ideias utilitaristas de seu mentor, Bentham, colocando-as de forma que transcendam a quantificação das variáveis de uma ação moral (para Bentham o prazer e a dor poderiam ser calculados, baseados nas variáveis: intensidades, duração, certeza, proximidade, fecundidade, pureza e extensão). Mill propõe que a felicidade é o maior objetivo do homem, de forma que todas suas ações morais são tomadas de forma que se busque o prazer e se evite a dor, sendo o prazer a sensação preferível a sentir nada e a dor a sensação em que se prefere sentir nada a sentí-la. Nesse ponto, Stuart Mill se contrapõe fortemente a Kant, que coloca a ação ética como produto da racionalidade humana, livre de paixões e completamente ligada ao dever.
    Em seu texto "O que é Utilitarismo", Mill apresenta a felicidade buscada pelos seres humanos como algo coletivo. No entanto a felicidade coletiva não é necessariamente a mais preferível ao homem, uma vez que os prazeres individuais e únicos ao homem podem ser preferíveis ao bem geral. Ainda assim, o homem, como ser que busca a felicidade antes de tudo, ainda que buscasse o prazer individual, se levado a escolher entre os dois tipos de prazer, escolheria a felicidade coletiva.

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  155. Leonardo Borges Bezerra Teixeira 210047115 de julho de 2013 19:47

    O texto nos apresenta os principais conceitos do utilitarismo e como eles são impostos em nosso convívio social. Do ponto de vista filosófico, tal escola visa alcançar o maior proveito da existência humana. Visa uma satisfação por parte do contexto geral. E se não se conseguir alcançar a felicidade e êxito em todos os casos, que isso se faça para o máximo possível dos indivíduos, que os que não estejam completamente satisfeitos tenham seus anseios reduzidos ao máximo. É o oposto do cultivo do egoísmo e das atitudos impulsivas e impensadas, já que tais modos de decisão possuem grandes chances de dar errado. Segundo tal doutrina, a ação a ser praticada não depende da motivação de quem a pratica, e sim pela intenção de gerar consequências úteis e benéficas aos outros indivíduos.

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  156. O utilitarismo é a teoria que tem como princípio de maior felicidade como fundamento moral. Ou seja, os indivíduos têm sempre como fim a felicidade, felicidade essa definida como o sentimento do prazer e infelicidade a dor ou inexistência de prazer.
    Há vários tipos de prazeres, que são preferíveis uns ao outros, de acordo com a quantidade e principalmente pela qualidade. Pois, se uma ação me causa mais felicidade do que outra, entretanto essa ação causa consequências indesejáveis, tenho que avaliar o que preferir no momento. Sempre será preferível a dor qualquer proximidade com a felicidade, exceto quando a dor prévia seja meio para obtenção de um prazer superior.
    Os indivíduos possuem interesses diferentes e por isso, o meio nem sempre é o mesmo para atingir a finalidade, a felicidade. Indivíduos mais esclarecidos e experientes em vivência possuem maior sensibilidade tanto para atingir o prazer quanto para a dor, um indivíduo inferior não perceberá as dificuldades e dissabores existentes no mundo e por isso, a felicidade satisfatória possa ser alcançada mais rapidamente quando comparado ao primeiro. Entretanto, o ser superior, com faculdades mais avançadas, sempre preferirá ciência das dores à satisfação com menor grau de felicidade. Somente um ser com visão mais completa poderá comparar melhor os graus de prazeres e escolherem mais sabidamente.
    O egoísmo ao contrário do que julgam os acusadores da teoria é um empecilho à felicidade. Pois somente um ser egoísta não compreenderá o prazer obtido através de relações verdadeiras com outros. E a falta de cultura intelectual também dificultará a obtenção do fim principal.
    Os meios necessários são leis e organização social que harmonizem a felicidade e educação e a opinião, pois assim os indivíduos perceberão que a própria felicidade está ligada ao bem do conjunto.
    Em uma sociedade desestrutura é cabível de mártires que escolhem abdicar sua felicidade para o aumento da felicidade do conjunto, o sacrifício só é aceita pela teoria quando realmente a consequência seja uma obtenção maior de felicidade geral.
    Vejo como uma expansão do pensamento de Hume.

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  157. Jeremy Bentham, John Stuart Mill e James Mill foram os principais difusores do Utilitarismo. A teoria ética consiste em procurar fazer o o bem o máximo possível para atingir o bem-estar comum.

    A procura do bem-estar individual, por mais egoísta que seja, resulta no bem-estar comum, segundo a teoria. Essa ideia baseia-se no princípio da Utilidade, que consiste em dizer que as ações aprovadas pela maioria tem maiores possibilidades de trazer felicidade comum. E essas condutas são determinadas boas ou más de acordo com as consequências que elas causam, ou seja, de acordo com o grau de prazer ou dor ao qual elas estão atreladas. As sensações podem ser medidas, algumas são mais intensas do que outras. Esse grau de intensidade vai dizer se a ação praticada foi boa ou ruim, de acordo com o Utilitarismo.












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  158. O utilitarismo de Mill tem como ideia básica a busca da felicidade pelo homem, essa mesma felicidade se refere à ausência da dor e o sentir do prazer. Suas ideias foram altamente influenciadas por Bentham e todo o contexto histórico vivenciado pelo autor. Em plena revolução industrial, a euforia se espalhava pela sociedade nas hipóteses de um mundo rumo ao progresso, naturalistas e positivistas vigoraram o período dando-o um sentido de “caminho à evolução social”.

    O utilitarismo propõe dois pressupostos fundamentais, o de que nosso conhecimento provém da investigação racional, ou seja, agiria pela razão, e a distinção do bem e do mal, correspondentes ao prazer e a dor.

    A discussão do texto baseia-se na tentativa de identificar quais prazeres são mais dignos que outros e como se dá a análise dessas dores e o que estas seriam. Embora todas as ações praticadas visassem como fim o prazer, Mill propõe que o homem age em busca de uma bem maior, o que acabaria por vezes necessário abdicar sua procura pelos prazeres individuais.

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  159. AQUI COMEÇAM OS COMENTÁRIOS DOS ALUNOS DO PRIMEIRO QUADRIMESTRE DE 2014.

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  160. Estimulados pela corrente iluminista, um grupo de pensadores ingleses formou a escola conhecida como utilitarista. Dotados dum pragmatismo evidente, buscavam trazer para a compreensão da ciência moral através duma racionalidade formal, empírica e coerente.
    Talvez uma das primeiras escolas de pensamento, não apenas filósofos isolados, traz uma tradição dos países de lingua inglesa, saxônica, dessa forma de pensamento empírico e entusiasmo pelo conhecimento através dela.
    Desenvolveram o método da racionalidade formal e tinham como pretenção usá-lo como instrumento de análise não só das ciências naturais mas tambem da conduta humana.
    A partir desses pressupostos, afirmavam a razão humana como axioma e que sua conduta baseava - se na busca pelo prazer e supressão da dor. As ações tomadas seriam as boas se elas maximizassem o prazer.
    Foi uma abordagem diferente da materialista de Marx e Engels e uma das bases da teoria liberal no campo das discussões de economia política.
    A matematização da teoria econômica foi iniciada por esses caras, a qual foi possível pela utilização do individualismo metodológico como axioma.
    Essa corrente tem de ser entendida também pelo seu contexto, ascensão burguesa com a revolução industrial e a necessidade de se entender e justificaras ações, mudanças que estavam ocorrendo. É uma teoria que agrada o interesse das elites, porque transfere a responsabilidade das ações a razão, as consequencias dos atos, ao ser individual, excluindo fatores estruturais e de certa forma justificando a hierarquia social existente.

    21056212

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  161. Amanda Sachi Patricio30 de abril de 2014 00:08

    Segundo a corrente filosófica utilitarista, as ações do ser humano se caracterizam pela fuga do sofrimento e busca do prazer. Um dos instrumentos dos quais nos guiamos para identificar o prazer e a dor, nos auxiliando a diferenciar o que é bom e o que é ruim. A partir da racionalidade e como base nas nossas experiências podemos identificar ou prever as consequências de nossas ações, partindo desse princípio averiguaremos se nossas ações são boas ou ruins.
    Porém, essas atitudes racionais e conscientes estão bem distantes da realidade do ser humano, assim sendo, agimos pelo nosso próprio interesse, ou no interesse de determinadas sociedades ou grupos.

    Amanda Sachi Patricio 21072213

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  162. Após ler o texto “O que é Utilitarismo” de J. S. Mill e examinar mais um material concedido, tenho a comentar que o Utilitarismo nada mais é do que o princípio de que a Felicidade é um fundamento Moral, ou seja, tudo se finda na felicidade, ou seja, prazer, dor estão contidos nesse conceito de felicidade. A felicidade pode até ser um bem comum entre todos, porém J. S. Mill nos conta que o percurso usado para se chegar até tal ponto em comum é diferente e varia de indivíduo para indivíduo, pois cada um tem um interesse diferente sobre as coisas. Para ele, as pessoas com maior nível de conhecimento, possuem maior facilidade para atingir a felicidade ou a dor também, e que estas sempre darão preferência pela dor devido possuir um menor grau de felicidade. O egoísmo para Mill, seria uma espécie de “pedra” no caminho desta felicidade e ele justifica nos dizendo que o sentimento egoísta não compreende os prazeres vividos em relações sinceras com outros seres e a falta de cultura levará os seres a não alcançar a felicidade.
    Numa visão social de felicidade, os seres abandonam sua felicidade pessoal por um bem comum, uma felicidade comum do grupo de cidadãos. Esta felicidade, consiste em procurar ao máximo fazer o bem para que se atinja a tal felicidade. Percebi que no Utilitarismo há esse zelo não só pela felicidade individual, mas também para toda uma sociedade. A escolha do bem comum, só é aprovada quando essas condutas de felicidade são avaliadas e se chega a conclusão do que causam suas consequências, essa avaliação leva em consideração o grau de prazer e dor do qual estão conectadas.


    Nome: Lucas do Vale Moura R.A.21078813

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  163. O utilitarismo é uma corrente filosófica consequencialista. otimista, entusiasta com o mundo, com conhecimento humano e com a vida. Proposta por Jeremy Bentham e John Stuart Mills, o utilitarismo faz-se da ideia de que é possível entender e até prever o comportamento humano a partir das leis que regem o mundo, que o método consistente das ciências naturais também se aplica nas ciências sociais. A teoria busca a felicidade humana através de dois meios: a razão humana e a lei.
    Para os utilitaristas, o ser humano é um ser cognitivo que conhece o mundo através da razão empírica e que para o entendimento dos problemas da conduta humana são necessários o conhecimento a razão humana e o chamado “Princípio da Utilidade ou Felicidade do Maior Número”. Esse princípio conceitua que as ações do homem são movidas pela busca do prazer e pela fuga da dor, prazer no sentido de sentir uma sensação ao invés de sentir nenhuma e dor no sentido de preferir nenhuma a preferir sentir.
    Se uma ação traz como consequência - para aqueles que dela sofreram ou para a maioria - o prazer e a felicidade, então ela é uma ação boa. Por outro lado, uma ação que causa sofrimento é uma ação má.
    Há também na teoria utilitarista alguns princípios secundários que visam a felicidade humana, são eles:
    Identidade de interesses: dor e prazer são iguais, todos sabem o que elas são; economia de prazeres: o prazer é mensurável; variáveis concorrentes: o prazer é medido pela intensidade, duração, certeza, extensão etc; comiseração: o sofrimento de alguém causa sofrimento em mim; simetria: prazer e dor são assimétricos, onde a eliminação da dor sempre causa um prazer a mais.

    Fernanda Tokuda de Faria - 21071013

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  164. Utilitarismo é o nome dado a uma escola filosofia que foi fortemente influenciada pela corrente iluminista, os seguidores dessa linha acreditavam que as ações humanas poderiam ser compreendidas por meio da racionalidade, consequentemente através de um método. A busca fundamental do utilitarismo é a felicidade, a ética deve procurar a felicidade do maior número de pessoas possível. Sendo assim, o objetivo de nossas ações morais seriam as melhores consequências.
    Outros princípios da corrente utilitarista são as ideias de prazer (sensação preferível frente à ausência da mesma) e a dor (ou desprazer), ambos podem ser medidos por meio certezas, extensão, durabilidade, etc. O princípio da consideração postula que a dor ou prazer dos outros podem refletir em dor ou prazer para mim, e o da simetria que diz que ao eliminarmos a dor causa prazer, e vice-versa.
    Por conta da polêmica que as atitudes utilitaristas carregam essa ideologia tende a ser mal compreendida e amplamente criticada, essa ideia é debatida por Mill em seu livro Utilitarismo (1861), que inseriu a ideia dos prazeres na tomada de decisões (como já enunciado), ele quantifica os prazeres como mais ou menos preferíveis, o autor ainda defende que se não for uma pessoa pública o bem maior visado deve ser aquele que beneficia os envolvidos na ação.

    Naara Campos RA 21050313

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  165. Andréa Aline de Faria R.A.: 210397113

    O utilitarismo inglês é um positivismo da moral, procurando fazer desta uma ciência positiva, fundada em fatos e leis, para a poder usar como instrumento da transformação do mundo social, tal como as ciências naturais permitem atuar no mundo natural. John Stuart Mill procurou clarificar os princípios filosóficos implícitos nesse positivismo ético, desenvolvendo o associacionismo proposto por seu pai. Ele não concorda com o positivismo de Comte. Para ele, uma vez que o recurso aos fatos é incessante, não é possível dogmatizar quaisquer resultados da ciência. A sua lógica, partindo da posição segundo a qual todos os conhecimentos, princípios ou demonstrações nascem da experiência e têm uma validade que se refere à validade das suas bases empíricas, condena a metafísica, eliminando deste modo todo o fundamento supostamente transcendente e imutável da verdade.
    É difícil medir a felicidade e compará-la entre pessoas diferentes.
    Mill distingue prazeres elevados (inteletuais) de prazeres baixos (físicos). Os primeiros contam mais que os segundos. Muitas ações são consideradas imorais. Por exemplo, enforcar um inocente em público para haver menos crimes. O utilitarismo tem como pressuposto a ideia de que a ação moralmente boa é a que produz maior felicidade

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  166. Este comentário foi removido pelo autor.

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  167. Na teoria Utilitarista de Mill, a ética é consequencialista pois defende que o valor moral de determinada ação depende das consequências. Uma ação é boa se tem consequências boas, ou melhores consequências apresentadas. Assim, a ação não é avaliada pelas intenções, que se referem ao caráter do agente, mas sim pelas consequências. Para Mill, só as consequências tornam as ações boas ou más. Logo, para o utilitarista, não há dever que deva ser respeitado em todas as ocasiões, sendo que não há dever moral absoluto.

    Devemos, então, agir de modo que nossa ação resulte maior bem-estar para pessoas que são afetadas por ela. Uma ação boa é a mais útil, que produz mais felicidade global e menos infelicidade (quando não tem como produzir felicidade, devemos tentar reduzir a infelicidade). O critério da moralidade é o princípio de utilidade, pois uma ação deve ser realizada se as consequências trazerem mais felicidade para as pessoas afetadas, em que a melhor ação é a mais útil. Para o autor, o fim justifica os meios. É suficiente que a felicidade produzida seja superior ao sofrimento que pode ser provocado.

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  168. Influenciado pelo Iluminismo, o Utilitarismo tem como base a racionalidade. Seus seguidores acreditam que as ações humanas podem ser compreendidas somente pela razão, buscando o entendimento do mundo e a felicidade, sendo esta o principal objetivo, também chamada de “Principio da Maior Felicidade” – ou, Principio da Utilidade, que tenta isentar o ser de todas as dores e enchê-lo somente de prazeres.

    A diferença entre os pensamentos de Bentham e Mill, os principais pensadores dessa corrente, seria que enquanto Bentham visa uma quantificação dos prazeres para que os seres decidam se devem ou não tomar certa atitude, Mill acredita na qualidade do prazer que pode ser resultado de certo ato, criando certa “escala” de o que pode ser mais ou menos prazeroso.

    Andressa Alves - 21081013

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  169. O utilitarismo é uma corrente filosófica politica inglesa influenciada pelo Iluminismo. Esta corrente diz que o contrato social em si não é suficiente para garantir que os homens cumpram a lei e, assim, respeitem o contratado. Deste modo, os utilitaristas vão tentar fornecer outras razões para que o homem obedeça às leis a ele impostas. Para os utilitaristas clássicos, quem vai garantir que o contrato seja cumprido não são as condições contidas nele, mas sim as consequências, sendo assim, pode-se considerar o utilitarismo uma corrente consequencialista. O fundador desta teoria foi Jeremy Bentham.

    O utilitarismo está ligado ao racionalismo empírico (clareza, precisão, consistência, coerência sistêmica, controle empírico), ou seja, a uma racionalidade analítica e não hermenêutica e, assim, estabelece um conjunto de leis (um método) que tem o intuito de entender e prever o comportamento humano. A primeira característica do utilitarismo é de tratar todo o ser humano como um ser cognitivo, que conhece e pode manipular o mundo por meio da razão empírica.

    A partir daí, os utilitaristas criam o principio da utilidade, que também pode ser chamado de o principio da felicidade do maior número. Neste princípio, o ser humano age movido pelo prazer e pela fuga da dor, isto é, estes dois aspectos são os mecanismos que controlam as ações humanas. Como diz Bentham, “a natureza colocou o homem sob o domínio de dois senhores: o prazer e a dor e ao trono destes dois senhores se reporta tudo aquilo que fazemos ou devemos fazer”. Para este princípio uma boa ação é aquela que traz prazer ou felicidade para aqueles que sofrem as consequências da ação, ou seja, temos que avaliar o resultado da ação e a partir do resultado devemos dizer se ação é moralmente correta. No caso de trazer prazer ou felicidade para o maior número de pessoas, esta ação é moralmente correta, é o bem. Em sequência, temos os princípios subsidiários propostos pelos utilitaristas, que são: a identidade de interesses; a economia de prazeres; as variáveis concorrentes (intensidade, duração, certeza e extensão, por exemplo); a comiseração; e a simetria.

    Concluindo, pode-se afirmar que a ética utilitarista é aquela que procurar promover seres felizes, ou seja, o objetivo da moral é fazer com que os homens sejam o mais feliz possível.

    Matheus Nunes de Freitas RA 21031213

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  170. Nathaly Z. Ramazzini30 de abril de 2014 15:55

    Nathaly Zenerato Ramazzini RA 21034713

    O Utilitarismo é uma escola filosófica que nasceu no século XVIII, na Inglaterra. Ela estabelece a prática das ações de acordo com sua utilidade, baseando-se para tal em preceitos éticos. Assim, uma atitude só deve ser concretizada se for para a tranqüilidade de um grande número de pessoas.

    A felicidade,na concepção utilitarista, é algo muito almejado.No Principio da Maior Felicidade sustenta que as ações estão certas na medida em que elas tendem a promover a felicidade e erradas quando tendem a produzir o contrário da felicidade.Felicidade é entendida como prazer,ausência de dor.O prazer e ausência de dor são as coisas desejáveis como fins. Stuart Mill aposta por sua vez na qualidade dos prazeres, tanto quanto na quantidade. Assim, deve-se perceber, entre os vários tipos de prazer, quais são os melhores e mais valorosos. Desta forma, este filósofo cria uma espécie de hierarquia dos prazeres.

    O Utilitarismo tem um aspecto moral que procura entender a natureza do homem, e para isso leva em conta o fato de que o indivíduo está sempre em busca do prazer, ao mesmo tempo em que tenta fugir da dor. É neste ponto que esta doutrina intervém, pois sua função é propiciar às pessoas o máximo de satisfação e alegria, e por outro lado impedir o sofrimento. Portanto, ser útil é o valor moral mais elevado. A moralidade utilitarista reconhece nos seres humanos o poder de sacrificar o seu maior bem próprio pelo bem dos outros.Pode-se dizer que do ponto de vista filosófico o Utilitarismo visa alcançar o maior valor da existência humana, a felicidade, não no sentido meramente individual, mas no aspecto coletivo.

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  171. Utilitarismo é uma corrente tipicamente europeia, influenciada pelo iluminismo e torna-se escola filosófica ao juntar um grupo de pensadores, entre eles Jeremy Bentham. Essa corrente pressupõe que a razão humana é capaz de avaliar as condutas humanas por meio do principio da utilidade, ou seja, defendem que o ser humano age movido pelo prazer e a fuga da dor. Alem da utilidade, existem princípios subsidiários como identidade de interesses, economia de prazeres, variáveis concorrentes, comiseração e simetria.
    A ética na visão utilitarista de Stuart Mill, que foi um discípulo de Bentham, é o resultado de uma somatória de ações boas e más, cuja consequência é a felicidade do maior número pessoas independente de quem seja por meio da experiência. Essa visão é revolucionária para a época, pois desvinculava a moral de Deus ou de regras subjetivas e ainda ‘resolve’ os problemas das vertentes de Hume e Kant porque não há necessidade de avaliação precisa no juízo ético, as emoções são estímulos para as condutas boas, morais.
    A ética de Mill gera discussão em torno do que é a felicidade. Ora, felicidade para mim pode significar algo muito diferente do que para você. Assim, ele explica que, nesse contexto, felicidade são prazer (divididos em prazeres superiores e prazeres superiores, pois há valores mais importantes que outros) e ausência de dor. Logo, a estranheza, a meu ver, passa a ser na conceituação de prazer, como classificar a importância, o ‘peso’ dos prazeres para ter atitudes que trarão felicidade ao maior número de pessoas possível? E a maior divergência com Kant, já que este pensava no ser humano de forma pessimista: esperar que os indivíduos sejam capazes de classificar esses prazeres e pensarem no bem maior.

    Marina Molognoni
    RA: 21071313

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  172. No utilitarismo, os juízos morais se baseiam na felicidade da sociedade como um todo. Portanto, uma ação é correta se proporciona maior prazer para os envolvidos nela. Considerando que a felicidade plena seria impossível, podemos admitir que a ação correta é aquela que proporciona o menor nível de dor possível. O fim de todas as ações humanas seria a existência isenta de dor e repleta de prazeres.

    Nesse caso, alguns tipos de prazeres são mais desejáveis do que outros e somente indivíduos que os experimentaram seriam aptos a decidir qual prazer é “melhor”. Na ausência deles, a escolha seria feita através da opinião da maioria das pessoas. Mas é importante lembrar que o utilitarismo não considera que a felicidade possa existir em todos os momentos da vida de alguém. O que existem são momentos de felicidade, de modo que as ações devam ser direcionadas a multiplicar tais momentos.

    O agente da ação também deve ser imparcial com relação a sua felicidade. Muitas vezes, é preciso renunciar os próprios prazeres com o objetivo de aumentar a felicidade de outros. A renúncia não deve ser o fim em si, mas sim o aumento da felicidade que ela trará a sociedade.

    Assim, as leis devem funcionar de tal modo que equilibrem a felicidade individual e a coletiva. Com relação ao que é justo, Mill acreditava que o desejo pela justiça derivava de dois sentimentos: a simpatia e a autodefesa. A subordinação desses sentimentos ao bem coletivo seria o vínculo entre moral e justiça.

    Mill também acreditava que o passado da espécie humana ajudaria a determinar o que é útil (moralmente correto) e o que não é. Desse modo, a moralidade humana se aperfeiçoaria com o passar do tempo. Usando uma das regras de Kant para o que é moralmente certo, Mill determina que devemos agir de forma que nossa conduta possa servir de regra para todos os seres racionais e que tal conduta deve beneficiar os interesses coletivos.

    Jacqueline Mendes 11038112

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  173. Luize Gonçalves Fernandes30 de abril de 2014 17:24

    O utilitarismo, influenciado pelo iluminismo, acredita que é possível compreender o mundo e o comportamento humano por meio da racionalidade, de um método. Isso é possível pois se tem o ser humano como um ser cognitivo, que entende o mundo usando a razão. O utilitarismo começa a aparecer em David Hume, que com suas teorias influenciou Jeremy Bentham e fez com que este criasse sua teoria moral, o princípio da máxima felicidade.

    Entretanto, a ética de Bentham não separava os prazeres do homem com os prazeres dos outros animais. Isso foi um erro encontrado por John Stuart Mill, pois a racionalidade humana não ganhara a devida atenção e importância. Ao contrário de outros animais, os seres humanos não se satisfazem ao ter suas necessidade básicas supridas.

    O princípio fundamental do utilitarismo é a busca da felicidade. Não só a individual, mas visa também a felicidade do maior número de pessoas possível. A ação moral é exatamente aquela que terá como resultado a felicidade do maior número de pessoas. É necessário estimar a consequência da ação para caracterizá-la boa ou não. Quando pensa-se nas questões éticas, pensamos em maximizar o prazer e diminuir a dor. A imoralidade seria primada do erro, tendo em vista que nossos atos buscariam sempre o prazer. Quando não for possível a existência de uma ação que gere prazer, deve-se tentar atingir uma que reduza a infelicidade. Na teoria filosófica do utilitarismo, os fins da ação relacionam-se de forma direta com os meios.

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  174. Sara A. de Paula RA: 21041713

    O utilitarismo é uma escola filosófica que nasceu na Inglaterra, no século XVIII, proposta por Jeremy Bentham. Estabelece-se que a práticas das ações estão de acordo com a sua utilidade, baseando-se na ética, portanto segundo Mill, “a doutrina que aceita a UTILIDADE ou o PRINCÍPIO DA MAIOR FELICIDADE como o fundamento da moral” as ações estão certas na medida em que promovem a felicidade (prazer e ausência de dor), e caso contrário, promovem a infelicidade. Nesse caso, há a promoção do bom, que no caso é o prazer e isso influencia em confusões na mente de determinadas pessoas, porque pode acabar sendo simplificada.
    Mill tem uma teoria consequencialista, ou seja, o valor moral de uma ação depende de suas consequências, então, se uma consequência for boa, a ação também pode ser considerada do mesmo jeito. Como colocado anteriormente, a ação é boa quando contribui para o aumento da felicidade (também colocado como bem estar), e as más consequências, são o oposto disso, pode haver de certa forma um egoísmo, porque pode-se pensar apenas em seu próprio bem –estar.
    Vê-se a importância colocada nas consequências, o que coloca de lado a questão de que não há deveres morais absolutos, o que realmente determina são as consequências. Deste modo, reiterando, ação se dá em busca da felicidade e do bem maior, e a moral, parte do princípio dessa utilidade.

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  175. O Utilitarismo surge com a mentalidade iluminista: ambos com o entusiasmo e otimismo sobre o mundo, uma vez que a racionalidade é concebida como a solução para entende-lo. Os Utilitaristas, como bons racionalistas empíricos, acreditam que o ser humano é cognitivo e que sua capacidade de conhecimento é um instrumento importante de manipulação.
    Segundo o texto, a utilidade, diferente do que se entende geralmente, não é algo que deve ser contraposto ao prazer, mas sim o próprio prazer e a ausência de dor. Não se descarta o agradável ou o ornamental do útil; o útil é essas coisas e outras também. Em geral, rejeitam o prazer em algumas de suas formas: beleza, ornamento ou diversão.
    A doutrina moral da Utilidade ou o Princípio da Maior Felicidade sustenta que as ações estão certas uma vez que tentam promover a felicidade e erradas quando promovem o contrário da felicidade. Incluímos em felicidade questões como prazer e ausência de dor, e em contrário da felicidade a dor e a privação do prazer. O prazer e a dor são as únicas coisas desejáveis como fins. Esses fins têm a intenção de serem prazerosos, pretender chegar a algo prazeroso ou mesmo prevenir a dor.
    John coloca que o ser humano tem faculdades diferentes dos animais que permitem-no sentir outros prazeres, mentais, mais “elevados”, menos físicos. Explica, ainda, que uma vez que o humano é familiarizado com essas faculdades mais elevadas, fica difícil não preferi-la. Fazer isso implicaria ser “rebaixado”, como se um sábio preferisse ser ignorante, ou um inteligente preferisse ser um tolo.

    Andréia Carletti - R.A.: 21080913

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  176. O utilitarismo tem como princípio ético a busca pela maximização do prazer e da felicidade, com o fim de evitar e acabar com as dores. A felicidade é colocada como motor das ações humanas. Outro princípio do utilitarismo a ser destacado é o consequencialismo, de caráter empírico, em que é dada grande importância para as consequências de determinada ação.
    Bentham é quem afirma existir um cálculo da felicidade para julgar se uma ação é boa ou ruim. Para ele a utilidade de determinado objeto está na sua capacidade em gerar felicidade e não a dor. Stuart Mill, discípulo de Bentham, aprofunda as ideias de seu antecessor. Ele afirma que os prazeres são diferentes uns dos outros e que há uns mais desejados do que outros (como os prazeres mentais mais desejados e melhor apreciados que os corporais). É a ideia de que o prazer é mensurável. Mill traz na sua ideia de utilitarismo a relação da ética como soma das ações boas e ruins. Através desse cálculo entende-se se uma ação é moral ou não. Para ser moral, esse cálculo deve resultar em felicidade e prazer para um grande número de pessoas e no caso de provocar dor, seria completamente imoral.
    A utilidade das ações pode ser considerada como mensurável e há uma busca pela descoberta dos juízos definitivos (finais) pelos utilitaristas. Porém esses juízos variam, mudam, assim como a nossa inteligência passa por mudanças.
    É possível entender o prazer como a sensação que é preferível senti-lo do que não sentir nada e a dor ao contrário, é preferível não sentir nada do que senti-la.
    Essas foram minhas considerações após a leitura do texto proposto, do vídeo da palestra do professor Peluso sobre o utilitarismo e as discussões em sala de aula. Posso concluir pelo que tenho visto na matéria que o pensamento utilitarista está próximo do de David Hume, com a valorização das paixões/prazeres.

    Lothar Schlagenhaufer

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  177. Mill propõe a felicidade como o "bem supremo" tendo utilitarismo como princípio ético a maximização da prazer, ou seja, todas as ações morais estão efetivamente relacionadas à sua propensão de gerar felicidade a maior quantidade de envolvidos.
    O Utilitarismo aceita a ideia também de que todos os prazeres são mensuráveis - até em relação à dor e esta dor deve ser de todo maneira evitada. A ideia de prazer e dor como motivação central às nossas condutas.
    Então, temos no utilitarismo, um egoismo e uma altruidade, uma vez que queremos a felicidade dos outros, mas com objetivo em nosso próprio prazer.
    Vemos, portanto, que para os utilitaristas, o sentimento tem função fundamental para a moral, e por via das razões escolhemos o que nos faz sentir bem e o que não faz.

    Felipe Trevisan 21041013

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  178. Na visão dos utilitaristas, o agir do ser humano é caracterizado pelo prazer e pela fuga do sofrimento. A razão é um é um modo de identificarmos os objetos do prazer e da dor, isto é, ela nos ajudano discernimento do que é bom ou ruim. Através da racionalidade, pdemos prever as consequências de nossas ações, baseado em nossas experiências e a partir dessas previsões concluímos se nossas ações serão boas ou ruins (utilidade.)
    A busca pelos prazeres, pois seriam mais desejáveis, é o fundamento básico na qual a nossa sociedade se organiza aplicando-se este conceito a maior parte da população , e portanto, há prazeres associados ao exercício da racionalidade e à percepção de si próprios como um ser capaz de autoconhecimento, que são superiores e que somente podem ser obtidos por aqueles que são racionais e conscientes, mas é fato que as atitudes racionais e conscientes estão longe de serem realizadas pelo ser humano, agimos para o nosso próprio bem estar ou de um grupo restrito seja pela raça, cor, etnia, sendo importante frisarmos a fragmentação das sociedades humanas, ou seja, o ser humano se fragmenta em sociedades cada vez menores visando o bem de um grupo cada vez mais restrito.
    A ideia do utilitarismo poderia ser aceita em uma sociedade bem desenvolvida, porem o ser humano esta longe de alcançar tal virtude.

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  179. Tatiane dos Santos Moura30 de abril de 2014 19:27

    O Utilitarismo é uma corrente de pensamento associada à mentalidade que surgiu durante o pensamento Iluminista. Baseia-se em dois pressupostos: conhecemos através da investigação racional e estamos sob o domínio do prazer e da dor. Os principais argumentos do utilitarismo partem da ideia de que podemos conhecer o bem e o mal através de critérios que são identificados pela nossa capacidade racional.
    É um tipo de doutrina que crê que uma ação é moralmente correta se tende a promover a felicidade e é condenável se tende a produzir a infelicidade. Ou seja, influenciado pelas ideias de Bentham, John Stuart Mill relaciona ações corretas com a obtenção de felicidade e prazer e ações incorretas com a obtenção de infelicidade e dor. Dessa maneira, os utilitaristas defendem a ideia que o ser humano é um ser que age movido pelo prazer e pela fuga da dor. Onde prazer seria a sensação preferível ao invés de sentir nenhuma sensação, e dor é preferir não ter sensação nenhuma a ter aquela proporcionada pela dor.
    Também é exposto que antes de se realizar qualquer ação, é preciso avaliar os resultados decorrentes dela para que então se possa definir se tal ação é boa ou não. As consequências de determinada ação não devem ser boas apenas individualmente para o indivíduo que as praticou, e sim para o maior número de pessoas. Essa é a teoria consequencialista de Mill, onde o valor moral de uma ação depende de suas consequências; logo, se ela for boa, a ação também será. Assim, antes de praticar uma ação, o indivíduo deve levar em consideração qual é o efeito de seu ato.
    Em suma, o Utilitarismo consiste em maximizar a felicidade com o intuito de promover a maior soma possível da mesma, de modo a evitar a dor decorrente das consequências de certas ações.

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  180. O utilitarismo prevê que as ações corretas são aquelas que promovem a felicidade e erradas se tendem a produzir algo contrário da felicidade, entendendo felicidade como prazer e ausência de dor e, seu lado antagônico, como dor e privação da felicidade. Prazer e ausência de dor são as únicas coisas desejáveis como fins e o são devido ao prazer inerente a elas ou como meios para promover o prazer e prevenir a dor.
    Apesar de a teoria ser constantemente confundida como a "busca desenfreada pelo prazer", não existe nenhuma teoria epicurista que não atribua mais valor ao prazer do intelecto, dos sentimentos, da imaginação e dos sentimentos morais do que os simples prazeres provenientes da mera sensação. Quase todos os utilitaristas atribuiram ao prazer mental uma superioridade sobre os prazeres com relação ao corpo, mesmo que não tenham avançado na questão do que é ser superior.
    Portanto, alguns tipos de prazer precisam necessariamente ser mais valiosos que outros. Ser mais valioso significa dizer que se grande parte dos indivíduos experimentou ambos e, sem qualquer pressão moral, preferiu um deles, o prazer escolhido é o mais desejável. Se um indivíduo conhece ambos os prazeres e prefere um deles mesmo sabendo da dor que pode causar e rejeita qualquer quantidade do outro prazer em troca, está dado o principal indicador de superioridade. O ser humano, devido a seu sentimento de dignidade, preferere ser um humano mesmo sabendo que, por ter aspirações mais complexas do que outros seres, não alcançará a todas. É preferível, seguindo essa linha de raciocínio, ser um humano insatisfeito a ser um animal satisfeito.
    Seres humanos muitas vezes preferem os sentimentos inferiores por fraqueza de caráter ao escolher os mais próximos, mas não voluntariamente. Segundo Mill, a capacidade para os sentimentos mais nobres por não terem tempo ou oportunidade para se dedicar a eles. Ou seja, não é uma escolha, mas uma situação imposta pelas circunstâncias. - Por fim, para Mill e o utilitarismo, o critério moral pode ser definido como as regras e preconceitos para a conduta humana cuja a felicidade geral de todos e a minimização da dor seja, ao máximo, garantida a todos.

    Kevin Rossi Freitas, RA: 21071613

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  181. Danielle Cassiano30 de abril de 2014 21:11

    A corrente utilitarista defende que o fim de nossas ações é a felicidade, sendo esta a ausência de dor e o prazer (sustenta-se que as ações estão corretas se são capazes de promover a felicidade). É definida em função das consequências, que, por sua vez, são definidas em função da maximização imparcial da felicidade dos afetados por nossas ações. A infelicidade seria o inverso. Todos esses argumentos são defendidos pela teoria da Utilidade ou o Princípio da Maior Felicidade.

    Porém, a meu ver essa ideia de critério moral fica bem subjetiva pela teoria, pois não se sabe, ao certo, que tipo de coisas é possível incluir nas ideias de dor e de prazer e até que ponto posso medi-las. Todavia, sabe-se que este tipo de indagação não altera em todo tal teoria, pois o prazer a a fuga da dor são as únicas coisas desejáveis como fins, seja pelo método utilizado para se obter o prazer, seja pelo meio utilizado para fugir da dor.

    Contudo, supor que o maior fim que pode ser alcançado limita-se ao prazer de certa forma diminui a teoria. Bentham defendeu exatamente isso, a ideia de que o homem possui os mesmos prazeres que os outros animais. Já John Stuart Mill encontrou o erro nessa concepção, afirmando que os seres humanos possuem faculdades mais elevadas do que as dos animais, e suas necessidades vão além de necessidades básicas.

    De acordo com o texto, entendo que a utilidade, diferente do que se pensa, não pode ser o oposto do prazer, e sim o próprio prazer e a ausência da dor. Acerca do consequencialismo, pode-se afirmar que é de suma importância no princípio utilitarista pois o que determina, de fato, as ações, são as consequências.

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  182. Ana Caroline Coutinho30 de abril de 2014 21:11

    O utilitarismo é uma corrente filosófica, com origem na Inglaterra no século XVIII, que institui a prática das ações segundo as suas utilidades. Os principais representantes dessa corrente são Jeremy Bentham e John Stuart Mill.
    “A moralidade utilitarista reconhece nos seres humanos o poder de sacrificar o seu maior bem pelo bem dos outros. Apenas recusa admitir que o sacrifício seja ele mesmo um bem.” Assim, para alcançar esse ideal é preciso, segundo a utilidade, adotar os seguintes meios. Primeiramente, “as leis e a organização social devem harmonizar a felicidade ou o interesse do conjunto.” Em segundo lugar, “a educação e a opinião, que possuem um poder tão vasto sobre o caráter humano, devem usar esse poder para estabelecer na mente de cada indivíduo uma associação indissolúvel entre sua própria felicidade e o bem do conjunto, especialmente entre sua própria felicidade e a prática de modos de conduta, negativos e positivos, que a consideração da felicidade prescreve.”

    Ana Caroline de Aguiar Coutinho RA: 21048113

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  183. O Utilitarismo é uma doutrina que aceita a utilidade ou o “princípio da maior felicidade” como fundamento moral. Nessa doutrina, acredita-se que as ações serão corretas se estas promoverem a felicidade. A teoria da moralidade, então, estaria fundamentada no prazer e na ausência de dor como os fins buscados pelos seres humanos.
    O Utilitarismo, dessa forma, alcançaria seu fim principal com o cultivo geral da nobreza de caráter, ainda que a felicidade de cada um fosse consequência do benefício. Segundo o Princípio da Maior Felicidade, o fim último, pelo qual todas as coisas são desejáveis (tanto nosso quando de outras pessoas), é uma existência isenta de dor e rica de prazer, tanto em quantidade como em qualidade.
    Todo ser humano é capaz de ter afeições verdadeiras pelo bem público. Há a consciência de que a felicidade alheia é superior a pessoal, e isto elevará a pessoa acima das vicissitudes da vida, fazendo-a sentir que, mesmo que o futuro seja ruim, isso não a abalará, pois tal consciência liberta a pessoa da ansiedade em relação aos males da vida, cultivando uma tranquilidade interna como fonte de satisfação acessível. Ao sacrificar sua felicidade pela felicidade geral, é feito um ato moral.
    A moralidade utilitarista reconhece nos seres humanos o poder de sacrificar o seu maior bem próprio pelo bem dos outros. O sacrifício é um bem, mas se ele não proporcionar felicidade, é um desperdício. A única auto renúncia aceitável é a que proporcionará a felicidade alheia, se impondo aos limites impostos pela humanidade.
    Os utilitaristas consideram que a melhor prova de um bom caráter são as boas ações e que se recusam a considerar como boa qualquer disposição mental cuja tendência predominante seja produzir uma má conduta.
    Depois, debate-se sobre a Justiça, uma vez que a ética utilitarista teve influência sobre ela e sobre o Direito Penal. Tal palavra dá uma qualidade inerente às coisas, mostrando que o Justo deve existir na Natureza como algo absoluto e distinto de todas as variedades do Conveniente, e oposto a este. O Dever é algo que pode ser exigido de alguém, que espera-se que será executado conforme as regras: trata-se de uma obrigação moral. Além disso, a partir do utilitarismo surgiu a chamada “Teoria Preventiva”. Com os cálculos morais, era possível ver quais atos são morais ou imorais, podendo acarretar em sanções ou não.
    A ética de Bentham não separava os prazeres do homem com os dos outros animais. Diferentemente dos animais, os seres humanos não se satisfazem ao ter suas necessidade básicas supridas. Ele propôs que era possível calcular a maior felicidade (maior quantidade de pessoas felizes) por um cálculo com sete variáveis: proximidade, duração, certeza, extensão, fecundidade, intensidade e pureza. Com o resultado desse cálculo, seria possível avaliar se a ação foi boa ou má.
    Mill possui uma teoria consequencialista, na qual as consequências que decidem se uma ação é boa ou má. Tanto Bentham como Mill defendiam o prazer como o maior bem para o ser humano. No entanto, Mill, discípulo de Bentham, diferencia um pouco sua teoria, ao dizer que os prazeres não são iguais, uma vez que não só o aspecto quantitativo, mas o qualitativo interfere no julgamento de uma ação.

    RA: 21019613

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  184. O utilitarismo, doutrina consequencialista típica do pensamento anglo-saxão, tem em sua gênese uma discussão em cima da teoria do contrato: O desafio para os representantes da escola estava nas questões de busca para as melhores condições para a “assinatura do contrato”. Outra questão fundamental na formação da doutrina é o por que de obedecermos as leis? Deve haver outras razões para tal além de mera obediência ao contrato. Uma grande contribuição do pensamento foi a substituição da ontologia pela epistemologia. Para os utilitaristas, podemos entender o mundo por intermédio da racionalidade empírica. Racionalidade clara, precisa, que possa ser facilmente entendida. Tem suas bases no pensamento iluminista sobre o conhecimento humano baseado na razão e tudo o que de forma geral abrange. Desejavam, à partir disso, entender o comportamento humano. Assim sendo, as ações humanas se dariam à partir da premissa de que o ser que as pratica se trata de um ser cognitivo. Portanto, em suma, para os utilitaristas ética começa a partir do momento em que buscamos o bem e deixamos o que é mal.
    Assim, um ser humano por meio da razão sabe distinguir as ações para cada momento. As consequências de uma ação realizada vão dar o teor de seu julgamento, ou seja, uma ação será considerada boa ou má dependendo das consequências geradas à partir dela. Para eles, se a razão for utilizada, pode-se resolver o problema da conduta humana. Isso se chama princípio da utilidade ou princípio da felicidade de maior número - a dor e o prazer são o que nos impulsionam. Queremos fugir da dor e atingir o prazer.

    Todavia, não podemos elencar o utilitarismo como individualista, visto que não visa suprir os interesses apenas de um único ser. Dentro desta corrente, considera-se que se o prazer atingir um maior número de indivíduos é, deste modo, válido que uma quantia menor seja sacrificada por este bem maior.

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  185. O Utilitarismo contemporâneo do Iluminismo tem pelo mundo entusiasmo. Nesta época a antologia sede espaço para o conhecimento humano através das condições para que posamos conhecer a partir de racionalidade empírica por intermédio também de ideias claras e coerência sistêmica. O ser humano é analisado como alguém que enxerga o mundo através de sua lupa de racionalidade em que é possível entender a conduta humana. O utilitarismo tem sua gênese em XVII como figura líder e carismática Jeremy Bentham.
    Bem, o Utilitarismo pretende traçar uma reta para a felicidade, ou seja, o Principio da Utilidade pela busca do prazer e fuga da dor levando em consideração um coletivo onde agir de forma correta é fazer algo que traga ao bem a um maior número de pessoas. Onde é possível entender o mundo e até mesmo prever o comportamento humano através de leis predispostas.Bentham defende que a natureza colocou os humanos perante a dois senhores, o bem e o mal, ação boa é aquela que traz prazer a um maior número daqueles que sofrem a consequência da ação. Para alcançar esse bem é necessário primeiramente que “as leis e a organização social devem harmonizar a felicidade ou o interesse do conjunto.” Em seguida “a educação e a opinião, que possuem um poder tão vasto sobre o caráter humano, devem usar esse poder para estabelecer na mente de cada indivíduo uma associação indissolúvel entre sua própria felicidade e o bem do conjunto, especialmente entre sua própria felicidade e a prática de modos de conduta, negativos e positivos, que a consideração da felicidade prescreve.”

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  186. A escola utilitarista está inserida no contexto iluminista e em solo anglo-saxão , e a filosofia “dos sentidos” entra em crise, ou seja, a ontologia é substituída pela epistemologia. Estes atacam a lei do contrato, para estes não é por esta razão que as pessoas obedecem as leis, mas sim é devido às consequências deste contrato, e que assim garantem a existência deste contrato. O mundo pode ser entendido através de uma racionalidade empírica mas também de uma clareza, precisão e consistência. Acredita-se também que o homem é capaz de entender o mundo, pois é um ser cognitivo, logo através da racionalidade o mundo pode ser compreendido.
    Para Jeremy Bentham o ser humano domina o prazer e a dor e a natureza o colocou nesse patamar.
    É errado se limitar ao pensamento de que tudo se refere ao prazer. A teoria do utilitarismo seria, no entanto, o prazer como uma ausência de dor, ou seja, felicidade como fundamento moral, seria a ausência de dor e prazer e infelicidade seria a existência de dor e a falta de prazer.
    Para os autores utilitaristas existe uma superioridade dos prazeres mentais em relação aos prazeres corpóreos. O homem quanto mais dotado for de faculdades mentais, maior será o sofrimento, maiores os esforços em busca da felicidade. O utilitarismo tem por critério não a maior felicidade do próprio homem, mas o da maior soma de felicidade geral, pois quando os outros se encontram, em estado de felicidade, o individuo acaba se beneficiando dela inevitavelmente. Assim se terá uma existência na medida do possível isenta de dor e tão rica de satisfações.
    Para o utilitarismo, a felicidade acontece em momentos mesclados de dor e prazer, e tendo como base, não esperar mais do que a vida pode oferecer, portanto, cada um que entre a sua própria felicidade e a dos outros, deve-se agir com imparcialidade e benevolência. Portanto se pressupõe que a felicidade de cada indivíduo deve estar em harmonia com interesse da comunidade, a fim de difundir que a felicidade é um bem de todos.
    Para estes, a melhor prova de um bom caráter são as boas ações do mesmo, no entanto, não consideram como boa conduta, qualquer disposição mental cuja tendência predominante seja para gerar uma má conduta.

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  187. No utilitarismo, as ações estão certas do ponto de vista moral quando a consequências dessas ações trazem felicidade, e erradas quando trazem sofrimento, assim atos são avaliados pelo prazer ou dor (felicidade e sofrimento) que produzem.
    Sendo assim, no utilitarismo, a moralidade é medida pelas consequências das ações.
    O prazer é toda sensação preferível à ausência de sensações e a dor, as sensações que a ausência de qualquer sensação é preferível.
    Assim, as ações humanas se baseiam na busca não somente da felicidade, mas também, do afastamento do sofrimento, não somente do indivíduo, mas num aspecto coletivo.
    Bentham avalia a quantidade de prazer e dor produzida pela consequência de uma ação para determinar a moralidade.
    Para Mill, a qualidade do prazer deve ser avaliada além da quantidade, e propõe que prazeres do pensamento, sentimento e imaginação sejam considerados mais importantes que os demais tipos de prazer.
    Para mim, a maior crítica a ser feita ao pensamento utilitarista é, referente à quantidade de prazer da consequência de uma ação ser determinante para uma ação ser moralmente correta ou não, já que, se uma ação traz grande quantidade de dor, é incômodo, do ponto de vista da justiça, afirmar que é moralmente correta somente por trazer maior quantidade de prazer.

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  188. De acordo com as análises dos materiais fornecidos temos que o Utilitarismo é, inicialmente, uma reflexão filosófica tradicional anglo-americana, é uma corrente de pensamento associada a mentalidade européia insular e é o projeto de construir uma ética racional. Conseguindo, assim, criar-se uma sociedade mais justa (Teoria do Contrato, é uma teoria consequencialista pois não são as condições que garantem o contrato).
    Bentham, pensador utilitarista de grande importância, trazia encalacrado em seu modo de vida próprio o cerne do utilitarismo, até mesmo seu corpo ele doou para a Universidade de Londres para ser estudado e que ficasse embalsamado para ser lembrado pelos estudiosos da Teoria, posteriormente.
    Após anos e anos, surge no mundo filosófico anglo-americano moderno novamente a discussão da Teoria do Utilitarismo e vem, então, repaginada com influências do iluminismo. Entra em crise a perspectiva realista - onde acreditava-se que o mundo tinha um sentido e que conhecer o mundo era descobrir o sentido das coisas. Começavam, naquele momento, a se preocupar com as condições que tornavam possível o conhecimento humano, a epistemologia. Se inicia então a fase do Racionalismo Empírico, a busca em ter maior clareza, precisão, consistência, coerência sistêmica e até o controle experimental. Nas Ciências Naturais e nas Sociais procuravam-se encontrar métodos confiáveis que valessem sempre e pudessem ser premeditados por fórmulas.
    Os adeptos ao Utilitarismo acreditam que por meio da razão humana é capaz de prever e entender a conduta humana. No Primeiro Princípio, o da felicidade do maior número, defendido pelos utilitaristas, ganha muita força com a repaginação iluminista. "O ser humano é um ser que age movido pelo prazer e pela fuga da dor", é o prazer e a dor que controlam as ações humanas, tanto as ações boas como as más. Se seguiram depois os Princípios Subsidiários: identidade de interesses, economia de prazeres, variáveis concorrentes, comiseração, simetria. Os utilitaristas modernos eram os liberais clássicos como Stuart Mill.
    Mill aprofundou as ideias de Bentham e afirmou que há prazeres mais desejados do que outros. Trouxe, também, a relação que a ética tem com as ações boas e ruins. Tendo como uma ação moral boa resultando na felicidade (prazer) para grande número de pessoas e uma ação imoral como sendo a que ocasiona a dor. Portanto, a finalidade destes estudos é fazer com que as pessoas sintam mais prazer que dor.

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  189. O utilitarismo é uma teoria que entende o ser humano como um ser que busca a eliminação ou pelo menos minimização da mesma e a maximização do prazer. Essa teoria defende a busca pela felicidade, e que a mesma deve ser alcançada. Nesta teoria, a dor é considerada ruim mesmo no outro, considerando-se assim um caráter altruísta do ser humano.
    Segundo o utilitarismo de Mill o que determinaria o correto e o errado seria se foi produzido prazer e felicidade ou não. A moral estaria sustentada no principio da felicidade, as atitudes corretas são as que gerem prazer, prazer é tudo o que é preferível em relação ao estado de ausência de sensações, o que nos causar incômodo e dor é mal, sendo dor a sensação em que se prefere não sentir nada a senti-la.
    Dessa forma, o correto seria o que causasse e buscasse o bem estar, mesmo que causando alguma dor, sendo o ato prazeroso o fim seria prazeroso e, portanto correto. Consequentemente o melhor prazer seria aquele que causasse felicidade ao maior número de pessoas e possuísse maior intensidade. Ainda segundo Mill, os prazeres derivados do intelecto, do pensamento seriam mais valorosos do que os derivados das necessidades físicas. É possível realizar um cálculo entre ações boas e más que nos resultaria na Ética. Uma ação seria moral se a somatória de suas consequências resultasse em um grande número de pessoas beneficiadas.
    No entanto, me parece um tanto quanto difícil calcular sofrimentos e prazeres, pois não podemos medir algo que não nos diz respeito, não temos a capacidade de total empatia em relação a outra pessoa a ponto de sentirmos exatamente o mesmo que ela. Além disso me parece também difícil a tarefa de medir os prazeres sentidos e graduá-los em escalas de melhor e pior.

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  190. Para os utilitaristas, as consequências do contrato é que são importantes para garanti-lo, e não as suas condições. Essa corrente filosófica tenta tratar a ação humana a partir do racionalismo. A tradição utilitarista está ligada ao modelo de concepção analítica, precisa e clara, e não compreensiva e abrangente. A defesa de que o ser humano é um ser cognitivo que conhece o mundo através da razão (empírica).
    Assim, os utilitaristas acreditam que a razão humana dará conta dos problemas da conduta humana. Eles defendem a ideia que o ser humano age movido pelo prazer e fuga da dor.
    Deste modo, os comportamentos geradores de sofrimento ou de menos felicidade são os considerados menos éticos. As ações humanas devem procurar sempre a maximização dos benefícios ou do bem-estar do maior número de pessoas, ou pelo menos a redução dos inconvenientes.
    John Stuart Mill, coloca o Utilitarismo como sendo uma teoria moral aplicável no cotidiano.

    Cinthia Fernandes Martins Cicilio.

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  191. Para começar a discorrer sobre o assunto, detenho como de extrema importância apresentar uma determinada definição para o utilitarismo. Podemos definir o utilitarismo como sendo, uma corrente filosófica – ou uma doutrina – que relaciona a prática de ações com suas utilidades, melhor dizendo, no utilitarismo as ações são considerados corretas se estas promoverem a felicidade, no caso a felicidade de uma sociedade no âmbito geral. Neste ponto podemos levantar a seguinte questão: seria possível que uma ação fizesse possível a obtenção da felicidade plena? Esse problema pode ser facilmente resolvido, considerando que a felicidade plena seria algo impossível, então poderíamos dizer que no utilitarismo uma ação é considerada correta se propicia a menor quantidade possível de dor. Sendo assim, podemos considerar como “fins das ações humanas” o prazer e a ausência de dor. Vale também citar, dois personagens que tiveram papel fundamental nessa corrente filosófica, sendo eles John Stuart Mill e Jeremy Bentham.
    Conceber aos homens o poder de sacrificar o bem individual pelo bem público/geral é uma característica do utilitarismo, podemos acrescentar que quando um homem sacrifica sua felicidade pela felicidade de outras pessoas, este realiza um ato moral. Mas vale ressaltar neste ponto que a felicidade não é considerada constante na vida de um indivíduo no pensamento utilitarista, então a para serem consideradas corretas as ações humanas devem propiciar o máximo de “momentos” de felicidade.
    As leis, a organização social, a educação e a opinião são, no utilitarismo, ferramentas para garantir essa felicidade conjunta relacionando esta aos códigos de conduta. Neste ponto, vale citar a opinião de Mill, este acredita que a felicidade geral e a minimização da dor seja, dentro do possível, possibilitada a todos, sendo as regras exclusivamente para esse fim, sendo assim, devemos agir de tal maneira, que nossa conduta possa servir de base/regra para a humanidade. O pensamento de Bentham possui semelhança com o de Mill, no que diz respeito a defesa do prazer como o bem maior para o ser humano.
    Por fim, podemos analisar um assunto recorrente da atualidade, por exemplo os transgênicos, dizendo que os discursos mais corretos seriam aqueles que propiciam uma felicidade maior para o coletivo, ou seja, uma solução que a população tenha o mínimo de dor possível.

    Matheus França de Melo

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  192. Para os utilitaristas, o ser humano age segundo seus interesses e com isto é observado que ele tenta ao máximo conseguir prazer através das suas ações e ao mesmo tempo ele tenta fugir da dor sempre que possível.
    Os utilitaristas acreditam que uma ação é moral quando traz felicidade para a sociedade, mostrando agora uma menor individualização dos homens, onde estes agora também ser preocupam com a sociedade. Contrariando as idéias de individualidade de alguns pensadores. Podemos dizer que se o homem puder escolher a felicidade somente para ele, ou para a sociedade, ele tende a escolher a felicidade para a sociedade.

    Gabriel Holtsmann Falchi
    RA: 21081113

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  193. Victor Fleming de M. Pereira1 de maio de 2014 16:02

    Victor Fleming de Menezes Pereira RA: 21081413
    Mill propõe a felicidade como o "bem supremo", ou seja, todas as ações morais estão efetivamente relacionadas com o fato de gerar felicidade a maior quantidade de envolvidos. Ele determina que, a utilidade ou o principio da maior felicidade como a fundação da moral sustenta que as ação são corretas na medida em que tendem a promover a felicidade e erradas conforme tendam a produzir o contrario da felicidade. Por felicidade entende-se prazer e ausência de dor; por infelicidade, dor e privação de prazer. De acordo com o utilitarismo, o valor moral de uma ação é uma função das consequências boas ou más, mais exatamente, da felicidade ou infelicidade que ela produz ou tende a produzir. Portanto a corrente utilitarista pode ser basicamente explicada pela busca do prazer e pela fuga da dor ou sofrimento, onde as ações dos seres humanos são guiadas por ações que visam à maximização da felicidade.

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  194. O utilitarismo se caracteriza como uma corrente filosófica tradicionalmente anglo americana com características consequecialistas. Ela também está relacionada ao modelo de concepção analítica do trabalho filosófico, onde há uma racionalidade precisa e clara. A corrente é influenciada pelo entusiasmo pelo mundo que o Iluminismo trouxe, assim, os utilitaristas tinham a pretensão de usar o método nascido na época para entender o mundo.
    Entre as características desta escola, temos a racionalidade. Eles defendem que o homem é um ser cognitivo, que o ser humano conhece o mundo através da razão empírica. Assim, eles acreditam que a razão pode dar conta do problema da conduta humana e defendem o principio da utilidade, da “felicidade do maior número”, ou seja, o ser humano é um ser que age movido pelo prazer e pela fuga da dor e estes são os mecanismos que movem a ação humano. Essa ideia foi defendida primeira por Bentham. Assim, a ação boa é aquela que traz felicidade para aqueles que sofrem a consequência da ação. Ou seja, o bem é aquela que traz a felicidade para o maior número de pessoas. Através da razão, podem-se analisar as ações e suas consequências. Stuart Mill ajudou a desenvolver o utilitarismo, analisando, por exemplo, que é necessário analisar a felicidade adquirida através das ações pelas suas características qualitativas além de quantitativas.

    Mayara Sanches - RA: 21023913

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  195. O utilitarismo é a corrente que tenta demosntrar que a ética promove seres felizes, mas para isso os utilitaristas tentam ver se atravês de razão humana pode-se dar conta da conduta humana. No utilitarismo, o ser humano conhece o mundo atravês da razão empírica; entender o mundo a partir das leis que regem os fenonemos, e também entender e prever o comportamento humano a partir desse conjunto de leis.

    A dor e o prazer assumem papel de importância para os utilitaristas, sendo o prazer (ação que prefere ao invés de sentir nenhuma) e a dor (sensação que prefere nenhuma a sentir ela), sendo que ambas as sensações podem ser medidas a partir de variáveis como intensidade, duração, certeza, etc.

    A idéia de que o utilitarismo impõe que as pessoas ao buscarem a felicidade própria sejam egoístas não é válida, uma vez que o sentimento de comiseração (sofrimento do outro gera sofrimento em mim) está presente, além de que a eliminação da dor no outro, gera felicidade em mim, portanto o utilitarismo defende que para que ocorra a felicidade é necessária que os homens objetivando a felicidade geral façam ações que visem a todos.

    O prazer e a dor irão ser os condutores das ações humanas no utilitarismo, sendo que ao realizar uma ação por uma pessoa qualquer, gerando uma felicidade e prazer para aqueles que sofrem a ação, então esta ação é tida como uma ação boa e, a dor tenta-se a todo momento fazer com que fique ausente, mesmo considerando que a felicidade plena e absoluta não é possível.

    Outro ponto de sustentação do utilitarismo é a teoria do contrato, em que a consequência desse contrato é o que o garantiria e, a idealização do contrato seria ‘produzir’ uma sociedade justa.

    John Stuart Mill e Jeremy Bentham (menos conhecido) foram autores com muita importância para que no século 18 o utilitarismo se tornasse uma das principais correntes. Tanto para Mill quanto para Bentham o prazer é tido como o mais importante e principal bem que os individuos podem ter.

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  196. Segundo Mill, ele define o utilitarismo como uma "doutrina que dá como fundamento à moral a utilidade, ou a princípio da maior felicidade." Isso se fundamento nos conceito do utilitarismo, da felicidade e da vontade.

    O autor usa o conceito do bem e do mal para definir sua tese. Focando-se no quesito do bem, ele cita a felicidade do homem como a única coisa desejável, sendo, com isso, a ausência de dor e o bem-estar. E segundo o conceito da felicidade ele fala sobre a satisfação do ser humano, em que em contraponto com a felicidade é dito: "é melhor ser um ser humano insatisfeito do que um porco satisfeito; é melhor ser um Sócrates insatisfeito do que um imbecil satisfeito." E com esta citação ele pôde demonstrar que felicidade e satisfação são conceitos totalmente opostos.

    João Luiz Calisto Perin - RA: 21025213

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