sábado, 20 de abril de 2013

15. TEMA 13 - LIMITES ÉTICOS DAS AÇÕES DE DESCOBRIR E INVENTAR



 

Caros Alunos,
Após ler o texto: “Os limites Éticos da Ciência e da Tecnologia” de L. A. Peluso, disponível em:

e examinar o material disponível em:


elabore, até as 24 hs. do dia 28 de maio, uma postagem com os seus comentários sobre o tema.

289 comentários:

  1. A ciência é algo humano e por isso deve ser feita de acordo com os princípios éticos definidos pela sociedade em que se encontra.

    Toda ciência, seja ela teórica ou aplicada, deve ser submetida a critérios éticos e deve ser analisada tanto por cientistas como por não-cientistas.

    As quatro teses apresentadas no texto são perfeitas para manter a ciência nos “eixos éticos”. Deve-se examinar os motivos por trás do ato de descobrir, deve-se levar em conta como resultados dessa descoberta podem influir na vida humana, deve-se prever como as aplicações irão influir na vida humana e, principalmente, deve se justificar moralmente a pesquisa, descoberta ou invenção.

    A ciência não pode ser desconciliada de seu contexto social, economico ou politico. Uma ciência descontextualizada é uma ciência alienada e perigosa para o próprio bem humano.

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  2. A produção cientifica deve passar por um controle ético. A moralidade de questões relacionadas às ações de descobrir e inventar é muito discutida de forma direta e indireta na sociedade. Podemos não perceber, mas fazemos sim julgamentos frequente sobre a moralidade de novas descobertas e invenções. Quando vemos noticias de um novo invento logo pensamos nas possíveis aplicações do mesmo.

    Como enfatiza o texto do professor Peluso, quatro fatores margeiam a discussão: 1. Ciência e Tecnologia não são neutras, elas ’carregam’ um conjunto de conjunto de avaliações morais; 2. o progresso cientifico não é um bem em si mesmo e para a humanidade, já que novas informações podem colocar em risco a humanidade; 3. a aplicação das descobertas e inovações tecnológicas nem sempre é um bem para a humanidade, visto que podem atentar contra a liberdade das pessoas; 4. as descobertas cientificas e as invenções tecnológicas devem ser moralmente justificadas.

    Quanto ao primeiro item, desde que entramos no BCH a “neutralidade” da ciência é um tema bastante comentado, e já vimos diversos exemplo de como fatores, como por exemplo o fator econômico, influem diretamente na produção de ciência. Para os itens 2 e 3 também há diversos exemplo que comprovam que o progresso cientifico e a aplicação de novas tecnologias nem sempre é um bem a humanidade, como no caso das bombas nucleares lançadas em Hiroshima e outras invenções que acabaram servindo para homens guerrear. Já em relação ao quarto item tenho algumas ressalvas. Entendo que as invenções e descobertas devem ser moralmente justificadas e não deve haver uma liberdade total para os cientistas, mas a dúvida e se em todos os casos isso realmente ocorre.

    Após isso, no texto são apresentados três objetivos estratégicos a serem seguidos, que em resumo afirmam que as teorias cientificas devem ser avaliadas em suas implicações e essas avaliações devem ser feitas por cientistas e não cientistas, e que as informações sobre as descobertas devem ser acessíveis as todos membros da sociedade. Na teoria isso parece realmente acontecer, não há uma liberdade na produção da ciência. Mas na prática não é tão fácil pensar em exemplos desses impedimentos éticos nas ações de descobrir e inventar.

    Um provável exemplo atual talvez seja o Programa Nuclear do Irã, que sofre constantes sanções do Conselho de Segurança da ONU. A pressão e para que os iranianos suspendam suas atividades de enriquecimento de urânio frente ao temor que o país produza armas nucleares.

    Minha conclusão é que há sim limites éticos para as ações de inventar e descobrir. Hoje em dia ninguém inventa ou descobre nada sozinho. Até 200, 300 anos atrás os cientistas conseguiam produzir sozinhos (claro que tem que se considerar que carregavam pressupostos e conhecimentos de outras teorias para realizar suas descobertas e invenções). Atualmente as invenções são feitas em grupos e demandam utilização grande de recursos financeiros. Assim, de certa forma nenhum agente tem uma liberdade individual na produção tecnológica, o que garante em parte a obediência a limites éticos nas ações de inventar e descobrir.

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  3. Popper é o autor da definição atualmente mais aceita de teoria científica:

    “Uma teoria científica é um modelo matemático que descreve e codifica as observações que fazemos. Assim, uma boa teoria deverá descrever uma vasta série de fenômenos com base em alguns postulados simples como também deverá ser capaz de fazer previsões claras as quais poderão ser testadas.”.

    Com Popper, os limites da ciência se definem claramente. A ciência produz teorias falseáveis, que serão válidas enquanto não refutadas. Por este modelo, não há como a ciência tratar de assuntos do domínio da religião, que tem suas doutrinas como verdades eternas ou da filosofia, que busca verdades absolutas.

    O melhor no velho filósofo, que se opôs ao nazismo e dedicou sua vida à defesa de boas causas, é que suas teorias se aplicam a elas próprias. Assim, se amanhã alguém redigir uma melhor definição de teoria científica, as idéias de Popper humildemente sairão de cena para tomar seu lugar na história da ciência. Entre as muitas virtudes que nossa ciência adquiriu dos grandes sábios que lhe deram grandeza, Popper nos mostrou uma ciência que se faz grande na virtude da humildade. (Carlos Roberto de Lana)

    Em minha opinião não conhecemos os limites da ciência, nem os limites éticos, e depois de ler o livro “Ética para Principiantes”, achei muito interessante a conclusão:

    Este livro foi escrito para demonstrar que aquele que deseja dizer com clareza e precisão tudo o que diz, sempre que afirma com segurança absoluta a frase “Eu sou honesto”, não sabe o que diz.

    Como poderemos saber impor limites científicos e éticos?

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  4. As inovações da ciência e da tecnologia, segundo o texto O problema dos limites éticos da ciência e da tecnologia, não é sempre um bem para a humanidade e que as informações sobre as descobertas cientificas e inovações tecnológicas e suas consequências dever ser acessíveis a todos os membros da sociedade.

    Será que um dia realmente as descobertas científicas serão discutidas em sociedade? Acredito que não, os cientistas infelizmente, não estão e nunca estiveram interessados em divulgar suas descobertas para todos, pois eles trabalhão para particulares, então mantém em sigilo.

    Quando os cientistas descobriram a bomba atômica, por exemplo, eles sabiam do poder de destruição que ela possuia, então os mesmos também foram culpados pela morte de milhares de japoneses.

    No caso de cientista social, alguns também agem de forma antiética, por exemplo, com os Yanomamis, quando os fizeram lutar e filmaram, para depois alegar que eles eram um povo violento e não precisavam de toda aquela área para viver se matando.

    O cientista em muitos casos só serve para descobrir meios de aumentarem o lucro dos outros que possuem o capital e não para melhorar a sociedade em si. Deveria ser ao contrario, mas isso não irá acontecer e a ética sempre ficará fora desta discussão. Porque se os cientistas fossem éticos, antes de comunicarem seus chefes, informariam a sociedade.

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  5. Este é o tema do capítulo dez do livro “Ética para Principiantes” do Prof. Dr. Peluso que escolhi para elaborar minha resenha e que vou transcrever algumas palavras neste blog:

    “É da natureza do ser humano questionar sobre o desconhecido, seja este concreto ou abstrato, e trabalhar para obter essas respostas. Devido a essa sede de conhecimento as sociedades contemporâneas desfrutam de um relativo conforto proporcionado pelas soluções fornecidas pela Ciência e Tecnologia que dão ao homem o poder de intervir no meio ambiente em beneficio próprio.
    Entretanto, Ciência e Tecnologia não trouxeram apenas desenvolvimento e conforto para as sociedades, mas também o desequilíbrio de ecossistemas, destruição de comunidades inteiras com armamentos cada vez mais sofisticados, poluição da atmosfera e oceanos. Também, o indivíduo que não se adapta a essas mudanças fornecidas pelo conhecimento científico não pode desfrutar dos benefícios, ficando assim a margem da sociedade causando segregação e diversos conflitos sociais”.

    Como abordado no filme, “O Ponto de Mutação”, bem como, no livro ”Ética para Principiantes”, sou da opinião que a ciência deve estar concatenada com a Ética para que não haja abusos do conhecimento científico em posse de uns poucos povos para sobrepujar outros povos e culturas do mundo. Conhecimento é poder. Mas a ciência, infelizmente, é patrocinada por interesses econômicos e militares que esperam dos cientistas o retorno dos seus investimentos. Eu posso estar sendo injusto, mas acredito haver neste momento mais cientistas trabalhando na cura da calvície do que na cura da malária, o que certamente daria muito mais lucro, apesar de a cura da malária trazer mais prazeres.
    Enfim, parece–me utópico a esperança de que um dia Ciência e Ética venham a trabalhar de forma completamente harmoniosa e proporcionar para humanidade mais prazeres do que dores como pretende a teoria utilitarista de J. S. Mills e seus seguidores.
    Edson Rodrigues.

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  6. O texto do professor Peluso mostra a ciência como algo advindo da atuação humana, que deve então servir e seguir regras da própria conduta humana, assim devendo beneficiar a sociedade e passar pelo crivo da mesma.

    As teses apresentadas de Responsabilidade Moral são importantes no que concerne ao domínio da ciência e sua inserção no campo da moralidade.

    É abordado no texto a validação, aplicação e aceitação do conhecimento científico. Desde os anos 30, período entre guerras, grandes pensadores já iniciavam a busca pelo entendimento do que validava a ciência e a tornava aceita, já se preocupando com os possíveis desdobramentos de uma ciência incontrolável.

    Os vienenses, entre eles Carnap e Schlick (contemporâneos a Wittgenstein), na pulsante sociedade vienense, tinham preocupações a respeito do uso da ciência em um período de instabilidade pré-Segunda Guerra Mundial. Naquela época havia uma perspectiva cientificista de superioridade, o que conferia também um ar elitista para a ciência e aqueles que dela faziam uso. Desta forma, os vienenses buscaram uma maneira de validar o conhecimento e assim propuseram a verificação empírica, adotando análises lógicas e abolindo a metafísica.

    Crítico aos vienenses, Popper propunha que a ciência não era digna de superioridade e que para ser aceita deveria ser comprovada sua veracidade por meio da dedução negativista de falseabilidade.

    O tema deste último capítulo é interessante, e não é o último por coincidência, pois nos põe a pensar, nós enquanto futuros cientistas e, por conseguinte geradores de novo conhecimento, como produzi-lo, aplicá-lo e administrá-lo para o bem comum. O texto do professor Peluso é interessante pois traz a validação do conhecimento científico para o campo da moralidade, bem distante de perspectivas tais quais o Operacionalismo de Percy Williams Bridgman, que reduz o entendimento da ciência a um conjunto de operações empíricas. Tão perigoso a esse “eixo ético” proposto no texto seria o anarquismo epistemológico de Paul K. Feyerabend, onde a ciência só alcançaria seu objetivo se estivesse livre de todas as amarras e regras, não podendo sofrer nenhum tipo de privação ou coação. Feyerabend inclusive destaca que significativos progressos da ciência ocorrem quando seus pensadores não se deixam ser conduzidos por regras.

    Outro ponto importante da ciência é exatamente o que a ciência busca. Existe um objetivo? Thomas Kuhn, citado pelo professor, questiona a objetividade da ciência, se há uma direção no desenvolvimento do conhecimento científico, em que os paradigmas e seu consequente progresso almejam. Para Kuhn há um progresso por estágios, onde o conhecimento se põe sobre o outro, por avanço da ciência e não com a perspectiva de um objetivo.

    Minha percepção é que existem limites para atuação da ciência, o que muitas vezes o direito se encarrega de limitar, como a clonagem humana por exemplo. A ciência como sabemos, não é fruto da individualidade de um laboratório ou de um pesquisador, há hoje a interconexão, ou usando uma palavra mais familiar à UFABC, uma interdisciplinaridade, com a presença da sociedade, de pesquisadores e de financiadores, que conjuntamente geram conhecimento para a coletividade, e a partir do momento que os frutos, sejam bons ou ruins serão em muitas vezes divididos com todos, se faz assim necessário o entendimento da ciência não só pelo viés cientificista ou jurídico, mas também pelos princípios morais de cada indivíduo perante si próprio e perante a sociedade.

    Ivan João S. Júnior
    ivanjoaojr@hotmail.com
    ivan.joao@aluno.ufabc.edu.br

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  7. Sendo a ciência uma produção humana ela não é neutra, é regida por interesses e um deles pode ser econômico. Se é uma produção humana deve passar pelo julgo da ética. Nesse ponto me questiono se a ciência é uma invenção ou uma descoberta humana. Se for uma invenção significa que deve ter uma investigação ética sobre. Mas se ciência for uma descoberta então é algo da natureza que nos percebemos e a aplicação de tal conhecimento é o que deve ser colocado sob análise ética, ou seja, o trabalho dos técnicos.

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  8. Enquanto produtos do homem, que é um ser moral, a ciência e a tecnologia estão fatalmente vinculadas à ética. Por isso, antes de desenvolver uma descoberta científica, o cientista deve ser capaz de medir todas as consequências que sua teoria poderá gerar, tanto para si próprio quanto para o mundo. Cabe a ele fazer um balanço entre os possíveis prós e contras. Ademais, qualquer decisão de caráter inovador deverá ser devidamente informada para todos os afetados - incluindo os próprios centistas -, de modo que ela possa estar sob exame crítico de qualquer indivíduo.
    Entretanto, é importante o entendimento de que a ciência, em si, não pode ser imoral. Ela só pode ser considerada imoral do ponto de vista religioso, já que reflete a ousadia do homem em contestar o que já é dado em determinada doutrina. Ela apenas tem limites morais.
    Por outro lado, pode-se dizer que as aplicações da ciência – a tecnologia – estão submetidas ao juízo moral. A ciência é a investigação, é o conhecimento. Ela pode ser usada para o bem ou para o mal. Por exemplo, a descoberta da energia nuclear é uma manifestação da ciência. Não se pode dizer que isto é antiético, posto que os procedimentos para se chegar a esta descoberta tenham sido moralmente justificáveis. Porém, quando se fala no uso desta energia, que pode ser traduzido em uma fonte energética renovável – aliás, vale ressaltar que a energia nuclear não é tão limpa assim – ou em uma bomba de destruição em massa, aí sim podemos discutir sobre ética.
    Portanto, defendo aqui que a imoralidade está na aplicação da ciência, e não na ciência propriamente dita.

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  9. A ciência é feita por homens e destinada ao próprio homem, de forma que se não visar o bem deste não pode ser considerada útil. É impossível e errado analisarmos a ciência descontextualizada com a sociedade em que se insere, pois ela é movida por interesses desta sociedade e somente será considerada digna se respeitar os limites éticos desta. O que se torna de certa forma a ética uma barreira à ciencia, que talvez esteja impedindo avanços significativos mas que, na minha opinião, não pode ser ultrapassada, pois a dignidade do ser humano deve ser sempre superior à possibilidade de um progresso.

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  10. Confesso que já tive a oportunidade de ver parte desse filme quando estava cursando a disciplina de Sociologia na Universidade Mackenzie. Naquela época, não dei muita atenção ao filme e ao revê-lo me senti na obrigação de vê-lo novamente, desta vez na íntegra. Esse filme sintetiza exatamente a questão sobre a responsabilidade, ou não, dos cientistas a cerca de suas descobertas e invenções.
    A cientista nesse filme, confessa que quando era graduanda, não lhe foi ensinada a Ética, ou seja, não se importavam com as consequências sociais que tal descoberta poderia causar. Desse modo, essa cientista acabou se desligando da pesquisa quando soube que seus estudos estavam sendo desviados para fins militares, afirmando que os cientistas são sim responsáveis por suas descobertas.
    Com isso eu fazer um link com a nossa aula sobre a bomba atômica. É claro que não devemos isentar de culpa o Albert Einstein, pois le sabia quais eram os danos que causariam a explosão de uma bomba como aquela.
    Um problema que eu vejo na ciência em geral, é que os cientitas muitas vezes não pesquisam aquilo que gostariam, mas sim aquilo que pagam para que ele pesquise. Isso se torna um problema na medida em que um governo, por exmplo, começa a investir cerca de 70% do dinheiro em pesquisas, voltadas para a área militar, como é o caso dos EUA, citado no filme. Com tudo, o cientista já se sentirá responsável por algo que ele ainda nem conseguiu desenvolver, mas ele não poderá dizer que não sabia do que se tratava.
    Na minha opinião, deve haver um limite ético dessas acões, pois apesar de o cientista não ser o único culpado pelas consequências negativas de sua descoberta, quando ele mostra à uma outra pessoa que é possível se obter um fim pacífico, e um outro maléfico para a sociedade, ele está assinando um termo de responsabilidade.

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  11. A ciência e a tecnologia, produtos das mãos do homem, são passíveis da avaliação moral, porque dizem respeito aos limites éticos que estamos dispostos a respeitar. Não é isenta a ciência de crítica, de avaliação dos resultados que ela pode gerar, uma vez que se possa prevê-los.

    A ação racional humana não é motivada senão por algum tipo de interesse. Como acreditar numa ciência produzida simplesmente por si e para o progresso, se desde a sua concepção passaram interesses particulares, políticos e comerciais?

    O texto do professor Peluso nos expõe argumentos, na minha opinião, imperativos ao controle ético da maneira que se deve produzir conhecimento. Não digo o controle no sentido de censura, perseguição; mas de debate sobre as implicações positivas e negativas dos arranjos pelo qual a ciência e tecnologia constantemente se reinventam.

    A produção científica e tecnológica deve se ater às amarras éticas, que protegem o homem de si mesmo. É sabido o que o homem pode produzir quando não se questiona ou não é controlado. Os cientistas e tecnólogos, ainda que não apliquem, implicam utilizações muitas vezes prejudiciais à humanidade. Não vejo porque descredenciar o fato de eles terem responsabilidade solidária com a aplicação de pesquisas notadamente arriscadas. A ciência, sim, pode dentre tantas coisas , ser objeto das asquerozidades políticas.

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  12. A ciência e a tecnologia são frutos do homem ,mas o problema nisso é o próprio homem e a vontade de querer mais e mais, e isso como visto nos acontecimentos do mundo é o que traz o avanço da tecnologia, por exemplo, as guerras trazem um grande avanço para a ciência, mas não seguem as condutas éticas que os próprios humanos criaram, é como uma faca de dois gumes, traz melhorias, mas também traz desgraças, eu acho que nunca será possível somente seguir a ética enquanto o ser humano não sancionar sua ambição incontrolável.

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  13. Por muitas vezes se torna cômodo para o indivíduo atribuir sua culpa à outro indivíduo. Me parece nesse caso que a sociedade, usuária de muitas descobertas da ciência, procura se absolver de culpa ou responsabilidade ao atribuir as mazelas do mundo à ciência. O papel da ciência deve ser sempre a expansão do conhecimento humano às causas naturais e psicológicas deste mundo. Há na história inúmeros casos de grandes descobertas ocasionadas espontâneamente, em que não se sabia o que se buscava ou o que se encontraria. Se torna impossível, portanto, estabelecermos limites às pesquisas científicas, visto que a limitação de qualquer estudo feito pela ciência pode acarretar a inibição de uma potencial descoberta, que poderia servir de grande valia à sociedade.

    Utilizamos todos os dias nossos equipamentos eletrônicos, energia elétrica, medicamentos, desperdiçamos água, etc; porém, por muitas vezes, refereminos-nos à ciência de maneira negativa, como se ela fosse a culpada pelo mal uso de suas descobertas. Nós, meros cidadãos, é quem temos que zelar pelo uso adequado dessa produção científica, nós é quem temos que ser postos a julgamentos éticos e por fim, cobrarmos daqueles que fazem a ciência novas descobertas e aprimoramento de suas pesquisas.

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  14. A ciência sendo uma produção humana deve passar pelo julgamento ético. Conforme podemos ler no texto nem todas as descobertas científicas trazem algum beneficio para sociedade, quando isso ocorre cabe a nós usufruirmos dela ou não. A criação de mecanismos para vincular a ciência e ética pode evitar consequências indesejáveis, porém não garante que o desejo da maioria seja respeitado, afinal aqueles que produzem ciência nem sempre consideram os limites éticos. Muitas vezes o interesse da minoria prevalece.

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  15. Durante séculos a ciência foi relegada ao mais baixo grau de importância segundo os pensamentos dogmáticos de diversos grupos religiosos. Cientistas foram queimados, levados a pena de morte por simplesmente defenderem evidências e pensamentos tão lógicos quanto o cálculo aritmético do 2 + 2 = 4. MILAGROSAMENTE, o HOMEM conseguiu soltar as amarras que a religião por tanto tempo a submeteu.

    Após alguns anos de timidez no Renascimento e um pouco do Iluminismo a ciência assumia de vez sua importância, que apesar da reticência da sociedade, trouxe tantos benefícios ao bem-estar humano que, com vista grossa, foi tolerada, admitida e até mesmo incentivada.
    Passados mais de dois séculos do marco da inclusão da razão sobrepondo o revelado (Revolução Francesa, 1789), o ser humano agora enfrenta a ciência, utilizando-se da mesma, para frear seus próprios anseios devastadores. Trocando as palavras, a ciência não deve ser responsabilizada pela utilização de seus estudos, mas sim os governos, representando nossas opiniões e ações. É papel, a propósito, da ciência encontrar as maneiras possíveis para não experimentarmos nosso prórpio veneno.

    A descoberta em si não se traduz na utilização das mesmas para qualquer atividade que seja destrutiva. Vivemos sob base científica quando nos vestimos; quando assistimos a televisão; ao nascer; ligamos para nossos amigos; e agora refutamos a ideia de que a ciência não deva ser censurada?

    Tantos bônus, certamente nos trouxe alguns problemas, mas que colocados em uma balança, o positivo venceria sem muita dificuldade. Para exemplificar minha OPINIÃO, argumentando e tentando deixá-la mais clara, tomemos como o exemplo supracitado desde nossos estudos no Ensino Fundamental sobre o tema Energia Nuclear. Há aqueles que argumentam que mesmo sabendo das consequências os cientistas do Projeto Manhattan seguiram com suas pesquisas a fim de obter a bomba atômica. Acontece que toda a descoberta já estava feita e a diferença básica nesta questão era que lado da trincheira utilizaria primeiro a força da fissão nuclear. A descoberta é feita de maneira randômica e invariavelmente o que faremos com ela depende simplesmente de nossos anseios. Portanto penso que qualquer avanço na ciência deva ser feito sem o mínimo de censura ou culpa.

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  16. Não vejo como a obtenção de conhecimento possa ser, em qualquer hipótese, indesejável. Quanto mais conhecimento a nosso dispor, maiores são as possibilidades de promovermos melhorias às condições materiais, sociais, psicológicas, e, por que não dizer, morais da humanidade, entre outras É claro que muitas vezes novos conhecimentos podem levar ao desenvolvimento de aplicações que tragam consequência negativas à humanidade. Contudo, isso é algo que diz respeito tão somente ao uso do conhecimento e não à sua descoberta. A obtenção de conhecimento é sempre positiva e moral, contanto que seja feita sem recurso a métodos imorais. Limitar a pesquisa científica com base em possíveis implicações negativas da aplicação de suas possíveis descobertas é que, a meu ver, seria imoral, uma vez que também eliminaria a possibilidade de obtermos qualquer coisa de positivo desse conhecimento. Mas claro, quando se trata de colocar o conhecimento obtido em prática, se faz necessário que isso seja feito dentro das determinações éticas da sociedade.

    Acho importante destacar o seguinte trecho do texto do professor Peluso:

    “preciso acreditar que no ser humano, em última instância, além do desejo de conhecer, existe a vontade de ser justo, ou seja, de ter condutas que satisfaçam os critérios de moralidade, ainda que seja particularmente difícil a sua identificação. “

    Se de fato isso é verdade, então seria seguro esperarmos que a maior parte das descobertas científicas sejam utilizadas para o bem da humanidade. E de fato eu creio que seja isso o que aconteça. Basta ver ao grau de desenvolvimento e bem-estar que as sociedades atingiram hoje em razão do desenvolvimento científico, apesar de alguns eventuais “tropeços”. O balanço, como destacou o colega acima, é claramente positivo.

    Em suma: não vejo como qualquer descoberta científica possa ser imoral em razão de suas consequências. Sua aplicação sim pode ser moral ou imoral. A pesquisa só seria imoral caso se valesse de métodos imorais, não por seus resultados, que muitas vezes nem podem ser adequadamente previstos até que ela esteja concluída.

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  17. Toda atitude é passiva de julgamento ético e moral [POR MAIS QUE NÃO SAIBAMOS FAZE-LO] logo a ciência deve sim passar pelo julgamento ético, o que não quer dizer que ela deva ser reprimida ou penalizada por isso. Os resultados de uma determinada descoberta também deve ser passível de julgamento moral, mas novamente não consigo imaginar até aonde pode existir penalização sobre isso.
    Passamos por períodos históricos onde vemos uma proximidade da racionalidade e logo em seguida vemos uma aproximação do divino, e isso está ficando cada vez mais intensificado, seja pelo movimento de rotação da Terra, pelo formato da mesma, pela clonagem humana, pela clonagem animal,células tronco...
    o que podemos afirmar com certeza com um olhar no passado é que todo o processo de tentativa de "sufocamento" do conhecimento apenas prejudicou a humanidade e hoje é um ato mal visto.
    Mas sinto que após ler Witgstein [ é assim que escreve certo?]
    sinto que como se essa fosse uma discussão posterior. Me torna difícil ler meus comentários assim como realizar novos ainda mais de tamanha proporção, noque diz respeito ao desenvolvimento científico intelectual, que nós não teremos uma clareza da bases desse julgamento, tornando-o um grande bla bla bla. Porém nosso esforço há de valer, assim como há de valer o esforço dos cientistas nas suas descobertas, a idealização de um valor moral para elas também deve existir mas, repito, jamais impedir o desenvolvimento do conhecimento.

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  18. É evidente que a ciência deve caminhar na procura por conhecimento tendo como principal ordem a ética, nenhuma pesquisa por mais importante que seja deve se sobressair a ética mesmo sendo ela uma importante pesquisa científica como no caso debatido em aula do caso dos índios ianomâmi. A falta de ética mesmo quando mínima pode servir de exemplos para outras pesquisas e influenciar um grupo a cometer tais atos em nome da importância da ciência, quando o ser humano não consegue cumprir os deveres básicos como a erradicação da fome. A ciência deve cumprir com a sua função que é provir conhecimento sem afetar ou utilizar o ser humano como meio.

    Ricardo Seiti Kinoshita (rkinoshitaufabc@gmail.com)

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  19. Verifiquei que os links dos dois videos também estão corrompidos.

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  20. RA: 21055812

    Embora descontinuamente, as ciências e as técnicas sempre acompanharam intrinsecamente as civilizações. Contudo, a imagem de ciência da qual nos somos herdeiros atualmente foi determinada, em grade parte, pela tradição cartesiana e positivista. Isto é, um conjunto de proposições estabelecidas através de um método rigoroso e imparcial capaz de deduzir e inferir explicações sobre a realidade cujos resultados são tomados, muitas vezes, como uma verdade absoluta e acabada. Essa imagem engessada e a distância que a ciência parece estar da nossas vidas cotidianas frequentemente nos leva a ignorar a relação entre sociedade e ciência e, portanto, conseguir analisar criticamente o seu papel no contexto histórico no qual ela está inserida. Os métodos imparciais das ciências naturais e a pretensa preocupação somente com o conhecimento nos faz imaginar erroneamente que a atividade científica é uma atividade neutra em relação à sociedade e que sempre traz o progresso. Mas, se compreendido o peso da ciência na civilização atual, seremos capazes de perceber a problemática para onde essa visão distorcida nos leva. Basta uma breve observação da história do século 20 para perceber que a ciência e a técnica foi um dos principais determinantes desse percurso histórico sendo utilizada constantemente como o fator principal nas disputas políticas entre nações. Além disso, em muitos desses eventos históricos a ciência e a técnica não só não levaram ao progresso, como também causaram infortúnios. A partir disso, fica evidente e desmitificada a imagem intensificada no século 19 de uma ciência neutra que leva ao progresso. E mais que isso, nos mostra a importância de se pensar no seu atual papel em relação a sociedade, sendo indispensável pensar sobre a Ética na ciência ou, em outras palavras, pensar sobre as melhores condutas no seu desenvolvimento técnico e científico, e suas aplicações.

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  21. Ciência e Tecnologia não são neutras, primeiro porque os cientistas e tecnólogos enquanto indivíduos tem seus preceitos, que estão relacionados com uma cultura, uma crença, uma visão política, etc, e seu material será produzido de acordo com esses preceitos. Mas não serem neutras não significa que não são ou que não precisem ser éticas. Ciência e Tecnologia não são um fim em si mesmas, elas estão (e precisam estar) relacionadas com o ser humano, com a sociedade; elas geram conseqüências, dessa forma têm capacidade de fazer bem ou mal. E é por isso que estão e precisam estar relacionadas à ética.

    Como dito no texto, Ciência e Tecnologia não são um bem em si mesmas. E ainda que se possa falar em um progresso relacionado a elas, não significa que seja um progresso bom – é preciso lembrar que coisas ruins também progridem. Os limites éticos existem exatamente para impedir um progresso ruim, que faça mal aos seres humanos, que coloque o bem em risco.

    Todavia, ainda que haja limites éticos, parece que a Ciência e a Tecnologia tem uma autonomia que as permite muitas vezes ignorar a ética. Quando, por exemplo, se faz estudos para melhorar armamentos ou para criar/inventar armamentos ainda mais eficientes, isso está baseado em um argumento de maior segurança. Mas essa ‘maior segurança’ não vai, de alguma maneira, significar atingir/destruir o outro com maior eficiência? Senão, porque se investiria em melhorar armamentos? Não parece que isso seja ético - afinal, quando se pensa em fazer uma pesquisa para criar ou melhorar armamentos, se sabe que aquilo terá uma aplicação ruim -, no entanto, é permitido e incentivado.
    Grande parte de nós é contra a bomba atômica (ou, ao menos, é o que parece), mas o que justifica não condenarmos as pesquisas de criação tecnológica de armamentos cada vez mais eficientes? Será que pensamos em níveis de ética? Ou seja, que a bomba atômica é bem menos ética que uma potente arma de fogo – porque os estragos da primeira parecem muito maiores que os da segunda - e por isso a ultima é mais aceitável? Não me parece haver uma justificativa suficientemente moral para a produção de armas.


    Quando se diz que “É preciso acreditar que no ser humano, em última instância, além do desejo de conhecer, existe a vontade de ser justo”, isso parece ter relação com a crença de uma natureza intrinsecamente boa do ser humano, ou que os indivíduos submetem sua natureza a uma moralidade universal.
    Creio que não podemos depender de uma crença no senso de justiça e numa natureza essencialmente boa do ser humano. Quando falamos em materiais que pertencerão à humanidade de forma geral, ou seja, materiais (sejam teóricos ou não) dos quais não se poderá ter pleno controle, é preciso desconfiar do senso de justiça e da bondade dos indivíduos, porque é preciso considerar que esses materiais poderão ser convertidos em outros usos que não os para os quais foi feito. Nem toda Ciência e/ou Tecnologia que se torna prejudicial é criada para ser prejudicial, mas, na medida em que for possível, é preciso calcular os riscos. Se houver grandes possibilidades de utilização prejudicial, ainda que haja grandes possibilidades de utilização benéfica, talvez seja mais sensato, mais ético, não criar/investir.

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  22. A ciência e a tecnologia, assim como os vícios e as virtudes, possuem qualidades e defeitos. Por exemplo, um remédio para quem está enfermo, se for ministrado na dose correta será de grande auxílio, se não for, poderá agravar a doença. Isso também pode acontecer com os vícios, por exemplo, o gosto por bebidas e/ou jogos, de maneira moderada pode ser um grande instrumento de diversão, mas em excesso também é prejudicial.

    O que quero dizer não é que o excesso faz mal, mas que qualquer atividade possui pontos bons e ruins. Isso também acontece com a ciência, pois, ao mesmo que uma nova tecnologia pode ser usada para unir as pessoas, curar enfermidades, facilitar ações cotidianas, entre outras utilidades, ela também pode desenvolver armas de diversos tipos, que serão usadas contra os próprios seres humanos, ou alterar toda a característica natural de ambiente, e assim, causar a destruição de tudo que estava envolvido com ele.

    Por isso, concordo com o texto quando diz que a ciência não representa o bem em si mesmo, pois, o bem em si mesmo não seria capaz de causar malefícios. Também conforme o texto de Rousseau utilizado no tema anterior, a ciência foi desenvolvida para saciar os vícios dos humanos, fato esse que a afasta ainda mais de um bem último. Entretanto, a ciência realmente não é bem em si mesmo, mas não é o mal em si mesmo. Assim sendo, o que deve ser feito é uma busca por maneiras de conseguir mais benefícios do que malefícios através dela, e também incentivar e acreditar que as demais pessoas farão o mesmo.

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  23. Acerca do tema ciência e tecnologia, vejo um embate que provocará ainda mais discordâncias pela frente, pois elas(personifcação dos agentes que delas se aproveitam) ambicionam um mundo a partir do desenvolvimento da sociedade presente para uma mais avançada. Ambos os profissionais que se dedicam a esse desenvolvimento, tanto cientítifico quanto tecnológico(que se complementam), utilizam a inovação como forma de justificar toda a investigação científica e as invenções tecnológicas. Porém, por experiências passadas, podemos ver que seus fins, não foram tão nobres como achavam(ou deveriam achar) aqueles que se dedicaram a inventar tal inovação. Cito os exemplos mais conhecidos, como o caso da arma de fogo e também da bomba nuclear, que revolucionaram as grandes guerras, tornando-as muito mais sanguinárias e produzindo resultados catastróficos. Portanto, a partir dessas experiências que verifico a necessidade de um controle altamente crítico que julgue as moralidades no âmbito das pesquisas e desenvolvimento, de forma a não causar resultados que não sejam orientados para o bem da população que sofrerá com determinada transformação provocada pela comunidade científica ou tecnológica. Instaurar um órgão fiscalizador que delimite o progresso científico, como um modo de educar os atores a conduzir seus experimentos orientados para provocar o bem da humanidade. Contudo, esse bem é passível de haver consequências, estas que ficaram ocultas ou foram negligenciadas pelos profissionais ou pelas instituições que aprovaramque desenvolveram ou pelas instituições que aprovaram sem atentar para reação que iria desencadear com ato. Finalmente, o processo de aprovação ou encaminhamento de pesquisas deve passar além de juízes que avaliem todo o processo de descoberta, mas também a exposição à toda a população como julgamento final da utilização ou não de tal teoria ou invenção. Esta que será a maior parte afetada pela conduta que o pesquisador tomou ao tentar inovar por meio de suas inclinações, como forma de promover o desenvolvimento da sociedade atual. Com esse ponto de vista, busco não limitar o progresso científico e tecnológico, visto que essa tem proporcionado muitos bens (até mais do que males), mas sim de valorizar e melhorar provendo a melhor assistência a vida humana.

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  24. Esse texto do Professor Peluso vai de encontro com as discussões a respeito dos transgênicos, onde o pensamento linear de que desenvolvimento cientifico e tecnológico não necessariamente tem levado ao desenvolvimento econômico e social não atingem todos os membros da sociedade.

    Lendo o texto, fiquei um tempo avaliando as atuais tecnologias que eu possuo de acesso a internet, por exemplo, meu notebook e celular. Não possuo os mais caros e mais inovadores para tal. No entanto, ainda tenho acesso aos mesmos, e pela atual condição econômica do nosso país ambos chegaram a mim.

    Porém, com certeza, no interior do nosso próprio país ainda temos pessoas que nem sequer possuem energia elétrica, quem dirá computadores, internet e smartfones.

    Concordo com todas as quatro premissas do autor, de que a Ciência e a Tecnologia não são moralmente neutras, e que por vezes o progresso cientifico não é regra para o bem estar do ser humano. Podemos ver vários exemplos ao longo da história, como o desenvolvimento de bombas atômicas e o uso delas em guerras, de aviões de guerra, de gases tóxicos e condutas não esperadas para tais desenvolvimentos científicos no passado.

    Lembrando do texto de Rousseau, principalmente quando falamos de tecnologia da informática, parece que temos priorizado o desenvolvimento tecnológico para que possamos "enriquecer a qualquer preço", esquecendo de que há implicações na qualidade de vida do ser humano.

    Nessa discussão percebo que temos esquecido de viver de forma simples, e que temos ostentado cada dia mais tecnologias, e parece que isso nos faz desenvolvidos. Nos esquecemos de que isso nos auxilia, mas não é tudo, e que isso talvez como bem abordou Rousseau, em 1749, tem nos tornado menos críticos e portanto, nossas condutas não tem demonstrado a verdade, os deveres, a magnanimidade, equidade, temperança, humanidade e a coragem.

    Nossa educação não é dada pensando nas implicações éticas daquilo que utilizamos e de suas origens e aplicações práticas em nossa mudança de vida, e se isso somente tem reforçado nosso egoísmo.

    Creio que tem sido fundamental na minha vida acadêmica e até mesmo pessoal, o estudo da Ética. Não somente sob a perspectiva daquilo que acredito ser bom e mal. Mas sobre uma perspectiva de os seres humanos em épocas diferentes, em contextos tecnológicos diferentes tem pensado a respeito de suas condutas.

    Para mim, que inevitavelmente penso nas desigualdades regionais, tanto dentro do nosso país, como no mundo, penso que é perceptível analisar ao longo da história e ainda atualmente, exemplos de que desenvolvimento tecnológico e inovações muitas vezes são construídos através de exploração humana em outros lugares do mundo, com salários baixos, ou com extração de matérias-primas a baixo custo, e detenção de tecnologia e não compartilhamento das mesmas para que todos pudessem utiliza-la.

    No fim, quando analisamos o desenvolvimento cientifico e tecnológico, parece que vivemos um grande conflito: queremos mais conforto sempre, mais lucro e mais benefícios. Queremos mais. Sempre mais.

    No entanto, não sabemos ao certo se queremos compartilhá-los. Afinal, parece inviável, o desenvolvimento de todos. E, dessa forma, vamos reafirmando as desigualdades econômicas, sociais e de acesso as inovações. Parece, assim, que é muito tênue e emblemática a análise do "bem" que a ciência ao longo da história tem gerado.

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  25. A ciência não pode ser regida por profissionais de modo livre, isso porque seus atos tem consequências sobre os demais seres humanos. O uso dos saberes científicos não pode ser feita de modo irresponsável e para tanto estes devem seguir um mínimo de senso crítico.
    Então qual devem ser as regras para um bom uso da ciência? Não há ainda um manual que delimita com precisão este tipo de regra, mas existe um consenso sobre alguns mecanismos que podem ser seguidos. Entre eles, estão estes quatro:
    O primeiro é quebrar o senso comum de que a ciência é neutra, pois isso não é possível, já que é feita por humanos, que sempre terão uma visão parcial do mundo, e ainda pior se considerarmos os financiamentos empresariais e governamentais cheios de influências políticas próprias.
    O segundo é entender que a perfeição não é algo previsível, não é viável imaginar que alcançaremos o perfeito por conta da evolução natural, já que esta só ocorre em circunstâncias específicas.
    O terceiro é o problema da imprevisibilidade dos novos conhecimentos, teorias, máquinas ou tratamentos desenvolvidos; sendo impossível prever com exatidão quais serão as consequências, é aconselhável se manter a dúvida quanto ao seu uso.
    E finalmente o quarto é que a ciência não pode ficar apenas nas mãos dos cientistas, já que os limites éticos de sua aplicação estão fora de suas competências, e devem ser avaliados e examinados por todos os seres humanos.

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  26. Ao falarmos sobre este tema, é importante termos o pressuposto de que não existe neutralidade. Não existe neutralidade pelas suas próprias visões e formas de interação com o mundo.

    Hobsbawm em seu livro "Era dos Extremos", desenvolve um capítulo que se chama "era dos feiticeiros e aprendizes de feiticeiros", onde para ele a ciência se desenvolveu fechada em seus laboratórios e distante da população. O que para ele é interessante, pois ao mesmo tempo em que a população passa a não entender absolutamente nada sobre como as coisas são desenvolvidas, elas lidam diariamente com aplicações práticas da ciência, como o celular.

    Acho que esta linha de pensamento é a chave para entender que este distanciamento da sociedade com a ciência nos leva a uma falta de entendimento da verdadeira razão daquele conhecimento ter se desenvolvido.

    Neste sentido, Winner escreve um texto que se chama "Os artefatos tem política?", onde ele argumenta que nas expressões do conhecimento, ou seja, nas coisas que são produzidas a partir da ciência, que é a tecnologia, os pressupostos de mundo do produtor estão ali inseridos.

    A indagação do porque isto foi pensado, no meu ponto de vista, é o caminho que devemos seguir para tentar lidar com o problema moral que determinada questão irá gerar. Só assim, ao meu ver, poderemos perceber o verdadeiro fim daquilo que foi inventado.

    E o modo como avançamos em determinar se algo é benéfico ou não é na inserção. É na reaproximação da humanidade com a ciência. Que não passemos a usar a tecnologia apenas como um instrumento que melhora a vida, mas como um instrumento que a todo momento nos faça perceber a forma como estamos interagindo com o nosso mundo.

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  27. Após a leitura do texto e das demais considerações apresentadas no livro “Ética Para Principiantes”, está evidente para mim a necessidade de se impor (ou de reconhecer) limites morais para a investigação científica e a invenção tecnológica. Isso porque o avanço da Ciência e da Tecnologia não é em si mesmo, e necessariamente, um bem (lembrar das críticas de Rousseau à Ciência fundamentadas em exemplos históricos em seu “Discurso sobre as Ciências e as Artes”), fazendo emergir, portanto, questões de natureza Ética.

    Em minha opinião, essa existência de limites morais ao desenvolvimento científico não deve ser vista com maus olhos, como uma barreira ao avanço / ao progresso da sociedade. Acho que esses limites trazem boas consequências e direcionam o progresso científico, no sentido de constituir parâmetros para que a Ciência e a Tecnologia caminhem na mesma direção do que é moralmente justificável.

    A tese defendida no Capítulo 10 de “Ética Para Principiantes” afirma que para que o progresso da Ciência e da tecnologia possa ser “um ‘bem’, do ponto de vista Ético, [...] depende da interveniência de algumas variáveis...”. Essas variáveis seriam, em síntese, a avaliação (por cientistas e não cientistas) das aplicações da Ciência e da Tecnologia, e a garantia de que as suas consequências estarão acessíveis a todos os membros da sociedade. Cabe à racionalidade humana garantir essas condições. O que devemos esperar é que a racionalidade não seja expressa apenas na Ciência, mas também na Ética que a orienta.

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  28. O homem busca sempre aquilo que lhe é mais aprazível. É lógico buscar aquilo que lhe traz prazer e satisfação. E para se satisfazer e aproveitar melhor do que existe no mundo, o que em outras palavras significa ter uma vida mais tranquila ou fácil, o homem desenvolveu a ciência e a tecnologia. A compreensão dos fenômenos físicos da Terra, das interações químicas e dos melhores meios de se agir sobre determinados elementos. A compreensão e o desenvolvimento de técnicas para se construir melhores casas, pontes mais resistentes e instrumentos mais úteis para a vida humana. Estas são algumas das finalidades que podem ser atribuídas à Ciência e Tecnologia (C&T). Todas elas possuem a finalidade de trazer conforto e o bem, de alguma maneira, para a vida humana.

    O ser humano aspira sempre esse melhor, esse algo que parece mais correto e mais útil. Tanto no que se refere aos objetos e fenômenos do mundo, como no que se refere a um caráter moral. E esse moral, independentemente da teoria que se assuma para ele, tem sempre como finalidade o bem estar humano.

    O bem estar e a felicidade parecem ser, então, uma meta comum aos homens. E é difícil conceber um homem que negue essa afirmativa. As principais discussões deste tópico giram em torno do que é esse bem e do que é a felicidade. E apesar de algumas distinções, todos parecem concordar no que consiste essa felicidade. O que nos leva a um conjunto de teorias sobre quais são os melhores meios, ou ações, para se alcançar os objetivos de bem estar e felicidade.

    Quando se parte dessa reflexão, vê-se uma semelhança entre os objetivos da Ética e da Ciência e Tecnologia, pois ambos, de algum modo, buscam desvendar e esclarecer as pessoas quanto aos meios de se alcançar aquilo que é melhor. No entanto, dentro da busca pelo que é bom, há a necessidade de se evitar eventuais malefícios. E nesta perspectiva, identificar as ações que são costumeiramente ruins para os homens. Se C&T pretendem alcançar e melhorar a vida das pessoas e o modo como elas entendem o mundo, desenvolvê-las por uma perspectiva ética se torna algo mais do que necessário, e daí a necessidade, também, de uma crítica sobre o que se produz dentro delas e quais as consequências destas descobertas e invenções para a sociedade.

    No limite, diz-se aqui de uma atitude crítica com o modo pelo qual se fazem C&T junto a finalidade que se dá às mesmas. Inventar qualquer objeto que não seja benéfico ou explorar qualquer coisa que não traga benefícios pode ser julgado como uma atitude imoral. Neste ponto se torna evidente a importância da não desvinculação da Ética da Ciência e Tecnologia. Ambas têm um objetivo em comum, mas a Ética, enquanto investigadora das atitudes e dos meios pelos quais se define o bem humano, tem uma primazia perante as outras, e deve ser sua guia. Mas não só a guia delas, como a guia da ação de todos os humanos. Sejam eles cientistas ou não, tecnólogos ou não, filósofos ou não. Seja quem for, a regra de conduta das pessoas, ou a finalidade de todos, deveria se pautar pela busca do bem estar e felicidade.

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  29. Entendo como algo que se perde, e se torna difícil criar uma argumentação consistente ao tentar identificar os limites éticos para ciência e tecnologia, o descobrir e inventar.Pois veja bem, se analisamos nossas ações como sendo éticas ou não, baseado em padrões morais estabelecidos, é como se tentássemos justificar algo pelo próprio meio, uma metalinguagem, assim como o problema da indução, que se utiliza da indução para justificar a indução e isso se torna um problema que não permite uma explicação que valide de fato o método indutivo.

    O ética é pautada segundo o autor, em regras morais justificáveis que são capazes de traduzir a noção de bem, enquanto a ciência busca a verdade baseada em regras que
    se enquadram em um campo de conhecimentos racionais, e por sua vez tecnologia tem como objetivo encontrar procedimentos eficientes justificados pelo conhecimento científico. Um processo interligado, mas que pode entrar em paradoxo quando bem, verdadeiro e eficaz não coincidem.

    Existem algumas situações que levam os termos a não coincidir tirando sua neutralidade moral, como por exemplo a própria visão de mundo que tem um cientista, os preceitos e valores que carregam, ou então quando são orientados por institutos maiores financiadores para qual área se direcionar, devendo à eles, satisfações.

    "O progresso científico e tecnológico não é um bem em si mesmo para a humanidade" esta frase presente no texto, rompe com a ideia de senso comum que muito se têm acerca do que é científico, as inovações não necessariamente seguem padrão gradual crescente de benefícios considerados morais, assim como sua aplicabilidade também não é garantida, podendo acarretar em perda de liberdade como cita o autor, e então é de imensa validade que exista um olhar crítico capaz de distinguir a moralidade das inovações. A perda de liberdade citada, pode ser claramente vista nas inovações tecnológicas acerca da internet, das novas redes sociais, que formam de modo contínuo novos padrões de interpretação dos valores. A dinâmica que altera o moral sempre vai se adaptando, um exemplo é como no passado não existia sequer a internet, e como hoje muitos sofrem de cyberbullying. Cyberbullying é a violência virtual percebida na propagação de mensagens e imagens depreciativas - assim como define a revista escola Abril -, a visão ética que se deparou com um tipo de comportamento novo propiciado pelas inovações, teve de se adaptar para compreender e então analisar a situação sob seus princípios morais.

    Mas de fato há um limite para o descobrir e inventar? o autor propõe:
    "Há limites morais para a investigação científica e a invenção tecnológica."
    De fato, os cientistas são subordinados a uma dependência de órgão maiores, as pesquisas dependem de financiamento para que ocorram. O que me coloca em estado de atenção é como pode ser falsamente justificada a ética a qual se apegam alguns para que pesquisas possam ser promovidas, o que pode garantir resultados não necessariamente considerados bons para a maioria.Desse modo, entendo como a ciência e os avanços não assumem posição de fazer sempre bem, mas também não sempre algo mal, por isso o olhar crítico e ético sempre deve acontecer, de modo a tentar, já que existem tantas formas de inovação, sempre promover o melhor para a maioria.

    Raquel Ribeiro Rios

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  30. Existem limites éticos entre a ciência e a tecnologia(descobrir e inventar, respectivamente)?
    É possível a partir da análise de vários casos, demonstrar que embora de modo geral a ciência busque a verdade e tenha o propósito inicial de levar o bem aos seres humanos, muitas foram as descobertas que apresentaram um rumo contrário a isso.

    Podemos falar da bomba atômica, um exemplo clássico de como a ciência e a tecnologia são usadas para fins diferentes daqueles que inicialmente apresentavam. Dizimar cidades, matar pessoas e impor medo, é pra isso que as descobertas servem? Entendo a ciência como tendo um caráter moral, mas seu uso inapropriado, visando prejudicar ou privilegiar apenas minorias, faz com que ela se torne anti-ética.

    O exemplo dos transgênicos, que apareceu em outro tema dessa disciplina, também pode exemplificar corretamente o uso equivocado do conhecimento tecnológico. Para defender o consumo desses alimentos, grandes empresas produtoras pagam cientistas, que deveriam apresentar uma visão moralmente neutra, para que estes possam comprovar os aspectos positivos desse produto, sem abordar os aspectos negativos a longo prazo ou outras alternativas viáveis que não prejudicariam nem a saúde ou pequenos produtores. A omissão de informações é, no meu ponto de vista, imoral. É preciso que todos tenham a mesma quantidade de informação para assim poderem formar seus próprios juízos sobre um tema.

    Não basta apenas produzir conhecimento científico e aplicá-lo tecnologicamente. É necessário ter em vista fatores que dão uma direção correta a essas descobertas. Precisa-se pensar nas consequências destas e se são moralmente justificáveis, é preciso que sejam acessíveis para todo população e que sejam analisadas não apenas por cientistas, mas por não-cientistas, permitindo que seja mantida uma imparcialidade e que saibam os bens e os males que algo pode trazer. Nem toda invenção é positiva, é essencial saber diferenciá-las para que a sociedade rume para caminhos mais prósperos do que para sua degradação.

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  31. A ciência e a tecnologia se encontram, desde o século passado, entrecruzadas e complementares.

    Ao pensarmos todo o avanço propiciado por elas, acabamos muitas vezes chegando não somente a ocasionalidades benéficas a humanidade, e também a males tremendos. Isso abre a brecha para o discurso e reflexão éticos.

    Ao meu ver, o modo que a carga científica ou o artefato tecnológico é inserido na sociedade - nesses patamares - que define sua carga moral. Portanto, se formos condescendentes e humanos, podemos realizar essa aproximação com a C&T.

    A questão seria então não usar a C&T como forma de dominação, ou de facilitação da vida, e sim num tom mais harmonioso, de caráter mais próspero e preocupado com o mundo a nosso entorno - sejam o mundo natural ou outras sociedades. Só assim poderemos realmente torná-las benéficas.

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  32. As investigações científicas em conjunto com suas descobertas, trazem questões, atualmente muito discutidas através dos temas de Filosofia da Ciência, sobre os impasses que esta, à medida de seu desenvolvimento, se enquadra nos parâmetros e limites éticos. As consequências sobre suas aplicações práticas devem ser levadas em conta juntamente com uma visão ilustrada, que seria o reconhecimento dos limites da Ciência para com a racionalidade do ser humano e, portanto, seguida de uma justificação para o seu fim uma vez que o propósito é se não a obtenção do “bem” ao homem.

    Para isso quatro teses se fundamentais direcionam a condição entre os limites éticos da ciência e da tecnologia, sendo a primeira o conhecimento de que tanto a Ciência quanto a Tecnologia, não são moralmente neutras, uma vez que há empreendimentos envolvidos subsidiando determinada pesquisa para determinados fins lucrativos. Segunda, é que não há uma afirmação de que os resultados serão positivos partidos da pesquisa cientifica e tecnológica, a mesma pode, por exemplo, afetar parte de um grupo de pessoas que viviam com a ideia da configuração “deixada” para trás, o progresso só é efetivo e caminha adiante se este se aproxima da “verdade”. Ciente que essa mesma “verdade” encontrada pela Ciência pode ser moldada para os procedimentos da Tecnologia, chegamos à terceira tese de que sua aplicação também pode não ser um bem para a humanidade através de suas inovações.

    Exemplifico essa questão com as experimentações em cobaias humanas. Mais do que experimentos delicados, a pesquisas de experimentação em seres humanos reúne uma série de medidas e cautelas para o bom aproveitamento da investigação sem, contudo interferir no bem estar do sujeito. Evidentemente não foi e não é o que sempre acontece. A história revela os mais variados processos científicos com a utilização de grupos vulneráveis para a obtenção de dados, sem ao menos o receio de seguir questões éticas e/ou morais. Um período marcante desses acontecimentos foram as contundentes guerras que marcaram a ascensão do regime nazista alemão. Com tal realidade, foi necessária a criação de órgãos e códigos capazes de dar fim a tais procedimentos, como por exemplo, o Código de Nurembergue.

    A quarta tese mostra como apenas com o senso crítico o ser humano pode conciliar seu estudo com suas possíveis consequências, parte do investimento é de natureza pública, logo seu todas as informações devem ser distribuídas para a sociedade, articulando consigo suas justificativas morais. Expressamente, a adaptação ao conhecimento é fortalecida pelo apelo da Ciência e da Tecnologia em busca de progresso para o próprio ser humano.

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  33. O ser humano é visto como um ser cognitivo, que conhece e atua no mundo. A capacidade da racionalidade humana se constitui numa condição de possibilidade para a Ciência. Visto que, dentro dos limites da racionalidade é que o homem mostra sua capacidade de fazer representações cognitivas e de produzir conhecimento científico, ele age dentro de parâmetros da ação esperados pela racionalidade humana – o que o caracteriza como um ser ético, que guia suas condutas conforme seus referenciais valorativos racionais.

    Esses mesmos referenciais determinam o agir do homem na produção da Ciência, tornando clara a relação de limitação entre Ética e Ciência. A partir disso, torna-se notável a existência de limites éticos no campo da Ciência e da Tecnologia, posto que surge um problema entre as mesmas devido ao embate existente entre a relação da Ciência com o saber que ela própria determina. Há um conflito que se levanta na questão da determinação dos limites do conhecimento científico, das invenções tecnológicas e de suas aplicações práticas: surgem as questões de natureza ética, que tratam dos limites morais.

    Com isso, um problema no campo do conhecimento científico surge quando nem sempre o bem, o verdadeiro e o eficaz coincidem. É a responsabilidade moral do cientista que tratará da solução deste problema levantado segundo suas condutas éticas – que devem ser moralmente justificáveis. Entendo como necessária a implantação de tais limites morais no campo do desenvolvimento científico na medida em que visa constituir um parâmetro que possibilite os campos da Ciência e da Tecnologia caminharem para o progresso científico da sociedade baseados por regras que sejam também moralmente justificáveis.

    Como apresentado no texto, uma das quatro teses fundamentais que surgem no embate da questão da responsabilidade moral dos cientistas diz que “O progresso científico e tecnológico não é um bem em si mesmo para a humanidade” (aqui, vale perceber a ligação ao pensamento de Rousseau abordado no tema anterior), de forma que as ações que visam o avanço tecnológico podem sim ser condenáveis. “O conhecimento humano pode ser um subproduto humano, cuja consequência pode ser a própria destruição da espécie”.

    A Ciência e a Tecnologia constituem conhecimentos em progresso contínuo, o que não significa dizer que sua criação, seu avanço e sua aplicação sejam necessariamente um bem para o homem e para a sociedade, até mesmo para ponto de vista ético, pois nem sempre resulta na felicidade humana. Para que possa ser visto como um ‘bem’ na concepção ética, de forma que a conduta seja racionalmente desejável, “depende da interveniência de algumas variáveis que estão diretamente relacionadas com o controle crítico dos resultados” que, de forma sucinta, se referem à necessidade de manter as aplicações científicas sob constante controle crítico; à necessidade de que tal avaliação seja feita por cientistas e não cientistas, visto que os critérios éticos de ambos se diversificam; e, por último, é preciso informar a todos os indivíduos da sociedade sobre as descobertas e suas consequências, de modo que possibilite a cada um “formar suas opiniões e construir seu juízo moral”. Cabe à capacidade da racionalidade humana buscar descobrir quais consequências da aplicação das descobertas são realmente desejáveis e, ainda, “criar mecanismos para que as consequências indesejáveis sejam evitadas.”.

    Andrezza Gonçalves

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  34. Todas as vezes que lemos uma noticia sobre uma nova invenção ou uma descoberta cientifica, fazemos julgamentos em busca de analisar se aquela determinada descoberta é moral ou não. Podemos pegar como exemplo a clonagem, que ao ser descoberta ocorreram diversas discussões sobre a moralidade dessa conduta.

    Como apresentado no texto do professor Peluso, existem quatro discussões principais sobre esse assunto: 1- a ciência e a tecnológica não são moralmente neutras, pois carregam consigo uma conjunto de avaliações morais. 2- o progresso cientifico e tecnológico não é um bem em si mesmo para a humanidade, já que pode colocar em risco o bem do ser humano.3- a aplicação das descobertas cientificas e inovações tecnológicas nem sem é um bem para a humanidade , pois podem colocar em risco a liberdade das pessoas.4- as descobertas cientificas e tecnológicas devem ser moralmente justificadas.

    Esses pontos levam a discussão central de se a ciência e a tecnológica têm limites éticos.

    Com base no item 2 e 3, é possível demonstrar que de modo geral a ciência tem como propósito levar o bem ao homem, entretanto algumas descobertas foram utilizadas de modo contrario e colocaram em risco a liberdade e o bem do ser humano.

    Podemos pegar como exemplo a descoberta da ficção do urânio, que levou ao desenvolvimento da bomba atômica nuclear, que na segunda guerra mundial devastou Hiroshima e Nagasaki, ou seja, a ciência e a tecnologia sendo usada como imposição de poder sob outros homens.

    Assim, é neste ponto que na minha visão, a ciência passa de um simples artefato de progresso, visando o bem da humanidade, para um artefato que visa privilegiar algumas minorias, o que a torna anti-ética.

    Portanto, acredito que a ciência e a tecnologia não deve ser usada como um modo de dominação, mas sim, com uma preocupação maior em relação a nossa sociedade, pois somente assim, conseguiremos utilizar a ciência e a tecnologia a nosso favor, ou seja, de modo a beneficiar a nos mesmos.

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  35. A ciência e a tecnologia estão presentes diariamente na vida da sociedade contemporânea, proporcionando uma série de benefícios e em todos segmentos, saúde, comunicação, transporte, entre outros.

    Entretanto esses benefícios são trazidos juntamente a possíveis consequências ruins, é o caso da invasão de privacidade, restrição as liberdades individuais, e muitos outros malefícios que podem ser advindos da ciência e da tecnologia.

    Entra em pauta a questão da ética na ciência e na tecnologia, até que ponto as invenções se justificam e trazem o bem aos cidadãos envolvidos? É uma questão que tende a ser discutida, colocar em uma balança os pontos positivos e negativos, não é ético, correto, moral a produção de meios que possam trazer malefícios para a sociedade. A ciência não pode se submeter a condições externas, a interesses alheios e dos próprios cientistas, o objetivo deve ser sempre o melhor pra humanidade. E todos os métodos que levam a esse bem para a sociedade devem ser investigados para que não haja uma corrupção, uma quebra de premissas.

    Por fim, fica explícito que apesar dos muitos benefícios que a tecnologia juntamente a ciência têm proporcionado, uma série de males também podem nos atingir. Por isso devemos avaliar como a ciência está sendo produzida, quais interesses e ideais envolvidos por trás e como essa tecnologia vai ser acessível para toda sociedade, problema esse até hoje sem solução. Acima da ciência e da tecnologia está o bom social, a ética.

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  36. Jonatas Silveira de Souza
    RA: 21040912

    "All men by nature desire to know " é assim que Aristóteles abre o seu livro Metafísica e ao que me parece se assemelha ao que é colocado no texto. Esta leitura conflui de alguma maneira muitos dos conceitos que viemos tratando nas ultimas discussões. O texto é escrito com maestria de maneira a apresentar novos temas para o debate e estudar a moralidade do fazer cientifico.

    O mesmo me traz alguns exemplos de como os avanços no campo da ciência, não resultam necessariamente em tecnologias mais acessíveis a todos e consegue fazer um diferenciamento muito interessante entre Tecnologia e Ciência. Ao estudar alguns conceitos em economia me deparei com um exemplo que pode servir de encaixe ao que é desenvolvido no texto. É o conceito dos 90/10, que representa o gasto das pesquisas feitas na área Farmacêutica, ou seja, 90% das pesquisas nessa área são dirigidas para apenas 10% da população mundial.
    Um caso foi o de uma aldeia Africana que foi molestada por uma peste. A água do rio desta comunidade encontrava-se contaminada, agindo de agente transmissor para a bactéria que causava uma doença. As técnicas de cura daquela localidade, que eram bem primitivas não conseguiam melhorar o estado de saúde das pessoas, além disso os políticos não tinham verba para comprar a medicação necessária para esta população. Até que um pesquisador europeu descobre que um remédio destinado a cães conseguiria sanar este problema na população. Este remédio, com um preço muito mais acessível do que as opções anteriores, conseguiu resolver o problema da população, necessitando ainda assim de investimento do governo e por parte de ONG's de ajuda humanitária. O que fica, é o exemplo de que por mais que a industria farmacêutica tenha evoluído e consiga de alguma maneira contribuir com a melhora da qualidade de vida da população é algo muito focado para apenas um grupo da população mundial.

    Além disso o ponto que toca no texto seria a nossa obrigação que nos recai ao entrarmos na universidade. Devemos edificar o nosso edifício do conhecimento de maneira a atingir a meta moral, que seria em sua última instância alcançar o bem. Devemos analisar as consequências das nossas ações ao produzirmos um trabalho no meio acadêmico. A moral deve andar conjuntamente ao fazer científico, ao separarmos ambas me parece que cairíamos em algo que poderá beneficiar poucos setores considerados hegemônicos e não contribuirá para o enriquecimento da alma humana.

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  37. O texto proposto apresenta a ciência como algo que decorre da ação humana e que, portanto, deve seguir e servir as regras da conduta humana, assim tendo como obrigação beneficiar a sociedade e passar pela sua análise.

    Para mim a necessidade de se colocar limites morais para a investigação científica e tecnológica é incontestável. Pois, o progresso da Ciência e Tecnologia não é, necessariamente, algo positivo para a sociedade, assim como se afirma no texto: “Não existem garantias teóricas que o resultado da pesquisa científica e da inovação tecnológica expressa sempre o progresso e, como tal, é um bem para a humanidade”. Por isso, surgem questões de natureza ética.

    Da mesma maneira que o progresso científico não é um bem em si mesmo para a humanidade, as aplicações dos seus resultados também não são. Isso porque a execução das novas teorias e descobertas tecnológicas pode criar situações indesejáveis para alguns indivíduos afetados por elas.

    A ciência e a tecnologia estão em um desenvolvimento contínuo, mas isso não quer dizer que sua criação, seu avanço e sua aplicação sejam um bem incontestável para toda a sociedade. Para que possa ser visto como um “bem” do ponto de vista ético, é necessário que se siga alguns passos: “...em primeiro lugar, é preciso avaliar as aplicações da Ciência e da Tecnologia. (...) Em segundo lugar, é necessário que essa avaliação seja feita por cientistas e não cientistas. (...) Finalmente, as consequências das descobertas científicas e das aplicações tecnológicas devem ser acessíveis a todos os membros da sociedade”.

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  38. Paula Endriukaitis1 de julho de 2013 15:36

    Na bibliografia sugerida são discutidas quatro teses e mais três objetivos quanto ao debate ético da Ciência e Tecnologia. O avanço tecnológico carrega consigo melhorias à vida humana, mas também eventos maléficos – como já exemplificados por J. J. Rousseau. No entanto, enxergo que majoritariamente a C&T tem finalidades que se direcionam ao bem comum, mas apesar da intenção, a bagagem histórica acaba por abrir espaço para discussões quanto a sua moralidade.

    É possível que a Ciência funcione como um bem, mas isso depende de uma equação que envolve avaliar a aplicabilidade da tecnologia visando principalmente, suas consequências no âmbito social e garantia de acessibilidade por parte de uma sociedade. De fato, a moralidade da C&T está na maneira como é manejada quando introduzida na vida dos seres humanos, e o que nos resta é esperar que sejam suprimidas as tendências egoístas da humanidade e busquemos a maximização do bem estar, como afirmavam os utilitaristas.

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  39. A sociedade em que vivemos passa por um momento informacional, visto que já passamos das fases industriais do capitalismo, onde a informação e o conhecimento constituem a base das formas de produção capitalista, das formas de convívio social e das formas de construção de conhecimento. Isso significa que após as Revoluções Industriais e agora na Era Informacional, a ciência e a tecnologia adquiriram um status de base da sociedade, visto que é a partir do avanço em teorias científicas e sua implementação em tecnologias que bens e meios são gerados para abastecer a sociedade.
    É de fato verdade que os avanços nos estudos científicos e tecnológicos enriqueceram a sociedade, fizeram-na melhorar sua produção, sua comunicação, sua medicina, seu transporte, etc,e também que não se pode mais desvencilhar a sociedade da ciência e da ciência aplicada, e com isso a sociedade tornou-se cientificista a medida em que valoriza sem questionamentos o 'progresso' científico, garantindo aos cientistas, pesquisadores e tecnólogos isenção de preocupações morais diante das implicações sociais, ambientais e morais de suas pesquisas desenvolvidas.
    O senso comum justifica que essa isenção moral concedida à Ciência e à Tecnologia vem do fato de que ao se desenvolver pesquisas os cientistas estão fazendo um trabalho técnico e específico, que de tão especializado não se pode conceber que a sua prática carregue algum juízo de valor ou que implicará em alguma discussão moral. Porém essa visão é ingênua e contaminada pela visão de que o progresso científico implica sempre em benefícios para a sociedade.
    Dois pontos aqui são importantes:
    1. É inevitável que os cientistas não empreguem seus juízos morais nas pesquisas que conduzem e também é inevitável que as agências de fomento à pesquisa ou patrocinadores não ditem as diretrizes das pesquisas desenvolvidas;
    2. O progresso, entendido como aprimoramento das teorias científicas e das tecnologias, não implica em benefícios e no bem, é apenas um passo a mais que não signifique que seja em direção do bem à sociedade;
    Diante disso, a Ciência e a Tecnologia são passiveis sim de discussão moral, seja na sua condução, seja nos seus pressupostos ou seja nos benefícios que irão acarretar. E os profissionais envolvidos na produção desse tipo de conhecimento devem pensar sim nas consequências do que suas pesquisas promovem, seja nas consequências comerciais, como nas ambientais, sociais e morais.

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  40. Ana Jacqueline O. R. Nunes - 210679121 de julho de 2013 16:10

    A Ciência e a Tecnologia são talvez os temas mais evidentes do último século, estando presente na vida dos homens de diversas formas. Porém, o grande problema para esta temática seria: onde estão seus limites? Diversos filósofos em diversos campos tem discutido este problema de diversas formas para tentar encontrar uma solução para isto.
    Para começar, devemos definir o que é ético: seria uma ação baseada em determinadas regras (que podem ser diferentes na visão de cada um) em que procura sempre o bem e/ou a verdade. Então, a ciência se tornaria ética se sempre buscasse o bem ou a verdade. Mas não é bem assim.
    O progresso da ciência tomou grandes proporções durante a Revolução Científica, quando um grupo já seleto de pessoas, a Royal Society, abriu um grande espaço para o desenvolvimento de questões empiristas e quebra de paradigmas durante a dissociação da produção de conhecimento ligada à Igreja. Desde então, diversos fatores impulsionaram a criação de novos aparatos que auxiliassem na resolução dos problemas da época. E é aqui que se delimita um dos problemas deste desenvolvimento: ele não é moralmente neutro. Muitas vezes, durante uma pesquisa ou uma “invenção” estão impressos interesses individuais ou com capacidade coercitiva, quando a ciência deveria ter um fim para todos e não em um só. Além disso, o progresso da ciência e da tecnologia geralmente é justificado na melhoria das teorias em busca da perfeição sob determinadas perspectivas, quando já está claro que esta perfeição só talvez será alcançada em termos metodológicos e não éticos, partindo da premissa que a perfeição será inalcançável, já que uma teoria sempre poderá sobrepor a outra.
    Outro problema apontado para esta temática é que principalmente a tecnologia tem se tornado um grande divisor social, já que o grande paradigma que a envolve é que sua realização e desenvolvimento tem se tornado cada vez mais fácil e o acesso a ela cada vez mais difícil, ou pelo menos para um grupo cada vez mais enxuto de pessoas. Desta forma, este fácil e acelerado progresso nem sempre é algo bom: o poderio bélico, por exemplo, é um dos maiores exemplos de como este avanço pode ser nocivo à sociedade.
    Para concluir, continuo pensando, mesmo após todos estes exemplos, se existirão limites para as C&T. É certo que se pensarmos na situação atual quando todos os dias há novidades neste campo e que ainda há muito por vir os limites ficam, a meu ver, cada vez mais distantes. Ainda mais se atrelarmos estes à limite da moralidade, ficam mais distantes devido há falta de neutralidade e o jogo de interesses inserido neste campo. É também certo que este desenvolvimento deveria estar atrelado tanto ao campo científico, quanto ao campo filosófico, humano e social, de modo que o progresso seja o mais ético e acessível quanto seja possível. Vejo que ainda há muito progresso, não só empírico, a ser feito.

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  41. Willian Habermann1 de julho de 2013 17:08

    Acredito que a produção científica tenha sim a necessidade de passar por um controle ético. A Ciência e a Tecnologia se tornaram de tal forma importante na nossa vida, que ter as habilidades necessárias para utilizá-las se tornou condição para o exercício da moderna cidadania. No entanto esse emprego da Ciência e da Tecnologia trazem males que nos amedrontam, pois, o progresso das C&T não é de forma geral algo positivo para a sociedade.
    Segundo o texto, existem quatro fatores que margeiam a discussão acerca das C&T, são eles: “1. A Ciência e a Tecnologia não são moralmente neutras, elas expressam um conjunto de avaliações morais que traduzem uma visão de como o mundo deveria ser. 2. O progresso científico e tecnológico não é um bem em si mesmo para a humanidade. 3. A aplicação dos resultados das descobertas científicas e inovações tecnológicas não é sempre um bem para a humanidade. 4. A descoberta científica e a invenção tecnológica devem ser moralmente justificadas, posto que as investigações e descobertas não podem ser dissociadas do estudo das consequências que elas podem produzir. “
    São destes quatro fatores que se afirma que existem sim limites morais para a investigação científica e a invenção tecnológica, sabendo-se disso, creio que deva haver a necessidade de que todos os profissionais envolvidos na produção desse conhecimento devam pensar nas consequências que isso acarretará para a sociedade. E para que isso seja visto como um “bem” é necessário que em primeiro lugar, haja a avaliação das aplicações das C&T, em segundo lugar, é necessário que essa avaliação seja feita tanto por cientistas quanto por não cientistas, e finalmente, as consequências das descobertas científicas e de tais aplicações devem ser acessíveis a toda a sociedade.

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  42. Desde sempre ciência, tecnologia e inovação confrontaram-se de frente com a ética, sempre há o questionamento se algo é moral ou não, se traz benefícios ou não, etc.
    No texto é dito que a racionalidade humana se constitui em uma condição de possibilidade da ciência, então o homem acaba por ser o responsável pela produção dela, o que nos leva a pensar se há neutralidade na ciência e tecnologia.
    O ser humano possui suas próprias crenças e ideias, ou seja, sua própria visão de mundo, e cabe a ele coloca-las de lado para a produção de um novo conhecimento. Porém estas estão incutidas em seu íntimo, o que torna difícil a tarefa de se tornar neutro, pois cada um tem seus princípios éticos de acordo com os quais vive, e muitas vezes o impedem de efetuar certas tarefas por conta disso. Entretanto possui-los não significa necessariamente promover o bem.
    Além de o homem possuir seus próprios interesses também existem agências e organismos que financiam pesquisas, que acaba por favorecer a produção de ciência, tecnologia e inovação, em contra partida esse financiamento nem sempre abrange qualquer assunto, geralmente seus interesses são específicos e têm objetivos certos, o que acabam por determinar o que o cientista irá pesquisar, e com qual objetivo eles terão de trabalhar. Variável essa de extrema importância, já que também acaba por anular a neutralidade da ciência, além de afetar diretamente o cientista.
    Com isso muitas vezes não se tem certeza de que algo novo seja bom para a humanidade, que traga benefícios. Muitas vezes baseamos nossas ideias de que se algo é novo, é uma inovação, obrigatoriamente é melhor e trará benefícios. A ideia de evolução está presente em nossa mente, e tendemos a aplica-la também para o mundo científico, como se sempre estivéssemos caminhando para a perfeição, o que não é verdade, muitas vezes pesquisas acabam por gerar tanto artefatos, como medicamentos ou até mesmo um novo conhecimento extremamente prejudicial a sociedade, e que muitas vezes suas consequências são inevitáveis e imediatas e todas as pessoas passam a ter de conviver com elas.
    Por isso que teorias científicas devem ser tanto analisadas em suas teorias como em suas práticas, ser avaliadas por cientistas e não cientistas (ou seja, leigos), estando estão acessíveis a qualquer pessoa pertencente da sociedade, como é citado no texto lido.

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  43. A filosofia da ciência vem procurando explicar como se deu o desenvolvimento desta através de séculos. Kuhn, Popper, Lakatos, todos tem diferentes visões de como isso de dá, porém acredito que todos possuem a noção de que a ciência é, de certa forma, superestimada pela sociedade, quase como se o avanço dela significasse o avanço da sociedade e que as tecnologias que se inserem sempre e somente trazem aspectos positivos.
    Porém, como investigado principalmente no tema acerca dos alimentos transgênicos, vemos que não é sempre assim, e que a ciência e tecnologia são moldadas por interesses humanos atrás delas, e com a crescente importância do capital dentro do mundo, muitas vezes estas ações que condicionam os caminhos da ciência e da tecnologia da sociedade esquecem princípios morais frente ao lucro.
    Quando digo isso não quero dizer que os princípios morais freiam o suposto avanço da ciência, uma vez que muitas vezes estes vão contra as ações de quem 'gira' esta roda, digo sim que muitas vezes a falta de reflexão destes acerca dos motivos e das consequências destas ações trazem consigo maus resultados, tais como, voltando ao exemplo dos alimentos transgênicos, problemas relacionados à saúde dos consumidores ou também a perda de mercado para pequenos agricultores.
    Casos como este deveriam dar maior clareza à importância do desenvolvimento da ciência e da tecnologia frente às realidades em que nos inserimos, assim como definimos ética como sendo a busca de alcançar a perfeição em nossas ações, a ciência deve se tornar mais ética, uma vez que, assim como em campos da filosofia, sociologia, entre outros, se fazem profundas análises referentes a diversas visões e posições sobre determinados fatos, a ciência e seus agentes também devem se valer deste fato para caminhar rumo à perfeição em suas conclusões e implicações, não moldada por vícios, e sim por virtudes, tais quais Rousseau gostaria.

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  44. Jessica Raissa Oliveira Laureano1 de julho de 2013 19:26

    Segundo o texto, ciência e tecnologia não são um bem em si mesmo e mesmo que o avanço delas seja inevitável, isso não quer dizer que esse avanço esteja vinculado ao bem. Então, a meu ver, a ética deve aparecer para limitar até onde esse progresso deve chegar, para que a ciência e a tecnologia não coloque a sociedade, como um todo, em risco.
    Acredito que a ciência e a tecnologia não devem ser feita pelos cientistas de modo livre, sem quaisquer questionamentos, pois novas teorias/aplicações/avanços implicam na sociedade como um todo. Não deve ser feita de modo irresponsável e visando o bem de apenas uma das partes. Tomo como exemplo as bombas atômicas lançadas em Hiroshima e Nagasaki, pois certamente, os cientistas sabiam das consequências de cria-las e joga-las naquelas locais e mesmo assim a fizeram, visando apenas a vitoria dos EUA, mesmo que isso acarretasse na morte de milhares de pessoas. Conduta que julgo moralmente inaceitável.
    Não existem regras gerais de como a ciência e a tecnologia devem ser conduzidas, porem acredito que existem maneiras menos danosas, entre elas: a) a ciência e suas descobertas não devem ficar apenas sob o conhecimento dos cientistas, já que estes têm interesses por trás dessas descobertas. Elas devem ser discutidas e avaliadas por todos os membros da sociedade. b) Novas teorias/descobertas/avanços não devem ser tratadas como perfeitas, uma vez que é impossível prever com exatidão quais são suas consequências.
    Mas vale lembrar que nada no mundo, nem mesmo a ciência e a tecnologia, são feitas apenas para o mal. Tudo é criado e pode ser usado de forma a oferecer benefícios ou malefícios.

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  45. A racionalidade humana permitiu a construção da Ciência por meio de representações do real (e por consequência, da tecnologia). No entanto, há diversas questões que precisam ser analisadas quando pensamos nos desdobramentos que o desenvolvimento científico e tecnológico pode causar.

    Como vimos durante todo o curso, a Ética pratica pode lidar com problemas morais, como aqueles que surgem a partir da Ciência e da Tecnologia.

    Não são todas as descobertas científicas que são benignas para a humanidade (e, neste ponto me alinho a Rousseau, mas ainda continuo dizendo que não concordo plenamente com sua teoria).

    Precisamos estabelecer limites morais para o desenvolvimento científico e tecnológico já que “o progresso científico e tecnológico não é um bem em si mesmo para a humanidade.”.

    A maquinaria construída para a formação de juízos éticos precisa entrar em cena para direcionar, sob as luzes da ética, o desenvolvimento científico e tecnológico. (E tal fato não pode ser visto como algo ruim para a ciência).

    Precisamos direcionar esforços para que o desenvolvimento científico e tecnológico não cause malefícios para a organização social. A racionalidade tem que ter papel duplo. Enquanto possibilita descobertas, analisa, a partir das ideais, as consequências de tais descobertas sob a óptica da ética.

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  46. Marcus Vinicius Innocenti Oscar
    Em alguns períodos da história como no século XX existiu um momento em que a humanidade achou que a ciência iria resolver todos os problemas do mundo acabando com a miséria e inanição. Na sociedade atual a Ciência cria novas formas de modelamento do mundo, alterando o ambiente e potencializando a capacidade criativa e produtiva humana.
    O século XXI é mercado pela desconfiança geral em relação à ciência devido aos horrores da guerra e a desconfiança que sua agenda não está intimamente ligada aos interesses e ao bem comum social, a partir da hecatombe de Hiroshima a ambiguidade do progresso cientifico-tecnológico passou do plano teórico para o existencial, ou seja, podemos perceber os impactos que a utilização do conhecimento pode causar.
    A ciência moderna ocidental é o resultado de um novo paradigma, é um conhecimento ativo cujo primeiro grande objetivo é transformar a natureza superando o saber contemplativo medieval voltando para o significado ultimo do universo e da vida. Este saber atual é antropocentrista como disse Francis Bacon (1973) “(...) Se alguém se dispõe a instaurar e estender o poder e domínio do gênero humano sobre o universo, sua ambição seria, sem duvida, mais sabia e mais nobre de todas”. Dominar a natureza significar entender e controlar seus fenômenos, é inerente ao ser humano a ação transformadora da natureza, e por consequência de si mesmo através do conhecimento. Este ponto de vista de vista otimista de Bacon parece ter perdido espaço na atualidade, hoje a percepção nos mostra que o raciocínio ainda é a juventude da humanidade, estabelecer a ética na ciência é impulsionar-se em um caminho de maturidade, a caminho da sabedoria.
    A ciência moderna constitui uma contradição interna no campo da ética, se por um lado o saber cientifico plenifica o ser humano no seu sentido mais pessoal, de outro, esse saber que instaura a pessoa vem acabando com as próprias condições do ser humano se realizar enquanto ele próprio.

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  47. A ciência, a tecnologia e a sociedade sempre estarão lado a lado, por mais que começamos a discutir um desses assuntos, adentraremos ao outro, sem ao menos perceber; afinal eles estão extremamente correlacionados. E quanto ao meio que nós alunos da UFABC estamos inseridos, esse é um assunto recorrente e importante, que nos tem mostrado que existem vários lados e agora estamos a analisar o lado ético, moral e político.
    Com referência ao texto, ele destaca algumas posições que os cientistas devem tomar, dando inclusive como referência o método de paradigmas de Thomas Kuhn, contudo sabemos que os cientistas seguem métodos e geralmente são e devem ser diretamente influenciados pelo meio que desempenham a pesquisa e pelos agentes que sofrem interferência diante do objeto estudado, no caso discutido, a sociedade.
    Tomando esse contexto, devemos considerar que os cientistas devem agir eticamente diante de um objeto de pesquisa, buscando técnicas utilitaristas, o que quero dizer é, o cientista deve ter uma perspectiva que vise contribuir com a sociedade, de forma que a favoreça, tendo aval dessa, como o autor diz, sobre a análise de cientistas e não-cientistas; pois sendo assim podemos conceituar tal pesquisa de forma que vise atender pretensões boas, éticas e morais, relacionando com esses fatores.
    Esta, de fato deve ser a forma que deve ser manipulada a busca da ciência, entretanto sabemos da existência de falta de ética e moral em inúmeros casos e, ainda sabemos quem geralmente é afetado, nós; existe um lado obscuro na ciência, onde quem tem mais poder manda e independente se o dinheiro para se efetuar essa ciência é vinda de cofres públicos, ela não tem aval da sociedade, somos ciente da “multi-corrupção” que enfrentamos em nosso país e essa não é uma área que se escapa.
    Por isso, devemos realmente notar a importância de todo esse contexto e estarmos constantemente atentos quanto a assuntos como esses de pesquisa científica, bem como a aplicação de tecnologias em nosso dia-a-dia, como também a consequência de tudo isso e de como foi gerado todo esse conhecimento, que é definido como científico.

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  48. A filosofia da ciência a muito tempo vem estudando e sistematizando praticas científicas, um dos exemplos disso é o Círculo de Viena, que procurou uma maior padronização, a criação do conhecimento verdadeiro, tentando justamente evitar que os preconceitos dos pesquisadores interviessem nas pesquisas.
    Mas a relação entre ciência, tecnologia e sociedade é muito tênue, vemos isso justamente quando perguntamos onde esta o limite ético das nossas práticas, e esses limites foram testados muitas vezes na humanidade, seja nas guerras com a industria bélica, ou para o descobrimento de uma vacina.
    Como podemos acreditar que o homem possa fazer escolhas certas?, quando a maioria das agências de fomento, programas de pesquisas, se não todas, mais a maioria, apenas financiam pesquisas em determinadas áreas, e se possível com um resultado garantido.
    Os últimos três comentários realizados no blog de alguma forma estavam preocupados com essa relação. Nos transgênicos, a pergunta central que indagava era: será mesmo necessário, com o Rousseau, a dúvida era: será que fomos corrompidos ao querer respostas para tudo. Até tentar descobrir, ou pensar o que ético, moral, passa por sentir esse desconforto de não ter respostar concretas para as nossas ações.
    No texto do prof. Peluso, aparecem quatro questionamentos básicos nessa relação entre ciência e tecnologia, a saber:
    1- a ciência e a tecnológica não são moralmente neutras, pois carregam consigo uma conjunto de avaliações morais.
    2- o progresso cientifico e tecnológico não é um bem em si mesmo para a humanidade, já que pode colocar em risco o bem do ser humano.
    3- a aplicação das descobertas cientificas e inovações tecnológicas nem sempre é um bem para a humanidade , pois podem colocar em risco a liberdade das pessoas.
    4- as descobertas cientificas e tecnológicas devem ser moralmente justificadas.

    Entendo a importância da descoberta, e questiono na verdade até que ponto toda ciência e tecnologia são realizadas para o Bem comum, qual é o dever de se produzir o conhecimento em ciência e Tecnologia.
    A dominação velada que se encontra nessas ações, muitas vezes não questionadas pode trazer consequências para toda a sociedade, e concordo com as quatro preposições acima, mas também alerto para o fato de que: se a ciência não é neutra, de quem é o interesse envolvido?; o risco vale apena?; qual a importância da liberdade na nossa sociedade?; o que pode ser uma justificativa moral?.
    Acho que a melhor resposta seja a que Mill deu para os estudos sobre moral, talvez não leve em nada ficar teorizando, pensando e questionando o assunto, talvez o melhor seja a ação prática, e assim pensar em novas formas de realizar ciência e Tecnologia.

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  49. A questão da ética na ciência é um dos temas mais debatidos atualmente; nesse contexto, inúmeros filósofos, adeptos de diferentes teorias morais, tentam explicitar os parâmetros morais aos quais o progresso científico e tecnológico deve se sujeitar. Dentro da questão moral também se encontra o Direito, definido como o conjunto de leis formuladas pelos Estados; essas ‘normas jurídicas’ buscam definir os limites legislativos impostos às descobertas científicas, sobretudo no tocante à aplicabilidade dessas na sociedade.
    É possível inferir analisando o texto do professor Pelusso, o qual se baseou em uma visão iluminista e utilitária, que, considerando o homem um ser ético em seu estado natural e racional, as inovações tecnológicas criadas por aquele são delimitadas pelo seu ‘pensar’- limite racional-. Dentro de uma visão kantiana, é essa razão humana que leva o sujeito a tirar suas próprias conclusões, avaliando suas ações e os limites dessas, a fim de que aquele possa aplicar suas descobertas.
    Levando-se em conta que a ética é o estudo das ações humanas (atitudes racionais), as teses decorrentes dessa buscam definir quais condutas são mais apropriadas para certas situações. Tomando como exemplo a teoria utilitarista, essa apregoa que as ‘boas ações’ são aquelas que proporcionam ‘prazer’ e ‘felicidade’ ao sujeito, respeitando-se a coletividade.
    Visto isso, torna-se necessário fazer uma breve descrição entre Ciência e Tecnologia, sendo essa última o conjunto de métodos procedurais necessários à concretização dos conhecimentos teóricos originados daquela. Feito isso, a moral irá procurar permear a relação entre os dois conceitos expostos anteriormente, visando o ‘bem estar individual e coletivo’; para isso, ela irá utilizar-se de ‘normas ‘ cuja aplicabilidade deve ser universal. Sendo assim, portanto, a moral procura definir quais os métodos mais ‘aceitáveis’, visando o sentimento de ‘prazer’ do indivíduo, a serem utilizados pela Tecnologia, por exemplo.
    Levando-se em conta que é a figura do cientista o agente da ação científica, será a esse que o ‘julgamento moral’ irá se direcionar, a fim de avaliar se tal sujeito pode ser considerado ético ou não, ou seja, o objetivo é determinar se as ações realizadas por esse têm como finalidade o ‘bem’ ou o ‘mal’, dentro de uma relação um tanto maniqueísta. Para eu essa avaliação possa acontecer é necessário definir alguns parâmetros: o conhecimento científico e seus métodos não são amorais, uma vez que, em sua própria origem devem se sujeitar a certos comitês avaliativos, como uma comissão de responsabilidade e ética; além do fato de que os cientistas ao executarem suas descobertas se fundamentam para isso em sua razão – base ética -.
    O outro parâmetro estaria relacionado ao progresso científico, no sentido de que esse não deve ser considerado como 100 % verdadeiro, já que é muito influenciado por subjetividades do agente. Por fim, a última definição seria a de que o homem, mesmo gozando em seu estado natural de ignorância de liberdade plena, se torna ‘cerceado’ à medida que se socializa e adquire conhecimento; podemos até mesmo fazer um paralelo com o livro de Gênesis nesse sentido, no tocante ao fato de que o homem primitivo – Adão – ‘perde’ seu direito de gozar ilimitadamente de sua liberdade , quando usufrui do fruto proibido , proveniente da árvore do conhecimento. Esse cerceamento, portanto, cria limites éticos na arte de descobrir e inventar.

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    1. A partir dessa análise feita, ouso inferir que o progresso científico é algo contínuo e constante e de certo modo necessário à humanidade. Embora a origem das descobertas científicas se baseie em motivações pessoais e não necessariamente em ‘prol da humanidade’, a utilização dessas inovações pode ser concretizada, desde que seja feito uma análise criteriosa dos impactos dessa na coletividade, a qual deve levar em consideração a relação custo\benefício de tal aplicabilidade a fim de que a acessibilidade das descobertas possa ser universal, tal como os princípios éticos, o que irá implicar na formação de sujeitos aptos a exercitarem sua própria análise crítica e moral em relação a tais progressos, algo imprescindível em uma sociedade cada vez mais globalizada. Essa análise criteriosa e subjetiva irá levar os indivíduos a uma seleção e aceitação de tecnologias e conhecimentos cada vez mais particular.
      É fato que as inovações científicas causam apreensão, entretanto, é necessário haver crença na razão humana, mediadora das ações dos sujeitos.

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  50. Jessica Mayumi Tomigawa1 de julho de 2013 21:27

    As ciências e tecnologias sempre, de alguma forma, acompanharam o desenvolvimento da sociedade. É talvez, associado a esse desenvolvimento que dificilmente pensamos nos males que podem vir como consequências e no impacto que isso tem na sociedade. O texto nos faz refletir exatamente sobre isso, os limites éticos das ações de descobrir e inventar, os cuidados que devem ser tomados nessa busca pela verdade. Nem sempre o resultado de tal pesquisa é favorável aos homens e aí resta saber o que fazer com esse tipo de conhecimento e como lidar com eles, por isso, a ética e moral são importantes, para auxiliar e, portanto, tornar essas decisões as melhores possíveis.

    A ética determina algumas regras de conduta que servem para o bem ou felicidade, a ação humana, portanto, deve buscar isso. A ciência busca a verdade, o melhor conhecimento racional. A tecnologia identifica “o procedimento que é consentâneo com o conhecimento tido por verdadeiro em um determinado momento e, portanto, expressivo da atividade racional”. O problema todo é quando essa busca pelo bem e felicidade se contrapõe com o resultado desse conhecimento da verdade.

    Portanto, a ciência e tecnologia são contínuas, mas seu avanço nem sempre contribui para o bem ou felicidade do ser humano, ou seja, ele confronta com o que é moralmente aceitável. Devido a isso, deve-se tomar cuidado com esse avanço, a cautela é fundamental, não só pela parte dos cientistas, mas pelos financiadores das pesquisas, população em geral. Só assim, poderemos estabelecer limites éticos e morais para esse desenvolvimento que tanto se faz presente na nossa sociedade.

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  51. Bárbara da Silva Miranda1 de julho de 2013 23:16

    Certamente este é um tema de grande importância,estamos falando de um assunto onde não se trata mais de questões como o suicídio que tem toda sua influência ou grande parte dela, ligada somente ao atuante; um assunto que não diz respeito somente ao cientistas ou à população, mas sim aos dois de maneira muito forte. Este é um tema que também tivemos certo contato ao estudar CTS (Ciência, Tecnologia e Sociedade).

    "Ciência e Tecnologia estão associadas ao tipo de mundo que vem sendo construído nas sociedades industriais avançadas" (L.A Peluso). Atrevo-me a dizer que não estão associadas somente à sociedades industriais avançadas, mas de grande maneira também às sociedades " menos privilegiadas" como a de países africanos por exemplo.

    Precisamos primeiramente entrar no aspecto diferenciador de Ética e Ciência&Tecnologia. A primeira tem suas teorias formuladas de maneira que demonstrem a necessidade de adoção de certas condutas, seu objetivo é encontrar critérios que tenham como consequência a felicidade humana. Observando pelo ângulo da filosofia Utilitarista de Bentham, seria a busca por prazeres e a consequente fuga da dor.

    Enquanto isso a Ciência procura prescrever procedimentos, onde acaba por passar por uma mudança transformando-se em Tecnologia. Assim esta última busca por um procedimento/ método que seja eficiente, mas que, porém seja coerente com o paradigma vivenciado no momento.

    Há incontestavelmente a necessidade de que haja uma junção de Ciência e Tecnologia com a Ética, dessa forma os cientistas precisariam procurar métodos correspondentes com os paradigmas e que atendesse e se relacionasse com a sociedade de maneira a trazer certa felicidade humana. A responsabilidade dos cientistas nos é apresentada em quatro teses que nos mostram o que realmente existe ao falarmos dos termos Ética e C&T.
    Primeiramente somos colocados diante da realidade de que não há neutralidade na C&T visto que através do paradigma existem normas a serem seguidas; há também a influência da origem do financiamento da pesquisa, isso quer dizer que muitas vezes alguns cientistas “devem” colocar a vontade institucional acima da deles.

    Outra questão é de que não há garantia de que tal tecnologia irá realmente trazer progresso e um bem para a sociedade que a recebe, temos exemplos que mostram que tal coisa é verdade. Quem diria que um avião teria como uma de suas funções, matar tantas pessoas ao lançar bombas?

    Há também a questão de que as consequências e aplicações de tal tecnologia devem ser colocadas para a sociedade de forma clara, visto que muitas vezes é de origem pública o investimento tecnológico. Isso quer dizer que as decisões e avaliações não podem de forma alguma estar concentrados nos laboratórios e nas mãos dos cientistas, os não cientistas tem tanto direito quanto os outros.

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  52. A partir do texto “O problema dos limites éticos da ciência e da tecnologia” do professor Peluso, nos questionamos sobre até que ponto os avanços das ciências juntamente com a tecnologia são benéficos para a sociedade.
    Relacionando um pouco com o texto anterior “Há alternativas ao uso de Transgênicos?” de Hugh Lacey, será que se nos alimentarmos de transgênicos não causará algum malefício ao corpo humano? Apesar dos transgênicos serem um resultado avançado dos estudos científicos, existem poucos estudos sobre os efeitos que podem causar e mesmo assim produtos transgênicos são vendidos livremente nos mercados, não há nenhum tipo de controle ou informação sobre produtos transgênicos e seus derivados.
    Existiram muitas tecnologias nas quais originalmente tinham as funções de trazer um bem estar para a sociedade, no entanto o modo como algumas delas foram utilizadas trouxeram resultados prejudiciais e nocivos, pois foram utilizadas de forma apenas a favorecer determinadas pessoas e lesar outras. Acredito que devemos nos perguntar de forma crítica se as tecnologias criadas serão benéficas ou não e de que forma será possível controlá-las, um exemplo recente é a invenção da impressora 3D que embora seja possível criar objetos nos formatos desejados também mostrou-se possível criar uma arma letal.

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  53. Camila Piaceteli2 de julho de 2013 02:05

    Novamente, percebo que a ética é um tema flutuante e que é capaz de abranger mais áreas da vivência humana do que usualmente somos capazes de imaginar.


    Assim como observado nas disciplinas de Ciência, Tecnologia e Sociedade e também em Bases Epistemológicas da Ciência Moderna, o desenvolvimento de conhecimento científico e a produção de tecnologias não são atividades tão ingênuas como parecem. Em especial quanto às tecnologias, elas não produzem somente benefícios para a Humanidade e, quando produzem, não abrangem seu conjunto total. Isso sem falar no próprio caráter da Ciência, que nem de longe representa um conhecimento cem por cento objetivo e fidedigno à realidade; no máximo verossímil à ela.


    E tudo isso acontece porque autores da sociologia e filosofia da ciência como Bazzo, Zahur, Winner, e Kuhn, por exemplo, nos demonstram que as ciências em geral – incluindo as exatas e biológicas, ou seja, não somente as humanas – são produtos sociais e portanto construídas de maneira subjetiva, dependentes do contexto histórico e social em que se inserem; dependentes da ética e práticas e crenças culturais a que estão submetidas e também aos compromissos e adesões de seus cientistas.


    A Ciência nunca está livre do viés interpretativo de seu autor, por mais rigoroso que seja o método utilizado – o qual promete exatidão, mas também foi criado por seres sociais. E tudo já começa pela escolha do tema a ser estudado: um cientista não é imparcial quanto àquilo que escolhe como objeto de estudo, e assim não vai ser também durante as conclusões que tirar de seus experimentos: Collins & Pinch nos mostram, através de seus estudos, como a tecnologia pode ser falha – mesmo que produzida através dos mesmos métodos e utilizando-se das mesmas premissas, diferentes engenheiros chegam a diferentes conclusões. A Matemática pode ser uma representação objetiva da natureza, entretanto aqueles que a interpretam estão impregnados de ideias distintas e muitas vezes opostas.


    Como evidenciado, os cientistas possuem adesões morais e valorativas diferentes, o que definitivamente influencia na ciência que produzem. Contudo, além disso, outro aspecto que torna a Ciência menos neutra e imparcial é a “burocracia” que existe para a prática científica: não é qualquer conhecimento que pode ser divulgado e que é considerado como “verdade”, como uma representação relevante da realidade. Ou seja, existem sistemas de verificação em pares e de seleção de conhecimento que “afunilam” novamente o conhecimento científico e fazem da ciência ainda mais um produto social e menos representante de toda espécie de fenômeno observado na natureza e na sociedade.


    Além disso, as justificativas não param por aí: há ainda mais fatores que a tornam uma prática parcial. Além das adesões morais, os cientistas estão inseridos em um mercado (e não trata-se somente dos cientistas produtores de tecnologia), o qual lhes demanda que somente determinados conhecimentos bem como tecnologias sejam produzidos e disseminados; ou seja, os cientistas possuem compromissos e interesses financeiros e políticos para com as instituições de pesquisa, agências, empresas e órgãos governamentais que os financiam e patrocinam; assim como interesses de carreira e prestígio – direcionando mais uma vez a um afunilamento da Ciência e hipocrisia de seus criadores. Sim, “criadores e criaturas”, uma vez que muito do que produzem não são meramente obtidos da natureza, mas também de suas mentes, ideias, valores, interesses e capacidades indutivas.


    (continua)

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    1. Camila Piaceteli2 de julho de 2013 02:12

      Devido a tais adesões e compromissos, a concepção positivista da ciência (ESSENCIALISTA E TRIUNFALISTA), que defende que quanto mais conhecimento científico e quanto mais tecnologia forem produzidos, mais se obterá riqueza e bem-estar social – que sempre se gerará desenvolvimento e crescimento econômico bem como progresso social -, tornou-se obsoleta. Isso em especial após as guerras do Vietnã e da Coréia, quando as consequências geradas por tais guerras passaram a ser tema de severas críticas acerca dos supostos únicos “benefícios” gerados pela ciência e tecnologia. Os Estados Tecnocráticos de até então começaram a ser alvo de críticas e não foi mais possível que o viés político e social da tecnologia fossem ignorados como estavam sendo até então (em meio ao otimismo pós-segunda guerra), quando a ciência era vista como autônoma em relação à política, sociedade, moral, etc. Movimentos ecológicos também surgiram, e é interessante notar o comentário de Bazzo , em seu estudo acerca da “síndrome de Frankstein”, aquela que diz respeito à ciência e à tecnologia afetando tão imensamente o ser humano de modo a destruí-lo gradativamente – “tu [ser humano] és meu criador, mas eu [tecnologia] sou teu senhor”.


      Dessa forma, nos perguntamos, por exemplo: em que medida desenvolver fertilizações em vitro e televisões de alta definição efetivamente resolve os problemas de moradia, saúde e escolarização enfrentados por tantas pessoas? A ciência produzida dessa forma, de maneira egoísta, acaba muitas vezes por gerar mais desigualdade social, além de outros problemas relacionados a ela como desemprego e exploração do trabalho - ao invés de resolver problemas tão primordiais como os citados. Isso sem falar quando prejudicam diretamente a população, como é o caso da tecnologia nuclear ou da biotecnologia (como os transgênicos, abordados no tema 11), denunciados não somente por sua possível aplicação e utilização militar, mas também pelos seus danos ambientais e sociais.


      E tudo isso sem falar na questão da perda da liberdade das pessoas, quando, por exemplo, descobrem-se doenças e consequentemente medidas de prevenção e tratamento são verdadeiramente impostas à população. É verdade que muitas delas representam realmente preocupação com a saúde mundial, entretanto, frente à esses questionamentos quanto à moral dos cientistas, certamente não é tão fácil assim analisar suas intenções quanto ao bem-estar mundial.


      Como pesar então a prática da ciência e o emprego de tecnologias, como expressar uma crítica final a elas? Nós sequer vivemos sem tecnologia? Como pesar suas consequências? E quanto à restrição da prática científica à academia, negligenciando a participação de não-cientistas, a menos quanto à avaliação das tecnologias e conhecimentos produzidos? Na minha opinião, esta participação deveria ser ampliada. Entretanto, admito que muitas barreiras – políticas, econômicas, morais – deverão ser rompidas para tanto, assim como muita discussão deverá ainda vir à tona; em especial por levar em conta as relações de poder instituídas no hibridismo de todas essas áreas.


      (continua)

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    2. Camila Piaceteli2 de julho de 2013 02:14

      Dessa forma, podemos simplesmente concluir que (1) todo conhecimento científico produzido, seja pelas ciências naturais, seja pelas sociais está inserido necessariamente em um contexto social, político, econômico, cultural, ético e religioso, e também espaço-temporal, e que sendo assim diferentes abordagens surgirão acerca da mesma área de conhecimento; (2) a ciência é um corpo de conhecimentos acerca do mundo que nos rodeia, descoberto através de explorações sistemáticas, mas que, no entanto, tal corpo e método não são necessariamente – assim como critica Bazzo - uma suposta “aliança perfeita” entre cognição e natureza, bem como não são valorativamente neutros nem independentes de fatores sociais e políticos, mas estando na realidade sujeitos a variações e sendo consequentemente subjetivos; (3) sendo assim, a ciência é inevitavelmente incerta, está sujeita a erros, contestamentos e questionamentos; variações, “quebra de paradigmas”, críticas e evolução (não necessariamente evolução “progressista”, direcionada ao aperfeiçoamento, mas tão somente à MUDANÇA), diferentemente das ideias do Positivismo Lógico, ideias estas essencialistas e triunfalistas. Diferentemente do que acreditamos, a ciência não é (ironicamente) “sagrada”; não é empírica, não pode ser considerada como verdade única e absoluta e definitivamente é objeto valioso de questionamentos ÉTICOS e MORAIS. E, sendo assim, em meio a tantos dilemas e questionamentos, segundo o Profº Peluso: “Somente a força dos argumentos pode convencer que aquilo que é a verdade é o que corresponde às exigências dos valores morais.”.

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    3. Camila Piaceteli2 de julho de 2013 02:15

      Retificando: a ciência não é "absolutamente empírica".

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  54. Caroline den Hartog Batagini2 de julho de 2013 02:31

    RA: 21024712

    A Ciência e a Tecnologia estão inseparavelmente conectadas ao conhecimento humano. É uma relação de proporcionalidade: quanto mais o homem conhece, tanto mais o campo de C&T se desenvolve.
    No entanto, o conhecimento adquirido pelo homem, enquanto voltado para a aplicação técnica, é estritamente instrumental. Nesse sentido, a ciência e o conhecimento sofrem um tipo de “ideologização” a serviço da sociedade capitalista. Esse tipo de conhecimento instrumental distancia, por vezes, a ciência da ética quando a ciência objetiva estabelecer os fins e adequar os meios aos fins. Não há espaço, nesse caso, para a reflexão sobre a bondade ou maldade contida nos meios, mas apenas a eficiência dos mesmos.
    Tomemos como exemplo o progresso científico-tecnológico empregado no desenvolvimento bélico que, em meados do século XX causou desastres que são sentidos até os dias de hoje. O conhecimento deixou o plano teórico e começamos a perceber a deterioração do mundo físico, social e do próprio diante dos impactos da tecnologia. Segundo Chauí (2000), “Na medida em que a razão se torna instrumental, a ciência vai deixando de ser uma forma de acesso aos conhecimentos verdadeiros para tornar-se um instrumento de dominação, poder e exploração. Para que não seja percebida como tal, passa a ser sustentada pela ideologia cientificista, que, através da escola e dos meios de comunicação de massa, desemboca na mitologia cientificista.”.
    Portanto, é pertinente questionar até que ponto o desenvolvimento científico e tecnológico se apresentam como progresso à humanidade, já que, por vezes, utilizam seres humanos como meios de se realizar – agredindo, desse modo, a ética kantiana – e proporcionam, como na fabricação das armas nucleares, consequências dolorosas a um grande número de indivíduos – não condizendo com a noção de moralidade consequencialista e utilitarista.
    Desse modo, o conhecimento científico e tecnológico parece conter uma dialética própria: se, por um lado, tem o potencial de maximizar os limites da razão humana, de outro, essa mesma razão parece empobrecer a própria noção do sujeito com um ser moral. No entanto, assim como nos campos das artes e da erudição do homem, abordados no tema anterior, acredito que a ciência não apresenta bondade ou maldade em si mesma, mas sim no modo com que o próprio homem a conduz no atual cenário mundial econômico, em que os valores humanos são suprimidos em favor de interesses exteriores à natureza do homem.

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    1. Caroline den Hartog Batagini2 de julho de 2013 02:40

      Corrigindo meu comentário acima com a ausência da palavra HOMEM na seguinte frase:
      "O conhecimento deixou o plano teórico e começamos a perceber a deterioração do mundo físico, social e do próprio HOMEM diante dos impactos da tecnologia."

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  55. Há nos dias de hoje uma "crença" que tudo que a Ciência e Tecnologia desenvolve é bom e não deve ser questionado. Que sempre vai trazer o progresso e melhorar a vida de todos. Porém, é necessário sim questionar sobre esse progresso e a confiança cega, levando ao cientificismo.

    A ciência nunca é neutra em seu princípio, pois ela é desenvolvida visando um bem, sem os "freios" que as partes afetadas por ela colocariam. Para isso, é necessário a segunda opinião que esses afetados trazem, e a ética pode ser um bom instrumento para que essas vozes sejam levadas em consideração.

    E é importantíssimo que o conhecimento produzido dessas consequências seja levado para a sociedade em sua íntegra para ela fazer o balanceamento e cada indivíduo poder pensar a respeito. Sem conhecimento algum ou com pouco, ocorre uma privação do que seria um julgamento justo da situação.

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  56. A ciência e a tecnologia, se tornaram, através do tempo e da evolução, questões totalmente divergentes do que eram para ser. Inicialmente, pensava-se somente no bem, nas melhorias possíveis para a sociedade.

    Existem certamente aqueles que ainda fazem ciência somente pelo amor, pela vontade de evoluir, exemplos disso estão em ONGs, que desenvolvem tecnologia barata e acessível para melhor a vida de populações carentes ao redor do mundo.

    Porém estes não são maioria, e posso dizer que certamente, milhares de cientistas são comprados diariamente. Sejam estes por laboratórios farmacêuticos ou indústrias bélicas.

    Exemplos reais disso são o cigarro, que todos sabem que faz mau, porém a indústria não para de estimular as pessoas ao vício, e as junkfoods, que destroem a saúde de milhares de pessoas ao redor do mundo, e somente por serem mercados altamente lucrativos, não cessam, como deveria acontecer.

    Hoje em dia, a sociedade capitalista, canoniza aqueles que desenvolvem "melhores" tecnologias (Steve Jobs), porém não vê quais são as reais consequências destes avanços em sua rotina. Com certeza esta evolução ajuda, facilita a rotina, porém por outro lado ela tira do ser humano virtudes que eram suas por direito, como a liberdade, o afeto, a união, entre outras.

    Certamente a evolução é necessária e deve ocorrer, porém a tecnologia não deve ser imprescindível como é hoje. Pode parecer redundante eu estar fazendo esta avaliação através de um computador, porém não, pois eu sei qual é minha origem, e o que devo valorizar, e sei que não devo me tornar escravo desta tecnologia, apenas devo usá-la para me auxiliar.

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  57. Colocados os limites da pesquisa tecnológica e científica, o mundo passa por uma série de conflitos de âmbito social e político, posto que o avanço tecnológico gera sempre um impacto social, e muitas vezes até mesmo uma grande catástrofe de aumento dos abismos sociais, tendo em vista que o domínio da C&T hoje, é um domínio elitizado e claramente filtrado para indivíduos de atuação política e tecnológica. Dessa forma, existem margens éticas contidas no pensamento científico para suspensão dos impactos sociais do aumento de produção em detrimento da mecanização da produção e das suas consequências ambientais e sua incidência no mercado de trabalho, podendo resultar em mão de obra especializada, reduzindo o número de trabalhadores e aumentando o de especialização.
    Assim, as descobertas científicas são sempre margeadas, para que haja um impacto menor sobre as massas populacionais sem acesso à especialização, o que pode aumentar ainda mais o abismo social e colocar em xeque os limites éticos de respeito à minoria de direitos da classe miserável mundial. O comércio também possui sua parcela de culpa e tem sua margem moral, já que comercializa todo tipo de mercadoria, até mesmo aquela que pode acarretar problemas aos compradores e usuários, mas mesmo assim, a lógica capitalista do lucro, só permite aos consumidores que comprem novas ideias e que entrem de cabeça nelas, de forma que tem sua ética violada pela busca de uma vida mais confortável, ou pelo prazer de ter produtos exóticos, caros, novos e importados.
    Sendo assim, o ato da descoberta e da invenção, contidos na esfera do desenvolvimento do mercado econômico e da C&,T, podem colocar diversos pontos anti-éticos numa sociedade que desconhece a influência do avanço tecnológico em seu dia-a-dia.

    Gustavo Siqueira 21025112
    gustavo.siqueira0@gmail.com

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  58. Arthur El Reda Martins
    RA 11002610


    Esse tema é sempre polêmico. Não importa o quanto discutamos sempre haverá essa discrepância de opiniões de ‘até onde a ciência pode ir?’. Ao meu ver os limites éticos do desenvolvimento da ciência são sempre os limites éticos da sociedade na qual ela se insere. Temos que lembrar que a ciência não se desenvolve sozinha, ela precisa do homem. E a medida em que sua complexidade aumenta, ela precisa de recursos e de homens com poder o suficiente para fornecer esses recursos. A ciência é então, não somente limitada pelo contexto social mas também pelo interesse político/econômico que nela se tem. Na Idade Média européia não podíamos concordar com o heliocentrismo devido a dogmas da Igreja Católica. Hoje temos entraves para pesquisar células tronco embrionárias devido a forte influência da bancada evangélica no nosso país. Vemos então que por mais que a ciência queira e possa avançar, ela não se move sozinha. Está em constante mudança acompanhando as evoluções sociais ao nosso redor. Hoje em dia discutimos, por sermos um país que apesar de laico é fortemente influenciado pela religião , se a pesquisa de células tronco embrionárias é ética, amanhã discutimos se a clonagem é ética. Nós e a ciência estamos sujeitos ao constante e inexorável avanço social.

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  59. Mateus Baeta Diógenes2 de julho de 2013 18:52

    É essencial, sobretudo na época em que vivemos e provavelmente nas épocas posteriores, a forma de lidar com a Ciência e Tecnologia(C&T).Como foi colocado no texto, a C&T não é intrinsecamente neutra, ela traz consigo mudanças na sociedade e nas relações entre os agentes sociais com o intuito de promover o melhor, só que essas mudanças, realmente, nem sempre produzem o melhor.Muitas vezes, os interesses políticos são subordinados aos interesses econômicos de uma certa classe específica, e usam a tecnologia como monopólio que certamente não maximiza o bem estar social e aprofunda as desigualdades.

    Por isso, não acredito que devemos somente fiscalizar o uso da C&T no que diz respeito as implicações obscuras, oriundas de seu uso, das quais não é tão intuitiva, mas combater o interesse dos monopolistas ou grandes capitalistas.

    Contudo, tratando do progresso da C&T, temos que essa visão não é tão concreta como se parece, já que nem sempre caminhamos para o melhor, apesar de ser o que desejamos como sociedade.Primeiramente não podemos limitar a ciência com caráter internalista, pois este não leva em conta o lado social da C&T que é fundamental para que possamos aproximar a parcialidade das tecnologias ao que pensamos ser o melhor pra sociedade.

    Entretanto, até mesmo, levando em conta o viés externalista da ciência, é complicado perceber, e por isso a apuração dos fatos tem que ser constante, se o "progresso" da ciência não restringe algum tipo de liberdade que não deveria ser limitado, ou uma mudança severa na vida das pessoas, ou uma segregação dessas, já que a Ética é universal, e nos inclina a tomar as decisões consideradas melhores.

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  60. Sabrina Nascimento2 de julho de 2013 19:25

    A Ciência e a Tecnologia vêm se desenvolvendo a passos largos. Cada vez mais a prática científica (voltada para a elaboração de novas tecnologias) está sendo valorizada, e o interesse por novos adventos tecnológicos é visível. Isso pode ser percebido claramente no nosso dia a dia, através do lançamento quase diário de novos produtos, desde eletrodomésticos até celulares e notebooks.
    No texto é ressaltada a importância de se dimensionarem as consequências resultantes da aplicação de novas tecnologias. Nem sempre uma descoberta científica será boa para a humanidade e muitas vezes pode até prejudicar a vida das pessoas envolvidas. Ao meu ver, este foi o caso da inserção das máquinas no processo produtivo que antes era realizado manualmente. Por mais que essa ação tenha trazido benefícios econômicos e produtivos, no momento no qual ocorreu, a vida dos trabalhadores mudou, muitos foram mandados embora, saindo prejudicados deste processo.
    É a racionalidade do ser humano que possibilita a produção do conhecimento científico. Essa racionalidade também está associada à moralidade humana, e a partir disso supõe-se que o conhecimento científico deveria ser moralmente neutro, fato que nem sempre acontece. O que vemos é a preferência de certos tipos de tecnologias em relação à outras devido a fatores principalmente econômicos, o que por vezes prejudica a maioria da população que não tem influencia nessas decisões.
    Como já expôs Winner em seu texto de 1986 “Artefatos têm Política?”, “na verdade, a maioria dos exemplos mais importantes de tecnologias que têm consequências políticas transcendem as categorias simples do intencional e do não intencional”, ou seja, a maioria das tecnologias que são difundidas já têm, em suas bases, certas características ideológicas e tendência a beneficiar segmentos sociais predefinidos.
    Segundo o Professor Peluso, para que esse quadro científico-tecnólogico pudesse ser revertido, seriam necessárias três ações: avaliar as aplicações da Ciência e da Tecnologia; que essa avaliação seja feita por cientistas e não cientistas e que as consequências das descobertas científicas e das aplicações tecnológicas sejam acessíveis a todos os membros da sociedade.
    Desta maneira, uma avaliação mais consciente das aplicações científicas evitaria que tecnologias não benéficas à sociedade como um todo fossem universalizadas, e essa avaliação sendo feita tanto por cientistas quanto por cidadãos leigos no assunto aumentaria as perspectivas sobre o tema, disponibilizando uma visão mais ampla das suas consequências e aplicações. Por fim, se o processo tecnológico e suas reais consequências fossem acessíveis a todos os membros da sociedade, esta ação facilitaria a formação de uma opinião individual sobre a difusão desta tecnologia, o que deixaria permitiria que as pessoas estivessem mais informadas sobre a situação tecnológica na qual estão inseridas.

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  61. Para o aproveitamento do que nos é oferecido nos tempos de hoje é necessário o auxílio da ciência e tecnologia. Mas isso não é garantia de que estamos seguindo pelo caminho correto, pois junto com os benefícios, muitos problemas aparecem trazendo crises a sociedade.

    No texto lido, encontramos 4 teses que tentam colocar parâmetros na discussão que procura entender se as soluções propostas pela ciência e tecnologia são morais ou imorais, as teses são:

    1. A Ciência e a Tecnologia não são moralmente neutras, elas expressam um conjunto de avaliações morais que traduzem uma visão de como o mundo deveria ser;
    2. O progresso científico e tecnológico não é um bem em si mesmo para a humanidade, pois novas teorias e nova informação sobre o saber fazer podem colocar em risco o bem do ser humano;
    3. A aplicação dos resultados das descobertas científicas e inovações tecnológicas não é sempre um bem para a humanidade, posto que novas descobertas podem colocar em risco a liberdade das pessoas;
    4. A descoberta científica e a invenção tecnológica devem ser moralmente justificadas, posto que as investigações e descobertas não podem ser dissociadas do estudo das conseqüências que elas podem produzir.

    Hoje em dia são discutido os critérios utilizados para justificar a moral desses procedimentos. Não sei afirmar ao certo até que ponto podemos considerar determinadas descobertas boas para a sociedade, acredito que isso seja uma valor que só se possa alcançar após algum tempo de teste. Não podemos deixar de considerar também que há interesses pessoais por trás de cada ideia sugerida pelos campos da ciência e da tecnologia.

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  62. O desenvolvimento da ciência e tecnologia não é mais um assunto estático, no qual proporciona apenas o bem e uma obtenção de verdade inquestionável. Esse comportamento é observado perante as diferentes metodologias desenvolvidas na filosofia da ciência que emitem conotação da ciência mais subjetiva, passível de questionamento e desmistificando o empirismo empregado. Assim, a aplicação da ciência na sociedade acaba por tangenciar um ponto importante a ética dentro do espectro da ciência. Algumas tecnologias e consequências da ciência são desmedidas ao passo que inserida na sociedade e o que lhes falta talvez seja um discernimento ético, seja da demanda quanto da sociedade. Nem todas as ações científicas desencadeiam em ações moralmente aceitas, visto o número de catástrofes ocorridas em função de experimentos que contradizem a ética. A Ética como principio de realização de ações boas, então não consegue compreender alguns deslizes das tecnologias que colocam em cheque o estado de benevolência humana. As ações dos cientistas, por sua vez, devem ser justificadas, ao passo que tal justificação garante oferecer razões que induzam uma adoção de determinada teorias. Segundo o que observei do texto, a noção de ética corrobora para uma ciência “mais” moral se apresentada boas justificativas e que tem como enfoque uma perspectiva na sociedade como um “consumidor final” de ideias que não acabem por afetar o que acredita ser moralmente ético.

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  63. O ser humano desde que em evoluindo a sua tecnologia, cada vez mais vai esbarrando nas questões éticas relacionadas a tal avanço. Até onde a tecnologia pode chegar sem que ultrapasse os limites éticos? Para toda nova ciência que surge, sempre haverá alguém que seja prejudicado de alguma maneira, direta ou indiretamente, mas, se pararmos para pensar em repelir tudo o que for novo na ciência, na tecnologia, considerada pela sociedade como imoral, não haveria continuidade no desenvolvimento tecnológico. Já por outro lado, se tudo fosse feito na ciência, de maneira indiscriminada, sem pensar nas consequências éticas que poderia causar, se o mundo ainda existisse, estaríamos muito mais avançados do que estamos hoje.
    Acho que os a ética aplicada à ciência, deve ser feita caso a caso, tentando priorizar tudo aquilo que faz bem à sociedade como um todo, mesmo que isso vá contra grandes empresas, e deve-se tentar ao máximo barrar ideias que possam vir à prejudicar a sociedade de maneira geral.

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  64. João Lucas M. Pires3 de julho de 2013 10:58

    Seja qual for o país, capitalista ou socialista, o homem foi em todo o lado arrasado pela tecnologia, alienado do seu próprio trabalho, feito prisioneiro, forçado a um estado de estupidez.
    Simone de Beauvoir

    A ciência esta no âmbito humano assim como tudo que é desenvolvido pelo mesmo, a ética também está nesse âmbito, com isso quando discutimos esses dois temas temos de nos lembrar que as duas são desenvolvidas pelo homem, e tendo em vista o que nós temos discutido em sala, ética pode ter várias abordagens, por isso quando lidamos com uma ética aplicada a questão em específico como a tecnologia, acaba ocorrendo uma escolha normalmente de uma ética e analiasando aquela tecnologia segundo essa ética escolhida pode se ter uma uma respota x, podendo torna aquela ação ética ou não, o grande problema é esse essa escolha da ética, e tendo em vista o cenário do mundo de hoje em que a ciência é financiada por grandes grupos empresariais a "ética" acaba sendo flexionada , alargada aos interesses do mercado e destes grupos. tendo em vista a frase de Edgar Allan Poe "Na ética o mal é uma conseqüência do bem, assim na realidade da alegria nasce a tristeza." vemos isso aplicado a tecnologia como o dilema moral que se encontrou Santos Dumont se a sua invenção do avião era boa ou ruim, ética ou não pois era usada em guerra, mas também facilitava o transporte , a tecnologia assim como a mercadoria são dotada de sutilezas metafísicas e discussões teológicas que requerem uma análise muito específica na minha opinião aplicada a uma teoria ética de cada vez analisadas de forma isolada.

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  65. Juliana dos Anjos Fonseca Rosa3 de julho de 2013 11:15

    Desde o começo do seculo XX a inovação cientifica e tectológica vem crescendo exponencialmente, em geral esses dois meios são controlados e financiados por grandes corporações capitalistas, os quais acabam manipulando resultados ou desestimulando certas áreas de pesquisa, por acreditarem que não terão um bom retorno econômico.
    Na historia temos muitos exemplos dos avanços científicos e tecnológicos, que não trouxeram nenhum beneficio a sociedade, como por exemplo a bomba atômica, instrumentos de tortura e a evolução das armas. Alem das patentes que os EUA obrigam que todos os países respeitem, essas patentes privatizam o conhecimento tecnológico e cientifico e limitam o seu acesso, porem o mais nefasto são os casos em que as empresas privatizam o conhecimento para arquivá-las e dar espaço a outro seguimento que irá proporcionar maios lucro.
    Sendo assim se torna cada vez mais essencial o uso da ética no ramo tecnológico e cientifico, para cessar com procedimentos que utilizam o Homem para testes de produtos com o intuito de criação puramente capitalista, ou ainda empresas que utilizam certos meios de produção com alta taxa de poluição ao meio ambiente. Como na frase celebre de Immanuel Kant, que define a imoralidade em utilizar o homem como forma, ou meio para conseguir seus objetivos, "Age de tal maneira que trates a Humanidade, tanto na tua pessoa como na de outrem, sempre como um fim e nunca como um meio".
    Porem devemos nos atentar ao detalhe de que não será possível criar uma ética universal para todos os procedimentos, pesquisas ou adventos, para evitar limitações desnecessárias que possam se tornar um empecilho. De forma que será mais prudente que cada ramo da ciência e tecnologia tenha suas próprias regras embasadas num único principio ético, desta forma volto a citar Immanuel Kant "Age de tal maneira que trates a Humanidade, tanto na tua pessoa como na de outrem, sempre como um fim e nunca como um meio".

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  66. Sendo a ciência uma produção humana ela não é neutra, é regida por interesses e um deles pode ser econômico. Se é uma produção humana deve passar pelo julgo da ética.Toda ciência, seja ela teórica ou aplicada, deve ser submetida a critérios éticos e deve ser analisada tanto por cientistas como por não-cientistas

    As quatro teses apresentadas no texto são perfeitas para manter a ciência nos “eixos éticos”. Deve-se examinar os motivos por trás do ato de descobrir, deve-se levar em conta como resultados dessa descoberta podem influir na vida humana, deve-se prever como as aplicações irão influir na vida humana e, principalmente, deve se justificar moralmente a pesquisa, descoberta ou invenção.

    A ciência não pode ser desconciliada de seu contexto social, econômico ou politico. Uma ciência descontextualizada é uma ciência alienada e perigosa para o próprio bem humano.

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  67. Os avanços da ciência, do meu ponto de vista, devem acontecer dentro dos limites éticos da sociedade. A ciência não deve apenas se estabelecer para realizar objetivos econômicos, mas em primeiro lugar, gerar o bem coletivo ou no mínimo não prejudicar e não ser imoral.

    Não acredito que na atualidade a ciência e a ética sejam capazes de andar de mãos dadas totalmente tão facilmente, uma situação dessa pode chegar a parecer até mesmo utópica, porque os interesses sociais ainda sobrepõem em muitos casos a moral e a ética. Acredito que a ciência deva sempre se desenvolver e buscar métodos para melhor a vida do ser humano, avanços sempre são necessários para o crescimento e o progresso, mas sempre realizados com consciência, respeito e ética.

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  68. A meu ver, nossa sociedade (formada ou não por cientistas) não pode se tornar refém da Ciência e da Tecnologia. É evidente que sua importância nos dias de hoje não pode ser desconsiderada nem tão pouco diminuída, mas não é por isso que devemos concedê-las total liberdade em suas ações. Sabemos que, principalmente nos dias de hoje, o dinheiro tem muita influencia e pode facilmente manipular as ações humanas, mas não somente isso, existem também questões sociais, políticas e até pessoais que podem normatizar a conduta daqueles que produzem ciência. Esse é o maior perigo, o seu uso inadequado por parte daqueles que tem capacidade técnica e intelectual enquanto que a maioria da sociedade fica alienada. Nesse aspecto, considero os limites morais fundamentais, a medida que podem nortear as atividades científicas em busca sempre de resultados positivos e que beneficiem a todos.

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  69. Renato Rodrigues3 de julho de 2013 15:59

    Conhecimento é poder, e por isso precisa do amparo ético para poder ser utilizado corretamente.
    Ciência, tecnologia e sociedade estão extremamente interligados: a ciência e a tecnologia interferem na sociedade; e a sociedade por sua vez interfere na ciência e tecnologia.
    Apesar de tão interligado que se confunde, é preciso saber diferenciar a ciência da tecnologia. Tecnologia é o uso do conhecimento (ciência) que gera inovação. Inovação é um produto de venda.
    E por isso mesmo, a ciência e a tecnologia têm política. A ciência deveria ser objetiva, mas é feita por homens, e por isso assume um caráter subjetivo, dos interesses próprios dos atores envolvidos.
    Questões como os transgênicos, testes em animais, clonagem, bebês de proveta, uso de células tronco, entre outras, precisam ser discutidas abertamente e eticamente, não apenas no sentido do progresso da ciência, mas pelo bem e progresso da sociedade. Os cientistas do Projeto Manhattan se portaram de tudo para justificar a sua participação.

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  70. A ciência e a tecnologia, que surgem através da racionalidade humana, são responsáveis por grandes descobertas e invenções para a humanidade, e por isso sempre terão algum impacto na sociedade. Segundo o texto “O Problema dos Limites Éticos da Ciência e da Tecnologia” do professor L. A. Peluso existem quatro teses fundamentais sobre o assunto:
    1- A Ciência e a Tecnologia não são neutras no ponto de vista moral
    2- O progresso da ciência e da tecnologia não são “um bem em si mesmo para a humanidade”;
    3- A aplicação dos resultados de descobertas científicas e inovações tecnológicas não é sempre um bem para a humanidade;
    4- A Ciência e a Tecnologia devem ser moralmente justificadas.

    Ora, uma vez que nem a Ciência nem a Tecnologia são moralmente neutras, e o progresso e aplicação dos resultados de ambas não são sempre um bem para a humanidade, a Ética deve estar presente para adicionar limites a estes desenvolvimentos científicos e tecnológicos. Considerando que a Ética busca sempre a felicidade e o bem para os seres humanos, a inserção de limites éticos nas ações de descobrir e inventar é necessária para preservar o homem do mal que pode vir a surgir destas ações. O desenvolvimento científico sempre possui dois lados, e a mais simples das ideias pode ser ruim dependendo da perspectiva com que a observamos. Um exemplo recente são as impressoras 3D: apesar de inofensiva quando foi criada e na maior parte das vezes em que é utilizada, recentemente se conseguiu criar uma arma de fogo apenas com peças de plástico “impressas”.
    A partir destas observações, o texto apresenta três “objetivos estratégicos”: As teorias científicas e as inovações tecnológicas devem ser avaliadas em suas implicações, o controle crítico deve ser feito por cientistas e não cientistas e as informações e consequências da implementação destas descobertas e inovações devem estar acessíveis a todos os membros da sociedade.

    “É preciso estar convencido de que a racionalidade humana não é expressa somente na Ciência, mas é na ética que ela encontra sua expressão maior.”

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  71. Se analisarmos a ciência e tecnologia como inimigas à ética moral, estaremos entrando em um dilema onde acusamos aquilo que nos deu origem. Em outras palavras, estaríamos criticando quem nos possibilitou ser como somos.

    Talvez seja uma crítica coerente, uma vez que pode buscar todos os males e todos os benefícios que tais pessoas trouxeram para a sociedade e compará-los, mas acredito que ao dizermos que a ciência e tecnologia são inimigas da ética, mas não podermos nos imaginar em um cenário sem estas, estamos nos contradizendo, pois é impossível saber como seria este outro cenário. É como pedir que algo mude, sem saber como e porquê.

    Concordo porém que algumas 'inovações tecnológicas' podem realmente prejudicar a sociedade, como por exemplo a descoberta e construção de armas de destruição em massa. Mas creio que estas são de minoria, e só são encontradas pois o propósito de quem as achou era exatamente este, não necessariamente sabendo que poderiam futuramente representar um risco tremendo à toda humanidade.

    Volto a ideia do tema anterior, onde argumentei que o entendimento sobre a vida ao nosso redor pode nos levar ao aprimoramento desta. Mas agora acrescento o cuidado que temos que ter ao pararmos de apenas entender coisas e passarmos a inventá-las.

    Nisso concordo com o argumento do texto, as inovações tecnológicas devem sim passar por uma detalhada análise que dirá se esta será SOMENTE boa para a sociedade, sem trazer nenhum tipo de mal. Neste caso, a ideia de que tal inovação ou teoria seja analisada tanto por cientistas como por não cientistas é mais do que justa.

    Por fim, acredito que a ética não pode julgar a ciência por existir e oferecer tanto a ser entendido, mas o homem deveria se ater mais ao somente entendimento das coisas, o que acho totalmente moral, pois não é nada mais do que pura curiosidade, e não tanto a inovações, que podem sim prejudicar o homem. Talvez algumas inovações sejam realmente necessárias, como no caso do ramo medicinal, mas sempre visando 100% de benefício para sociedade.

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  72. Ainda que exista um consenso de que valores como universalismo, isenção pessoal, ceticismo, originalidade e tolerância devam ser inerentes ao exercício da atividade científica. As teorias científicas e as inovações tecnológicas devem ser esmeradamente avaliadas em suas implicações.
    O conhecimento expresso na Ciência e na Tecnologia não deve ser considerado um bem em si, assim como está exposto no texto: “Ele não resulta sempre na felicidade do ser humano. Cabe ao ser humano procurar descobrir as conseqüências da aplicação das descobertas e decidir quais são aquelas que ele deseja.” Para tal haveria de se aderir mais rigor na adoção de paradigmas que contenham diretrizes éticas para a produção científica.
    Bem como partir de orientações básicas como neutralidade, justificação e condutas que satisfaçam os critérios para a moralidade na produção cientifica , ainda que seja particularmente difícil a sua identificação, a fim de que se possa delinear de forma mais concreta os limites morais relacionados à pesquisa científica.
    Os limites éticos existem e constantemente são ignorados. Como abordado em aula: um exemplo são os cânones em que são comercializadas as patentes da produção científica, com destaque para o que concerne a industria farmacêutica. Neste segmento, permanece a problemática sobre a moralidade de situações como a em que o custo de pesquisa vem a ser cobrado de um usuário compulsório de um medicamento, ou ainda, ocasiões em que, especula-se, ocorre a descoberta de um princípio ativo mais eficaz e esta tem a patente adquirida por uma grande corporação com finalidade única de que seja arquivada, porque a produção da nova substância implicaria em uma redução dos lucros.


    Rosangela de Paula
    RA 21069412

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  73. Com o auxilio do texto chego à conclusão de que apesar de ser taxada como entrave ao desenvolvimento tecnológico e culpada por atrasar novas descobertas, a discussão moral sobre a pesquisa e aplicação de determinadas técnicas é extremamente importante. Isto se deve ao fato de que todas as tecnologias não serem moralmente neutras. Podemos notar como determinadas novas tecnologias inicialmente foram definidas como boas e fundamentais para uma melhora no bem estar dos indivíduos, mas posteriormente acabaram por causar mais problemas do que soluções. Devemos abrir a discussão da moralidade e do direito a pesquisa e aplicação de determinada tecnologia a todos os indivíduos da sociedade, cientistas ou não cientistas. Só assim poderemos chegar a uma conclusão menos apartidária, pontos de vista distintos com diferentes preconceitos podem gerar ema conclusão mais isenta. Claramente para poder decidir se é viável ou se realmente uma nova tecnologia irá gerar mais ganhos do que perdas pra sociedade, todos os indivíduos envolvidos neste debate devem ter o acesso a informações das possíveis consequências. O ser humano já mostrou que pode criar coisas belas e extremamente funcionais para a vida, mas também mostrou que pode ser extremamente destrutivo para o planeta e para si mesmo. Apesar da discussão moral muitas vezes atrasar e bloquear avanços em determinadas áreas que poderiam ser muito úteis, ela é de fundamental importância para controlar esse poder destrutivo.

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  74. A ciência já passou por períodos de aceitação e confiabilidade plenos, alto incentivo e sem questionamentos sobre o seu avanço, nos últimos já tem sido feitas discussões sobre o seus fins e métodos. Após grandes desastres no ultimo século que ocorreram em setores altamente tecnológicos, como aviação espacial, energia nuclear, indústria farmacêutica etc. o efeito que as tecnologias teriam na sociedade e quem ela realmente beneficiava foi foco de diversos debates. A questão é que gerar ciência & tecnologia é um processo caro e demorado, portanto as elites conseguem um avanço muito maior, mesmo com grandes investimentos do estado este sempre se da de forma mais lenta e responde a interesses de grandes grupos. Desta forma a pesquisa acaba sendo usada como produto, com interesse de venda e retorno financeiro, afastando o debate ético da pauta, portanto para que não aconteça um desenvolvimento desenfreado e maléfico é fundamental a participação da sociedade e aproximação da relação de quem desenvolve as tecnologias com o resto da população que as utiliza, essa é um distancia grande e que precisa ser encurtada.

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  75. No texto oferecido para esse tema é colocado quatro teses que tentam colocar um paramentro na discussão que tenta ententer se as proposta feitas pela C&T são morais ou imorais, as quatro teses são:
    1. A Ciência e a Tecnologia não são moralmente neutras, elas expressam um conjunto de avaliações morais que traduzem uma visão de como o mundo deveria ser;
    2. O progresso científico e tecnológico não é um bem em si mesmo para a humanidade, pois novas teorias e nova informação sobre o saber fazer podem colocar em risco o bem do ser humano;
    3. A aplicação dos resultados das descobertas científicas e inovações tecnológicas não é sempre um bem para a humanidade, posto que novas descobertas podem colocar em risco a liberdade das pessoas;
    4. A descoberta científica e a invenção tecnológica devem ser moralmente justificadas, posto que as investigações e descobertas não podem ser dissociadas do estudo das conseqüências que elas podem produzir.
    Essas teses evidenciam que a moralidade da pesquisa cientifica não é neutra o que me faz lembrar do tema abortado a alguns comentários anteriores o sobre a moralidade do uso dos transgênicos, esse ponto deixa muito claro que é imoral o uso da C&T de forma para simplesmente favorecer uma parcela da sociedade,isso fica mais realçado na própria questões dos transgênicos pois os futuros efeitos que eles trarão mais os riscos não são só desconsiderados pelos pesquisadores, como ainda são ridicularizados por afirmações de que os benefícios dos transgênicos serão muito superiores aos possíveis danos, mesmo sendo impossível comprovar tal afirmação.
    O limite da invenção e desenvolvimento da C&T devia ser estipulado quando a mesma começa a trazer graves riscos a sociedade em que vivemos.

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  76. Apesar de estarmos diante de uma época onde o pensamento vigente é de inovação, desenvolvimento, ciência e tecnologia, pudemos observar, por diversas ocasiões que, embora a ciência seja funcional, objetivando o progresso humano, não é sempre que este o ocorre, e, inclusive, indo em direção contrária à esta ideologia. Portanto, defendo, novamente, que Rousseau e sua teoria exposta no "Discurso sobre as Ciências e as Artes”' possuem uma raiz verdadeira.
    Bem, o progresso não pode ser o bem acima de todas coisas. Não pode estar acima do bem-estar humano, o qual abrange sua saúde, seus direitos e desejos.
    Deve haver, então, um motivo de cunho ético que rija o fazer cientifico.
    Vivemos em uma sociedade onde as formas de manipulação são - além de econômicas e políticas - a do conhecimento. Então, temos um monopólio do saber para satisfação de interesses pessoais, independente do reflexo que isso tenha no coletivo.
    Logo, se buscarmos o fazer científico, não de forma a benefícios próprios, mas para um progresso geral; e desde que este não interfira nos direitos e deveres das pessoas, então, temos uma forma de fazer a ciência em seu dado papel: contribuir para o desenvolvimento humano.

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  77. Concordo que é importantíssima a discussão dos limites éticos da ciência e tecnologia em nossa universidade, que tanto preza pela pesquisa. No meio de tanta gana por progresso, se não houver uma boa discussão sobre ética na ciência, podemos entrar em diversos conflitos éticos.
    Também achei coerente e importante notar a não-neutralidade da moral na ciência. Os seres humanos, na forma de pesquisadores, não conseguem se dissociar suas próprias ideias, influenciadas por suas culturas, religiões, e ideais, ao fazer ciência. Também há de se pensar na questão de quem patrocina as pesquisas. Como no caso dos transgênicos, onde grandes empresas da bioengenharia pressionam seus pesquisadores por resultados pró-transgênicos, legitimando sua maneira de fazer dinheiro.
    É importante também compreender que os avanços tecnológicos nem sempre são benéficos para a sociedade. Mas acho que isso é sim, sabido pela maioria dos cientistas. A ciência nem sempre é feita para se chegar em algum resultado, mas sim para entender como o universo funciona. E penso que limitar a investigação científica seja um erro. Muitos pesquisas tiveram resultados benéficos totalmente inesperados. Quanto aos resultados negativos, penso que caiba à sociedade não deixar que se faça um uso negativo do conhecimento. E aí é de extrema importância que as consequências das descobertas científicas sejam acessíveis a todos os membros da sociedade. Ainda mais por ser o poder público, principalmente no Brasil, o principal investidor da ciência.

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  78. Como pode-se constatar através da literatura indicada, o mundo contemporâneo é fortemente influenciado pela ciência e pela tecnologia.O conhecimento científico, e por consequência, a opinião dos cientistas tem grande participação em decisões públicas. Desta maneira torna-se inconcebível a visão essencialista da ciência - na qual existe uma ciência pela ciência, que apenas busca verdades ignorando interferências de valores sociais e juízos morais- visto que a ciência afeta diretamente a sociedade e a natureza.
    A ciência na sociedade capitalista é fortemente influenciada pelos detentores de poder, os quais financiam pesquisas científicas com propósitos políticos e/ou econômicos, nesta perspectiva muitas vezes inovações científicas e tecnológicas são introduzidas na sociedade com o propósito de gerar lucro e poder para uma minoria, ou até mesmo para excluir,limitar ou vigiar a participação de certos setores da sociedade da vida pública em determinados aspectos, desta maneira pode-se comprovar que a ciência não é moralmente neutra.
    Podemos então salientar, fundamentados nos pontos levantados anteriormente, que o desenvolvimento científico é um processo social que envolve fatores culturais, políticos e econômicos, e sendo assim é impossível afirmar que as opiniões dos cientistas estão isentas de valores morais ou de motivações pessoais, a conduta dos cientistas está repleta de juízos morais.
    Há quem defenda que a tecnologia e o progresso científico são formas de propiciar bem-estar aos seres humanos, por outro lado, porém existe a corrente que acredita que a tecnologia levará a eliminação do trabalho, a vulnerabilidade e ao fim da liberdade humana.
    É preciso refletir sobre o caminho que a tecnologia vem trilhando nas sociedades contemporâneas, porém é impossível abdicar dos benefícios que esta propicia à humanidade.De toda forma, devemos estar atentos às consequências da implementação de certas tecnologias, pois há limites éticos que devem ser respeitados, e como dito nos trechos acima, certas condutas imorais adotas por cientistas devem ser julgadas e controladas de forma crítica pela comunidade científica e pela sociedade como um todo.

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  79. Guilherme Bocalini4 de julho de 2013 00:35

    Guilherme Bocalini
    RA: 21033512

    Por diversas a historia já nos mostrou que novas descobertas e invenções podem nos levar a resultados muito opostos aos esperados. Por um lado a ciência já aumentou muito nossa capacidade de produção e conforto, mas por outro muito dos nossos problemas atuais são causados exatamente por este desenvolvimento cientifico.

    A ciência não é neutra, ela está a mercê de quem a faz, tanto das convicções do cientista que a produz, quando de quem fornece as altas quantias de dinheiro para desenvolvê-la. Tudo isto envolve interesses. Existe uma demanda que canaliza para onde a ciência canaliza-se, a questão é que essa demanda nem sempre caminhará para o bem.

    A ciência busca o verdadeiro, a tecnologia o eficiente e a ética o bem, mas nem sempre esses três coincidem e é por isso que é necessária a ética na ciência, sem ela os resultados podem ser muito desastrosos. Uma inovação não deve ter apenas aprovação cientifica, mas também aprovação moral, para que a ciência não nos prejudique.

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  80. A discussão da ética dentro da ciência me levou a lembrar das discussões epistemológicas e da influência da ciência e no progresso científico na sociedade. Sempre penso que a questão da ciência anda a um nível sempre acima da discussão moral, principalmente com a mínima transparência que ela possui perante a sociedade. Logo, a ciência não estaria de fato fadada a avaliação moral de quem é atingido diretamente pelas suas mudanças. Acredito ser extremamente necessário sua regulação, tanto na questão da criação e descoberta quanto de seus efeitos, mas também acho que, antes desta imposição, há como que uma importância em avaliar o próprio comportamento ético e cultural existente no próprio cientista. Se as ciências não são neutras, se não há a necessidade explícita de se validar moralmente uma pesquisa, há um motivo e uma comportamento perpetuado dentro de uma comunidade para que isto tenha uma continuidade. O Círculo de Viena se preocupou de forma surpreendente em discutir o que é uma descoberta científica, o que é ciência, o que é fazer ciência, mas pouco falou, dentro de seu empirismo, sobre uma abstração do comportamento do cientista e em como seu caráter extremamente lógico expurgou a sensibilidade do campo ético por uma mentalidade de progresso e competição.

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  81. A ciência, ao se estabelecer como a principal fonte de formação de conhecimento, vem sofrendo críticas por estar, de certa maneira, estabelecida não necessariamente na busca pelo que é melhor para a humanidade e sim, na busca pelo que é o melhor para determinados grupos sociais que, por força muitas vezes do capital, tem condições de manter grupos de estudos focados em questões que lhes parecem muito mais atraentes do que as questões que possam trazer desenvolvimento a humanidade em si. Muitas vezes, a “verdade” científica não passa de uma verdade quando buscamos uma análise de apenas um determinado aspecto que não nos force ou convença de que seja a melhor solução a nós.
    Mas e quanto a Ética dos cientistas? É necessário colocar frente a tais atitudes a noção de que, como coloca a Ética, é necessário que o homem busque sempre o “Bem” e que o faça racionalmente. Ou seja, a partir do momento que uma ciência ou um cientista coloca-se a estudar algo que não trás o melhor ou o “bem” a sociedade, este está cometendo uma grave falta com os seus pares e consigo mesmo.
    Portanto, o fato de a ciência hoje não ser neutra e mostrar mais aspectos fundamentado em interesses particulares só mostra que esta está a tomar um caminho que tende a afasta-la da congruência entre ela e a sociedade.

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    1. A ciência, tal como todo produto humano, deve ser submetida aos limites éticos normatizados. Creio que as normas para se fazer ciência são importantes para que não haja um descontrole sobre o estudo e, mesmo com essas imposições limitantes, ainda há perigo ao se fazer ciência.

      Não vou discorrer sobre a bondade ou maldade genuinamente humana, porém é um fato que existam homens bons e ruins, e que estes manipulam tudo ao seu redor, consciente ou inconscientemente. A ciência se torna perigosa ao passo que pode ser levada para uma finalidade prejudicial. Entendo que a ética se aplica exatamente neste quesito.

      Não se deve fazer uma ciência que prejudique os homens. Há casos de que, sem que se tenha intenção, ocorre um produto ruim para o coletivo humano, e estes também são julgados como imorais, pelo menos ao olhar utilitarista. Tomando a visão do consequencialismo, toda ciência que produz coisas úteis ao homem é moralmente aceita, e sua inversa é verdadeira; se alguém produz algo que cause dor aos seus semelhantes, este alguém deve ser julgado como imoral e punido.

      O texto lido aponta quatro teses que buscam parâmetros científicos e morais; estes apontam que nem tudo descoberto pela ciência deve ser disponibilizados ao público por causar mais mal que bem, o que eu concordo. Os homens devem agir de forma a zelar por seus iguais, em todas as suas ações, e a ciência não seria uma exceção.

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  83. É bastante assustador pensarmos que, decisões tão importantes e em muitos casos vitais, são tomadas tendo como base unicamente o desejo de visibilidade ou de lucros.
    A ciência com toda a sua aura de poder e avanço da humanidade, é feita por homens, e os homens, como já dizia Kant, são naturalmente egoístas e perversos, ou seja, utilizarão os conhecimentos adquiridos segundo valores que trazem dentro da sua estrutura de caráter.
    Se considerarmos ainda, que existem grupos poderosos e ambiciosos o suficiente para realizar testes de remédios em PESSOAS de populações carentes no interior da áfrica, ou mesmo adquirir a patente de um medicamento que possa erradicar uma doença apenas para não permitir que tal patologia deixe de proporcionar lucros com drogas produzidas para amenizar suas consequências,isso para mencionar apenas a atuação da industria farmacêutica, vemos que a ciência e a tecnologia estão bem longe de serem avaliadas por questões morais.
    Mas não deve e não pode ser assim, somos humanos sim, e somos imperfeitos, mas, é no debate ético que nos damos conta de que existem valores mais significativos que os acumulados em nossas contas bancárias.

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  84. O texto do prof. Peluso como algo próprio do ser humano, e a ciência é muitas vezes descrita como algo que vai fazer o bem e trazer progresso para a humanidade, mas vai muito além disso, na maioria das vezes as descobertas e progressos não são passadas pelo “crivo” da sociedade, e ainda a ciência não é neutra e nem esta sempre trazendo melhorias para a humanidade, mas muitas vezes e produzida unicamente para maximizar os lucros de poucos e detrimento da maioria.
    Mas por lado muitos das descobertas foram realizadas por acaso e acabaram por trazer um enorme progresso para a humanidade, mas a mesma não soube se utilizar da tecnologia e acabou por deturpa-la, como e o caso da energia nuclear, que se bem utilizada pode trazer um enorme progresso na área de energia, mas que acabou por se tornar uma preocupação por causo do seu uso bélico.

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  85. A ciência só pode ser considerada útil quando traz algum benefício para o homem, já que foi feita pelo homem e para o homem. É impossível descontextualizar a ciência com a sociedade em que se insere seja em qualquer análise, já que ela é movida pelos interesses de tal sociedade e somente será considerada se obedecer e respeitar os limites éticos desta, o que de certa forma torna a ética em um obstáculo à ciência, talvez impedindo grandes avanços importantes mas que, ao meu ver, é um limite que não pode ser ultrapassado, pois a dignidade do ser humano deve ser superior à possibilidade de um progresso por meios "desumanos".

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  86. Carolina Carinhato Sampaio4 de julho de 2013 13:38

    Qual a relação entre ciência e tecnologia com a ética? A princípio, muitos podem pensar que ambas nem estão relacionadas. E é aí que se enganam. Além de ser limitada por princípios morais, ela ainda é um acontecimento político, poderia ser dito. Assim como tudo no mundo, elas trazem consequências, estas podendo ser boas ou maléficas. Por isso, é necessária a análise de cada uma dessas invenções e desses aprimoramentos por pessoas que estão na área científica e ainda por aquelas que são leigas dentro dessa comunidade.
    É importante ressaltar que os limites da Ciência estão submetidos aos limites humanos. Afinal, somos nós que a produzimos. A racionalidade humana está diretamente relacionada com a nossa capacidade de fazer ciência. Por agir conforme a sua racionalidade, é um ser ético. Suas condutas estão relacionadas à algum tipo de valor que está, por sua vez, relacionada com a sua concepção de valores morais.
    A função da ética é a de propor projetos que tenham como fim a felicidade; a justiça. Já a da ciência é a de encontrar a "verdade", e a tecnologia é uma forma procedimental de buscar essa verdade.
    De uma certa forma, elas acabam se complementando em certos casos. Em outros, o bem (ética), o verdadeiro (ciência) e o eficaz (tecnologia) entram em conflito.
    Como disse Peluso em seu artigo, "a suposta neutralidade científica não pode ser confundida com a objetividade da Ciência". Isso porque elas NÃO são neutras. A objetividade consiste em seguir regras e metodologias experimentais, por exemplo. Mas a neutralidade é impossível de ser alcançada - isso porque todos nós temos crenças ou ideias com as quais nos identificamos mais, e sempre haverá uma certa prioridade em relação a essa ideia em detrimento de outras.
    No texto "Artefatos têm política", de Langdon Winner, por exemplo, há uma ponte nos Estados Unidos que foi projetada para ligar um lugar pobre à Long Island, um lugar economicamente superior que o primeiro. Na construção dessa ponte, notou-se que ela foi projetada propositalmente mais baixa do que outras. Porém, esse projeto tinha como intenção impedir que pessoas de camadas sociais mais pobres chegasses à Ilha - numa espécie de marginalização dos mais pobres. Fica evidente nesse caso que nem tudo é neutro na ciência e na tecnologia, politica e filosoficamente falando. Houve uma parcialidade nos valores morais. Ou ainda: por que produções científicas na área das engenharias têm prioridade em benefícios em detrimento daquelas de filosofia?
    O progresso científico e tecnológico e suas aplicações não implicam necessariamente em um bem em si mesmo para a humanidade. O mundo e o próprio ser humano não são imprevisíveis- eis uma das razões pelo qual nem a Medicina é uma ciência 100% certa. Por exemplo, ao se descobrir um novo tipi de vacina, isso não significa que absolutamente todos os indivíduos serão curados. Uma parte deles pode até morrer. Essa imprevisão faz com que nem sempre evoluamos para melhor.
    Não podemos ter medo das inovações - pois da mesma maneira que elas podem acabar servindo para fins que não sejam moralmente justificáveis, elas podem ser extremamente benéficas para a sociedade. Por isso, é preciso que haja muitas trocas em debates e muitas análises do conhecimento científico em si e das suas consequências. Afinal, o futuro não está unicamente nas mãos dos cientistas- e sim de todos, que devem escolher juntos sobre como agir nesse aspecto.

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  87. No texto do professor Peluso, encontram-se algumas teorias a cerca da moralidade na ciência, alguns autores como Thomas Kuhn, consideram que a ciência não é moralmente neutra, visto que as organizações que financiam a atividade científica tem algum interesse (geralmente economico) por certos tipos de pesquisa, e também os cientistas são influenciados pelos seus próprios interesses, assim a ciência não é moralmente neutra no sentido de que os cientistas não apenas explicam o mundo, mas pensam como ele deveria ser, assim a ciência é justificada em termos morais.
    Há quem considere que a ciência não é um bem em si mesmo para a humanidade. Muita gente associa a ciência com o “progresso” da sociedade, a medida que a ciência avança a sociedade “evolui”. Esse tipo de relação é no mínimo errada, já que não há como afirmar os supostos benefícios da atividade científica atual, principalmente se nos basearmos na ideia de evolução.
    A criação de novas tecnologias nem sempre é justificável moralmente, a investigação científica deveria ser associada a uma análise de suas consequências.
    Em síntese, creio que a questão do financiamento científico poderia ser resolvida se parte do financiamento fosse do Estado e parte da iniciativa privada, para que a ciência possa ser mais “democrática” através da concessão entre iniciativa privada e Estado.

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  88. Professor, primeiramente não consegui assistir os vídeos, se o senhor puder disponibilizamos novamente eu ficaria muito grato pois esse é um tema que me deixa muito intrigado.
    Agora, permita-me fazer um comentário que pode fugir um pouco do foco desse texto, e o motivo é que o trabalho individual que eu escolhi fazer foi justamente sobre este tema.
    Certa vez eu perguntei a um professor da UFABC, do ramo da engenharia, sobre o que ele achava de certas pesquisas que serão aplicadas diretamente na indústria bélica, e ele me respondeu que a princípio toda pesquisa é válida, e que eu prontamente concordei. Para não entrar em polêmicas com ele, acabei deixando isso para lá, mas uma pergunta ficou na minha mente, e pode até ser que ela não seja pertinente, mas em todo caso: Será que não seria melhor fazer pesquisas direcionadas para o bem da humanidade, será que não obteríamos um melhor resultado? Na verdade, se até hoje discutem se o excesso de efeito estufa é ou não causado pelo homem (porque há interesses para os dois lados), provavelmente não terei uma resposta satisfatória para essa minha pergunta.
    Até então, o que eu concluo é que se a pesquisa não é para o bem de todos, ou pelo menos da maioria, então ela é imoral.

    Ass: Helder Aires da Silva

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  89. O tema abordado analisa a ética dentro da ciência. O ser humano, como um ser ético, deve construir um contexto de justificação para suas teorias éticas. A construção de teorias éticas é necessária para oferecer argumentos que provem o porquê de se tomar certas decisões, decisões essas que sempre buscam o bem. Conforme o professor Peluso afirma em seu texto, a verdade é vista como a forma mais eficiente de se tratar o mundo, e para atingi-la, buscamos a ciência. A ciência é uma forma de concebermos as regras de certo tipo de conhecimento racional. Ao transformarmos a ciência em procedimento, obtemos a tecnologia.

    Uma afirmação que me chamou atenção é a de que a ciência e a tecnologia não são moralmente neutras. Não sei se esse é um ponto de vista particular ou partilhado com mais pessoas, mas sempre achei que a ciência e a tecnologia fossem meios que sempre evitassem (ou tentassem evitar) a parcialidade em suas pesquisas e resultados. Agora vejo que grande parte dos estudos científicos são bancados por grandes indústrias, que possuem interesses específicos. Muitos estudos interessantes são iniciados e desenvolvidos por cientistas, contudo, por não serem de interesse dos financiadores de pesquisas, esses estudos não são levados à frente e acabam ficando somente “no papel”.

    As facilidades que foram trazidas pela ciência e pela tecnologia de fato tornaram alguns processos mais rápidos e menos complicados. Não se pode negar as inúmeras contribuições geradas pelos ramos científico e tecnológico. A imposição de limites morais à esses meios não deve ser encarado como uma limitação ao desenvolvimento. Essas imposições devem ser vistas como um meio de evitar problemas futuros de várias ordens. Se alguns limites tivessem sido impostos a algumas experiências passadas, talvez muitas tragédias não tivessem acontecido.

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  90. Thaís Alves Villalobos4 de julho de 2013 18:08

    A leitura do texto “Os limites éticos da Ciência e da Tecnologia”, de L. A. Peluso, para mim, bastante esclarecedora no assunto que o texto pretende tratar, a ética na investigação científica, em linhas gerais. O tema, razão de inúmeras discussões, é exposto no texto de forma clara pela linha de raciocínio utilizada.
    Partindo dos temas estudados pela filosofia, desde os fundamentos do conhecimento cientifico até os limites éticos da investigação filosófica, Peluso avança então para o tópico da questão da identificação dos limites éticos da Ciência. Para ele, o ser humano age de acordo com parâmetros determinados pela racionalidade humana, ou seja, o ser humano é um ser ético que avalia suas condutas a partir de referenciais valorativos racionais, que acabam por delimitar o agir que resulta na Ciência, o que demonstra o caráter limitador da Ética na Ciência.
    A Ética pretende identificar proposições que descrevam regras de conduta apropriadas para as diferentes situações e as suas teorias existem para justificar a razão de certas condutas serem adotadas. A Ciência, por sua vez, busca elaborar um modelo explicativo da realidade que consiga captar suas regularidades e conhecer as consequências de certas condições específicas se construídas e suas teorias buscam a “verdade” expressa na forma mais eficiente de se tratar com o mundo. Para isso, ela permite a elaboração de procedimentos, se tornando tecnologia. Daí surge a diferença entre Ciência e Tecnologia, uma vez que a última tem um caráter experimental e busca identificar o processo “mais apropriado às verdades científicas”.
    A responsabilidade moral dos cientistas é a disposição destes para justiçar as condutas tomadas por eles. As justificativas se fazem necessárias pois a) Ciência e Tecnologia não são moralmente neutras, pois não há um código de normas que deve ser obedecido (neutralidade não deve ser confundida com objetividade, que decorre de regras metodológicas) e o financiamento das pesquisas é feito por parte de agências e organismos (que fornecem recursos para pesquisas que coincidam com os interesses deles); b) progresso científico e tecnológico não é um bem em si mesmo para a humanidade, já que o progresso científico pode estar associado a situações moralmente condenáveis e na medida em que o progresso científico pertence ao contexto de explicação de teorias e ocorre, assim como o progresso tecnológico, quando há avanço em direção à verdade; c) a aplicação dos resultados das descobertas científicas e inovações tecnológicas não é sempre um bem para a humanidade, pois pode criar situações indesejáveis para alguns dos afetados por elas; e, d) há limites morais para a investigação científica e a invenção tecnológica, devido ao potencial destrutivo das criações e já que grande parte dos recursos aplicados nas investigações científicas tem origem pública.
    O texto é concluído dizendo que Ciência e Tecnologia constituem conhecimentos em contínuo progresso, porém, nem seu avanço é necessariamente um “bem” para humanidade, nem sua aplicação. Para ser considerado como um “bem” é necessário que esteja de acordo com a ética e as condutas determinadas por ela.

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  91. Os limites da ciência são imanentes ao ser humano. É através dos limites da racionalidade que podemos considerar o ser humano cognitivo e capaz de executar e desenvolver ciência. Os limites são construídos pelos referenciais valorativos racionais.

    As teorias éticas constroem-se em um contexto de justificação e busca do que é bom, e que consequentemente explanem a felicidade do ser humano e é isso que se diferencia da Ciência e Tecnologia que buscam a verdade científica e não o bem por mais que também usem a questão da justificação como ponto importante, até porque a ciência é realizada de maneira financiada por diferentes órgãos e visam seus próprios interesses em maior parte lucrativos. Sendo assim, a ciência e a tecnologia não são moralmente neutras.

    Não são consideram-se um bem para a humanidade, diferente do pensamento de que a evolução é regida por novas tecnologias é fraca, uma vez que o progresso científico pertence ao contexto de explicação moral de teorias, dessa forma, só há progresso quando se direciona a verdade. Outro ponto crucial é o de que as descobertas científicas não representam somente benefícios para a sociedade, já que podem proporcionar consequências nem sempre positivas, seja por falta de liberdade ou pelo não acesso a informações básicas sobre o assunto.

    Sendo assim, é claro o fato de que há limites morais para a investigação científica e a invenção da tecnologia, uma vez que há a necessidade de justificação moral das descobertas, causadas graças as consequências que têm gerado como a destruição do planeta Terra, além da questão política, uma vez que grande parte das vezes, o financiamento dos trabalhos são de origem pública.

    Por isso se faz a necessidade de criticas constantes por cientistas e não cientistas e da acessibilidade de tudo que envolve a Ciência e a Tecnologia para a sociedade.

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  92. Fernando Santiago Moraes da Rocha4 de julho de 2013 19:06

    Inovações científicas têm fascinado o mundo há alguns séculos, quase que sempre pelo fato de elas trazerem benefícios e facilidades à vida do homem. Essa questão pode ser muito bem exemplificada, por exemplo, na obra A Cidade e as Serras de Eça de Queiróz, em que Jacinto, o personagem símbolo dessas facilidades providas pela ciência, possui artefatos até inúteis que fazem com que o homem não ande até a cozinha para pegar sua própria comida pois há uma tecnologia que leva essa comida até o homem (no caso do livro, um elevador que leva o jantar da cozinha à sala de jantar).
    Mas, até que ponto a ciência e a tecnologia trazem benefícios ao homem?
    Será que essas facilidades geradas são realmente benefícios?
    Há um filme de animação chamado Wall-E que mostra como seria a vida num mundo devastado onde só há lixo e baratas. O filme mostra como seria o ser humano se ele fugisse da Terra para sobreviver. A imagem retratada é clara e objetiva: pessoas obesas, sentadas em uma cadeira que se move em trilhos que levam a todos os lugares. Dessa imagem muito plausível de ser imaginada caso tal situação ocorra pode-se inferir o mal que a ciência e a tecnologia fariam ao homem numa situação hoje considerada extrema como essa.
    Todo ser humano busca o bem, se não comum ao menos o individual. O problema está quando, para chegar a esse bem individual, se passa por cima de questões éticas. A ciência e a tecnologia tem o poder de impulsionar esse atropelamento, isso ficou muito claro após a explosão das bombas atômicas em Hiroshima e Nagasaki. A ciência desenvolvida para fazer uma bomba ou para fazer o avião que lançou a bomba poderia ter sido usada para outros fins. Tanto é que o avião é usado para outros fins atualmente que não sejam bombardeios.
    Em suma, ciências podem ser desenvolvidas para facilitar a vida do homem e até melhorá-la, mas se a ciência for usada da forma errada (como numa bomba atômica) ou for usada excessivamente em certos casos (como na cena do filme Wall-E), ela ultrapassa essa barreira de benefício ao homem e passa a prejudicá-lo.

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  93. A Ciência e Tecnologia existem por motivos claros, a evolução do homem perante os problemas encontrados nas sociedade e que exigem uma maior preocupação. Essa evolução deve seguir paralelamente com os limites impostos pela Ética, para que haja harmonia, porém sabemos que muitas das vezes não é isso que acontece.
    Algumas descobertas científicas tiveram impactos negativos na sociedade ao invez de positivos, como a útilização da pólvora em armas de fogo e a criação de armas nucleares. Ambas foram invenções ciêntíficas com alta tecnologia para sua época e que tiveram grande repercursão negativa por trazerem sofrimento e destruição. Esses são apenas alguns exemplos de criações científicas que não tiveram como seu resultado final o benefício, e sim o contrário.
    Em boa parte, o que pode ser considerado anti-ético, além do fato de se utilizar da ciência como meio para fins maléficos, é a forma como ela é vista na sociedade. Muitas das vezes não sabemos dizer qual é realmente o déficit de algumas inovações, muitas das vezes não sabemos quais os danos que serão causados por usarmos certo medicamento porque não temos o conhecimento do outro lado da moeda. Não temos todas as informações necessárias para analisarmos por nós mesmos e decidirmos o que é melhor pra nós.
    Com isso, não podemos aceitar que todo e qualquer conhecimento científico seja transformado em prática, ou seja, tecnologicamente. Precisamos analisar quais são os prós e contras e após isso, levarmos em consideração quais meios são utilizados para que tal ciência seja concluída. A análise deve ser feita por qualquer pessoa que possa ser influênciada por essa discussão, tanto aqueles nos quais participam das pesquisas e tem o conhecimento necessário, como os leigos que estão presentes na sociedade.

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  94. A busca da "verdade" motivação recorrente das teorias científicas se expressam como uma forma mais eficiente da relação homem-mundo; nessa direção, quando a ciência tende a criação de procedimentos, culmina em Tecnologia, que por sua vez, por ser procedimental, consegue localizar o procedimento mais próximo da verdade científica. Já a Ética, tema recorrente nesse meio, tenta determinar as regras de conduta nesse meio, que também sofre influência da responsabilidade moral de cada cientista.
    Pode-se dizer que C&T não são moralmente neutras, pois sofrem influência de meios externos, como empresas com elevadas taxas de lucro, que direcionam a moralidade ou não da pesquisa. Por isso faz-se necessária a avaliação de suas aplicações por pessoas alheias ao meio científico. É necessário frisar, também, que o progresso e desenvolvimento científico-tecnológico não caracteriza-se como um bem para sí própro ou para a humanidade, pois, muitas vezes, o avanço em tais expoentes sociais não implica na busca pela verdade, ou se baseia em justificações morais para existir; além disso determinadas tecnologias podem possuir muita externalidade negativa, obstruindo liberdades individuais e gerando medo, insegurança e exclusão.
    O desenvolvimento científico e a inovação tecnológica precisam atender determinados parâmetros de moral, e a necessidade de avaliar e evidenciar possíveis consequências, servindo como filtro para selecionar a utilidade social do conhecimento.

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  95. A imparcialidade na prática da ciência é uma coisa difícil de obter completamente, afinal, uma vez que o cientista esteja elaborando algum experimento é complicado que suas expectativas não sejam refletidas ali, por mais que ele tente ser imparcial sempre haverá tendências, isso é natural.
    A ciência e tecnologia estão presentes todos os dias em nossas vidas, é impossível negar que ela não nos trás uma série de benefícios e comodidades que atualmente são necessárias para nosso convívio, porém é de se pensar nos males que a ciência pode acarretar, afinal nem tudo é feito só de coisas boas, ciência tem seus malefícios para a sociedade,como as novas descobertas de doenças ou a substituição da mão de obra humana por maquinários.
    Para que haja uma harmonia entre estes termos é necessário que se busque exatamente a ética dentro do campo da ciência e da tecnologia, de modo que o caráter prospero dessa facilitação que ela nos trás não se torne algo prejudicial, assim sendo necessário a avaliação de cientistas e não cientistas sobre resultados obtidos afim de que opiniões populares sejam formadas de formas mais completas com o intuito de combater este problema.

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  96. A descoberta e a invenção (Ciência e tecnologia) tem limites éticos. A busca pela verdade e inovação, muitas vezes, não obtiveram o real destino, que seria visar o bem da humanidade.

    No texto do Professor Peluso são expostas quatro teses sobre o assunto, podemos tomar a Bomba Atômica como um exemplo da terceira tese, “ A aplicação dos resultados das descobertas científicas e inovações tecnológicas não é sempre um bem para a humanidade, posto que novas descobertas podem colocar em risco a liberdade das pessoas;”.
    Uma invenção da qual não ofereceu um beneficio para a nação, ao contrario, gerou medo e insegurança, exterminio de pessoas e portanto “beneficios” e interesses somente para alguns, definitivamente, uma descoberta que colocou em risco a liberdade de pessoas não pode ser considerado ético.

    Limites éticos devem sim ser colocados, o conhecimento cientifico e inovações devem ser destinadas inteiramente para o bem.

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  97. Nesse tema é abordada a moralidade dos limites da ciência e tecnologia. Todos os dias nós vemos a tecnologia nos rodeado seja na televisão e no computador em qualquer lugar está ela. Mas os produtos da tecnologia nem sempre são benéficos e boa parta não foi criada pensando no bem estar das pessoas, muitas das tecnologias utilizadas foram desenvolvidas durante períodos de tensão como as guerras, tendo como objetivo fornecer tecnologia para guerra. A tecnologia faz uma integração entre a ciência e a sociedade, mas não se pode esquecer que a mesma matou milhares de civis no ataque das bombas atômicas no Japão durante a II Guerra Mundial. Devido a usos da tecnologia para destruição e guerra hoje existe debates sobre a necessidade se colocar limites éticos para o desenvolvimento da ciência e tecnologia. O conhecimento cientifico tem que ser uma ferramenta de auxilio para resolver os problemas sociais e não criar problemas. Para lidar com essa problemática, segue quatro principais princípios:
    1. A ciência e a tecnologia não são moralmente neutras;
    2. O progresso científico e tecnológico não é um bem em si mesmo para a humanidade;
    3. A aplicação dos resultados das descobertas científicas e inovações tecnológicas não é sempre um bem para a humanidade;
    4. Há limites morais para a investigação científica e a invenção tecnológica.

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  98. Hoje a ciência é a principal fonte de conhecimentos e criadora de tecnologia com seus estudos e pesquisas. O problema apontado é o fato de que esses conhecimentos e tecnologias serem sempre voltados para que gerem lucros e tecnologias para uma faixa mais privilegiada da sociedade. Um bom exemplo é o fato de doenças como a malaria receberem baixos incentivos para pesquisa, por se tratar de uma doença de países subdesenvolvidos e, em grande maioria, pobre, e o câncer, doença que aflige pessoas de idade mais avançada e com mais dinheiro para gastar com tratamento, recebe grandes quantias de investimento para pesquisa por ser mais rentável.
    Nesse contexto é perguntado sobre a ética dos cientistas. Estariam eles certos compactuando com esse sistema onde apenas os poucos que pagam são privilegiados e a grande maioria sai sem nada?
    Sendo que a ética é a busca pelo perfeito e, como dizem os utilitaristas, buscar o prazer e bom para a maioria, não seria papel da ciência procurar o bom e melhor para toda a sociedade e não apenas visar o lucro e a melhoria para uma pequena parcela? Vendo assim a ciência tem uma ação antiética ao direcionar seus rumos para fins lucrativos e deixar a maior parte sem nada. Acredito que o mais correto seria uma pesquisa ou direcionada para todos, ou uma pesquisa buscando apenas o conhecimento, sem visar melhorias para qualquer que seja, essas melhorias viriam consequentemente.
    O que acontece hoje na ciência é um cabo de guerra onde sempre o lado mais forte ganha e infelizmente o lado mais forte é o da minoria rica e poderosa.

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  99. A produção cientifica deve passar por um controle ético. Toda ciência, seja ela teórica ou aplicada, deve ser submetida a critérios éticos e deve ser analisada tanto por cientistas como por não-cientistas. Será que um dia realmente as descobertas científicas serão discutidas em sociedade? Acredito que não, os cientistas infelizmente, não estão e nunca estiveram interessados em divulgar suas descobertas para todos, pois eles trabalhão para particulares, então mantém em sigilo. Como abordado no filme, “O Ponto de Mutação”, bem como, no livro ”Ética para Principiantes”, sou da opinião que a ciência deve estar concatenada com a Ética para que não haja abusos do conhecimento científico em posse de uns poucos povos para sobrepujar outros povos e culturas do mundo. A ciência é a investigação, é o conhecimento. Ela pode ser usada para o bem ou para o mal. Por exemplo, a descoberta da energia nuclear é uma manifestação da ciência. Não se pode dizer que isto é antiético, posto que os procedimentos para se chegar a esta descoberta tenham sido moralmente justificáveis. A ciência é feita por homens e destinada ao próprio homem, de forma que se não visar o bem deste não pode ser considerada útil.
    Minhas considerações: não vejo como qualquer descoberta científica possa ser imoral em razão de suas consequências. Mas a forma que são aplicadas podem ser tornar imoral ou moral, desta forma cabe a nós verificarmos qual é a intenção da descoberta científica, e verificar se os resultados serão acessível a todos.

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  100. No ambiente da sociedade contemporânea que vivemos atualmente, praticamente tudo está ligado á tecnologia. Esta nos fornece soluções para problemas que enfrentamos diariamente e facilita muitos processos que antes requeriam muito mais tempo e esforço. Saber lidar com estes novos aparatos tecnológicos hoje em dia é um requisito para poder desfrutar de todos os benefícios que o progresso científico nos proporciona. Porém, esse avanço não é moralmente justificável por si só. Devemos analisar o outro lado do contexto.

    Os benefícios que a Ciência trouxe justificam a atividade de sua produção e difusão? A resposta é não. Isso porque a Tecnologia muitas vezes põe o risco o bem-estar do homem: E quando falo disso não me refiro apenas á armas nucleares e biológicas, os danos ao meio ambiente, alimentos transgênicos o uso da tecnologia para fins criminosos; podemos chegar á questões mais banais, como por exemplo, o uso de máquinas em empresas que substitui operários, a grande dependência de automóveis, que reduz nossa atividade física, etc.
    Muitas vezes a aplicação dessas tecnologias parecem ser milagrosas e salvadoras, mas se analisarmos a fundo, sempre encontraremos uma outra atividade humana que é substituída pela automação; não que eu seja contra isso, pelo contrário.

    O que ocorre realmente é que, há tempos, a Ciência se elitizou e se concentrou isoladamente cada vez mais em ambientes acadêmicos, o qual grande parte da população não é familiar. Sendo assim, cada vez mais a ciência foi se afastando da capacidade de compreensão do cidadão comum, que, ao conhecer a aplicação prática de um novo aparato tecnológico, já tem o desejo de o utilizar sem ao menos analisar criticamente as possíveis implicações. As descobertas têm de ser justificadas, e a discussão de suas consequências deve se estender á sociedade comum; não se isolar somente no campo científico. O cidadão deve ter acesso á essa análise crítica.

    Uma inovação nunca é anti-ética na sua origem. Cabe a nós analisar sua forma de aplicação, e conhecer realmente as características e funcionalidades daquilo que estamos lidando.

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  101. Bruno Pestana Macedo
    RA 21049312

    Discussões a respeito do tema dos limites éticos das Ciências e Tecnologia resultam em longos debates. Um fator crucial para tal debate é o contexto histórico em que pesquisas são feitas, por exemplo no período da Segunda Guerra Mundial. Grande parte dos conhecimentos em Ciência e Tecnologia que se tem atualmente é oriundo dos experimentos realizados com judeus. É inegável o avanço da ciência neste período. Porém, movidos pelo sentimento nazista da época, tais experimentos não feriam a moralidade segundo os pesquisadores nazistas.
    A fim de estabelecer justamente o limite ético das pesquisas em Ciências e Tecnologias, hoje em dia existe um padrão de pesquisa que deve ser rigorosamente seguido. Grandes são os benefícios que as C&T podem trazer para a sociedade, porém como anteriormente citado, respeitando as legislações vigentes evitando qualquer prejuízo à sociedade.

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  102. Como é feita a produção científica? Pois é. Ela se dá de diversas maneiras, mas, muitas vezes, a maneira como é feita é restringida ao conhecimento de poucos.
    Testes feitos de maneira cruel e um jogo de interesse sem fim acaba por permear grande parte dessa produção. O jogo de interesses, na maioria das vezes, se refere as intervenções financeiras, investimentos, onde a liberdade individual da produção acaba sendo, em parte, limitada e/ou desviada em função disso. Muitas pesquisas acabam tendo um certo “viés” por algum motivo considerado, para o bem ou não, “de força maior”.
    Fazemos julgamentos, indireta ou diretamente, percebendo ou não, em relação à ética-moral de determinadas invenções, principalmente quando são produções que chocam por seu caráter diferencial ou quando tange algum aspecto de nossa vida.
    Peluso, em seu texto, mapeia quatro fatores que cercam tal discussão, sendo eles: tendenciosidade da ciência; novas produções podem colocar em risco a humanidade, logo, não podem ser consideradas um bem para tal; essas mesmas produções podem interferir na liberdade dos indivíduos; deve haver uma justificativa moral para tais produções.
    Cada ítem mencionado acima se relaciona com diversos outros do nosso cotidiano. Muito da tecnologia voltada à guerra remete a esses pontos.

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  103. O texto sugere que a ciência deriva do desenvolvimento humano, com a finalidade de solucionar obstáculos encontrados pela sociedade. Como deriva do homem, esta deve seguir os mesmos preceitos éticos para ser considerada uma tecnologia que sirva aos homens.
    Na sociedade atual, a regulação dos projetos e aplicações tecnológicas é muito importante, devido à potencialidade das coisas que temos descoberto. Um caso muito visado é o da fissão nuclear, que pode ser usada de maneira positiva, na geração de uma energia "limpa", quanto de maneira negativa, na forma de bombas atômicas. Por esse exemplo e outros, pode-se perceber que devemos fiscalizar não apenas a criação e desenvolvimento de tecnologias, mas também na sua aplicação.
    Apesar das facilidades que a tecnologia traz para a nossa vida, existem muitos aspectos dela que podem ser considerados anti-éticos. Um outro exemplo bastante claro é o aumento da taxa de desemprego nas áreas rurais devido à maquinização da produção agropecuária.
    Porém, o equilíbrio entre o que é ético e anti-ético no campo das ciências é algo muito difícil de se obter, porque muitas vezes não temos conhecimento de todos os impactos que uma tecnologia pode oferecer.

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  104. Denis Henrique de Miranda5 de julho de 2013 11:29

    1. A Ciência e a Tecnologia não são moralmente neutras.

    Sobre a primeira, qual a função do cientista, portanto? É buscar conhecimentos em áreas com as quais ele concorda ou buscar um conhecimento novo acima de tudo? Ele seria menosprezado se fizesse estudos cujos resultados beneficiariam principalmente seus financiadores? É complicado e perigoso oferecer opinião sobre um assunto que te cerca porém que não te inclui, mas considero válido todo conhecimento extra, transparente e bem justificado, por mais que esse traga consigo novas concepções que resultem em conflitos maiores, mas não o investimento em tecnologias que tornem esses conflitos mais "eficientes" e destrutivos

    2. O progresso científico e tecnológico não é um bem em si mesmo para a humanidade.

    Essa análise ética a cerca do conhecimento deve ser feita antes ou depois da obtenção dos resultados? Na proposta do estudo, já é necessário que o possível resultado seja de "vantagem" ética? Existe a chance de um estudo feito para justificar que algum argumento é uma falácia pode mostrar que o argumento é válido. Tanto nesse quanto no caso oposto, o estudo deve ser feito e os resultados igualmente justificados? É uma situação que envolve os interessados com a pesquisa. Mas o conhecimento só deve ser divulgado quando interessante ou se as empresas de refrigerante "descobrirem" (se já não descobriram) que seus produtos só fazem mal, ele deve ser divulgado mesmo assim e permitir milhares de demissões e toda a reformulação do sistema econômico?

    3. A aplicação dos resultados das descobertas científicas e inovações tecnológicas não é sempre um bem para a humanidade.

    Sempre existirá quem considere mais vantajoso ir de carro para o trabalho e quem considere ir de bicicleta mais vantajoso. Os dois estão certos e errados ao mesmo tempo; cada um tem sua vantagem e desvantagem. Com o exemplo busco explicar que o entendimento do que é o bem varia muito entre as pessoas; logo, a aceitação ou não dessa vantagem é algo estritamente individual.

    4. Há limites morais para a investigação científica e a invenção tecnológica.

    É necessária uma análise profunda e um detalhamento minucioso das vantagens e desvantgens de todo estudo que está prestes a ser feito, quer ele tenha um produto final como objetivo, quer não. A noção de bem, sim, difere entre as pessoas, porém existem certos axiomas, como o de que todos tem direito a vida, que, ao menos no mundo ocidental, devem ser respeitados através da ética.


    A grande manifestação da racionalidade humana, de fato, não reside no "fazer científico". O "desejo de fazer" é algo pequeno se comparado à capacidade de querer produzir algo maior e para o bem da sociedade.

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  105. Tomando como ponto de partida os quatro princípios da problemática do desenvolvimento científico - 1. a ciência e a tecnologia não são moralmente neutras;
2. o progresso científico e tecnológico não é um bem em si mesmo para a humanidade;
3. a aplicação dos resultados das descobertas científicas e inovações tecnológicas não é sempre um bem para a humanidade;
e, por fim, 4. há limites morais para a investigação científica e a invenção tecnológica – considero tratar, como exemplo, de um caso bastante específico e polêmico: a tecnologia de prototipação rápida (impressoras 3D).

    Segundo Chris Anderson, autor do livro “Makers: a nova revolução industrial”, como consequência das novas formas de criação e compartilhamento da internet, a sociedade contemporânea vive um processo de transformação da estrutura produtiva, passando da produção em massa para o “do it yourself”.

    Com um leque de possibilidades enorme, da fabricação de brinquedos a órgãos, as impressoras 3D são o ponto crucial dessa “nova revolução industrial”, e vêm se popularizando cada vez mais conforme novas tecnologias de prototipação rápida mais acessíveis são desenvolvidas.

    Revolucionária, entretanto, polêmica. Recentemente, veículos de informação divulgaram a primeira pistola construída a partir de uma impressora 3D: composta por 16 peças de plástico, capaz de disparar 9 tiros em sequência e com baixo um custo de produção (US$ 25), a Liberator é uma arma de fogo eficiente, e coloca em pauta quais as consequências de sua possível popularização para a segurança.

    Não se pode afirmar, é claro, que as impressoras 3D foram produzidas com o intuito de popularizar (ainda mais) o armamento de fogo, mas este exemplo deixa muito claro o terceiro princípio da problemática do desenvolvimento científico de que nem toda invenção tecnológica é 100% benéfica para a sociedade.

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  106. Nome: Bruno Euzébio Cont

    A ciência e a tecnologia são criações humanas e, por esse motivo, estão sujeitas às nossas limitações. Por serem criações, não deixam de ser ações e, sendo essas concernentes à sociedade em conjunto, devem tornar-se objeto de análise da ética.
    Muitas descobertas científicas e tecnológicas podem prover bem-estar para humanidade, mas muitas outras podem trazer malefícios. Dessa forma, é imperativo pensar essas criações dentro de relações de causa e consequência. Só assim poderemos assegurar que não sejam feitas atrocidades como as cometidas durante a Segunda Guerra Mundial, quando muitos cientistas tiveram a oportunidade de subjugar seres humanos visando o progresso científico.

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  107. Os limites morais da ciência e da tecnologia estão mais evidentes hoje do que jamais em nossa história. Nunca a ciência e tecnologia se entranharam tão fundo em nossas vidas, na vida da sociedade e em nossos seres. E essa tendência é de aumentar ainda mais.

    Concordo que não exista ciência neutra ou isenta dos limites da moral. Todo e qualquer desenvolvimento científico pode ser utilizado para prejudicar seres humanos, de uma forma ou de outra. Hoje se começa a fazer campanha pela implantação de um dispositivo intracutâneo que armazene nosso histórico médico para casos de emergência. Sim, parece positivo, mas esse mesmo dispositivo pode ser utilizado para rastrear a posição da pessoa ou ser responsável por outras invasões de privacidade. Notamos também que críticas a inovações desse tipo são rechaçadas como se fossem feitos por ignorantes, leigos, fanáticos religiosos. Hoje a crítica científica está sendo cada vez mais difícil de ser exercida.

    O caso da tese de Aquecimento Global é assim. Esta teoria foi formulada por um grupo de especialistas da ONU e tem se mantido totalmente refratária às críticas. Um dos argumentos mais empregados é de que as pessoas que criticam não tem “pedigree” científico para fazê-lo. Como bem expôs o Prof. Peluso no texto, a crítica deve partir de cientistas e não-cientistas. Dentre os cientistas eu incluiria os que não pertencem à área específica da matéria criticada. Estes teriam uma completa formação científica, muitas vezes mais sólida do que a maioria, mas não pertenceriam ao grupo que pode ser beneficiado pelas pesquisas criticadas.

    A robótica, por exemplo, caminha para um enorme dilema moral. Com o avanço da tecnologia as máquinas automáticas cada vez mais se fazem autônomas, tomando sozinhas suas próprias decisões, Isso pode ser extremamente perigoso para os seres humanos. Um tipo de robô-patrulheiro já é empregado em serviços de segurança patrimonial nos EUA e um grupo deles passou a patrulhar alguns pontos das fronteiras israelenses. Esse robô percebe a existência de pessoas não autorizadas e chama o posto de observação, que acompanha tudo por vídeo. Uma discussão que está ocorrendo hoje é se esses robôs, que estão armados, podem tomar a decisão de atirar de forma autônoma. Ou seja, um robô decidirá se quer atirar em um ser humano por sua própria conta. Isso é muito preocupante.

    Já na década de 1940 o escritor e divulgador científico Issac Asimov se preocupava com a moralidade dos avanços científicos. Para evitar o tipo de problema moral que mencionei anteriormente, ele desenvolveu as chamadas Três Leis da Robótica, que são:

    1ª Lei: Um robô não pode ferir um ser humano ou, por omissão, permitir que um ser humano sofra algum mal.
    2ª Lei: Um robô deve obedecer as ordens que lhe sejam dadas por seres humanos, exceto nos casos em que tais ordens entrem em conflito com a Primeira Lei.
    3ª Lei: Um robô deve proteger sua própria existência desde que tal proteção não entre em conflito com a Primeira e/ou a Segunda Lei.

    Estas leis estariam inseridas no cerne dos cérebros dos robôs e não poderiam ser alteradas ou removidas. Se um robô desobedecesse a uma delas, seu cérebro se queimaria instantaneamente, prevenindo o problema. Mas é um tipo de preocupação moral para com a tecnologia que não parece mais preocupar a maioria dos cientistas.

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  108. No texto apresentado para a leitura, o autor nos apresenta quatro teses fundamentais sobre a ciência e a tecnologia. Primeiro que a ciência e a tecnologia não são neutras e estão carregadas de moralidades. Segundo, o progresso científico não é um bem intrínseco para a humanidade pois algumas descobertas trazem perigos. Terceiro, as novas descobertas científicas podem comprometer a liberdade humana. Quarto, as descobertas devem ser moralmente justificadas e acompanhadas do estudo de suas consequências. Dessa forma, o progresso científico e tecnológico devem sempre ser controlados e avaliados para se dizer quais os custos e os benefícios desse progresso, essa avaliação deve ser feita não somente por cientistas pois este pode não ter a capacidade de avaliar eticamente sua própria criação, mas também devemos temer as descobertas e suas aplicações para garantir o bem da humanidade. Entretanto, a ciência e a tecnologia podem contribuir muito para a humanidade, uma vez que ela é controlada pelo próprio ser humano, que possui nobreza, princípios éticos, e o desejo de ser honesto e ético. Na conclusão do autor, ele nos diz que a racionalidade humana não é só expressa pela ciência, e sim na ética que possui sua maior expressão.

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  109. A dificuldade de argumentar sobre esse tema é enorme, existem discussões em várias áreas sobre a ética do desenvolvimento científico e tecnológico, porque a tecnologia e a ciência sempre partem do homem, e o homem sempre tem interesses e é guiado por um ideal, seja econômico, social, pessoal, etc. dificilmente o desenvolvimento de conhecimento ou de novas formas de produção, remédios, qualquer forma de aplicação da ciência na sociedade, estará livre de interesses, muitas vezes políticos e econômicos.
    Quando se pensa em desenvolvimento científico, tecnológico e produtivo, a primeira ideia que se tem normalmente é a de progresso, quanto à isso eu discordo, acho que deve haver uma grande discussão ética em cada criação, por mais inocente que possa parecer, é bom sempre lembrar que a maior parte das tecnologias das quais usufruímos atualmente provem de pesquisas militares, cujo objetivo principal era ampliar a capacidade destrutiva e logística de um exército buscando ampliar seu controle sobre o mundo que o rodeava, quantas vezes ao longo da história o mundo aumentou sua capacidade produtiva e desenvolveu novas tecnologias do que durante a segunda guerra mundial e durante a guerra fria?
    Creio que a ética deve ser sempre discutida durante um processo de aumento da produção de conhecimento visando uma melhor e maior produção tecnológica, porque toda criação parte de um ser humano, e está sujeita à sua vontade, que muitas vezes desconsidera os danos que serão deixados para o meio ambiente, para outras pessoas, outros povos, ou até seus próprios descendentes.

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  110. A Ciência e a Tecnologia podem trazer tanto o mal, quanto o bem. Pesquisas são, geralmente, financiadas por órgãos ou empresas interessados no resultado, o que compromete,juntamente com os pressupostos políticos, culturais e econômicos dos cientistas, a "neutralidade" do processo.
    A conclusão pessoal mais relevante que posso retirar do texto (nenhum dos links dos vídeos está disponível)é que não só as Humanidades, famosas por serem ciências menos autônomas, se apresentam desta forma. Engana-se quem acha que a Física, a Química e a Biologia, por exemplo, apenas buscam "a verdade" e "o bem". Primeiro, porque no conceito de verdade estão implícitos pressupostos metodológicos, e no conceito de "desenvolvimento" e "bem", pressupostos éticos. Em minha opinião, a melhor maneira de ao menos encaminharmos a sociedade para o debate ético na Ciência, é que cada um faça sua parte e se inteire do assunto como puder. Afinal, cientistas e seus laboratórios podem nos parecer distantes, mas com certeza interferem na vida de todos.

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  111. Victor pinho de souza5 de julho de 2013 16:52

    As ciências e tecnologias juntamente com inovações relacionam-se com o processo de desenvolvimento de uma sociedade. O que o texto nos faz refletir é: quais são os limites éticos para isso? Todo conhecimento é ético e moral? Todo conhecimento leva ao bem e a perfeição? Os resultados dessas inovações nem sempre são favoráveis a humanidade.

    O problema é quando a busca pelo bem e perfeição contradiz com a busca pela verdade da ciência. Uma nem sempre é condizente com a outra. A tecnologia como “o procedimento que é consentâneo com o conhecimento tido por verdadeiro em um determinado momento e, portanto, expressivo da atividade racional” também se relaciona a isso.

    A Ética e Moral são de extrema importância para esse julgamento dos limites dessas ações de inventar e criar. Agir com cuidado é essencial para o bem da sociedade. Assim, as ciências e tecnologias podem evoluir e a sociedade se desenvolver.

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  112. A Ciência é a manifestação do conhecimento racional humano, os detentores de tal conhecimento o empregam na criação de teorias e de avanços no sentido tecnológico. Mas até que ponto deve-se ir? Há um ponto limite que a Ciência pode alcançar sem extrapolar os limites da própria moral humana?

    Há um limite para a Ciência e este é a moralidade humana. A Ciência vem da racionalidade humana e essa racionalidade não tem como estar totalmente alheia ao nosso senso de moralidade, nosso senso do que é correto ou prejudicial.

    É certo que quando se fala em princípios básicos de ciência, prontamente pensamos em: neutralidade, universalidade e inovação. Mas a ciência, como criação do humano, não tem como se ver totalmente neutra – por trás do cientista há alguém com princípios, com crenças próprias e, além disso, todo progresso científico e tecnológico é de certa forma, “encaminhado”. As pesquisas científicas e avanços tecnológicos tem que ter um propósito, tem que interessar a alguém.

    Desse modo vemos que a ciência, mesmo que de forma indireta, está sob certos padrões morais da sociedade em que estamos inseridos. O que vemos atualmente é o que as descobertas científicas e inovações tecnológicas que trazem benefícios para a sociedade são aclamadas e aprovadas: descobertas e avanços na medicina, desenvolvimentos de tecnologias que são essenciais ao nosso cotidiano e afins e aquelas que podem ser prejudiciais causarem receio, medo e consequentemente, mesmo de forma amena, reprovação.

    Assim, nem todo avanço científico e tecnológico é necessariamente um bem ou traz o bem para a humanidade. Todo avanço tem consequências – boas ou más e cabe a nós como parte da sociedade afetada por eles, determinar a qualidade dessas consequências – é importante discutir a questão ética na ciência pois esta afeta diretamente a todos.

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  113. Luis Alfredo da Silva5 de julho de 2013 17:46

    A evolução da ciência no sentido de procurar maximizar o controle humano sobre os fenômenos que nos cercam e seu respectivo impacto sobre o mundo é uma das preocupações éticas que impulsionam e ao mesmo tempo barram os limites da produção cientifica.
    Se por um lado o desenvolvimento da ciência aumenta a nossa capacidade de compreender o mundo e de mudá-lo- de maneira a tornar as nossas experiências em vários sentidos positivos, por outro, há de se concordar que nem todos os estudos científicos e suas tecnologias decorrentes ajudaram de maneira benéfica o desenvolvimento humano. Pelo contrário, não são raros os avanços científicos que contribuíram para o aumento de diferenças entre os povos ou que serviram como método de dominação e cerceamento de liberdade de grupos excluídos destes avanços.
    Desta maneira, apesar de toda a capacidade de melhorar o mundo que é atribuído a ciência, este positivismo tem que ser observado com cautela. À medida que a ciência avança e nos tornamos mais ”poderosos” intelectualmente, temos que ter em sintonia com estes a constante renovação das nossas concepções éticas de forma a promover o uso do conhecimento como ferramenta de melhora da situação humana como um todo e não em beneficio de pequenos grupos de interesse.

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  114. Na minha visão a busca pelo conhecimento é válida, sem dúvida sem os conhecimentos, não somos úteis, o conhecimento em todos os âmbitos sempre será útil ao homem. No caso da ciência, a busca por inovações e evoluções é algo que devemos por algumas vezes nos atentarmos, a ciência e a tecnologia podem progredir de maneira a trazer perigos à humanidade.

    Eu vejo que como em quase todos os âmbitos que envolvem a evolução humana, sejam, tecnológicos, sociais, científicos, podem progredir para meios que prejudiquem a humanidade. Porém, existindo uma consciência coletiva dos efeitos causados por essas evoluções,e, existindo uma preservação dos indivíduos, no caso dos anvanços e progressos, científicos, tecnológicos, em descobrir e inventar, são totalmente válidos.

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  115. No texto “Os limites Éticos da Ciência e da Tecnologia”, Luis A. Peluso expõe a necessidade de justificativas morais para o desenvolvimento da Ciência e da Tecnologia. A população está cada vez mais envolvida com essas duas áreas, visto que a vida sem elas se tornou algo praticamente inconcebível. Vivemos em uma era totalmente tecnológica, onde todos de alguma forma dependem das descobertas da Ciência e das inovações tecnológicas, que podem afetar as pessoas tanto positiva quanto negativamente. É necessário, então, que haja um julgamento, não somente científico, mas moral, das consequências dessas novas descobertas.

    A Ciência é vista por muitos como o principal fator de desenvolvimento da humanidade. É sinônimo de progresso, de proximidade com a perfeição. Graças a ela, hoje as pessoas vivem mais e com mais qualidade. Porém, a sua aplicação, principalmente na Segunda Guerra Mundial, com o desenvolvimento da bomba atômica que exterminou milhares de pessoas no Japão, revelou o seu lado obscuro. Uma ferramenta que deveria ser usada para beneficiar a humanidade estava destruindo-a. Diante disso, o julgamento científico tornou-se insuficiente para avaliar os impactos da Ciência e da sua aplicação. Tornou-se necessário estabelecer limites éticos. Para estabelecer estes limites, o autor propõe três objetivos estratégicos:

    Em primeiro lugar, “é preciso avaliar as aplicações da Ciência e da Tecnologia”. Em segundo lugar, “é necessário que essa avaliação seja feita por cientistas e não cientistas”. E, em terceiro lugar, “as consequências das descobertas científicas e das aplicações tecnológicas devem ser acessíveis a todos os membros da sociedade”.

    Assim, o uso da Ciência e Tecnologia, só pode ser visto como bom depois de uma minuciosa análise de suas consequências, pois como diz o autor, “...o avanço da Ciência e da Tecnologia não é um necessariamente em si mesmo um ‘bem’ para o ser humano, nem é necessariamente um ‘bem’ em sua aplicação”.

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  116. A ciência como a temos e conhecemos hoje é proveniente das ações e dos pensamentos humanos. Logo, deve seguir a moral e a ética em seu desenvolvimento e atuação, contribuindo sempre para o beneficio de todos. Por ser extremamente importante e necessária para o andar do desenvolvimento humano, a ciência deve ser pensada cada vez de forma mais abrangente, em termos socioeconômicos e morais, para que não haja desigualdade e interesses ambiciosos por trás da mesma.
    Creio que não haja e não deva haver, enquanto de acordo com a moral, um limite para o desenvolvimento e prática da ciência, pois determinadas patologias existentes hoje na humanidade só podem ser curadas por meio de métodos considerados controversos, como é o caso das células tronco, por exemplo.

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  118. O grande ponto defendido pelo texto é de que não é suficiente que Ciência e a Tecnologia simplesmente façam o que elas achem necessário de ser feito a partir de seus programas ou de suas justificativas. O que é necessário, de fato, é que tudo que elas façam ou produzam seja moralmente justificado para assim evitar possíveis prejuízos à sociedade e se adequar dentro do que a Ética tem estudo ao longo de séculos: as regras da conduta humana que estão atreladas à prática do bem.

    O texto defende 4 pontos sobre o porquê dessa necessidade de justificação moral ser fundamental a partir de caracterizações tanto da Ciência quanto da Tecnologia:

    1 - ambas não são moralmente neutras, pelo contrário, de alguma maneira elas expressam sua moral através de suas realizações. Pode-se argumentar sobre determinados valores em comum encontrados no programa científico como "universalismo, isenção pessoal, ceticismo, originalidade, criticismo, humildade e tolerância", tudo isso pode estar mascarado com uma intenção de conhecer o mundo ou a realidade, mas muitas das vezes na verdade o que se quer fazer é dizer como o mundo deveria ser(uma pesquisa paga por uma empresa por exemplo para justificar um produto como bom e recomendado para consumo). É aí que percebe-se que a ciência e a tecnologia devem justifcar suas ações moralmente para se entender a real intenção de uma pesquisa ou teoria.
    2 - Essencialmente o progresso tecnológico e científico não podem ser considerados bens em si mesmos, pois as implicações que eles geram podem ser danosas a sociedade.A creditar que o ser humano e a ciência(um produto dele a partir de um direcionamento racional) tendem a evoluir para a perfeição é algo incabível, pois a evolução na verdade é só uma visão e que se adequa a determinadas partes, mas nunca o todo, pois o próprio universo segue uma estrutura imprevisível... Quando um conhecimento científico é colocado como um direcionamento sobre o que deve ser, na verdade ele está fugindo do seu âmbito que é o de explicações de teorias( que em certas interpretações podem ser suplantados a qualquer momento por teorias ditas melhores). O dever deve ser algo da ética e por que não dizer que conhecimentos, que supostamente dizem a verdade sobre as coisas ou sobre o real, não podem ser utilizados através de aplicação destrutiva(bomba atômica)?

    3 - os resultados das pesquisas científicas nem sempre são favoráveis à sociedade, podendo, por exemplo, invadir a liberdade de alguém ou algum grupo específico. Às vezes os procedimentos que são necessários para se aplicar os conhecimentos científicos descobertos em algo ou alguém podem ser danosos e precisam ser compreendidos e estudados com muita cautela e precisão.

    4 - tudo que a ciência e tecnologia podem gerar deve ser moralmente justificado e de algum modo deve resultar em algo proveitoso para a sociedade , ou seja, implicações ruins devem ser evitadas ao máximo e sofrerem com a ação do freio ético. É necessário entender quais possíveis implicações ou resultados uma pesquisa ou uma aplicação de um procedimento podem ter sobre a sociedade. É importante que isso seja acessível não só a comunidade de cientistas, mas também a todas as pessoas, pra que se possa realizar um debate em cima disso.

    É importante colocar também que tudo que pode vir a resultar aqui deve ser passível de julgamento tanto de quem faz parte da comunidade científica, como quem não faz parte dela. As descobertas alcançadas sempre devem ser colocadas sobre um espectro crítico e isso deve ser acessível a todos nós.


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  119. A ciência e tecnologia são as sementes responsáveis pela maior e mais diversificada revolução sócio-cultural de toda história da humanidade. Mas apesar de grandes avanços e boas mudanças que a produção científica moderna nos fez capazes, ela também trouxe grandes problemas modernos de difícil solução. Nesse âmbito, parece que se faz necessária a discussão acerca dos limites éticos que circundam toda comunidade responsável pela produção científica, visto que ao passo em que se tem grande avanço técnico-científico, também se tem maiores problemas que os anteriores.
    Para delimitar a discussão, como forma a facilitar a ilustração das exposições, tomaremos duas frentes, dentre as tantas formas e teorias existentes no campo da ética. A ciência como fim e como meio, ou seja, as conseqüências que provém dos avanços, e a produção como um fim em si mesma.
    A avaliação da ciência como uma visão de um mundo idealizado não é necessariamente suficiente no julgamento moral, pois existe uma gama de possibilidades diferentes nesta idealização. Especificamente na ciência contemporânea, não existe a ciência como um fim em si própria, sem justificativa, ou pelo conhecimento, porém ainda, tomando essa possibilidade, deve-se observar as motivações do cientista e de seus financiadores, afinal, no sistema econômico atual não há meio de se produzir ciência sem que um interessado invista no trabalho dos cientistas. Assim o julgamento moral dessa prática, poderá se tomar em vista da análise das intenções do cientista, dos financiadores e ainda da prática a ser executada.
    De outro ponto de vista, é possível tomar a prática científica em função das suas conseqüências, ou seja, os benefícios e malefícios que ela trará, e quem será influenciado quando a conclusão da pesquisa se der, esse outro ponto de vista moral, traz uma forma diferente de julgamento e que pode chegar à um veredicto diferente. Apesar de divergirem anteriormente, as posições convergem no sentido de que a ciência não é uma prática moralmente neutra e por conta disso, as práticas devem ser analisadas e discutidas, inclusive na formação dos novos cientistas, de forma que o pensamento crítico e a discussão ética estejam presentes na atividade desde os primórdios.

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  120. Ciência e tecnologia são complementares e a sociedade atual tem ambas como pilar para construção de um modo de vida cada vez mais flexível e cômodo. Não é segredo que o homem moderno precisa estar em desenvolvimento em todas as áreas em que ele está envolvido. Não é diferente na ciência e na tecnologia. Porém, por diversas vezes fomos pegos de surpresa por não controlarmos nossas criações, ou não considerarmos as proporções que elas podem tomar. Por esses motivos, é fundamental o início de um debate ético dentro das C&T.
    É fundamental entender que essa mesma ciência e tecnologia servem não apenas para definir padrões de desenvolvimento, mas também para condcionar o comportamento humano, por meio de avaliações e traduções de como o mundo deveria ser. Por isso, utilizar - se da C&T como dominação, ou para destruição ou auto - armamento não é só anti - ético, como também é um exemplo de uso desse conhecimento à margem da forma como o homem deve utiliza - las. Acredito que o homem deve começar a visualizar o controle da C&T como uma forma de prosperidade humana, indo além de somente desenvolvimento técnico em busca de uma vida mais cômoda.

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  121. Este tema abordado em conhecimento e ética me lembrou bastante as discussões que tivemos durante a matéria "Ciência, Tecnologia e Sociedade", que cursei alguns quadrimestres atrás.
    Nela, estudávamos o impacto social das tecnologias.
    Creio que este tema é importantíssimo de ser discutido por toda a sociedade - e infelizmente, é completamente abdicado. Não se vê esse tipo de discussão no nosso dia-a-dia. A ciência e o desenvolvimento são vistos naturalmente como coisas boas, com consequências igualmente boas. O que não é verdade.
    As três necessidades centrais do texto "Limites Éticos da Ciência e da Tecnologia", de Peluso, resumem muito bem as preocupações necessárias quando se trata de desenvolvimento. De fato, a ciência e tecnologia devem ser encaradas como ações morais e terem todas as suas vertentes analisadas e suas consequências julgadas. Seu impacto é importantíssimo - afinal, o mesmo conhecimento que criou a energia nuclear criou a bomba atômica. Conhecimento é poder, e deve ser tratado como tal.
    As descobertas científicas devem também ser acessíveis a todos os membros da sociedade, de fato. E este, acredito que entre todos os aspectos, é o mais desrespeitado atualmente. As inovações tecnológicas - até mesmo as que envolvem a saúde (!) - estão restritas àqueles que possuem poder aquisitivo, à elite mundial. Isso apenas aumenta cada vez mais a desigualdade e miséria mundial.
    Por fim, fica claro que as ciências naturais precisam, sim, e urgentemente, serem analisadas por aspectos humanos.

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  122. O material apresentado aponta para a necessidade da inclusão da da dimensão ética como elemento norteador do desenvolvimento científico-tecnológico.

    O subsídio e a definição do debate são feitos ancorados partindo de proposições que refutam a neutralidade da ciência e da tecnologia e a ideia do progresso tecnocientífico como um bem em si mesmo, entendem a aplicação da técnica como algo nem sempre benéfico à humanidade e postulam a necessidade da justificativa moral para a sustentação da atividade científica.

    Dessa forma, cientistas e pesquisadores são entendidos como profissionais dotados de responsabilidades morais em oferecer boas razões para suas condutas, opções metodológicas, descobertas e aplicações. Revogar tais proposições acaba por delinear um cenário perigoso, no qual a expressão da atividade científica ou o desenvolvimento de artefatos tecnológicos pode trazer prejuízos à humanidade.

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  123. Thomaz Zebrowski5 de julho de 2013 19:56

    O ser humano esta em constante evolução, isto é evidente, e evolução no contexto que esta sendo tratado é a evolução tecnológica. A evolução tecnológica é uma coisa muito boa, pois proporciona avanços nas mais variadas áreas: saúde, lazer, educação e por ai vai... e claro com inovações tecnológicas o esforço que o ser humano tem que fazer para desempenha determinadas funções é muito menor, se não nulo.
    Porém a evolução tecnológica pode tanto trazer coisas boas, como citado anteriormente, como coisas ruins, por exemplo: desenvolvimento de armas de destruição em massa, poder bélico entre outras, que sinceramente, não traz benefícios para ninguém.
    Um aspecto muito importante que deve ser ressaltado é o julgamento ético, pois muitos avanços são alcançados por meios anti-éticos e não somos capazes de premeditar se o resultado alcançado sera ético ou não.

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  124. O texto gira em torno da questão da ética dentro da ciência.
    Acredito que a busca pelo conhecimento é válida, porém acredito vejo a ética como um "freio" necessário à ciência, uma vez que os avanços tecnológicos podem infingir a ética humana, como no caso das clonagens ou ainda no que diz respeito a utilização de seres humanos em experimentos científicos.

    O avanço da ciência deve estar permeado pela ética de forma que a conduta dos cientístas seja sempre voltadas pelo respeito a vida.

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  125. O texto mostra um ponto de vista realmente interessante sobre Ciência e Tecnologia: é a Ética quem determina a produção do desenvolvimento cientifico. Considerando-se que a produção cientifica não é moralmente neutra, o tipo de ciência que é produzido é julgado pelas crenças morais de todos os indivíduos, principalmente dos cientistas, que necessitam do senso comum para decidir quais atos irá fazer para continuar sua busca pela verdade - objetivo da ciência. O que se torna variável, correto ou não é uso desse conhecimento produzido, que de acordo com a ética utilitarista estudada nessa disciplina, ações boas são as que atingem maior parte da população.

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  126. A ciência e a tecnologia sempre acompanhou o desenvolvimento da sociedade. Talvez seja por isso que raramente pensamos nas coisas ruins que podem vir como consequencia.

    A ética vai "impor" algumas regras de convivência que vão servir para o bem e para felicidade da ação humana. Já a ciência vai buscar a verdade, um conhecimento racional. A tecnologia identifica-se no processo racional -m empíricio.

    É muito importatante que um conhecimento produzido seja levado para a sociedade em sua íntegra para que cada indivíduo possa ´pensar a respeito e terem suas próprias conclusões e convicções.

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  128. A Ciência, desde seus primórdios, já trazia mil e umas questões e mil e uma críticas acerca de sua aplicabilidade e utilidade. Por esse motivo, logo no início do texto, encontramos quatro vertentes que norteiam a discussão acerca dos limites éticos da ciência e da tecnologia. As discussões não são mais somente no campo científico, mas sim no campo Ético e no Filosófico -Político, de forma que quem pertence ao segundo, também está analisando as questões éticas acerca da ciência, dando ainda mais força à Ética. O ponto principal do debate, encontra-se na utilização e "geração" de ciência, a partir do momento em que, nos dias atuais, percebemos uma intensa troca de valores, fazendo com que ao invés de nos beneficiarmos da ciência, a mesma se beneficie de nós. A exemplo disso, temos o texto sobre o cultivo dos transgênicos, no qual ainda há a presença de diversas barreiras relacionadas à saúde, mas que são descartadas ou ignoradas pelos cientistas, fazendo com que esse tipo de produto ainda tenha grande força no mercado. Não se pode haver o egoísmo, a pretensão para um conhecimento/racionalidade sem limites. É preciso que algo interfira nisso, não deixando que os objetivos subam à cabeça e causem riscos à sociedade. Há certos valores que não podem ser deixados pra trás, e a Ética entra com força total, determinando as regras e demonstrando os limites, para que o conhecimento científico seja explorado de forma segura e moral. Para isso, aquelas quatro teses que me referi no começo, tentam desvendar o mundo CIÊNCIA x ÉTICA, de maneira que as quatro são: 1. A ciência e a tecnologia não são moralmente neutras. 2.O progresso científico e tecnológico não é um bem em si mesmo para a humanidade. 3. A aplicação dos resultados das descobertas científicas e inovações tecnológicas não é sempre um bem para humanidade. 4. Há limites morais para a investigação científica e tecnológicas. Dessa maneira, tentarei resumir os complementos para essas "questões", de forma que não irei me alongar muito deixando de colocar os pontos que já foram explicitados ao longo da leitura. Como provavelmente a maioria da população já sabe, a "resposta" acerca do primeiro quesito é não. Devemos lembrar que a ciência é feita por seres humanos, seres naturalmente gananciosos e que por sua vez, não possuem uma visão neutra sobre a vida, juntando sempre a sua bagagem de vida ao pesquisar. Segundo ponto: Situação muito delicada, pois -ouso citar um trecho do texto- "o avanço do conhecimento científico pode estar ligado à situações condenáveis." A exemplo disso temos o grande investimento dos EUA em material bélico, que é um dos fatores que move a economia do país. Algo repudiado pela maioria da população brasileira, pois utiliza-se a ciência com a finalidade de guerra, de matar. Terceiro quesito, há de se lembrar da década de 30, do filme "Tempos Modernos", no qual as máquinas tomaram o lugar dos operários e os forçou a mudar de rotina, demonstrando que nem sempre os resultados das descobertas são bons para a humanidade. 4. Não é que não haja, mas é um campo muito estudado ultimamente, de forma que as limitações estão sendo criadas há pouco tempo, então não estão em 100% em vigor. Sendo assim, ainda temos muito o que caminhar, mas já demos grandes passos, trazendo muitos assuntos para a mesa de debate, não deixando que as novas descobertas sejam utilizadas contra nós, mas sim, para nós.

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    1. Aluna: Fernanda Sue Komatsu Facundo
      RA: 21007812

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  129. Assim como é colocado no texto “O problema dos limites éticos da ciência e da tecnologia" , a ciência e a tecnologia não são moralmente neutras, o progresso cientifico e tecnológico não é um bem para a humanidade juntamente com suas aplicações e o avanço cientifico devem ter justificativas morais, tornando um limite moral para a invenção tecnológica.
    Observa-se que com o avanço da tecnológica, questões éticas aparecem com mais frequência em torno dos. A questão é justamente essa, até onde vai o limite moral para a invenção tecnológica.?
    Podemos citar como exemplo avanços tecnológicos como a clonagem ou células troncos, a qual ponto a tecnologia pode seguir sendo ética? As limitações da ciência caminham lado a lado com a do ser humano. As teorias éticas tentam abranger argumentos universal com uma justificação.
    As quatro teorias descrita no texto retrata como manter a ciência no limite ético, porque existem normas que devem ser obedecidas, os cientistas não tem autonomia, segundo, pois não há garantias que pesquisas cientificas nos levarão ao progresso, terceira porque não é sempre que o usos de novas tecnologias vai melhorar moralmente o ser humano.
    Assim a ética relacionada a ciência para ter um limite tem que seguir princípios éticos como a capacidade de atuar com conhecimento de causa, agir em suas pesquisas sempre em benefício do próximo, minimizando os danos. Mas como a ciência sempre está em busca da verdade, as vezes vemos casos em que a ciência e tecnologia ultrapassa limites como pesquisa em animais, e até humanos.
    Por isso é importante que o avanço da ciência caminhe lado a lado da ética.

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  130. A ciência é um meio muito propício para gerar mudanças e transformações na vida das pessoas. Assim, considero inegável que o “fazer ciência” necessite de limites éticos bem definidos. Por mais que os frutos da ciência pareçam essencialmente positivos para humanidade, há de se avaliar até que ponto o conhecimento gerado é necessário e realmente bom para a sociedade.
    A ciência só estaria dissociada de vieses num mundo utópico. Nesse ponto é importante ressaltar que os maiores interesses por trás da ciência são de caráter econômico. As consequências de um desenvolvimento tecnocientífico que não é neutro, se não avaliadas, podem ser enormes, principalmente levando-se em conta aspectos sociais.
    É por isso que cabe aos cientistas tanto se questionarem acerca da moralidade de suas pesquisas para que suas condutas possam ser justificadas e aceitas. Os benefícios podem ser bem menores que os custos num cenário em que o conhecimento é produzido sem nenhum critério moral.

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  132. De acordo com o texto, a ciência e a tecnologia deveriam buscar o bem estar geral, e uma vez que foram originadas da sociedade, devem obedecer às mesmas regras de conduta. No entanto, ainda que o avanço tecnológico e científico pareça positivo, nem toda descoberta recorrente desse avanço vem para o bem.
    O fato é que grande parte dos avanços científico-tecnológicos são mantidos à parte da massa de forma que as "criações" realmente importantes, que impactuam nossas vidas não são de conhecimento geral, criando uma pequena elite responsável por essas grandes decisões. A criação de armas nucleares e biológicas, sistemas de comunicação que são totalmente abertos às autoridades (ignorando o conceito de privacidade) e a descoberta de medicamentos que poderiam mudar a vida de milhões de pessoas ao redor do mundo, são apenas exemplos dos grandes avanços dos quais não se ouve praticamente nada sobre, por interesse de determinados grupos.
    O destino de muitos tem sido ignorado em razão de lucros e estabelecimento de influências políticas, e a ciência não tem cumprido seu papel quanto à melhoria da vida das pessoas. Ouve-se muito sobre gadgets de última geração e instalações luxuosíssimas (disponíveis apenas para poucos), as notícias sobre avanços médicos muitas vezes tratam de um futuro distante, sem revelar nada sobre curas descobertas por grandes laboratórios que preferem vender homeopatias caríssimas ao invés de oferecer uma solução efetiva.
    Com isso podemos perceber que o grande projeto idealizador da ciência e da tecnologia, que buscavam levar conhecimento e melhorar a vida de todos de maneira transparente e crítica, foi colocado em segundo plano, tornando a CT um conhecimento de poucos para o benefício de poucos.

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  133. A ciência e tecnologia não são produtos de uma neutralidade moral. Por exemplo, a ideia de facilitar as tarefas de uma dona de casa ao criar a máquina de lavar expressa moralmente o busca de um interesse particular ou coletivo, elas sempre serão antecedidas de uma necessidade.
    E ao contrário do que normalmente o senso comum pode pensar o fruto delas não é apenas o bem. O desenvolvimento científico e tecnológico pode servir a fins escusos, como as pesquisa que acidentalmente produziram o micro-ondas e a bomba atômica, duas elementos derivados da ciência e tecnologia, mas de utilidades bem distintas.
    É importante que os avanços científicos sejam justificáveis, ou seja, avaliadas pelos conceitos morais. E isso deve ser feito por cientistas, e por não cientistas também para que haja uma imparcialidade maior nas decisões e também para que a sociedade participe das transformações decorrentes da ciência e tecnologia.
    Enfim, as informações sobre desenvolvimento científico devem estar ao acesso de todos. Para que decisões como o uso, perigo e consequências das tecnologias sejam arbitradas por todos e usufruído também, já que algumas ferramentas produzidas pela ciências tem seguido uma péssima tendência de segregação.

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  134. Daniele Rodrigues de Faria5 de julho de 2013 23:21

    Por mais que haja uma aura de neutralidade na ciência, de fato ela não é cem por cento verdadeira. Existem diversos fatores que influenciam direta e indiretamente a atividade científica. A partir do momento que se escolhe algo a ser pesquisado, um assunto específico, já há, de algum modo, valores e julgamentos morais sendo realizados pelos cientistas. Além disso, como foi abordado no texto, existem também os fatores econômicos, que cada vez mais cercam as atividades científicas e envolvem também as atividades tecnológicas.
    Acredito que estas atividades não devem ser isoladas do restante da sociedade, como se fossem um mundo a parte. Os valores éticos e suas reflexões precisam estar sempre presentes,até mesmo porque grande parte das descobertas e atividades científicas impactarão fortemente no restante da sociedade. Por isso mesmo é importante que todos os atores envolvidos, cientistas e não-cientistas, participem das escolhas feitas no âmbito científico e tecnológico, por meio de um debate aberto a todos.
    Por fim, sem dúvidas existem diversas limitações no desenvolvimento de pesquisas e atividades científicas e tecnológicas, com por exemplo a problemática da clonagem humana e das pesquisas com células-tronco. Não devemos esquecer que a ciência, bem como a ética, é uma atividade desenvolvida pelo homem, e , deste modo, está sujeita às limitações e problemáticas que cercam o ser humano.

    Daniele Rodrigues de Faria
    RA:21047112

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  135. O ato humano é passível de influência, é praticamente impossível ser imparcial. Tendo em vista que a ciência é um feitio humano, então a ciência não é imparcial e pode ser influenciada por diversos tipos de interesse, que geralmente, estão relacionados ao dinheiro.
    Todo tipo de ciência deve necessariamente passar por um processo de análise a partir de normas éticas, afinal, a ciência deve progredir tendo seu foco no âmbito social, a fim de aumentar o bem estar no cotidiano da sociedade, além de “controlar” a ambição do homem em torno dos avanços científicos, se é que isso seria possível.

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  136. A Ciência e a tecnologia possuem como principal lema o desenvolvimento e a finalidade de satisfazer as necessidades humanas. O texto oferecido como base “Limites éticos da ciência e tecnologia” propõe ir mais ao fundo do que ciência e tecnologia usam como lema. Ao questionar a prática ética, já é colocado como ponto de partida que a investigação cientifica pode ser moral ou imoral. Portanto, nem todo o avanço cientifico implica num progresso verdadeiramente positivo e que não ocasiona outro tipo de perda ao ser humano, sem contar que nem todo o material produzido pela ciência pode ser considerado como progresso em si.

    Nem toda a produção cientifica visa diretamente num benefício à humanidade. O progresso muitas vezes pode ter essa como ultima finalidade, mas inicialmente servir apenas para invalidar uma tese concorrente em uso.

    A descoberta cientifica e a investigação tecnológica devem ser moralmente justificadas, não importando a finalidade proposta por elas. Um exemplo é a prática de experimentos japoneses em chineses na Segunda Guerra Mundial. Por mais que afirmem que com as investigações buscavam modos de como tratar alguém com hipotermia, não justifica deixar milhares de chineses expostos nus ao frio intenso para congelar até a morte para verificar os efeitos do congelamento. Por mais que avanços na cura tivessem sido obtidos e a finalidade aparecesse disfarçada de modo a aparentar ser boa, a investigação é imoral.

    Como a prática científica deve ser ligada à moralidade, a vigilância na sua prática precisa ser constante e não ficar restrita ao meio científico, e não deixar a inicialmente a finalidade induzir a decisão da validade da prática. Um bom período para usar como exemplo é novamente a segunda guerra mundial, durante a corrida nuclear. Por ter a decisão extremamente centralizada nas mãos dos cientistas, apenas chegou ao grande publico que a obtenção da tecnologia atômica era necessária para deter o nazismo, mesmo que ficasse subentendido a morte de milhões se fosse colocada em prática a bomba. Como a sociedade não pode discutir sobre o assunto, praticamente descartaram a importância no meio ambiente e gerações futuras das vitimas.

    Os cientistas podem até ter o conhecimento sobre o assunto, mas isso não valida a exclusividade deles nas decisões. Quanto mais gente envolvida na discussão, o avanço tecnológico tem chances maiores de trazer benefícios com poucas contrapartidas à humanidade. Portanto, a moralidade na ciência é extremamente necessária, por mais que torne o caminho do avanço mais burocrático e lento.

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  137. A ciência e tecnologia conforme o texto não assuntos neutros, pois os cientistas e as grandes empresas que financiam as custosas pesquisas possuem interesses próprios e distintos.
    Não a como prever o conhecimento obtido a partir das pesquisas sejam bons para a sociedade em geral. Não é voltado para sociedade o avanço tecnológico até que se tenham justificativas morais para tal.
    É preciso definir até onde vai o limite moral para o avanço tecnológico, e essa questão é difícil devido os agentes envolvidos. O texto aborda as quatro teorias que seriam válidas para a contenção da ciência em relação à moralidade.

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  138. Tanto a ciência como a Ética são resultados do exercício da razão. A ciência procura a “verdade”, ou seja, a forma mais eficiente de explicar o mundo, a Ética procura proposições que justifiquem ações. A construção da ciência é uma ação, assim a ciência também de estar nos limites estabelecidos pela ética, como também a tecnologia, que resulta da ciência, se baseando na nela para encontrar o procedimento mais adequado em relação à mesma.
    Portanto o cientistas ao praticar ciência teria que justificar a moralidade desta conduta, já que, a mesma parte de certos valores morais encontrados em todos os paradigmas, no sentido que Thomas Kuhn colocou, alem do fato de que os cientistas são influenciados por seus próprio interesses.
    Assim a produção de conhecimento cientifica precisa ser justificado, como qualquer outra ação, de forma critica não só por cientistas, mas também pelo restante da sociedade, mostrando através da argumentação se certa produção cientifica é de fato um bem.

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  139. A ciência e a tecnologia, enquanto consequências da ação humana, pertencem também ao âmbito da ética. Seus valores máximos, quais sejam a verdade, a eficácia e o bem, respectivamente, nem sempre coincidem. Isto é, a ciência e a tecnologia e seus respectivos progressos não garantem, necessariamente, o bem ao homem.

    A história está cheia de exemplos nos quais isso se verifica. Basta lembrarmos dos principais grandes conflitos do século XX: Primeira e Segunda Grande Guerras e Guerra Fria. Em todos eles havia um desenvolvimento científico-tecnológico, não raro acelerado, a serviço das partes combatentes. Nesse contexto, essas duas atividades fundamentavam uma parte crucial no sucesso ou fracasso dos objetivos que ambas as partes tinham no conflito, entretanto, não implicava segurança e bem-estar ao ser humano -muito pelo contrário, na grande maioria das vezes, a Ciência e a Tecnologia foram usados por seres humanos de maneira a causar danos e prejuízos a seus semelhantes.

    Nos dias de hoje também não é difícil encontrarmos exemplos de descompassos na relação ética-ciência-tecnologia. Isso tudo só reflete a necessidade, apontada no texto, de mantermos um olhar rigoroso, sob o ponto de vista da moral, sobre o conhecimento científico que é gerado pelas instituições de pesquisa, assim como também para suas aplicações na sociedade pensando sempre em como suas consequências podem prejudicar ou beneficiar o homem.

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  140. COMENTÁRIO SOBRE O TEMA 13

    A CIÊNCIA E A TECNOLOGIA NO CONTESTO ÉTICO

    As teses apresentadas resumem bem as preocupações sobre as necessidades de garantias éticas serem estabelecidas, não resta dúvida que as pesquisas cientificas e tecnológicas não são um bem em si mesmas e que sempre carregam o ponto de vista dos comprometimentos pessoais e ou grupais do pesquisador.
    Também é verdade que se faz necessário o estabelecimento de salvaguardas para que em nome da moral, muitas vezes confundida com conceituações religiosas não se estabeleçam bloqueios a liberdade criativa e a inventividade , indispensável ao meu ver, ao avanço da pesquisa científica e tecnológica. Por outro lado acredito que muito do mau uso de projetos científicos se deve ao desvirtuamento dos propósitos originais do pesquisador, o que exigiria que o acompanhamento ético fosse estendido para além do ambiente acadêmico.
    Entendo que o caminho mais efetivo,embora lento, é o da transparência ampliando no trabalho da construção de uma sociedade comprometida com a ética, fazendo assim de cada cidadão consciente um elemento de fiscalização dos parâmetros éticos de cada nova descoberta.


    JOSIAS ADÃO BCH MATUTINO SALA A03

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  141. AQUI TEM INÍCIO OS COMENTÁRIOS DOS ALUNOS DO PRIMEIRO QUADRIMESTRE DE 2014.

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  142. Dimitria Alexia do Nascimento de Souza Teles18 de maio de 2014 18:07

    O texto traz a temática Ciência, mas no sentido de desmitificação sobre a mesma. Há uma necessidade de discussão sobre os limites éticos da ciência, da inovação tecnológica e de suas aplicações práticas. E acho muito legal o autor citar a UFABC dentro desse contexto pois ela, como formadora de novos cientistas e com uma grade disciplinar que permite tal abordagem, não pode deixar de investigar os critérios e os juízos dentro da criação de teorias, de descobrir novas formas de realizar tarefas e de colocá-las em prática.
    Assim, ele discute sobre a identificação dos problemas éticos da ciência como uma visão ilustrada do mundo. Essa visão ilustrada seria “aquela que entende que as limitações da Ciência estão associadas aos limites dos seres humanos”, portanto, a própria ciência tem que agir conforme a racionalidade humana, e agindo assim, pensar nos parâmetros éticos. E com isso surge ao homem a necessidade de determinar os limites da ciência.
    Nesse texto, o autor defende 4 teses fundamentais: 1. A Ciência e a Tecnologia não são moralmente neutras, nesse caso é citado o Tomas Kuhn, com sua teoria de paradigmas, onde os valores morais é que determinam os procedimentos dos cientistas. 2. O progresso científico e tecnológico não é um bem em si mesmo para a humanidade, Não existem garantias teóricas que o resultado da pesquisa científica e da inovação tecnológica expressa sempre o progresso. 3. A aplicação dos resultados das descobertas científicas e inovações tecnológicas não é sempre um bem para a humanidade, porque a aplicação de novas teorias e invenções tecnológicas cria situações nem sempre desejáveis para alguns dos afetados por elas; 4. Há limites morais para a investigação científica e a invenção tecnológica, Cientistas e tecnólogos não tem garantida a liberdade moral de investigar e inventar;
    Com isso se conclui, e eu concordo, que a tecnologia mesmo sempre em progresso, não necessariamente trás o bem para a humanidade. Por isso é que para que ela seja vista como boa, precisa de uma análise baseada nos custos e benefícios para os indivíduos afetados. Por isso é que Assim, em primeiro lugar, é preciso avaliar as aplicações da Ciência e da Tecnologia; é necessário que essa avaliação seja feita por cientistas e não cientistas; as consequências das descobertas científicas e das aplicações tecnológicas devem ser acessíveis a todos os membros da sociedade.

    RA: 21025613

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  144. O processo científico não é neutro, desde o começo da construção da ideia inicial, a ciência se vale de uma problemática, que ela mesma já indica juízos de valor, interesses particulares e comerciais, em função disso pensar em um fazer científico que seja neutro, é no mínimo inocente demais.

    O termo ciência está, nos dias de hoje, banalizado, ao atribuir um valor científico a qualquer, estudo, problema ou solução, percebemos uma justificação e uma valorização imediata, o cientificamente comprovado é um dos termos mais usados em anúncios, revistas, dessa forma não podemos deixar de questionar o impacto de ações científicas na sociedade, se o seu papel é tão importante e tão estimado, devemos dobrar a responsabilidade e a fiscalização em qualquer fazer cientifico que impacte a vida de outro indivíduo.

    Conhecimento é poder, e por isso precisa do amparo ético para poder ser utilizado corretamente. Ciência, tecnologia e sociedade estão extremamente interligados: a ciência e a tecnologia interferem na sociedade; e a sociedade por sua vez interfere na ciência e tecnologia, apesar de tão interligado que se confunde, é preciso saber diferenciar a ciência da tecnologia. Tecnologia é o uso do conhecimento (ciência) que gera inovação. Inovação é um produto de venda. E por isso mesmo, a ciência e a tecnologia têm política. A ciência deveria ser objetiva, mas é feita por homens, e por isso assume um caráter subjetivo, dos interesses próprios dos atores envolvidos.

    Questões como os transgênicos, testes em animais, clonagem, bebês de proveta, uso de células tronco, entre outras, precisam ser discutidas abertamente e eticamente, não apenas no sentido do progresso da ciência, mas pelo bem e progresso da sociedade.

    Robert Paixão 210.613-13

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    1. Acredito, que até mesmo esse termo progresso, deva ser questionado, até que ponto "progrediremos" ? Essa terminologia foi criada para se referir a países mais tecnologicamente avançados que os outros, mas esses mesmo países nunca estiveram em progressam, cada um de acordo com o período histórico, sempre foi o avançado, dessa forma não seria ilusória e até mesmo anti-ético, a busca por algo inatingível?

      Existe um mito em torno dessa corrida pelo avanço científico que torna a conduta humana e a produção científica um produto de especulação, assim repensar os conceitos a respeito do progresso científico é repensar o papel ético que ele exerce na sociedade e no pensamento humano.

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  145. Até a Segunda Guerra Mundial, o desenvolvimento científico seguia o chamado Modelo Linear de Desenvolvimento (MLD), no qual as novas descobertas científicas estavam distantes da sociedade (apenas o público especializado tinha acesso, já que os questionamentos que poderiam ser feitos pela sociedade civil atrasariam o dito progresso científico) e necessariamente guiariam a um bem social. Após a Segunda Guerra Mundial, o lançamento das duas bombas atômicas, além das demais baixas causadas, colocaram a ciência em um patamar complicado, no qual as pessoas não mais confiavam na ciência e os questionamentos sobre seu desenvolvimento e possíveis implicações diretas e indiretas passaram a ser considerados pela sociedade. A ciência a partir desse momento não poderia mais ser dissociado da sociedade, tendo suas descobertas discutidas e guiadas a partir das necessidades e, principalmente, da ética social. Um exemplo é o debate entre a utilização ou não de presos condenados a prisão perpétua nos testes científicos.

    Ao observar o pensamento moderno de uma maneira ilustrada, como faz o professor Luis Alberto Peluso, podemos considerar que "o ser humano ilustrado avalia suas condutas conforme referenciais valorativos racionais", no qual tais referenciais limitam o agir do qual resulta a ciência, conseguimos entender a desconfiança da ciência citada no primeiro parágrafo. Os limites éticos passaram a ser, também, os limites da ciência.

    Outro ponto importantíssimo considerado pelo professor Peluso é quanto a moral. Por que muitas vezes agir de acordo com a moral não necessariamente coincide com fazer o bem. O professor considera 4 fatores sobre a ação moral dos cientistas. O primeiro leva em conta a suposta neutralidade científica, que foi derrubada primeiramente por Popper (quando diz que a motivação para o desenvolvimento das teorias podem ser de qualquer natureza, como um sonho do cientista, por exemplo. Porém, Popper não afirma que essa subjetividade deva ser utilizada também na metodologia científica. Essa deve ser objetiva) e posteriormente por Thomas Kuhn e as questões sobre os paradigmas e a resistência dos cientistas quanto a mudança de paradigma (revelando a subjetividade do cientista no processo científico). Se a ciência é influenciada pelas ideias dos cientistas de como ela deveria ser, a atividade deve ser justificada em termos morais. A segunda e terceira considerações levam em conta (e criticam) a visão positivista da ciência, que predominava até o fim do MLD. A ciência não é um fim bom em si mesma, e deve ser justificada diante dos preceitos morais. O último ponto leva em conta os limites para a investigação científica e intervenção tecnológica, ponto ratificado pelas três considerações anteriores.

    Cabe ao ser humano, portanto, "procurar descobrir as consequências da aplicação das descobertas e decidir quais são aquelas que ele deseja. Cabe ao ser humano, ainda, criar mecanismos para que as consequências indesejáveis sejam evitadas.".

    Kevin Rossi Freitas. RA: 21071613

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  146. O conteúdo disponibilizado coloca a necessidade da inclusão da questão ética como um elemento que possa orientar o desenvolvimento científico e tecnológico.
    A tecnologia atual se deve graças aos conhecimentos desenvolvidos e testados durante períodos de muito conflito e tensão, mas todo esse progresso científico e tecnológico partiu com a ideia de ser um bem em si mesmo, dado que a aplicação prática desse conhecimento nem sempre trouxe benefícios à humanidade, e por isso, é defendida a necessidade de justificativas morais para que a atividade científica seja sustentada.
    Assim, são propostas quatro teses: 1. A ciência e a tecnologia não são moralmente neutras. 2. O progresso científico e tecnológico não é um bem em si mesmo para a humanidade. 3. A aplicação dos resultados das descobertas científicas e inovações tecnológicas não é sempre um bem para humanidade. 4. Há limites morais para a investigação científica e tecnológicas.
    A partir disso, a comunidade científica detém a responsabilidade moral de justificar suas condutas, munidos de boas razões para tomar tais decisões, escolher tais métodos ou praticar tais aplicações. Se rejeitadas tais responsabilidades, a humanidade pode sofrer sérias consequências, visto que quanto maior o progresso tecnológico-científico, mais perigosos são seus resultados e maiores são os prejuízos à humanidade.
    Assim, considero o caminhar da ética em paralelo ao progresso científico e tecnológico importante, visto que teríamos a garantia de um progresso benéfico tanto à comunidade científica quanto à humanidade, garantindo certos limites morais para a investigação científica e investigação tecnológica.

    Danielle Satie Yonamine Yamaguti
    21080813

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  147. Alexandre S.M.Pereira24 de maio de 2014 09:42

    O material traz à tona a discussão da suposta neutralidade das descobertas científicas e seu progresso inquestionável. Segundo o professor Peluso e outros autores essa neutralidade da Ciência é uma quimera.

    É impossível que um cientista não seja influenciado por diversos fatores, entre eles as regras morais, os interesses de organizações financiadoras de pesquisas e as ideias próprias de sua época. A ciência e a tecnologia não são um mundo a parte. Suas ações e descobertas influenciam diretamente na forma de vida das sociedades e por isso deve ser regrada e limitada por condutas da Ética.

    Mas nem sempre isso ocorre, tendo em vista alguns desastres que a própria ciência causou a humanidade, como por exemplo as bombas nucleares. Qual foi o progresso vindo desse lastimável episodio da história humana? A respeito do progresso científico, pode-se pensar nas usinas nucleares. O progresso obtido por elas vale o risco de estar sempre sujeito a uma catástrofe nuclear? Já ocorreram casos em que usinas nucleares resultaram em tragédias e aparentemente nada garante que estamos isentos disso.

    Visto que a ciência e a tecnologia são indissociáveis da sociedade, é necessário que haja uma democracia em suas descobertas. Elas devem ser compartilhadas com todos os membros da sociedade, seus desdobramentos sobre a vida devem ser informados de forma clara a todos.

    RA:21070513

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  148. Murillo Faria dos Santos Neri
    RA 21045713

    A ciência e seu subproduto a tecnologia, criados para facilitar o convívio do homem para com o mundo que vive, são passíveis da avaliação moral, porque dizem respeito aos limites éticos que estamos dispostos a respeitar. Não é isenta a ciência de crítica, de avaliação dos resultados que ela pode gerar, uma vez que se possa prevê-los.


    A produção científica, mesmo cunhada de agente para benefício social, não sofre estímulo e incentivo de desenvolvimento se algum interesse desde o prestígio por parte do cientista, o retorno do investimento por parte da empresa ou governo, ou a demanda social, são pautadas num interesse particular, o que individualiza o agente da ação de usa produção e questiona o seu cunho coletivo.


    O Professor Peluso expõe argumentos referentes ao controle ético da produção geral do conhecimento, defendendo e propondo o debate frente as implicações dos desdobramentos que a ciência e a tecnologia doravante sua constante evolução alcançam e se chocam com valores éticos.

    A ética deve auditar a produção científica a ponto de que sua criação não interfira negativamente no agir humano, interesses políticos e econômicos nem sempre andam no mesmo sentido que os interesses da sociedade, e quando se contrapõe deveria caber a ética determinar a viabilidade de continuação de tal produção científica.

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  149. O texto apresentado de autoria do professor Peluso, discute a ética dentro da ciência. Ele apresenta a ética como consequência da ação humana, portanto deve seguir as regras éticas propostas pela sociedade, ou seja, deve ser uma ação “boa” (ética) que visa beneficiar a sociedade. As decisões humanas dentro da ciência e da tecnologia devem sempre ser justificadas, pois o progresso dentro da Ciência e da Tecnologia, nem sempre geram consequências positivas, ou seja, não existem garantias de que toda a pesquisa cientifica e toda inovação tecnologia geram progresso e consequentemente o bem da humanidade.
    Levando em conta que o progresso cientifico nem sempre é considerado bom para a humanidade, podemos dizer que os resultados da aplicação das pesquisas que levaram a esse progresso também nem sempre são éticos. A própria pesquisa ou os conceitos descobertos na pesquisa podem afetar negativamente alguns indivíduos ou o meio ambiente, gerando assim situações indesejáveis.
    A questão da responsabilidade moral dos cientistas é baseada em quatro teses fundamentais, sendo elas: “A ciência e a tecnologia não são mutuamente excludentes”, “O progresso cientifico e tecnológico não é um bem em si mesmo para a humanidade”, “A aplicação dos resultados das descobertas cientificas e inovações tecnológicas não é sempre um bem para a humanidade”, “Há limites morais para a investigação cientifica e invenção tecnológica”
    Para que as descobertas e avanços científicos e tecnológicos sejam vistos como “bons” e consequentemente éticos, é necessário que alguns pontos sejam levados em conta, começando pelo fato de que é preciso avaliar as aplicações da ciência e da tecnologia, é necessário que essa avaliação seja feita por cientistas e não cientistas e por fim as consequências das descobertas cientificas e das aplicações tecnológicas vem ser acessíveis todos os membros da sociedade.
    No meu ponto de vista também é valido lembrar que muitas das pesquisas relacionadas a ciência e tecnologia são financiadas por empresas privadas e consequentemente estão ligadas a interesses econômicos, como já foi dito em outros tópicos de debate, os interesses econômicos nem sempre são éticos.

    Guilherme Allan I. C. da Fonseca - RA:11131211

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  150. Luize Gonçalves Fernandes25 de maio de 2014 19:39

    O texto de Luis Alberto Peluso discute sobre a existência ou não de uma neutralidade das ciências. A partir disso, o texto mostrará que não, a ciência não é neutra e envolve tanto valores subjetivos de quem a faz quanto valores que interessam a quem a financia. Seria por demais ousado dizer que um cientista não é influenciado por diversos fatores. Por isso é que é necessário a entrada de valores éticos para orientar e limitar a ciência e todos que estão por trás de seus feitos.

    Além de levar em conta que a ciência e a tecnologia não são neutras, é necessário ter em mente que o progresso científico e tecnológico não é um bem em si mesmo para a humanidade, pois a aplicação de seus resultado também nem sempre o são. As consequências das descobertas científicas podem causar benefícios ou malefícios à sociedade, por causa disso, é essencial que se analise cada passo da ciência e de suas tecnologias. Os limites da ciência devem corresponder e estarem submetidos aos limites do ser humano, pois somos seres racionais e devemos ter nossas condutas aliadas a valores morais.

    É necessário, portanto, que aja um alinhamento, uma harmonia, uma certa convergência entre a ética, a ciência e a tecnologia, tendo em mente que certamente a ciência não é neutra e é levada por questões subjetivas do cientista e das grandes corporações que estão por trás de seus feitos. Sendo assim, é claro o fato de que há limites morais para a investigação científica e a invenção da tecnologia, já que é necessário a justificação moral das descobertas. Mais que isso, torna-se necessário a acessibilidade de tudo que envolve a C&T para a sociedade, tanto cientistas como leigos.

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  151. Com o passar do curso, a crítica moral foi instigada pelo professor sobre diversos assuntos. Neste último tópico, podemos relacionar o nosso convívio com a universidade e igualmente com as criações científicas que ouvimos falar sobre. A importância da crítica para não-cientistas é parte importante do processo de conscientização da sociedade sobre as criações que possivelmente vão adentrar em nosso cotidiano.

    Se a frase “Ciência é poder” realmente é válida, tudo vai depender do ponto de vista. Mas uma coisa é certa: há limites para esse conhecimento, afinal, a função “coerente” da Ciência seria a criação de um modelo explicativo da realidade que permita captar as suas regularidades, conhecendo também as suas consequências. A Ciência satisfaz desejos e necessidades do intelecto humano e as consequências para o próprio humano aparecem com os resultados previsíveis que vão surgindo, podendo alcançar escalas pequenas ou até mundiais. Com isso, a sua aplicação prática precisa envolver Ética e ser continuamente avaliada. Um exemplo seria o lançamento de remédios que prometem curar a mais simples das dores. Mas será mesmo que precisamos sempre nos entupir de remédio? Não seria melhor primeiramente avaliarmos os nossos hábitos diários, tentando evitar o que nos faz mal ou optar por remédios naturais, como alimentos ou plantas?

    O cientista carrega uma responsabilidade moral inegável, pois, como dito no texto, a Ciência e a Tecnologia não são moralmente neutras. Tanto o progresso científico e tecnológico quanto a aplicação dos resultados das descobertas científicas não são necessariamente um bem para a humanidade, já que há sim limites para a investigação científica e a invenção tecnológica. Obviamente, a moralidade talvez não seja respeitada devido a questões de custos e benefícios para os indivíduos afetados. Mas, como afirmado no já mencionado texto, “é preciso ter medo das consequências da descoberta e da aplicação das descobertas em Ciência e Tecnologia”. Um cientista imoral acaba percebendo com o tempo que dá tiro no próprio pé.

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  152. No texto “O problema dos limites éticos da Ciência e da Tecnologia” de Luís Alberto Peluso, o professor defende quatro teses:
    1) a ciência e a tecnologia não são moralmente neutras;
    2) o progresso científico e tecnológico não é um bem para a humanidade;
    3) a aplicação de tais descobertas e inovações não são um bem pra humanidade;
    4) elas devem ser moralmente justificadas.
    Com isso, vê-se que existem limites morais para a investigação científica.
    Ligadas a tais teses, há três objetivos estratégicos: que as implicações das teorias e investigações científicas devem ser avaliadas; que tal controle deve ser feito por cientistas e por não cientistas; e que todos os membros da sociedade devem saber seus efeitos.

    Dentre os temas que existem na filosofia contemporânea, é de grande destaque o que diz respeito aos limites éticos da investigação científica e da inovação tecnologia e suas aplicações práticas. É preciso desvendar quais os critérios e juízos para ser feita uma avaliação ética e política.

    É proposto que isso seja feito dentro dos limites das condições humanas. O ser humano, ao conhecer algo, apresenta isso por meio de conteúdos cognitivos, que ao seguirem regras, tornam-se conhecimento racional. Logo, a racionalidade humana é uma condição de possibilidade da Ciência. É dentro dessa racionalidade que o ser humano é reconhecido como um ser capaz de produzir conhecimento e agir racionalmente, tornando-o um ser ético, porque também avalia sua conduta seguindo valores racionais como referência.

    A ética pretende construir uma teoria racional das ações humanas, tentando identificar as proposições que descrevem as condutas apropriadas. Elas tentaram justificar o porquê que certas condutas devem ser exercidas pelos agentes para fazer o bem ou a felicidade. Ela difere da Ciência, que tem por objetivo descobrir a verdade e, com isso e descrevendo procedimentos, torna-se Tecnologia.

    Debate-se a questão da responsabilidade moral dos cientistas, baseada nas teses previamente descritas:
    1) de acordo com essa, existe um código de normas que o cientista deve seguir, que são valores morais que determinam seus procedimentos. Logo, os cientistas precisam justificar esses valores e suas práticas. Além disso, os cientistas trabalham de acordo com os desejos de quem os financia, além de serem influenciados por suas próprias experiências;
    2) o progresso científico é baseado na busca da verdade, mas nem sempre a verdade traz algo benéfico, principalmente quando for baseado no conhecimento científico, que precisa ser moralmente justificado;
    3) as aplicações nem sempre são benéficas: muitas vezes, são benéficas para uma parte, enquanto a outra, desavisada sobre o que está acontecendo, é prejudicada;
    4) os cientistas não estão livres para criar, inventar e pesquisar, pois devem ser controlados moralmente. Isso se dá porque o poder de destruição do ser humano sobre o mundo é grande, e qualquer nova pesquisa precisa justificar e explicar as possíveis consequências; além do mais, a sociedade precisa saber o que está sendo pesquisado.

    Logo, percebe-se que nem todas as inovações e produções científicas e tecnológicas são benéficas e aprovadas e, para o serem, precisam ser avaliadas criticamente.

    É preciso, então, avaliar as aplicações da Ciência e da Tecnologia, ou seja, precisam ser avaliadas criticamente; cientistas e não cientistas precisam avaliar, pois critérios éticos são diferentes dos científicos; e a população, como um todo, precisa estar ciente do que as descobertas podem oferecer.

    Não é possível parar o avanço do conhecimento: as tecnologias já existentes nos levam a ir além. Obviamente, tais avanços podem ser benéficos, mas não é sempre. No entanto, não se pode viver esperando o pior, mas sim tendo esperança que o ser humano saiba julgar ética e moralmente até onde se deve ir.

    RA: 21019613

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  153. Luara Michelin Sartori RA:11054112

    No filme proposto a ideia principal é justamente a questão sobre a responsabilidade, ou não, dos cientistas sobre suas descobertas e invenções.
    O texto do professor Peluso nos mostra que nem todas as descobertas científicas são benéficas à sociedade e cabe à nós decidirmos usufruí-las ou não.
    Desse modo, não acredito que a pesquisa seja indesejável, pois através dela é que há desenvolvimento tecnológico, social e moral. A ciência em si não acarreta malefícios, o que pode trazer consequências negativas à sociedade, é a aplicação desse conhecimento. A pesquisa em si torna-se imoral a partir do momento que para obtê-la, faz-se uso de recursos imorais.

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  154. Após a leitura do texto e das demais considerações apresentadas no livro “Ética Para Principiantes”, está evidente para mim a necessidade de se impor (ou de reconhecer) limites morais para a investigação científica e a invenção tecnológica. Isso porque o avanço da Ciência e da Tecnologia não é em si mesmo, e necessariamente, um bem (lembrar das críticas de Rousseau à Ciência fundamentadas em exemplos históricos em seu “Discurso sobre as Ciências e as Artes”), fazendo emergir, portanto, questões de natureza Ética.

    Em minha opinião, essa existência de limites morais ao desenvolvimento científico não deve ser vista com maus olhos, como uma barreira ao avanço / ao progresso da sociedade. Acho que esses limites trazem boas consequências e direcionam o progresso científico, no sentido de constituir parâmetros para que a Ciência e a Tecnologia caminhem na mesma direção do que é moralmente justificável.

    A tese defendida no Capítulo 10 de “Ética Para Principiantes” afirma que para que o progresso da Ciência e da tecnologia possa ser “um ‘bem’, do ponto de vista Ético, [...] depende da interveniência de algumas variáveis...”. Essas variáveis seriam, em síntese, a avaliação (por cientistas e não cientistas) das aplicações da Ciência e da Tecnologia, e a garantia de que as suas consequências estarão acessíveis a todos os membros da sociedade. Cabe à racionalidade humana garantir essas condições. O que devemos esperar é que a racionalidade não seja expressa apenas na Ciência, mas também na Ética que a orienta.

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  155. Sara A. de Paula
    RA: 21041713

    O texto do professor Peluso aborda 4 teses: 1. a Ciência e a Tecnologia não são moralmente neutras, 2. o progresso científico e tecnológico não é um bem em si mesmo para a humanidade, 3. A aplicação dos resultados das descobertas científicas e inovações tecnológicas não é sempre um bem para a humanidade e 4. a descoberta científica e a invenção tecnológica devem ser moralmente justificadas.
    Estas teses me remetem aos assuntos abordados nas aulas da disciplina de conhecimento e ética, sendo elas um tipo de consequência do debate da filosofia na ciência, envolvidas com a ética, moral e as influências em demais áreas de entendimento humano.
    Como colocado no texto, contemporaneamente tem-se ganhado destaque a discussão os “limites éticos da investigação científica”, e é muito importante analisar isso criteriosamente já que por exemplo, a universidade que estamos é bastante voltada para a ciência e suas inovações, assim como, diferentes campos da nossa vida atualmente. É importante colocar também que a produção de ciência é característica da racionalidade humana, e também como ela é utilizada, o que será explicado pela ética.
    As quatro teses trabalhadas no texto dizem respeito a responsabilidade moral do cientista. Algo importante a ressaltar é que justificar com a moral, não quer dizer que seja realmente desenvolvido para o em, como colocado na tese de número 3, por exemplo. Por isso a análise é importante, pois, é complicado desenvolver bem e mal, apenas pela justificação.

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  156. O texto do proposto vem de encontro com discussões muito antigas. Desde Descartes e Bacon assuntos como a moralidade da ciência permeiam as discussões científicas e não científicas e se desdobram até os dias de hoje. Faz-se importante ressaltar o embate que se propõe no texto de que nem sempre o bem (o objetivo da Ética por meio da determinação das regras de conduta), o verdade (o objetivo da Ciência por meio do conhecimento racional) e o eficaz (objetivo da Tecnologia por meios procedimentais) coincidem. Posto isto, que nem sempre o bem, o verdadeiro e o eficaz coincidem, se faz necessária a abordagem de que viver eticamente é viver de maneira racionalmente justificável, ou seja, viver eticamente significa viver segundo regras morais justificáveis. Deste modo, os três fatores coincidirão em um contexto que deva ser moralmente justificável, o que torna a Ciência e a Tecnologia subordinadas à análise Ética. Como qualquer outro construto humano ou prática social, é indispensável uma análise moral das invenções e aplicações científico-tecnológicas. Concluo meu comentário com as quatro teses fundamentais propostas pelo texto e que corroboram a minha tese de que se faz necessária tal análise moral acerca da Ciência e da Tecnologia: a Ciência e a Tecnologia não são moralmente neutras; o progresso científico e tecnológico não é um bem em si mesmo para a humanidade; a aplicação dos resultados das descobertas científicas e inovações tecnológicas não é sempre um bem para a humanidade; e há limites morais para a investigação científica e a invenção tecnológica.

    Matheus Nunes de Freitas RA: 21031213

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  157. No texto do professor Peluso, fica claro que não há como separar ciência e tecnologia de questões éticas. Estas estão presente no debate do progresso da ciência, na aplicação advindas do ‘progresso’ científico, em suas consequências socais, e na forma que a ciência é conduzida por cientistas e pelos meios que financiam as pesquisas.
    A neutralidade do cientista é questionável e questionada no texto, pois ele é um produto social, com interesses, desejos e ambições que interferem na ciência. Há fatores como visões diferentes de mundo, tendências de seu tempo que são acrescidas quando se questiona a neutralidade dos cientistas. Como Kuhn defende, é necessário levar em conta os aspectos psicológicos e sociológicos da ciência, humanizando o cientista e tendo a consiência que quando se trata de ciência, os fatores já citados aparecem e são determinantes.

    O conhecimento é outro ponto de destaque no texto, uma vez que ele é influenciado pela idéia de como o mundo deveria ser, então o cientista conduz a ciência no caminho que ele acredita ser possível atingir este mundo.

    A idéia de progresso é questionada, pois nós vivemos numa sociedade e num tempo que determina que o presente é melhor que o passado e consequentemente o futuro será melhor que o presente, e essa visão de mundo se deve a idéia de progresso científico e tecnológico que ocorreu principalmente nos últimos séculos. Mas essa idéia de que o progresso seja algo linear é contraposta com a visão de mundo que defende que progresso deva ser substituído por diferenças temporais, em que o desenvolvimento da ciência deva ser atribuído a diferença temporal entre períodos.
    Para Kuhn, um paradigma (leis que guiam a ciência em determinado periodo) não se desenvolve a partir de outro, por isso não podem ser comparados, pois tem origens diferentes mesmo em alguns casos tendo o mesmo vocábulo. Portanto, para ele a ciência atualmente é só mais uma entre as várias ao longo do tempo, fazendo com que a idéia de progresso científico tão defendido pelos positivistas e com resquícios no Popper seja negada.

    Os riscos que as tecnologias proprocionam as sociedades é outro ponto muito importante colocado no texto, pois muitas das pessoas que utilizam da tecnologia, pelas mais diversas formas que ela esteja presente, não tem a noção de perigo que possam estar expostas, além da liberdade individual que pode ser ferida por algum procedimento tecnológico e, as mudanças de valores que orientam a conduta das pessoas e as situações de sofrimento para os envolvidos com certas tecnologias.

    No texto, o professor Peluso defende que sejam postas junto com as questões científicas e tecnológicas, questões sobre ética, que deve fazer parte do desenvolvimento da ciência e tecnologia, fazendo com que a produção científica não prejudique o ser humano, que é o responsável por ela.

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  158. Este comentário foi removido pelo autor.

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  159. Em seu texto, Peluso nos fala sobre os limites éticos da investigação e da inovação tecnológica, ou seja, quais os problemas que cabem “a investigação moral e politica do desenvolvimento cientifico, da invenção tecnológica e de suas aplicações praticas”. Assim como o desenvolvimento do homem é inerente ao progresso cientifico no positivismo, o autor ressalta que “os limites da ciência são imanentes ao próprio ser humano”, sendo a racionalidade humana um fator decisivo na construção da ciência.
    Então, a ciência e a tecnologia estão limitadas pela ética, na medida em que o homem é um ser ético e todas as suas ações, inclusive aqueles que constroem a ciência, determinadas valores racionais.
    A ética pretende, de acordo com o autor, construir uma teoria das ações humanas, na qual estejam determinadas as condutas corretas em diferentes circunstâncias. Ética, ciência e tecnologia estão atreladas, mas tem objetos objetivos distintos. Se o objetivo da ética é determinar regras pelas quais sejam possíveis ter a noção de bem e felicidade do ser humano; a ciência tem como objetivo a verdade por meio do conhecimento racional; e a tecnologia que a é aplicação prática do conhecimento, tem como objetivo identificar a melhor forma para se fazer as coisas de modo justificado pelo conhecimento cientifico. Neste ponto temos o problema, que consiste no fato de que nem sempre o “bem, o verdade e eficaz” coincidirem.
    Os cientistas portanto tem uma responsabilidade moral trabalhada pelo autor através do confronto de quatro teses fundamentais: 1) A ciência e a Tecnologia não são moralmente neutras: ao explicar mundo o cientista é influenciado por suas preferencias, por isso a ciência deve ser justificada moralmente; 2) O progresso cientifico e tecnológico não é um bem em si mesmo para humanidade: Os resultados de pesquisas cientifica e da inovação tecnológica não expressam sempre o progresso, não podendo ser fontes seguras de um bem para a sociedade. Mas o progresso ocorre quando o avanço caminha em direção a verdade; 3) A aplicação dos resultados das descobertas científicas e inovações tecnológicas não é sempre um bem para a humanidade: Novas teorias e descobertas tecnológicas nem sempre melhoram a situação da humanidade, pois as vezes cria situações indesejáveis, colocando em risco a liberdade das pessoas, resultando em sofrimento para as pessoas; 4) Há limites morais para a investigação cientifica e a inovação tecnológica: Todas as invenções de teorias e de tecnologias devem ser passiveis de justificação por meio de critérios morais, sendo necessário que todas as investigações cientificas sejam atreladas ao estudo das consequências que a mesma pode produzir;

    Por fim, embora vivamos um certo desencantamento pela ciência e tecnologia, por atribuímos a elas a culpa por determinados males, ainda cultivamos uma certa estima pelas mesmas, ao passo que o termo “cientifico”, por exemplo, é tido como um grande adjetivo com potencial de sugerir mérito e confiabilidade ao que quer que seja. Contudo, precisamos estar atentos para os resultados da Ciência e da Tecnologia, pois como sabemos eles não são sempre um “bem”, por não resultarem sempre na “felicidade do ser humano”. A ciência e a tecnologia não devem estar atreladas apenas ao progresso/revolução, mas ética, já que esta assegura que os processos de C&T não se tornem mais importantes do que aquele que as cria, o homem.

    21065313

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  160. José Luis Almeida Rocha - RA:21035312

    Conforme visto, a ciência não pode ser regida por profissionais de modo livre, isso porque seus atos têm consequências sobre os demais seres humanos. O uso dos conhecimentos científicos não pode ser feita de modo irresponsável e para tanto estes devem seguir um mínimo de senso crítico. Então qual devem ser as regras para um bom uso da ciência? Não há ainda um manual que delimita com precisão este tipo de regra, mas existe um consenso sobre alguns mecanismos que podem ser seguidos. Primeiramente deve-se quebrar o senso comum de que a ciência é neutra, pois isso não é possível, já que é feita por humanos, que sempre terão uma visão parcial do mundo, e ainda pior se considerarmos os financiamentos empresariais e governamentais cheios de influências políticas próprias. Depois, temos de entender que a perfeição não é algo previsível, não é viável imaginar que alcançaremos o perfeito por conta da evolução natural, já que esta só ocorre em circunstâncias específicas. Continuando, outro conceito é o problema da imprevisibilidade dos novos conhecimentos, teorias, máquinas ou tratamentos desenvolvidos; sendo impossível prever com exatidão quais serão as consequências, é aconselhável se manter a dúvida quanto ao seu uso. Finalmente, para encerrar, é que a ciência não pode ficar apenas nas mãos dos cientistas, já que os limites éticos de sua aplicação estão fora de suas competências, e devem ser avaliados e examinados por todos os seres humanos.

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  161. O texto “O problema dos limites éticos da ciência e da tecnologia” analisa os limites morais da investigação científica, invenção tecnológica e suas aplicações práticas. O autor desmembra esses limites dentro do contexto da “visão ilustrada do mundo” onde as limitações da ciência estão relacionadas aos limites dos seres humanos. Aqui, a racionalidade humana é o limite da representação cognitiva do ser humano para produzir o conhecimento cientifico, já que as ações são determinadas dentro dos parâmetros da racionalidade humana. Ao argumentar que a ética tem como objetivo a determinação de regras de condutas na busca do bem, a ciência tem como objetivo a conquista da verdade e a tecnologia tem o objetivo de identificar o procedimento eficiente. Assim, há o problema porque esses objetivos nem sempre coincidem.
    É necessário afirmar que a responsabilidade moral dos cientistas estão relacionadas as razões oferecidas pelos mesmos para justificar suas condutas. Assim, a responsabilidade eles se confrontam em quatro teses: o mito da neutralidade cientifica (há valores morais, pressões econômicas e a própria visão do mundo do cientista); a noção de que o progresso cientifico tecnológico não é um bem em si mesmo para a humanidade (superação do modelo linear de desenvolvimento onde se pensava que mais ciência traria maior bem estar social); a aplicação dos resultados científicos não é sempre bom para a humanidade que pôde ser notado com as bombas nucleares, por exemplo. Esses três motivos levam a última tese, de que é necessário limites morais para a ciência tecnologia, principalmente pelas suas grandes consequências e pelo fato de que grande parte dos recursos aplicados são de origem pública, ou seja, da sociedade civil. Também é preciso avaliação das aplicações da ciência e tecnologia feita por cientistas e não cientistas. Portanto, como a ciência e a tecnologia são subprodutos humanos, cabe ao próprio humano criar mecanismos para evitar consequências indesejáveis para o bem social.

    Mayara Sanches - RA: 21203913

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  162. Tatiane dos Santos Moura26 de maio de 2014 22:34

    Em “O problema dos limites éticos da Ciência e da Tecnologia”, Peluso defende quatro teses fundamentais: 1. a Ciência e a Tecnologia não são moralmente neutras; 2. o progresso científico e tecnológico não é um bem em si mesmo para a humanidade; 3. A aplicação dos resultados das descobertas científicas e inovações tecnológicas não é sempre um bem para a humanidade; 4. a descoberta científica e a invenção tecnológica devem ser moralmente justificadas.
    Dentre os temas que têm ocupado a produção filosófica contemporânea, torna-se cada vez mais relevante a questão que pergunta sobre os limites éticos da investigação científica, da inovação tecnológica e de suas aplicações práticas. Devem-se investigar quais os problemas que são relativos à avaliação moral e política de tais questões.
    No presente texto, aborda-se também que a ética tem por objetivo a determinação das regras de conduta que prescrevem os atos que traduzem a noção de bem, ou felicidade, no agir humano. A determinação do bem é uma tarefa que envolve a capacidade cognitiva do ser humano. Já a ciência tem por objetivo a consecução da verdade e a tecnologia busca identificar o procedimento eficiente, que pode ser concebido como o procedimento que é justificado pelo conhecimento científico.
    Dessa maneira, percebe-se que existem sim limites éticos para o desenvolvimento da ciência. E é preciso que se analisem as consequências dessas descobertas, através de um controle feito por cientistas e não cientistas. Também é necessário que as informações sobre as descobertas científicas e inovações tecnológicas, e as consequências de suas implementações práticas sejam acessíveis a todos os membros da sociedade.

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  163. Os limites da ciência e tecnologia é um tema muito discutido, principalmente na nossa faculdade, que tem essa qualidade de ser interdisciplinar; quadrimestre passado, fiz duas matérias: uma que se chamava Problemas Metodológicos das Ciências Sociais e outra, Ciência, Tecnologia e Sociedade, ambas discutiam a relação das ciências com a sociedade. Na primeira, discutimos muito sobre quais os limites que o pesquisador, não só da área de humanas, mas principalmente dela, por estudar a sociedade e assim, se relacionando desde o começo com ela, até que ponto ele pode se envolver? Em CTS, discutimos muito sobre a ciência e tecnologia, na própria sociedade, qual a relação delas. Pude aprender, que a inovação acompanha o homem desde seus primórdios, e observar as consequências disso.
    A partir disso, entendo que sim, é necessário que exista uma ética, uma moral a ser seguida pelos cientistas, mesmo que a mesma seja difícil de delimitar, mas ainda sim, é preciso pois compartilho da ideia que o professor expõe as quatro teses fundamentais:, 1. A ciência e a tecnologia não são neutras; 2. O progresso científico e tecnológico não é um bem em si mesmo para a humanidade; 3. A aplicação dos resultados das descobertas científicas e inovações tecnológicas não é sempre um bem para a humanidade; 4. Há limites morais para a investigação científica e a invenção tecnológica. Assim, devemos ter bastante cautela ao avanço da ciência e da tecnologia, para que ela traga ao máximo as melhorias e não apenas desgraças.

    Bruna Rosalem 21035913

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  164. Danielle Cassiano27 de maio de 2014 00:07

    Em seu texto, o Profº Dr. Peluso aponta quatro teses fundamentais, a saber: 1. a Ciência e a Tecnologia não são moralmente neutras, 2. o progresso científico e tecnológico não é um bem em si mesmo para a humanidade, 3. A aplicação dos resultados das descobertas científicas e inovações tecnológicas não é sempre um bem para a humanidade, 4. a descoberta científica e a invenção tecnológica devem ser moralmente justificadas. Posto isto, evidencia-se que há limites morais para a investigação científica e invenção tecnológica. Para a discussão acerca dos limites, propõe-se que os limites éticos da Ciência sejam discutidos dentro do contexto que caracteriza o pensamento moderno como uma visão ilustrada do mundo, que nada mais é que a associação entre as limitações da Ciência e os limites dos seres humanos. Nesta visão , o ser humano não só conhece o mundo, mas também atua.

    É importante ressaltar que o progresso científico e tecnológico nem sempre resulta em um bem para a humanidade, ou seja, pode ter como consequência benefícios ou malefícios para a humanidade. Por isso, os limites da ciência devem estar submetidos aos limites do ser humano.

    Portanto, um diálogo entre a ética, a ciência e a tecnologia é essencial para que os alcances sejam positivos, como citado no texto: “é preciso ter medo das consequências da descoberta e da aplicação das descobertas em Ciência e Tecnologia”

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  165. O progresso nem sempre é um bem. Como visto no comentário anterior, muitas vezes, a motivação desse progresso não o justifica moralmente pois não trata-se de um bem para a humanidade; bem como sua aplicação, que pode trazer uma série de consequências desastrosas para as pessoas.
    Assim, as atividades científica e tecnológica (voltada para a aplicação) devem ser submetidas ao filtro da ética e justificadas moralmente para que sua validade seja corroborada. Desse modo, os cientistas passam a ter responsabilidade moral sobre suas descobertas.
    Aqui, coloca-se a necessidade de avaliação moral da produção científica e tecnológica não somente pelos próprios cientistas, mas também por outros. Isto relaciona-se também com outro texto lido que discorria sobre a abordagem descontextualizada, que é justamente a produção e aplicação de técnicas científicas sem uma avaliação prévia de suas consequências para a humanidade.
    Dessa forma, o desenvolvimento científico e tecnológico não são um bem em si para a humanidade. Isto fica mais claro, ao pensarmos que, ao passo que algumas sociedades desfrutam desses produtos de forma a tornar sua vida melhor, outras sofrem com suas consequências desastrosas porque muitas vezes têm de modificar toda sua forma de organização e de conduta moral baseada em critérios sólidos para se adaptar às novas “tendências”.
    A partir desse exemplo fica evidente como a falta de justificativa moral, no processo de produção científica, principalmente no que diz respeito às consequências do que é produzido, acaba por, de certa forma, invalidar esse processo, mesmo que este seja inevitável.

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  166. Feita a leitura do texto “Os limites éticos da ciência e da tecnologia” do professor Peluso, posso fazer algumas considerações. A discussão deste permeia no âmbito do moral/imoral relacionado à questões como descobertas e invenções. Para o autor, há quatro grandes pontos a se destacar dessa discussão. A primeira tese apresentada é a de que as ciências e as tecnologias não são moralmente aceitas, visto que seus cientistas não são. Estes são influenciados por suas visões de mundo, por interesses particulares. O autor ressalta que não devemos confundir aqui objetividade da ciência com neutralidade científica.

    A segunda tese debatida é de que o progresso científico e tecnológico não é um bem em si mesmo para a humanidade. Nesse ponto, o autor afirma que pode ocorrer de que novas teorias ou descobertas possam apresentar riscos ao homem. Afirma que o progresso científico necessita de uma justificação moral. O terceiro ponto debatido é de que as aplicações dos resultados de descobertas científicas e avanços tecnológicos nem sempre é boa para os seres humanos. O autor debate a ideia de que descobertas e inovações podem ameaçar a liberdade da humanidade em si. Não há garantias de que descobertas sejam realmente usadas para o bem dos homens. E a quarta tese é de que há limites morais aplicados às investigações científicas e às inovações, visto que as invenções tecnológicas e as descobertas científicas necessitam de uma justificação moral. Neste ponto, as consequências devem ser analisadas, com o fim de evitar o pior.

    O autor conclui seu apresentando três objetivos estratégicos associados ás quatro teses apresentadas. O primeiro é que há a necessidade de sempre avaliar as aplicações das ciências e tecnologias. Essas aplicações devem passar e permanecer por e sob um controle crítico. O segundo ponto é de que a avaliação (controle crítico) dese ser realizados por cientistas e não cientistas. E por fim o ponto de que as descobertas e suas consequências devem ser acessadas e disponibilizadas para todos os membros da sociedade.

    Após a leitura, penso que há possíveis limites éticos para as invenções e descobertas, porém, penso ser muito difícil isso se concretizar. A racionalidade humana, penso eu, deve ir em busca de descobertas das possíveis consequências das aplicações dessas inovações e invenções, analisar se estas são mesmo desejadas pela humanidade, e como visto, é preciso criar/descobrir “meio” para que as consequências não desejadas sejam evitáveis.

    Lothar Schlagenhaufer

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  167. Andréa Aline de Faria R.A.: 21039713

    A produção cientifica deve passar por um controle ético. A moralidade de questões relacionadas às ações de descobrir e inventar é muito discutida de forma direta e indireta na sociedade. Podemos não perceber, mas fazemos sim julgamentos frequentes sobre a moralidade de novas descobertas e invenções. Quando vemos noticias de um novo invento logo pensamos nas possíveis aplicações do mesmo.

    Como é enfatizado no texto, quatro fatores margeiam a discussão: 1. Ciência e Tecnologia não são neutras, elas ’carregam’ um conjunto de conjunto de avaliações morais; 2. o progresso cientifico não é um bem em si mesmo e para a humanidade, já que novas informações podem colocar em risco a humanidade; 3. a aplicação das descobertas e inovações tecnológicas nem sempre é um bem para a humanidade, visto que podem atentar contra a liberdade das pessoas; 4. as descobertas cientificas e as invenções tecnológicas devem ser moralmente justificadas.

    Quanto ao primeiro item, desde que entramos no BC&H a “neutralidade” da ciência é um tema bastante comentado, e já vimos diversos exemplo de como fatores, como o econômico, influem diretamente na produção de ciência. Para os itens 2 e 3 também há diversos exemplo que comprovam que o progresso cientifico e a aplicação de novas tecnologias nem sempre é um bem a humanidade, como no caso das bombas nucleares lançadas em Hiroshima e outras invenções que acabaram servindo para homens guerrear. Já em relação ao quarto item tenho algumas ressalvas. Entendo que as invenções e descobertas devem ser moralmente justificadas e não deve haver uma liberdade total para os cientistas, mas minha dúvida é se em todos os casos isso realmente ocorre, e tendo a crer que não.

    Após isso, no texto são apresentados três objetivos estratégicos a serem seguidos, que em resumo afirmam que as teorias cientificas devem ser avaliadas em suas implicações e essas avaliações devem ser feitas por cientistas e leigos, e que as informações sobre as descobertas devem ser acessíveis a todos os membros da sociedade. Na teoria isso parece realmente acontecer, não há uma liberdade na produção da ciência. Mas na prática não é tão fácil pensar em exemplos desses impedimentos éticos nas ações de descobrir e inventar.

    Minha conclusão é de que há sim limites éticos para as ações de inventar e descobrir. Hoje em dia ninguém inventa ou descobre nada sozinho. Até 200, 300 anos atrás os cientistas conseguiam produzir sozinhos (claro que tem que se considerar que carregavam pressupostos e conhecimentos de outras teorias para realizar suas descobertas e invenções). Atualmente as invenções são feitas em grupos e demandam utilização grande de recursos financeiros. Assim, de certa forma nenhum agente tem uma liberdade individual na produção tecnológica, o que garante em parte a obediência a limites éticos nas ações de inventar e descobrir. E, ainda por cima, na produção científica deve-se sempre considerar quais serão as consequências da aplicação das descobertas para a humanidade.

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  168. A ciência já foi responsável pela descoberta de coisas extremamente benéfica, como a cura de doenças e criação de novos medicamentos, mas também foi responsável pela bomba atômica, que podemos concordar é vista como malefício. Contudo, não devemos culpar a ciência pelo que ela descobre e nem devemos implementar certas limitações, esta se baseia na ampliação do conhecimento humano, sendo que muitas vezes certas coisas foram descobertas ao acaso, sem intenção, como a penicilina.
    Quem se utiliza do que foi descoberto não é a ciência em si, mas sim a população, a ciência pode ter desenvolvido a bomba atômica, mas esta não causaria nenhum dano se não tivesse sio utilizada pelos Estados Unidos. Culpamos a ciência por ser mais fácil, por ser um conceito e não um indivíduo em si, culpamos os outros pelos nossos erros. Devemos implantar “barreiras” éticas quanto ao uso desenfreado e irresponsável do que a ciência descobre, não ao ato de descobrir.

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  169. De acordo com o texto, a ética busca o bem, a ciência tem como objetivo alcançar a verdade, e a tecnologia seria o caminho mais eficiente, porém que nem sempre o bem, o verdadeiro e o eficiente coincidem.
    O cientista deve sempre conseguir justificar racionalmente suas atitudes, porém existem fatores que tornam a ciência não neutra, como questões financeiras, crenças entre outras.
    Outro ponto que evidencia que nem sempre o bem, o verdadeiro e o eficaz coincidem é o fato de nem todas as inovações tecnológicas trazerem o bem para a humanidade, e podemos citar o exemplo mais claro para nós que são armamentos. Portanto a ciência e a tecnologia devem seguir preceitos éticos .

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  170. Assim como quase tudo, a ciência e a tecnologia possuem não só qualidades, mas também defeitos, e devem ser utilizados moderadamente, pois o excesso pode gerar danos. Com isso não quero expor que os excessos sempre venham a ser danosos, e sim que qualquer ação acarreta pontos bons e ruins.

    Dessa forma, é possível dizer que a ciência não foge a isso. As inovações tecnológicas podem sim ser usadas para fins benéficos, como por exemplo curar doenças, criar novos equipamentos que facilitem a vida cotidiana, etc; mas também podem ser aplicadas em fins maléficos, como armas nucleares, possibilidade de criação de vírus que podem atacar o organismo humano, dentre outros. Ou seja, essas inovações também são capazes de destruir.

    O bem em si mesmo não causaria danos, portanto, acho certo o que o texto apresenta sobre a ciência não representar esse bem em si mesmo. Pois, assim como citado no texto, “a Ciência e a Tecnologia não são moralmente neutras”. De acordo com Jean Jacques Rousseau, a finalidade da ciência é satisfazer os vícios dos homens, acontecimento que acaba por separá-la mais do bem último.

    Concluo que a ciência não vem a ser nem o bem nem o mal em si mesma. Deve-se encontrar uma maneira na qual se consiga mais coisas boas que ruins, e incentivar as demais pessoas a também agirem dessa forma. No entanto, a ciência não deve ser considerada imoral devido às suas consequências, mas sua aplicação pode, sim, ser moral ou imoral.

    Aline B. Silva - RA: 21080413

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  171. Ana Caroline Coutinho27 de maio de 2014 21:05

    Ao longo do texto “O problema dos limites éticos da Ciência e da Tecnologia”, é apresentado a defesa de quatro teses que dizem respeito ao tema. A primeira é que a Ciência e a tecnologia não são moralmente neutras. Isso acontece porque existe um código de regras que devem ser obedecidas pelos cientistas na busca da verdade. Segundo essa tese, a Ciência não é moralmente neutra, os cientistas devem justificar em termos morais suas ações.

    A segunda tese revela que o progresso científico não é um bem em si mesmo para a humanidade. Isso significa que o avanço científico e tecnológico não necessariamente trará um benefício à humanidade, assumindo-se que o progresso pode estar associado a situações moralmente condenáveis.

    Além disso, a terceira tese defendida propõe que a aplicação dos resultados das descobertas científicas e inovações tecnológicas não é sempre um bem para a humanidade, ou seja, a aplicação de novas tecnologias pode prejudicar a situação do homem, criando situações indesejáveis por ele.

    Por fim, a quarta tese: há limites morais para a investigação científica e a invenção tecnológica sugere que não há total liberdade para a investigação e criação de teorias e tecnologias, pois toda invenção deve ser controlada moralmente.

    Ana Caroline de Aguiar Coutinho RA: 21048113

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  172. Luana Alice Forlini
    RA: 21046313


    No texto apresentado para esse tema, o professor Peluso parte de quatro premissas: 1. Ciência e Tecnologia não são neutras, elas ’carregam’ um conjunto de conjunto de avaliações morais; 2. o progresso cientifico não é um bem em si mesmo e para a humanidade, já que novas informações podem colocar em risco a humanidade; 3. a aplicação das descobertas e inovações tecnológicas nem sempre é um bem para a humanidade, visto que podem atentar contra a liberdade das pessoas; 4. as descobertas cientificas e as invenções tecnológicas devem ser moralmente justificadas.

    Podemos inferir delas que a ciência, principalmente a partir das Revoluções Industriais, se tornou algo permeado por uma certa “neutralidade” na sociedade. A partir da Segunda Revolução Industrial, tem-se a ciência precencedendo a tecnologia e não mais a ênfase ao empirismo presente na Primeira Revolução. Com isso, essa torna-se, cada vez mais, industrializada e influenciada pelo capitalismo. Consequentemente, temos sua especialização crescente e sua fragmentação, de forma que à afasta das outras ciências, entre elas a filosofia e a sociologia, algo amplamente discutido na caso das transgênicos do tema anterior.

    Porém, esse positivismo e essa crença de que somente as ciências naturais trazem a verdade absoluta não é, como notamos, algo totalmente bom. Afinal, devemos relacionar às tecnologias derivadas da ciência com o contexto sociecônimo que a envolve, assim como sua ética. Além disso, nem sempre uma tecnologia vem para o bem e, como exemplos claros disso, temos as bombas atômicas. Por isso, necessitamos analizar a ciência e a tecnologia num contexto geral e com vertentes das humanas para realizarmos uma melhor concepção sobre essas.

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  173. Bruna Tassinari - 21037213

    O texto trata dos limites éticos da ciência, sendo ela responsável por descobrir a “verdade”, através da construção de um modelo explicativo da realidade. Através destas descobertas, nascem as tecnologias.
    Isso tudo parece ser o verdadeiro símbolo do progresso, no entanto, é a partir deste pensamento que surgem as principais limitações éticas. Por exemplo:
    1 – a ciência e a tecnologia não são moralmente neutras: primeiro que os cientistas que a produzem são seres que sofrem influências externas, possuem crenças e valores, que nem sempre seguem o padrão moral; a ciência segue regras, normas da comunidade científica, além, de por muitas vezes, se guiar por interesses financeiros.
    2 – o progresso científico não é um bem em si mesmo para a humanidade: não tem como garantir que os resultados serão expressos em progresso, e que este progresso significará o bem de todos.
    3 – as aplicações dos resultados das descobertas científicas e inovações tecnológicas não são sempre um bem para a humanidade: posso citar com um exemplo a criação da bomba atômica, que era interessantíssima para um país em tempos de guerra, no entanto, sua aplicação foi certamente um mal para a humanidade.
    4 – há limites morais para a investigação científica e a invenção tecnológica: como o uso de dados coletados em pesquisas realizadas em judeus durante o nazismo. Estes dados poderiam ser importantíssimos para o avanço da medicina e a ciência no geral, no entanto, não é moralmente aceito.

    Por fim, creio que o único meio possível de se alcançar algo que esteja mais próximo de uma verdade, de um bem geral, seja algo produzido com a participação de um todo, e que não esteja centralizado nas mãos de alguns, como os cientistas. Pois, ninguém é capaz de julgar justamente algo de sua própria criação. O bem é aquilo que faz bem a grande maioria das pessoas, sem que uma minoria seja prejudicada.

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  174. Ao longo do texto o autor, a partir das teses apresentadas, vai analisando de forma bastante critica e coerente a relação entre ética, ciência e tecnologia, de como a racionalidade humana está presente nestes três tópicos.
    A princípio é feita uma analise de como o conhecimento humano transforma o mundo, em seguida discute-se sobre a questão do “bem” e da “verdade”, de como a suposta verdade cientifica nem sempre traz o bem para o ser humano. As teses são apresentadas e é feito uma analise das mesmas. A primeira tese fala da neutralidade moral, da diferença entre objetividade cientifica e neutralidade cientifica, a primeira está relacionada à metodologia, a segunda pode sofrer interferências, sejam elas advindas do próprio cientista ou, ainda, de fatores externos, como por exemplo, o dinheiro. A segunda tese fala da visão positivista da ciência, de como ela é tratada como algo que traz progresso, mas que na verdade não nos dá nenhuma garantia de que esse progresso chegue até a sociedade, fala também da necessidade de se justificar moralmente as teorias cientificas. A terceira tese fala dos perigos que a aplicação de uma nova descoberta pode trazer à sociedade. A quarta tese fala da necessidade de se levar em consideração as conseqüências da avaliação cientifica, também levanta uma questão importantíssima: a prestação de contas que a ciência deve dar a sociedade, já que existem investimentos do dinheiro publico.

    O texto desconstrói a idéia que muitas pessoas têm da ciência, idéia essa de que a ciência é intocável, de que ela é como uma espécie de bolha que paira no ar e não deve sofrer julgamento da sociedade, como se de alguma forma ela estivesse desconectada do mundo. Isso é interessante porque traz um novo ponto para o debate, a questão da justificativa, pois quando vemos a ciência como um fim e não um meio é destituído de nós o direito de questionar a validade da pratica científica, afinal se a ciência e a tecnologia forem tratadas como um fim ao chegar nesse suposto fim, que pode ser, por exemplo, introduzir mais uma função ao aparelho celular, não terá o porquê questionar as conseqüências que essa nova função trará aos usuários, o objetivo final já foi alcançado.

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  175. Brenda Dantas Lopes Bela - RA: 21036513

    Luis Alberto Peluso defende nesta proposta quatro teses fundamentais: 1 – Ciência e tecnologia não são neutras, elas expressam como o mundo deveria ser. 2 – Progresso científico e tecnológico, não como um bem para sociedade pois traz novas teorias podendo colocar em risco o bem humano. 3 – Aplicação dos resultados científicos e tecnológicos nem sempre é um bem para a sociedade pois pode colocar em risco a liberdade da mesma. 4 – Descoberta científica e invenção tecnológica devem ser moralmente justificadas já que elas não podem se separar de suas consequências. O autor faz um breve histórico dos temas que veem sendo os mais recorrentes nos debates de filosofia e ética, dentre eles a questão que pergunta sobre os limites éticos da investigação científica, da inovação tecnológica e de suas aplicações práticas. Peluso dá exemplo da Universidade Federal do ABC que por adotar um caráter interdisciplinar não pode deixar de investigar os críterios e juízos relevantes que uma avaliação ética traz consigo sobre a avaliação moral e política do desenvolvimento científico e suas aplicações. O autor propõem que o problema de identificação dos limites éticos da ciência seja discutido dentro o contexto da visão ilustrada do mundo, esta visão está ligada as limitações da ciência relacionadas aos limites do ser humano, portanto as iminências da Ciência está ligada diretamente ao próprio ser humano. O que ele está propondo com esta visão ilustrada é que o ser humano é um ser que conhece e atua no mundo com isso a racionalidade humana se baseia na possibilidade da Ciência.
    Retomando aos itens citados no começo, o primeiro mostra a ‘neutralidade’ da ciência como um tema muito citado e comentado, um exemplo dessa cumplicidade é o fator econômico influenciando diretamente na produção científica. Unificando os itens 2 e 3 podemos citar inúmeros exemplos de que o progresso científico e a aplicação de novas tecnologias nem sempre é um bem para a humanidade, como por exemplo, as bombas nucleares, armas de fogo e etc. Em relação ao item 4, sou de total acordo uma vez que certas descobertas, como no item 3, porém não sabemos realmente se todas são justificadas. Em seguida, o autor apresenta três objetivos estratégicos a serem seguidos, os três em suma dizem que as teorias científicas devem ser avaliadas em suas implicações e as informações sobre as descobertas devem ser acessíveis a todos os membros da sociedade.
    Ao final do texto chego a conclusão de que há limites éticos para as ações de inventar e descobrir. Hoje em dia as invenções são feitas em grupos e demandam utilização grande de recursos econômicos isso mostra que nenhuma pessoa tem liberdade individual na produção tecnológica, o que garande certa obediência a limites éticos nas ações de inventar e descobrir. A ciência possuí uma grande interdisciplinaridade, como o autor expõe no texto familiar a Universidade Federal do ABC, com a presença da sociedade, pesquisadores e financiadores que em conjunto produzem e geram conhecimento. A ciência se faz necessária com entendimento da ciência não só pelo viés cientificista mas também pelos princípios morais de cada indivíduo perante a si e a sociedade.

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  176. Vinícius Pintor
    RA: 21039813

    Fica nítido que a ciência e seu produto, a tecnologia não estão fora do alcance ético. Como já foi trabalhado em textos anteriores a ética engloba ações feitas em vida que geram impactos.

    O primeiro grande mérito do texto pode ser considerado a desmistificação da ciência, ciência como a verdade, como libertadora, como um fim em si mesmo. A ciência é uma ferramenta para se atingir a verdade, sendo assim é um meio e não um fim, por ter propósito de realizar algo pode-se avalia-la éticamente por este produto, entre esses produtos encontramos a tecnologia.

    Quando se afirma que tal juízo ético além de ser feito, tem que ter como avaliadores não apenas cientistas, mas também não cientistas, mostra-se que a ciência não é autônoma. Esta visão weberiana da ciência perde força, tendo em vista que a ciência faz parte do meio social. Bourdieu a coloca como um microcosmo que pertence ao macrocosmo social, tendo relativo grau de autonomia, mas que sempre estará sujeita as influências externas.

    Posto isso resta definir de que maneira está avaliação deve ser feita. No texto de Luis Alberto Peluso está resposta se encontra nas consequências da aplicação da tecnologia gerada plea ciência, aqui a ciência deixa de ser apenas uma ferramenta em busca da verdade para se tornar uma ferramenta para o bem estar dos homens. Quando a ciência vai contra está função, ela é éticamente reprovável.

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  177. A ciência e a tecnologia, são frutos de ações humanas, logo devem ser passíveis de avaliações morais, já que interferirão no futuro de toda a sociedade. A ciência e nenhum outro tipo de conhecimento pode ser isento de avaliações e possíveis criticas, resultados e aplicações desse conhecimento.
    Em seu texto o professor Peluso, apresenta argumento sobre o controle ético da maneira de produzir conhecimento, incentivando o debate sobre as consequências negativas e positivas de inserir uma nova tecnologia ou ideia no mundo além dos laboratórios ou dos livros.

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  178. A leitura do texto de peluso e as quatro teses fundamentais apresentadas sobre neutralidade da ciência e tecnologia, a relatividade do progresso tecnológico como um bem, as aplicações desse progresso também não são sempre para o bem das pessoas e a necessidade da justificação moral para as descobertas científicas, me pareceram bastante válidas e comprovadas de maneira empírica. Pensar sobre o contexto das descobertas e o paradigma na qual foi pensada parece fundamental para uma avaliação mais real da moralidade numa descoberta científica.
    Por fim, destaco a importância da introdução da questão ética no campo da ciência e tecnologia, para direcionar o estudo a um bem da humanidade.

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  179. O texto do professor Peluso faz um alerta de que não se pode dissociar a moral da produção científica de conhecimento e de invenção tecnológica. Face a isso, o texto defende quatro teses fundamentais para nortear o debate sobre limites morais para a Ciência e Tecnologia. Sinteticamente, essas teses fundamentais são: 1. Ciência e tecnologia (C&T) não são moralmente neutras; 2. O progresso científico e a invenção tecnológica não é um bem em si para a humanidade; 3. As aplicações das descobertas científicas e invenções tecnológicas podem pôr em risco a liberdade das pessoas (algo que é considerado amplamente como imoral) e; 4. As ações dos cientistas e tecnólogos devem ser moralmente justas como qualquer ação humana.
    Segundo o texto, as limitações da Ciência estão associadas com as limitações dos seres humanos, isto é, a Ciência está atrelada à condição humana.

    Propõe-se três objetivos estratégicos que auxiliem no trato do desenvolvimento da científico que resulte no bem-estar do ser humano, sendo eles: 1. Deve-se analisar as implicações das teorias científicas por meio de um controle crítico; 2. Esse controle crítico deve ser feito por cientistas e não-cientistas e; 3. As informações da Ciência e da Tecnologia e suas consequências devem estar acessíveis para todos os membros da sociedade.

    Acredito que deva existir uma inter-relação entre o conhecimento científico e a moral pois, além do que foi exposto no texto, ambos possuem como máxima a busca pela verdade, porém com perspectivas diferentes. Digo, a Verdade somente pode ser (caso algum dia conseguirmos) percebida se adotamos os infinitos enfoques sobre ela.


    EWERTON SOUZA MELO
    RA: 21024013

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  180. Natália Veroneze28 de maio de 2014 13:45

    Natália Veroneze A. S. de Melo
    RA21025313

    O texto discorre quanto à relação entre a ciência, a tecnologia e a ética. É defendido que as 3 são construções que partem da racionalidade humana, e assim, possuem os mesmos limites que os limites humanos e os limites da racionalidade. Porém, apesar de o ser humano ser também um ser ético, a ética e moral não são intrínsecas a ciência e a tecnologia. A busca da ciência, da tecnologia e da ética divergem: enquanto a ciência busca a verdade e a tecnologia a aplicação prática da mesma, a ética busca o bem, e nem sempre esses três aspectos caminham juntos.
    Como discutido nos dois últimos posts, a ciência não é moralmente neutra, e exatamente por ser uma construção humana, se dá não só pela pura e moralmente justificável busca pela verdade, visando o bem da população, mas existem aspectos econômicos e políticos que podem influenciá-la por exemplo. Por isso, o progresso da ciência e da tecnologia nem sempre significa o bem maior para a sociedade, mas muitas vezes apenas para um pequeno grupo de pessoas, em detrimento do bem estar das outras. É possível citar como exemplo os casos nos quais é descoberta a cura para uma dada doença, porém ela não é divulgada pois se esta doença fosse erradicada, a indústria farmacêutica não obteria os lucros que obtêm usualmente. Este exemplo mostra claramente um limite moral, neste caso ultrapassado, do conhecimento científico.
    Portanto, assim como o progresso científico não necessariamente equivale ao bem para a sociedade, a aplicação dos resultados tecnológicos deste progresso também não são intrinsicamente boas para a sociedade. Conclui-se então que há limites no progresso científico e tecnológico, e estes são limites éticos. O texto então afirma que necessita-se de alguns cuidados éticos no fazer científico. O primeiro deles é que não se pode separar o progresso científico e tecnológico de suas implicações e consequências, pois não se pode olhar para estes avanços isoladamente como se por si sós eles já representassem um bem para a sociedade, já que já foi discutido anteriormente que a ciência e a tecnologia não são intrinsicamente éticos. Além disso, esta análise deve ser feita por cientista e não-cientistas, isso porque, como já afirmou Kuhn na sua análise dos paradigmas científicos, o cientista não é neutro e tende a se apegar as suas próprias contribuições e descobertas, defendendo-as com unhas e dentes se preciso. E por último, esta análise ressaltando as possíveis consequências do progresso científico deve ser acessível a toda a sociedade, incluindo assim na ciência o valor moral e ético daqueles que podem ser atingidos pela mesma.

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  181. Morgana B. Alves Ferreira28 de maio de 2014 14:05

    O texto de Luis Alberto Peluso trata do debate sobre os problemas dos limites éticos da ciência e da tecnologia. Para iniciar a discussão, são apresentadas quatro teses fundamentais:
    “1. a Ciência e a Tecnologia não são moralmente neutras, elas expressam um conjunto de avaliações morais que traduzem uma visão de como o mundo deveria ser; 2. o progresso científico e tecnológico não é um bem em si mesmo para a humanidade, pois novas teorias e nova informação sobre o saber fazer podem colocar em risco o bem do ser humano; 3. A aplicação dos resultados das descobertas científicas e inovações tecnológicas não é sempre um bem para a humanidade, posto que novas descobertas podem colocar em risco a liberdade das pessoas; 4. a descoberta científica e a invenção tecnológica devem ser moralmente justificadas, posto que as investigações e descobertas não podem ser dissociadas do estudo das consequências que elas podem produzir.”
    A partir delas, conclui-se que as teorias científicas e inovações tecnológicas devem submeter-se ao controle crítico, responsável por avaliar suas implicações, e esse controle deve ser feito não apenas por cientistas, como também por “leigos” (não-cientistas). Adiante, as informações e consequências das mesmas devem ser acessíveis a todos.
    É proposto no texto que o problema inicial seja debatido através de uma visão ilustrada do mundo, caracterizada por entender que os limites da Ciência associam-se com os limites do ser humano. Sendo assim, por meio dela o homem é vi