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sábado, 20 de abril de 2013

5. TEMA 3 - ÉTICA, MORAL E DIREITO


 

Caros alunos,
Após ler o texto: “Sobre a distinção entre Ética e Direito” de L. A. Peluso, disponível em:
e o texto: “Ética e Moral: uma distinção indistinta” de Desidério Murcho, disponível em
elabore um comentário sobre o tema e, até 24hs. do dia 02 de abril, envie para ser postado no Blog.

362 comentários:

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  2. Tomando como verdadeira a máxima de que “quando o bom e o justo não coincidem há um erro de avaliação moral” vemos que em matéria de “avaliação moral”, o poder legislativo e executivo do Brasil (e não só do Brasil) vai mal.De acordo com as decisões judiciais injustas que vemos frequentemente na mídia, fica notório que realmente a humanidade avançou muito pouco no estudo da ética.
    Não é raro ouvirmos falar em “brechas” da lei, contradições jurídicas e tudo mais. Se um artigo declara que somos todos iguais perante a lei, outro admite a possibilidade de pagamento de fianças ou habeas corpus. Esse é um exemplo clássico de uma linha da constituição que, na prática, viola a outra.
    Por outro lado, é de extrema importância levantar hipóteses que colocam em xeque as verdadeiras intenções do corpo legislativo. Estão eles realmente preocupados com a ética?As leis que ali são elaboradas realmente defendem o interesse coletivo, caracterizando um estado democrático? Alguns podem dizer que isso se trata de mera teoria conspiratória sem nenhum fundamento. Mas a verdade é que questionar a ordem vigente é e sempre foi essencial.
    Gostaria de fechar com uma interessante frase de Platão: ”A justiça nada mais é que a conveniência do mais forte.”.

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  3. Orientado pelos textos, é notável que trabalhamos com conceitos interligados. De uma maneira muito perspicaz, o autor Desidério Murcho torna a questão ética-moral uma discussão muito simples e finalista. Afinal, como poderíamos defender a idéia de que duas palavras são etimologicamentes idênticas porém possuem siginificados diferentes? Talvez, com um estudo mais aprofundado no contexto sócio-político grego e no contexto romano poderíamos encontrar um uso diferente para cada civilização, entretanto isso demandaria uma abordagem histórica e não filosófica e poderia nos trazer preocupações desnecessárias.

    O Direito, defendido pelos Positivistas, sustenta uma a ética com um argumento empírico. Em seu tom mais concreto, as leis correspondem aos comandos éticos e persuasivos à sociedade embora não haja nenhuma ordem explícita em suas formulações. Aliás, talvez esse seja o grande problema da teoria Positivista.

    No meu ponto de vista, o Direito pode ser considerado como algo que em sua grande parte pode representar a ética porém não necessariamente isso acontece. A grande relação entre os dois conceitos surge no último parágrafo do texto do professor Peluso que diz: “Não há duplicidade de critérios para o juridicamente correto e o moralmente justificável. Quando o bom e o justo não coincidem há um erro e de avaliação moral.”

    William Brandão (williambrandao1@gmail.com)

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  4. Tomando como base o primeiro comentário do colega Rodrigo Rezende, usarei como argumento a lei Ficha-Limpa que agora será válida para as próximas eleições que ocorrerão no país.

    Os ministros do STF primeiro discutiram se a Ficha Limpa não contrariava o princípio da inocência, previsto do artigo 5o da Constituição e aplicado ao direito penal. Este artigo afirma que “ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória”.

    Trânsito em julgado é uma expressão judicial que se aplica a uma sentença definitiva, da qual não se pode mais recorrer. Em geral, ocorre quando já se esgotaram todos os recursos de apelação.

    Um processo cível ou criminal começa a ser julgado no Fórum da cidade, onde acontece a decisão de primeira instância, que é a sentença proferida por um juiz. Se houver recurso, o pedido é analisado por juízes do Tribunal de Justiça dos Estados. Há ainda a possibilidade de apelar a uma terceira instância, que pode ser tanto o Superior Tribunal de Justiça (STJ) quanto, em se tratando de artigos da Constituição, o STF.

    Antes de a Ficha Limpa entrar em vigor, de acordo com a Lei Complementar no 64, de 1990, somente quando esgotados todos esses recursos o político que responde a processo poderia ser impedido de se candidatar. A lentidão do andamento de processos, que levam até uma década para serem concluídos, acabava beneficiando políticos corruptos.

    Já a Ficha Limpa impede a candidatura por oito anos de políticos condenados por um órgão colegiado (com mais de um juiz, como o Tribunal de Justiça), que tiverem mandato cassado ou que tiverem renunciado para evitar a cassação (como no caso do senador Jader Barbalho). Os ministros do Supremo entenderam que a inocência presumida se restringe ao direito penal, ou seja, ela não se aplica às leis eleitorais.

    Em geral, os ministros do STF basearam a decisão no princípio constitucional da moralidade administrativa. Eles consideraram que o histórico ético de um candidato é fundamental para evitar casos de corrupção na política brasileira. O consenso sobre isso é que, independente da lei, a melhor forma de excluir maus políticos, num regime democrático, ainda é a consciência do cidadão.
    (Fonte: Site uoleducação, José Renato Salatiel).

    Entre as questões fundamentais da Ética, esta a busca da natureza da bondade e da maldade e a definição daquilo que consistem o dever. Portanto, em minha opinião não posso dizer se a "avaliação moral" em um governo "vai bem" ou "vai mal", mas acredito que no Brasil as discussões sobre Ética, Moral e Direito provocam mudanças.

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  5. No meu comentário vou deixar um pouco de lado o texto de Desidério Murcho, porque acredito que o tema já está compreendido, e focar na distinção entre ética e direito. Pelo que é falado nos trechos finais do texto do professor Peluso somente em um sentido é que se pode falar em distinção sobre ética e direito, sentido que se refere a definições de vocabulários, termos de linguagem.

    Considerando esse argumento como verdadeiro, isso me fez refletir que a partir do momento que não há distinção entre ética e direito, e pensando que todo ser humano age pelo menos uma vez na vida contra a lei imposta pela sua respectiva sociedade, então podemos afirmar com total certeza que todas as pessoas já agiram fora da ética uma vez na vida. E se considerarmos ética como perfeição dos atos - tenho muitas ressalvas quanto a isso, mas é o que muito se discute -, e se considerarmos que infringimos pelo menos uma vez essa condição, então poderíamos concluir que ninguém é ético?

    Coloco o tema como questão porque em minha opinião o direito e as leis da maioria das sociedades apresentam falhas, já que acredito que em grande variedade de casos não representam as vontades gerais das pessoas, e assim não representam totalmente o que a “opinião pública” considera como atos morais. Se o direito falha, e a ética está associada ao direito, concluo que os processos que “definem” o que é ou não imoral também falham.

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  6. A Ética e o Direito que tem como pilar o discurso da moralidade, como no Artigo de Desidério Murcho, na qual enfatiza qual seria a finalidade de sua distinção na qual não se chega a nenhum avanço tentando distingui-los, e concluindo de forma interessante utilizando como exemplo os costumes sociais, religiosos e culturais que nem sempre estão corretos ou mesmo justificados como sendo morais mesmo sendo costumes que se julgam serem morais por um determinado grupo. Uma questão importante seria identificar o que seria moral e conseqüentemente ético e por que não se aplica na sociedade conceitos morais básicos ou como na definição do Artigo de Luis Alberto Peluso sobre a ética à definição daquilo em que consiste o dever, por que a humanidade não cumpre os seus deveres básicos.
    Estas questões poderiam ser justificadas na questão da humanidade estar mergulhada num mar de incógnitas, ainda engatinhando na definição de conceitos morais por estar cega em costumes antigos e ultrapassados, se contentando em aceitar sistemas normativos falhos. Toda conduta que é boa é igualmente justa de um ponto de vista jurídico e toda conduta justa é boa moralmente, porém muitas vezes o mau é mais prazeroso contrapondo-se a moral que em muitos casos é tratada com indiferença.

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  7. "A Ética e o Direito têm como pilar o discurso da moralidade" citado anteriormente, mas se considerar a moral como a cultura, tradição de um povo, não irá acrescentar algo positivo na questão algo positivo na questão da ética, só ira torná-la mais complexa, mas isso mostra que algo pode ser judicialmente aceito e não ético, como no caso das touradas, onde grande parte do mundo condena e outras aprovam por fazer parte de sua cultura, onde muitos torcem para o touro acertar o toureiro, o que seria uma coisa anti-ética pensar isso, ou seja para a ética e o direito evitar esse problema de judicialmente aceito e não ético é precisa abrir mão de alguns valores (cultural, tradição, não como moral), já que o direito se baseia na ética, sendo uma forma normativa.

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  8. A distinção entre ética e moral não é relevante para esta discussão que envolve o direito, pois se confundem. Uma norma jurídica pode ser moral, imoral ou amoral, o ideal é que não haja regras imorais e que o direito e a moral estejam sempre em harmonia. Tanto as normas morais como as jurídicas são imperativas, obrigam o sujeito a agir de determinado modo para uma convivência harmônica da sociedade, a diferença esta em como cada umas destas proíbe determinada conduta, a norma jurídica se utiliza da coerção, possível interferência da força no caso de violação, enquanto a regra moral se for violada implica apenas uma aprovação/desaprovação da sociedade.

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  9. Os textos nos apresentam confusões que fazemos ao tentar separar ética de moral e de direito. O primeiro texto nos mostra que a palavra ética pode ser usada para designar discussão filosófica, que não está sujeita a testes empíricos e a discussão ética jurídica. Já no segundo texto o autor faz a distinção entre ética e moral dizendo que a moral é o conjunto de costumes, hábitos e comportamentos e a ética seria "uma reflexão filosófica da moral". Em ambos os textos, porém mais enfatizado no segundo, os autores revelam a não importância de se separar os três termos mas saber quando eles estão sendo usados como sinônimos e quando não são.

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  10. Ambos os textos apresentam discussões a cerca das distinções entre Ética e moral e Ética e Direito.

    A distinção entre Ética e Moral só causam confusão e complicam a discussão. Os ganhos? Nenhum. O discurso assim fica contorcido, sem espaço e os filósofos ficam sem vocabulário pra se expressar.

    Já a distinção entre Ética e Direito é um pouco mais complexa. A esfera do Direito se situa, em grande parte, dentro da esfera Ética. Algo não pode ser justo e imoral ao mesmo tempo. Tudo o que é imoral é injusto, e quando uma aberração justa e imoral aparece existe um erro na esfera do direito. Além do trabalho de descobrir as condutas éticas, existe o trabalho de se transformar o moral em justo levando a ética ao direito. Mas nem sempre basta levar as regras ao Direito, pois muitas vezes não temos as ferramentas necessárias para coloca-los em pratica.

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  11. O texto de Desidério Murcho é claro ao defender que ética e moral são sinônimos e usa-las em outro sentido só complica o contexto.
    “Peter Singer, James Rachels, Thomas Nagel, e tantos outros filósofos centrais, usam os termos "ética" e "moral" como sinônimos. Para falar dos costumes e códigos religiosos, temos precisamente estas expressões muito mais esclarecedoras: "costumes" e "códigos religiosos"”.
    O que me agradou no texto é a clareza, não usa termos de difícil acesso, utiliza exemplos simples.
    Já o texto do Professor Peluso descreve a palavra ética sendo usada em dois sentidos que não podem ser confundidos: primeiro como "discussão filosófica" e segundo como "discussão jurídica". Não comentarei sobre o texto, pois li, reli, esperei um tempo, reli, e considero que a ideia não tenha sido assimilada por completo, de modo que possibilite um comentário inteligente e construtivo como alguns acima.

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  13. Acho que o segundo texto apenas reforçou o que já foi dicutido em aula, concordo que não há uma distinção entre ética e moral.
    Agora o texto do professor Peluso nos faz atentar para o fato de que mesmo com alguns pontos de intersecção, há uma distinção entre ética e direito, ao meu entender, pois as nossas ações devem ser analisadas pela ética e devem também ser enquadradas em um conjunto de normas jurídicas.
    É claro que há uma dificuldade em se estabelecer um padrão às regras pois as ações humanas são motivadas por enúmeras condições, tanto que a maioria das leis podem apresentar lacunas que podem acarretar em diversas interpretações.
    Com tudo, é necessário haver essa distinção para que as pessoas não saiam por aí fazendo o que bem entendem.

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  14. O Direito deriva da sociedade e das leis, essas leis que por sua vez são baseadas na moral que estabelece regras para o melhor comportamento humano para entender esse comportamento a moral recorre aos conceitos da ética. Todo Direito nasce da racionalidade humana, sendo assim não existe distinção entre questões de direito e ética.
    Todo projeto ético tenta levar o individuo a conseguir o melhor para sua vida. Sendo o Direito uma expressão dos resultados cientificos sobre a aplicação e elaboração dos sistemas normativos, não poderia haver diferença entre o bom e justo já que ele tem o mesmo objetivo que o projeto ético. Porém não é isso que acontece, pois se citarmos o Brasil temos muitas leis consideradas injustas, leis essas que deixam de lado o interesse de um para beneficiar o outro e que chegam até mesmo a contrariar alguns direitos.

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  15. A distinção entre ética e moral não é necessária, porque algo julgado como ético não pode ser imoral e vice-versa, essas duas definições se confundem.
    Entretanto podemos diferenciar Direito e Ética. Uma vez que a esfera jurídica esta dentro da Ética, mas nem tudo o que estabelecemos como ético pode ser julgado judicialmente. Por exemplo, ser ríspido com seus semelhantes, não é considerado crime ou algo que caiba a abertura de um processo, porém é visto como algo moralmente ruim e às vezes até ofensivo. Outra diferença são suas bases, o Direito é fundamentado em provas empíricas aplicadas ao sistema normativo e a Ética é construída através de argumentos filosóficos sobre o que é bom e mau.
    Apesar de apresentar esses contrates concordo com o Prof. Dr. Peluso em seu artigo quando diz “Não há duplicidade de critérios para o juridicamente correto e o moralmente justificável. Quando o bom e o justo não coincidem há um erro e de avaliação moral.”

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  16. Bruno Mendes Cavalcante

    Para tratarmos das distinções entre Ética e Direito devemos partir inicialmente de dois sentidos que a palavra abriga: primeiro a Ética significa uma discussão filosófica, segundo a Ética aponta para uma discussão jurídica.

    No primeiro sentido Ética significa uma discussão na qual são tratadas a elaboração das regras que pretendem-se para conduzir as ações humanas, ou seja, como um modelo para as ações humanas. Assim Ética seria tratada como uma disciplina filosófica, onde os conceitos da palavra sofrem uma rigorosa avaliação crítica, não sendo possível uma avaliação empírica, ela está centrada na direção de um estudo da relação entre o estudo e uma determinada situação.
    Existem várias teorias sobre a Ética, que buscam na sua totalidade fazer com que os indivíduos consigam o melhor de suas vidas, e de uma maneira geral estas investigações tem conseguido avanços, com exceção da visão Não-Cognitiva, para uma conclusão de que a racionalidade humana é eficaz para se desvendar a conduta correta das ações.

    Já em seu segundo sentido, Ética é transformada em uma estrutura de leis, numa tentativa de abordar os problemas da moralidade de acordo com o estudo das leis. É um ponto de partida da teoria positivista sobre a Ética.
    Porém são identificados problemas na maneira como tratamos Ética nessa teoria. Primeiramente pois a teoria positivista pretende analisar a Ética de maneira empírica, porém a Ética é uma formulação humana, um fato social, assim não apresenta sua forma real, mas sim apenas uma imagem construída.
    Segundo , essa teoria formulada como lei acaba se tornando uma sucessão de conseqüências, pois coage o indivíduo a obedecê-la, confundindo-se assim Ética e Direito.

    Outro grande impasse na discussão sobre Ética é a sua relação com a moral, como um sinônimo ou não. Esse impasse é talvez responsável por grandes confusões na interpretação, ao tentar se separar algo que não deve ser separado na minha opinião, a moral tratada como os costumes, religião ou história de um povo abre um grande leque de ações que podem ser consideradas éticas para uns e não para outros.

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  17. Ambos os textos nos mostram que realizar uma distinção entre ética e moral é desnecessária, haja vista que traria mais confusões do que resoluções. Considero o conteúdo contido no texto, em especial no texto do Prof. Peluso uma reafirmação do que já foi debatido em sala de aula, no que se refere a ética em suas diversas linhas de atuação, seja as regras de conduta, a disciplina filosófica ou o entendimento dos argumentos que sustentam algo como moral.

    Já a distinção entre ética e direito se faz um pouco mais complexa. O direito em si, em sua grande parte se situa dentro das competências éticas, onde alguma ação não pode ser justa e imoral ao mesmo tempo e analogamente tudo que é injusto é também imoral.

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  18. “Todos os sistemas éticos prometem fazer com que os indivíduos consigam o melhor de suas próprias vidas.” Esta sem dúvida foi a melhor definição daquilo que eu, como indivíduo espero da ética. Encontrado no texto do Professor Peluso, ela define a maneira realista de como a Ética e o Direito se relacionam. Voltando a temas passados, se não conseguimos definir o que é bom ou mau, melhor seria respeitar individualidades, sem que estas ultrapassem a liberdade e individualidade dos outros.
    Ainda no texto do professor Peluso, reconheço que talvez eu seja um daqueles que queira uma resposta rápida e simples, me enquadrando no Ceticismo na teoria e me utilizando do Positivismo na prática. Aliás, posição sem qualquer orgulho depois da crítica presente no texto.
    A utilização de estudo empírico realmente não me parece o melhor caminho, uma vez que a relatividade das ações e moral humanas caminham para a infinita questão do “bom ou mau”. Porém a definição no final do texto “Quando o bom e o justo não coincidem há um erro e de avaliação moral”, me faz voltar ao Positivismo e ao Ceticismo.
    O segundo texto, de Desidério Murcho, vem para confundir ainda mais o aluno (rs) sobre as confusões que o tratamento da ética e da moral se dão em análises e discussões dentro da Filosofia e da própria discussão da ÉTICA. E concluindo o texto, ele separa de qualquer argumentação e discussão a utilização dos termos “costumes e códigos religiosos” como “ética e moral”.

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    1. A discussão sobre as condutas aceitáveis por cada sociedade, grupo,povo, e seus desdobramentos acabam nos remetendo aos conceitos de bondade e maldade. A discussão dessa conceituação,sua problematização; constituem questões do debate ético.
      A moralidade em detrimento à Ética numa visão separacionista , como Desidério Murcho discute, definia-se como costumes, hábitos, práticas de cada comunidade: o que em si não define o que éticamente discutível. A discussão moral precede levantamentos éticos.Sendo complementares é possível a afirmação de que são mesmas, o que se prova até semanticamente. Não diferenciar Ética de moral, o que concordo, esvaziaria o significado da segunda.
      O segundo texto, do Prof. Peluso, onde se debate a pertinência de separar Ética e Direito. Analisando os argumentos propostos veio o questionamento de que a lei não é uma instrução imperativa, porém de sanções. O que avaliamos dela colocamos sob ótica da nossa moral e interpretação. Novamente entra em jogo a questão semântica onde o Direito é a materialização dos nossos sistemas normativos e a Ética a discussão de sua formação prática. Isso permite concluir que também ambas são afins nos seus objetivosfinais.
      Citando o final do texto: Não há duplicidade de critérios para o juridicamente correto e o moralmente justificável. Quando o bom e o justo não coincidem há um erro e de avaliação moral.

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  19. Distinção entre Ética e Direito

    O objetivo deste texto é distinguir os conceitos entre Ética e Direito ou entre Ética e moral. Num primeiro sentido o conceito de ética indica uma discussão filosófica, ou seja, uma reflexão filosófica sobre a moral. Num outro sentido a palavra Ética está relacionada com a discussão jurídica.
    O sentido mais comum da palavra ética é conhecido como Ética Aplicada que trata de problemas práticos da ética, como o aborto ou eutanásia. O sentido em que Ética relaciona-se com uma discussão filosófica refere-se a formulação dos princípios para a construção de modelos que justifiquem a elaboração de regras de conduta. Existem duas linhas de pensamento neste conceito de discussão filosófica as chamadas: Ética Normativa e Metaética. Na Ética Normativa estudamos os princípios racionais das regras de comportamento considerados preferíveis. Já na Metaética, estudamos os métodos de argumentação moral e o significado lógico dos conceitos que são abordados nas discussões moras. A Ética Normativa subdivide-se no grupo dos Deontologistas, que entendem que os fundamentos para a justificação dos juízos éticos estão nas noções de dever e obrigação; e no grupo dos Consequencialistas, que entendem que a justificação dos juízos são fundamentados em critérios capazes de avaliar os resultados que são obtidos através das ações morais. Na Metaética temos também dois grupos de estudos: os Cognitivistas, que entendem que os conceitos morais designam entidades naturais existentes no mundo; e os Não-Cognitivistas que afirmam que os conceitos morais servem para comandos ou recomendações que não traduzem objetos existentes na realidade.
    O sentido de Ética se confunde com o Direito quando é utilizado para apontar as formas de comportamento das pessoas ou o conjunto de leis e dispositivos normativos positivos que pretendem organizar as relações de convivências social das pessoas.
    Edson Rodrigues

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  20. No texto a distinção entre ética e Direito, do Peluso, ele coloca que existem duas situações que se emprega a ética. Em seu primeiro sentido a palavra ética indica a discussão filosófica; em segundo sentido ela aponta para a discussão jurídica.
    Não há diferença entre o significado dos conceitos empregados nas discussões de Direito e nas discussões éticas.
    No texto, ética e moral, uma distinção indistinta de Desidério Murcho, ele coloca que não ganhamos nada ao tentar distinguir ética e moral. E que tanto podemos usar as palavras moral e ética como sinônimas, como podemos usá-las como não sinônimas. Isto é irrelevante.
    O importante é saber do que estamos a falar se as usamos como sinônimas e do que estamos a falar quando não as usamos como sinônimas.
    O interessante é que, todos os sistemas éticos prometem fazer com que os indivíduos consigam o melhor de suas próprias vidas.

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  21. Em um texto se vê que a moral está implícita no que é justo, enquanto que no outro a moral é a ética são uma coisa só.
    Primeiramente, não acredito que a moral esteja implícita no Direito, pois o conjunto de normas que se forma a partir da do Direito é, na verdade, uma forma de inibir os agentes a tomarem uma ação, de forma que se esses ainda assim agirem contra essas normas, sofrerão conseqaências.
    Nesse sentido, acredito que a sociedade tem uma tendência consequencialista, mais por optar por não sofrer uma conseqüência ruim, que por satisfazer suas próprias necessidades.
    Se a necessidade de algo nasce antes da ação e se pode entender o que é moral antes que essa ação seja tomada, vejo o Direito apenas como algo que tenta regular ações, que inicialmente não teriam princípio consequêncialista, mas sim deontológico.
    Dessa forma, entendo que o Direito é um filtro criado a partir deontologia, que visa estipular normas para que ações imorais não sejam aceitas e não tenham sucesso. Isso só pode acontecer uma vez que a moral é muito bem entendida e clara, para que o Direito não seja mal interpretado e filtrando, na verdade, comportamentos morais, ao invés dos imorais.
    Assim, a moral sempre virá antes do Direito e, sem uma racionalização avançada, um comportamento pode ser entendido como imoral e justo.

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  22. Ambos os textos discutem a utilização das palavras ética e moral como sinônimos. Desidério Murcho afirma que podemos utilizá-las ou não como sinônimos, mas que ao escolhermos uma das duas posições temos que fazê-la com propriedade, isto é, com consciência do significado das palavras que estamos usando.
    A moral pode ser utilizada no sentido de comportamentos humanos praticados e aceitos pela sociedade. É associada ao Direito, que é o resultado dos estudos sobre os comportamentos humanos, sistematizados e adotados como norma. E a ética é a análise dos comportamentos e crenças, para depois concluir se em dada sociedade é ou não é um comportamento aceitável.
    Para sustentar o argumento de que ética e moral são sinônimos, Desidério Murcho salienta que são palavras e possuem o mesmo significado etimológico, e que são a tradução latina e grega uma da outra. Outro forte argumento para o tratamento das palavras como sinônimos é que importantes filósofos como Peter Singer, James Rachels, e Thomas Nagel usam os termos ética e moral como sinônimos.

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  23. Interessante as diferentes correntes de discussão sobre ética. Vemos que a ética pode ser abordada tanto no seu sentido filosófico, metafísico, quanto com uma visão positivista, sendo que esta ultima contém severas complicações em sua própria explicação que a tornam simplista. Penso que na concepção de que o Direito seria a reflexão ética não são levados em consideração aquele que criou determinada lei, como criou essa lei, e porquê criou essa lei. Analizar a ética de maneira filosófica então me parece um meio mais aprofundado de entrar em sua problemática. Me chama a atenção quando, no texto de Desidério Murcho, ele cita que nem tudo que fazemos pertence ao domínio ético e nem possuem significado ético em sua essência. Essa frase trás consigo o significado de que a visão da ética/moral estaria portanto não no indivíduo realizador de determinada ação e sim naquele que iria julgar essa ação. Concordo também quando o autor cita que não é necessário e apenas torna o texto mais pobre em termos de vocabulário a utilização dos termos "ética" e "moral" como não-sinônimos, podemos utilizar diversas outras palavras mais diretas para a abordagem de assuntos em que se entra a questão ética e moral.

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  24. Ética e moral se confundem de tal forma é desnecessário utilizar tais termos para nomear coisas distintas, podendo serem tratados como sinônimos. Mesmo porque o imoral nunca poderá ser considerado ético e nem o antiético considerado moral. Por outro lado, Ética(ou moral) e Direito são, obviamente, coisas distintas, mas devem sempre estar tão interligadas quanto for possível. O que é considerado bom pela Ética deve ser tido como justo pelo Direito, e vice-versa, ou teríamos, conforme a conclusão do texto do professor Peluso, um erro de avaliação moral.

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  25. Discutir sobre “ética” e não levar em consideração que esta possuí três sentidos em áreas diferentes, se torna algo falho. Falho, pois a ética pode se tratar tanto de uma área aplicada, onde envolve problemas práticos, de uma área normativa, a qual dita regras ou códigos de comportamento e de uma forma metaética, refletindo-se sobre a própria ética e seus princípios.

    Esta discussão trouxe ao longo do tempo, a criação de soluções positivistas e céticas, as quais discutem o sentido da moralidade das ações de um jeito muito limitado e com falhas que não deveriam existir como teorias. Por conseguinte, desta discussão, gerou-se outras como a distinção entre ética e moral, como se não fossem sinônimos, supondo que nossas ações morais não teriam ligação alguma com o que seria ético para a sociedade. E desta última, eu discordo, pois alguém que diz que algo, o qual é considerado ético, é imoral, deve estar no mínimo confundindo como cita o autor “costumes” e “códigos religiosos” e não defendendo realmente a questão de moralidade.

    Assim, outra questão levantada é a distinção entre a ética e o direito. Sendo, para mim, algo relativamente difícil de fazer, pois são poucas as diferenças que podemos apontar entre ambos. Podendo citar assim, se alguma ação a qual ajo com uma conduta moralmente boa, o único sentido seria ela ser justa também no ponto de vista jurídico, pois só seria boa se eu não estivesse infringindo nenhum direito ou lei.

    Desta forma, concluo que a ética, possuí tantos meios de ser explicada e com várias comparações e teorias, que no final tudo converge para a mesma explicação, ela seria um estudo das ações “boas” e “más”, talvez, como diz o segundo texto, uma reflexão filosófica sobre a moral. Investigando sempre a discussão no que diz a respeito das nossas concepções morais, à busca da definição de bondade/maldade e um modo, pelo qual tentamos arranjar justificativas para os nossos julgamentos morais para a sociedade.

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  26. * Podemos/devemos distinguir Ética de Moral?

    É desnecessário distinguir Ética de Moral porque além de não nos trazer benefícios, essa distinção tornaria o tema ainda mais complexo. Além disso, se considerarmos os significados etimológicos dessas palavras, veremos que se tratam de denotações coincidentes.

    * Podemos/devemos distinguir Ética de Direito?

    A distinção entre Ética e Direito, como afirma o texto do professor Peluso, pode ocorrer somente em termos de linguagem:
    - Ética = resultado das discussões filosóficas (maldade x bondade) e também sobre a dificuldade de elaborarmos sistemas normativos.
    - Direito = resultado dos estudos científicos sobre a construção e aplicação de sistemas normativos.

    Mas é possível notar já a partir dessa primeira distinção que Ética e Direito trazem consigo conceitos que são comuns e indissociáveis. “NÃO há distinção entre o significado dos conceitos empregados nas discussões de Direito e nas discussões éticas”.

    Ainda que possamos distinguir o que significa “Ética” do que significa “Direito” (ou possamos, pelo menos teoricamente, explicar de maneiras diferentes esses dois termos), é impossível separarmos o que é considerado bom (e o que é mau) pela Ética do que é considerado bom (e o que é mau) pelo Direito. Assim, os resultados de discussões éticas necessariamente são as mesmas conclusões das discussões jurídicas.

    Agimos sempre buscando sermos éticos. Agimos, portanto, segundo condutas que consideramos boas. A pretensão do Direito é, quando não se pode impedir ou prevenir, condenar más condutas. Desta maneira, podemos concluir que quando agimos de maneira boa, tanto uma discussão jurídica quanto uma discussão ética considerarão nossa conduta como boa. Se não seguirmos nosso código ou princípio de conduta, então também tanto a uma discussão jurídica quanto uma discussão ética julgarão má nossa atitude. É isso que caracteriza a impossibilidade de dissociação dos conceitos de maldade e bondade em Ética e Direito.

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  27. O texto que define a distinção entre Ética e Direito é muito esclarecedor, por apresentar as diferentes faces da ética e nos mostrar suas aplicações e usos. A partir dele, podemos perceber que a sociedade é altamente regida por estudos éticos.
    A lei se constitui de uma apresentação de possíveis consequências que indivíduos que realizem determinadas ações, consideradas anti-éticas, devem sofrer. Assim, a lei precisa, a princípio, determinar o que se considera certo ou errado.
    A distinção das faces do estudo se faz importante na criação das leis, já que é necessário que se utilize da Ética Normativa, ciência que estuda os princípios racionais dos quais extraímos o que seriam condutas éticas ou não.
    Outra faceta da ética é conhecida como Metaética, que estuda a argumentação ética e os conceitos utilizados nessa argumentação. Esta área se divide em dois grupos: Cognitivistas e Não-cognitivistas.
    Dentro do grupo dos Cognitivistas há ainda uma segunda divisão entre Naturalistas e Intuicionistas. Os primeiros acreditam em uma ética que pode ser provada empiricamente e podem ser reduzidos a conceitos de outras áreas da ciência, enquanto os últimos acreditam que os conceitos de ética se aplicam apenas ao estudo dessa e que não podem ser testados.
    Já os Não-cognitivistas acreditam que conceitos éticos se refiram a atitudes e emoções e, assim, nos dão recomendações que não se aplicam a objetos reais.
    Nesse aspecto, concordo com os Não-cognitivistas. Partindo do princípio que a conduta de cada homem tem características únicas, porque envolvem razões muitas vezes particulares, nunca veremos condutas que sejam 100% iguais. Assim, se torna impossível realizar qualquer teste empírico que seja digno de ser aplicado a outras ciências. Além disso, a ética se aplica a conduta e comportamento, ou seja, aspectos que dependem de emoções e pensamentos, objetos não-reais.
    Enfim, não podemos dizer que ética e direito são as mesmas coisas, mas sim que o direito depende da ética para se constituir, já que a lei depende da análise da qualidade de uma ação humana, objeto estudado pela ética.

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  28. Muitos autores qualificam a separação da ética e da moral como algo inútil. Mas podemos classificar a ética e a moral como sinônimas, ou dizer que a ética é um conjunto de regras gerais de uma sociedade e a moral, regras de cada individuo. Mas essa classificação, do mesmo modo como a linguagem, é construída pelo próprio homem e pode ser alterada de modo como lhe for conveniente. Então, dependendo do contexto, podemos utilizar do modo que ficar mais bem compreendido.
    Mas, indiscutivelmente, a ética (ou a moral) é diferente do Direito. A ética é um conjunto de ideias racionais sobre o que é bom e o que não é. O Direito é um sistema de regras legitimado pela sociedade, independente do fato de ser bom ou não. Portanto, apenas pelas definições, é evidente que um não pode ser sinônimo do outro. O Direito é apenas a ética adaptada aos problemas que o ser humano não consegue ( ou não quer) encontrar solução. E também é evidente que se a sociedade fosse inteiramente ética, o Direito se tornaria praticamente desnecessário.
    Uma clara distinção entre ambos é evidenciada no filme Jogos Mortais. No sexto filme, um homem descobre que tem uma doença grave, e quando vai requisitar o tratamento ao plano de saúde, ao qual fazia parte a 10 anos, descobre que um dos executivos da empresa o invalidou por conta de um erro burocrático cometido pelo homem. Sem o plano médico, o executivo sabia claramente que estava dando uma sentença de morte àquele homem pois o mesmo não teria condições de pagar o tratamento médico. Do ponto de vista do Direito, o único crime cometido foi o do homem que errou no contrato. Do ponto de vista ético, o executivo errou ao aceitar o documento errado, invalidando-o quando lhe fosse conveniente; e também pelo fato de que a vida do homem seria (provavelmente) prolongada pelo tratamento médico, e a decisão de anular o contrato é exatamente o que o faria morrer.

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  29. Ambos os textos são muito interessantes, pois de fato há um problema de distinção entre ética, moral e direito. Hoje em dia, as pessoas associam ética com o direito, e moral com costume. Até mesmo eu antes de começar essa disciplina não saberia dizer qual a diferença (se há) entre essas palavras. Alias, talvez ainda não saiba dizer corretamente. No primeiro texto, pude entender que não há diferença entre ética e direito, já que uma conduta considerada boa éticamente, também será considerada boa (justa) juridicamente, e vice-versa, e se acontecer distinção será de algum erro de avaliação moral e/ou jurídica.
    Já o segundo texto nos faz perceber o quanto é comum as pessoas diferenciarem ética de moral. Crescemos ouvindo essas palavras separadamente, que tal coisa é imoral e outra coisa é "anti-ético". Mas quando paramos para pensar, como esse texto o faz, chegamos a conclusão que não há nenhuma diferença entre as duas palavras, são somente sinônimos. O que deve ter acontecido é que a Igreja em algum momento "roubou" a palavra "moral" (e imoral), dando a ela um significado mais diferenciado, mas que na verdade se traduziriam em "costumes e códigos religiosos". Creio eu que fora do mundo acadêmico, será praticamente impossível desfazer o estrago, e teremos que viver com essa diferenciação.

    Ass.: Helder Aires da Silva
    helder.atreides@gmail.com

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  30. Ética e direito, tem como objetivo comum o de "julgar" atos problemáticos cometidos por algum indivíduo. Entretanto, a grande diferença entre os dois termos, é que o primeiro, busca-se saber se um ocorrido foi antiético, e, caso seja confirmado, ele apenas o será. Já no âmbito do direito, um indivíduo ou um ato que seja considerado antiético, será punido de acordo com a lei vigente.
    Já no segundo texto, foi possível notar e de uma vez por todas, tirar essa dúvida (pelo menos a minha), de que ética e moral são sinônimos, não tendo mais que se preocupar em fazer uma distinção clara entre os dois termos, afinal, se uma coisa é ética, não pode ser considerada imoral, e vice versa.

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  31. A palavra ética muitas vezes parece se mesclar com outros termos, como moral e direito. Dessa forma, os textos aqui apresentados tem por finalidade mostrar aonde estes termos convergem e divergem, apontando suas diferenças para uma melhor compreensão destes.

    Primeiramente, a distinção que muitos autores tentam fazer de ética e moral é considerada desnecessária, pois são basicamente sinonimos, apresentando diferenças tão pequenas que uma tentativa de explicação a tornaria clara e imprecisa. Mas quando não são usadas como sinonimos temos a ética como um estudo mais filosófico, analítico, das morais apresentadas por uma pessoa ou sociedade. Moral, por sua vez, é "falar dos costumes e códigos de conduta culturais, religiosos, etc., que as pessoas têm."

    O texto do professor Peluso, por sua vez, vai fazer um esboço geral e breve das variações que a ética apresenta dando enfase a distinção entre ética e direito. Vista sob um olhar positivista, muitos pecam em acreditar que a ética deve ser empírica utilizando-a como uma forma de designar o comportamento das pessoas ou um conjunto de leis que organizaria o convivio entre as pessoas. Nesse sentido, temos ela confundida com o Direito. Embora apresentem uma convergencia, no sentido de que uma ação justa ser uma ação ética e que pode ser justificada utilizando critérios morais, ética e direito vão se distinguir pela primeira ser um estudo filosófico de bondade x maldade das ações e a segunda ser "o resultado de nossos estudos científicos sobre a construção e aplicação de sistemas normativos".
    Podemos concluir, então, que moral e direito são com frequencia confundidos com ética, mas podem ser distintos e complementares desta.

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  32. Desidério Murcho nos diz que a distinção entre ética e moral feita por alguns filósofos é desnecessária e apenas dificulta o debate filosófico. Essa distinção consiste em afirmar que Moral é o conjunto de costumes, hábitos e códigos de uma determinada civilização e que Ética é o estudo da Moral.
    Em relação à Ética e ao Direito, o texto do Professor Peluso nos explicita que a única distinção que podemos fazer entre esses conceitos é em relação a “termos de linguagem”. Como exposto, a ética seria o debate filosófico sobre a bondade e a maldade das ações, através de teorias que nos ajudariam na análise dessas e na estipulação do que seria considerado bom ou não. Por sua vez, o Direito estaria relacionado à formação de regras, sistemas normativos e a “regulamentação das leis morais”, que, de certa forma, influenciam a tomada de decisão dos indivíduos frente às dúvidas sobre “agir ou não de determinada forma” ou realizar ou não tal ação.
    Embora a definição de Ética e Direito sejam diferentes, seus conceitos estão relacionados. Uma ação considerada justa é aquela que é julgada como boa, logo, é uma ação ética. Uma ação considerada ética é uma ação considerada justa. E a noção de bondade, maldade, assim como da justiça e da punição, moverão os indivíduos e terão influência na determinação das ações que esses indivíduos executarão e considerarão como boas ou não.
    Logo, as distinções entre Direito, Ética e Moral são desnecessárias.

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  33. A discussão agora gira em torno das diferentes concepções dadas para o conceito de Ética.

    Retomando as questões normativas que a ética assume anteriormente abordadas, percebemos agora - quando falamos de ética em si - que não poderíamos simplesmente qualificar todos os valores morais como sendo relacionados com o que uma comunidade definiu como norma ou lei. É preciso separar o conceito da prática.

    Quando falamos em direito, apoiado pela ética positivista, percebemos que a moral assume uma veia de caráter empírico, onde as ações humanas seriam ditadas por leis e dados experimentais comprovados. Mas como podemos qualificar a atividade humana aqui, já que é ela que define o fenômeno social e não a natureza da ação?

    Portanto, temos que enquadrar essa diferenciação. O Direito faria parte de uma aplicação da dita Ética, mas esta seria uma conceituação de teor mais abstrato. O Direito assume o papel de Ética quando o que eles concernem se refere a validade do que é certo e deve ser tomado como exemplo a ser seguido - e adquire o caráter normativo.

    Já quando falamos da Ética comparada a Moral, não temos tanta dificuldades dicotômicas. A Ética é uma reflexão filosófica a respeito da Moral. E a Moral seriam os costumes, os hábitos, as regras adotadas por cada comunidade. Isso faz com que percebamos que a Moral pode ser vista como as reflexões e conclusões éticas sendo postas em prática.

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  34. Ética, moral e Direito. Essas três palavras são utilizadas de maneiras diferentes e em diversas situações o que pode criar problemas de comunicação e interpretação entre as pessoas que pretendam estudá-las.

    Alguns dirão que Ética e Moral não precisam de diferenciação, por tratar exatamente das mesmas coisas. Ao contrário destes, acredito que é necessária uma distinção, sim. A ética me parece um sistema, um conjunto ou um sistema de ideias que expliquem ou justifiquem as atitudes, enquanto a moral me parece o conjunto de atitudes e/ou comportamentos que tomamos no grupo em que vivemos.

    Nesse sentido, ser ético é ser moral, mas ser moral não é necessariamente ser ético, pois a moralidade é muito mais restritiva. O exemplo que dão da mulher que mostra o rosto é um caso claro disso. O conjunto de valores morais daquela sociedade considera imoral a mulher que mostra o rosto, mas em outro lugar, isso nada tem de imoral. E partindo de uma análise racional sobre essa atitude, não posso conceber essa atitude como antiética.

    Os valores culturais e religiosos, então, não entram nas discussões éticas, pois diversas vezes carecem de uma reflexão sobre o tema. Podemos julgar ou justificar certas atitudes dentro de uma sociedade fechada, e aí falaremos de moral. Mas a ética pretende certa universalidade. Além da moral e dos preconceitos culturais e religiosos, encontra-se a ética.

    Às vezes parece haver confusão, mas é para isso que, ao falar de ética ou de moral, deve-se explicar a sua percepção sobre o termo. Não se pode ter uma discussão, sem que todos falem através dos mesmos termos. A terminologia não é só terminologia, mas o que sustenta toda a discussão filosófica (sejam temas da filosofia, sejam temas de outras ciências, como a física, a química ou mesmo as ciências sociais).

    O direito, por sua vez, pretende fazer valer e regular a forma das pessoas se comportarem. Ele fala das leis. Ele fala do que pode ou não pode ser feito. Não falamos do que deve ou não deve ser feito, mas sim do que é aceito naquela sociedade. Por isso a diferença entre os vários sistemas jurídicos no mundo. O direito quer falar do que é certo (right) e errado (wrong), e aqui pode haver novamente ambiguidade, se fosse analisado em outro idioma. Mas o certo numa sociedade, não é certo em outra. Daí a perspectiva moral com a qual concebo o direito. Se o direito pudesse abarcar toda a sociedade, todos os países, ou seja, se fosse universal, talvez pudesse concebê-lo ao lado da Ética, mas os conflitos existentes entre os países demonstram que isto não ocorre.

    Mas não pretendo excluir da moral e do direito certa racionalidade. O fato é que, encharcados de preconceitos e dogmas, essa racionalidade se suja, torna-se tendenciosa, e, portanto, falha. Falha que não deveria existir num sistema ético, que se propõe a resolver todos os problemas encontrados no comportamento humano.

    A similitude entre os três termos está principalmente na forma que os utilizamos: para julgar. Com a Ética, para julgar atitudes num sentido universal; com a Moral, para julgar comportamentos de determinada sociedade ou cultura; e com o Direito, para julgar (e punir) aqueles que vão contra a moral vigente.

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  35. Ética e moral são termos presentes com frequência no cotidiano e que parecem caminhar juntos, como sinônimos entre si. Os autores que tentam separar o significado dos conceitos acabam caindo em um ramo bastante complexo e obscuro sobre as diferenças entre eles. Para esses autores que não consideram ética e moral como sinônimas, o primeiro termo estaria ligado mais a um âmbito filosófico, enquanto o segundo seria referente a tradições, costumes, regulamentação religiosa, entre outros.

    Entretanto, separar os significados poderia resultar em análises conflitantes, alguns fatos ao serem vistos a partir desse ponto poderiam distinguir-se como éticos mas não morais ou vice-versa, sendo que essa distinção, talvez, não seja justa ou até mesmo verdadeira. Moral e ética tendem a caminhar em uma mesma direção, como sinônimos, e em que uma diferenciação, caso necessário, seja tênue.

    Por outro lado, o conceito de direito aparece como um guia para a ação e relações humanos, um guia que nos leva a ter como norte a justiça, e isso muitas vezes é chamado também de ética, e de fato não deve haver muita distinção entre os termos, afinal a ética também tende a guiar os seres humanos por um caminho do que é correto, das ações perfeitas e morais.

    Portanto, por vezes podemos considerar os termos ética, moral e direito como uma única coisa, um único significado, e por outras tantas vezes poderíamos enxergas os três conceitos como diferentes entre si, no qual um guiaria ou seria resultado dos demais.

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  36. "A pretensa distinção entre a ética e a moral é intrinsecamente confusa e não tem qualquer utilidade. A pretensa distinção seria a seguinte: a ética seria uma reflexão filosófica sobre a moral. A moral seria os costumes, os hábitos, os comportamentos dos seres humanos, as regras de comportamento adoptadas pelas comunidades. Antes de vermos por que razão esta distinção resulta de confusão, perguntemo-nos: que ganhamos com ela?"

    De fato, que ganhamos com ela? Nada. Esse tipo de discussão me parece essencialmente inútil, soa como perda de foco e vaidade por parte dos autores, requintando seus termos. Ética é uma palavra de origem grega e moral sua respectiva em latim, ponto, voltemos às questões relevantes.

    Sobre ética e direito; ética define o que é bom e o que é mal, enquanto direito delimita quais ações são justas. O fato é, como bem observado pelo professor, esses termos estão "amarrados"; Uma conduta juridicamente justa é moralmente boa, assim como uma ação moralmente má é juridicamente injusta. Em outras palavras, entendo que o direito não é exatamente ética, mas uma tradução de seus conceitos aplicada às nossas ações em forma de leis.

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  37. Os textos tratam das distinções de significado entre 3 palavras que são frequentemente associadas: Ética, Moral e Direito.

    O texto de Desidério Murcho conclui que é irrelevante a distinção entre as palavras "ética" e "moral", e que estas podem ser tomadas como sinônimas ou não, dependendo dos propósitos daquele que escreve o texto. Porém quando atribuímos sentidos distintos ás duas palavras, a "moral" seriam os comportamentos, condutas, costumes, que variam de acordo com a cultural.

    A moral então seria objeto de estudo da "ética", que é a reflexão, a análise filosófica do que se pode atribuir como "bom" ou "mau" a respeito desses comportamentos. Sendo assim, uma conduta pode ser dita como imoral em uma determinada comunidade, sem ser considerada anti-ética.

    O Direito, descrito como o estudo da composição e aplicação prática dos sistemas normativos, tem como uma de suas funções julgar e penalizar condutas, algo que, pode nos dar a idéia de que a Ética e o Direito possuem os mesmos fins. Porém a ética em si, abrange muito mais do que apenas estabelecimento de regras e códigos. O campo da Ética Normativa é que se ocupa dessa função.

    A Ética e o Direito, então, se diferem no seguinte aspecto: A primeira trata de uma discussão filosófica a respeito dos valores morais do comportamento humano. O Direito é a expressão empírica do fenômeno da Ética através de leis estabelecidas pelo Estado, e os indivíduos que não as seguem sofrem sanções. Uma deriva da outra: aquele que é juridicamente correto em uma ação não pode estar contra os princípios éticos.

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  38. Podemos ter Moral como as regras, os costumes e hábito, a Ética como a reflexão acerca da moral.
    A distinção entre ética e moral é feita por alguns filósofos, e na concepção de Desidério Murcho, a distinção feita por eles é desnecessária, e ajudar a dificultar mais ainda o debate filosófico. Ele (
    Murcho) afirma que podemos usá-las o não como sinônimo.
    E qual seriam as distinções de Ética e Direito? Ética trata das discussões filosóficas que tratam da elaboração de regras conduzem as ações humanas, e também trata da elaboração dos sistemas normativos;já o direito pode ser tratado como estudo científicos sobre a construção e aplicação dos sistemas normativos, que viria a ser a regulamentação dos sistemas normativos.
    As definições de Ética e Direito são diferentes, mas seu conceitos estão relacionadas. Todas as ações que por nós são cometidas que são tidas como boas, que podem ser justas, sendo assim serão éticas.

    Fernanda A. Nascimento

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  39. O estudo desatento da ética pode se tornar muito confuso,
    por se tratar de uma discussão de um alto nível de abstração mas que ao mesmo tempo tenta se embasar no mundo concreto, nos comportamentos que os seres humanos nele praticam. Para que exista a ética ao nível que desenvolvemos até hoje, ainda dependemos da linguagem que pode causar problemas linguísticos e interpretativos de toda ordem. Por isso exige-se um cuidado, uma minúcia especiais ao se tratar de tais assuntos.

    A união que se vê entre Ética e Direito vai além das coinscidências da linguagem, se entende que não pode haver uma conduta justa que não seja ética e vice-versa. Mas uma redução da Ética a um ponto de vista exclusivamente jurídico pode acabar perdendo os alicerces que servem de base para o desenvolvimento do Direito, o seu caráter técnico-normativo nem sempre pode ser suficiente para enxergar o mundo como se precisaria ao lhe dar as diretrizes éticas.

    Outro exemplo dos problemas linguísticos que se chega neste tipo de discussão, seria a distinção e o uso das palavras "ética" e "moral". A definição relativa e subjetiva dessas palavras criam um grande problema entre os autores que as usam arbitrariamente. Há uma dificuldade em se analisar as diversas teorias e pontos de vista éticos quando existe como nesse caso, mais de uma maneira de se empregar os conceitos. Por isso alguns autores defendem a universalização do uso
    das palavras em questão, de forma a facilitar e, em consequência, aumentar a compreensão sobre esses campos de estudo.

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  40. Denis Henrique de Miranda13 de maio de 2013 00:00

    Observando a palavra ética no sentido da filosofia, esta "envolveria a formulação dos princípios com os quais se deseja construir um modelo de ação humana que justifique a elaboração de regras de conduta." Cada época tem uma concepção diferente do que é correto ou não, então a ética seria bem empregada para teorizar sobre o que é certo ou não naquele momento. A ética, logo, é aplicada ao direito, porque neste é necessária uma constante avaliação do que é sempre ou era em determinada situação o certo ou o errado.

    Sobre o texto de Desidério Murcho, ética e moral são etimologicamente a mesma palavra. Pensando numa suposta diferença entre ética e moral mais aceitável, já que assim as duas são há muito utilizadas, para um vegetariano é imoral comer carne, porém se o seu médico recomenda produtos feitos à base de carne num caso de vida ou morte, seria ético ele ingerir o animal pensando na sua saúde, porém imoral em seu estilo de vida. O autor não concorda com essa diferenciação, já que essa diferenciação leva à interpretação de que a crença da pessoa está errada e o médico e a busca pela saúde ideal estão corretos, simplificando em demasia uma discussão muito profunda.

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    1. Denis Henrique de Miranda14 de maio de 2013 18:13

      Ética e moral são palavras etimologicamente semelhantes, sendo a primeira de origem grega e a segunda, latina. Muitos estudiosos afirmam que elas significam exatamente a mesma coisa, enquanto outros as observam de formas diferentes. Uma das interpretações de quem as observam de formas diferentes está retratada no exemplo acima.

      Entretanto, é válida uma distinção entre Ética e direito. A ética estuda os problemas morais, enquanto o direito estuda os problemas relacionados aos sistemas de normas e seus instrumentos de realização da justiça na sociedade. Como áreas de estudo, são diferentes; porém como busca pela justificativa dos poderes e dos julgamentos e como precedem um sistema de normas, são semelhantes.

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  41. A distinção entre ética e moral é defendida por alguns teóricos e negada por outros; para aqueles que defendem a divisão, a ética é vista no sentido mais filosófico, enquanto que a moral se define como um sistema normativo imposto por um determinado grupo social.
    Partindo-se da divisão em três campos de abordagem da ética : ética prática, ética normativa e metaética, levantamos alguns questionamentos em relação ao que caracteriza de fato o termo 'ética'.
    Tendo como pressuposto a certeza de que a ética é 'universal' e que essa se destina ao estudo das ações humanas, através da análise comportamental do indivíduo racional, é possível se criar um primeiro momento uma contradição para aqueles que defendem a não distinção entre ética e moral, uma vez que, se aquela é 'universal' a moral também deveria ser, entretanto, sabemos que essa varia de acordo com cada sociedade e seus respectivos costumes; em vista disso, aqueles que são contrários à divisão argumentam que nem tudo é passível de reflexão filosófica, ou seja, tem significado ético, como os costumes de um indivíduo ou grupo social.
    Caso partíssemos para a distinção entre ética e moral, teríamos que distinguir os comportamentos morais dos comportamentos éticos, o que seria muito confuso e trabalhoso, ao passo que ética e moral parecem de fato caminharem juntas. Podemos, para isso, usar um tema da ética prática : o aborto; antes de optar pela defesa ou não dessa prática, o sujeito social realiza uma reflexão acerca do que ele considera moral ou imoral e analisa em qual das duas opções tal prática se encaixa; após isso levantam-se discussões éticas ( reflexões filosóficas ) , as quais complementam as reflexões iniciais.
    Em vista do que foi exposto, faço a opção por não distinguir ética de moral e vice-versa , visto que isso torna mais simples o estudo das ações humanas.
    Outra discussão muito relevante é a relação entre Ética e Direito; a Ética se destina à formulação de teorias que preconizam universalizar os comportamentos humanos , criando princípios filosóficos que justifiquem as regras de conduta existentes. Dentro dessas teorias durgem duas principais vertentes : a dos Deontologistas , que 'focam' no que vem antes da ação , ou seja, se destinam à anáilise do sujeito ou da própria ação; ex : dizer mentiras, por parte de um indivíduo racional , é algo imoral , constituindo-se uma contradição ; e a dos Consequecialistas , os quais antes de avaliarem uma ação como boa ou má , analisam as consequências dessa. Embora distintas , tais linhas de pensamento admitem a justificação dos juízos morais através da racionalidade humana.
    Entretanto, o que significa afirmar que algo deve ou não ser feito ? , nesse sentido , portanto , as questões éticas se definem como os estudo da natureza das ações humanas , boas ou más , partindo-se do fato de que a ética prioriza o bem estar social; dentro disso , é importante individualizar a Ética do Direito , uma vez que , esse se constitui como um sistema de leis instituídas e que buscam coagir os indivíduos a seguirem condutas 'corretas' ; levando-se em conta o termo 'corretas' ,encontramos a convergência entre Ética e Direito , visto que , a Ética se caracteriza pelas discussões filosóficas acerca do 'certo' e 'errado' , enquanto que o Direito é o resulltado dessas discussões.

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  42. Há três conceitos que possuem relações, sejam considerados sinônimos ou pelo pelo possuem uma correlação em sua origem filosófica, a saber, são os conceitos de Ética, Moral e Direito.
    Ética e Moral por vezes são consideradas com sentidos diferentes, sendo ética uma reflexão filosófica a cerca da origem dos conceitos que julgam a bondade, maldade, validade ou invalidade das ações, e a moral seria considerada como meras ações do plano real que cabem ao julgamento de morais ou imorais a partir de uma convenção social sem reflexão filosófica. Porém essa distinção não se sustenta, como afirmam autores com Desidério Murcho, Peter Singer, James Rachels e Thomas Nagel, em que consideram ética e moral como sinônimos, uma vez que não é possível distinguir a reflexão filosófica a cerca dos modelos de julgamento de ações (bondade, maldade, correto, incorreto), das reflexões sobre as ações cotidianamente tomadas. A afirmação de que no julgamento das ações cotidianas não há reflexão filosófica também não se sustenta. Conclui-se assim, que tanto ética quanto a moral investigam os preceitos filosóficos que julgas determinadas ações, para poder classifica-las como morais ou imorais ou ainda éticas ou anti-éticas.
    Um distinção que por vezes pode passar a ideia de que os conceitos são sinônimos, mas apenas possuem uma origem muito intrínseca, são os conceitos de ética e direito. Uma vez que a ética investiga filosóficamente o que pode ser considerado como certo ou errado e a origem do desses julgamentos, também faz considerações sobre o 'dever ser' das ações. A partir do dever ser a partir das reflexões éticas, nasce o direito, como possível normatização dessas considerações. Uma vez que a ética sempre busca o bem, a paz, o bem-estar, então o Direito tem por base essas recomendações éticas para normatizar uma vida saudável, que vise o bem na sociedade civil. Apesar de serem muito próximas, ética e direito diferenciam-se a medida em que o último nasce das recomendações e reflexões do primeiro.

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  43. A questão fundamental de ética esta na busca pela natureza da bondade e da maldade e no significado do dever e a capacidade humana de se formular interpretações racionais. Ela se divide em Ética Normativa, que estuda as normas para um comportamento humano que se considera moralmente preferível. Esta se divide em Deontologistas, que entendem que a justificativa para os juízos éticos estão na noção de dever e obrigação, e os consequêncialistas, que entendem que para os juízos éticos deve ser considerado principalmente as consequências que atitudes consideradas morais terão. Também há a metaética, dividida em cognitivistas, para quais os conceitos morais indicam entidades naturais existentes no mundo, há quem considere que os conceitos morais não se aplicam a objetos de outras áreas do conhecimento, sendo estritamente morais, e aqueles que pensam o contrario, que eles são empiricamente testáveis. Os nãos cognitivistas dizem que os conceitos morais se expressam pelas atitudes e emoções.
    Algumas destas teorias éticas no anseio de ter uma resposta direta e rápida para os debates éticos acabam caindo no ceticismo , dizendo que não há resposta racional para os dilemas éticos, simplificando demais o problema sem oferecer uma resposta concreta. Outro erro é o de dar uma forma positivista, se concentrando na área em que a ética se expressa, reduzindo o problema dos estudos da moralidade ao estudo da lei. Para o positivismo a lei é um fato social susceptível a estudo empírico, porém não leva em conta que grande parte da realidade não é natural mas consequência das ideias humanas e estas ideias determinam como formamos a lei.
    O direito se foca nos resultados de um estudo cientifico sobre nosso sistema normativo e a ética discute a bondade e maldade nas ações e os métodos para a construção de um sistema normativo,o que é eticamente aceito não pode ser condenado pelo direito

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  44. Nesse tema é abordado se a palavra ética diferencia das palavras moral e direito, buscando nos revelar se elas têm significados diferentes ou são sinônimos. Desidério Murcho em seu texto “Ética e Moral” nos mostra se há uma diferença entre ética e moral ou se ambas são sinônimos. Concordo com ele que as duas formas de classificar estão corretas, mas acho que para um principiante em ética seria muito mais simples fazer a distinção entre ética (que seria a discussão filosófica) e moral (seria os costumes, hábitos e regras adotadas pela sua sociedade), tendo que sendo ambas sinônimas ficaria pouco didático e mais confuso trabalhar com ambas. Já no texto do professor Peluso nos trás um panorama bem geral das variações existentes na ética e uma ênfase maior no que se diz respeito entre ética e direito. Muitas vezes se confunde ética e direito, mas elas têm significados diferentes, a ética é a discussão filosófica sobre bondade e maldade e o direito é aonde se expressa os resultados de nossas discussões filosóficas. Por vezes ética, moral e direito são confundidas, apesar de não serem sinônimas ambas tem relação e se conectam.

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  45. Paula Endriukaitis

    Com a leitura de Desidério Murcho, vemos claramente como a discussão sobre ética e moral e suas respectivas significações acaba por ser infrutífera, já que o próprio autor afirma que estes são termos etimologicamente sinônimos, porque são a tradução latina e grega um do outro. O que talvez tenha incrustado na nossa cultura essa diferenciação, foi o uso, por parte da igreja, do termo moral como algo mais direcionado a religião, enquanto os demais âmbitos se tornaram uma questão de ética ou "anti-ética" - uso este escolhido para, de certo modo, reafirmar a diferença ao meu ver.

    No primeiro texto nos é apresentada a Ética Normativa - com os deontologistas e consequencialistas - e a Metaética - com os cognitivistas e os não-cognitivistas. Quanto a ética e ao direito, tomo o funcionamento de ambos como algo extremamente similar, proporcional, já que se algo é considerado ético na sociedade, quando questionado juridicamente, terá a mesma característica, até porque a Justiça, ou melhor, os termos do qual esta faz uso são uma convenção do que é ético/moral (ou não é).

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  46. Após a leitura dos textos, percebo que a discussão sobre uma possível distinção entre ética e moral, apesar de plausível para alguns, na pratica não se mostra tão clara assim, podendo por tanto serem ambas utilizadas com o mesmo sentido sem que isso prejudique uma possível argumentação. Já a discussão entre ética e direito se mostra muito mais profunda e complexa, a meu ver, independente da linha filosófica adotada, não cabe à ética o papel normativo, determinando como devem agir as pessoas, o que se refletiria nas leis. Acho valido sim que ela discuta e de contribuições, mas não determine de forma irrestrita as ações humanas, até porque se considerarmos justiça como sendo aquilo que busca equalizar da melhor maneira possível diferentes interesses a fim de tentar gerar, para o maior numero possível de pessoas, o maior grau de satisfação,para essas pessoas, o que é correto pode variar, não podendo, portanto, seguir o que um ou outro considere como sendo o melhor, logo, o que é ético/moral nem sempre é justo.

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  47. Confesso que nunca tinha entendido completamente a diferença de ética e moral, e talvez ainda não entenda. Mas, sempre aceitei sem muita reflexão a ideia de que ética seria o estudos dos comportamentos morais, e que a moral, tratava dos costumes. Notava porém, a perda de argumentação de meus professores, cada vez que a discussão começava a ficar mais profunda, deixava de acompanhar, porque ética virava moral, e moral virava ética.
    O texto “Ética e moral: uma distinção indistinta”, relata de uma forma mais organizada o que eu nunca tinha compreendido, de fato, não é relevante saber qual diferenciação de ética e moral está sendo usada, se isso não for o ponto central do debate, já que possuem outras variáveis dependentes, como: a vontade de fazer o bem, ou não.
    Na briga entre uma discussão filosófica e uma jurídica, aquela que estuda um ‘modelo de ação humana’, e outra, que basea-se, em princípios racionais, para se inferir regras, e dentro dessas duas categorias, ainda podemos encontrar outras correntes distintas para o estudo do que seria ética, mostrando a grande necessidade do homem, em realizar julgamentos de condutas.
    O estudo de tal disciplina, não implica a obrigatoriedade de se realizar a distinção de ética e moral , em todos os discursos do cotidiano. Mas, sim, um intendimento no campo teórico, pois, não podemos fazer testes empíricos, sobre esses fenômenos, e sim estudar uma situação - problema.

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  48. Os textos analisados nessa semana tem o intuito de pontuar os conceitos Ética, Moral e Direito.

    No Texto de Desidério Murcho, o autor expõe que os termos ética e moral são palavras sinônimas em alguns momentos e não sinônimas em outros, de modo que a discussão sobre os determinados termos é confusa.

    A Ética em seu sentido filosófico consiste na determinação das ações humanas, ou seja, se encontra na composição de um modelo de ação humana que justifique a elaboração de regras de conduta.

    Os estudiosos da ética normativa, ou seja, que estuda os princípios racionais, inferindo-se da mesma um modelo de regras, se divide em dois grupos principais, os Deontologistas que acreditam que as justificações dos atos se baseiam simplesmente nas obrigações, sendo assim de certa forma, um manual de comportamento fixo; e os Consequencialistas, que justificam as atitudes baseadas na situação em que se relaciona, dessa forma, uma atitude considerada errada em um determinado momento pode ser o certo quando sujeito a situações divergentes.

    A palavra moral por sua vez tem diversos esclarecimentos. Várias correntes surgiram de modo que a mesma palavra seja explicada como conceitos que designam entidades naturais, uns creem que possa ser algo empírico e consequentemente pode abranger assuntos de outras ciências, e outros acreditam que os conceitos éticos dizem respeito apenas a ciência filosófica. Outra corrente por sua vez diz que os conceitos morais se englobam o campo da emoção, dos sentimentos.

    O fenômeno pelo qual a Ética proclama-se é a lei, que usa a ética empírica para construir um modelo de como agir de maneira correta. A partir do momento em que o conceito ética é utilizado para designar um modelo correto de agir, o conceito de Ética se funde com o de Direito.

    Ética na verdade diz respeito ao resultado de nossas discussões filosóficas, e o direito aos resultados da elaboração e aplicação de sistemas normativos.

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  49. Isabela Biscalchim13 de maio de 2013 17:32

    O texto de Desidério Murcho fala sobre a ética e moral, um assunto que já foi abordado nas aulas passadas. Esse texto diz que não deveria haver distinção entre essas duas palavras, porém muitos filósofos as distinguem. Entretanto, concordo com Murcho, no qual ética e moral podem ser usadas como sinônimos uma complementa a outra. As ações morais são os nossos costumes, cultura e a ética como encontramos no texto seria uma reflexão filosófica sobre essas ações.
    Já o texto de sua autoria professor Peluso, que fala sobre ética e direito, começa mostrando diferentes áreas de estudos da ética na discussão filosófica. Podemos ver com essas diferentes áreas as diversas opiniões sobre ética.
    No final, o texto fala da distinção entre ética e direito. O direito deriva das leis impostas para a sociedade baseadas nas ações morais da população. Assim acredito que as ações morais mesmo existindo nas sociedades existem também em cada pessoa, cada um tem uma forma de avaliar se aquilo é correto, contendo diferentes opiniões e o direito cria as leis com base nas ações morais da sociedade e não do indivíduo, com isso muitas leis impostas não são completamente aceitas, mas são seguidas para um melhor convívio entre todos.
    Por fim, podemos ver que direito e ética tem sua distinção quando estudamos as ações morais de cada um, mas quando estudamos as ações morais da população elas se relacionam, como podemos ver que o bom estudado na ética é o justo estudado no direito.

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  50. Bárbara da Silva Miranda13 de maio de 2013 17:52

    A leitura da sequência de textos e a conexão de assuntos coloca claramente uma abordagem sobre os conceitos Ética, Moral e Direito que estão relacionados. A priori nos são colocadas as duas situações em que se usa o termo Ética, ela é usada tanto no âmbito filosófico, quanto no jurídico.
    Uma abordagem feita pelo Positivismo Ético reduz problemas morais ao estudo da lei e coloca que a conclusão destes estudos deve ser de dados empíricos. Acontece que como falado em aula e também colocada no texto, a ética “não está sujeita a teste empírico”, as teorias podem ser abstraídas, mas posteriormente devem ser traduzidas para a realidade. É exatamente pelo fato de serem traduzidas para a realidade, que as abstrações devem levar em conta situações possíveis e não platônicas, e elas também não podem ser testadas, mais um ponto que mostra a necessidade de serem pensadas o mais “racionalmente” possível.
    Anteriormente vimos que Ética muitas vezes é referida como um conjunto de regras que orientam as ações de um grupo, e quando se formulam leis (imposta por um soberano) para organizar as relações de interpessoais na sociedade, podemos ver um homogeneidade e confusão em Ética e Direito. A questão é que suas diferenças parecem ínfimas quando observamos que a primeira vem de discussões filosóficas sobre a elaboração de sistemas normativos e a segunda vem de estudos científicos sobre construção e aplicação dos sistemas normativos.
    No texto de Desidério Murcho uma outra relação é colocada, agora sobre Ética e Moral; aqui o autor coloca que geralmente faz-se distinção entre os assuntos, porém desnecessariamente. Desidério mostra que as palavras podem ser usadas como sinônimas ou não, porém se este segundo modo for adotado, o termo moral não terá conteúdo filosófico.
    Muitos autores utilizam Ética e Moral como sinônimos, e como colocado no texto, “Não há duplicidade de critérios para o juridicamente correto e o moralmente justificável”. Dessa forma não existe necessariamente o jeito certo e errado em usar os termos, uma distinção grandiosa entre Ética e Direito, e Ética e Moral.

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  51. Os textos abordam a questão da distinção entre ética e moral. A ética é de fato uma reflexão filosófica sobre a moral? Tal distinção pode ser feita, mas é completamente desnecessária e confusa. A não compreensão clara entre as três áreas da ética é resultante desta distinção. Essas áreas são: a ética aplicada, a ética normativa e a metaética. Mas, do que trata cada tipo de ética? A primeira estuda a ética em termos práticos, em situações do dia-a-dia, como a questão da eutanásia e do aborto. A segunda visa criar regras para viabilizar o comportamento ético dentro da sociedade, fazendo uso de fundamentação filosófica. A terceira estuda a ética em si.
    O principal problema dessa distinção é o fato de que nem todos os atos humanos são suscetíveis à análise ética. Assim, é difícil determinar quais comportamentos seriam submetidos à reflexão ética e quais não. Se realmente quisermos realizar essa distinção, devemos analisar os casos culturais e religiosos como morais. A ética, por outro lado, envolve questões de cunho filosófico, analisando se algo é ou não aceitável do ponto de vista da Filosofia.
    Quando se fala exclusivamente de ética, há dois sentidos dessa palavra que não podem ser confundidos de maneira alguma. O primeiro sentido expressa a ética como discussão filosófica. Pretende-se assim condicionar as regras de conduta humana ideal. O segundo sentido a expressa como discussão jurídica. Não se deve, entretanto confundir esse sentido da palavra ética com Direito. O que os difere é o fato de que o Direito coloca em ação aquilo que a ética somente analisa, punindo aqueles que agirem em discordância com as leis vigentes.

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  52. O texto "Ética e moral" foi importante por eliminar dúvidas quanto ao significado e relevância destes dois termos no âmbito do debate filosófico. A conclusão é que não há porque distinguir a moral da Ética, pois esta é uma continuação daquela, ou seja, sempre que ações forem morais ou imorais dentro de um contexto de um grupo de pessoas, automaticamente existirá dentro delas um pensamento, raciocínio ou discussão dentro da Ética. Pode-se dizer também que as ações amorais(ações corriqueiras não ligadas à bondade ou à maldade) não possuem valor nenhum para a Ética, ou seja, outro ponto que justifica a falta de necessidade de separar esses dois termos, pois, se nesse caso da amoralidade, a separação entre Ética e moral fosse feita, efeito nenhum seria alcançado.

    O problema de usar a palavra "ética" e a palavra "moral" como sendo diferentes, não sinônimas, é que "moral" passa a ser os costumes ou crenças de um determinado grupo, enquanto que "Etica" passa a ser a reflexão filosófica desses costumes ou crenças, só que aí é que está o problema, pois uma ação pode ser considerada imoral por alguém e ao mesmo tempo não ser anti-ética dentro de um debate, o que acaba por tornar as coisas mais confusas. Compensa, então, igualar as duas palavras dentro da discussão.

    Tratando da distinção entre entre Ética e Direito é possível concluir que há casos onde procura-se dar respostas simples para problemas complexos dentro da Ética, mas isso não é eficaz nem de longe. O ceticismo, por exemplo, alega que não há como usar a razão para resolver problemas éticos, o que tornaria tudo muito fortuito e prejudicaria o debate a longo prazo. Já o Positivismo tenta dar um enfoque na moral através do estudo da realidade concreta, no caso, como a Ética é principalmente aplicada, ou seja, pela lei. Mas, a partir do momento que isso, dentro do método positivista, se resumindo a captar observações empíricas e daí formular leis, o raciocínio fica prejudicado, pois a lei jurídica é uma simples normatização de uma consequência de algum ato e não uma lei no sentido científico, que pode prever e descrever eventos. Outro ponto é que as leis jurídicas são originadas de um conjunto de ideias humanas sobre o que é melhor ou mais adequato, portanto uma percepção mais idealista do que materialista, esta aliada ao positivismo.

    A Ética só se confunde corretamente com o Direto pela coerção deste através das leis, ou seja, um governante ou soberano que força uma lei, busca por consequência criar um comportamento, que a Ética pode analisar, sobre aqueles que estão sujeitos territorialmente ou socialmente a lei. Pode-se falar também do vínculo direto entre uma boa ação(Ética) e algo justo(Direito), e o contrário também.



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  53. Apesar de várias leis do Direito terem origens na moral humana, confudi-las e uni-las é extremamente perigoso, visto que as leis não tem o intuito a priori de dizer como o ser humano deve ou não agir em todos os casos. Muito embora a própria ética seja assim também, onde há uma "margem de manobra" para alguns assuntos para a pessoa escolher se é ético ou não para ela.

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    1. Já sobre ética e moral, não concordo que o "principal problema" de não se usar ética e moral como sinônimas seja o vocábulario escasso que isso acarretaria. O principal problema disso é que se parte do pressuposto que ética é uma coisa e moral é outra, o que não se trata de algo plausível, pois sem uma não existiria a outra. A relação entre elas é tão intrínseca que tentar diferencia-las tem o mesmo resultado de diferenciar um elétron dentro de um metal.

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  54. É necessário diferir ética e moral?
    Em sentido etimológico, ambas possuem o mesmo significado, cada qual em um dialeto diferente. Porém, muitos fazem tal divergência.
    Podemos constatar que poucas são - ou, talvez, nem ao menos haja - grande vantagem em dar-lhes diferentes significados.
    Primeiramente, isso dificultaria o aprofundamento das sub áreas da Ética - aplicada, normativa e metaética -. Não chegaríamos à um objeto bem definido de estudo para cada área, e haveria mais confusão em um assunto que já não é de simples entendimento. Afinal, quem poderia dizer quais comportamentos fazem parte do estudo da moral, e quais estão à parte dele?
    De fato, todos nossos comportamentos estão munidos de racionalidade, logo, são ações pensadas. Então, que vantagem há em agir, e depois imputar uma reflexão filosófica sobre o assunto, sendo que uma coisa está ligada, intrinsecamente, à outra? Isso apenas deixa o discurso menos munido de recursos explicativos.
    Já a 'Ética' confundida com o 'Direito' está em termos de linguagem, pois a Ética busca estudar a natureza do bem e do mal, contando com a racionalidade humana para definir o conceito de 'dever', e nossas ações.
    No Direito, temos um estudo em âmbito social do sistema normativo, dos comportamentos viáveis para vida em comunidade.
    Ainda que Ética esteja voltada à reflexão filosófica, e, o Direito, aos estudos de normas, como poderia se desconectar ambas áreas?
    Ora, mas há ligação direta entre bom e justo. Se uma coisa é justa, logo, consequentemente, ela é boa. E não há possibilidade de haver algo que seja justo, e mau; ou, ainda, que haja bondade munida de injustiça.
    Logo, não vejo necessidade, e talvez, possibilidade, de diferenciar esses três conceitos.
    Mas, para deixar o discurso claro, informativo e cumprindo sua função de expressar idéias, é aconselhável que, caso se use esses três conceitos de diferentes formas, que seja algo especificado, de modo que não traga dúvidas sobre a idéia exposta.

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  55. João Lucas M. Pires13 de maio de 2013 18:13

    Conforme as ideias colocadas nos textos enxergarmos que existem hoje algumas correntes de estudo sobre ética e moral e o argumento defendido neles é de que uma separação entre ética e moral não é proveitoso, a abaixo vemos duas citações de filósofos que deixam transparecer essas mesma ideia:
    “ A moral não é um ramo da filosofia, mas a filosofia primeira” ( Lévinas)
    “As ações são boas ou más na medida em que tendem a acrescentar a felicidade ou a infelicidade” ( Mill)
    E tendo em vista o conceito de moral e ética empregado por Hume, podemos talvez conceitualizar esse único entendimento como eficaz e entendido como um “sentimento” de prazer ou de dor experimentado na contemplação de uma caráter ou de um ato, independente de nossos interesses .

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  56. Partindo da distinção entre ética e moral que muitos autores fazem, percebemos que é uma distinção desnecessária, já que os dois termos são sinônimos e suas pequenas semelhanças podem
    levar a uma explicação imprecisa. Já por outro lado, estes dois termos podem ser usados com significados diferentes, como:
    • Ética sendo uma reflexão filosófica sobre a moral apresentada por uma pessoa ou uma sociedade.
    • Moral sendo os costumes, hábitos, comportamentos e regras de comportamento adotados pelas pessoas.
    Assim, o autor Desidério Murcho diz em seu texto que um dos grandes problemas da utilização de ética e moralidade em alguns sentidos, é a falta de vocabulário na hora de falar em um assunto ético sem utilizar-se da palavra “imoral” ou “anti-ético”.
    Agora, se partirmos da distinção entre ética e direito, percebemos que a distinção entre os dois,também ocorrem apenas nas questões de linguagem, onde:
    • Ética é o resultado das discussões filosóficas sobre bondade e maldade .
    • Direito é o estudo cientifico que expressa o resultado dos nossos estudos sobre a construção e aplicação dos sistemas normativos.
    Ou seja, não existe uma distinção na discussão de bonda x maldade ou justo x injusto em termos de ética e direito, pois ações consideradas boas em uma discussão ética não podem ser consideradas más em uma discussão jurídica.
    Para explicar melhor isso possuímos duas situações, a primeira utilizamos ética para indicar uma discussão filosófica e a segunda para indicar ética como uma discussão jurídica. Assim, percebemos que no primeiro sentido, a ética estabelece igações com as elaborações das regras com as quais pretendemos conduzir as ações humanas e no segundo sentido a ética se divide em uma ética normativa ( na qual estuda os princípios de racionalidade que se pode inferir nas regras de comportamento) e numa metaética ( que estuda os métodos de argumentação moral e o significado lógico dos conceitos utilizados nas discussões morais).
    Dentro da ética normativa, encontramos duas correntes, os deontologistas ( utilizam-se da noção de dever e obrigação) e os consequencialistas (utilizam-se de critérios para avaliar as ações 'morais' ).
    Na metaética, encontramos também duas correntes, os cognitivistas ( que acreditam que os conceitos morais vem de entidades naturais existentes no mundo) e os não cognitivistas ( que acreditam que os conceitos morais não são de entidades existentes no mundo real, expressão atitudes e emoções).
    Assim, acredito ainda que a distinção entre ética e direito é sim apenas distinções de linguagem, pois o que é algo bom em termos éticos em uma discussão, podem ser sim justos em uma
    discussão jurídica, pois acredito que não existe diferença entre bom e justo.
    Enfim, digo ética e direito em discussões de linguagem são a mesma coisa, mas também acredito na dependência do direito pela ética para construir leis que analisam a qualidade das ações do próprio homem, ou seja, o estudo sobre a construção e a aplicação dos sistemas normativos depende das discussões filosóficas sobre o bom e o mal.

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  57. A “Ética” e a “Moral” são dadas como sinônimos para muitos, entretanto nem sempre foi nos ensinado dessa forma. A moral é definida como os costumes, crenças, comportamentos da sociedade, ou seja, um conjunto de regras que foram adquiridas através da tradição de um determinado grupo de pessoas. Ela se liga a valores individuais sobre o bem e o mal. Já a ética é uma reflexão sobre a moral, um estudo do comportamento humano ao tentar explicar as regras morais teoricamente. As duas tem o objetivo de guiar a conduta do homem, para um agir melhor perante a sociedade.
    A Ética, no texto “sobre a distinção entre ética e direito”, é uma discussão filosófica, que envolve uma discussão sobre quais condutas/regras o ser humano deve ser conduzido, e essas regras tem o poder de obrigar o individuo a se comportar diante das regras. As discussões jurídicas ou de “Direito”, é um sistema de estudo sobre o que é considerado certo ou errado. Não se pode julgar o certo ou errado, não é possível tomar uma conduta como boa eticamente e moralmente considera-la como má.

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  58. A partir dos dois textos “Ética e Moral: uma distinção indistinta” de Desidério Murcho e “Sobre a distinção entre Ética e Direito” do professor Peluso, é possível compreender as acepções dada às palavras Ética, Moral e Direito, e que geralmente causam muito equívoco.
    Primeiramente, no texto de Desidério, o autor inicia com a idéia de que não há diferenciação entre Ética e Moral, uma vez que não há nenhuma finalidade e que a Moral seria apenas os hábitos, costumes e comportamentos que cada sociedade adota, logo a Ética seria somente um raciocínio filosófico acerca da Moral.
    Já no texto do professor Peluso, o Direito se apresenta em forma de leis e normas que mostram o que pode ser feito, e o que é aceito em determinada sociedade, para fazer com que o indivíduo que esteja inserido em uma sociedade tenha a reflexão sobre suas ações e as consequências. Apesar dos sentidos das palavras Ética e Direito tenderem a um mesmo caminho, na qual uma ação justa pode ser considerada uma ação ética segundo critérios morais, mas que a Ética se dirige para um estudo filosófico entre a bondade e a maldade do ser humano, enquanto que o Direito se baseia em resultados de estudos científicos e resultados em forma empírica da Ética sobre sistemas normativos.

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  59. Ética, Moral e Direito são três conceitos facilmente confundidos, uma vez que possuem uma estreita relação entre si.
    Aqueles que defendem uma diferenciação entre os dois primeiros termos entendem por Moral o comportamento humano baseado em valores; e por Ética a reflexão filosófica sobre a Moral. Entretanto, muitos autores, como por exemplo, Peter Singer e Desidério Murcho, não fazem diferenciação entre os termos Ética e Moral,ao contrário, os tratam como sinônimos, ou por julgarem que se tratam da mesma coisa (a saber: o comportamento humano baseado em valores de bondade e maldade) ou por julgarem que há ações que pertencem ao domínio da Ética e outras que não, mas que não é possível diferenciá-las; e não sendo possível diferenciá-las, também não se é possível determinar quais comportamentos são morais e quais não são (porque isso necessitaria de prévios conceitos éticos).

    O Direito, enquanto “construção e aplicação de um sistema normativo” se confunde com a Ética porque ambos se norteiam pela idéia de “dever ser”, porque ambos refletem ou designam um conjunto de regras que visa um bom convívio e comportamento da sociedade.
    O fato de os dois não poderem ser contrários ao mesmo tempo também influência no seu entendimento como sinônimos - algo não pode ser ético e juridicamente injusto.

    Todavia é preciso tomar cuidado com os limites do que é o Direito, porque se tratado em termos de leis há uma confusão, uma vez que uma lei não é necessariamente justa e ou ética.

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  60. Sabrina Nascimento13 de maio de 2013 20:40

    A palavra Ética implica dois sentidos distintos: o relativo às discussões filosóficas e o relativo às discussões jurídicas.
    No ramo das discussões filosóficas, há dois ramos de pensamento: a Ética Normativa, cujo objeto de estudo são os próprios comportamentos éticos, e a Metaética, que trata do estudo da Ética em si mesma, suas origens e aplicações.
    Com relação às discussões jurídicas, considerando-se Ética como um sistema utilizado para se organizar as relações pessoais e as atitudes aceitáveis socialmente, percebe-se uma clara aproximação entre os significados de Ética e Direito. Desta forma, ao observarmos esta aproximação, temos que estar cientes de que somente neste sentido os valores éticos podem se equivaler aos ideais de justiça, uma vez que não há diferença entre o bom e o justo sob esta perspectiva.

    O texto de Desidério Murcho é muito esclarecedor pois explica muito bem o verdadeiro significado de Moral e de Ética. Reafirmando a colocação de Singer no tópico da discussão anterior, Murcho ressalta que em essência, tanto ética quanto moral são sinônimos, e que não há a necessidade de haver esta distinção estre as duas palavras, fato que só confunde tanto aos próprios filósofos quanto aos estudantes que leem sobre este assunto.
    Por vezes o termo moral é usado para referenciar os costumes morais e culturais de um povo, enquanto ética é utilizada para caracterizar as atitudes e pensamentos das pessoas de um modo mais filosófico, com um certo distanciamento de seus pensamentos mais “práticos”. Esse tipo de distinção não é errada, mas sim desnecessária, afinal não há motivos para querer complicar o uso dos termos sendo que podemos simplificar a compreensão de todos e ainda assim não perder a essência do que estamos falando.

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  61. Os dois textos nos mostram que a ética e a moral estão intrinsecamente ligadas, que não se pode separar a ética da moral, pois ao intuir que certa ação é imoral nos remetemos analogamente a um ato anti-ético.
    Também há distinções da ética, existe a Ética normativa, que estuda os princípios racionais a partir dos quais pode-se inferir as regras de comportamento considerados moralmente preferíveis; A qual se divide em dois eixos: os Deontologistas: que a justificativa dos juízos éticos estão nas noções de dever e obrigação, e os Consequencialistas: que são capazes de avaliar os resultados que obtidos através das ações consideradas morais; há também a Metaética: que estuda os métodos de argumentação moral e o significado lógico dos conceitos que são utilizados nas discussões morais. A qual se divide em 2 partes: os Cognitivistas: que entendem que os conceitos morais designam entidades naturais existentes no mundo; e os Não-Cognitivistas: que expressam atitudes ou emoções, os conceitos morais servem para comandos ou recomendações que não traduzem objetos existentes na realidade.
    O autor ainda cita que a "ética é o nome que damos aos resultados de nossas discussões filosóficas sobre a bondade e maldade de nossas ações...", não há diferença entre o bom e o justo, o ético e o judicialmente correto. Por fim, quando o bom e o justo não coincidem é porque há um erro de avaliação moral.

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  62. Desidério Murcho afirma no texto "Ética e Moral" que não há necessidade e nem vantagens em distinguir a ética e a moral. Mas de uma forma geral a ética representaria o pensamento filosófico, que estuda o comportamento e as crenças das pessoas, afim de de julgá-las certas ou erradas. A moral seria representada pelos costumes e crenças.
    Dessa forma essas palavras poderiam ser usadas como sinônimos ou como não sinônimos.
    No texto "Sobre a distinção entre ética e direito" do professor Peluso, são explicadas as duas formas em que a palavra Ética pode ser aplicada. Essa palavra pode obter o sentido filosófico ou jurídico.
    Na discussão filosófica é tratada o problema das ideias e a avalição das regras e ações humanas, mas de uma maneira não empiríca. A ética filosófica seria fundamentada na distinção entre o bem e o mal, o certo e o errado, o dever e a obrigação, ou seja, ela é baseada na concepção pessoal sobre a moral.
    A discussão jurídica é caracterizada pela leis que coordenam o convívio em sociedade, que são concebidos através de estudos sobre o que é melhor para população, a distinção do certo e do errado e dos deveres e direitos.
    Assim, podemos notar que tudo aquilo que é certo para um também é certo para o outro, se isso não ocorrer há algum problema, pois as leis possuem o mesmo princípio da ética filosófica, onde é separado o bem e o mal.

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  63. Fernando Santiago Moraes da Rocha13 de maio de 2013 21:33

    A partir dos 2 textos é possível traçar dois planos: um que relaciona a ética com a moral e outro que relaciona a ética com o direito.
    No plano de relação entre ética e direito, os dois caminham lado a lado. A ética estuda a origem do bem e do mal, relacionando isso com a racionalidade do homem e buscando conceituar o que seria o dever do homem. Uma das definições possíveis de direito é uma palavra que exprime o resultado dos estudos científicos sobre a construção e aplicação de sistemas normativos, ou seja, o resultado de um estudo sobre como uma sociedade funciona submetida a um conjunto de leis. Ambos estudam o comportamento humano sob a influencia de um sistema normativo, seja ele no formato de leis, seja ele no formato de racionalidade própria e distinção entre certo e errado.
    No outro plano, entre ética e moral, é posto pelo autor que a distinção entre ética e moral não é de grande utilidade, pois é uma distinção que impossibilita o entendimento das diversas áreas da ética e não se ganha nenhuma compreensão da natureza da reflexão filosófica sobre a ética. Em suma, o autor coloca que não é importante discutir sobre ética e moral serem a mesma coisa ou não, importa sim é saber do que está sendo falado quando ética e moral são colocadas como sinônimas e do que está sendo falado quando não são colocadas como sinônimas.
    Enfim, às vezes não é necessária a distinção entre ética e outras palavras semelhantes em alguns sentidos, como direito e moral por exemplo. Elas podem ter sentidos diferentes, mas podem ser facilmente aproximadas já que a todas pode-se atribuir mais de um sentido.

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  64. Quando falamos de Ética, precisamos ter em mente que falar de Ética e falar de Moral, são sinônimos. Ao contrário do que muitos pensam, Murcho defende que estas palavras por serem sinônimos, ganham significados diferentes que apenas atrapalham o objeto de estudo.

    Quando escolhemos usar estas palavras como sinônimos, fica mais clara a divisão em 3 diferentes sentidos.

    - Prática
    - Normativa
    - Metaética

    Podemos nos debruçar com clareza sobre teorias na ética normativa, sobre questões do nosso mundo, como o aborto e ainda refletir sobre a própra ética em si.

    Se tomarmos ética como "uma reflexão filosófica sobre a moral", como diz o autor e também entendermos a moral por "costumes, hábitos e comportamentos", nosso campo de estudo se tornará confuso e obscuro. De modo que fica muito mais difícil estabelecermos ações de cunho consistente.

    Feito esse esclarecimento entre ambos, posso me debruçar sobre a ética como discussão filosófica e jurídica.

    A discussão sobre uma "Ética Filosófica" é carregada pelos estudiosos normativos e metaéticos. Estabelecem as condições de elaboração das regras com as quais se pretende que sejam conduzidas as ações humanas.

    Em contra-partida, os positivistas reduzem os problemas morais ao estudo das leis. Uma espécie de "expressão empírica" da ÉTICA em forma de LEI.

    A princípio, parece ser a todos algo que torna mais fácil o estudo, teriamos campos mais claros para o estudo da Ética. Porém, para fazermos os estudos da lei, estaríamos estudando a natureza. O positivismo não pode negar o campo da ética normativa, ele teria uma barreira se regredisse na ação para achar os motivos que a levam a ser cometidas onde nos depararíamos com questões de cunho filosófico, seria uma escolha utilitarista ou deontológica.

    Sendo assim, o direito me parece ser a aplicação prática da ética como discussão filosófica e não um “membro” do que entendemos por ética.

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  65. Há uma necessidade de sabermos diferenciar o aparato que devemos utilizar antes de adentrar no assunto da ética. Percebi que qualquer que fosse o tipo de abordagem quando adentrávamos no assunto durante uma aula, acabava tomando direção do positivismo ético, da ética aplicada, sempre dava lugar a um exemplo que já era interpretado dentro de um aspecto social de aceitação antes mesmo de sua avaliação moral. Me parecia que havia essa dificuldade de dar seguimento à discussão durante a aula, e espero que após esses textos os debatem adquiriam maior espontaneidade.
    Creio que havia comentado sobre a discussão da diferenciação entre moral e ética no último post. havia levado essa divisão de significados justamente para a facilitação e entendimento do estudo, mas realmente me pareceu, após o texto que à vezes a tentativa de facilitar acaba complicando ainda mais, apesar de ainda considerar o estudo da ética muito amplo. Talvez opte pela distinção dos termos da forma não sinónima, pois apesar da possibilidade de ficar sem vocabulário, talvez isso seria uma resposta de uma maior abstração do problema, principalmente na discussão metaética.

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  66. A palavra ética pode ser empregada em duas situações, segundo o autor, a primeira na discussão filosófica e a segunda em discussão jurídica. E essas duas possibilidades precisam estar bem estabelecidas para que não aconteçam confusões entre as mesmas. Mesmo com alguns pontos em comum, há distinções entre direito e ética, pois nossas ações devem ser entendidas e analisadas pela discussão filosófica, mas devemos seguir as normas jurídicas.
    Encontramos ética nas decisões jurídicas, mas não podemos levar a jure tudo que uma sociedade considera ético. Uma separação de ética e direito se faz necessária, e o Professor Luis Alberto Peluso destaca isso no seu texto.
    O segundo texto fala sobre moral e ética, acredito que é desnecessário separar ética de moral, porque uma está entrelaçada a outra, e o autor do texto afirma o mesmo, que não há necessidade de uma separação entre ambas, que só traria mais discussões que não são necessárias. Ética, moral e direito anda no mesmo sentido, mas como afirma os textos, cada uma possui sua definição.

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  67. Desidério Murcho traz como indistinta a distinção entre a moral e a ética. Ainda que diferentes com frequência utilizadas como sinônimos. Desidério inicia o texto indagando sobre o que ganharíamos com a distinção entre a ética e a moral, mostrando dois argumentos objetivando mostrar que nada seria ganho. A) O primeiro seria que não ganha uma compreensão clara entre as três áreas da ética que seriam a ética aplicada, a normativa e a mata ética. B) E o segundo seria que não saberíamos qual seria o objeto de estudo da ética.
    Apresenta o comportamento do individuo como multifacetado não podendo então fazer a distinção sobre qual domínio da ética pertenceria cada comportamento, uma vez que cada um teria um significado ético. Sendo assim impossível determinar a partida da moralidade. Fazendo a distinção ser confusa e na prática indistinta.
    Já L. A. Peluso em “Sobre a distinção entre Ética e Direito” ele apresenta as distinções dos mesmos da seguinte forma: a) Ética como um resultado entre discussões filosóficas e a dificuldade em elaborar sistemas normativos e b) O Direito sendo um resultado entre estudos científicos sobre a construção e aplicação de sistemas normativos. Diante desses conceitos fica fácil verificar que ética e direito são comuns e não apresentam distinções entre suas aplicações.
    Sendo assim sabemos que a vida moral só é possível como ação baseada na cooperação, vindo assim antes do Direito. Sendo um comportamento justo, aquele que não tem como limite a liberdade, mas sim a condição para atingi-la.

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  68. Gustavo de Campos Pinheiro da Silveira
    RA: 21055812

    O Ceticismo e o Positivismo são as duas concepções que se adotadas, levam a uma resolução simplista e redutora da Ética. A primeira assume que não existem resoluções racionais concernentes aos problemas éticos, e portanto, seríamos levados a reduzir todo o julgamento ético a uma questão de opinião, um caos em que todos são juízes de si mesmos. A segunda justifica os juízos morais relacionando-os estritamente aos fenômenos concretos da realidade, ignorando a dimensão ideológica que compõe esses juízos. As leis jurídicas são um meio pelo qual a Ética se expressa na realidade concreta e, em razão disso, é o meio em que o Positivismo repousa suas ideias. Entretanto, ele as concebe como produto dos fatos empíricos e ignora o caráter teórico e ideológico das leis. A produção de uma determinada lei é a expressão de como o mundo está representado em nossas ideias. Através desta representação formamos os conceitos de valor como o bom e o mal e nos capacitamos a julgar as condutas, ou então, a criar leis. Disso, é possível perceber que o Direito e a Ética tratam do mesmo objeto: a conduta humana. O conceito sobre justiça está intrinsecamente ligado aos conceitos de bondade e maldade, e por isso, a moral e o Direito estão, no plano da teoria, ligados entre si. Passando para a esfera pessoal, vejo que, em certa medida, o distanciamento entre filosofia moral e o Direito é um dos motivos pelos quais a concepção positivista recai sobre os sistemas judiciários vigentes cuja a análise dos dados empíricos é muitas vezes adotada como instrumento para buscar resoluções. De fato, a maioria dos sistemas jurídicos estão mais preocupados na resolução dos problemas concretos do que na reflexão da validade dos seus princípios, como por exemplo, a justiça em forma de penalidade. Esse é o ponto fundamental do estudo sobre a Ética e o Direito: fomentar a reflexão crítica dos órgãos jurídicos atuais e das concepções de justiça.

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  69. Jessica Raissa Oliveira Laureano14 de maio de 2013 00:59

    Segundo o texto do Professor Peluso, ética e direito diferem apenas nos termos de linguagem, a norma jurídica se utiliza da possível interferência da força no caso de desrespeito as normas, enquanto a regra moral implica apenas no julgamento favorável ou desfavorável da sociedade. O ideal é que ética e direito estejam sempre em harmonia.
    Já Desidério Murcho, diz que a distinção entre moral e ética é desnecessária, uma vez que tentar distinguir essas coisas, significa afirmar que ética é o estudo da moral e a moral é o conjunto de hábitos, normas de uma sociedade.
    Fica claro também com a leitura dos textos que a ética normativa estuda os princípios racionalmente pensados, a metaética estuda a ética em si e a ética aplicada é a ética usada no dia-a-dia, a ética em níveis práticos.

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  70. Os textos abordam as constantes confusões causadas pela estreita ligação entre as
    palavras ética, moral e direito, sendo que "ética" e "moral" possuem o mesmo
    significado etimológico. Considerando o texto de Desidério Murcho, é possível
    observar que os termos "ética" e "moral" são subjacentes, e que o debate sobre a
    diferenciação de ambos é interminável. Além disso, ao considerar que o "direito" exerce
    o que a "ética" afirma como correto, conclui-se que esses dois termos também são
    intimamente interligados, sendo o "direito" a execução da discussão filosófica .

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  71. Concordo plenamente com ambos os textos, não devemos diferenciar o que é "ético" do que é "moral", tanto que um sempre acaba levando ao outro. Tal distinção só nos afasta da real discussão que, na minha opinião, deve ser feita, que é o que é a ética/moral? Como já venho dizendo nos outros posts, acho que tentar entender as questões éticas é tentar compreender a mente humana. Sempre algo que é ético para mim pode não ser para alguém que cresceu em diferentes moldes do meu. Para mim, ética é uma ideia totalmente dependente do ponto de vista. Mas voltando a discussão inicial, para sabermos se uma ação é boa ou ruim, nós estaremos utilizando um ponto de vista, que pode nem sempre ter o mesmo resultado que de um outro. Sendo assim, não conseguimos definir se uma ação é ética, e nem se ela é moral, portanto, não podemos diferenciar duas coisas que não temos certeza do que são. O problema, discutido no texto do professor Peluso, é que a ética pode ser confundida muitas vezes com o Direito. Ou seja, podemos achar que tal ação é boa ou má o bastante para ser adicionada ao nosso "livro de regras" da sociedade. O que me leva a crer que só podemos envolver assuntos éticos em termos de obrigações e proibições, quando temos uma visão social desta ação, ou seja, se ela vai ser benéfica ou maléfica para o convívio social. Discordo em parte, de que a ética é totalmente ligada ao Direito, que se um é positivo, o outro também será. Creio que podemos facilmente encontrar ações que alguns achem éticas, mas que sejam juridicamente incorretas. O pensamento humano não tem limites. Podemos diferenciar facilmente um do outro, quando entramos na questão individual. Por fim, creio ser muito difícil encontrar alguém que realmente saiba explicar as reais diferenças entre ética e moral (se é que existe alguma), e os Direitos que temos não dependem em muito da filosofia ética, mas sim, da sua contribuição para o convívio social.

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  72. Conforme temos visto no passar das aulas, a questão que temos encontrado um consenso entre a definição de que os conceitos de Ética e Moral são mais bem entendidos quando estão postos em um mesmo sentido e que nos direciona a nada menos do que a procura pelo estabelecimento da excelência da ação humana do que desassociar estes conceito e ficarmos em uma constante discussão até onde a ação do indivíduo tange para que não tanja o âmbito filosófico, que ficaria restrito ao estudo da ética.
    É neste caminho que Murcho explora em seu texto, onde o autor se coloca como mais um defensor da não dissociação entre ética e moral e defende tal ponto a partir da enumeração de suas ideias a favor desta não distinção.
    Já no texto que distingue a Ética do Direito, texto este de Luis Peluso, a forma encontrada pelo autor é de mostrar com maior profundida as linhas de estudo da Ética e como elas contribuem nos estudos. Nesta explanação é onde encontramos que é a partir do entendimento Positivista de que “as respostas paras as questões éticas se encontram na análise da realidade concreta...isto é a lei”. Daí se encontra onde os estudos da Ética e do Direito podem se confundir ou se associar.
    Mas onde pode ser questionado tal posicionamento? Segundo Peluso, como as leis são formadas a partir do que entendemos que são as maneiras corretas de se agir e estas ações não podem ser provadas empiricamente devido a serem dadas pelas ações humanas, ações estas que estão suscetíveis a grandes variações, não é sustentável tal distinção. Esta só poderia ocorrer então dado uma linha de estudo na maneira de orientar positivamente a ação humana, sendo esta a partir de leis que teriam poder cogente sobre os indivíduos.
    Por isso, entre as ideias dos conceitos de Moral/ Ética, entendendo aqui já ambos como uma coisa só, e Direito podemos encontrar pontos onde elas se encontram. Apesar de tratarem de coisas diferentes, ambas buscam colocar a ação humana no seu melhor estágio para que este indivíduo possa viver melhor em sociedade e que possa a ter uma atitude exemplar nesta sociedade, não tendo apenas um papel de coadjuvante, mas sim de exemplo aos outros homens e mulheres que o cercam.

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  73. Ao ler o texto do prof. Peluso, percebemos que ética e direito têm significados, se não idênticos, muito similares, diferentes apenas nos termos de linguagem.

    O direito se utiliza da possível interferência da força no caso de desrespeito as leis, enquanto a moral implica apenas no julgamento entre "certo e errado" da sociedade. O ideal é que as normas éticas e juridicas estejam sempre em harmonia.

    Já o texto de Desidério Murcho, deixa explícito que a distinção entre moral e ética é desnecessária, uma vez que tentar diferenciar e desassociar essas coisas significa afirmar que ética é o estudo da moral e a moral é o conjunto de hábitos, normas e leis de uma sociedade.

    Fica claro também com as leituras efetuadas que a ética normativa estuda os princípios racionais, a ética aplicada é a ética aplicada no cotidiano e a metaética estuda a ética em si e a ética em níveis práticos.

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  74. Após fazer a leitura dos dois textos, pude perceber que a luta sempre acontece quando tentamos separar a moral da ética ou vice-versa; Dessa forma, tentamos dar significados distintos para palavras que acabam gerando ações similares. Dentro desse assunto, o Direito se encaixa quando estamos a discutir o que é moralmente correto ou o que é ético para ser feito dentro de uma sociedade, na qual estamos convivendo todos os dias com pessoas e pensamentos diferentes, nas quais baseiam suas ações naquilo que acreditam ser o correto.
    Para explicar o que faz do Direito algo “ético”, é bem simples. Me baseio no pensamento de que todas as ações que praticamos com intúito de ajudar ou ter qualquer contato com outra pessoa devem ser focadas no que seria o mais correto para cada situação; Após juntarmos tudo que acreditamos ser ético, correto e moral para essa situação, estamos nos inserindo num campo no qual não nos pertence a idéia do que é certo, mas estamos tendo contato com outra pessoa. Acredito que seja nisso que o Direito se encaixe, é a formulação de regras e leis nas quais fazem com que, mesmo que uma pessoa invada o espaço de outra, caso cometa um delito, ela seja punida por invadir algo que não a pertencia. A ética se encaixa fazendo com que possamos refletir sobre aquilo no qual não gostariamos que acontecesse conosco, e acaba sempre formando idéias relacionadas, já que todos nós gostamos de ser tratados de forma justa e correta.
    Quando tratamos de discutir o que a moral diz sobre a ética ou o inverso, estamos na verdade criando um problema desnecessário, pois como lemos no texto, ética é apenas um nível mais “formal” da moral; Assim, se levarmos em conta que nem tudo que é moral é ético – nisso se espelhando principalmente no que cada religião diz sobre o que seus seguidores devem ou não fazer – podemos perceber que a maioria das atitudes baseadas em pensamentos morais ou éticos acaba sendo sempre a idéia final que já havia sido inserida na sociedade, fazendo com que as próximas gerações sempre busquem por ações corretas baseadas naquilo que seus pais e avós ditavam como correto.

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  76. Moral e ética são sinônimos na prática, e de complicada diferenciação conceitual. Por definição, a “ética” é responsável pela análise e reflexão dos comportamentos e crenças, determinando se algo é aceitável sob o escopo da filosofia, enquanto “moral” é aquilo que as pessoas fazem e pensam, sem ter bagagem filosófica no meio. Na prática, a distinção entre os dois se torna difícil, sendo usados de mesmo modo no dia-a-dia. O uso da palavra “moral” e “ética” de maneira não-sinônima ocorre exclusivamente ao utilizar “moral” especificamente de costumes e códigos de conduta religiosa e cultural. Como exemplo pode-se citar o uso de métodos contraceptivos. Um casal cristão poderia usar camisinha ou fazer uso da pílula que encontraria respaldo na ética, mas segundo a conduta católica, esse comportamento seria imoral.
    Partindo agora para o texto “Sobre a distinção entre ética e direito”, o conceito de ética não pode se confundir com o conceito de “direito”. A “ética” questiona o motivo de uma ação ser determinada boa ou má. Leva o indivíduo a alcançar o melhor para sua existência, através das definições dos sistemas normativos. “Direito” é a colocação em prática dos estudos dos sistemas normativos. No entanto, colocando os dois em prática, os dois estão interligados, são complementares. Em outras palavras, o que é considerado ético tem que ser considerado bom em uma discussão jurídica. Não há diferença entre uma conduta boa de uma justa.

    Felipe de Carvalho Pereira

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  77. Quanto ao texto do Desidério Murcho que busca por mostrar as diferenças entre ética e moral, fica claro que ambos conceitos são similares e também etimologicamente sinônimas, por buscarem na verdade as mesmas finalidades, tomando como pressuposto que a ética procura a bondade e a excelência no que se é feito e a moral está relacionada também a fomas de comportamento, o que torna complexa uma discussão acerca dessa possível diferença.
    Já discutindo sobre a diferença entre ética e direito, podemos concluir que de fato existe uma diferença por as leis buscarem por compreender determinados comportamentos e estes serem fundamentados em uma norma que busca por ser ética e justa, porém se são porventura atendidas esses conceitos, de fato existe um encontro entre eles e se esvai a possibilidade de uma diferença, tomamos como referência o trecho do texto do professor Peluso: "Não há diferença entre o bom e o justo, como não pode haver divergência entre o que é ético, ou moralmente justificado e o juridicamente correto." Portanto tomo dessas minhas palavras, neste caso concluo que algo que seja juridicamente correto, acaba por fim sendo bom e justo, ou seja ético.

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  78. Camila Piaceteli14 de maio de 2013 14:20

    É de conhecimento geral que a ética representa uma longa discussão sobre as espécies de comportamentos/ações sociais e moralmente aceitáveis – considerados corretos ou “perfeitos”. No entanto, essa reflexão é algumas vezes discutida por alguns autores como “distinta” do que entende-se por moral: a moral, por sua vez, seria somente as ações em si, os próprios costumes e crenças que fazem parte de uma sociedade.


    Entretanto, há também alguns autores – como Desidério Murcho -, que por sua vez defendem que não deveria haver distinção entre ética e moral (assim como defendem autores como Peter Singer e James Rachels), começando pelo fato de ambas as palavras representarem termos etimologicamente sinônimos, sendo a tradução latina (moral) e grega (ética) uma da outra. E Murcho vai além: em primeiro lugar diz que a própria separação das “áreas” da ética é infundada, não sendo possível proporcionar compreensão “maior” alguma, e em segundo lugar que a reflexão acerca da natureza dos conceitos e dos argumentos da ética igualmente não revelam mais claramente qual a origem e o objeto de estudo da ética e qual possivelmente é a melhor definição para moral.


    Dessa forma, segundo a argumentação apresentada no texto de Desidério Murcho, não seria possível distinguir entre ética e moral uma vez que ambas representam ao mesmo tempo tanto a prática das ações (sejam elas consideradas morais ou imorais) quanto a reflexão acerca delas; seriam comportamentos “acoplados” um ao outro, que fazem parte de um “todo” só – que acontecem quase que inconscientemente simultaneamente -, e que portanto não devem ser considerados conceitos distintos.


    Quanto ao texto apresentado pelo Prof. Dr. L. A. Peluso, trata-se por sua vez de outra natureza de discussão: mais especificamente aquela existente entre Ética e Direito. Nesse caso, o autor expõe que a discussão é perfeitamente defensável, considerando o fato de que o Direito representa a aplicação jurídica dos conceitos morais refletidos pela ética – e esta abarcaria portanto as discussões filosóficas acerca dos mesmos.


    A referida discussão pode ser melhor compreendida pelo debate e formulação dos princípios com os quais se deseja construir um modelo de ação humana que justifique a elaboração de regras de conduta (L. A. Peluso), num processo que envolve a exposição das mais diversas teorias e do cruzamento dos argumentos que as compõem, no sentido de descobrir o que há de errado com certos comportamentos e porque outros seriam considerados mais “corretos” ou “vantajosos” do que outros. Todavia, a questão não é tão simplista quanto parece. Devido à própria natureza das argumentações éticas, seus conceitos não podem ser submetidos a testes empíricos/a experimentos e consequentemente não podem ser refutados através de razões experimentais, o que os fazem ressurgir sempre que surgem novas situações-problema – trazendo novamente à tona o debate da maior ou menor validade de cada padrão ético.


    Dentro das “áreas” da Ética, podemos identificar a seguinte distinção (não entrando no mérito de se esta divisão é [sequer] válida ou não): a Ética Normativa, segundo a qual são estudados através de argumentos racionais os princípios morais de conduta considerados mais preferíveis, sendo dividida em Deontologistas (os que julgam as ações pelas suas características intrínsecas, no sentido de dever e obrigação) e os Consequencialistas, que avaliam as repercussões geradas por cada tipo de ação. Do outro “lado” da Ética, encontra-se a Metaética, a qual discute por sua vez a natureza dos argumentos envolvidos nos mais diversos conceitos acerca da moral; os metaéticos ainda pertencem a duas correntes: os Cognitivistas, que acreditam que os conceitos morais são entidades presentes na natureza e que portanto podem ser “desvendados”; dividem-se em Intucionistas (os conceitos se refeririam somente aos estudos da Ética) e os Naturalistas (os conceitos sendo “naturais” podem ser empiricamente testados e abrangem outras ciências também);

    (continua)

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    1. Camila Piaceteli14 de maio de 2013 14:23

      ... e na outra extremidade aparecem os Não-Cognitivistas, os quais defendem que os conceitos morais não estariam presentes na natureza, mas sim que surgem através das emoções humanas, servindo para orientação e comando de comportamentos. De maneira geral, exceto os Não-Cognitivistas, todas as outras correntes admitem/defendem que é possível através da racionalidade humana alcançar os padrões de conduta verdadeiramente corretos, uma vez que os conceitos morais seriam reais independentemente da criatividade humana.


      Mas ainda há os céticos que alegam que não haveria solução ou resposta para os problemas éticos, sendo ela portanto arbitrária; assim como há aqueles que se dedicam a torná-la “real”, ou seja, a transformá-la em Lei e em códigos de comportamento que devem ser seguidos por todos os que compõem uma sociedade em específico – é o trabalho do Direito, que é exercido através de uma organização política constituinte do Estado e de suas divisões funcionais e hierárquicas.


      Os participantes do Direito são naturalmente seguidores do Positivismo a partir do momento em que acreditam que a solução para os dilemas éticos encontra-se propriamente na “realidade concreta” – e é aí que jaz o problema da questão, apresentado no início do texto: as questões éticas, no entanto, não são passíveis de prova empírica ou experimental, e dessa forma não podem ser justificadas através dessa natureza de argumento racional; não trata-se de ser possível prever empiricamente as consequências de uma ação, mas sim somente de estabelecer consequências legais para elas.


      Por fim, concluímos novamente – e de maneira tão “clichê”, mas real – que a Ética assim como a ciência ou a religião é um produto social, e que deve portanto ser considerada “relativa” e passível de outras (divergentes) interpretações; e, embora mesmo que diferentes, devem (ou deveriam) ao menos ser as mesmas defendidas pelo sistema jurídico, dentro de uma sociedade específica.


      Para além do debate sobre maldade e bondade, sobre o dever e sobre em que medida se é possível justificar certos padrões de comportamento enquanto outros não,
      praticar a Ética e o Direito deveria ser minimamente – e nesse momento retornando às concepções clássicas -, essencialmente a capacidade de se alcançar a felicidade, ou o que mais aproximadamente é capaz de proporcionar bem-estar, harmonia e realização a todos os constituintes de uma sociedade – ou da “natureza” em que ela está inserida.


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  79. No texto do professor Peluso, vemos que ética pode adquirir dois significados distintos, um significado filosófico e outro jurídico. A “ética filosófica” busca entender a natureza da bondade, da maldade, dos julgamentos morais, através de teorias e conceitos, pode-se dizer que uma das teorias éticas mais famosas é a utilitarista de Stuart Mill.
    A “ética jurídica” se baseia na hipótese de que as questões éticas podem ser resolvidas através da análise da realidade concreta e de dados empíricos, assim os juízos morais são justificados pela lei, o positivismo contribuiu muito para esse tipo de concepção.
    No texto de Desidério Murcho, o autor mostra que ética e moral podem ter significados distintos ou não (dependendo do autor), acredito que ética e moral são sinônimos e tratam dos costumes e códigos de conduta que moldam o comportamento humano.

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  80. O Direito, como um meio que homogeneizar as ações individuais, tem que estar relacionado com a Ética, pois essa tem o mesmo objetivo.
    Os dois, ao buscar ações morais para que os indivíduos vivam em harmonia – em uma sociedade –, precisam de parâmetros para essas ações. A Ética busca o Bem, enquanto o Direito busca o Justo; esses dois conceitos precisam estar entrelaçados e precisam representar o mesmo parâmetro para que, no final das contas, tenham o mesmo fim ou as mesmas teorias.
    Diferentemente da Ética, o Direito tem o poder coercitivo e pode punir aqueles que não agirem de forma justa, alegando que esses são perigosos à sociedade. Se esses são perigosos à sociedade é porque não possuem moral em suas ações, logo, não são justos e, consequentemente, não são bons.
    A partir do momento em que o Direito não está ligado com Ética, sujeitos éticos podem ser punidos, alegando-se que não são justo ao mesmo tempo em que são bons. Isso seria uma falha gravíssima no Direito, pois não se pode punir o homem que sabe viver em sociedade de modo correto, ou seja, que pratica ações morais integralmente.
    É nesse sentido que o Direito e a Ética têm a necessidade de se fundir e analisar o homem na sociedade como uma só visão, para que não haja erros de avaliação moral.

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  81. Sendo ética a discussão filosófica acerca do que se considera bom e mau e do que é considerável aceitável em termos de ação tendo em vista as considerações dessa discussão inicial, ética e Direito estão intimamente ligados. Isso porque a aplicação dos resultados dessa discussão sob a forma de normatização social é incumbida ao Direito. O Direito é portanto, indissociável da ética, prova disso é o fato de que o moralmente justo e o juridicamente correto são sempre coincidentes.
    Sobre a distinção entre ética e moral; apesar de ser recorrente, tal distinção não é senão desnecessária, pois até etimologicamente os termos são sinônimos. A distinção extremamente sutil que se faz é tratar de ética como instituição mais formal da moral.

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  82. Ética, como de costume, sempre tem diversas maneiras de ser interpretada. Porém, uma discussão a respeito de ética ou sobre qualquer outro tema não se faz possível se não é claro se os conceitos não forem claros, bem definidos. E, por muitas vezes, a conceituação de ética, moral e direito acabam por serem confundidas.

    A respeito da relação entre ética e moralidade, podemos dizer que é desnecessária a discussão etimológica a respeito destes termos, uma vez que um sentido acaba se atrelando ao outro de tal forma que fica quase impossível uma distinção destes, afinal a prática moral leva em conta discussões éticas e esta tem por tema justamente práticas morais. Uma não se vê sem a outra, interligadas na busca da bondade e maldade nos diferentes comportamentos e situações onde, uma ação moral é, consequentemente uma ação ética, e vice versa.

    Porém a diferenciação entre ética e direito é mais trabalhosa de se pensar, pois muitas vezes nossa conceituação de bondade segue somente os sistemas normativos vigentes pelas leis, onde o bem agir é premiado pela não punição do estado. Mas existem casos que não são completamente capturados apenas levando em conta este 'quadro de regras'. O estudo e discussão do direito se foca apenas na compreensão dos níveis e mecanismos do sistema normativo vigente, procurando analisar os casos dentro desta lógica. E o estudo da ética se faz na natureza da moralidade, a respeito de nossos julgamentos morais, levando em conta a ética prática, a filosofia moral e a metaética a respeito de estabelecer conclusões. Nisto consiste a principal diferença acerca de ética e direito.

    Acredito que um dos grandes motivos para criar esta confusão também se faz pelo fato de que os nossos sistemas normativos são fundamentados por nossa ética. Nossas leis procuram também reger nosso comportamento pelo que nossa sociedade tem como aceitável, seriam o reflexo prático, ainda que por muitas vezes falho, de nossa ética em comunidade. A perfeição levaria convivência harmoniosa, então acabo por concluir que nossas leis possuem também as mesmas, ou quase as mesmas, aspirações de nossa ética.

    Todas estas relações são importantes tanto nos estudos acerca de ética quanto nos estudos de direito,é necessária as relações e diferenciações entre os termos antes de se aprofundar nos assuntos e situações a serem analisadas.

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  83. Direito e Ética são semelhantes e distintos ao mesmo tempo. Distintos como campos de estudos - a Ética se concentrando no que se refere a natureza da moralidade e da conduta humana e o Direito em sistemas normativos que regulam essa conduta. Semelhantes porque os conceitos vigentes em ambas são os mesmos - ações boas moralmente são ações legalmente corretas e o mesmo com o oposto, não há como separar essa duas coisas. Além do comum uso da razão para justificar juízos morais, condutas com certa universalidade.
    Como foi discutido em aula o nosso sistema é punitivo para quem não cumpre com as leis (baseadas na realidade concreta dos fatos - que são, a meu ver um "acordo" sobre condutas moralmente aceitas ou não). Como seria se ao invés disso aderíssemos a um sistema de recompensas? Ao praticar o correto, o indivíduo seria recompensado por essa ação - será que isso inibiria de alguma forma a prática de ações "imorais"? Não sei se um sistema assim seria possível, pelo menos não consigo concebê-lo nos dias de hoje. As pessoas poderiam se sentir mais "motivadas" a praticar o "moral"? Talvez, mas não sei se poderiamos generalizar isso e mesmo se pudessemos não sei como o faríamos.
    Sobre o texto do Desidério Murcho ele apenas retorna à questão discutida na aula anterior, sobre a distinção entre "Ética" e "Moral" - e como ela não é realmente necessária, pois as duas coisas são similares, o que eu concordo.

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  84. Daniele Rodrigues de Faria14 de maio de 2013 17:00

    De acordo com Peluso, o termo Ética pode ser empregado tanto nas discussões filosóficas, que tratam principalmente das teorias acerca da moralidade das condutas humanas; quanto nas discussões jurídicas, que lidam propriamente com as leis e dispositivos normativos.
    A Ética configura-se nos resultados das discussões filosóficas, ou seja, ao atribuir bondade ou maldade à determinadas condutas, enquanto o Direito está relacionado com o resultado das discussões jurídicas e da construção e aplicação de sistemas normativos, que avaliam se as ações são justas ou não.
    O autor afirma que a proximidade da Ética com o Direito se dá justamente nos resultados destas duas discussões, e tanto os conceitos utilizados nas discussões éticas acerca de ações boas ou más, quanto os conceitos utilizados nas discussões jurídicas para tratar da justiça ou injustiça de determinadas condutas são indistintos, pois uma ação considerada boa também é considerada justa, e vice-versa.
    No segundo texto, “Ética e moral: Uma distinção indistinta” de Murcho, o autor defende que a distinção entre Ética e Moral é irrelevante (uma vez que etimologicamente os dois termos são sinônimos, pois provém da tradução latina e grega uma da outra), e que o esforço para distinguir estes termos só leva à confusão, sem agregar nenhuma utilidade à discussão ética.
    No caso de fazer a distinção entre Ética e moral é importante atentar-se ao fato de moral, neste contexto específico, significar os costumes e códigos de conduta culturais e religiosos que as pessoas têm, de modo que uma conduta tida como imoral por determinado grupo de pessoas pode perfeitamente ser considerada ética no âmbito das discussões filosóficas.

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  85. Percebeu-se através dessas discussões e dos textos lidos que realmente não é relevante a distinção entre ética e moral, quando ambos fazem referencia ao estudo ou que orientam o comportamento humano.

    Já a distinção entre direito e ética faz sentido quanto se fala no campo de estudo, pois o direito são trata somente de avaliar os comportamentos humanos e a sistematização dos mesmos, mas possui todo um campo de aparatos, instituições, normas e regras que possibilitem regular as relações sociais.
    No entanto, a ética e o direito ao mesmo tempo possuem em comum o fato de valorarem o comportamento humano, de modo que o mesmo possa ser o mais universal e ideal possível.

    Portanto, percebi que é fundamental essa similaridade entre direito e ética, e entendo atualmente porque muitos conflitos éticos são emblemáticos e por vezes, entram no campo do direito, pois estão intimamente correlacionados quando trata-se de avaliar o comportamento humano - como bom ou mau.

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  87. A tentativa de desatrelar ética de moral é uma falha visto que pertence a mesma definição em diferentes línguas, como faz questão de ressaltar no texto de Desidério Murcho
    Portanto, tento nesse comentário utilizá-las em conjunto de modo a uní-las.

    Analisando a ética, tentamos classificar e categorizar o certo e errado, justo e injusto a ser feito no plano ideal, ou seja, fazendo hipóteses e levando em conta uma verdade universal, que é concebida por um ser humano que visa o social, porém baseado na sua idealização invidualista de ética. Essa categorização sempre enfrentará novos pontos-de-vista e discussões sobre o que é ético ou não. Cabe a cada um definir o que é ser um ser ético, porém arcar com as consequências caso sua definição vá de encontro ao direito.

    A aplicação do direito seria o modo de regular as condutas da sociedade, punindo aqueles que infrinjão o sistema de normas, que foram absorvidas da ética, que rege o direito. Porém não são julgadas todas as ações anti-éticas que o ser humano possa ter cometido, mas as que possam ser tomadas como uma ação errada e que seja cabível de punição.

    A moral define nossa conduta, crenças e comportamentos, baseada na ética que diferentes grupos sociais, religiosos e culturais seguem. Com isso, a categorização do que é moral ou não diverge ao ponto de impossibilidade de definir o que é moralmente aceitável nas sociedades, visto que o comportamento é distinto em cada grupo presente na sociedade atual.

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  88. Willian Habermann14 de maio de 2013 17:21

    Willian Habermann
    RA: 21084012

    Após a leitura dos textos fica claro a relação que se tem entre ética, Moral e Direito. Ética e Moral são melhor entendidas quando nao são indissociadas, no texto de Desidério Murcho fica claro que ele concorda que ética e Moral são indissociáveis, Desidério diz que “Fazer a distinção entre ética e moral supõe que podemos determinar, sem qualquer reflexão ou conceitos éticos prévios, quais dos nossos comportamentos pertencem ao domínio da moral e quais terão de ficar de fora.” Ou seja, ao separarmos ética de moral, estaremos utilizando o termo “moral” unicamente pra falar de costumes e códigos, tirando assim todo o seu conteúdo filosófico. Ética e moral são associadas pois o termo latino “moralis” foi um termo usado como um equivalente de “ethicos” por isso em muitos contextos são sinônimos, mas também marca algumas distinções, pois alguns atores usam “moral” em relação à conduta e “ética” em relação ao carácter.

    Já no segundo texto, de Luiz Alberto Peluso, que fala sobre Ética e Direito, começa apontando diferentes áreas de estudo da ética em sua discussão filosófica, dando ênfase na distinção entre ética e direito. Ética é o estudo de problemas relacionados às nossas concepções sobre a moralidade, à natureza dos julgamentos morais e à possibilidade da justificação desses julgamentos, já o direito é o estudo dos problemas relativos à construção e interpretação dos sistemas de normas, portanto enquanto áreas de estudo, ética e direito são diferentes, e são as formas como a ética e o direito existem na sociedade que nos dão essa ideia. Mesmo essas definições sendo diferentes, seus conceitos estão relacionados, logo, tais distinções entre Ética, Moral e Direito são desnecessárias.

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  89. Arthur El Reda Martins RA 11002610
    art.erms@gmail.com


    O texto do professor Peluso é um texto explicativo que discorre um pouco sobre as subdivisões da ética. Atenta para a divisão da ética entre os sentidos filosófico e jurídico; a primeira relacionada ao que conhecemos como nossos princípios, que norteiam nossa conduta, e a segunda como a aplicação jurídica dos conceitos morais guiados e estabelecidos pela ética. Um ponto interessante do primeiro texto é quando o autor discorre sobre o Positivismo Ético. Sob essa visão, ocorre o estudo dos problemas morais sob a visão da lei, utilizando dados empíricos para concluir esse estudo. A problemática desse raciocínio, entretanto, é a racionalização da ética em resultados empíricos, o que não acontece.

    Já o segundo texto é bem claro quando ao seu objetivo: estabelecer que não existe divisão entre ética e moral, e que qualquer tentativa se mostra vã e desnecessária. Concordo com essa visão. É muito difícil, quiçá impossível separar o moral do amoral, e isso cabe unicamente ao nosso julgamento, que inclusive é situacional. Como os exemplos vistos no texto, o que é moral para um muçulmano pode ser amoral para um católico ou vice versa. Tentar separar o ético/antiético e moral/amoral é perda de tempo, pois são conceitos que estão embricados na sociedade como sendo maleáveis e situacionais. Um costume é moral ou amoral, ético ou antiético? Nenhum. É um costume.

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  90. Em seu texto, Desidério Murcho afirma que não deve haver uma distinção entre Moral e Ética. Pois, segundo o autor, quando esses dois conceitos são utilizados como coisas distintas, está sendo suposto que : “(...) podemos determinar, sem qualquer reflexão ou conceitos éticos prévios, quais dos nossos comportamentos pertencem ao domínio da moral e quais terão de ficar de fora.”
    Quando tais conceitos são utilizados como não sinônimos, aplica-se o termo “moral” para se referir aos costumes e códigos de condutas culturais e religiosos (por exemplo) de uma sociedade. Já o termo “ética” é empregado como uma disciplina que analisa tais comportamentos e crenças. E essa distinção só gera complicações para se estudar tal tema.
    Porém, o mesmo não se pode aplicar aos termos “Ética” e “Direito”. Em determinadas situações pode parecer que os dois conceitos são a mesma coisa, mas na realidade não são.
    Isso se dá, pois tanto a Ética quanto o Direito são um conjunto de regras que regem o comportamento dos indivíduos que compõem uma sociedade. Ou seja, no que diz respeito à maneira que um indivíduo deve se comportar em uma sociedade, Ética e Direito não podem ser distintas.
    Mas, como áreas de estudo a Ética e o Direito são diferentes.
    A Ética é o resultado de discussões filosóficas sobre a bondade e a maldade de nossas ações. Já o Direito é o resultado de estudos científicos sobre a construção e aplicação de sistemas normativos.
    Mesmo com as diferenças entre os dois conceitos, não pode haver uma distinção entre o que é ético, ou moralmente justificado e o que é juridicamente correto. Quando existe essa distinção (entre o bom e o justo) com certeza deve ter havido um erro de avaliação moral.

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  91. Mateus Baeta Diógenes14 de maio de 2013 18:05

    Ética e moral, são conceitos muito parecidos, não só por serem etimologicamente iguais, mas por terem o mesmo uso prático, pois o que é anti ético é anti moral e vice e versa. Contudo, a distinção entre ética e direito se faz mais necessária, pois a ética é um conjunto mais amplo que o direito, já que o direito tem que estar de acordo com a ética, mas limita-se a punir os que infringem certos direitos que tem que ser preservados. Entretanto, os aspectos normativos que regem o direito tem direcionado a punição como um meio exclusivo para aplicação das leis, gerando problemas no porquê temos que fazer o certo, pois se for através de recompensas, não parece funcionar muito, tendo em vista, o grande número de reincidência, e a prisão se tornando uma escola do crime, onde é difícil, as pessoas que estão nesta situação, dizerem que o crime não compensa, pois parece que ainda compensa bastante.Ser regido só por este sistema de punição, faz com que façamos o certo ou correto, pra não ser punido, por exemplo, não matamos e roubamos, porque senão seríamos punidos e não por certos valores de respeitos mútuos entre os indivíduos, parece que somos seres selvagens que só conseguimos perceber nossos extintos e não conseguimos ter um olhar racional e humanista sobre a humanidade, parece que estaríamos no estado de natureza de Hobbes, onde somos regidos por dois senhores(prazer e dor) e nenhum deles, diz respeito a nossa racionalidade.

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  92. Luis Alfredo da Silva14 de maio de 2013 18:16

    É interessante observar o modo de construção dos dispositivos legais nos países quando analisamos as posturas dos mesmos comparada as linhas de construção da ética normativa. A avaliação de diferentes comportamentos na elaboração das leis, sejam deontológicos ou consequencialistas é uma boa fonte de reflexão para analisar as diferenças de ponto de vista do que é justificável ou não perante a lei.
    Outro ponto de grande interesse abordado no texto “Sobre a distinção entre Ética e Direito”, fica a cargo da dificuldade em legislar sobre o ponto de vista positivista da ética, ao meu entender, o positivismo e a sua problemática de não conseguir retirar verdades absolutas dos problemas sociais (que por si só exigem muito mais do que uma ligação direta entre causas e efeitos), são extremamente danosos para a obtenção de leis que consigam realmente melhorar o bem-estar da sociedade. A simplicidade como alguns temas são ligados- a exemplo, a questão da maioridade penal que liga o aumento do numero de crimes cometidos por menores de idade com as penas brandas previstas pelo estatuto da criança e do adolescente- demonstram uma fragilidade perigosa em afastar as diversas outras variáveis na procura de uma solução cômoda do ponto de vista de construção.

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  93. A partir das ideias colocadas em aula, e dos textos lidos podemos perceber que ética e direito estão relacionados, e que por muitas vezes acabam se mesclando, ou seja, difundindo um no outro.
    Pois o direito surge para estabelecer regras e leis que controlem, conduzam e estabeleçam como as pessoas devem agir em sociedade, através de uma delimitação de fronteiras, podemos assim dizer, pois ele tem como meta restringir e estabelecer limites para certas ações.
    Nesse caso a ética surge como um sistema normativo, pois ela que é usada como base para se estipular o que é certo ou errado no direito, o que é bom ou ruim, e o que merece punição ou não. Pois o direito somente possui a sua garantia através de penas enquanto que a ética possui a sua garantia na moralidade.
    A ética é algo que está difundida na sociedade, é algo universal. Os seres humanos que estão inseridos nessa sociedade aceitam as regras que a ética estipula, porém a ética não é algo que está legitimada por um papel ou algo do gênero como o direito que possui suas leis legitimadas pelos códigos.
    Essa moral que está presente nos homens serve de base para o direito se estruturar, por isso que ética e direito acabam por se vincular. Entretanto isso só ocorre quando se trata do sistema de normas.
    Quando ética e direito são levados para o campo dos estudos elas se distanciam. Pois a ética faz uso de uma abstração que para o direito não é aplicável, entretanto o direito não pode contrariar os princípios da ética. Vemos assim então que uma necessita da outra para se complementar.

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  94. Jessica Mayumi Tomigawa14 de maio de 2013 18:20

    Os textos trazem duas distinções: uma entre ética e moral, outra entre ética e direito. Como foi visto anteriormente, trata-se novamente de uma dificuldade em conceituar ética.
    Para o autor, Desidério Murcho, ética e moral, “trata-se de uma distinção indistinta”, pois isso apenas resulta em confusão. Até os autores que distinguem os dois conceitos acabam por se perder e definir genericamente que ética é mais filosófica. Para ele e autores como Peter Singer,Thomas Nagel, ética e moral são sinônimos.
    Já a discussão entre ética e direito torna-se válida, porque, como visto em aula, enquanto áreas de estudo, são dois conceitos diferentes. “A Ética é o nome que damos aos resultados de nossas discussões filosóficas sobre a bondade e maldade de nossas ações e certas dificuldades de elaborarmos sistemas normativos. Um dos sentidos que atribuímos à palavra “Direito” é aquele em que ela expressa o resultado de nossos estudos científicos sobre a construção e aplicação de sistemas normativos”. Portanto, pode-se afirmar que a ética possui um grau de abstração que o sistema normativo não tem, pois o enquadramento legal é diferente do enquadramento da ética, visto que um é sobre normas vigentes e o outro sobre problemas que podem ser mais abstratos. Porém ambos podem ditar as formas de comportamento de indivíduos (pois o analisam como agente) e regras, leis com as quais a sociedade é regida.
    Mesmo com a distinção proposta, ética e direito não são opostos. Pelo contrário, não se pode constatar que uma ação é legal e imoral. Ou que é ilegal e justa. Um conceito não contradiz o outro.

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  95. Após a leitura dos textos e do conteúdo apresentado em aula, é possível perceber que Ética, Direito e Moral são conceitos que possuem forte relação e, por conseguinte, são confundidos com frequência. Ética e Direito são conceitos distintos, porém, ambos dizem respeito à um conjunto de normas que regem o comportamento das pessoas que compõem a sociedade, afim de organizar as relações de convivência entre os indivíduos. No entanto, a Ética busca o discernimento entre o bom e o mau, busca justificativas para as ações humanas, já o Direito procura instituir normas para uma sociedade, tendo como alicerce julgar e condenar atos.
    Com relação à distinção entre Ética e Moral, me coloco a favor da argumentação do texto de Desidério Murcho, no qual o autor afirma que muitos filósofos fazem a discriminação desses conceitos apresentando a Ética como uma reflexão "mais filosófica" a respeito da Moral. Em contrapartida, Desidério defende que não há dicotomia entre Ética e Moral, além de não haver utilidade em tentar "separar" tais conceitos.

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  96. “Ética” e “moral”: há distinção? Caso haja, em que podemos nos beneficiar ou o que irá agregar?
    Há quem questione se esses dois termos não possuem, dentre muitos outros pontos, diferentes aspectos e, geralmente quem assume essa posição tem seus argumentos exauridos rapidamente, reforça Murcho.
    “Direito” é outro termo colocado como semelhante, próximo e passível de questionamentos ao lado de “ética” e “moral”. Considerando “ética” como sinônimo, ou praticamente isso, de “moral”, quando comparada ao “direito” suas diferenças e semelhanças se acentuam.Em relação aos estudos, em si, a ética e o direito diferem, por exemplo, suas aulas não são ministradas da mesma maneira, já em relação ao significado de cada termo, em muito se aproximam, se assemelham, pois ambos se referem a comportamentos, formas de conduta, sistemas normativos e, analisando por esse viés, um não pode contradizer, refutar o outro, afinal, precisam “conversar na mesma língua”, ou seja, o que é considerado como correto em um termo precisa estar minimamente amparado no outro, pretendendo, também e assim, ser universal.
    Murcho coloca três “facetas” da ética em pauta, sendo elas: ética aplicada (problemas práticos), ética normativa (estabelecer com respaldo da filosofia) e metaetica (aborda aspectos do própria ética); após essa categorização, ele diz que nada se ganha com isso, bem como com a distinção desse termo.

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  97. Direito, ética, moral. De que modo estes três termos podem estar conectados? A discussão acerca da ética revela quão amplo podem ser os ramos que à ela estão associados.
    Distinguir os termos ética e moral pode ser algo desnecessário, há autores que defendem a distinção dos termos alegando a moral como ação, algo que ocorre no plano dos fatos. E a ética como medida reflexiva acerca do que orienta a moral. Tal como o julgamento do que é bom e do que é mau. Mas como validar esta distinção como verdade absoluta, tendo em vista que valores como bondade e maldade são valores moldados de acordo com o que a própria sociedade julga? Essa distinção, de qualquer maneira, não agrega aos termos valores decisivos capazes de distinguir um termo ao outro, portanto é imprecisa.
    Diferente dos termos ética e direito, os quais possuem uma ponte que é capaz de interligá-los e distiguí-los na mesma esfera. A ética pode ser analisada de diferentes maneiras, quando é analisada sob o ideal de que é uma discussão filosófica, se tem em vista de que as teorias serão submetidas a uma rigorosa avaliação crítica em busca de sua validade. Para tal, existem uma série de correntes que podem ser seguidas para que se chegue na então natureza dos julgamentos morais. Correntes tais como a deontologista e consequencialista, que seguem uma ética normativa, ou como as correntes cognitivistas e não-cognitivistas que seguem a metaética. Então podendo a ética ser analisada sob alguns pontos de vista, sob o caso particular de ser analisada como área de estudo, verifica-se que é algo diferente de direito, pois a primeira analisa a natureza dos julgamentos morais e a possibilidade de sua justificação, enquanto o segundo se refere aos problemas relativos à construção e interpretação do sistema de normas na sociedade. No entanto, a partir do momento em que a ética passa a ser analisada como modo de investigação comportamental das pessoas e como um conjunto de leis positivas que organizam as relações de convivência, os dois termos passam a fazer uma ligação de igualdade.Concluindo assim, que é somente de uma certa maneira em que se encontram diferenças entre ética e direito.

    Raquel Ribeiro Rios

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  98. A conclusão óbvia de que além de desnecessário , seria inútil tentar distinguir Ética de Moral, considerando que ambas as palavras dizem o mesmo, sendo uma de origem grega e outra latina.
    Já quanto a necessidade de distinguir entre Ética e Direito fica bastante claro que a Ética é individual e parte da razão de cada ser , já o Direito é externo, é um código de conduta elaborado por um grupo para regular o comportamento dos indivíduos, fica também bastante claro que, apesar de podermos separar os termos, é impossível que um ato legal seja anti-ético e vice versa.

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  100. A divisão de conceituação entre ética e moral parece, para mim, não muito favorável aos estudos relacionados a essa tal temática, por não obterem critérios claros e quase nenhuma eficiência prática. O emprego mais comum é de que a ética está correlacionada com o conhecimento, estudo “teórico” das condutas humanas, enquanto a moral são ações realizadas pelos agentes. Essa distinção parece impossível de entender e não faz sentidos se comparadas com outras ciências, por exemplo, as Leis Físicas tomassem outros nomes quando testadas na prática, o que efetivamente não ocorre.
    A distinção de Ética e Direito, por sua vez, é necessária, uma vez ser ético não está intuitivamente ligado por seguir regras normativas. Segundo o raciocínio de abstrações universais, a ética é diferente do direito em diversos casos, o sistema normativo não avalia e não consegue se inserir em situações de dualidade; propicia também uma penalidade; não passam por critérios éticos. A ética por sua vez tenta empregar juízos de valor de bondade ou maldade, diferentes dos casos jurídicos, atribuí moralidade aos atos e não apenas uma determinação previamente estabelecida em leis escritas que regem o sistema normativo.
    Assim me remete ao pensamento de que quando não se age conforme as leis regidas, pela sua sociedade, está efetivamente sendo imoral? Se não houvesse essa distinção talvez, algumas infrações as leis seriam imorais, se as ações promovessem o bem. E se consultarmos alunos que estudam o sistema normativo sobre a ética, a maioria se refere as abstrações pessoais dos advogados e juízes e não há possibilidade de universalização de tais abstrações.

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  101. Marcus Vinicius Innocenti Oscar

    Os textos demonstram uma discussão a respeito do modo como vemos a Ética moral e ética de direito.
    Na apresentação de Desidério Murcho defende que ética e moral são a mesma coisa e tentar demonstrar outro sentido acaba complicando apenas a escrita e o entendimento.
    Vários filósofos apresentam Ética e moral como sinônimos, já na religião fica mais simples o entendimento com a utilização do código religioso.
    Minha conclusão é que o Direito deve ser visto como um representante da ética mas infelizmente isso não é o que ocorre na maioria das vezes, no ultima parte do texto do professor Peluso apresenta a ideia de inexistência da duplicidade de critérios para o juridicamente correto e moralmente justificável.

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  102. Após a leitura do texto, uma das minhas duvidas primárias a respeito da matéria foi sanada de forma excepcionalmente simples pelo autor Desidério Murcho, a diferença entre ética e moral, que após a leitura e reflexão decidi tomá-la como inexistente devido à “n” motivos apresentados pelo autor e pelo professor em sala, mesmo sabendo que para alguns autores e pensadores essa diferença exista, através da interpretação torna-se fácil fazer a distinção entre o sentido que determinado autor dá à “sua moral” ou “sua ética”.

    Tendo sanado uma dúvida outra aparece, a distinção entre ética e direito, uma dúvida que honestamente nunca havia passado pela minha cabeça até a apresentação do tema. Após a leitura do texto do professor Peluso, pude constatar que estamos lidando com palavras de sentidos diferentes, porém interligados. O Direito, defendido pelos Positivistas, sustenta uma ética com um argumento empírico. Em seu tom mais concreto, as leis correspondem aos comandos éticos e persuasivos à sociedade embora não haja nenhuma ordem explícita em suas formulações. Aliás, talvez esse seja o grande problema da teoria Positivista. Minha conclusão a respeito do assunto que ética difere de direito mas ambas dialogam entre si veio na explicação de que algo não pode ser justo e imoral ao mesmo tempo. Tudo o que é imoral é injusto e quando uma aberração justa e imoral aparece existe um erro na esfera do direito.

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  103. Tanto a Ética como o Direito tem como objetivo mostrar às pessoas quais seriam as melhores condutas, sendo as considerando boas ou justas. No entanto enquanto a ética o faz a luz dos estudos da moralidade das ações, o Direito o faz através dos estudos dos sistemas normativos jurídico traduzindo-os aos casos concretos, no entanto essas normas das quais o direito faz uso teriam a pretensão de serem o Éticas.
    Outra diferença estaria no poder de persuasão para a efetivação destas condutas, já que no mundo das normas jurídicas a infração é punida de maneira penal, já no campo da moral a sansão se daria por meio da repreensão de outros indivíduos ou das consequências ruins que poderiam ocorrer, daí acredito eu, as normas as quais o Direito estuda, não poderiam alcançar todos os tipos de conduta já que muitas não poderiam ser punidas de maneira penal.

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  104. Os textos abordam dois tipos de separação distintos. O primeiro busca individualizar o conceito de ética e o de moral; Já o segundo separa a ética do direito.
    Entendi que separar ética de moral se caracteriza em uma atitude equivocada, pois, ao tentar explicar que no mundo racional/das ideias a pessoa pratica o exercício da ética, mas na prática ela age de acordo com a moral não é uma argumentação válida porque não apresenta nenhuma diferenciação real dessas palavras que são até etimologicamente iguais.
    Por outro lado, a distinção entre ética e direito me pareceu muito mais clara. Aqui sim a ética pode ser caracterizada como algo do mundo das ideias, algo transcendental. Já o direito eu consegui compreender como um “braço” da ética, quero dizer, enquanto a ética puni ou agracia um indivíduo através dos sentimentos, do bem estar (ou ausência dele); o direito transmite essa sensação de maneira mais mundana, ou seja, através de premiações materiais para ações boas ou punições como prisão ou perda de bens, por exemplo, para atitudes ruins (seus efeitos são externalizados).
    Um ponto que deve ser ressaltado aqui é o fato de que toda ação julgada pelo direito é necessariamente analisada do ponto de vista ético, mas nem todas as ações estudadas pela ética são abordadas pelo direito. Essa situação acontece devido às especificidades que as normas do direito possuem em cada parte do mundo, entretanto, a ética é única para todos.

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  105. Ana Jacqueline O. R. Nunes - 2106791214 de maio de 2013 20:24

    O conceito de Ética pode estar inserido em dois campos diferentes: no primeiro, denominado como Metaética, como discussão filosófica ou mesmo como uma área de estudo, onde, baseando-se na moral, compõe o conjunto de regras para estabelecer um comportamento que se considere adequado. Por outro lado, a Ética está atrelada ao direito, a chamada Ética Normativa, não como área de estudo (como estabelecido) mas como o conjunto de regras que regem o convívio em sociedade, onde os seres humanos tem determinadas condutas estabelecidas e, se desviarem destas, estão passíveis de punição - e, por outro lado, vindo dos conceitos positivistas, se cumpridos, esta ética normativa se torna uma moeda de troca pela recompensa, que pode ser material (estimular o ser humano, desde criança, que se agir de forma correta, seja tirando boas notas na escola, ou comendo toda sua refeição, irá ganhar um presente) ou do espírito (ser ético pelo benefício que isso traz para si própio - a satisfação do simples fato de realizar suas tarefas do melhor jeito possível já é um exemplo).

    Mas, onde e quais são os limites do entrelace destes dois conceitos? Tentando mostrar que o que é ético, não necessariamente é moral e está inserido no contexto do direito, usarei o exemplo de "cometer crimes."A legislação brasileira tem, em sua constituição, prazos estabelecidos de reclusão social para os que cometem crimes, de acordo com a gravidade dos mesmos. Se o indivíduo matou um outro, sofrerá de 10 à 20 anos de reclusão. Se cometeu um homicídio qualificado (torturar e matar, por exemplo), pode sofrer até 35 anos de reclusão. Até aqui, está claro e porque não dizer ético, que as penas são dadas porque o crime merece determinado nível de punição. Este fato já é perfeitamente aceitável e esperado pela sociedade. Como contra-exemplo, apresento a forma de reclusão de nível militar vivida em Cuba. Em todo território, não há perdão para nenhum tipo de crime. Oficiais fazem militancia nas ruas, a procura de qualquer movimentação, detendo qualquer infrator, de qualquer origem. Se, por exemplo, um indivíduo roubar uma maça no mercado - o que seria aceitável, na minha visão de modo consequencialista, devido à situação em que a população vive - sofrerá irrefutáveis 30 anos de reclusão. Se o indivíduo matar o outro, sofrerá os mesmos 30 anos de reclusão, sendo que nenhum dos dois tem direito de recorrer à instâncias superiores, tendo apenas um curto período para apresentar provas que o inocentem. Do ponto de vista da ética normativa e do direito, a ação está correta, porque além de com isso as taxas de criminalidade no país terem despencado - a detenção assusta a população, se um crime foi cometido, seu infrator deve pagar por isso. Já do ponto de vista ético filosófico, é imoral - mas não anti-ético - que o ser que roubou uma maça pague a mesma pena que alguém que matou outrém.


    Assim, estes dois paradigmas estabelecidos pela ética hoje formam um sistema interdependente. É necessário que haja ética para sistematizar o direito. Acredito que não possa haver uma diferenciação tão díspar entre ambos os conceitos, já que o padrão de "devo-agir-de-determinada-forma" é encontrado nas duas vertentes, tendo, obviamente, suas consequencias diferenciadas, já que a punição apra infração da ética é, em geral, a culpa pessoal e para a infração do direito, podem haver indenizações ou reclusões.

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  106. Não é possível recorrer o conceito de moral sem recorrer ao de conceito de ética, e vice e versa. Ambos os conceitos estão tão relacionados que alguns preferem atribuí-los a mesma interpretação. Entretanto, ao passo que se pode considerá-las como idênticas, alguns autores preferem distinguir seus significados para exemplificar melhor algumas situações. Dessa maneira, seria possível atribuir uma atitude moral à um caráter anti-ético, ou seja, uma determinada tradição, hábito ou costume poderia ser meramente moral ao seu povo, mas sendo contrário à atribuição do bem. Um exemplo claro, o genocídio dos judeus pelos nazistas durante a II Guerra Mundial; aos olhos dos alemães, a erradicação da “raça inferior” judaica, nada mais era do que uma racionalização de sua excelência em eliminar as “doenças incuráveis” em território europeu. Entretanto, todo o sentido ético foi destruído, levando à morte de milhões de inocentes.
    A cerca do Direito em relação à ética, não há como atribuir algo ético como não sendo justo. Toda conduta justa é, de um certo modo, boa do ponto de visto normativo. Partimos de discussões filosóficas da metaética para inferirmos nos sistemas normativos jurídicos. O resultado que se tem é exatamente o Direito, a aplicação das interpretações fundamentadas nos problemas de natureza ética. Porém, embora haja toda essa confluência entre ambos os assuntos, o fato de as leis serem atribuídas pelos homens em detrimento de uma situação ou a tentativa de impedimento de dessa situação, pode gerar, e de fato gera, diferentes concepções do que é certo e errado, voltando-nos à primeira questão relacionada à ética e a moralidade.

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  107. Defendo a ideia, quanto ao texto de diferenciação entre ética e moral, de que é improvável alguém praticar ética e não praticar moral, considerando que ambas as palavras têm um sentido similar. Assim, não se pode considerar essas duas como diferentes pois, apesar de serem analisadas de um ponto de vista diferente - a ética está ligada a um conhecimento teórico sobre conduta, ao passo que a moral está relacionada à pratica moral, algo que resulta em consequências - ambas admitem o mesmo significado quando comparadas a outras ciências.
    Quanto à comparação entre ética e direito, assumo um ponto de vista diferente. Apesar de ambas analisarem comportamentos éticos e formas mais "corretas" ou justas de agir, a ética discute um ponto de vista vinculado ao estudo da moral das ações, podendo assim ser analisada de diferentes pontos de vista e até assumir diferentes causas ou verdades, ao passo que o Direito analisa essas mesmas ações de um ponto de vista jurídico, podendo usar - se da lei ou de obrigações para mostrar ou entender o que é correto, ao parecer do legislativo.
    De qualquer forma, ambas estão atreladas. A ética pode afetar diretamente o direito e, com ela, o mesmo direito pode ser alterado e entendido.
    No meu ponto de vista, a ética é fundamental ao direito e vice - versa. Não se pode discutir pena de morte e legalização do aborto numa mesma sociedade que julga o assassinato e o latrocínio, por exemplo, crimes terríveis. Portanto, a ética não só pode mas deve ser utilizada para entender o direito. Da mesma forma, o direito também pode ditar o que é ético. Se alguém sabe que algo que pratica é ruim ou danoso a outra pessoa perante a lei e mesmo assim o pratica, está desrespeitando o direito da outra pessoa, previsto pela constituição.
    Como conclusão, acredito que ambas, mesmo sendo diferenciadas dentro do campo de estudo, devem estar atreladas para um melhor desenvolvimento da conduta ética do cidadão inserido em qualquer sociedade.

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  109. As linhas que possivelmente separariam a moral da ética são tênues, quase inexistentes se quisermos compreende-las a partir de sua etimologia. Assim também como a própria ética tem suas subdivisões e correntes argumentativas sobre o papel a que se preza, junto a moral que seria definida como ações comportamentais do indivíduo dada crença e cultura.
    Parece difícil definir diferenças entre uma coisa e outra, ética e moral. Mesmo depois de lidos os textos e apresentadas algumas possíveis definições no fim elas parecem ser a mesma coisa, como disse MURCHO, não passa de pretensão defini-las. Além disso a ética pode tornar-se parecida com a lei que coage o indivíduo ditando a forma de se comportar em sociedade. Porém entendemos que a ética é a discussão filosófica das práticas, e o quanto ela é boa ou má. E juridicamente essas definições também são parecidas, pois parece não haver diferença entre bondade e justiça.
    E quanto a moral e a ética, a primeira parece ser um conjunto regras necessárias para se viver em uma determinada sociedade e ser aceito. Enquanto a ética descreve, filosoficamente, as condutas e pode até mesmo se contrapor a determinadas posições morais.

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  110. Depois de ter contato com as duas linhas de pensamento, a que difere o significado de moral de ética e a segunda, que diz que os dois são a mesma coisa, a distinção entre moral e ética me parece realmente desnecessária. Afinal, teorizar sobre uma coisa e fazer tal coisa (o que difere moral e ética para quem vê a distinção) não são atitudes tão diferentes assim.

    A distinção entre ética e direito, por sua vez, é muito mais clara. O direito é a aplicação da ética em uma sociedade. Lembrando sempre, é claro, de que os conceitos do que é moral e ético são relativos e podem mudar de sociedade para sociedade. De modo geral, o direito é a normatização da ética de um grupo, que tem como intuito regular uma sociedade e prezar pelo bem coletivo. Assim, algo considerado correto pelo direito de uma sociedade sempre será julgado correto ética e moralmente pela mesma.

    A discussão que mais me parece interessante nesse tema e nas aulas sobre ele, no entanto, é sobre a recompensa que temos quando agimos eticamente - seja ela paupável ou apenas um bem estar espiritual. Existe altruísmo verdadeiro? Já pensei sobre isso diversas e sempre chego na conclusão de que não, não existe altruísmo verdadeiro. Sempre nos sentimos bem quando agimos bem. Por exemplo, se ajudamos um mendigo na rua, é porque nos incomodamos com aquela situação, e o ato de ajuda-lo nos deixa mais em paz e conforto com nós mesmos.



    (Deixo uma sugestão: um episódio do antigo seriado de TV Friends discute hilariamente o assunto falso altruísmo. Nele, Phoebe, uma das personagens, procura incessantemente por uma boa ação que seja realmente atruísta, enquanto Joey, seu amigo, diz que ela nunca encontrará tal coisa. O post de um blog no link abaixo discute um pouco sobre esse episódio e contém alguns diálogos dele. Vale a pena ler (e assistir). Aliás, se alguém quiser o link do episódio, também o tenho, me peça por aqui mesmo que posso procura-lo!

    http://bitpopblog.wordpress.com/2008/11/06/existe-o-verdadeiro-altruismo/ )

    email: gyelli@uol.com.br

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  111. A distinção entre Ética e Moral não existe, ou no mínimo, essa distinção seria extremamente complicada de ser definida. Enquanto alguns estudiosos afirmam que a Ética é relacionada ao estudo de conceitos maiores, como o bem e o mal,e que a Moral seria o comportamento prático das pessoas, podemos observar que Ética e Moral são intimamente interdependentes, sendo impossível traçar uma linha que determine qual a área de ação de cada.

    A comparação entre Direito e Ética, no entanto, é bem mais complicada uma vez que, dependendo do contexto do uso da palavra, Ética e Direito podem ser sinônimos ou terem significados bem diferentes.

    Ética e Direito tem essencialmente o mesmo significado quando se leva em questão o significado de ambas palavras, Ética e Direito são as regras normativas que regem os comportamentos sociais e que, conscientemente ou não, são levadas em conta antes que os indivíduos pratiquem uma ação.

    No entanto, quando se pensa em objeto de estudo, Direito e Ética são conceitos distintos. Os estudos do Direito se relacionam à construção e interpretação dos sistemas normativos pelos quais s Justiça é aplicada. Já a Ética averígua os problemas condizentes as concepções de moralidade e a possibilidade julgamentos morais.

    Não importando quando semelhantes ou diferentes, Direito e Ética não podem se contradizer em sistema normativo, onde a primeira deve ser "englobada" pela segunda.

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  112. Os textos abordam maneiras distintas de tipos de separação diferentes voltados para a ética. Enquanto no primeiro o intuito era obter uma separação entre direito e ética, o segundo tentava promover uma diferenciação de moral e ética,mesmo que ambos possuam uma forma complicada de serem diferenciados,isso vale para ambos os textos.
    A questão da ética e do direito pode ser considerada da seguinte forma, o significado de ética é atribuído ao resultado de discussões de cunho filosófico sobre a bondade ou a maldade de nossas ações, já o significado para direito seria o de que é o resultado de estudos científicos em relação a construção e elaboração de normas.Porém quando atribuídos estes a uma discussão jurídica, não haverá uma duplicidade, entre o juridicamente correto e o moralmente aceitável.
    Depois temos exatamente essa questão de ética e moral, no qual é extremamente difícil de separa-las,ambas são sinônimas só derivando de diferentes línguas,mas pode-se usar o termo moral para os códigos de conduta e costumes culturais,religiosos... Porém há termos melhores para nos referirmos a isto como costumes ou códigos religiosos, assim podendo atribuir tranquilamente moral e ética como sinônimos.

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  113. Bruno Euzébio Cont

    A partir da leitura dos dois textos, os quais elaboram as problemáticas a respeito do significado do que é justo e o que não é, conclui-se que as distinções entre ética e moral, e entre moral e direito, ou até mesmo uma distinção entre os três termos, não é algo de primeira necessidade. Isso se dá porque os três, além de tratarem de questões a respeito de bondade e maldade, também possuem o elemento racional, por serem criações humanas. Mas dizer apenas isso como justificativa para que não haja distinção não basta, já que coisas extremamente diferentes podem tratar da mesma coisa e terem, cada uma, o elemento racional. Sendo assim, além do que já foi exposto, é necessário lembrar que os raciocínios que permeiam os termos ética, direito e moral, direcionam-se a partir de um mesmo objeto, que é o homem, norteadas por questões controversas, como o aborto e a união homoafetiva, só para exemplificar, até tentarem chegar a uma definição de princípios a respeito do que pode ser bom e do que pode ser ruim. Mas esses princípios significam exatamente as mesmas coisas nos três âmbitos, já que algo eticamente/moralmente bom jamais significará algo negativo em termos jurídicos.
    Por fim, se focarmos nossa atenção na "dicotomia" entre ética e Direito, veremos que esse engano se dá porque, por vezes, simplesmente nos esquecemos da parte racional que está presente no Direito e o vemos apenas como um conjunto de leis que servem ao controle da sociedade, abandonando todos os aspectos filosóficos necessários à sua formulação.

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  114. O primeiro texto apresenta uma clara distinção sobre a ética e o direito por meio de duas situações diferentes, as quais se emprega o termo ética. Embora as duas apresentem características semelhantes, seus objetivos são diferentes. A primeira diz respeito à ética representada por meio de um discurso filosófico onde se encontra uma profunda análise dos princípios que são utilizados como parâmetro para o estabelecimento das regras que servem de "molde" para as práticas das ações humanas e através dele encontrar justificativas destas mesmas regras e condutas. O resultado deste processo, por sua vez, gera a discussão filosófica que é iniciada com a analise de teorias, idéias e argumentos que foram apresentados para justificar determinadas ações e o que há de errado entre elas. Também foi apresentado que essas teorias não podem ser analisadas de maneira empírica, pois não seria possível realizar um teste experimental concretizado para comprová-las.Para que haja essa discussão, sempre deve haver a exposição de teorias e de situações problemas, uma vez que, o objetivo da mesma, seria encontrar um modo para se resolver algumas situações que passaram a ser questionadas. Já a segunda evidencia a ética através de um discurso jurídico, que se caracteriza pela Ética normativa. A ética normativa define um conjunto de regras de comportamento ( corpo de leis) e se divide em duas vertentes: Deontologista( com um foco maior no que acontece antes da ação) e Consequencialista ( com foco no que ocorre após a prática da ação ) está última afirma que as consequências da ação a define como moral ou imoral, boa ou má. Há dentro dela uma análise da realidade onde o foco central é a lei e onde são encontradas as respostas para as questões éticas de acordo com as práticas harmônicas ou conflitantes dos indivíduos em relação a ela. Não há distinção entre o bem e o correto, ou seja, uma ação caracterizada como boa, está de acordo com a lei, então, consequentemente é moral e correta. Se for contrária à mesma, é imoral, injustificável e juridicamente incorreta.

    O segundo texto apresenta um questionamento sobre a distinção entre moral e ética apresentando situações em que os dois termos podem ser similares e não devem ser diferenciados. Isto ocorre em decorrência de não haver uma maneira de definição de comportamentos que podem ser analisados eticamente ou não. Devido ao multicuturalismo, diferenciações étnicas, religiosas, ideológicas etc, não há a possibilidade de caracterizarmos determinadas práticas, hábitos e costumes ( o que geralmente é definido como moral) por meio de uma análise filosófica comportamento ( o que geralmente é caracterizado como ética) porque existem determinados casos em que isso não é viável. Por exemplo tornaria-se anti- ético ou imoral afirmar que uma determinada prática religiosa está errada? De certo modo, sim. Não se pode caracterizar determinadas condutas como essas e por conta disto, nesta situação específica não seria viável definir moral como uma "coisa" e ética como outra.

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  115. Se entrar no termo distinção para falarmos de ética e moral, poderíamos definir a moral como sendo a maneira como as pessoas se comportam, no sentido de identificar e avaliar a bondade e a maldade na conduta humana. Já a ética seria como as pessoas fazem as avaliações de suas condutas levando em consideração os conceitos de bondade e maldade.
    Mas para Murcho a distinção entre ética e moral não tem sentido, pois não nos leva a lugar algum e tanto podemos usar essas duas palavras como sinônimas e como não sinônimas.
    Fazer a distinção entre Ética e Direito pode não ser possível. Elas podem ter significados iguais ou diferentes, dependendo do assunto em que esses termos são abordados. A Ética pode, em um sentido, significar uma discussão filosófica e no outro uma discussão jurídica e indicar o conjunto de normas que são vigentes em uma sociedade. O Direito significa o conjunto da construção e interpretação das normas que regem os comportamentos dos indivíduos em sociedade. Se formos estudar os sistemas normativos que regem a conduta das pessoas na sociedade, Ética e Direito têm o mesmo sentido. Já a área de estudo de ambas, são diferentes.
    Segundo James Rachels a ética pode sim ser provada. Se comparar a ciência a ética, aparentemente a ética ficaria em desvantagem, pois para muitos ela não possui um meio de provar as suas defesas. Mas a ética consegue provar, não como a ciência com as observações e os experimentos, mas sim com razões, motivos e explicações dos porquês de essas razões terem importância. Porém, ao acreditar nos outros estamos vulneráveis e desprotegidos, pois podemos ser enganados e, além disso, as pessoas muitas vezes recusam das ouvidos à razão, não aceitando os argumentos da ética como prova.

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    1. Caro professor,

      Não sei onde estava com a cabeça. Me confundi e li o texto do dia 18 também e comentei. Só vi o erro agora. Então peço que ignore por favor.

      Obrigado.

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  116. ‘Como devemos nos comportar?’ é a grande questão que tanto a ética quanto o direito lidam, porém algumas vezes de formas diferenciadas. Acredito que a o direito esteja, falando em linguagem matemática, contido dentro da ética, como conjunto e subconjunto.

    O direito estuda os problemas relativos à construção e interpretação dos sistemas de normas, assim como a ética, porém também estuda as funções de instituições pelas quais se realiza a justiça nas sociedades, ou seja, o sistema legal brasileiro ou a Constituição brasileira, por exemplo. O relativo ao direito não é o mesmo relativo à ética. Enquanto o primeiro é heterônomo o segundo é autônomo. O agente inserido na discussão do direito não está livre para opinar, para escolher, pois o que comanda essa discussão são Instituições maiores, existem hierarquias dentro das leis, não se pode interpretar uma norma sem antes ter em vista outras normas pré-estabelecidas fundamentais. Já a ética está sempre interpretando nossos juízos de valor como morais ou imorais, se é melhor alcançar o bem (a felicidade) de certa forma ou de outra. Portanto enquanto áreas de estudo os dois são diferentes.

    A ética é autônoma, pois o agente participa da discussão, pois ele é o autor das normas e independente das circunstancias em que se encontra, seja num Estado com leis delimitando suas ações, seja numa ilha deserta sem Estado e sem leis. O ser humano parece revelar certas condutas de caráter universais e é isso o que a ética tem a pretensão de investigar.

    Quando cometemos infrações em nossas condutas sofremos punições. Na ética recebemos apenas punições morais, um olhar torto, um isolamento do grupo social, etc. No direito sofremos punições legais, somos colocados a julgamento perante juiz, somos condenados, somos obrigados a pagar multa, etc. Dificilmente, como foi colocado em sala de aula, em uma discussão no tribunal o juiz abrirá espaço para interpretar a moralidade das condutas (de acusados e vítimas), dentro do tribunal não há espaço para interpretar as leis, pois elas já estão dadas e deve-se segui-la.

    michelebonote@hotmail.com

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  117. Desculpa por ter cometido alguns erros de digitação ( culpa desse tablet horrível ) risos.

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  118. Após ler os dois textos e assistir às aulas, fica bastante claro que Ética, Moral e Direito são conceitos interligados de alguma forma, principalmente se tomarmos ética e moral como tendo o mesmo sentido, quando não em âmbito de estudo. No texto de Desidério Murcho, os conceitos são definidos de forma simplista para iniciar uma argumentação da aplicação dos mesmos na sociedade e ações das pessoas.
    A ética e a moral servem como regras de conduta para que as pessoas possam tomar suas decisões, ou seja, é quase uma predefinição de valores sobre aquilo o que é certo e errado, moral e imoral, ético e antiético etc. Porém, a ética, segundo o texto de Luis A. Peluso, também tem um sentido jurídico, no qual ela deve obedecer a um conjunto de leis, além dos valores morais antes citados. Isso a relaciona intimamente ao Direito, que pode ser definido como: um estudo relativo à construção e interpretação dos sistemas normativos, o significado e função das instituições pelas quais se realiza a justiça nas sociedades.
    Sendo assim, concluo que a ética influi no direito e vice e versa, pois ao cometer qualquer ação imoral, ou fora da lei, a pessoa pode estar sujeita tanto a coerção pelas regras de conduta (moralidade), quanto pelo âmbito jurídico social.

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  119. O texto de Desiderio Murcho traz a ideia de que a distinção entre a ética e a moral é desnecessária e não traz nenhum ganho com ela, além de tornar o seu estudo algo mais confuso e suscetível a erros. Concordo com o autor nesse ponto pois apenas o estudo da ética já é difícil e dividi-la não traz uma vantagem que justifique esse transtorno.
    Os termos como dito pelo autor podem ser interpretados em ambos os casos e continuam tendo sentidos semelhantes e se completando.
    Já no texto do Professor Peluso é apresentado um "resumo" sobre as vertentes dos estudos da ética e que a única diferença aceita entre os conceitos de ética e direito é a diferença dos "termos de linguagem".
    A ética é vista como o debate belo bom e pelo mal, pelo certo e pelo errado, com embasamento nas teorias que nos ajudam a saber o que é esse bom e o que é esse mal. O direito por sua vez refere-se a formação de regras, e sistemas de leis criados pelos homens. Essas regras interferem nas atitudes dos homens pois são elas que estabelecem o que pode ou não ser feito.
    Como pode ser notado o fato de ambas dizerem o que é ou não correto de ser feito, ambos os termos estão ligados entre si e por consequência ligados ao termo de justo (como podemos ver na relação entre justo e ético).
    Sendo assim acredito que seja desnecessária insistir na diferenciação dos referentes termos.
    Guilherme N A Melo
    RA - 21050512

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  120. Leis e sociedade são os agentes que delimitam o direito baseados na moral, que estabelece códigos sobre a conduta dos indivíduos que compõem um meio social.
    Essa moral é definida e mediada pelos conceitos da ética. O Direito é o resultado da normatização de planos de um aspirado aprimoramento ético. Sendo assim é desejável que conceitos e condutas ideais do ponto de vista ético coincidam com os ideais jurídicos.
    Contraditoriamente a essa premissa a divergência entre estes conceitos ocorre com freqüência, o que demonstra que há lacunas a serem sanadas e valores a serem revistos.

    RA:21069412

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  121. Embora diversos autores procurem distinguir ética e moral, descrevendo moral como os costumes e hábitos dos seres humanos e a ética como uma reflexão filosófica da moral, o texto de Desidério Murcho nos mostra que tal diferenciação não é necessária, pois nada ganhamos com esta distinção e apenas dificultamos a compreensão deste tema. A distinção de ética e moral, desta forma, é “uma distinção indistinta”, uma distinção desnecessária e confusa.

    Lendo o texto do Prof. Peluso sobre distinção de ética e direito, percebemos que diferenciar os dois termos é algo um pouco mais complicado. Devemos levar em consideração que não podemos interpretar a palavra ética apenas de uma maneira. Se consideradas como áreas de estudo, ética e direito são muito diferentes: as duas estudam a conduta humana, mas enquanto o direito interpreta os sistemas de normas jurídicas de uma sociedade a ética procura a natureza dos julgamentos morais dos indivíduos, levando a resultados diferentes. No entanto, ética também pode significar um conjunto de normas que rege o comportamento dos indivíduos, definição esta também utilizada pelo direito e, neste caso, as duas significam a mesma coisa.

    Desta forma, ética e direito só podem ser diferenciadas até certo ponto (quando observamos os resultados obtidos por cada uma destas áreas de estudo), e não podem possuir regras de conduta contrárias, ou seja, uma conduta boa também deve ser justa pelo ponto de vista jurídico para que seja correta.

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  122. O Direito sustenta uma ética como um argumento pratico,ele utiliza a ética e a moral para basear seus argumentos.
    Ética, Moral e Direito possuem um ponto em comum, já que todas teorias que pretendem estabelecer entre as pessoas uma vida em comum justa e harmoniosa. Juntas elas acabam por proporcionar princípios para tornar o convívio humano agradável de uma forma que seja aceitável para todos.Assim posso concluir que, tanto a moral,quanto a ética e o direito buscam proporcionar o bem-estar para a convivência das pessoas na sociedade.

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  123. A essência do direito assemelha-se muito com o conceito de Ética pois em seu sentido fundamental o direito é um conjunto de técnicas que busca viabilizar a coexistência humana de forma harmônica, ou seja, tem como objetivo ditar o comportamento dos homens entre si para que seja possível uma convivência em concórdia. Nesta perspectiva a ética busca delimitar como as condutas do ser humano devem ser orientadas.O direito é constantemente identificado como o que é bom ou justo nas relações humanas, seguindo esta vertente o direito esta atrelado de forma indissociável com a questão da moralidade.

    Pode-se dizer que, de certa forma, o direito deriva da Ética em alguns aspectos, por exemplo, quando se leva em consideração que a ética tem por objetivo atingir a perfeição e que o direito, através de suas técnicas formuladas, tem como fim fazer com que o ser humano haja da melhor maneira possível dentre os critérios da justiça. A ética, por sua vez, não impõe condutas por intermédio do rigor das leis , mas busca disseminar os mecanismos pelos quais pode-se chegar a perfeição.

    Thaís Regina Servidoni
    thais.servidoni@aluno.ufabc.edu.br

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  124. Carolina Carinhato Sampaio14 de maio de 2013 22:59

    Ética, Moral e Direito
    Ética, Moral e Direito são três conceitos que ainda geram debates e opiniões divergentes. Há quem considere que eles são diferentes, ainda que minimamente; e outros dizem que não há distinção entre eles filosoficamente falando – pelo menos entre Ética e Moral.
    Definir Direito é algo razoavelmente vago também – em algumas situações e significações, ele é muitas vezes confundido com a Ética e com a Moral – mesmo que na mente de alguns ele seja exclusivamente representante do termo “lei”.
    Quando a Ética é significada como o conjunto de leis que serve para reger o comportamento das pessoas, e para isso podendo usar do poder da coação, ela se confunde com Direito; porém não é apenas nesse sentido que essa interação se dá. Afinal, a lei e o Direito têm como diretriz o conceito de “justiça” – é necessário que ele seja imparcial e justo – e a justiça não deixa de ser uma forma de “bem” e a perfeição, que é o que é pregado pela ética e pela moral (se as significarmos de maneiras semelhantes). Logo, como distinguí-las?
    A lei e o Direito, positivistas, acreditam numa Ética empírica – como sendo algo capaz de ser provado; mas é preciso que nos lembremos de que as leis não são nada mais que fortes recomendações – não é 100% seguro de que as pessoas que as burlem serão punidas daquela maneira. Estamos lidando com seres humanos,com comportamentos diferentes. Não há exatamente um padrão capaz de gerar um padrão empírico sem falhas na sua fundação. E essa já é uma contradição.
    Ao mesmo tempo, não existe algo justo que não seja bom. Se existir, essa existência não é nada mais que uma falha na tese que se segue. E o debate entre esses três conceitos centrais, além de confuso, é desnecessário. Há coisas mais relevantes a serem estudadas do que essas miudezas conceituais não relevantes para a vida prática.

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  125. O texto de Desidério Murcho nos traz que separar (ou tentar) ética de moral é um esforço inútil, sem muito fundamento. Isso se dá pela proximidade entre eles, sendo que ambas são tradução latina e grega uma da outra. Mesmo alguns filósofos já estudados, usam as duas palavras como sinônimos. Somados os fatos, conclui-se do texto que o eficiente é discutir realmente os assuntos, e não a palavras que se dá pro que se está analisando.
    O texto seguinte nos leva a concluir que, diferente do caso anterior, vale a pena separar Ética de Direito. Ambos são ética, em si, mas ao tratarmos com os diferentes nomes, nos referimos à discussão filosófica (ética) e à discussão normativa (direito). A segunda pode ser considerada como a ética que é aplicada, onde se há muito material empírico para ser trabalho. Mas, apesar de essas duas serem áreas de estudo diferentes, os textos nos levam à conclusão de que ao falar de ética, direito, e também moral, estamos tratando, basicamente, de Ética.

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  126. As tentativas de diferenciar ética e moral são inúteis, de acordo com o texto de Desidério Murcho, pois não trazem nenhum benefício, já que ambos os termos têm o mesmo significado. Podemos usar essas palavras como sinônimos ou não.

    Mas a ética é diferente do Direito. Ética é o resultado das discussões filosóficas sobre a bondade ou maldade das ações humanas. Direito pode ser interpretado como resultado dos estudos científicos sobre a construção e aplicação de sistemas normativos. Apesar dessas diferenças, Ética e Direito estão interligados. Uma decisão tida como boa em um debate ético, não pode ser considerada injusta em um debate jurídico, e vice-versa.

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  127. Marina Müller Gonçalves14 de maio de 2013 23:30

    Ao ler os dois textos pude notar que sempre há certa dificuldade ao tentar se definir um conceito exato à ética. No texto de Desidério Murcho, podemos ver que muitos autores tentam diferenciar os significados de moral e ética, dizendo que o primeiro está relacionado a hábitos e costumes, enquanto o segundo abrange uma discussão mais filosófica. Porém, segundo Desidério, essa separação é equivocada, uma vez que ambas palavras são sinônimos e se interligam no significado.
    Já no texto do Professor Peluso, podemos ver que a diferenciação entre ética e direito é mais plausível, independente dos conceitos terem certa relação. A ética se forma a partir de um conceito filosófico, que busca entender o que é bom e o que é ruim e estabelece normas nem sempre oficiais em uma sociedade. Já o direito oficializa algumas normas éticas e se torna uma ferramenta para julgar certas condutas como morais ou imorais.
    Portanto podemos notar que os três termos, ética, moral e direito se relacionam por estabelecerem certas normas em uma sociedade, porém possuem diferenciações entre si.

    Marina Müller Gonçalves
    R.A.: 21082512

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  128. Há aqueles que defendam que Ética e Moral são coisas distintas; a Moral seria o conjunto de hábitos, regras e costumes que compõem o comportamento do ser humano, enquanto a Ética se encarregaria de analisá-los filosoficamente.

    Apesar de ser frequentemente feita, essa distinção mostra-se desnecessária e trabalhosa. Assim como afirma Desidério Murcho em Ética e Moral: Uma distinção Indistinta', nem toda ação que praticamos tem cunho ético ou é cabível de ser analisada moralmente. Porém, ao adotá-las como diferentes, estaríamos considerando que qualquer ação realizada, desde o hábito de se espreguiçar ao acordar até a decisão de que deve-se ou não praticar um aborto, seria moral e, consequentemente, dignas da reflexão proposta pela Ética.

    Além disso, a distinção não seria capaz de explicar três áreas nas quais a Ética se divide: a Ética Aplicada, relativa aos problemas práticos da ética; a Metaética, um mergulho reflexivo sobre a sua própria natureza; e a Ética Normativa, que se refere ao estabelecimento de regras ou códigos de comportamento sob fundamentação filosófica.

    E é nessa última que o Direito entra nessa discussão. Quando a Ética assume o sentido de indicar o conjunto de normas a serem seguidas no comportamento do ser humano com o intuito de organizar a sociedade, ela confunde-se com o Direito. E, de fato, é possível afirmar que uma real diferenciação se daria somente em questões de linguagem, dado que os conceitos adotados por ambos são os mesmos. L.A. Peluso afirma em 'Sobre a Distinção entre Ética e Direito' que ''condutas consideradas boas em uma discussão ética não podem ser consideradas más em uma discussão jurídica.[...] Não há diferença entre o bom e o justo, como não pode haver divergência entre o que é ético, ou moralmente justificado, e o juridicamente correto."

    Assim, apesar da Ética partir de discussões filosóficas e o Direito, de discussões científicas, seriam coisas indissociáveis por basearem-se nos mesmos conceitos e buscarem, essencialmente, a mesma coisa: analisar nossas condutas como boas ou más segundo as regras de um sistema normativo.

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    1. Danielle C. Bello de Carvalho
      danielle.bello@live.com

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  129. Ética, Moral e Direito

    Discussões infindas se desdobram a fim de distinguir as definições daquilo que seja Ética e Moral. A primeira, é tida como uma reflexão filosófica sobre a moral; a segunda, trataria do comportamento do ser humano. No entanto, tal discussão dá início a uma confusão desnecessária, visto que faz surgir a pergunta: O que se ganha com a distinção destes conceitos?

    Pensar sobre Ética requer certo grau de inteligência, pois é necessário atingir um grau de abstração que permita formar representações, sendo a inteligência, portanto, um mecanismo usado para não perecer. Para a Ética, a inteligência é uma estratégia de sobrevivência.
    As representações, por sua vez, sendo adequadas, permitem que ações sejam ensaiadas ainda nas ideias de modo que não prejudiquem o mundo real na prática.

    Vemos que é um engano pensar que a maior parte das decisões morais são complicadas ou confusas de se tomar. Muitas decisões morais são tão mais fáceis de se tomar que nunca refletimos sobre elas. Ao invés de examinar estas questões “óbvias”, centramos a nossa atenção e pensamos e debatemos unicamente sobre as que são pouco claras e sobre as quais há desacordos genuínos. Porém, é também um engano pensar que todas as decisões morais são fáceis de se tomar, pois podemos não perceber a forma como nossa conduta pode afetar nosso entorno e também podemos nos deixar levar pela moral vigente, a qual pode estar errada.

    O que revela a moralidade de nossas condutas é o exame inteligente e a Ética, por sua vez, tem a ver com esse esforço de usar a inteligência. Para que possamos avaliar criticamente nossas crenças morais, teorizar sobre elas parece ser um meio eficiente e para isso devemos pensar essas questões morais de forma mais abstrata (universal) para que sejam mais coerentes (sem contradições). A medida em que teorizamos sobre as representações, temos o poder de abandonar concepções irrelevantes e, assim, nos aproximar daquelas condutas que, por quaisquer motivos, são consideradas perfeitas.

    Sobre a distinção entre Ética e Direito, vemos que ambos estão associados a medida em que o Direito, isto é, os códigos de condutas do sistemas normativos, se espelha nas concepções abrangidas pela Ética. Ambos se verificam tão indissociáveis que as condutas consideradas boas em uma discussão ética não podem ser consideradas más em uma discussão jurídica. Nesse sentido, o termo Ética é usado para designar as formas de comportamento dos indivíduos ou o conjunto de leis e dispositivos normativos positivos, com os quais se pretende organizar as relações de convivência dos indivíduos em sociedade. Por meio das leis estabelecidas, os indivíduos estariam submetidos a um poder superior, destinados a obedecer regras e condutas. Aí é que a Ética e o Direito se confundem. Em suma, a Ética se trata das nossas discussões filosóficas sobre a bondade ou maldade das nossas ações e as dificuldades de se elaborar sistemas normativos para tais; já o Direito, se trata da construção e aplicação dos sistemas normativos criados a partir de estudos científicos.

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  130. Ética, moral e direito são termos cujos conceitos permeiam o debate sobre a ética, afinal: ética e moral são a mesma coisa? E ética e direito?
    No texto “Ética e moral: uma distinção indistinta”, Desidério Murcho defende que ética e moral são a mesma coisa. A separação entre a ética como uma reflexão filosófica sobre a moral e a moral como os costumes, os hábitos, os comportamentos dos seres humanos, as regras de comportamento adoptadas pelas comunidades é desnecessária segundo o autor, visto que ela não traz uma compreensão clara de nenhuma das três áreas da ética (ética aplicada, ética normativa e metaética). Desidério ainda aponta: “Em segundo lugar, não ganhamos qualquer compreensão da natureza da reflexão filosófica sobre a ética. Não ficamos, a saber, que tipo de problemas constitui o objeto de estudo da ética. Nem ficamos a saber muito bem o que é a moral”.
    A distinção entre ética e moral não possui uma sustentação sólida e é indistinta e confusa. Segundo o autor, o comportamento dos seres humanos é multifacetado. Vários de nossos afazeres não pertencem ao domínio ético, sendo assim, fica impossível determinar quais comportamentos são morais e cabem uma reflexão ética e quais não são. Uma distinção entre ética e moral, segundo Desidério deveria ser capaz de determinar quais comportamentos pertencem ou não ao domínio da moral.
    Já com relação aos termos ética e direito, a distinção requer uma análise das diferentes linhas de pensamento do pensamento filosófico sobre a ética.
    No texto “Distinção entre Ética e Direito” de L. A. Peluso, percebemos que, desconsiderando a corrente não-cognitiva, todas as outras correntes de pensamento admitem que os juízos morais são justificáveis e que a racionalidade humana é um instrumento eficaz na busca pelo desvendar dos problemas da conduta correta. Questões fundamentais da ética concernem a busca da natureza da bondade e da maldade.
    Por fim, segundo as definições do autor: “A Ética é o nome que damos aos resultados de nossas discussões filosóficas sobre a bondade e maldade de nossas ações e certas dificuldades de elaborarmos sistemas normativos. Um dos sentidos que atribuímos à palavra “Direito” é aquele em que ela expressa o resultado de nossos estudos científicos sobre a construção e aplicação de sistemas normativos.” Pode-se concluir que não há distinção entre os significados desses conceitos, ou seja, condutas éticas são necessariamente condutas justas.

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  131. A ética consiste na busca pelo que é bondade, a maldade, o dever, sobre a nossa concepção à cerca da moralidade e dos nossos julgamentos morais e sobre a elaboração de sistemas normativos, que é nesse ponto que a Ética se confunde com o Direito. Embora que não há distinção nos conceitos dentro das discussões de direito e éticas.
    Se pensarmos na Filosofia Anglo-Saxã temos os sistemas éticos como uma promessa de felicidade, tem o papel de fazer com que os indivíduos consigam o melhor das suas vidas, mas pensando em outras posições que requerem soluções mais imediatas, caímos no Ceticismo, podemos dizer que não existe uma resposta racional para a ética, para os problemas morais, ou ainda caminhamos para o Positivismo, aonde se tem uma analise empírica para embasar uma lei como está no texto do professor Peluso: "O Positivismo sustenta a tese que o estudo científico da lei necessita corresponder ao tratamento daquilo que se pode concluir a partir da análise de dados empíricos. Assim, pensar as leis como comandos parece corresponder à evidência empírica." Mas, segundo o texto, não parece sustentável no Positivismo Ético que a lei seja um fato social para um estudo empírico.
    Ao refletirmos sobre o segundo textos percebemos que separar a moral e a ética é levantar uma distinção confusa e desnecessária, já que por sermos seres multifacetados temos vários costumes dos quais nem todos pertence a reflexão ética. E não tem como saber quais pertence e quais não pertence. Quando não usamos a palavra moral e ética como sinônimas, estamos querendo dizer que moral se refere aos costumes e códigos de conduta culturais, religiosos, entre outros e a ética como a disciplina que vai estudar esses comportamentos, códigos.

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  132. Guilherme Bocalini15 de maio de 2013 00:00

    RA: 21033512

    O texto de Desidério Murcho deixa bastante que não faz sentido à distinção entre ética e moral. Além de ambas as palavras terem originalmente o mesmo significado, não existe vantagem nesta separação. Em contra partida é possível imaginar uma desvantagem nessa distinção, com ela sendo feita parece que ética e moral são conceitos muito distintos. É como se não houvesse qualquer ligação entre as razões filosóficas que usamos para determinar se uma ação é boa ou má, e as tradições, costumes ou regras comportamentais que consideramos adequadas. Essa separação pode nos induzir a pensar que uma ação pode ser moral, mas não ser ética, ou vice-versa, o que não faz sentido algum.

    Podemos refletir também sobre a diferença entre ética e direito. Sob uma perspectiva ética e direito tem suas diferenças, a ética estuda as concepções humanas do que é moral, como julgamos se uma ação é boa ou má e ainda como justificamos se tais ações são realmente boas ou más. O estudo do direito está relacionado à construção de normas e a interpretação destas. Os dois campos de estudos são diferentes, se baseiam em diferentes autores e teorias.

    Mas se levarmos em conta que a ética estuda o comportamento perfeito, que busca sempre realizar ações boas, ela se aproxima muito do direto que busca criar o melhor sistema normativo para regular nossa vida em sociedade e incentivar o comportamento ético, “perfeito”. Essa relação é bastante parecida com o que foi discutido anteriormente, moral e ética podem ser sinônimos, da mesma forma direito e ética também podem.

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  133. Ana Paula Grenzi Antonio15 de maio de 2013 00:00

    No que se refere ao texto “Distinção entre ética e direito”, o professor explica as diversas correntes da ética. Em suma, entendi que a ética direciona o direto, como se orientasse o que vem a ser aceitável ou não. E pude ver que há muito dessas correntes no “Direito”, pois está intimamente ligada a dever e obrigação, condutas morais e consequencialismo. Então qual o sentido de tantas divisões?
    Nesse ponto concordo com o outro autor, já que está tudo muito interligado.
    E isso demonstra no texto através desse trecho :“Há um sentido em que o termo Ética é utilizado para designar as formas de comportamento das pessoas ou o conjunto de leis e dispositivos normativos positivos, com os quais se pretende organizar as relações de convivência das pessoas que vivem em sociedade. Essas leis teriam um poder cogente sobre os indivíduos, de tal forma que, quer pelo poder de um soberano ou de uma instituição que expresse o poder de obrigar nas sociedades, os indivíduos se vêm sob uma autoridade que os coage a obedecer a lei.”
    Nesse texto, a impressão que tive foi que voltei ao passado e era como se eu estivesse transcrevendo meus pensamentos durante as primeiras aulas de filosofia do ensino médio. Não sei se era a didática aplicada ou eu que me enrolei para entender no início, mas demorei até realmente absorver a distinção entre ética e moral e memorizar isso. Então na universidade vejo que ética ainda tem outras distinções. Haha
    Enfim, concordo com o autor de nome peculiar no que diz respeito às atitudes humanas, que não podemos prever todas elas, ou como ele mesmo disse, que o comportamento dos seres humanos é multifacetado, que nós fazemos várias coisas e temos vários costumes e nem todas as coisas que fazemos pertencem ao domínio da ética, porque nem todas têm significado ético. Expressei essa minha opinião em um comentário anterior, no blog, ao falar de problemas bem-estruturados, onde temos uma listinha de como agir e estamos preparados, sabendo o que se deve fazer, e problemas mal- estruturados, no qual nos encontramos em uma situação em que o improviso é a primeira regra.
    Conclui que ele concorda em usar as palavras ética e moral como sinônimos, pois a diferenciação de significados é inútil.

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    1. Ana Paula Grenzi Antonio15 de maio de 2013 00:18

      No terceiro parágrafo, o "Nesse texto" se refere ao texto de Desidério Murcho, "Ética e moral- Uma distinção indistinta".
      E uma parte do texto do professor Peluso me intrigou. Ao dizer que "As questões fundamentais da Ética concernem à busca da natureza da bondade e da maldade, à definição daquilo em que consiste o dever, e, principalmente, à determinação da extensão da capacidade que o ser humano possui de formular interpretações racionais, ou fundamentadas, para suas ações.", como o próprio ser humano vai determinar a extensão de sua capacidade? Se é uma questão a ser debatida (a extensão da sua capacidade) então é porque ainda não foi definida num consenso e talvez porque o próprio ser humano não saiba estabelecer quais são os seus limites e sua capacidade nesse quesito.

      RA:11080107
      E-mail: aninhapga@hotmail.com

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  134. Matheus de Almeida Rodrigues15 de maio de 2013 00:11

    Analisando os três conceitos explorados nos textos sugeridos (Ética, Moral e Direito), concluo que a Ética, tanto quanto a Moral, trata da reflexão acerca das ações humanas, classificando-nas entre boas e ruins, além do estudo da natureza dos julgamentos morais e a possibilidade de justificativa dos mesmos. Deste modo, embasando-se no texto de Desidério Murcho, torna-se cristalino a relação entre Ética e Moralidade, de forma que distinguí-las se trata de uma concepção equivocada e inútil, visto que além de confusa, a distinção defendida por certos autores se trata de uma análise falha por não considerar as três áreas da ética: a aplicada, a normativa e a metaética.

    Entretanto, o debate acerca da diferenciação dos termos Direito e Ética não se trata de uma tarefa tão simples. É evidente que os fins entre ambos são diferentes, todavia, tanto Direito quanto a Ética estudam e elaboram teorias acerca da conduta humana, bem como são definidos como um conjunto de normas as quais os indivíduos são submetidos. Porém, o Direito procura compreender o aparelho normativo e o sistema judiciário, enquanto a Ética busca concluir as diferenças entre o que é bom e o que é ruim e como se deram estas conclusões. Logo, mesmo que possuam princípios semelhantes, Direito e Ética se divergem enquanto áreas de estudo por terem fins distintos.
    No entanto, em suma, o Direito quer direcionar os indivíduos, comandando-os de forma a agirem com boa conduta e honestidade, valores os quais são prezados e estudados pela Ética. Desta forma, conclui-se que o universo das normas jurídicas - que são mais flexíveis- estão contidas num universo ainda mais abrangente: o das normas morais. Então, compreende-se portanto que a reflexão da Ética aborda também as questões relativas ao Direito, enquanto não obrigatoriamente a recíproca seja verdadeira.

    Matheus de Almeida Rodrigues - 21039712

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    1. Matheus de Almeida Rodrigues15 de maio de 2013 01:17

      Mesmo eu tendo atrasado alguns minutos, peço ao senhor que considere meu comentário. Estava tendo alguns problemas com a internet.

      Muito obrigado!

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  135. Em ambos textos analisados é muito confuso distinguir a ética, e conseguir usá-la de forma separada das palavras MORAL, onde o próprio texto de Desidério Murcho intitula como uma distinção indistinta , confusa e sem qualquer utilidade, e outra como DIREITO, ha um sentido onde o termo ética é utilizado para designar as formas de comportamento das pessoas ou conjuntos de leis e dispositivos normativos, com pretensões de organizar as relações de convivência das pessoas que vivem em sociedade. Não havendo assim divergência entre BOM (Discussão Filosófica) e Justo ( Discussão Jurídica).
    Embora possamos usar tais palavras como sinônimos, ha uma para que elas existam em separado. Como nos casos de costumes religiosos ou culturais, como no caso de entrar calçado numa residência japonesa, para nós é simplesmente normal nada fora da lei, entretanto para os japoneses soará como desrespeitoso e contra as éticas de sua cultura, mas não será julgado como um ato imoral do ponto de vista filosófico, nem tão pouco ilegal do ponto de vista jurídico.

    Obs: Profº Peluso, desculpe-me pelo atraso, por falta de tempo a tarefa ficou pra ultima hora e tive problemas com a postagem.

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  136. Gustavo de Souza Bruschi15 de maio de 2013 10:00

    Os textos acima tratam da distinção entre os seguintes termos: Ética, Moral e Direito.

    As três palavras podem ser empregadas em diversas situações com interpretações distintas. Segundo o texto de Desidério Murcho defende que é Ética e Moral são palavras que não necessitam de distinção e seu valor de sinônimos varia com os propósitos e o contexto em que são empregadas. Atribuindo valores distintos as palavras temos a "moral" como o conjunto de condutas e comportamentos típicos de cada cultura enquanto que a "ética" estuda e analisa essa moral de modo racional com a finalidade de atribuir o "bem" o o "mau" e essa a partir desse estudo que pode se considerar o que seria um comportamento ético e anti-ético.

    O Direito é a aplicação empírica da Ética que se dá através das leis impostas pelas organizações jurídicas e o Estado para que os indivíduos possam viver em paz e bem-estar e aquele que ferir o bem-estar através de ações anti-éticas sofrerá as sanções devidas.

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  137. Quanto mais trabalhamos na ideia de diferenciar os conceitos ética, moral e direito, e avançamos nas características de cada, percebemos as dificuldades e em certos momentos a impossibilidade de faze-los. Até porque em muitos momentos são correspondentes ou até contidas uma dentro da outra.
    Apesar da dificuldade em diferenciar os conceitos, as consequências de infringir as regras do ponto de vista de cada um desses (ética, moral e direito) tem um peso diferente. No caso da ética e da moral, quando se desrespeita uma norma de conduta, a consequência é ser taxado como imoral ou anti-ético, porém quando se desrespeita alguma norma, do ponto de vista do direito, existe consequências de um certo modo físicas. Para garantir o cumprimento de leis e normas designadas por pensamentos a nível do direito, que são correspondentes nos níveis ético e moral, são designadas punições como a reclusão de um indivíduo.

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  138. Caroline den Hartog Batagini15 de maio de 2013 14:05

    À luz dos textos apresentados, me parece bastante desnecessária a diferenciação entre Ética e Moral. Isso porque a separação da conduta de racionalidade/reflexão sobre as ações, só parece fazer sentido se tomarmos o ser humano como um ser irracional quando realiza as mais variadas ações, com isenção apenas da ação de refletir, em si mesma. No entanto, essa dicotomia entre o ser que age e o ser que pensa, não é algo observável. Mesmo que não percebamos, fazemos julgamentos a todo o momento ao tomarmos decisões. Esses julgamentos que fazemos da conduta de terceiros e de nossa própria conduta na sociedade, são alicerçados em uma série de pressupostos dos quais a ética se ocupa em analisar e teorizar.
    Parece-me também pouco vantajoso pensar os problemas éticos a partir das concepções dos positivistas e dos céticos, já que os primeiros parecem se desprender de quaisquer fundamentos teóricos ou ideológicos, apresentando primazia pelos fatos ou objetos do plano sensível, enquanto os céticos abdicam da universalização daquilo que DEVE ser, reduzindo a questão moral ao julgamento individual. Assim, tanto em uma corrente como na outra, a ética fica vulnerável às estruturas sociais vigentes, sem que haja, por trás dessas, uma investigação racional dos padrões do bem e do mal.
    Já a relação entre Ética e Direito é muito mais abrangente do que pressupõe a corrente positivista já mencionada, onde ela toma a ética como traduzida pelas leis, sendo as leis um fato que organiza a estrutura social estabelecida naturalmente. Porém, a própria estrutura social provém das ações humanas que, na maioria das vezes, são produtos das ideias e reflexões. Além disso, à medida que as leis objetivam o cumprimento de um sistema normativo, tal que esse compreenda um conjunto de ações que todos devem praticar, coloca-se novamente a problemática da qual a ética se ocupa: definir o que é bom daquilo que é mau.
    É por isso então que o Direito não é a aplicação da Ética na realidade social, mas sim uma forma de se realizar a justiça nas sociedades a partir de normas e pressupostos éticos.
    Logo, a Ética se sobrepõe ao Direito. Enquanto a Ética busca normas universalistas, as normas do Direito são locais e não universais. É justamente por isso que nem toda avaliação ética é jurídica, mas toda avaliação jurídica é, necessariamente, ética.
    Contudo, à medida que a Ética e o Direito tratam do mesmo problema, isto é, da modo de conduzir as ações humanas, os dois parecem convergir para um mesmo objetivo comum: a perfeição das ações.

    caroline.batagini@aluno.ufabc.edu.br

    RA 21024712

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  139. Os textos apresentados visam explicar se há alguma diferença entre Ética e Moral e se há alguma diferença entre Ética e Direito.
    No texto de Desidério Murcho fica clara a opinião do autor de que Ética e Moral não são coisas distintas e que tentar fazer uma distinção entre elas é uma coisa um tanto quanto confusa, visto que a Ética esta implícita na Moral e vice-e-versa.
    Já no segundo texto, de L. A. Peluso, o autor tenta estabelecer a relação entre Ética e Direito, mostrando seus pontos em comum e os divergentes. Pelo que foi discutido em sala de aula e pelo que foi lido, cheguei a conclusão de que Ética e Direito convergem pelo fato de que as duas consistem em normas ou em comportamentos que devem ser seguidos pela sociedade, mas esses conceitos divergem quanto ao fato de que o Direito é formulado por pessoas de fora da sociedade e caso não seja seguido é penalmente multavel,já a Ética é criada pela própria sociedade e caso não seja seguida o "infrator" não sera julgado pelo sistema penal, mas sera julgado apenas pela sociedade

    Thomaz Zebrowski
    21058812

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  140. Distinção entre Ética e Direito
    A Ética e o Direito, conforme o exposto no texto, divergem apenas quanto aos seus 'resultados'. Em ambos os âmbitos temos os mesmos usos de conceitos e, por vezes, a mesma problemática. Porém, a Ética trata das reflexões sobre as condutas humanas de maneira estritamente filosófica, atrelada apenas à pura necessidade de avaliação e da moralidade das ações; enquanto que o Direito também trata das condutas do homem, mas em consideração ao sistema normativo vigente, isto é, as leis, seja na sua interpretação, aplicação ou construção.

    Ética e Moral - Uma distinção indistinta.
    Nesse texto, Desidério Murcho expõe sua rejeição à distinção entre as palavras "Ética" e "Moral" com a justificativa de que ela, além de ser feita e usada de maneira obscura e imprecisa pelos autores que a fazem, não acrescenta em nada à nossa reflexão sobre questões concernentes a esse âmbito. Ambas as palavras têm o mesmo significado e, portanto, podem ser usadas como sinônimas, assim como também podem ser usadas como não sinônimas, desde que a gente saiba precisamente do que estamos falando em qualquer um dos dois casos.
    Para mim, esse texto foi um alívio. A obscuridade que permeava o meu entendimento acerca dessa tal distinção era muito inquietante. Por vezes, cheguei a achar que havia a mais tênue das linhas separando os significados dos dois termos e que só iria entendê-la, de fato, se eu me aprofundasse no estudo da origem e da história do uso desses termos.

    Lucas Henrique de Jesus
    21022012

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  141. O primeiro texto que li, do autor Desidério Murcho, no qual a discussão habita em torno das distinções entre Ética e Moral, trouxe-me uma nova visão sobre esse tema. Antes da leitura e das aulas, sempre tive a certeza de que Ética e Moral eram próximas, mas bastante distintas, de forma que não poderiam ser confundidas, entretanto dialogavam de maneira relativamente próxima. Ao realizar a leitura, notei que há as visões que definem Ética e Moral como uma coisa distinta, porém, a ideia mais aceita é a de que essa tal distinção defendida por alguns nada faz além de confundir e complexificar os debates sobre o tema, não acrescentando em nada na questão do aprendizado. Sendo assim, pude concluir que na prática não existe essa distinção e que quando ela é colocada no campo filosófico se perde devido às suas confusões.

    Já na leitura do segundo texto, admito que obtive certa dificuldade e tive que reler algumas vezes para captar a ideia. O texto relatava as aproximações e as distanciações que Ética e Direito possuíam. O Direito trata dos problemas ligados aos assuntos jurídicos, ou seja, ao sistema normativo que rege a sociedade, sistema esse que visa a organização, a busca pela perfeição, assim como a Ética. Já a Ética aborda as questões da moralidade, os julgamentos morais e justificação dos mesmos. Portanto, como área de estudo, a Ética e o Direito são diferentes, contudo, em relação ao sistema de normas, são "iguais".

    Fernanda Sue Komatsu Facundo

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  142. Seguem aqui minhas reflexões sobre o tema, com base nos textos de L.A. Peluso e Desidério Murcho, e também com base nos debates realizados em sala de aula:

    Ética e Direito. No primeiro texto, o autor tenta estabelecer as diferenças e as semelhanças entre os dois termos. Ambos possuem elementos que são comuns porém não podem ser confundidos. Ética é a área de estudo dos problemas relacionados as concepções de moralidade e a natureza dos julgamentos morais, como eles se constroem, e possui teorias filosóficas que não podem ser testadas empíricamente. Direito é estudo dos problemas de construção e interpretação dos sistemas normativos, é o sistema de normas que irá estudar o comportamento humano, o que deve ou não ser feito, de acordo com esse sistema. Diferentemente da ética, o direito será o que irá emitir os julgamentos morais, onde há um poder que coage os indivíduos a obedecer as leis.
    O texto também apresenta a posição Positivista originada do desejo em ter respostas rápidas sobre esse debate, que tornou a moralidade aos fatos, e que as respostas para essas questões são encontradas na "realidade concreta". E a análise se dará onde a Ética se expressa, que é no sistema de leis, e isso irá reduzir o estudo da Ética ao estudo da lei, com base apenas em dados empíricos.
    Porém, Aquilo que é moralmente aceito, é também considerado justo e juridicamente correto. Não há distinção entre o bem e o justo, do contrário, houve erro de "avaliação moral".
    Ética e Moral. No segundo texto, o autor tenta mostrar que não há distinção entre os termos, e tentar realizar tal distinção é desnecessário e inútil, e não há vantagens de realizar esse debate. Quando tentar realizar uma distinção, o termo Ética será designado ao estudo do comportamento, e o termo Moral como a maneira do comportamento das pessoas. Porém, ambos levam para a mesma conclusão. Não existe aquilo que possa ser considerado ético e imoral, e vice-versa. Ambas as palavras são etimologicamente iguais, e possuem o mesmo significado, sendo uma de origem do latim e a outra do grego. Tentar então realizar essa distinção é pretencioso, e o mesmo que dizer que o que é considerado moral em nossas condutas, e o que é considerado ético, havendo distinção nesses comportamentos. O que é impossível de ser feito. É claro que a Ética pode ser mutável como a cultura, e uma sociedade pode condenar hoje uma prática que 50 anos atrás não era condenável, mas a prática de uma sociedade vista por outra é completamente diferente vista de dentro da própria sociedade que segue aquela conduta, não podendo isso ser utilizado como argumento para dizer que uma coisa que é imoral dentro de uma sociedade é vista como ética pela outra. Aquela que vê a conduta como imoral, também a verá como "anti-ética", e aquela que vê como moral, a verá como ética. Ambas as palavras possuem o mesmo significado dentro de uma sociedade, não havendo sentido do contrário.

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  143. O Direito se confunde com ética no momento em que se atribuem às leis as diretrizes de onde se originam as condutas morais. O que ocorre, na realidade, é o exato oposto disto, é a Ética que introduz , através de um exercício reflexivo e questionador, nossas concepções sobre moralidade e a natureza dos julgamentos morais. Uma visão positivista da realidade, nesse aspecto, nos leva a uma compreensão muito semelhante à confusão que se faz ao misturar o conceito de Direito ao da Ética. Essa visão empobrece o debate ao afirmar que as leis são fenomenos inexoravelmente sociais, ou seja, a sociedade seria inseparavel às leis num espectro mais amplo que o simbiótico. Posto que baseiam as leis em fenomenos impiricos, e postos tamb´m que estes fenomenos são tidos como ''verdades'' para os positivistas, percebe-se o impasse. Em muitas situações, para que não sejam ditas todas, os fenomenos impiricos são produtos da atividade humana, não cabendo, portanto, a explicação positivista para que se justifiquem a formulação de leis.
    O sistema normativo que resulta da Ética traduz as constatações filosóficas tidas como morais para uma linguagem que exponha à sociedade um código de conduta minimamente conivente àquilo que se tenha por atitudes morais.
    Pode-se atribuir à Ética um sentido de discussão filosófica, mas também de discussão jurídica. Num determinado ambiente, a denominação pouco se fará influente no significado do termo, visto que embora diferentes, tratam, de grosso modo, do mesmo assunto: o julgamento de ações como boas ou más. Obviamente que há diferenciações no campo dos estudos éticos. Há a Ética normativa;que se ocupa da argumentação racional sobre as formas preferíveis de estabelecer regras morais; a Metaética, que busca pelos métodos de argumentação moral e os significados lógicos dos conceitos utilizados em discussões morais. Ética normativa se subdivide em Deontologistas, que tem os juízos éticos como deveres e obrigações intrínsecas, irrefutáveis e iguais ao Ser Humano
    , e também há os Consequencialistas, que defendem uma Ética dependente das conseqüências das ações morais.

    Livia maria cianciulli

    RA: 21012612

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  144. Este comentário foi removido pelo autor.

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  145. Existem alguns conceitos dentro da Ética que trazem confusão aos muitos estudiosos dessa filosofia, dentre eles a distinção de ética, moral e direito. Após análise dos textos e da própria aula, podemos chegar ao ponto de afirmar que a ética não se distingue da moral nos pontos principais. Claro que podemos conceituar moral e ética de maneiras diferentes, porém não convém que assim o façamos. A diferença seria em apenas mencionar que a ética é a análise filosófica das ações, e a moral dialoga acerca as condutas e códigos das condutas humanas, nada além disso.

    Agora a discussão acerca a ética e o direito ganha mais corpo e fica interessante quando inserimos na questão a ética normativa e a metaética. A ética normativa tenta criar um espectro da ética que englobe todo o universo com normas e códigos, e é auxiliada pela metaética, que estuda o lado filosófico de analisar a própria ética, a dicotomia entre o bom e o mal. A distinção de ética e direito está contida justamente na universalidade que a ética tenta empregar, enquanto o direito é localizado de forma não universal. Toda forma de julgamento jurídico tem a obrigação de ser ética, mas nem toda avaliação ética tem, necessariamente, que ser jurídica.

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  146. Jonatas Silveira de Souza
    RA: 21040912

    Das palavras que constituem o nome da matéria “Conhecimento e Ética“, definimos em apenas uma aula os limites, ou, as dificuldades de compreender o limite do conhecimento humano e as barreiras que esse conhecimento pode encontrar.

    Já a palavra Ética e as suas significâncias no sentido normativo e prático, estamos estudando nas últimas aulas para tentarmos chegar a alguns pontos que consideremos comum. Até então me parecia claro fazermos uma distinção da palavra ÉTICA e MORAL, mas pelo que podemos ler e abstrair dos textos é que não há ganho significativo para a teoria separá-las, mas cabe a nós conhecer alguns pontos em que ambas podem ter significado que são sinônimos e alguns casos que tem algumas distinções.

    Dentro dessa problemática, no texto do prof. Peluso, vemos entrar o conceito de Direito nessa discussão, algo que já havia sido comentado, mas não destrinchado nas últimas aulas. Podemos perceber a importância da discussão filosófica do conceito de ética para a construção de um sistema normativo que irá delimitar a ação humana (Direito). Nesse sentido o Direito se aproxima muito do conceito de Ética, pois assim como a Ética irá nos mostrar que “as ações boas são ações que tem consequências desejáveis” o direito também irá nos nortear por meio de leis, que tentaram nos mostrar um “dever ser” que pretende nos proporcionar uma maior passividade e senso de justiça dentre os atores sociais.
    O Direito possui um viés positivista, pois a solução para os problemas se encontra no “real” e então encontramos uma diferença fundamental deste para a Ética, pois a mesma, como nos é trazido no texto, não é passível de prova empírica.

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  147. Renato Rodrigues16 de maio de 2013 22:57

    Na escola eu aprendi a separar ética e moral. Moral era algo fixo, enquanto a ética mudava conforme a situação. Na faculdade eu aprendi que não faz sentido separar esses dois conceitos, pois no fundo eles são os mesmo.
    O segundo texto mostra bem isso. O exemplo que ele dá, é um exemplo que por muito tempo eu utilizei: para um católico é imoral tomar a pílula ou fazer um aborto, tal como para um muçulmano é imoral uma mulher mostrar a cara em público, para não falar nas pernas. Deste ponto de vista, a "moral" não tem qualquer conteúdo filosófico; é apenas o que as pessoas efectivamente fazem e pensam. A ética, pelo contrário, deste ponto de vista, é a disciplina que analisa esses comportamentos e crenças, para determinar se eles são ou não aceitáveis filosoficamente. Assim, pode dar-se o caso que mostrar a cara em público seja imoral, apesar de não ser contrário à ética; pode até dar-se o caso de ser anti-ético defender que é imoral mostrar a cara em público e proibir as mulheres de o fazer.
    Mas o problema desse exemplo, como o próprio texto fala, é falta de palavras que ficamos, porque na verdade, estamos falando da mesma coisa, como se fossem coisas diferentes.
    Apesar de não ser importante distinguir ética de moral, distinguir ética e direito é extramente importante. A ética tenta guiar o homem a escolher a melhor conduta, o direito são regras de como o homem deve se conduzir segundo a lei.
    Mas ética e direito também estão ligados, dentro da ética está o direito, mas dentro do direito não está a ética.
    O direito tenta "padronizar" o homem, mas o homem é um ser pensante, e por isso na maioria das vezes foge de qualquer "enquadramento".
    Uma questão que seria fácil de se resolver com a ética, não é com o direito. Por exemplo, roubar é crime, mas e roubar comida por estar com fome? O direito precisa ser mais ético.

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  148. Bruno Pestana Macedo
    RA: 21049312


    Assim como discutido em sala, continuarei a análise com foco no tema Ética e Direito, ignorando a discussão entre a distinção dos conceitos Ética e Moral.

    Ao meu ver, o campo da ética abrange o campo do direito. Pode-se afirmar que o direito é composto pela da ética, cujo campo de atuação é mais abrangente. Porém, existe a separação entre
    ambos. Um ato pode ser jurídicamente válido e não-ético ao mesmo tempo. Já o inverso (ato ético e contra as normas jurídicas), não é possível.

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  149. Os textos tratam basicamente da distinção da Ética para com o Direito e para com a moral.
    A Ética trata de modelos comportamentais que tenham pelo menos o consenso das pessoas razoáveis e possui o poder de levar o indivíduo a praticar ou não praticar uma ação, através de sua própria análise racional do dever. O Direito, diferentemente disso, diz respeito à punição das ações más (ou seja, as que estão fora do aceitável segundo a lei em questão) mas não impede os indivíduos de praticá-las mesmo assim. Dado que a ética é algo mais teórico e pautado no comportamento desejável e que o Direito é algo direcionado a punir comportamentos que fogem da lei, é problemático querer reduzir a complexidade das questões éticas aos casos que pedem julgamento formal.
    Com relação à ética e à moral, se há uma separação dos dois conceitos, isso ocorre de forma predominantemente ideológica, já que as duas palavras significam a mesma coisa. Moral parece estar ligada ao ato de executar ou não ações consideradas sob códigos de conduta culturais ou religiosos, ou seja, sem que conteúdos filosóficos ou boas bases argumentativas sejam necessárias para sua construção. Já a Ética necessita de conteúdo filosófico e boas bases argumentativas, pois é um estudo do comportamento humano. Dessa forma, fica complicado na prática distinguir ética e moral separando ações por 'campo', dado que todos agimos e questionamos ações o tempo inteiro e ao mesmo tempo. Uma ação ética jamais poderá ser considerada ruim juridicamente, mas se compararmos Ética e moral perderemos na prática os critérios de distinção.

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  150. Victor Milani RA:21044012


    A ética vista de superficialmente inicialmente pode ser mais parecida com a moral pois quando pensamos em ética inevitavelmente pensamos em uma conjunto de normas morais que regem nossas vidas destas mais simples até as mais difíceis como foi citado na sala de aula de desligar ou não desligar os aparelhos médicos que mantem um membro da sua família viva ou dizem a um homem armado quem era o dono do carro que havia fechado ele.
    Mas agora tendo uma visão positivista da ética nesse momento a mesma se aproxima mais do direito pois o direito seria a forma concreta da ética ou seja o direito é tudo o que a ética deseja de melhor, porém isso apenas na visão positivista pois agora fazendo uma analise da sociedade brasileira atual vemos nitidamente que o direito não representa nenhuma ética ou que o direito na sociedade brasileira não é usado de forma ética pois vemos corrupção é no conselho de ética dos tribunais federais, onde esses locais apenas há politicagem no sentido mais pejorativo possível desta palavra.

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  151. ÉTICA E JUSTIÇA

    A ética enquanto visão filosófica, busca a perfeição e projeta nas
    relações do Ser consigo mesno , em suas relações interpessoais e com o
    o meio que o cerca em formato ideal. Sócrates em sua Apologia questiona
    eticamente em lógica cristalina seus acusadores, até mesmo seus amigos
    são chamados aa rasão ética ,quando buscam um subterfúgio para
    libertá-lo, demostrando o quanto sua conceituação ética estava adiante
    de seus contemporáneos.QQuando Moysés na tarefa de dirigir um povo
    embrutecido por anos de escrafidão ,estabeleceu a Lei d Talião ,estava
    buscando a perfeição partindo das suas condições objetivas. Assim, os
    diferentes códigos de justiça buscam aperfeiçoar as relações
    interpessoais e com o meio ambiente partindo de dados da realidade
    concreta.A ética enquanto conceituação filosófica trabalha na busca da
    perfeição partindo do que imagina ser o ideal a ser alcançado.

    JOSIAS ADÃO

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  152. (Peço desculpas pelo atraso em meus comentários, estive doente na última semana o que atrasou minhas atividades)

    Ética, moral e direito são palavras sinônimas, mas que muitos estudiosos tratam como elementos distintos. Consideram a moral por vezes os costumes, hábitos e a ética seria então o estudo filosófico desses hábitos, dessa moral.
    Mas se vê então que essa distinção não se faça necessária, afinal, ela não muda em nada os estudos sobre a ética.
    E se voltando para esses estudos, ao conhecer a ética encontramos algumas áreas de estudo diferentes. Temos a ética aplicada, que trata dos problemas práticos, temos a ética normativa que trabalhos trata das regras ou códigos de comportamento e por fim, a metaética que é uma reflexão sobre a natureza da própria.
    Vários grupos estudam a ética e um deles é o positivismo, que mudam a forma de tratar a ética, reduzindo seu estudo ao estudo da lei. Mas a teoria positivista tem suas falhas, assim como algumas outras teorias.
    Há sim então um sentido em que a ética se confunde com o direito, que é quando essas "leis" agem sobre os indivíduos de forma que eles se veem obrigados a obedecer.
    Definindo, ética é o nome que damos as nossas discussões filosóficas sobre maldade e bondade das ações humanas. E o direito tem mais haver com os sistemas normativos.
    Na prática também não a distinção então entre ética e direito, afinal, não há diferença entre o que é bom e o que é justo.

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  153. Quando tratamos de Ética e Direito como áreas de estudo, suas concepções se diferem. A Ética estuda a moralidade e a natureza das condutas, ou seja, a atribuição de bondade e a maldade às ações humanas. Já o Direito trata do estudo da construção e da aplicação do sistema normativo.

    Entretanto, quando tratamos de Ética e Direito como sistemas normativos, eles se assemelham e até mesmo se confundem. A Ética como discussão filosófica se dá de maneira prescritiva, do "dever ser", propondo um ideal de ação humana a fim de que se organize a convivência em sociedade. Da mesma maneira, o Direito busca estabelecer o regramento da sociedade através do estabelecimento das consequências legais de uma determinada conduta.

    De maneira geral, se pensássemos Ética e Direito como dois conjuntos, o Direito estaria contido na Ética, pois esta se sobrepõe ao sistema jurídico na medida em que não estabelece "fronteiras", buscando atribuição universal.

    Camila Almeida A. de Souza
    almeidap.camila@gmail.com; ccamila@aluno.ufabc.edu.br

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  154. Direito Ética e moral, são três palavras que se dão como sinônimos dentro de uma discussão de senso comum, ou seja, por muito há de se identificar que as três poderiam ser usadas para designar o mesmo conceito, ato ou objeto em si e esse é o começo de nossa discussão.
    A problemática central abordada nesse ponto do curso é relacionado as utilizações e definições dos termos ética, direito e moral para que esses possam ser empregados no texto sem que tenha-se muitos ruídos de comunicação. Ou seja, por convenção há de se definir distinções (ou não ser for justamente o caso) sobre os termos colocados, especificando o que cada um viria então a tratar-se, sendo essa convenção admitida por todos e reconhecida afim de poder-ser construir argumentos e debates sobre determinados, onde poderão, sem problema algum, fazerem-se entendidos e bem compreendidos por ambas as partes. É então o necessário que cesse as confusões e truncamentos de termos entre os agentes.
    No primeiro texto do autor, Desidério Murcho , esse expõe a problemática sobre a definição de ética e moral e como essas são hora tomadas como sinônimos, hora tomada como coisas diferentes. Então é necessário que se defina se são sinônimos ou não, mas qual seria a melhor utilização destes dois termos? O autor explicita que não há nada a se ganhar nessa discussão sobre a distinção daquilo que é ético e aquilo que é moral, e que deve-se estabelecer tal distinção apenas para a melhor comunicação entre os agentes, pois muitos usam-se do termo moral para definir um conjunto de condutas adotadas por um povo, como costumes e regras comportamentais adotadas pelas sociedade. Não há de se ganhar nada pois não ganha-se nenhum entendimento sobre a natureza daquilo que é ético ou moral sobre diferenciação. Mas fazendo-se essa distinção fica difícil marcar os pontos onde estariam a moral e a ética, a final, como determinaríamos então quais atitudes morais seriam aqueles que são "dignas" de serem julgadas pela ética? A moral, diferentemente da ética, não possui uma reflexão filosófica em si sobre oque é efetivamente o certo e errado, mas por base-se em grande parte na crença é apenas o que as pessoas efetivamente fazem e pensam. De um ponto de vista ética, as crenças morais não são necessariamente sempre corretas, como no exemplo dos países islâmicos que é considerado amoral a mulher exibir seu rosto sem que esteja coberto por panos, mesmo que em outras culturas isso não caracterize uma atitude amoral, então sobre uma analise da ética, não constitui um ato anti-ético que a mulher apareça sem panos no rosto.
    Pelo fato de carecem de uma reflexão filosófica sobre os temas, tanto como uma reflexão mais profundo do que é o certo e o errado, s valores culturais e religiosos não entram nas discussões sobre éticas. Podemos considerar também mais um afastamento entre ética e moral onde a ética pretende um caráter universal, por partir de um reflexão em um nível de abstração muito maior, e cada moral trata-se apenas para o grupo que a aceita, existindo assim diversas morais, as quais se embatem na visão de determinados temas.
    No texto de autoria do professor Peluso continua-se o debate sobre as definições de Ética e Moral, mas acrescenta-se na discussão mais um termo que muitas vezes é tido como sinônimo de ambos, o Direito.
    (continua...)

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    1. Podemos considerar também mais um afastamento entre ética e moral onde a ética pretende um caráter universal, por partir de umA reflexão em um nível de abstração muito maior,(...)**

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  155. (parte 2) Nos primeiros parágrafos deixa-se definido aquilo que seria a Ética que seria o ato de discutir aquilo que se estabelece no momento que se dá condições sobre elaboração dos julgo com os quais pretende-se conduzir a conduta humana. Então essa reflexão envolve o estabelecimento, como a discussão, dos princípios quais serão usados para construir um modelo de conduta humana. Partindo de tal natureza, que a ética visa estabelecer a melhor conduta diante de uma determinada situação, sendo a ação mais correta tida como o bem e a menos correta tido como o mal, a ética busca conceber aquilo que é a natureza do bem e do mal. A ética então me parece um sistema, ou um arquétipo de modelo de pensamento qual servirá de guia para que possa pensar se uma determinada conduta é boa ou má. É em si então um método ou uma disciplina que analisa, julga e justifica, dando como base para essas conclusões uma argumentação que não se contradiz em si mesma e pode ser inferida a partir de uma construção racional (como certas premissas) que foi dada dentro de um conjunto de ideias e pode servir também para diversas outras situações as quais pretendem-se serem julgadas como corretas ou incorretas.
    Mais a frente o autor nos mostra como pode-se dividir em subtermos o termo Ética, dando nos os conceitos de Metaética, que é o fato de pensar oquê é a ética em si? Quais são(ou deveriam ser) suas características? Do que esta trata? Define assim seus conceitos e como deve-se ser construir seus argumentos; Ética normativa já não se trata do estabelecimento sobre os conceitos que dão a ideia da própria ética, mas é aquele que vai formular a fundamentação filosófica que será usada para julgar as atitudes como éticas e antiéticas, sendo assim já a construção da disciplina de como deve-se pensar a ética para com as coisas. Dividi-se a ética normativa em duas principais correntes que seriam a Deontológica, que entende que o agir ético é dado através de critérios fundamentais quais devem ser seguidos diante de qualquer situação, tendo o sentido de obrigação, definindo aquilo que é ético na situação até mesmo antes da situação; E o Consequencialismo que coloca aquilo que ético como aquilo que atende aos seus desejos em determinada situação, ou seja, aquilo qual sera acarretado de suas atitudes, sendo então que o critério é dado pela capacidade de avaliar as ações e toma-las como éticas ou antiéticas.
    Depois é-se exposto o problema daqueles que colocam a ética como algo extremamente positivista, que é acreditar que as respostas das questões éticas estão colocadas na própria realidade concreta, tendo suas expressões concretas nas leis, que são um conjunto de normas positivas, legitimadas pelo reconhecimento do povo e pelo poder de sansão a aqueles que a ela desrespeitam, visando criar normas e regras de condutas para que possa-se ter a vida e o convívio humano de forma harmoniosa e pacifica. O primeiro problema é que as leis não tratam daquilo que é ético propriamente, pois não tem a característica de afirmar e justificar qual deve-se ser a conduta seguida, mas apenas aponta qual conduta não deve ser tomada, e aquele que a praticar será passível de sansão, não oferecendo um argumento para tal julgo.
    Já em Ética e Direito, temos a Ética muito próxima ao Direito pois ambas tentam criar códigos de condutas do sistemas normativos. Devido a proximidade dos dois e o foco em comum que é buscar estabelecer qual é a boa conduta, ou aquilo que deve ser tomado como exemplo, que uma conduta tomada como boa pela Ética não pode-se ser tomada como uma má conduta pelo sistema jurídico. A Ética estaria dentro de uma construção mais filosófica sobre as noções de bem e mal e sistemas para o julgo das atitudes e o Direito estaria para a aplicação desse sistema normativo que julgará determinadas atitudes, a partir de estudos científicos e até mesmo dá própria ética.

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  156. A partir das leituras e do conhecimento obtido nas aulas, percebo que a distinção entre ética e moral não é existente, as palavras são sinônimos.
    Levando em consideração que a discussão filosófica ética é o estudo da relação existente entre uma teoria e uma determinada situação problema.
    Entendo que moral não são apenas os hábitos, costumes, obrigações de uma sociedade, pois as ações por mais cotidianas e simplórias exigem prévio pensar do indivíduo. Não somos robotizados a ponto de não pensarmos antes de agir. Ou seja, a reflexão não é definida apenas no momento de uma discussão ética filosófica.
    Quando decido levantar da cama para ir à aula de manhã, mesmo que aparentemente não tenha sido uma ideia presumida, eu avaliei o que “ganharia” ou “perderia” se permanecesse dormindo e não fosse à aula. Esse ato simples exemplifica o quão difícil é separar os dois termos, quando agi, refleti sobre tal fato, que o modificou a ação.
    Exceto a teoria do positivismo, conforme a leitura, todas as teorias filosóficas existentes desejam explicar e indicar o que é ético, moral para que o indivíduo, sociedade obtenha felicidade, bem-estar.
    Os campos éticos são divididos como ética aplicada, que está voltada para os fatos; normativa voltada às regras e leis para uma determinada sociedade; e metaética seria a reflexão sobre a natureza da própria ética.
    Em relação a discussão sobre ética e direito, a diferencia é tênue, e por isso muita vezes difícil de identificar sem um breve análise.
    O direito trata das normas, regras que regem uma sociedade, por mais que esteja voltado para os fatos, parte de pressupostos das ações das pessoas, portanto, espera determinada ação (moral) e quando se vai contra a essa ação, determina-se as punições que devam ser aplicadas.
    O direito utiliza o pensar filosófico na elaboração das leis, já que essas determinadas anteriormente aos fatos, uma pessoa que cometa um crime hoje no Brasil, será julgado a partir de regimentos previstos décadas atrás. Embora, fatos “novos” exijam uma nova reflexão para que sejam criadas leis específicas, como a questão dos relacionamentos homoafetivos.
    Quando é feita uma reflexão para elaboração de leis, avalia-se que tal ação, atitude é moral ou imoral. Tudo que é considerado moral no campo do direito é necessariamente no estudo ético, moral também. Se houver diferenças, algo está errado e deve ser avaliado novamente.
    As discussões filosóficas sobre a ética, ligadas aos costumes da sociedade, determinam o que é considerado moral ou não. Essas avaliações são feitas constantemente devido às mudanças ocorridas na sociedade.
    A partir do estudo desses conceitos, surgem dúvidas sobre quão válido é um país ocidental interferir na cultura de um país oriental, por exemplo, até onde os nossos costumes seriam melhores, “mais morais e éticos” que os deles. Quem poderia ser imparcial nesse julgamento. Esse exemplo mostra o problema fundamental da ética, concepções sobre a moralidade, à natureza dos julgamentos morais e a possibilidade de justificação desses julgamentos.



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  157. A ética e a moralidade pela leitura dos textos são diretamente ligadas uma a outra, e em conjunto são ligadas à discussões em âmbito filosófico e jurídico. Indiscutivelmente a associação de moralmente correto ou bom com justo é evidente, pois não há uma maneira de se fazer o bem, em sua totalidade sem ser justo ou correto. Ao aplicaremos a ideia central do texto:" Sobre a distinção entre ética e direito", isso fica evidente.
    Embora a forma ética e moral de agir ande em conjunto às obrigações legais, o entendimentos dessas vão além disso, onde entram questões filosóficas de maior profundida desses termos. Mesmo tratando do mesmo ponto, discussões jurídicas e filosóficas, como o próprio texto diz, não podem ser confundidas.
    As ações humanas devem ser controladas por valores éticos e morais que direcionem-as à um bem comum, onde na minha opinião, entram as leis e normas comuns à todos os indivíduos de uma sociedade. Agir eticamente, deveria ser o termo usado para ações em que indivíduos agem com o uso de critérios moralmente aceitos por todos, porém, de forma individual, tomado por uma consciência individual do todo, sem uma ação "forçada" de normas e leis. Esse tipo de reflexão, torna essa possibilidade das ações humanas, uma discussão profunda e cheia de pequenas divergências e implicações.

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  158. Com o pensamento relacionado aos textos e a aula assistida, creio que a ética e o direito tem uma ligação seguindo um dos pensamentos que a ética segue. Conforme apresentado pelo texto, a ética segue diversos caminhos, como a ética aplicada, normativa e metaética. O direito está relacionado com o caminho o Positivismo , pois ele sustenta o conceito da moral através de argumento empírico, Conforme apresentado pelo texto do Prof Peluso,o “positivismo está na afirmação de que as respostas para as questões éticas se encontram na análise da realidade concreta “ , criando assim as leis, porem essas leis são baseadas na ética que estabelece regras do sistema normativo, que recorre aos conceitos morais, com isso a distinção de etica e direito então se torna mais complexa. O direito é dessa forma, uma maneira pratica de aplicar e elaborar o sistema normativo, mas não é isso que acontece.

    Por exemplo, uma lei de um determinado pais, pode ser imoral aos olhos de outra nação, tornando as leis e normas jurídicas façam o sujeito a agir de uma determinada maneira para ter convívio com a nação
    Já o outro texto volta com a reflexão entre a ética e a moral, que a distinção de ambas é irrelevante. Ele defende a ideia de que para explicar o significado de uma palavra, utilizamos o conceito da outra, então podemos torná-la sinônimos, a partir de que uma palavra é derivada da outra pelo seus conceitos.

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  159. As leituras recomendadas tratam do estudo filosófico acerca da possibilidade e da relevância da distinção entre ética, moral e direito, a qual é elucidada com a adição de elementos semânticos ao debate, bem como a reflexão sobre o significado dos termos de forma independente.

    O texto do professor Peluso propõe um arcabouço conceitual necessário no qual se engendra a discussão filosófica do termo ética. Tomar a ética como o debate para elaboração das regras que norteiam o comportamento humano considerado o fato de que nem sempre as ideias presentes no debate são suscetíveis a testes empíricos tem como implicação a possibilidade de reapresentação de uma teoria para solucionar um novo problema ético, visto que uma teoria permeada por proposições válidas não pode ser descartada a priori, sem que seja considerada a situação na qual se insere. Em outras palavras, significa dizer que a discussão filosófica acerca da ética é permeada pelo estudo entre uma teoria e uma determinada situação-problema.

    O campo das discussões filosóficas da ética também é definido e posteriormente explorado na obra Ética e moral - Uma distinção indistinta (MUCRCHO, Desidério). Em sua exposição, o autor distingue a ética aplicada (problemas práticos da ética), a ética normativa (estabelecimento de regras ou códigos de comportamento ético à luz da discussão filosófica) e a metaética (reflexão da natureza da própria ética).

    Após a definição do arcabouço conceitual proposto pelas obras, cabe a discussão acerca da distinção entre moral e ética. Primeiramente, Desidério Murcho aponta para a ausência de ganhos para a separação entre moral e ética. Não existem vantagens para a distinção na discussão nos campos da ética normativa, aplicada ou metaética. Também não há ganho na compreensão da natureza da reflexão filosófica sobre a ética, tampouco na definição do objeto de estudo da ética e da moral.

    Outro ponto cujas ressalvas são importantes é a questão da viabilidade da distinção entre ética e moral. Dificuldades práticas em decorrência da complexidade do comportamento humano (cujas ações extrapolam o domínio da ética) dificultariam a visualização do limiar existente entre os comportamentos pertencentes ao domínio da ética (os quais justificam a reflexão) e as ações destituídas de significado ético.

    O direito, por sua vez, busca sempre o ideal de consonância com a moral e com a ética, visto que ações não possam ser consideradas justas e imorais simultaneamente, ao passo que a justiça é uma qualidade conveniente àquilo que se configura como ético ou moral.

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  160. Este comentário foi removido pelo autor.

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  161. Em seu texto, o Prof. Luis Peluso afirma que não deve haver distinção entre ética e direito. Discordo de seu ponto de vista. A discussão sobre ética envolve diversos aspectos da vida dos indivíduos, não só no que se refere às ações adequadas para a vida em sociedade, mas às suas concepções de bem e de vida boa.

    Por sua vez, as questões jurídicas se colocam na forma de leis que procuram regular uma determinada sociedade e não devem (ao menos não deveriam) abranger todas as ações e decisões da vida particular dos indivíduos. Como é possível notar ao longo da história da filosofia moral, tomar o bem como fundamento para o justo é apenas uma das perspectivas que se pode adotar, a perspectiva teleológica.

    Do meu ponto de vista, nas sociedades democráticas contemporâneas, seria preferível que a discussão sobre o que é justo, num sentido público, deve tanto quanto possível separar-se da discussão sobre o que é bom. Isto porque as sociedades contemporâneas são formadas por diversos grupos com concepções morais diversas, e para que possam coexistir com alguma coesão e estabilidade, é preciso que as instituições como as do âmbito jurídico, sejam passiveis de acetação por todos esses grupos, portanto, não devem fundamentar-se em concepções fortes de bem.

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  162. Ética e Moral podem ser utilizadas como sinônimos por representarem a mesma coisa em duas línguas distintas, o grego e o latim. Algumas vezes, entretanto, é conveniente a distinção entre ética – estudo filosófico e moral – regras de conduta. No caso da cultura chinesa, isso é extremamente útil. A filosofia taoísta é citada como “amoral” em meus trabalhos por não conter regras de conduta. Isso é especialmente importante na cultura chinesa, profundamente marcada pelo pensamento de Confúcio, que pregava largamente a obediência às regras de conduta e rituais sociais tradicionais. Mas enquanto o Taoísmo não possui regras de conduta, que digam a seus seguidores exatamente o que fazer e quando fazer, ele ainda assim presume a ação de atitudes “boas” e “más”, embora esses conceitos estejam sujeitos à relativização conceitual. Mas mesmo que as ações boas e más estejam sujeitas a critérios especulativos derivados de sua utilização, ainda assim a noção de que algo é bom e desejável ou mau e evitável persiste, mantendo o estudo da ética ainda algo muito importante nesta cultura. Na verdade, não foram poucos os sábios chineses que se dedicaram a analisar os problemas éticos e morais, derivando muitas vezes para os aspectos jurídicos e legais.

    Uma conceituação importante, acredito, é entre o justo, do ponto de vista legal, e o correto, do ponto de vista ético. Essa relação é uma das coisas que mais incomodam o brasileiro hoje. Vemos muitas manifestações nas ruas protestando contra a situação social e política do Brasil e acredito que muito disso se deva à distância entre o bom e o justo. Leis são formuladas visando vantagens e finalidades próprias dos legisladores e seus apoiadores e que muitas vezes colocam a população em uma situação difícil, tendo que escolher entre o ético e o legal.

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  163. A ética, a moral e o direito estão fortemente ligados pelo fato de todos serem margem para o comportamento humano, e dessa forma, o ser humano estaria sempre mediado por questões que colocam em xeque sua conduta de liberdade plena, já que uma margem ética é dada pelo próprio ambiente em qual o mesmo vive, e o direito exerce o poder sobre a conduta humana por meio de causalidades que resultam em uma espécie de troca com a sociedade, de forma que o indivíduo faça o que está contido na lei, a fim de que possa obter o conforto da sociedade vê-lo como um indivíduo de coerência nas ações praticadas, de forma que seja tido como um indivíduo ético, por meio de suas ações contidas na esfera universal, e não individual.
    Sendo assim, a aproximação das 3 vertentes é clara, sendo o fator que as une, a busca pela ordem das condutas morais e éticas, de maneira que o indivíduo fique restrito de sua liberdade individual para que possa ser submetido a padrões morais impostos para a melhora de sua sobrevivencia no mundo, evitando assim o estado de caos na humanidade, o qual cada um seguiria o que acha moral, visando apenas seu individualismo.

    Gustavo Siqueira 21025112

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  164. O objetivo aqui não é procurar as divergências dos conceitos empregados entre discussões éticas e jurídicas, afinal isso só dificultaria a exploração dos conceitos éticos, já bastante complexos, mas sim, mostrar de que maneira se dá a conexão entre a ética, moralidade e o direito.
    A ética, enquanto discussão, está sempre na busca da normatização das regras sociais. Do ponto de vista jurídica, essas regras já estão pré-estabelecidas. Cabe ao direito julgar e condenar aqueles que fogem à esse padrão de regras baseado na ética e na moral, privando o indivíduo de alguns modos de liberdade.

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  165. Thaís Alves Villalobos2 de julho de 2013 18:22

    É extremamente importante saber diferenciar a Ética da Moral e do Direito. Estas três áreas de conhecimento se distinguem, porém têm grandes vínculos e até mesmo sobreposições. Tanto a Moral como o Direito baseiam-se em regras que visam estabelecer uma certa previsibilidade para as ações humanas. Ambas, porém, se diferenciam. A Moral estabelece regras que são assumidas pela pessoa, como uma forma de garantir o seu bem-viver. A Moral independe das fronteiras geográficas e garante uma identidade entre pessoas que sequer se conhecem, mas utilizam este mesmo referencial moral comum..
    O Direito busca estabelecer o regramento de uma sociedade delimitada pelas fronteiras do Estado. A desobediência civil ocorre quando argumentos morais impedem que uma pessoa acate uma determinada lei. Este é um exemplo de que a Moral e o Direito, apesar de referirem-se a uma mesma sociedade, podem ter perspectivas discordantes.
    A Ética é o estudo geral do que é bom ou mau. Um dos objetivos da Ética é a busca de justificativas para as regras propostas pela Moral e pelo Direito. Ela é diferente de ambos - Moral e Direito - pois não estabelece regras. Esta reflexão sobre a ação humana é que a caracteriza.

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  166. "Não há duplicidade de critérios para o juridicamente correto e o moralmente justificável. Quando o bom e o justo não coincidem há um erro e de avaliação moral."

    Creio que esse trecho explica e relaciona da maneira mais concisa e perfeita possível os conceitos de ÉTICA, MORAL E DIREITO. Ou seja, são conceitos interligados, que por inúmeras vezes se sobrepõe e são a mesma coisa.

    A moral e a ética são a mesma coisa quando tratam de uma discussão filosófica a respeito do que é bom ou ruim em relação ao comportamento humano. E se diferem quando tratam a moral como um 'costume' ou um 'código religioso', o que gera enormes confusões. Já o Direito trata de uma discussão mais jurídica, e pode ser dito como ética também pois essa discussão discorre sobre comportamentos bons ou ruins exercidos pela sociedade para chegar a um limite de ação onde isso seja bom para mim e para um terceiro.

    Enfim, parafraseando o professor Peluso: se é bom é justo, senão há um erro de avaliação aí. Ou seja, se é bom e ou moralmente correto, é direito e está dentro das normas. Agir de tal maneira é o mais perto do perfeito que se pode chegar, da felicidade, já que todos os conceitos buscam isso.

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  167. O texto do Professor Peluso, ele explica que:
    "Condutas consideradas boas em uma discussão ética, não podem ser consideradas más em uma discussão jurídica. Não há diferença entre o bom e o justo, como não pode haver divergência entre o que ético, ou moralmente justificado e o juridicamente correto. Toda conduta que é boa é igualmente justa de um ponto de vista jurídico, e toda conduta justa é boa moralmente."

    Partindo deste principio, e fazendo uma paralelo com as questões jurídicas brasileiras e mundiais, você percebe como por exemplo, um politico que tenha cometido um crime como o de corrupção, que tenha um bom advogado, que saiba como discursar sobre ética, ele consegue encontrar subterfúgios, que possam "inocentar" o politico, enquanto uma pessoa que não seja um politico, e que não tenha meios de pagar um bom advogado, mesmo que ele tenha cometido um delito que se pareça com o de corrupção, por exemplo, que ele tenha furtado um banco ( retirando aqui, qualquer tipo de agravante), ele não conseguiria ser "inocentado".

    Nos dois exemplos, temos casos que não são éticos, nem moralmente justificados, mesmo ele mostram como a distinção de "ética" e "justificativas morais", não são termos distintos, em que poderiam ser aplicadas de uma forma prática pelo ponto de vista jurídico.

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  168. Por possuírem uma grande relação entre si a ética, a moral e o direito muitas vezes são confundidos.

    Na Ética vai haver uma bipolarização no significado das palavras. Um será relativo as discussões filosóficas e outro relativos as discussões jurídicas. Quando partimos para o ramo das discussões filosóficas, haverão dois tipos de pensamento: a Ética normativa, vai estudar os próprios comportamentos éticos, e a Metaética que vai tratar do estudo da ética em si.

    Já quando nos referimos as discussoes jurídicas, esse ética terá que ser considerada como um sistema organizador das relações pessoai e as atitudes aceitáveis socialmente, com isso fica evidente a proximidade entre Ética e direito.

    No texto de Desidério, a ética vai ser tratada como semelhante a moral. Isso fica evidente com as indagações iniciais que diz que não ganhamos nada com a diferenciação entre a ética e a moral, e ainda vai mostrar alguns argumentos onde isso fica claro.

    Já no texto do professor Peluso fica evidente que não há diferenciação entre bom e justo, e também não pode haver divergência entre o que é ético.

    Com isso podemos concluir que o que acaba sendo juridicamente correto acaba sendo bom e justo também.

    Raul Leone Belorte
    21082612

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  169. Leonardo Borges Bezerra Teixeira 210047115 de julho de 2013 18:28

    É inegável que a ética, a moral e o direito estão ligados e são, de certa forma, indissociáveis. A ética é embasada em um conjunto de deveres morais, e a moral, por si só, já é um grande conjunto de regras internas e pessoais, que podem variar de acordo com a intenção de cada indivíduo. O direito pode ser visto como algo passível a todos, a que todos são aptos e merecedores. O direito enquadra o que diz respeito às posses materiais e imateriais de cada um. Sendo essas posses públicas ou restritas ao indivíduo, o direito se mantém.
    De acordo com a texto, a ética se difere do direito apenas no ponto que diz respeito aos seus produtos finais. Porque nos dois casos, geralmente, os conceitos utilizados são os mesmos. A questão está entre a ética tratas da análise da conduta humana de uma forma mais teórica e acadêmica, enquanto o direito é mais prático e trata diretamente da conduta relacionada ao homem e ao meio que o cerca. No caso da ética e da moral, o texto expõe tais conceitos no mesmo patamar, como sinônimas, na maioria dos casos (nada que impeça de serem colocadas em confronto, desde que com embasamento na diferenciação do caso).

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  170. Ética e moral são termos muito utilizados em nosso cotidiano, porém atrás de palavras que parecem ter significado claro, existem diversas discussões sobre suas funções e significados. Podemos considerar que a moral seja o conjunto de aspectos culturais como os dogmas de uma religião, ou os costumes de uma tribo que regem o comportamento de que vive sobre essas normas. Quando se trata da ética podemos defini-la como uma análise teórica das questões morais baseadas em cada cultura a ser estudada. No texto Desidério Murcho, ele questiona a necessidade de uma distinção entre a definição de ética e moral, por se tratar de coisas que se associam e por não prejudicar o sentido de um argumento utilizando um ou outro termo. Quando partimos para refletir sobre ética e direito nos deparamos com uma discussão muito mais profunda por, ao meu ver, o direito se tratar de algo que alcance a sociedade independente dos valores morais distintos que existentes. Ou seja, o direito ou a questão jurídica, existe prioritariamente para manter a ordem, distinguindo o "certo" e o "errado". Com isso nos deparamos com uma questão complexa, pois nem sempre o que é considerado certo ou justo para uma pessoa que tenha formação moral ocidental, por exemplo, é o certo e o justo para outra pessoa que tenha sua formação moral baseada na cultura ocidental. Ao meu ver, por esse fato as analises, os questionamentos e as discussões sobre ética, moral e direito não são finitas e nem podem ser norteadas por pontos de vista específicos.

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  171. AQUI TEM INÍCIO OS COMENTÁRIOS DOS ALUNOS DO PRIMEIRO QUADRIMESTRE DE 2014.

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  172. Ambos os textos tratam sobre a dificuldade de separar a Ética do Direito e da Moral, já que os três conceitos estão fortemente atrelados.
    No primeiro texto, tenta-se distinguir Ética de Direito, no entanto, ao final, torna-se claro que os dois conceitos não podem ser opor, que uma conduta ética é também correta do ponto de vista do Direito e vice-versa.
    Já no segundo texto, Ética e Moral não se distinguem e são tomados como sinônimos. Isso porque essa tentativa de distinção causa um problema no próprio discurso e uma confusão. Afinal, tomando essa distinção entre ética e moral como correta, existe a possibilidade de uma ação ser ética mas imoral ou, então, anti-ética, porém moral. Sem contar que, ao se tentar definir ética e moral nessa concepção o resultado são diferenças muito sutis entre as duas e, de verdade, não explicam nada. Portanto, não há motivo para se diferenciar ética de moral.

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  173. Este comentário foi removido pelo autor.

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  174. No último comentário, formulei o seguinte questionamento a ser explorado:

    Da mesma maneira que a linguagem natural é uma ferramenta de expressam, e traduz a ética de forma flexiva, que distorce o entendimento de ética proposta em aula, a conduta humana também como ferramenta que traduz a ética de outra forma, também ela pode ser interpretada de maneira flexível e distorcida? E se sim, como podemos falar de uma ética real?

    Assim, debateu-se em sala que pela volatilidade da linguagem natural não podemos transmitir, nem definir determinados valores como absolutos, levando sempre para uma definição comparativa, que no caso da disciplina, não é a proposta, mas se não podemos falar, não quer dizer que não podemos lidar, ao mostrar o que é verdadeiramente perfeito e ético, algo que ao contrário da palavra pode transmitir seu sentido real, discutimos a ação da conduta humana em um prisma que busca entender não só a ação, mas o estudo sistemático do raciocínio sobre o modo como devemos agir.

    Dessa forma segundo o texto de Desidério Murcho, se torna incoerente a separação de ética e moral, uma vez que não ganhamos qualquer compreensão da natureza da reflexão filosófica sobre a ética. O autor coloca que nós fazemos várias coisas e temos vários costumes e nem todas as coisas que fazemos pertencem ao domínio da ética, porque nem todas as coisas tem um significado ético, mas todas as coisas acabam tendo uma moral que a justifique, que está mais embasada em costumes e códigos religiosos, e uma ética seria a abstração filosófica desses temas, o que para o autor parece incoerente, pois não se pode falar em ética, a partir de uma moral que mais parece um manual de conduta, que acaba levando a uma distorção do entendimento de ética e moral.

    Percebemos ao ler os dois textos que a palavra Ética apresenta vários desmembramentos:

    A hierarquização da regra, que estabelece a elaboração das regras com as quais se pretende que devemos conduzir a ação humana, por exemplo, direito a propriedade privada, ao desencadear uma ação que corrompe esse direito, o furto, encaramos essa situação-problema como não ético, a partir do estabelecimento dessas regras, e assim se faz o direito.

    Mas todos convergem em considerar a ética/moral como uma ferramente que faça das relações sociais mais agradáveis e harmônicas, algo que está associado a estratégia dos seres vivos para encontrar uma maneira de sobreviver, para que a comunicação humana se torne viável, colocando os pilares da ética como cooperação, empatia, compaixão e justiça, a etica decorrente da condição do ser humano enquanto animal, ligado a sobrevivência da humanidade em enfrentar os problemas, trazendo o tema para um âmbito onde o debate possa acontecer, e acima de tudo, onde o tema possa ser olhado de forma critica, problematizando e melhorando o conceito, ao estabelecer relações sociais boas e justas.

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  175. José Luis Almeida Rocha – RA: 21035312
    Hoje há um discurso filosófico a respeito do papel da ética e como ela deve ser determinada, a ética é o padrão de ações que as pessoas devem seguir, mas para determinar quais são os padrões corretos devem ser testadas as teorias conforme surgem os casos. Nessa discussão surgem a ética normativa que estuda as normas morais (deontologistas) e a metaética que estuda os significados dos conceitos éticos (consequencialistas). Dentre os deontologistas, existem os cognitivistas que creem “que os conceitos morais designam entidades naturais existentes no mundo” e os naturalistas que creem que o conhecimento ético pode ser empiricamente testado. O positivismo defende a forma com que a ética se expressa, a lei, no qual tem comandos garantidos e é um fenômeno social no qual são focadas as consequências dos atos das pessoas e, além disso, é considerado como um conceito que pode ser provado empiricamente. Porém, surgem dois problemas, primeiro, os fenômenos legais pressupõem ideias, essas ideias modificam a própria produção da realidade em que a lei se insere, então não é algo imparcial regido pela natureza, segundo, de que a ética positivista gera as leis que controlam a vida humana, portanto ética e direito tem de convergir um ao outro, quando isso não ocorre, acaba por dar origem a um erro de avaliação moral.
    O segundo texto fala sobre a divisão entre ética e moral, o fato dessa divisão ser equivocada, pois não ganhamos compreensão clara das áreas da ética, nem compreendemos a natureza da reflexão filosófica da ética. Não há como separar a ética da moral, se fosse possível separar então também seria possível dizer se um comportamento é moral ou não, sendo que isso é impossível devido à complexidade dos comportamentos humanos, tudo que é feito no âmbito moral está por obrigatoriamente no campo da ética, tanto é que aqueles que dividem esses dois não conseguem explicar de forma clara o porquê da divisão. As únicas formas de se separar a ética da moral seria considerar que moralidade está ligada a costumes, culturas, religiões, nacionalidades e coisas do tipo, nesse caso, é imoral uma mulher ficar com o rosto destapado se ela for muçulmana, mas AL mesmo tempo é completamente ético ela ficar sem tacar o rosto, mas essas utilizações são apenas superficiais, no modo correto de se usar os termos moral e ética são como sinônimos (até porque derivam de palavras gregas que são significados uma da outra).

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  176. Romulo - RA 21056613
    A distinção entre ética e moral é confusa, com uma suposta linha tênue que dá mais crédito a linha positivista e ao ceticismo do que ao diálogo produtivo. Essa distinção, empobrece e desligitima o debate filosófico sem apoio na religião, e no fim das contas não contribui para o que almejamos, que é a ética filosófica.
    A distinção entre ética jurídica e ética, pura e simplismente porém é produtiva, no sentido em que desvincula o discurso jurídico positivo e a análise filosófica, ainda que seus juízos andem juntos.
    Portanto, parece que devemos utilizar ética e moral como sinônimos, no discurso filosófico, e apenas distinguir sobre como se dá a formação do raciocínio que classifica os conceitos morais no âmbito legislativo e ético-filosófico.

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  177. No texto "Sobre a distinção entre Ética e Direito", há a explicação da Ética no sentido da discussão filosófica, em que está presente quando na disciplina filosófica com intuito de avaliação crítica dos argumentos, não sendo possível provar através de textes empríricos. Neste conceito, há dois grandes paradgimas: a Ética normativa que analisa princípios através de regras de comportamento e Metaética, que estuda o metodo de argumentação moral. A pergunta obrigatória é se a ação é boa ou má ou se deve fazer aquilo ou não, buscando a natureza da bondade ou maldade. Assim, todos os sistemas éticos prometem fazer com que as pessoas consigam o melhor para suas próprias vidas (filosofia Anglo-Saxã).

    A resposta rápida é fornecida pelo Ceticismo e Positivismo, que dizem que a resposta das questões sobre ética estão na realidade concreta (lei). Porém, não é uma posição sustentável: Um dispositivo legal não é uma predição empírica do que vai acontecer a uma pessoa que se comporta de uma certa forma. Em vez disso, ele estabelece as consequências legais. O que está errado no Positivismo Ético é que fato social não é suscetível de estudo empírico (aquilo que analisamos como realidade não é dado pela natureza, mas sim um produto da atividade humana e configurado pelas suas ideias, produzindo a lei.

    A Lei de confunde com o Direito quando esta se designa para formar uma lei, que influencia no comportamento das pessoas. Ética é discussão filosófica sobre bondade e maldade das nossas atitudes, já o Direito é a aplicação dos sistemas normativos. oda conduta que é boa é igualmente justa de um ponto de vista jurídico, e toda conduta justa é boa moralmente, diferente que a Ética na filosofia.

    O texto "Ética e moral: Uma distinção indistinta" mostra que a diferença de significados de ética e moral é confusa. Na tentativa de diferenciar, o primeiro termo se refere a reflexão filosófica sobre a moral, e o segundo é o comportamento da comunidade. Mas o que ganhamos com essa grande confusão? Nada, pois se trata de uma distinção indistinta (indefensável) e o comportamento nosso é multifacetado, ou seja, temos várias ações que pertencem ao domínio da ética, mas nem todas têm significado ético. Um exemplo de moral: para um católico é imoral tomar a pílula ou fazer um aborto, tal como para um muçulmano é imoral uma mulher mostrar a cara em público (não há sentido filosófico, é só o que as pessoas fazem e pensam. A ética é disciplina que analisa esses comportamentos e crenças, determinando se elas são aceitáveis ou não. Assim, há uma confusão no uso das palavras, em que o próprio autor diz que o vocabulário se restringe muito. Muitos filósofos centrais usam o termo "ética" e "moral" como sinônimos.

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  178. O termo ética , segundo o texto do professor Peluso, pode ser colocado em duas situações diferentes, na discussão filosófica e na jurídica. A filosófica remete-se a formação de regras que correspondem às ações humanas, porém essa teorização não pode ser formalizada com a comprovação empírica dos fatos. Ainda nessa discussão têm-se a divisão em duas categorias: a ética normativa e a metaética.
    A ética normativa advém de princípios racionais baseados no comportamento, admitindo-se conceito de dever e obrigação, já a metaética estuda os argumentos utilizados nas discussões morais. É citado no texto que há um grande avanço no campo de investigação de uma conduta humana, partindo-se da racionalidade humana como instrumento de entendimento.
    Entender a natureza da ética é compreender as dimensões do que é bom e do que é mal, e a justificação de suas adjetivações. Outro ponto importante é sobre as leis criminais, que são feitas para mostrar as consequências legais de determinada atitude, são assim determinações a serem seguidas para o bem estar social, associado à conduta ética. Pode-se acreditar que essas leis sejam fruto de algo natural, porém, ela provém de ideias e intervenções humanas.
    A ética também pode ter um sentido de designar a forma como as pessoas agem, formando leis e se confundindo com o direito, porém o direito dá-se pelo resultado de “estudos científicos sobre a construção e aplicação de sistemas normativos”. É complicado distinguir essas duas situações porque elas se apresentam de maneira parecida, pois não tem como julgar algo bom na ética, e ruim no direito.
    O segundo texto, de Desidério Murcho, trata-se da dificuldade de distinção entre ética (divisão em 3 tipos: a ética aplicada, a ética normativa e a metaética. ) e moral (costumes, hábitos, comportamento). Essas definições não precisam de uma distinção porém, podem causar certa confusão. No texto nos são dados exemplos, de como não se pode determinar uma ação moral através da ética, mas sim através de próprios padrões morais. Portanto elas podem ser utilizadas com o mesmo significado, mas também como distintos. Essa distinção pode ser vista no início do parágrafo, porém é complicada. Muitos atribuem ética como algo mais filosófico, mas não é uma explicação que realmente ajude a entender.

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  179. Os textos tratam das distinções de significado entre 3 palavras que são frequentemente associadas: Ética, Moral e Direito.

    O texto de Desidério Murcho conclui que é irrelevante a distinção entre as palavras "ética" e "moral", e que estas podem ser tomadas como sinônimas ou não, dependendo dos propósitos daquele que escreve o texto. Porém quando atribuímos sentidos distintos às duas palavras, a "moral" seriam os comportamentos, condutas, costumes, que variam de acordo com a cultural.

    A moral então seria objeto de estudo da "ética", que é a reflexão, a análise filosófica do que se pode atribuir como "bom" ou "mau" a respeito desses comportamentos. Sendo assim, uma conduta pode ser dita como imoral em uma determinada comunidade, sem ser considerada anti-ética.

    O Direito, descrito como o estudo da composição e aplicação prática dos sistemas normativos, tem como uma de suas funções julgar e penalizar condutas, algo que, pode nos dar a idéia de que a Ética e o Direito possuem os mesmos fins. Porém a ética em si, abrange muito mais do que apenas estabelecimento de regras e códigos. O campo da Ética Normativa é que se ocupa dessa função.

    A Ética e o Direito, então, se diferem no seguinte aspecto: A primeira trata de uma discussão filosófica a respeito dos valores morais do comportamento humano. O Direito é a expressão empírica do fenômeno da Ética através de leis estabelecidas pelo Estado, e os indivíduos que não as seguem sofrem sanções. Uma deriva da outra: aquele que é juridicamente correto em uma ação não pode estar contra os princípios éticos.

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  180. Dimitria Alexia do Nascimento30 de março de 2014 20:01

    RA:21025613
    Novamente, nesse texto, se é discutido o uso da ética para diferentes fins. O primeiro é o da discussão filosófica, onde se discute a justificativa das regras de conduta das ações humanas, leva a teorias que não podem ser testadas empiricamente e que, portanto, ressurgem em diferentes contextos; Essas discussões filosóficas se dividem em paradigmas e subcategorias diversas, mas que, no final, admitem algo: “os juízos morais são justificáveis e que, portanto, a racionalidade humana é instrumento eficaz na tentativa de desvendar os problemas da conduta correta”, onde “todos os sistemas éticos prometem fazer com que os indivíduos consigam o melhor de suas próprias vidas”. Pois mesmo que ajam diferentes situações para as mesmas perguntas éticas, há contestação das mesmas coisas como a felicidade, salvação e outras coisas. Portanto, é razoável dizer que, a discussão sobre a ética gira em torno da definição de tais conceitos – como já foi discutido em outros textos.
    Dentro de algumas dessas discussões, há certos que se comportam com uma visão mais positivista, tratando da “ética” como analise da lei, onde há estudos empíricos que não podem ser sustentados, o que passa a não sustentar a própria ética positivista.
    A ética também é usada para designar a forma do comportamento das pessoas, como leis onde o indivíduo tem que seguir, o que acaba sendo confundido com o Direito. Não há diferença entre o bom e o justo, como não pode haver divergência entre o que ético, ou moralmente justificado e o juridicamente correto.
    O segundo texto que nos fora dado para ler, fala sobre a distinção entre e ética e a moral. Onde a ética vem de uma discussão filosófica sobre a moral, e a moral seria os costumes e hábitos dos seres humanos de comunidades. Apesar de que fazer distinção dessas não trazer benefício algum.
    Mas se analisarmos elas como coisas separadas, vemos que em alguns lugares algo pode ser ético mas imoral ou o oposto, o que faz com que, para quem reflete sobre assuntos éticos, tenha pouca variedade de vocabulário. Já tratando-as como sinônimos o uso dessas palavras não pede uma explicação e definição das mesmas, o que diminui sua confusão.

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  181. Luize Gonçalves Fernandes30 de março de 2014 21:28

    No primeiro texto, "Sobre a distinção entre ética e direito", do professor Peluso, o autor coloca as duas situações diferentes em que se usa a palavra ética. Seu primeiro sentido é usado para designar as ações que conduzem o comportamento humano. A ética seria um modelo de conduta humana. Nesse primeiro sentido, então, a Ética se põe como uma disciplina filosófica, em que tornam-se essenciais os debates e as avaliações críticas. Não podendo ser testada experimentalmente, as teorias sobre a ética são mutáveis, de acordo com os problemas que pretendem resolver.

    As discussões filosóficas da ética acabam se dividindo entre dois grupos de debates: a Ética Normativa (Deontologistas e Consequencialistas) e a Metaética (Cognitivistas e Não-Cognitivistas). No geral, há um forte investimento, ultimamente, nas discussões filosóficas sobre a conduta humana.

    Neste sentido filosófico, a ética busca o que é considerado bom e o que é considerado mau. Ela tenta desvendar a definição do que consiste o dever e mais que isso, tenta compreender o papel da racionalidade do ser em manipular suas ações.

    O texto ainda apresenta o conceito de ética para o Positvismo. Para esta corrente, a ética é expressa pela lei. Eles reduzem os estudos dos problemas morais ao estudo das leis, que seria um fenômeno social. Além disso, consideram-nas suscetíveis a serem testadas empiricamente, o que não parece estar certo, dado que elas são resultados da atividade humana e são configurados por ela.

    No seu outro sentido, a Ética confunde-se o com Direito. Nele, como cita o texto, "Ética é utilizado para designar as formas de comportamento das pessoas ou o conjunto de leis e dispositivos normativos positivos, com os quais se pretende organizar as relações de convivência das pessoas que vivem em sociedade.". A confusão que ocorre para distinguir Ética de Direito vem, por exemplo, do fato de toda conduta que é boa moralmente, ser considerada justa de um ponto de vista jurídico, e toda conduta justa ser tida como boa moralmente. O bom e justo sempre vão se corresponder.

    Já com a leitura do texto “Ética e Moral: uma distinção indistinta”, de Desidério Murcho, fica clara que a distinção existente entre Ética e Moral não traz utilidades e, mais que isso, ela torna confusa a distinção entre as três áreas da ética: aplicada, normativa e metaética.

    Para o autor, Ética e Moral são indissociáveis. Ao se separar o conceito de ética e de moral, se está utilizando do termo “moral” unicamente pra falar de costumes e códigos, ignorando toda a sua discussão filosófica. É necessário, entretanto, saber quando usar ambos os termos como sinônimos ou não. Além disso, é essencial saber aplicar e explicar a distinção entre eles, quando usados como não sinônimos - a Moral é apenas o que as pessoas fazem e pensam, sem qualquer conteúdo filosófico e a Ética é o estudo desses comportamentos e crenças, filosoficamente.

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  182. Abordando a discussão feita no primeiro texto e a aula, temos que a ética segue diversos caminhos, tendo diferentes abordagens de significados. A ética normativa, bastante relacionada com direito e leis, na qual as normas dessa sociedade são baseadas na moralidade e esta relacionada a ética, temos uma aproximação positivista entre ética e direito. Creio que este é o objetivo do texto.
    A ética pode ter outro significado, mais abstrado, de dever questionar os princípios e normas quanto a sua moralidade, questionar se o princípio de bondade está realmente sendo satisfeito. Segundo o raciocínio de abstrações universais, a distinção entre Ética e Direito, é necessária, uma vez ser ético não está intuitivamente ligado por seguir regras normativas. o sistema normativo não avalia e não consegue se inserir em situações de dualidade. Essa idéia se torna bastante empírica quando se analisa normas atuais da sociedade, nas quais muitas não são completamente livres de questionamentos, tendo assim uma extensa margem para um pensamento do quanto se está sendo imoral ao infringir essas normas.

    21056212

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  183. A avaliação moral, estará baseada em argumentos, que podem ser analisados atravês da lógica, para se chegar a conclusão da avaliação moral. O problema é que essa avaliação está situada no nível abstrato, o que num primeiro momento pode soar como algo inconclusivo, algo que não alcançará uma resposta, mas que é de fundamental importância pois quando se trata desse nível, pode-se chegar a questões e conclusões de cunho universal, que incluem a todos os indivíduos. Aquilo que é considerado universal no direito, que serve para todos, será da mesma forma nas regras morais, sendo ‘imposto’ a todos os indivíduos da sociedade que sigam as mesmas regras e condutas.
    Assim como as pessoas quase que a todo momento tomam decisões, a maioria delas baseadas em avaliações morais, o direito abrange a mesma esfera, a partir da desobediência ou não das leis que estão impostas por um órgão superior às pessoas. Ao infrigir a lei, estamos comentendoum crime, que também infrige as leis morais. Essa confusão na abrangência tanto da moral como do direito demonstra o quão perto eles estão. O que é considerado uma boa ação na ética, assim será no direito. Ambas tentam determinar leis e condutas afim de manter a boa convivência da sociedade e o bem estar social, só que as punições para quando estas normas são infringidas variam. Enquanto que na lei, a pena é uma punição que não se restringe somente a punição moral, a punição na ética abrange a reprovação moral.

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  184. O primeiro texto vem apresentando duas visões da ética, uma como discussão filosófica, e outra como jurídica. A primeira seria como a já vista discussão de "regras" para um modelo de comportamento humano, mas nessa discussão, os argumentos usados não podem ser provados e também podem ser apresentados com diversos ângulos, pois a discussão, de certa maneira, não tem um final, já que novas perspectivas são apresentadas e tantas novas culturas são conhecidas com conceitos de ética tão diferente do que vemos hoje.
    Ainda mais especificado, encontramos a Ética Normativa (Deontologistas e Consequencialistas) e a Metaética (Cognitivistas e Não-Cognitivistas). Essa investigação continua e tem frutos, pois se entra num consenso de que todas essas morais são justificáveis e que a racionalidade pode ser uma ótima ferramenta para estudar a conduta numa sociedade.
    A ética seria vista primeiramente como uma busca do que é bem e o que é mal, mas mais profundamente, podemos ver uma busca do próprio ser humano das nossas ideias e concepções sobre os julgamentos e a moralidade. Essas questões vêm sendo tão importante porque suas respostas podem nos levar, de certa maneira, a uma sociedade feliz e harmoniosa, até mesmo uma realização individual.
    Quando a ética encontra o positivismo, há uma mudança, pois para esse pensamento, as respostas para as indagações da ética e da moral se encontram na analise dos fatos, da realidade, o que leva a uma analise, do final, da lei, o que reduz consideravelmente o estudo da moralidade e da ética. A ideia da analise somente da lei parece falha, pois a lei vem da ideia humana de ordem, das concepções humanas, então o questionamento filosófico ainda se encontra preso a essa parte. O único sentido em que a ética se confunde com o direito seria quando há um soberano ou instituição que tenha o poder de obrigar em dada sociedade, em que o individuo se sente em obrigação de obedecer. Nos conceitos encontrados nos dois campos, não há uma distinção. Tudo que é justo pela moral e pela ética, deve também ser justo (ou juridicamente correto) no campo do direito.
    No texto de Desidério Murcho, ele dá ênfase na ineficácia de tentar distinguir entre moral e ética, e foca-se em divisões dentro da própria ética: a Ética Aplicada (problemas práticos), a Normativa (teorias éticas, estabelecimento de regras) e a Metaética (reflexão sobre a natureza da ética em si). Prender-se a essa discussão da separação ética/moral, diz o autor, é inútil, pois não se ganha nenhuma compreensão da ética em si e o que ela discute, e ainda mais, o comportamento humano não é fácil de prever, e nem tudo que fazemos tem significado para a ética.Tratando ética e moral como sinônimos, só se usaria o primeiro para se referir aos costumes e códigos de determinada cultura, o que não seria muito abrangente e também sem conteúdo filosófico, pois mostrariam somente o que as pessoas fazem e pensam. Seria uma solução utiliza-los como sinônimos, se referindo aos assuntos antes tratados na moral por seus nomes dados, como "costumes" e "códigos religiosos".

    Jennifer Martinuzo - RA: 21080513

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  185. Isabel Soares Klug - RA: 21068913

    O tema abordado nesta semana discute, com o primeiro texto proposto, “Sobre a Distinção entre Ética e Direito”, o emprego do termo “ética”, sendo filosófico ou jurídico.
    O primeiro sentido envolve regras para a conduta social. Além de princípios que justifique estas regras de conduta. O que forma um discurso filosófico baseado em argumentos que sofrem avaliações críticas. Avaliar criticamente seria descobrir o que há de errado com essas teorias. Mas essa avaliação também não passa da teoria, já que não pode-se envolver teste empírico.
    Sendo assim, não podendo ser refutadas por razões experimentais, dentro de uma discussão filosófica, estaremos eternamente entre uma teoria e uma certa solução-problema.
    Dentro desta discussão filosófica acerca da ética há dois paradigmas. Ética Normativa e Ética Metaética. A primeira estuda os princípios que sustentam moralmente as condutas aceitáveis. Já a segunda estuda métodos de argumentação moral e os sentidos lógicos que acercam as discussões morais.
    A realização moral é a promessa que sustenta a importância da conduta ética moral.
    Envolvendo a corrente positivista nesta questão, a qual afirma que a resposta para a escolha da conduta está na lei. Tratando assim, a lei, como um fenômeno social. Tal tese não parece ser sustentável.
    Lei envolve ausência de tom imperativo, mas ao mesmo tempo é posta para ser seguida, regula o comportamento.
    A insustentabilidade é devido as leis serem moldadas pelas nossas próprias ideias.
    A Ética se confunde com Direito ao modo que um indivíduo se sente coagido por uma lei constitucional, assim como se sente coagido a agir de acordo com o que é estabelecido como conduta ética. Tal confusão é demonstrada na aula de hoje com a reportagem sobre uma garota que resolveu leiloar sua virgindade.
    Logo, somente em termos de linguagem, é que se pode falar em diferenças entre Ética e Direito.
    Por fim, com o segundo texto proposto, “Uma distinção indistinta”, temos em suma a ideia de que ética e moral são diferenciadas da seguinte maneira: Ética se trata da discussão filosófica acerca do que é moral ou imoral. Moral é entendida como um conjunto de hábitos ou costumes dentro de uma determinada sociedade. No entanto, a dicotomia que é colocada no decorrer do texto não é vantagem, assim declara o autor. Os dois termos, em última análise, tratam da mesma coisa.

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  186. No texto “Sobre a distinção entre ética e direito”, de Luis Alberto Peluso, discute-se primeiramente acerca dos dois sentidos da ética: no primeiro, a palavra ética indica a discussão filosófica, no segundo, indica a discussão jurídica. Em seu primeiro sentido, a discussão envolveria uma justificativa para a elaboração de regras de conduta por meio de ações humanas, sendo que, nesta discussão, as ideias são tratadas de uma maneira séria quando submetidas a uma avaliação crítica.

    Dentro dela, existem dois paradigmas: a Ética Normativa, que, por meio de princípios elabora regras de comportamento, e a Metaética, que estuda os métodos de argumentação moral. Em suma, há divergência entre os seguidores de cada uma das discussões, e, com exceção da visão não-cognitivista (vinculada à Metaética), é um consenso entre todos os modelos o seguinte pensamento: sendo o juízo moral justificável, a racionalidade humana é capaz de desvendar os problemas da conduta considerada correta.

    Neste sentido filosófico, a questão gira em torno do que significa dizer se uma ação é boa ou mau, buscando a natureza da maldade e da bondade, o que, de fato, significa o dever e até que ponto o ser humano é capaz de formular interpretações racionais para suas ações.
    No texto, fala-se também sobre a visão do Positivismo sobre a ética. Para os positivistas, o foco é o estudo sobre a ética no local em que ela se expressa, ou seja, na lei. O trabalho dos positivistas é reuzir o estudo dos problemas morais ao estudo da lei, sendo esta um fato social suscetível de estudo empírico. Porém, esta concepção pode ser considerada errada, pois a realidade social não é dada pela natureza, e sim o resultado da atividade humana e configurado por ela.

    No outro sentido, as leis exercem um grande poder nos indivíduos, seja pelo poder de um soberano ou de uma instituição, fazendo com que toda a sociedade seja coagida a obedecer a lei. E aí que está a confusão: a ética, neste sentido, é confundida com o Direito.

    Tal pensamento mostra-se errôneo, pois, como é citado no texto “condutas consideradas boas em uma discussão ética, não podem ser consideradas más em uma discussão jurídica”, ou seja, o justo e o bom precisam coincidir sempre.

    No segundo texto,“Ética e moral”, diferencia-se os conceitos ética e moral, sendo a primeira uma reflexão filosófica da segunda. A moral seria, em suma, as regras de comportamento adaptadas pelas comunidades. Porém, esta distinção gera confusão, até mesmo dentro da própria ética, que é separada entre a normativa, aplicada, e metaética. Além disso, não é possível prever o comportamento humano, e nem todas as coisas que fazemos pertencem ao domínio da ética.

    Agindo desse modo, teriamos que determinar, sem qualquer reflexão filosófica, os comportamentos ditos morais e os que não são. Como exemplo, cita-se o costume de algumas comunidades que possuem como regra de comportamento a não utilização de calçados quando vão para o jardim. Isto pode ser avaliado moralmente, mas não teria sentido refletir sobre este costume no campo da ética.

    Porém, também podemos usar as palavras “ética” e “moral” como sinônimas ou não sinônimas. O problema de alguns autores está exatamente nesta questão: quando feita a distinção entre os dois termos, normalmente não se consegue explicitar a diferença entre os dois conceitos.

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  187. Ana Caroline Coutinho31 de março de 2014 20:09

    O primeiro texto procura estabelecer a diferença entre a Ética e Direito. Primeiramente, define os dois sentidos da palavra ética, onde um aponta para discussão filosófica e o outro para discussão jurídica.
    Nesse primeiro sentido, a palavra ética é usada para designar as condições de elaboração das regras com são conduzidas as ações humanas. O resultado disso é um discurso filosófico no qual se expõem teorias e se explora a validade dos argumentos apresentados.
    As discussões filosóficas da ética estão entre dois grandes paradigmas: a Ética Normativa, que estuda os princípios racionais dos quais se podem inferir as regras de comportamento, e a Metaética que estuda os métodos de argumentação moral e o significado lógico dos conceitos que são utilizados as discussões morais. Mas todos esses modelos de discussão ética admitem que os juízos morais são justificáveis e a racionalidade humana é um instrumento para solução dos problemas da conduta correta. O segundo sentido da palavra Ética é usado para indicar as formas de conduta das pessoas ou o conjunto de leis positivas, com as quais se espera organizar as relações de convivência das pessoas na sociedade. Essas leis teriam um poder imperativo sobre os indivíduos que são coagidos a obedecê-las pela presença de uma autoridade.
    Nesse último sentido, a Ética se aproxima do Direito, tornando impossível a distinção entre significado dos conceitos empregados nas discussões de Direito e nas discussões éticas.
    Já o segundo texto, estabelece que a distinção entre ética e moral além de ser confusa não tem qualquer utilidade, pois não seria possível determinar, sem qualquer reflexão ou conceitos éticos prévios, qual das nossas condutas pertencem ao domínio da moral e quais não pertencem.

    Ana Caroline de Aguiar Coutinho RA:21048113

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  188. O texto “Sobre a distinção entre ética e direito” retoma alguns pontos já vistos nos temas anteriores. Primeiramente, a clara tentativa de se separar o termo “ética” de outros termos, neste caso, o “Direito”. Mas, como conclui Peluso, não há distinção entre o significado dos conceitos empregados nas discussões de “Direito” e nas discussões éticas. Em sua conclusão, o autor descreve que “condutas consideradas boas em sua discussão ética, não podem ser consideradas más em uma discussão jurídica” e que se ocorre esta duplicidade de critérios para o juridicamente correto e o moralmente justificável existe um erro de avaliação moral. Como no caso do “leilão da virgindade”, juridicamente, não há nenhuma transgressão legal e assim deve ser na avaliação moral, pois ambos os critérios devem coincidir.

    Além da tentativa de dicotomizar o termo “ética” dos demais, o texto aborda outros conceitos já vistos, como: “Ética Normativa” e suas divisões (Deontologistas e Consequencialistas). Para além de uma “revisão”, Peluso ainda trata de questões relacionadas ao Ceticismo e principalmente a avaliação Positivista da ética, que se torna um problema devido as possíveis interpretações que a lei escrita permite e, assim, torna o Positivismo Ético insustentável. O texto ainda traz novas definições, como da “Metaética” e suas divisões em Cognitivistas (Intuicionistas e Naturalistas) e Não-Cognitivistas.

    No segundo texto proposto, “Ética e moral: uma distinção indistinta”, mostra-se, novamente, a tentativa de dicotomizar a ética de outros termos. Neste caso, Desidério Murcho nos mostra que não ganhamos nada ao separar os termos ética e moral, visto que os dois tratam do mesmo assunto. Assim como Peter Singer, o autor sustenta que os dois termos possuem o mesmo significado, variando apenas a origem da palavra (uma grega e outra latina). É interessante notar que no primeiro texto citado neste comentário, “Sobre a distinção entre ética e direito”, o autor utiliza as palavras como sinônimas em diversas ocasiões. Desidério nos demonstra em seu texto, com base em casos concretos, as complicações que teríamos ao separar os dois termos e defende que até mesmo os autores que fazem a distinção entre moral e ética não conseguem explicar bem qual é a diferença, além de sofrerem com a falta de vocabulário. Como podemos ver, para não causar complicações nos estudos e tornar o entendimento certo, é de suma importância a definição clara de conceitos. Quando definimos o conceito do que é uma “cadeira”, ao ouvir tal palavra todos devem visualizar a imagem de uma “cadeira” em sua mente, para que não haja confusão. Do mesmo que ao utilizar os termos “ética” e “moral”, deve vir à mente de todos que estes termos tratam da mesma coisa porque foram assim definidos.

    Matheus Nunes de Freitas - RA: 21031213

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  189. O texto 1 “Sobre a distinção entre Ética e Direito” de L. A. Peluso destaca dois modos de emprego do termo “ética”, sendo o primeiro deles indicando discussão filosófica e o segundo indicando discussão jurídica.
    A cerca da discussão filosófica podemos dizer que a ética se refere a um conjunto de atitudes com as quais se pretende modelar as ações humanas, esse tipo de construção “ideológica” não pode ser testada experimentalmente e devido a este fato dizem que esta teoria não pode ser recusada por razões experimentais, mas mesmo assim são submetidas a uma rigorosa avaliação critica. Resumidamente a linha de pensamento filosófica quer deixar claro que as atitudes humanas são justificáveis, e portanto a racionalidade humana é importante na tentativa de desvendar os problemas da conduta correta e se faz necessária a discussão sobre o que “bem” e “mal”. Quando a discussão filosófica é abordada evidenciamos a importância de tomar decisões ditas como corretas, pois isso levava os indivíduos a conseguirem o melhor para suas vidas. Continuando a discussão caímos em um ponto que diz que esse ponto de vista caminha no sentido do positivismo, que em seguida já é questionado e é dito que pode estar errado.
    Por fim o texto aborda a relação que é feita entre ética e direito, onde neste ponto de vista ética se refere a uma serie de atitudes ou um conjunto de leis e dispositivos com os quais se pretende organizar as relações de convivência das pessoas em sociedade. Isso se deve principalmente ao fato de que do ponto de vista jurídico não há diferença entre bom e justo, portanto não há diferença entre o que é ético e o que é juridicamente correto.
    O segundo texto “Ética e Moral: uma distinção indistinta” de Desidério Murcho, começa declarando que diferenciar ética e moral e algo totalmente confuso e desnecessário, primeiro por não ganharmos uma compreensão clara das três áreas da ética: a ética aplicada, a ética normativa e a metaética, e segundo por não ganharmos qualquer compreensão da natureza da reflexão filosófica sobre a ética. O texto ainda fala que varias atitudes das pessoas não podem ser devidamente caracterizadas como éticas e que dificilmente os autores que escrevem sobre o assunto conseguem diferenciar muito bem a definição de ética da definição de moral.

    Guilherme Allan I. C. da Fonseca RA:11131211

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  190. Os textos que li estabeleciam uma correlação entre a Ética e o Direito. Pois, na medida em que a Ética Normativa vem a ser a maneira pela qual tentamos justificar racionalmente as regras de conduta adotadas por determinada sociedade, nesse caso, podemos correlaciona-la com o Direito. Assim, podemos nos perguntar se determinada lei estabelecida em uma sociedade é necessariamente ética. De acordo com o que discutimos em aula, nem toda conduta adotada por um indivíduo e que não esteja infringindo o código legislativo estabelecido por essa sociedade pode ser entendida como uma conduta necessariamente ética.
    Nesse sentido, foi apresentada a noção de Positivismo Ético, corrente que procura dar respostas para questões éticas com base na análise da realidade concreta, tendo por foco central de análise a lei. No entanto, há certas complicações em se reduzir os estudos dos problemas morais aos estudos da lei, entendendo-a como a maneira pela qual a Ética se expressa. Tais complicações residem no fato de que a lei é resultado das atividades humanas e moldada pelas próprias ideias humanas, não sendo simplesmente um produto dado pela natureza.
    No entanto, podemos entender a Ética como parte resultante das discussões filosóficas sobre a noção de “bem” e de “mal” (absolutos) e algumas dificuldades que são encontradas na elaboração de sistemas normativos. Já o Direito pode ser concebido como o resultado de análises e estudos sobre a aplicação e formação desses sistemas normativos. Entendendo a Ética e o Direito dessa maneira, não podemos admitir que exista diferença entre os conceitos aplicados tanto nas discussões jurídicas quanto nas discussões éticas, pois a ideia que temos de “justiça” deve corresponder ao que entendemos por “bondade” e se, em uma dada situação, não encontramos essa correspondência, provavelmente há um erro de avaliação moral em relação a essas condutas.

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  191. Os textos deste semana trazem as questões da Ética, Moral e Direito.

    O texto de Murcho trata sobre as questões da moral e da ética e aponta que a diferença entre elas acaba não tendo qualquer utilidade, sendo que muitas vezes elas são colocadas como sinônimas. Contudo, existem muitas pessoas que acreditam que existe uma diferenciação entre os termos, então o autor sugere que usemos a Moral para falar dos costumes e códigos de conduta de uma sociedade, e a Ética para analisar e julgar os comportamentos e as crenças como aceitáveis ou não filosoficamente.

    Já o texto do Prof Peluso trata sobre as questões Ética e Direito. O autor inicia-se trazendo o debate sobre as definições do termo ÉTICA – conjunto de regras que regem um grupo ou o estudo do porque destas regras – que muitas vezes se confunde com a definição de direito, que seria o estudo das normas que regem uma sociedade e porque elas existem. O autor também aponta as semelhanças e as diferenças entre Ética e o Direito, e conclui-se que ambos não devem ser confundidos e caso houver conflito entre o eles, o princípio ético, ou seja, o BEM ABSOLUTO, deve se impor.


    O ponto de semelhança que o texto apresenta é a questão da elaboração de sistemas normativos para pautar as ações de um indivíduo em um certo grupo, e o ponto de divergência é que o Direito impõe um sistema coercitivo para que os indivíduos sigam as normas, sendo que a ética propõe que ele siga as normas pela questão do DEVER, do BEM MAIOR que ele irá causar e não por uma consequência em si.

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