sábado, 20 de abril de 2013

11. TEMA 9 - WITTGENSTEIN: A ÉTICA E OS LIMITES DA LINGUAGEM


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Caros Alunos,
Após ler o texto: “Conferência sobre Ética” de L. Wittgenstein, disponível em:
e examinar o material disponível em:
http://youtu.be/qPpuNFB4_y0
envie seus comentários para postagem até as 24hs. do dia 07 de maio.

315 comentários:

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  2. Em seu texto da Conferencia Sobre a Ética, Wittgenstein faz uma colocação que nos deixa com uma pulga atrás da orelha: Creio que todos aqueles que tentaram alguma vez escrever ou falar de ética ou religião correram contra os limites da linguagem. Esta corrida contra as paredes de nossa jaula é perfeita e absolutamente desesperançada.
    Ele também defende que podemos descrever fatos, mas não podemos descrever coisas que são fatos. A nossa linguagem não é capaz de descrever senão fatos e que ética não é um fato, é uma tendência do espírito humano, que não pode ser descrita e nem compreendida em forma de palavras.

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  3. O capítulo de Ludwig Wittgenstein foi na minha opinião o mais interessante dos estudados até o momento, isso porque ele dá outro enfoque para discussão sobre ética, analisando pontos que até então não haviam sido explorados. Ao longo do curso vimos as tentativas de pensadores ao longo do tempo de estabelecer regras para análises da conduta humana, e podemos dizer que sempre se seguiu uma linha de “trabalho”, até Wittgenstein que muda completamente o foco.

    Wittgenstein coloca a ética como algo transcendental e aponta para os limites de linguagem para tratar do assunto. A linguagem traduz mensagens que se referem ao mundo, mas há coisas além do mundo, que a linguagem então não atinge, não tem poder de alcançar. A ética é uma dessas coisas além do mundo, transcendental, já que ela não é um fato, é algo não-factual. As discussões éticas são motivadas em direção ao absoluto, enquanto a linguagem é relativa.

    A partir do momento que o pensador austríaco expos seu pensamento na conferência sobre ética de 1929 ele provavelmente inaugurou uma nova fase, pois é impossível desconsiderar seus estudos para falar de ética. Na verdade o “falar” sobre ética é outro ponto que Wittgenstein discute. Como não conseguiremos definir o que é ética, o filósofo coloca o que devemos fazer: “Sobre aquilo que não se pode falar, deve-se calar”.

    Para Wittgenstein devíamos agir e não ficar falando de ética, como ele fez ao longo de sua vida. Porém, o que devemos entender é que ele não pede para que paremos de discutir ética, pelo contrário, ele diz em sua conferência que os esforços são válidos mas que nunca chegaremos a verdades, que “esta corrida contra as paredes de nossa jaula é perfeita e absolutamente desesperançada”.

    Na minha opinião, por mais que existam os limites de linguagem não devemos nos calar. Mesmo considerando que nos debates sobre moralidade de condutas buscamos mais do que qualquer outro debate falar de forma absoluta, nunca chegaremos a essas verdades absolutas, mas podemos chegar a afirmações definitivas de conteúdo relativo (como conclui o livro Ética para Principiantes acerca do que pretende a filosofia contemporânea).

    Eu vejo que o homem não deve buscar apontar o que é moral, e sim tentar definir condutas IMORAIS para sua sociedade em sua respectiva época. Ou seja, não podemos apontar o que é o bom, mas podemos chegar a consensos do que não serve, do que não deve ser aceito como conduta moral. “Espancar” uma criança é um exemplo de uma conduta que não serve, que pode ser considerado imoral, por mais que discutam o termo bater e a época que está inserida a discussão.

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  4. Wittgenstein segue uma linha diferente dos outros autores apresentados em aula. Na verdade, ele nem ao menos fala sobre Ética, mas sim sobre a linguagem da ética.

    Para o autor, não haveria formas de se falar sobre Ética (e também Estética), pois não teriam sentido. Coisas como o bem e o belo não podem ser descrevidas ou traduzidas, mas somente mostradas.

    Não existe um modelo Ético “wittgensteiniano” simplesmente porque ele não fala sobre Ética. Ao contrário de Hume, que também coloca as discussões mais transcendentais como indiscutiveis, Wittgenstein não apresenta nada para se formular alguma estrutura ética, muito pelo contrário, ele é a favor de nos calarmos sobre esse assunto por que não haverá conclusão. Tudo que se fala sobre a Ética pode ter significado,mas não tem sentido algum.

    Por mais genial que possa ser, a teoria de Wittgenstein é desesperadora. Ela espera que fiquemos calados e só estabeleçamos o direito a partir de consensos da maioria. Talvez a ilusão de achar que falamos algo sobre Ética com sentido seja melhor do que a verdade wittgensteiniana.

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  5. Ludwig Wittgenstein não tenta se contrapor e nem se endereçar às correntes filosóficas tomadas como referência até então - seja Kant ou Hume. Ele cria algo totalmente novo a partir de suas próprias ideias e baseado nas suas diversas e até contrastantes experiências de vida (como vimos no filme sobre sua vida).
    Ao encarar os problemas da filosofia como problemas da linguagem, Wittgenstein cria um novo jeito de pensar a ética.
    A ética, assim como a religião, é algo que o ser humano tenta descrever com palavras, em busca de significados sobre o que é bom, e o que é correto, mas segundo Ludwig Witigenstein, tentar escrever sobre Ética ou Religião é correr contra os limites da linguagem.
    Ou seja, a Ética ainda é um campo que não é possível de ser traduzido absolutamente por linguagem.
    No texto, Wittgenstgein deixa claro que é um erro aplicar a metodologia científica para o estudo da ética. Isto pois não podemos transformar as representações (símiles) da ética em fatos.

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  6. A discussão em ética, no período pós-Wittgenstein, não se concebe sem a sua interferência. Sua abordagem nos colocando o limite da linguagem como fator impossibilitante da discussão do que nos é internamente concebido, torna o falar de ética, de bem, de mal, ruídos. Não é invalido o debate, diz Wittgenstein, mas sobre como se coloca a linguagem no tangente à ética é mais válido. A linguagem, o que nos torna inteligíveis é relativa. Transcendental é a ética. Não se fala sobre ética, se é ético. Tudo o que se pode falar sobre isso seria numa mínima hipótese subverte-la ao campo das palavras, das gramáticas, das descrições. Em absoluto, não se faz entender cores a um cego de nascença.

    Wittgenstein, a meu ver, adicionou clareza a uma discussão, ainda que fundamental, derrapante no limite do subjetivo das palavras. Porém, ainda que não cheguemos ao absoluto ético, devemos combinar o que é ou não é bom para nossa sociedade. Ou senão cada um pode viver a “sua própria ética” o que além de extremamente impreciso, seria catastrófico.

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  7. Ao analisarmos o material disponível, tanto no blog como no livro “Ética Para Principiantes”, sobre a vida e obra do filósofo austríaco Ludwig Wittgenstein, verificamos que este inaugurou uma nova forma de se pensar Ética com sua conferência pronunciada na “Conferência Sobre Ética” em 1929. A teoria de Wittgenstein afirma que a Ética está na esfera do Empíreo, das religiões, está acima do mundo relativo e concreto, portanto não pode ser descrita através da linguagem. A linguagem só pode descrever fatos concretos e isso nos possibilita fazer apenas juízos relativos, enquanto que, os debates sobre Ética não se apoiam em fatos concretos, mas em abstrações metafísicas que nos levam a juízos da ordem de valores absolutos. Para Wittgenstein, na linguagem ética e religiosa, constantemente usamos símiles. Ele diz: “..., logo que tentamos deixar de lado o símile e enunciar diretamente os fatos que estão atrás dele, deparamo-nos com a ausência de tais fatos. Assim, aquilo que pareceu ser um símile, manifesta-se agora como um mero sem sentido”
    Por fim, Wittgenstein afirma que a Ética no que se refere ao sentido último da vida não pode ser uma ciência.
    Edson Rodrigues

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  8. Segundo Wittgenstein, a restrição idiomática ou ainda, a limitação da comunicação oral, nos impede de expressar o sentido ético em seu valor absoluto, ou seja, livre de comparações. Apesar de cético, a discussão ética é considerada válida. Devemos debater sobre o juízo moral para concluirmos que não há palavras que possam defini-lo.

    Fica claro então que Wittgenstein vai na contramão dos autores que o precedem. Em “Tractatus Logico-philosophicus”, seu único livro publicado em vida, Wittgenstein utiliza seu conhecimento matemático e estrutura, de forma pioneira, sentenças categóricas num modelo lógico, causando profundo impacto nos debates filosóficos vigentes no período. É proposto que as coisas só adquirem sentido se relacionadas a outras coisas, portanto não é possível pensarmos em conceitos ou definições de forma independente.

    É neste ponto que a definição de ética se torna inatingível. Para Wittgenstein a Ética é transcendental, esta além das coisas do universo e sua discussão se torna meramente trivial, ou seja, podemos debater sobre os valores morais, inclusive é saudável fazê-lo, porém jamais teremos alguma conclusão absoluta sobre tal juízo. Os limites da linguagem nos tornam apenas ordenadores de palavras na busca de darmos sentido às coisas e a ética poderá ser manifestada apenas por nossas condutas e não por nossas palavras.

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  9. A teoria de Wittgenstein é criativa e inovadora pelo fato de não de seguir as correntes filosóficas (Kant, Hume, outros), sobre o significado daquilo que discutimos sobre ética ser irrelevante, o sentido disso ele mesmo menciona que é chegar à conclusão de não discutir sobre isso, então coloca essa atitude como válida.
    Para Wittgenstein a linguagem permanece o tema principal de sua reflexão e o que fornece unidade a sua obra. Essa unidade seria a forma lógica. Que segundo o autor "Para podermos representar a forma lógica, deveríamos poder-nos instalar, com a proposição, fora da lógica, quer dizer, fora do mundo" (4.12).
    Como falar sobre a Ética não é possível, não nesse mundo pelo menos, eu acredito que essa representação poderia ao menos dar ideias de semelhança na qual a discussão não é relevante, mas a demonstração.

    O sermão da flor...
    Buda estava perto de um lago no Monte Grdhakuta e tinha se preparado para dar um sermão aos seus discípulos que estavam se juntando ali para ouvi-lo falar.
    Enquanto o esperava seus estudantes se acomodarem, notou um lótus dourado florescendo na água lamacenta ali perto. Silenciosamente, o Buda levantou a flor, então a segurou bem alto para que todos os estudantes a vissem e vários discípulos tentaram interpretar o que isso significava. Por um longo tempo ele ficou lá, sem dizer nada, apenas segurando o lótus e olhando nas faces perplexas da sua audiência.
    De repende seu discípulo, Mahakashyapa, sorriu. Ele entendeu.

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  10. Logo de início vemos que Ludwig WITTGENSTEIN tem uma preocupação clara com a objetividade na transmissão dos assuntos que lhe interessam. Não acredita na simples observação e repudia um vício muito presente nos tempos atuais que é o da visão superficial da ciência como representação do conhecimento. Determina o que deve ser dito pelo fato de que deve ser explicado, o que ja nos traz uma ideia do que esta por vir no seu discurso.
    Focalizando seu discurso na ética,inicialmente demonstra que a ética seria muito mais do que apenas a glorificação e determinação do bom ou do valioso, demonstra como até mesmo para a definição priori da ética, que antecede a ação ética, ja encontramos dificuldade em expressa-la.
    Determina portanto a seguir o sentido relativo e o sentido ético das afirmações, demonstrando como a descrição de fatos não criam a necessidade de um julgamento ético. "Nenhum enunciado de fato pode ser nem implicar um juízo de valor absoluto". Determina que em nossa linguagem, não iremos constituir ETICAMENTE o objeto.
    Wittgenstein continua sua demonstração com exemplos da carência de lógica nas frases e pensamentos que ralizamos como a do assombro, onde ele determina que algo nos assombra ou surpreende apenas porque podemos imaginar um caso ou forma diferente do objeto. Não podemos portanto aplicar isso a ética, porque tudo o que conseguimos com relação a palavras como correto, bom, moral são similaridades com o que julgamos bom ou correto, nunca uma determinação que não caiba portanto intervenção,no caso, a linguística.
    Por fim, com o exemplo do milagre, conclui que nossa própria linguagem não é capaz de determinar as expressões necessárias para afirmar com toda a certeza o que é ética, não por não conseguir encontrarmos os sentidos de BOM ou CORRETO, mas sim por estas expressões não possuírem valor por si só.

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  11. Após conhecer as ideias de Wittgenstein, pude entender porque foi dito aos alunos, no inicio da disciplina, que eles poderiam terminar o curso com um grande sentimento de frustração. Creio que muitos,assim como eu, começaram com expectativas de que talvez sairiam do curso mais “éticos”,mais conhecedores das regras morais.Entretanto, após estudar um pouco de cada autor, nos veio a consciência de que as coisas não são tão simples quanto pareciam ser,e muitos deverão concluir a disciplina mais confusos do que entraram.
    Ao longo da história da filosofia, quase todos os autores buscaram incessantemente ditar definições absolutas referentes à moral. Porém, Wittgenstein surpreendeu a todos ao dizer que somos incapazes de fazê-lo, dadas as limitações que nossa linguagem possui. A Ética, assim como a religião ou a arte, são assuntos transcendentais, diferentemente dos fatos. Destes últimos sim podemos tratar, mas não dos primeiros. Qualquer tentativa de falar sobre tais assuntos é equivocada, e no campo da ética, particularmente, os juízos morais não têm sentido algum.
    Entretanto, embora essas ideias façam todo o sentido, creio eu – assim como o próprio Wittgenstein, que acha extremamente válido nossos esforços para atingir juízos morais absolutos - que não podemos desistir do debate ético, por mais inconclusivo que pareça esse debate. O estabelecimento de regras de conduta é e sempre foi importante para manter uma convivência relativamente pacífica entre as pessoas. Dizer que moral não se discute é simples demais, e as coisas não podem se resumir a isso.

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  12. Ludwig Wittgenstein funda uma nova abordagem ética ao se desvencilhar das discussões de seus predecessores, apresentando a ética por um enfoque totalmente diferente.

    Para mim, enquanto aluno do BC&T, e não muito acostumado com discussões éticas, as teorias utilitaristas e kantianas podem ser melhor entendidas do que a de Wittgenstein, haja vista a sua similitude com o mundo palpável das coisas, mas a partir do momento que estamos discutindo abordagens e ações no campo filosófico, o campo físico das coisas só atrapalha ao invés de ajudar.

    Nesta perspectiva, Wittgenstein se mostra – a meu ver – como o mais completo nas questões de entendimento ético.

    Pode ser difícil aceitar as afirmações de Wittgenstein de que sobre ética não se fala, se sabe e ponto. A ética não é passível de discussão, haja vista que as discussões são borradas por pressuposições e por outros conhecimentos, o que faz da linguagem algo totalmente desnecessário no entendimento destas questões filosóficas.

    Parece um ato de desvencilho não dizer nada sobre ética, nem propondo a racionalidade, paixão ou maximização, somente o silêncio. Mas uma vez no campo filosófico do entendimento, a percepção sobre questões de moralidade e de ações devem ser feitas no interior da concepção humana e não exteriorizadas na forma da comunicação.

    Talvez até esta defesa que estou fazendo da teoria de Wittgenstein, seja para ele mesmo desnecessária e vazia, uma vez que nada estou fazendo além de comunicar-me no campo fisicalista das coisas, algo totalmente dispensável, haja vista a transcendentalidade da ética.

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  13. Pode-se dizer que Ludwig Wittgenstein foi preciso ao definir que a ética é indefinível através da linguagem, pois mesmo com o passar dos séculos não se chegou próximo de um consenso sobre a ética, porém aqueles que detêm uma inteligência emocional apurada sabem que, o mesmo compreendia a ética e o comportamento que é necessária para alcança-la. O que ainda salva a raça humana de uma catástrofe social, e a sua extinção, seriam estas pessoas que compreendem o verdadeiro sentido da palavra ética de como fazer o bom e o perfeito, mesmo o bom e o perfeito sendo indefinível através da linguística, porém compreendidos.
    Com o estudo da ética se tenta identificar como são definidos os seus conceitos a ética muitas vezes se fundamenta em costumes sociais, religiosos e culturais que nem sempre estão corretos ou mesmo justificados como sendo morais mesmo sendo costumes que se julgam serem morais por um determinado grupo. Uma questão importante seria identificar o que seria moral e consequentemente ético e por que não se aplica na sociedade conceitos morais básicos, por que a humanidade não cumpre os seus deveres básicos. Estas questões poderiam ser justificadas na questão da humanidade estar mergulhada num mar de incógnitas, ainda engatinhando na definição de conceitos morais por estar cega em costumes antigos e ultrapassados, se contentando em aceitar sistemas normativos falhos, sendo o desejo imoral mais prazeroso contrapondo-se a moral que em muitos casos é tratada com indiferença.
    O debate da ética é importante segundo a proposta de que certas atitudes influem para o bem do ser humano é fundamental para que não se chegue a atitudes absurdas, exemplos clássicos na historia como o extermínio dos judeus, catequização dos índios, homens bomba entre milhares de acontecimentos, são exemplo de que, mesmo que não se chegue a um consenso sobre a ética, pode se chegar a um consenso sobre atitudes éticas absurdas.

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  14. Ludwig Wittgenstein certamente não se compara a nenhum dos autores que eu pude ler nessa disciplina no que diz respeito à sua visão sobre Ética. Ele considera que a Ética transcende a linguagem, e portanto ela se torna sem sentido. Dessa forma, não tem sentido falar de algo que apenas só pode ser mostrado.
    Ele diz que o bom absoluto ,por exemplo, se existisse, todos o praticariam independentemente de seus gostos e paixões, ao passo que do contrário se sentiriam culpados. Na minha opinião, em tese isso é verdade, pois muitas vezes sabemos o que seria o "certo" fazer, em uma determinada situação, e acabamos não fazendo. Porém eu acho muito complicado e até quase impossível, deixarmos de expor nossos juízos sobre um fato ou um acontecimento, podendo ser ele um absurdo ou não, pois usando até um jargão utilitarista, devemos sim analisar as consequências que um fato pode trazer, sejam elas boas ou ruins.
    Mesmo que Wittgenstein dissesse que estaríamos nos utilizando de alegorias, constituindo em um mau uso da linguagem, na minha opinião elas são necessárias.

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  15. O que o André Battistini destaca sobre o LUDWIG WITTGENSTEIN, "Para Wittgenstein devíamos agir e não ficar falando de ética, como ele fez ao longo de sua vida. Porém, o que devemos entender é que ele não pede para que paremos de discutir ética, pelo contrário, ele diz em sua conferência que os esforços são válidos mas que nunca chegaremos a verdades, que “esta corrida contra as paredes de nossa jaula é perfeita e absolutamente desesperançada”. Nesse parte em Wittgensteins fala que devíamos agir e não ficar falando de ética, entendo que devemos agir pelo que acreditamos estarem "certos", ou seja, falar sobre a ética não é inútil, mas devemos agir também porque há coisas que não são explicáveis com a linguagem.
    No sentido de agir, entendido que devemos agir pelo que achamos "certo", uma coisa que eu enxergo na maioria das pessoas são que a maioria defende os animais, as ações justas e etc. Mas não agem, não fazem nada, por exemplo, na discussão que teve em aula sobre o sangue dos Yanomamis, é fácil defender o lado deles argumentando, o que muitas pessoas apoiam estar errado não devolver o sangue deles pelo avanço da ciência, mas isso, para mim, gera uma discussão inútil, provavelmente aqueles que se pronunciaram a favor de devolver o sangue não irão fazer nada a respeito, sendo que provavelmente que quem está com o sangue deles não irão devolver. Falar é fácil, mas agir que é bom nada.

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  16. Wittgenstein nos mostra aquilo que tambem fomos percebendo ao longo do curso, apesar de ser sempre válida a discussão sobre ética, não existe uma conclusão para este tema, não é possível chegarmos a um modelo unico e verdadeiro que irá garantir a moralidade de todas nossas açoes. Mas a discussão poderá nos levar a acordos comuns do que não é moralmente correto. De fato o mais importante esta na ação, devemos nos preocupar mais em agir de forma moralmente correta do que ficar falando sobre isso, que não levará a resiltado algum, pois é o tipo de coisa que não pode ser simplificado pela linguagem.

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  17. Ao contrário da maioria, Wittgenstein não conceitua o que é ético e nem se baseia em outros autores para argumentar sobre seu ponto de vista. Ele cria uma visão nova. Para ele a ética é implícita, não cabe em palavras o seu significado.

    O autor não é a favor da discussão sobre a ética, já que a linguagem natural não consegue traduzir sua real significação. Entretanto percebe o esforço que é realizado para mudar tal situação.

    Ludwig Wittgenstein diz que podemos descrever fatos, mas que apenas essa descrição não chegará a um parecer final. A ética, em sua perspectiva, é transcendental.
    “...apesar de que se possa mostrar que todos os juízos de valor relativos são meros enunciados de fatos, nenhum enunciado de fato pode ser nem implicar um juízo de valor absoluto.” (Conferência sobre Ética de L. Wittgenstein)

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  18. Para Ludwig Wittgenstein a ética não é algo que podemos traduzir em palavras. Podemos falar sobre acontecimentos, fatos mas nunca conseguiremos discutir sobre o que é a ética. Mesmo com esse principio Wittgenstein admite que as discussões sobre ética sempre são válidas mas nos alerta que nunca chegaremos a verdade.

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  19. Ludwig Wittgenstein é o autor que mais despertou meu interesse durante o curso. Ele deixa claro que é impossível dizer o que é Ética através da linguagem e que qualquer tentativa de escrever ou falar sobre Ética será inútil. Em minha opinião essa ideia exige uma reflexão maior comparado com todas as ideias abordadas até o momento. Pensar que debates para entender e estabelecer conceitos éticos são inúteis é frustrante. Porém creio que é importante ter a noção da incapacidade de obter a verdade com debates éticos. O debate é importante, mas nunca conclusivo. Wittgenstein explica que a Ética não pode ser traduzida através das palavras, mas podemos mostra-la através de ações.

    Cristina Gomes Firmino

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  20. Que é difícil se chegar a um consenso quando se fala em Ética é algo que fica bastante claro quando a estudamos. Wittgenstein de certa forma dá suporte essa visão, mas vai muito além, apontando que a discussão sobre a a Ética é inexoravelmente infrutífera, e que tal limitação decorre da natureza transcendental da Ética, que não poderia ser descrita ou compreendida com palavras. Assim, por mais que se reconheça a nobreza da discussão ética, e que, em virtude disso, os esforços em discutí-la sejam perfeitamente válidos, é fato que tais esforços nunca chegarão ao resultado desejado.

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  21. Wittgenstein afirma que existe o limite da linguagem para discutirmos assuntos que não estão contidos dentro da possibilidade argumentativa da própria. Ele considera que a discussão da ética pode acontecer, mas que sempre chegaremos a conclusão nenhuma. Ele se baseia principalmente nos limites de sentido das palavras para concluir que a ação individual pode sim ser ética, mas não sua discussão.
    O autor austríaco foge das correntes acadêmicas anteriores ao não tornar a ética passível de discussão.

    Este foi o tema que mais me intrigou, sem sombras de dúvidas, tanto que busquei ajuda de informações em alguns fóruns sobre o tema, e a simples constatação desse depoimento (http://www.teamliquid.net/forum/viewmessage.php?topic_id=233303), refletiu bastante com a circunstância que eu passo e passei e aquilo que eu penso (desculpas pelo palavrão) :” I'm taking part in this philosophy/book club and we are reading Wittgenstein, and it's really interesting, but it's quickly turning into everyone sucking on wittgenstein's balls (me included) and there is not much of a dialectic forming.
    I agree with Wittgenstein's main language argument, namely that we can't use language to penetrate truths about the world since the primary function of language is to facilitate communication between people. Thus, philosophers for centuries have been making the same mistake to try to answer questions like: "What is 'Virtue'?", or "What is 'Knowledge'"?, and so on. You can't extract these words from their context and make them mean something”.

    De certa forma, Wittgenstein nos dá uma aula de lógica e inteligência, mas sinto-me persuadido a seguir as ideias de Hume e do Utilitarismo como base para minhas atitudes. Até porque acredito que Wittgenstein estabeleça a impossível tarefa de definirmos o bom e o mau, o certo e o errado, o ético e o anti-ético apenas no sentido das próprias palavras que ele mesmo fez uso, mas não das ações. É nesse aspecto que concordando, de certa forma com ele sobre ser imposs´civel discutirmos sobre ética, devemos acrescentar algo, encontrando maneiras de baseados em princípios de bem-estar geral, de prazer em detrimento da dor, fazendo-nos uso consciente na tentativa de encontrar respostas, mesmo que passageiras apenas, para melhores condições de vida.

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  22. As ideias de Wittgenstein nos trazem uma nova visão do mundo ético, enquanto ficávamos tentando definir o caminho mais correto para entendermos um comportamento moral.
    Por várias situações na sociedade, tentaram implantar conhecimentos e formas de julgamento em sociedades, entretanto várias foram verificadas incompatíveis com a realidade e verdadeiros desastres. Comportamentos para tentar expressar uma teoria em outros ramos da razão, como as cidades jardim (moradias separadas da cidade por um cinturão verde de natureza) de arquitetos Ingleses aplicadas em São Paulo, que fizeram nascer verdadeiros parques vazios e disseminar a violência dentro desses cinturões.
    O que existiu nesse caso, assim como na ética que tenta ser desvendada por Hume, Kant e Mill, foi uma percepção de mundo, trazida a partir da sensibilidade individual de mundo, para o geral. Uma ideia de uma comprovação empírica, de forma que essa comprovação foi obtida a partir de um contexto específico e, portanto, sendo incapaz de traduzida para o mundo da linguagem,ou outro contexto.
    De fato, essas ideias se mostram muito atrativas, pois é possível entender a razão de discussões nunca chegarem a um consenso, havendo argumentos fortes de várias origens.

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  24. Ludwig Wittgenstein usa uma teoria inovadora frente as correntes filosóficas de Hume e Kant sobre o significado de ética, o autor expõe que não existem definições absolutas referentes a moral, a incapacidade definimos o que é ética pode ser atribuídas ao fato das limitações encontradas na nossa linguagem e que ainda a ética é um assunto transcendental.
    Wittgensteins fala em sua conferencia e que qualquer discussão sobre ética é sem sentido, pois como iremos discutir algo que não pode ser explicado através de palavras, mas somente pode ser mostrado e que devemos agir “eticamente” e não ficar discutindo o significado de ética, pois este debate nunca é conclusivo.

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  25. Para Wittgenstein a ética é um princípio utilizado a fim de levantar-se investigações acerca de questões a serem definidas ; a fim de expor mais precisamente o que vem a ser o termo ética, Wittgenstein, em sua conferência, aproxima o significado daquele termo com o conceito conhecido por Estética. Partindo disso, o filófosofo busca em sua oralidade apresentar o objeto de estudo da moral.
    Segundo o teórico as diferentes conceituações da ética encontram entre si semelhanças consideráveis, podendo ser, aquelas portanto definidas como sinônimas. É relevante, entretanto, analisar que os distintos conceitos acerca do tema abordado apresentam sentidos opostos, Wittgenstein expõe esses dois sentidos : o sentido trivial e o sentido ético. Partindo dessa divisão, o filósofo defende que o sentido que interessa à ética propriamente dita seria , como o nome desse já implica , o segundo sentido. Esse sentido infere a concepção e emissão de juízos de valor relativos e absolutos, sendo aqueles a simples enumeração de fatos descritivos enquanto que os últimos se constituem como, segundo Wittgenstein, o objeto de análise ética.
    Comparando a filosofia de Wittgenstein com a de Hume podemos inferir algumas divergências entre esses. Como já foi visto, para Hume as ações boas são aquelas que fazem com que os efeitos emitidos por nossos sentidos sejam agradáveis, enquanto que as más produzem sensações desagradáveis; nesse sentido, portanto, para Hume, o roubo seria algo imoral ou antiético. Wittgenstein, porém, discorda dessa teoria de Hume ao passo que embora o fato de sermos assaltados provoque em nós uma sensação aversiva , a simples descrição desse fato ocorrido não é útil o suficiente para exprimir ou considerar aquela ação ( assalto ) uma atitude imoral.
    Segundo o téorico analisado, a ética não é passível de ser definida neste mundo natural em que vivemos, segundo o filósofo aquela é transcedental , não podendo ser descrita de forma verbal ou narrativa. Nossas palavras, portanto, só emitem significados relativos e não éticos. Visto isso, nossa linguagem pode ser concebida como limitada, se valendo em decorrência disso de analogias expressadas sob a forma de conceitos como bom\mau. Quando tentamos analisar dois conceitos 'símiles' sem essa similaridade intrínseca acabamos nos deparando com definições sem sentido algum.
    Os conceitos que definimos derivam de nossa experiência emprírica e , sendo assim, cada experiência nos leva a conceituações ao mesmo tempo distintas e similares. Partindo-se da idéia de que ao nos depararmos pela primeira vez com um conceito somos levados à nomeá-lo, acabamos consequentemente atribuindo a esse um valor considerado por nós como absoluto; entretanto, a partir de nossa segunda experiência, totalmente distinta da primeira, podemos inserir ou suprimir características já definidas acerca do objeto analisado; em meio a isso, decorremos da situação de busca por novas definições que em virtude da limitação de nossa linguagem nos impede de expor conceitos distintos, os que acabam por se tornarem 'símiles ' e consequentemente não-absolutos.
    Wittgenstein propõe em decorrência do que foi exposto, analisar e definir o que vem a ser o termo ética a partir de uma abordagem que procure seguir o caminho oposto da limitação imposta pela linguagem humana; uma vez que, a ética deriva do sentido último e absoluto, o 'melhor sentido' ou o 'mais excelente dos sentidos ', por isso, Wittgenstein busca analisar a moral dentro do campo Estético. Essa visão do filósofo nos remete à primeira discussão que tivemos em aula que foi a relação entre Ética e Perfeição , dentro desse debate a teoria de Wittgenstein contribui de forma otimizante para a análise desse tema, ao considerar que o ético é aquele que apresenta o conceito 'mais perfeito' dentre todos os outros, sendo, portanto, o absoluto.

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  26. A essência da tese de Ludwig Wittgenstein, a meu ver, está neste trecho: “a Ética é a investigação sobre o significado da vida, ou daquilo que faz com que a vida mereça ser vivida, ou sobre a maneira correta de viver.”
    Não cabe a nossa linguagem fatídica (descrever e apontar acontecimentos físicos, matemáticos, históricos, religiosos...) exprimir o que seja a ética. Mesmo que em condutas, que por um contrato social sejam, corretas, muitas vezes atingimos uma fração do desígnio ou potencialidade real da ação, que pode também ter efeito contrário ao pretendido. Assim como ele define, a ética extrapola as delimitações naturais e corriqueiras, não podendo ser contida simplesmente por padrões aplicados a ciência em geral. Fica impossível falar de ética por não se factível expressá-la através das palavras, a ética é maior, podendo alcançar o campo da sobrenaturalidade, coisa que não se pode expressar.
    A ética, portanto, deveria ser passível apenas de respeito e contemplação do melhor possível de cada indivíduo. Nesse caso é mais digno silenciar, do que buscar na razão explicações vazias.

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  27. Boa noite, Professor!

    Ludwig Wittgenstein possui uma visão divergente sobre a ética, já tão vista durante o quadrimestre a partir de olhares contrários de diversos autores.

    O autor diz que além de estudar a investigação sobre o que é bom, busca averiguar o que é mais valioso e o que faz a vida merecer ser vivida;

    Para o autor, que visa sempre a objetividade nas suas ideias e rejeita a visão equivocada da ciência como principal modelo de conhecimento, a ética não possui definição expressa em parágrafos. Acredita que não há possibilidades de se estabelecer uma discussão sobre o tema, isso porque podemos discutir fatos mas esses nunca chegarão a uma definitiva sobre o problema.

    Vê a ética como algo transcendental, de modo que não há condição de concluirmos verdades em discussões com características éticas.

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    1. Cara Rebeca,
      Seu comentário não revela que Vc. leu o texto "Conferência sobre a Ética", de Wittgenstein. Aquilo que Vc. escreveu nos seus terceiro e quarto parágrafos não faz o menor sentido. Seu comentário está inaceitável.

      Excluir
  28. Diferentemente de outros autores já estudados nesse curso, Ludwig Wittgenstein adota outra abordagem sobre a ética humana. Para ele, o fator limitante para a discussão ética é a linguagem, já que ela não consegue alcançar todos os fatores responsáveis por determinada ação, dando conta apenas daqueles que se referem ao mundo.
    Wittgenstein defende uma ética mais prática, baseada no agir e não no pensar. Porém, isso não significa que devemos deixar as discussões éticas de lado, apenas nos alerta para o fato de que nunca obteremos uma verdade absoluta sobre o que é ético.
    Ele propunha a ideia de que devemos calar sobre aquilo que não se pode falar, novamente fazendo referência à limitação de linguagem. Acredito, porém, que nos calar não traria nenhuma luz às questões do agir humano. Questões estas que considero muito importantes para uma vida em sociedade.

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  29. Na conferência, Wittgenstein irá apresentar uma nova visão sobre o estudo da ética e sobre em que a ética consiste.
    Ludwig Wittgenstein define a ética da seguinte maneira: a investigação do valioso, daquilo o que realmente importa, a investigação sobre o significado da vida, ou daquilo
    que realmente faz com que a vida seja vivida, ou pela forma correta de viver. Porém, ele mesmo afirma que esse conceito é uma aproximação do objetivo da ética; e para ele a ética nunca poderá ser uma ciência no sentido restritivo, pois o estatuto ético, que podemos observar em nossas ações do cotidiano, irá agir sobre valores relativos, e não se baseia em valores absolutos. A principal pretensão de Wittgenstein era mostrar a
    maneira o conceito da ética irá ganhar o adjetivo de inefável. A ética não pode ser verbalizada, uma vez que ela não encontra o seu significado no mundo sensível, a ética como diz o filósofo, é transcendental, e tem por intenção cingir todas as significações e suas particularidades.

    Para Wittgenstein quando não se há condições de se definir o que é ética é melhor calar-se.

    Na minha opinião, não deve-se calar diante o estudo da ética, podemos considerar que nós homens somos dotados de inteligência e esta nos permite desenvolver um pensamento crítico, sendo possível fundamentar o estudo e ánalise da ética para que seja possível a melhora da sociedade em que vivemos, só não podemos entender e achar que a ética é uma ciência que é portadora de uma verdade absoluta, tendo em vista, que não se trata de uma ciência exata e sim de uma ciência humana, que tem variadas vertentes e diversas verdades que serão aplicadas dentro das singularidades das quais estão constituídas.

    Fernanda A. Nascimento
    E-mail: fernanda.nascimento.btk@gmail.com
    RA: 21071312

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  30. Em seu texto “Conferência sobre Ética” de L. Wittgenstein nos mostra que nossa linguagem sofre falhas ao se expressar, pensar, sentir e em nossas concepções sobre o que nos cerca. Essa deficiência da linguagem nos deixa perdidos varias vezes e principalmente quando tratamos de um assunto denso como a Ética. Wittgenstein sugere que a ética é muito mais do que a busca pelo que é bom, mas antes ele problematiza e amplia o uso da palavra Ética, definindo-a do seguinte modo: “Ética é a investigação sobre o valioso, ou sobre o que realmente importa, ou ainda, poderia ter dito que a Ética é a investigação sobre o significado da vida, ou daquilo que faz com que a vida mereça ser vivida, ou sobre a maneira correta de viver...” (L. Wittgenstein). Em sua definição ele sugere um consentimento mais amplo, sabendo que não existe em nossa linguagem algo capaz de definir á uma definição de ética que sirva para todos sem que haja discordância, exceções e particularidades. Boa parte das definições que damos, demandam e /ou carecem de sentido. Devido usar mal nossa linguagem sem conseguir expressar o que vai além das palavras, não conseguindo assim expor a questão ética.

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  31. Wittgenstein mostra outra visão na discussão sobre a ética, pontos que nem sempre são trazidos a tona. Em seu texto, ele apresenta limites para a ética e não regras, como já vimos em outros autores como Kant.
    Em sua discussão, Wittgenstein trata a ética como algo ‘inalcançável’ pelas palavras, um signifcado no qual ultrapassa os limites que temos, assim, ela acaba deixando transparente sua idéia, pois as discussões que se baseiam neste tema sempre tem conclusões e extemos, o que não é necessário tratarmos quando usamos a linguagem.
    Em contraposto com Hume, ele não forma uma estrutura na qual pode-se usar a ética, ele ainda acredita que nunca existirá uma conclusão sobre a ética, por isso é contrário às discussões que envolvem este tema. Ele não desdenha o significado que a ética possa ter, porém acredita que não existe um sentido certo ao tratarmos dela.
    Por fim, a teoria de Wittgenstein nos mostra que, baseado em suas idéias, não devemos discutir a ética pois nunca chegaremos a uma conclusão que nos satisfaça, portanto, devemos não comentar sobre este assunto e só criariamos um consenso a partir de uma maioria generalizada.

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  32. O autor do texto começa definindo estética como parte da ética, sendo a mesma um objeto contido numa universalização de características, ou seja, a estética e sua definição de belo e feio, vêm de um padrão criado por uma média de objetos com características semelhantes.Sendo assim, a definição de bom ou ruim, está margeado por conceitos contidos numa esfera individual, baseada em preceitos contidos numa lógica pessoal de padrões criados pela universalização de conceitos.
    O autor divide o juízo em 2 partes, colocando a parte do juízo relativo, como algo que resulta de uma ação de baixa importância, ou seja, num juízo de escolha pessoal, como saber jogar tênis bem, e não fazê-lo por escolha própria. Já no juízo absoluto, o ato consequente é um ato gerado por uma escolha pessoal também, porém, suas consequências são de esfera universal, não contidas somente numa ética individual.
    Assim como cita o autor: " A essência desta diferença parece obviamente esta: cada juízo de valor relativo é um mero enunciado de fatos e, portanto, pode ser expresso de tal forma que perca toda a aparência de juízo de valor."
    Nessa análise, pode-se constatar que "apesar de que se possa mostrar que todos os juízos de valor relativos são meros enunciados de fatos, nenhum enunciado de fato pode ser nem implicar um juízo de valor absoluto." E que nessa constatação, os juízos absolutos são definidos e não podem ser relativizados, por serem inferências universais.
    É colocado também, o nosso estado mental, de forma que nossos juízos morais são movidos por estados que encontramos nossa própria mente. Sendo assim, os conceitos podem sim estar relativizados em nossa mente, mas sempre estarão baseados numa margem ética universal. Segundo o autor: "O bom absoluto, se é um estado de coisas descritível, seria aquele que todo o mundo, independentemente de seus gostos e inclinações, realizaria necessariamente ou se sentiria culpado de não fazê-lo."
    A experiência também é altamente valorizada, pois assim como Hume relatou, a experiência é a causa dos juízos morais, porém, com uma análise dos fatos como provas de um ato definitivo, não como evidências de um fato vindo de diversas sucessões.
    A diferenciação do conceitos de BOM em algumas colocações, também é abordado, visando diferenciar os juízos morais de caracterizações, ou seja, o conceito de bondade se difere do conceitos de capacidade de fazer algo BEM.
    "Para muitos de vocês a resposta parecerá clara: bom, se certas experiências nos levam constantemente a atribuir-lhes uma qualidade que chamamos valor absoluto ou ético e importante, isto somente mostra que ao que nos referimos com tais palavras não é um sem sentido, que depois de tudo, o que significamos ao dizer que uma experiência tem valor absoluto é simplesmente um fato como qualquer outro e tudo se reduz a isto e que ainda não encontramos a análise lógica correta daquilo que queremos dizer com nossas expressões éticas e religiosas." Nesse trecho, o Wittgestein coloca seu conceito de ética como um juízo absoluto contido numa colocação prática de suas experiências pessoais, sendo sua ética um conceito de buscar o BEM, e mostrar de forma empírica que é da natureza humana passar a vida buscando fazer o que nosso juízo tem como BOM.

    Gustavo Siqueira 21025112
    Gustavo.siqueira0@gmail.com

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  33. Bom dia Professor,

    De fato tive dificuldade na leitura do texto dessa semana, talvez seja esse o motivo do conteúdo do comentário feito por mim, não expressar claro entendimento.

    Sendo assim, procurei reanalisar minhas anotações juntamente ao texto de modo que eu consiga compreender melhor a ideia de Wittgenstein passada no texto "Conferência sobre a Ética" e reformular o comentário, que era até hoje, dia 18/06.

    Para o autor, cada juízo de valor relativo não pode ser considerado um juízo de valor absoluto, já que são simplesmente compostos por fatos, que para ele não condizem de forma alguma com a ética.

    O autor crê que o bom absoluto seria aquele que todos sentissem a necessidade de o executar, caso contrário, ficariam envergonhados ou se sentiriam culpados, entretanto, em suas mesmas palavras considera tal conceito uma quimera.

    Ao meu ver, o autor faz muito o uso da experiência para explanar suas ideias , como explica que ao nos assustarmos com uma situação, esse sentimento se deve a uma ideia já pressuposta daquilo que era anteriormente.

    Vê a necessidade clara na linguagem correta, já que sem sabermos conceitos claros do que significa uma palavra, podemos usa-las em momentos inapropriados não fazendo sentido algum.

    Valor absoluto pra ele não é passível de ser descrito, ainda complementa que tentar explicar ética, assim como religião é tentar ultrapassar os limites da linguagem. Não vê a ética como uma ciência, mas entende que o ser humano busca o bem através de suas atitudes.

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  34. Wittgenstein aborda a ética de forma completamente diferente dos autores anteriormente estudados, como dito pelo Professor Peluso em aula, o autor "vira de cabeça para baixo" tudo o que foi anteriormente estudado em Hume, Kant e Mill. Enquanto estes tentavam definir a ética, dando a ela um sentido passional, no caso de Hume, definindo certo e errado por meio das paixões, ou encaixando as ações humanas em máximas, como visto em Kant, Wittgenstein vai desde o início expor as limitações que, ao seu ver, são características da Ética.

    A primeira coisa que deixa claro em sua Conferencia sobre Ética, seguida de vários exemplos, é que a principal limitação que podemos encontrar nesse debate é referente à linguagem. O que o filósofo quer dizer é que a linguagem é relativa, e consegue traduzir mensagens factuais e mundanas, descritivas, estando assuntos como Ética e Religião fora do seu alcance, pois não são fatos e nos faltam palavras para tratar destes assuntos de forma adequada.

    Para Wittgenstein, a Ética não pode ser considerada uma ciencia, dado que trata de explicar o sentido último da vida. Ele considera que devemos agir ao invés de ficar falando sobre ética, porém os esforços dessa discussão são válidos, mesmo que não cheguemos à verdades. O autor utiliza a analogia “esta corrida contra as paredes de nossa jaula é perfeita e absolutamente desesperançada” para descrever isso, sendo a jaula os limites da linguagem e a corrida as tentativas de discussão sobre ética.

    Acredito que mesmo com as limitações impostas pela linguagem é preciso que a ética continue a ser discutida, pois mesmo que não cheguemos a verdades universais, cada teoria apresentada tem sua validade e explica um pouco da essencia humana.

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  35. Após a leitura de “Conferência sobre a Ética”, de Ludwig Wittgenstein, acabei por concluir, a menos por princípio, sua notável aproximação com o pensamento ético de Hume – embora naturalmente abordado em outro contexto e com diferentes argumentações -, e sua oposição à noção de “dever” (imperativo categórico) de Kant, bem como do utilitarismo de Mill e de Bentham.


    A princípio, Wittgenstein começa, em seu discurso, analisando através de uma série de eventos triviais/comuns a validade da explicação de Moore (Professor, no livro “Principia Ethica”) sobre a ética: ela consistiria em uma “investigação geral sobre o que é bom”. (aliás, vale a pena ressaltar que inúmeros exemplos de situações cotidianas hipotéticas ou não, e espaço-comum à todos ou à grande maioria são utilizados por Wittgenstein como exemplificação de seu pensamento ético ao longo do texto, em um discurso cativante e muito bem articulado, digno de um hábil orador). O autor se utiliza de uma série de exemplos/hipóteses no intuito de fazer-nos refletir sobre o que exatamente pode significar o termo “bom” – e é aí que ele começa a inserir seu pensamento acerca da ética –, de que ela muito provavelmente estaria muito mais próxima do termo “estética” do que do termo “bom”.


    Ele introduz a noção dos “sinônimos” tão comuns nos estudos éticos que tentam explicá-la: ética consistiria na investigação sobre o valioso, sobre o que realmente importa, sobre o significado da vida, sobre o que a faz merecer ser vivida, ou ainda sobre a maneira correta de se viver. Todos esses sinônimos, no entanto, poderiam para Wittgenstein dividir-se em duas naturezas de “ética”: aquela que envolve o que é trivial ou relativo, e aquela que explica a “verdadeira ética”, em seu sentido absoluto.


    E talvez seja nesse contexto que a explicação sobre a significado de “bom” melhor se encaixe: sempre que denominamos algo de “bom”, estamos automaticamente atribuindo um adjetivo que só pode servir na medida em que o propósito da coisa que recebeu tal qualidade tenha sido previamente fixado. Ou seja, temos inerentemente – ou inconscientemente – em nossas concepções aquelas coisas que são capazes de alcançar um objetivo maior do que outras: na maior parte dos casos, o de causar maior prazer. No entanto, tal propósito ou objetivo, segundo Wittgenstein, seria previamente determinado para cada indivíduo, na grande maioria das vezes e de maneira diferenciada: quando dizemos, por exemplo, que uma específica estrada é a correta a se seguir, esta é somente porque nos levará mais eficientemente ao local ao qual escolhemos ir, naquela devida circunstância e situação específica.


    Wittgenstein introduz a ideia de que certas práticas adaptam-se melhor aos “juízos relativos”, enquanto outras ao que ele chamou de “absolutos”. Uma partida informal de tênis, por exemplo, pode ser escolhida jogar-se esplendidamente ou não, por seus jogadores, de maneira relativa aos seus desejos, na medida em que tal escolha não afetará diretamente a outrem; entretanto, no caso de quando contamos mentiras, por exemplo, acabamos por afetar outras pessoas e assim nossa escolha consistirá em um “juízo absoluto” – algo como um dever de agirmos “corretamente” para não prejudicarmos àqueles inseridos em nosso contexto.


    O autor continua dizendo que a primeira forma de juízos, os relativos, consistiriam em todas a situações que enunciamos/descrevemos fatos como parte de uma opinião, e que portanto jamais poderiam ser inseridos no contexto de absolutos; jamais poderão ser considerados “deveres morais”, auto-evidentes. Dessa forma, não poderão ser inseridos no domínio da “ética” – uma vez que a ética no sentido dos juízos absolutos somente seria capaz de representar os eventos “sobrenaturais”, aqueles localizados além de nossa intervenção e opinião (nossos juízos relativos seriam por sua vez manifestações de opiniões naturais concernentes a cada indivíduo).


    (continua)

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    1. Sendo assim, Wittgenstein nos faz pensar então sobre o que deveriam ser os juízos absolutos: além de sobrenaturais, eles seriam na realidade (quase que como uma conclusão dedutiva a partir das premissas/circunstâncias apresentadas) “necessidades lógicas” das quais todos aqueles que não os seguem deveriam fortemente envergonharem-se por tanto; seriam condutas que, independentemente dos gostos, inclinações e opiniões de cada um, representariam “necessidades éticas” capazes de gerar culpa quando não cumpridas.


      Todavia, Wittgenstein nos faz pensar sobre tal conclusão “dedutiva” ou natural, comum a algumas correntes filosóficas sobre a noção do dever das ações: na realidade, esta concepção da racionalidade guiadora de nossas vontades seria nada menos do que equivocada, uma vez que não haveria para ele qualquer tipo de “ideia” que detivesse o poder suficientemente coercitivo para “controlar-nos” e fazermo-nos agir por juízos “absolutamente éticos”, por deveres considerados “universais”.


      E para Wittgenstein, esse argumento é muito simples de ser explicado e defendido – considerando que o mau uso da linguagem da qual usufruímos para nos expressar seria a grande problemática das definições e distinções éticas. Voltando à questão inicial, como por exemplo poderíamos definir consistentemente o adjetivo “bom” às ações? O que significaria bom para um, teria necessariamente o mesmo significado para outro? Na realidade, tal definição é comumente empregada de maneira errônea, ou seja, é utilizada a mesma expressão para situações díspares, as quais certamente não abrigam as mesmas características e não permitem que o mesmo termo seja utilizado – por exemplo, quando caracterizamos uma pessoa de boa, e um atleta de bom atleta. Certamente, verifica-se aí um paradoxo de significados que são equivocadamente associados ao mesmo termo, à mesma expressão.


      E é justamente neste momento em que aparece o principal problema: dificilmente conseguimos descrever um fato/evento sem utilizar o mesmo termo similar, como por exemplo no caso do adjetivo “bom”. É nesta situação que damo-nos conta de que tentar descrever os fatos sem que seja através da expressão “bom” poderia fazer surgir descrições diferentes umas das outras – o que evidencia a natureza díspar dos eventos que estamos tratando com o mesmo adjetivo, e portanto deixa claro a existência de diferentes descrições para tais fatos –, as quais não podem ser apressadamente generalizadas a um conjunto de expressões explanadoras, a normas e deveres éticos, a um código ético restrito e absoluto.


      Assim funciona também o exemplo do “milagre”, tão engenhosamente trabalhado por Wittgenstein. Ele nos questiona sobre qual seria a concepção comum de milagre: geralmente seria aquela que defende que fatos extremamente improváveis e carregados de “salvações”, ou características benéficas seriam a melhor definição para o termo. Mas e quando anomalias – também extremamente improváveis e carregadas de “sobrenaturalismo” – acontecem, seriam elas milagres também? Wittgenstein utiliza o exemplo de repentinamente surgir uma cabeça de leão ou de qualquer fera em uma pessoa: seria este um evento considerado miraculoso? Ele pode sequer ser considerado benéfico? Mas e caso eventualmente seja considerado benéfico, para a pessoa que o vivenciou? Seria um “milagre” pela concepção que estamos acostumados a lidar?


      (continua)

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    2. São nesses tipos de dilemas que a ética absoluta mostra-se incapaz de sustentar-se, sendo neste momento que percebemos pela ética wittgensteiniana que as ações que não podem ser descritas pelo mesmo termo “universal” – tais como o adjetivo “bom” -, seriam não porque seja difícil encontrar outro termo para substituir aquele, mas sim porque seus próprios significados – suas essências – carecem de sentido único, uma vez que múltiplas interpretações podem surgir e ser construídas para o mesmo evento, assim como para a mesma expressão.


      E assim o autor conclui – e nos gera muito conteúdo para reflexão também -, que os obstáculos inerentes à linguagem, concernentes às múltiplas possíveis definições éticas são o maior problema daqueles que tentam compreendê-la. Pois, segundo Wittgenstein, os julgamentos éticos seriam provenientes de um domínio extra-científico e extra-racional, claramente e fortemente subordinados ao “espírito”, aos sentimentos e às opiniões pessoais e naturais de cada um: “A Ética, na medida em que brota do desejo de dizer algo sobre o sentido último da vida, sobre o absolutamente bom, o absolutamente valioso, não pode ser uma ciência. O que ela diz nada acrescenta, em nenhum sentido, ao nosso conhecimento, mas é um testemunho de uma tendência do espírito humano que eu pessoalmente não posso senão respeitar profundamente e que por nada neste mundo ridicularizaria”.


      kamila.star.p@hotmail.com

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  36. Denis Henrique de Miranda18 de junho de 2013 12:56

    As possibilidades do questionamento do juízo absoluto pode partir de duas visões: a primeira, menos provável, seria aquela que a maioria das pessoas se basearia [quando questionadas sobre qual o interesse dela quando diz que uma ação "de agir como um animal" deve ser mudada], porque revela um lado mais altruísta dela: "Esta ação faz mal para você! Você como indivíduo será prejudicado! Sofrerá repressão e retaliação, será excluído da vida em sociedade"; entretanto, a mais provável e quase inconsciente, diz respeito ao temor daquele que aconselha de sofrer pela ação do aconselhado: "Você vai perturbar a ordem pública! Os outros sofrerão por sua causa! Você vai nos (e me) gerar um desconforto enorme! Pare com isso!".

    A indignação [do livro do mundo] escrito sem os juízos morais, não viria somente pelo fato de um assassinato estar no mesmo nível de linguagem de uma pedra caindo, mas também, por que não, desse assassino ser você mesmo, ou talvez do assassinado ser algum parente (ou por que não, você mesmo também), o que prova que cada um leria aquela frieza de um jeito, e a justificaria de forma diferente.]

    Muito daquilo que queremos dizer (que consideramos bom ou perfeito ou ético) é perdido na transferência da subjetividade para a objetividade somente por causa da linguagem. É possível desenvolver-se uma nova forma de linguagem que consiga transcrever todo o subjetivo para a dimensão que todos vivemos? Talvez uma nova leitura da conversão de certos códigos binários a partir de eletrodos injetados no cérebro? Um novo alfabeto baseado em "sim ou não", "0 e 1", "cheio e vazio"? Um alfabeto onde nenhuma palavra se repita nunca? A ética é muito carregada de subjetividade, e é até interessante pensarmos que nunca saberemos de tudo que passa com os outros. Nos permite sermos diferenciados de máquinas; nos deixa livres de fórmulas matemáticas para mapear nossas decisões futuras.

    Acredito ser possível imaginar a não-existência do mundo. Acredito ser o que sentimos quando morremos: uma ausência de tudo - cor, som, peso, profundidade, duração, de qualquer um dos conhecidos 5 sentidos.

    Como adendo, linguagem pode ser uma problemática porque a ausência de linguagem pode ser considerada uma forma de linguagem; na mesma medida que o preto é considerado uma cor, embora seja a ausência delas.

    RA: 21007312

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  37. A ética sob a ótica de Wittgenstein é vista como algo transcendental, que vai além da linguagem, esta que por sua vez não consegue traduzir o que seria ético.
    Ele diz que “a ética é a investigação sobre o que é bom/ o valioso/ o significado da vida/ a maneira correta de viver”, porém isso somente seria o papel da ética, ou seja, sobre o que ela se encarrega.
    Uma sentença não consegue explicar o que é ética, assim como também não consegue explicar o que é religião. Tentar entender o que é bom ou mal vai além da linguagem, e através talvez da experiência seja possível entende-la.
    Para Wittgenstein a palavra ética pode assumir dois sentidos, o trivial ou relativo, e o ético ou absoluto.
    No primeiro a ideia de bom, correto e importante assume o sentido de algo que satisfaz certo padrão predeterminado, porém este significado é diferente do assumido em Ética, pois esse enunciado de fatos não é capaz de transmitir nenhum juízo de valor.
    Enquanto que para o absoluto algo que é bom, correto e importante é algo que imediatamente deve ser tomado como algo necessário, que deve ser cumprido, pois do contrário a pessoa deveria envergonhar-se.
    A ética então corresponde somente a nossa conduta, ao nosso modo de agir para com o outro, e também na busca de melhorar nossas ações, tentar traduzi-la a palavras torna-se uma tarefa impossível.

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  38. Isabela Biscalchim18 de junho de 2013 14:30

    De todos os autores que estudamos até agora o Wittgenstein da um enfoque diferente ao estudo da ética, com pensamentos que te confundem um pouco por serem tão diferentes dos outros.
    Em seu texto, ele diz que a linguagem estuda as coisas do mundo, os fatos que podemos descrever e o caminho que a linguagem segue é o do juízo relativo (“meros enunciados de fatos”). Já a ética é vista como algo que vai além do mundo, algo que não pode ser considerado como fato, a ética é não-factual, assim a linguagem não pode descrever a ética. A ética se encaixa no juízo absoluto.
    Para Wittgenstein a ética é um assunto difícil de se falar, ele prefere a ação do que discutir. Contudo a ética pode ser discutida, até deve, mas não conseguiremos chegar a uma verdade absoluta, pois não existe, o que existem são teorias variadas sobre um mesmo assunto da ética.
    Sendo assim, mesmo não existindo uma verdade universal sobre a ética, ela deve ser discutida, para chegarmos a teorias e entendermos os pensamentos dos outros. Quanto mais discutimos um tema, mais aprendemos sobre ele.

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  39. Assim como em sua vida, podemos dizer que Ludwig Wittgenstein procurou dar aos rumos da filosofia moral um caminho diferente dos comummente adotados, um caminho digno de um gênio excêntrico como o próprio era, se esforçando e se comprometendo constantemente por uma perfeição tanto em suas idéias quanto em sua vida de forma a evitar interdependências. E nesta procura Wittgenstein conseguiu que sua vida se transformasse no próprio resultado de seu pensamento.
    E seu pensamento, como bem elucidado em seu texto, implica que todo nosso conhecimento está entrelaçado junto com a nossa linguagem, não podemos imaginar algo que não podemos exprimir pelas palavras, não conseguimos transmitir mensagens, logo todas as nossas verdades acerca dos fatos são baseadas em relações de palavras.
    Porém a ética se faz fora de onde nossas palavras alcançam, afinal a ética não é factual, uma vez que Wittgenstein diz que a meta da ação humana é o bem, e o bem também não é algo que pode se falar sobre, o conhecimento do bem, da ética, se impõe apenas de forma transcendental, ou seja, além de nosso universo palpável de fatos, além do que nossas palavras possam expressar.
    Logo, não podemos falar sobre ética do ponto de vista de Wittgenstein, tais como os filósofos como Hume, Kant e Mill, por exemplo, procuravam teorizar, e também devemos assumir que nunca vai existir um fato que determine nossas ações. Onde a respeito da ética só poderíamos emitir juízos a respeito de demonstrações. Porém discutir ética não se faz algo desnecessário, acredito que até mesmo para Wittgenstein, uma vez que, nas palavras do professor: "É necessária a fala para se descobrir o silêncio", exibindo as relações entre palavras na verdade sobre os fatos e, principalmente, que se faz necessária a compreensão de outras visões e pensamentos para, ao fim, chegarmos a conclusão que ele chegou.

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  40. Achei muito interessante a inusitada tentativa de conceituação do termo “Ética”. Diferente de todos os autores estudados até então, Wittgenstein sustenta um caráter transcendental ao problema e fixa a ideia de limitação da nossa linguagem.

    Em minha opinião, o raciocínio utilizado pelos outros autores seguiam uma lógica indutiva, pois tentava-se investigar os casos particulares para, por fim, entender o sentido geral e mais abrangente de Ética, o que sempre gerou inúmeras interpretações pelos mais variados pensadores, identificar a epistemologia da palavra através das ideias e argumentos apresentados. Wittgenstein, porém, me parece seguir um modelo dedutivo, ele parte do que já é verdade, para poder exemplificar os demais casos (não entro no caso da definição real de Ética, mas sim da ideia do que esta poderia ser).

    O autor distingue os sentidos em que a palavra adquire, o sentido relativo e o absoluto. O sentido absoluto seria aquele em que a Ética é algo bom em si mesmo, independe dos fatos apresentados, não há uma comparação com mais alguma coisa, ela apenas é. E, por esse motivo, a linguagem não alcança sua definição, Wittgenstein refere-se a um limite em que o conhecimento não consegue uma explicação concreta, como algo exterior a nós, o que leva seu caráter transcendental. Tudo aquilo que conseguimos definir, é, portanto, relativo e sujeito a uma explicação e comparação, fatos passiveis de descrição.

    Assim, ao buscarmos a verdade sobre o bem, sobre a Ética, tentamos ultrapassar esse determinado limite, porém não o conseguimos, uma vez que, o que se sucede são as tautologias, preposições sem sentidos, já que não haveria essa possibilidade de atingir o meio “externo” a nós.

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  41. Ludwig Wittgenstein é considerado um dos principais filósofos do século XX. Nasceu na Áustria em 1889 em uma família judaica de boa condição social. Era uma pessoa fora do comum, de extrema inteligência. Homossexual, Wittgenstein doou toda a herança que herdou de seus pais para seus irmãos, de maneira que nunca mais pudesse rever nenhum centavo que um dia fora seu. Inicialmente estudante de engenharia, decidiu consultar Bertrand Russell para saber se teria potencial para seguir a carreira filosófica.
    Sua filosofia é vista como um diferencial entre os pensamentos previamente elaborados por Hume, Kant e outros filósofos que o precederam. Segundo sua linha de pensamento, temos a opção de saber, de conhecer a verdade. Basta querermos. Por outro lado, não acredita que tal opção seja possível quando se fala sobre o bem, ou seja, para Wittgenstein é intrínseco ao homem praticar o bem.
    Ao tratar a ética, Wittgenstein afirma que esta é algo transcendental, ou seja, está além dos limites conhecidos do universo. Por isso, não é possível que através da linguagem possamos atingir a ética, uma vez que a linguagem retrata tudo o que se passa no mundo em que vivemos. Mesmo sendo transcendental, Wittgenstein acredita ser importante que a ética seja discutida. Não é possível atribuir o conceito universal sobre o que é ético, mas com certeza, podemos ter noção de atos que certamente não são éticos. Roubar e estuprar são exemplos de ações que sob nenhuma circunstância serão vistos como éticos.

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  42. João Lucas M. Pires18 de junho de 2013 20:38

    " Também denominarei jogos de linguagem o conjunto formado pela linguagem e as atividades com as quais ela está entrelaçada"
    "Tudo o que propriamente pode ser dito, pode ser dito claramente e sobre o que não se pode falar, é preciso guardar silêncio"
    tentarei ser breve mas bem claro sobre , acredito que essa duas frase do autor, deixam bem claras sua forma de construir a ideia sobre ética na minha concepção, podemos entender que ele coloca, ética, estética: os discursos que remetem ao sentido, ao valor da coisas, ou ao simples fato de que elas existem, porque eles não representam fatos, são sem significação; e o jogo da linguagem a noção central, de inspiração pragmatista, ela designa as atividades reguladas a partir das quais é possível a aprendizagem do uso e da significação das palavras.

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  43. Ana Jacqueline O. R. Nunes - 2106791218 de junho de 2013 20:47

    Luid Wittgenstein produziu obras que, embora curtas ou póstumas, revolucionaram todos as teorias, deixando a Filosofia Moderna às avessas. Até então, todos os autores haviam tentado expor o que consideravam como ético, moral ou imoral seguindo muitas vezes uma "receita" do pensamento para que todos os seres pudessem classificar seus atos, devendo agir deste ou daquele jeito. Wittigenstein apresenta um modo totalmente diferente e inovador de se pensar sobre a Ética.
    No texto "Conferência sobre Ética", o autor cita de inicio que irá expor diversas situações, através de metáforas, onde deveríamos encontrar entre estes os sinônimos e características similares. Porém, ao descrever as situações, o autor não irá imprimir em cima destas seus juízos de valor, já que tudo o que está compreendido neste espaço das descrições são justamente fatos e sobre estes nenhum pode ser superior ao outro: somente podemos descrever o sentimento que possuímos ante à esta metáfora ou aquela. Assim, Wittgenstein define a ética como algo transcedental, que neste momento não pode ser uma ciência pois nada acrescente ao conhecimento humano, tendo apenas um sentido relativo para cada um dos seres.
    Então, surge o questionamento do termo "absoluto" (valor absoluto, verdade absoluta...). Assim como não podemos atribuir a verdade para a expressão "não existem milagres" simplesmente pelo fato que de a ciência não pode explicá-los com atributos linguisticos já que também não existem explicações factíveis para isso, os valores absolutos não podem ser atribuídos, pois sua falta de sentido se constitui em sua própria essência. Ou seja, tudo está resumido nos limites da linguagem, já que existem coisas que a prórpia linguagem não consegue explicar. Conclui então que "esta corrida contra as paredes de nossa jaula é perfeita e absolutamente desesperançada", porque seria preciso "ir além do mundo".

    Assim como na busca ética pela perfeição, já exposta ateriormente neste curso, a busca pelo absoluto se tornará sem fundamento e sem um fim lógico, já que estaremos presos à linguagem e seus recursos, podendo-nos depararmos e batermos na "muralha" de seus limites a todo momento, já que pra certas coisas simplesmente não existem explicações (De onde viemos? Como surgiu o mundo? Porque somos seres morais?). Seria necessário que nós - embora entenda que este seja o papel da Filosofia e também das ciências - fossemos além disso, aquém da "metalinguagem", para encontrarmos a linguagem correta que pudesse descrever estes fenômenos.

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  44. Arthur El Reda Martins
    RA 11002610

    Como o próprio professor explicou em aula, Wittgenstein possui um ponto de vista bem diferente dos últimos autores estudados, como Kant, Hume e Mill. Já havíamos discutido em sala e chegado a um consenso de que é dificílimo definir a ética, e Wittgenstein envereda por esse caminho, destacando a natureza transcendental do conceito. Ele defende a ética como sendo naturalmente definida, e não se preocupa em fazê-lo pois não acha produtivo. A ética, de acordo com ele, é definida por ações que julgamos certas e transcendem os limites da linguagem. A síntese seria de que a ética não deve ser definida e nem devemos nos preocupar em fazê-lo. Devemos nos preocupar em mostrá-la.

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  45. Wittgenstein mostra em sua obra filosófica que a Ética não pode ser considerada como ciência, não podendo somar nada ao conhecimento, sendo conforme citação do próprio uma "tendência do estado do espírito humano", e que somente poderia respeitar ao máximo tal tendência.

    O filósofo austríaco descreve que, se considerarmos o bom absoluto como aquele em que todos realizariam as ações provindas de tal ou se sentiriam culpados por não conseguirem realizar, independentemente de crenças, gostos e vertentes seguidas. Wittgenstein considera esse bom absoluto como uma quimera, um sonho, e nenhum estado de coisas poderia ter tal poder de influência e persuasão.

    Wittgenstein acredita então que as concepções que falam sobre esse bom absoluto ou a natureza da ética provém de mal uso da nossa linguagem, e mesmo que muitas vezes aparentem estar corretos, basta apenas uma breve análise sobre as palavras e seus contextos para que fique explícito os erros cometidos.

    Ainda citando o filósofo, Wittgenstein mostra que "A Ética, se ela é algo, é sobrenatural e nossas palavras somente expressam fatos", e a partir do momento em que não estamos debatendo um fato, essa não poderia ser compreendida, julgada, e especificada pelo nosso vocabulário.

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  46. De forma totalmente contraria as ideias de Hume, Kant e Mill, Wittgeinstein defende que a ética esta além dos limites conhecidos do universo, portanto não é possível chegar à ética através da linguagem. Entretanto para ele é importante que a ética seja discutida, porém nunca se chegará a uma verdade absoluta já que a única coisa que acontece são teorias variadas sobre a ética.

    Não existe uma metodologia para definir o que é ético, da mesma forma que a religião não pode ser explicada a ética também não pode.

    Portanto, por estarmos presos a uma linguagem que tem seus limites, a busca pelo absoluto não tem nenhum fundamento.

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  47. Wittgenstein identifica um problema da linguagem, caracterizando o nosso vocabulário como ineficaz para expressar conteúdos em Ética. Para que se fosse possível expressá-los, a linguagem deveria “ser capaz de traduzir o que se passa no ‘além mundo’, no âmbito do que está além das provas racionais”, como citado no livro Ética para Principiantes.

    Isso ocorre porque a Ética não é um fato e, segundo Wittgenstein, existe um limite no nosso vocabulário, na medida em que ele nos permite descrever apenas fatos. Dessa limitação conclui-se que a Ética, não sendo um fato, não pode ser descrita ou entendida na forma de palavras. Mas nem por isso Wittgenstein propõe que deixemos de escrever sobre Ética.

    No texto da “Conferência Sobre Ética” de Wittgenstein, são apresentadas situações características em que o autor mostra que a linguagem não é suficiente (embora possa parecer) para tratar de assuntos em Ética e Religião. Wittgenstein sustenta que “na linguagem ética e religiosa, constantemente usamos símiles”. Ele mostra que quando tentamos abandonar o uso desses termos similares, não conseguimos mais atribuir termos que enunciem os fatos que deveriam estar por trás desse símile (assim percebemos a ausência de fatos e os símiles se apresentam como “um mero sem sentido”, como diz o próprio autor).

    A conclusão do texto da Conferência, entretanto, não sugere que abandonemos a escrita sobre Ética. Wittgenstein conclui: “O que ela [a Ética] diz, nada acrescenta, em nenhum sentido, ao nosso conhecimento, mas é um testemunho de uma tendência do espírito humano que eu pessoalmente não posso senão respeitar profundamente e que por nada neste mundo ridicularizaria”. Dessa conclusão interpreta-se que são válidos os esforços de escrita e discussão sobre Ética. Cito mais um fragmento do livro Ética para Principiantes que me parece uma boa conclusão: “Apesar de não existirem possibilidades de escrita de proposições de juízos absolutos, ela [a Ética] é uma tendência que se impõe ao ser humano e que merece ser objeto de qualquer tipo de esforço que possamos fazer para realizar o anseio que ela parece expressar”. Ainda que haja uma limitação de recursos da nossa linguagem, do nosso vocabulário, no sentido de possibilitar uma abordagem satisfatória sobre Ética, devemos escrever sobre e discutir seus assuntos.

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  48. Wittgenstein, diferente de outros autores que buscam explicação entre eles para definir ética, a partir de visões já existentes, procura entender a ética como algo implícito no comportamento do homem, e não mais um bem ou objetivo a ser buscado. Ele vai contrário a tudo o que haviam estudado anteriormente.
    Ele vai defender que a linguagem, diferente da ética, é usada para buscar entender o mundo, enquanto a ética, sendo algo que está além do nosso entendimento, ou algo transcedental e, portanto, intrínseco ao homem, não pode ser definida por nossa linguagem e conhecimento adquirido a partir dela. Ai está, então, um problema de nossa linguagem, caracterizada pelo autor como ineficaz e falha.
    Essa ética, por ser algo indescritível pela linguagem humana, é algo a ser mais vivido do que discutido. Mesmo assim, a discussão é algo interessante, pois quanto mais se discute a respeito de algo, mais se aproxima da verdade.

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  49. Wittgenstein “revolucionou” os conhecimentos da Filosofia Moderna. A busca pelo absoluto se torna “sem fundamentos”. A busca por modelos de classificação das ações, até então buscados pelos outros filósofos, é questionada por Wittgenstein, já que há um “problema nas palavras” que não nos permite ter certos conhecimentos.

    Para Wittgenstein, a Ética não é um fato e não pode ser analisada com o instrumento da linguagem. Ele nos diz que o vocabulário que temos é ineficiente para discutir ética. Teríamos que ter ferramentas para dizer o que acontece no “mundo para além da razão”, entretanto a linguagem não tem esse poder.

    Mesmo com esse problema linguístico, Wittgenstein diz que não devemos abandonar a Ética e o debate sobre ela, já que a Ética é algo que se impõe ao ser humano.

    “Esta corrida contra as paredes de nossa jaula é perfeita e absolutamente desesperançada”.

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  50. Após examinar o material, o que entendi de Wittgeinstein é que temos apenas uma ideia aproximada da ética, jamais saberemos com certeza, em suas palavras,o "valor absoluto". A ética, para ele, está em outro nivel, além do mundo real ou sobrenatural. Um outro ponto que eu notei, mas também posso estar equivocado, é que segundo Wittgeinstein o conceito de ética como conhecemos é apenas experiências pessoais e/ou impostas de experiências de outras pessoas.

    Ainda sobre o problema do valor absoluto e relativo, Wittgeinstein pensa ser correto ir diretamente ao significado das palavras, nesse caso da ética, e conclui que a busca pelo significado da ética é "desesperançosa" e que não podemos fazer dela uma ciência, como a física por exemplo, onde fazemos descobertas concretas.

    Ass: Helder Aires da Silva - RA 21008610

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  51. Wittgenstein, ao contrario dos outros filósofos, não tenta dar uma resposta ao que seria a ética, ao contrario, acredita que ética é a investigação sobre o significado da vida, ou daquilo que faz com que a vida mereça ser vivida, desse modo não pode ter uma explicação determinante.
    Em sua conferência, Wittgenstein apresenta limitações a ética, sendo a principal referente a linguagem, o que chama de sentido trivial ou relativo, ou também sentido ético ou absoluto. A linguagem não teria como formula todos os significados possíveis, sendo assim relativa, já que posicionamentos éticos não são fatos previamente fixados, podendo perde a aparência de juízo de valor.
    A ética aparece como objeto constituinte do homem com ser de dúvidas, por ser um tema superior a todos os demais, não pode ser considerada uma ciência.Propõem que devemos agir, e assim expressar a ética, ao invés de ficarmos falando sobre ética, porém os esforço dessa discussão são válidos, por mais que não levam a respostas.
    Conclui-se entretanto que o estudo ou teorização da ética reforça o seu caráter interno ao homem, porque mostra a importância de se ter um significado, uma resposta sobre nossas ações, por mais automáticas que possam parecer, nesse sentido, as respostas são pouco importantes, mas o ato de se questionar e refletir aparece como personagens principais.

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  52. Respostas
    1. WITTEGENSTEIN, ao analisar a seguinte frase: ‘’A Ética é a investigação sobre o que é bom’’,estabeleceu um conjunto de explicações diversificadas, porém, similares a esta mesma idéia, afirmando em seguida que, a Ética é a investigação do valioso, ou sobre o que realmente importa. Também diz ser a Ética, a investigação sobre o significado da vida ou daquilo que faz com que a vida mereça ser vivida, ou até mesmo sobre como se viver corretamente. Todas estas frases apresentam uma similaridade entre as ideias do que viria a ser a Ética, e também esclarecem o seu foco de ocupação. Após estabelecer as definições da Ética e de seus possíveis objetivos, Wittegenstein estabeleceu uma dupla análise de juízos de valores por meio das quais são dissociadas.São eles: o relativo e o absoluto. O juízo de valor relativo utiliza o critério de relação entre a ideia do que poderia ser caracterizado como algo ‘’bom’’ com a sua ideia de finalidade(propósito) que antes fora pré- determinada, ou seja, é bom por que foi previamente determinado que seria. Há uma mera enunciação dos fatos e estes, podem ser descritos de uma forma que faça com que eles percam suas possíveis aparências de juízo de valor. Já o juízo de valor absoluto, jamais pode ser, e nem mesmo ocorrer por meio de um enunciado de fatos. Para explicar isso, ele fez a suposição de um espírito onisciente e de um individuo que conheça todos os corpos vivos e matérias no mundo e todos os movimentos desempenhados por eles. Em seguida, supôs que esse espírito onisciente conheça todos os estados de consciência e sendo assim, todos os estados de consciência dos seres humanos. Novamente supôs que um certo espirito registre todas as ocorrências que conhece e que portanto, colocarias todos os fatos que existem registrados em um livro. Neste caso, esse livro, teria todas as descrições do mundo. Mas deixando claro que isso só é possível se o mundo for conceituado como a totalidade dos fatos existentes. Mas mesmo que esse espírito conhecesse todos os fatos, não poderia estabelecer neste livro, apenas um juízo ético, pois juízos éticos, não podem por si, tratar das questões do mundo. Portanto, Wittgenstein concluiu que os adjetivos ‘bom’ e ‘mau’ poderiam estar localizados na mente do homem, dentro de sua consciência. Isto fica evidente quando cita a seguinte frase de Hamlet em seu texto:
      "Em si nada é bom ou mau; o pensamento tão-somente faz com que as coisas sejam bos ou más".

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  53. Após a leitura do texto foi possível compreender a complexidade de definição de ética, e consequentemente as concepções que são formadas após tudo o que é submetido ao “julgamento/pensamento ético”. O autor afirma que ética é algo sobrenatural, algo inexplicável por palavras, devido ao seu grau de adaptação por diferentes conceitos a qual é empregada.

    Com isso, é possível ver a deficiência das palavras ao conceituar o termo ética, pois como a religião, é algo transcendental, incapaz de ser expresso por termos linguísticos. É intrigante e interessante o modo como Wittgenstein tenta ilustrar a abrangência da palavra ética, pois fica claro como é algo talvez indefinível e dedutível, diferentemente dos autores anteriormente estudados.

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  54. Wittgenstein afirma que a Ética é algo transcendental, pois é impossível demonstrá-la através de nossa linguagem. Em seu discurso na Conferência sobre Ética, o filósofo austríaco apresenta vários exemplos para provar isto. Em todos os exemplos, ele demonstra que o vocabulário parece suficiente para analisar certas frases de alguns pontos de vista. Porém, analisando do ponto de vista ético, as palavras parecem ser insuficientes. A linguagem só nos é útil para descrever fatos, porém, segundo o autor, a Ética não é um fato.

    O filósofo diz, ao encerrar seu discurso que a Ética não pode ser considerada uma ciência, já que ela brota do desejo de dizer algo sobre o que é absolutamente bom, absolutamente valioso. ”O que ela diz nada acrescenta, em nenhum sentido, ao nosso conhecimento, mas é um testemunho de uma tendência do espírito humano...” Nesta frase, ele nos diz que qualquer tentativa de escrever sobre Ética é, na verdade, uma tentativa de compreender esta tendência de espírito intrínseca ao ser humano.

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  55. Jessica Raissa Oliveira Laureano19 de junho de 2013 00:56

    Wittgenstein, ao contrario de outros filósofos, não procurou dar um significado ao que seria ética, para ele a ética é a investigação daquilo que se vive. A meta da ação humana é o bem.
    Ele apresenta limitações a ética, sendo a mais importante o fator linguagem, uma vez que tem sentido relativo ou trivial, ou seja, a noção de bem implica na compreensão do que é o bem e implica em algo que se impõe as ações humanas de forma transcendental. A linguagem não tem uma formula de todos seus significados, então dizer que algo é bom depende do contexto em que se analisa. Como exemplo dado em aula, o professor nos diz que um professor pode ser considerado o melhor. Porém é o ‘melhor’ entre todos os professores de ética do mundo, entre os professores do ABC ou o ‘melhor’ na UFABC?
    Para ele, temos o juízo de valor absoluto e o de valor relativo, então, dizer que um homem joga baseball mal e ele lhe responder que não quis jogar da sua melhor maneira e você achar que isso pode ser aceito, é um juízo de valor relativo, já que isso não afeta a ninguém. Porém, se você achar que alguém age de maneira imoral e ele te diz que age dessa maneira pois não quer agir pelo bem, você não pode aceitar, uma vez que sua conduta deveria ser de alerta-lo que ele deve querer agir de maneira correta.
    Wittgenstein afirma que a ética não é algo para ser estudado/analisado pois todos aqueles que tentaram correram contra os limites da linguagem e, isso não pode ser considerado ciência. Sendo assim não é possível atribuir universalmente um conceito sobre o que é ético, mas podemos, através de nossas experiências, saber o que é e o que não é ético. Porém, o texto não sugere que abandonemos a discussão sobre a ética, que os esforços para discutir e escrever sobre são validos, mesmo que haja uma dificuldade pela limitação da linguagem.
    “Toda minha tendência - e creio que a de todos aqueles que tentaram alguma vez escrever ou falar de Ética ou Religião - é correr contra os limites da linguagem. Esta corrida contra as paredes de nossa jaula é perfeita e absolutamente desesperançada. A Ética, na medida em que brota do desejo de dizer algo sobre o sentido último da vida, sobre o absolutamente bom, o absolutamente valioso, não pode ser uma ciência. O que ela diz nada acrescenta, em nenhum sentido, ao nosso conhecimento, mas é um testemunho de uma tendência do espírito humano que eu pessoalmente não posso senão respeitar profundamente e que por nada neste mundo ridicularizaria.”

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  56. Wittgenstein, diferentemente de seus antecessores, não coloca a ética como sendo algo da razão, ou paixão. Ele não busca achar sua origem, ou como ela se dá.
    Ainda, não a classifica como um tipo de ciêcia, uma vez que esta, em nada poderia acrescentar ao nosso conhecimento.
    Coloca, também, uma grande barreira para tal assunto. A limitação seria a linguagem, por não ser suficientemente eficiente para expressar as reflexões sobre tal assunto, como alguns outros. Por tamanha complexidade, esses assuntos não seriam 'traduzidos' corretamente.

    Porém, isso não significa que devamos, simplesmente, deixá-la de lado. Deve haver, sim, uma reflexão sobre, pois apenas pela discussão de algo, pode-se aproximar-se da verdade.

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  57. Wittgenstein, um gênio brilhante, inquieto e profundamente empenhado em encontrar respostas sobre a vida, conclui que, o BEM não se caracteriza por palavras, que seriam muito limitadas para expressar algo que transcende o mundo comum.
    O BEM existe de forma independente dos nossos esforços para tentar defini-lo, classificá-lo ou analisá-lo..o BEM é supremo e está além da possibilidade de ser contido por conceito.
    O que nos cabe é praticar o BEM não questionar ou tentar explicar.

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  58. Para Ludwig Witgenstein, a nossa produção de conhecimento e debate sobre o mesmo passa sempre por uma barreira que impede a plena consciência dos fatos, a barreira linguística, as ideias estão além das palavras, os fatos também, as palavras são uma tentativa falha de comunicar fatos além do básico, a forma como se discute ética principalmente é extremamente limitada pela língua, por apresentar ideias e fatos complexos além da simples compreensão material das coisas, esses assuntos não são trazidos das ideias para as palavras perfeitamente devido à isso.
    dificultada essa interpretação, tradução, é muito difícil definir a ideia de bem, porém o bem em si existe, só está além da barreira linguística, porém não deve ser abandonada essa discussão, essa análise sobre a ética e o bem.

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  59. Wittgenstein não conceitua o que é ético e nem se baseia em outros autores para argumentar sobre seu ponto de vista. Ele cria uma visão nova. Para ele a ética é implícita, não cabe em palavras o seu significado, até porque a linguagem seria um fator limitante para a discussão.
    Ele ainda defende uma ética baseada no agir e não no pensar, mas isso não significa que devemos deixar as discussões de lado, apenas nos alerta que a verdade absoluta do que é ético é, de certa forma, inalcançável.
    Seu ponto de vista é realmente acertado, ao meu ver, pois certos temas como a ética sempre causam discussões inconclusivas, apesar de muitas vezes esclarecedoras em relação à um censo comum, e que apenas se prolongam sem que haja uma definição de sua natureza,

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  60. A partir do texto, Wittgenstein(autor mais recente do que os outros estudados e com um método diferente de análise) apresenta-nos a ética, que diferente dos autores anteriormente estudados, define como algo difícil em poder se explicar, isto é, falar sobre tal tema seria algo muito consistente e impossível de se dar a verdadeira semântica que essa palavra possui, visto que a linguagem é limitada a apenas tentar explicar as situações cotidianas a partir do juízo relativo. Com os exemplos entre juízo relativo e o absoluto(no qual se insere a ética), podemos ver a distinção que Wittgenstein propõe, dado que analisa o comportamento do ser envolvido na ação, seja ele bom ou ruim.Tais ações poderiam ser alteradas, como no exemplo no qual o indivíduo conta uma mentira e seu interlocutor o incita a agir de uma maneira correta- visto que o ser humano busca o bom-portanto, tentando alterar seu comportamento. Esta ética proposta é vista como transcedental, dita por ele´´além do mundo´´e não-factual, sendo intrínseco a si mesmo, como os milagres que vão além de qualquer explicação plausível e que torna o assunto religioso tão pertinente quanto o tema ética.

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  61. Luding Wittgenstein foi um pensador extraordinário do século XX. Conforme apresentado em aula, teve uma vida brilhante com grandes aprendizados, e acreditava que a meta da ação humana é o bem.

    Segundo o autor e o texto lido, tem uma diferença fundamental da maneira como tratamos a verdade e o bem (pois o mesmo se impõe como condição de possibilidade para a própria existência) e já a verdade é um conjunto de fatores que tratam do mundo.

    Pela minha compreensão Wittgenstein tenta mostrar que no mundo existe outra dimensão e que o bem está na fronteira entre o mundo da verdade e o da ética, tornando algo transcendental, (verdade → ética).

    Através do texto “Conferência sobre Ética”, Wittgenstein define a ética como “A investigação sobre o significado da vida, ou daquilo que faz com que a vida mereça ser vivida’’. O autor segue na conferência querendo nos mostrar que a Ética é impalpável , sendo “a expressão verbal que damos a estas experiências carece de sentido’’.

    O pensador tenta sair dos limites da linguagem e mostrar que a ética é além da linguagem significativa, sendo não –factual. Ele exemplifica com diversas situações, na qual a principio estão na mente e que pode chegar a se tornar concreto (como o caso do prazer).

    Wittgenstein vê a ética com uma visão diferente dos outros autores estudados até o momento, que a princípio não foi explorado, algo que para sermos éticos, temos que ter ação, assim como ele fez em sua trajetória de vida brilhante.
    As ideias de Wittgenstein me agradam particularmente, pois não devemos apenas ficar nos limites da linguagem, e sim mostradas, logo, o que é pensado é possível .

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  62. No texto “Conferência sobre Ética”, Wittgenteis dá um outro enfoque para as questões sobre ética, ou seja, ele analisa pontos que antes não haviam sido analisados alterando o foco da discussão que a ética levava, como mostra esse trecho retirado do texto:
    “Ao invés de dizer que "a Ética é a investigação sobre o que é bom", poderia ter dito que a Ética é a investigação sobre o valioso, ou sobre o que realmente importa, ou ainda, poderia ter dito que a Ética é a investigação sobre o significado da vida, ou daquilo que faz com que a vida mereça ser vivida, ou sobre a maneira correta de viver”
    A ética para Wittgenteis é algo que vai além, dando enfoque ao limites das linguagens para tratar dos assuntos referentes a ética.A linguagem retrata assuntos que referem-se ao mundo, entretanto, existem assuntos que vão além do mundo que a linguagem não consegue traduzir, ou seja, não consegue alcançar.
    A ética e a linguagem são separadas em duas discussões, uma motivada pela discussão absoluta e a outra motivada pela questão relativa. A principal diferença é que o juízo de valor relativo é um enunciado de fatos e pode ser expressado de forma a perder a aparência do juízo de valor e os juízos de valores relativos não podem implicar em juízos absolutos, pois são meros enunciados.
    Assim, nesta discussão Wittgenteis coloca que devemos agir ao invés de discutir ética, entretanto, mesmo com as diferenciações da linguagem com a ética, Wittgenteis coloca que não devemos parar de escrever sobre a mesma, pois os esforços são válidos mas a verdade nunca é encontrada, mostrando sua tendência,”Toda minha tendência - e creio que a de todos aqueles que tentaram alguma vez escrever ou falar de Ética ou Religião - é correr contra os limites da linguagem.” E a tendência que ao meu ver, é o principal inibidor das discussões éticas atualmente.

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  63. Wittgenstein faz, na minha opinião, uma análise mais humilde e verdadeira sobre a ética, dizendo que o estudo sobre o que é ética é algo que desafia a capacidade da compreensão humana , ao passo que ela não pode ser análisada\explicada através da linguagem. Para Wittgenstein, a ética é algo que transcende a razão humana. Ele mesmo coloca a busca pelo "valor absoluto" como algo sem fundamento, mas, não por isso, crítica o debate sobre a ética, dizendo que ele é necessário visto que a Ética é algo "intrínseca" ao ser humano.

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  64. Willian Habermann19 de junho de 2013 20:37

    Wittgenstein, ao falar sobre a ética, revoluciona totalmente o que foi antes dito pelos autores Kant, Hume e Mill, pois, diferentemente destes, Wittgenstein expõe as limitações, que para ele, são características da ética. Em sua conferência sobre ética, Wittgenstein mostra que a linguagem é a principal limitação que podemos encontrar, pois a linguagem apenas descreve os fatos, e a ética não é um fato e sim uma “tendência do espírito humano”.

    Com isso, a ética para Wittgenstein não pode ser considerada uma ciência, pois se refere ao sentido último da vida. Wittgenstein acredita que devemos agir ao invés de ficarmos falando sobre ética, porém, não devemos abandonar o debate sobre ela, pois os esforços são válidos, mas nunca chegaremos a verdades. Dessa forma, mesmo que haja uma limitação quanto a linguagem, devemos continuar a escrever e a discutir sobre ética.

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  65. Talvez até agora, a visão de Ludwig Wittgenstein retratada no texto seja a mais inovadora. Ao afirmar que o homem não pode definir ética em função de suas limitações da escrita mas pode revela-la através de ações, ele abre um pretexto que até então não havia sido explorado por outros autores, como Hume ou Kant. Não poder defini-la em palavras (“A Ética, se ela é algo, é sobrenatural e nossas palavras somente expressam fatos”) não quer dizer que ela não exista, ele a considera transcendental e, portanto, qualquer forma de discussão seria em vão, seria vaga . É interessante notar que mesmo com esse ponto de vista mais ligado à pratica, nós continuamos a discutir ética, o que mostra sua complexidade e como diferentes formas de pensamento , mesmo que muito diferentes, podem agregar no debate e que talvez a melhor definição seja aquela que se adeque melhor às diferentes realidades.

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  66. A ideia e os estudos de Wittgenstein sobre a ética nos trazem uma opinião que chega a ser inconveniente: não se pode falar sobre ela por causa do vocabulário ser insuficientemente vasto? Para Wittgenstein, não se pode tomar a ética apenas pela linguagem: ela também deve ser vivida por cada um para que seja explicitada e possa ocorrer em totalidade.

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    1. Essa é a grande diferença de Wittgenstein para os outros estudados: ele não relega a ação à um mero resultado da escrita. Embora ele diga que deve-se continuar discutindo sobre ela, reforça que o importante é agir.

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    2. Reforçando ainda mais sua ideia, ele cita a incapacidade da linguagem de descrever não-fatos, citando a própria ética, definida como a tendência do espírito humano. Desconstruindo a antiga ideia de que a ética podia ser vista como um fato e explicando, entende-se porque a linguagem não é suficiente.

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  67. Após ler o material de Wittgenstein, podemos ver que o que ocorre com a ética nessa dimensão da experiência humana é que ela não pode ser dita, e portanto, não pode ser pensada. A concepção de linguagem nessa obra de Wittgenstein é uma concepção lógico-proposicional: assim como a proposição estabelece necessariamente relações entre objetos, os fatos do mundo também estão sempre em relação. Ora, acontece que quando perguntamos "o que é o belo?" ou "o que o bem?", queremos falar desses conceitos, fora de relações, ou seja, queremos saber o que é o bem em si, e o que é o belo em si. Para Wittgenstein isso seria uma impossibilidade, pois a estrutura elementar da linguagem é proposicional, e não permite pensar nenhum objeto fora da relações (seja o bem, seja o belo, ou seja qualquer coisa). Quando tentamos definir o que é o belo, necessariamente puxamos esse conceito para uma relação, não podemos tratá-lo em abstrato, devido a própria forma lógica que une proposição e mundo. Portanto, Entretanto, Wittgenstein não despreza a experiência ética, apenas acha que não pode ser dita, mas exibida, mostrada.

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  68. Jessica Mayumi Tomigawa19 de junho de 2013 23:43

    O filósofo Wittgenstein, citando George Moore, explica ética como sendo a investigação geral do que é bom. Posteriormente, utiliza “sinônimos” para caracterizá-la como uma investigação sobre o “valioso”, “o que realmente importa”, “o significado da vida”, “daquilo que az com que a vida mereça ser vivida”, “maneira correta de viver”. Para ele, essas expressões podem ser utilizadas em dois sentidos, um trivial, relativo e outro ético, absoluto. O adjetivo “bom”, por exemplo, pode ser usado para qualificar uma cadeira, ou qualquer outro objeto, mas não é esse uso que a ética faz.

    Ao empregar algumas expressões em sentido ético, às vezes, confundimos com o sentido trivial, ou algo similar. Analogamente a frase “esse homem é correto”, temos “essa estrada é a correta”, parece haver alguma similaridade. Deve-se, então, deixar de lado o símile e enunciar os fatos, pois pode-se notar que o que pareceu ser símile, na verdade, não tinha sentido nenhum.

    Nota-se que sua preocupação é permeada pelos problemas da linguaguem, como recorrentemente exemplifica no texto e quando afirma “toda minha tendência - e creio que a de todos aqueles que tentaram alguma vez escrever ou falar de Ética ou Religião - é correr contra os limites da linguagem”.

    A ética, então, como sendo a investigação do que é bom, correto não pode ser considerada uma ciência, pois não acrescenta nosso conhecimento, é apenas “um testemunho de uma tendência do espírito humano que eu pessoalmente não posso senão respeitar profundamente e que por nada neste mundo ridicularizaria”.

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  69. Bárbara da Silva Miranda19 de junho de 2013 23:48

    No vídeo “La aventura del pensamiento”, o apresentador nos fala que há certa dificuldade na compreensão da teoria de Ludwig, e eu compartilho de tal opinião, visto que somente a leitura do discurso se mantém nublada sem a ajuda do vídeo e o material “Filosofia para principiantes”.

    Ao fazer a leitura do discurso somos colocados diante de um problema de linguagem e uma grande restrição quando procuramos expressar-nos a respeito de Ética, isso quer dizer que as palavras e expressões que possuímos em nosso vocabulário não são compatíveis para um uso relacionado a ela. Wittgenstein coloca que tudo o que temos para utilizar na comunicação só diz respeito aos sentidos e significados naturais. Ao ler o texto, me saltou os olhos tal trecho que fala exatamente sobre dada questão:
    “A Ética, se ela é algo, é sobrenatural e nossas palavras somente
    expressam fatos...”.

    Uma questão que deve ser levada em consideração, é que temos juízos de valores relativos e juízos de valores absolutos/éticos. Já tivemos conhecimento que a ética é sobrenatural e desta forma não se equipara com os primeiros juízos citados, que são considerados simplesmente enunciados. Disso tiramos que enunciados não podem ser utilizados para juízos de valor absoluto.

    Outro aspecto que considero importante mencionar é que Ludwig coloca que ao falarmos, por exemplo, da existência, segurança e condenação de conduto, relacionamos nossas ideias a Deus. Temos então símiles na linguagem ética e religiosa.

    Tais ideias provêm de um homem de origem rica que saiu da área das engenharias e direcionou-se para o campo filosófico, que se situa na tradição humeana, levando à diante a questão estética (juízos morais). Wittgenstein também se contrapõe a Kant e o critica por introduzir “um característico mal uso de nossa linguagem”. Considerando tal colocação e seu empenho em uma teoria de linguagem, entendemos que “a filosofia analítica não tem nenhuma mensagem em especial, o que ela faz é resolver problemas de linguagem [...] a filosofia tem que ser o que nos ajuda a desatar esses nós que se formam na linguagem”.

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  70. Wittgenstein inverte as propostas apresentadas pelos outros autores que abordamos até agora. Ao categorizar um indicado problema de linguagem, mostra que temos certas limitações ao falarmos sobre ética. Pois em vias de "outro mundo", a ética estaria além do que podemos definir por constatações racionais. Isso é evidenciado por ele por conta de sua proposição de que a ética não é um fato, e sendo nossa linguagem e expressões baseadas em fatos, mas nem por isso Wittgenstein deve-se deixar a discussão ética de lado.

    O autor expõe que a Ética não necessariamente acrescenta algo ao conhecimento humano, e sim se prende às tendências que nosso espírito toma. Dessa conclusão popdemos legitimar as explorações que envolvam ética. "Apesar de não existirem possibilidades de escrita de proposições de juízos absolutos, ela [a Ética] é uma tendência que se impõe ao ser humano e que merece ser objeto de qualquer tipo de esforço que possamos fazer para realizar o anseio que ela parece expressar”. A discussão sobre a mesma não pode ter fim - nem deve?

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  71. Wittgenstein apresenta um modelo de pensamento bem distinto ao que se pode observar dos filósofos anteriores a ele: Não há a busca de um comportamento absolutamente bom em sua essência.

    É como se diz no texto, usando como metáfora uma estrada: A estrada correta é aquela que nos conduz a um destino que foi por nós arbitrariamente predeterminado. Portanto, não há o correto se não há um fim predeterminado que desejamos alcançar.
    A estrada que fosse "absolutamente correta" seria aquela tal que todos os seres racionais devessem percorrê-la, independentemente de seus gostos, escolhas e inclinações pessoais; E mais: aquele que não o fizesse carregaria um sentimento de culpa.

    O autor dá grande enfoque nas questões que envolvem a linguagem e suas limitações: A linguagem expressa aquilo que existe no mundo, mas não consegue alcançar que ultrapassa essa fronteira. A ética seria um desses objetos além do raio de alcance da linguagem, como o próprio cita no texto: "(…) A Ética, se ela é algo, é sobrenatural e nossas palavras expressam só fatos."

    Aos que discutem a Ética e procuram a ela atribuir algum valor absoluto, Wittgenstein afirma que estes não acrescentam em nada á ciência e ao conhecimento (embora respeite), sendo então apenas a expressão das tendências do espírito humano em buscar compreender o transcendental; para isso necessitaríamos de um recurso alternativo á linguagem, que pudesse abordar o que está além do domínio da razão.

    Em minha opinião foi um dos textos mais interessantes da disciplina por tratar a Ética de um ponto de vista quase que totalmente oposto ao que foi visto em autores anteriores.

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  72. Wittgenstein elabora em seu trabalho a idéia de que não é possível se falar sobre Ética. Seu principal argumento é de que as questões que tratam os aspectos da ética estão fora do campo dos fatos. Não seria possível calcular a ética nem pronunciá-la em nenhum idioma porque ela trata de questões que estariam além dos fatos. Por isso o livro dos fatos descrito no texto jamais dissertaria sobre a ética pois não há como os pensamentos e opiniões que temos sobre os fatos serem traduzidos para a linguagem formal.
    Ou melhor, o próprio autor diz “que estas expressões carentes de sentido não careciam de sentido por não ter ainda encontrado as expressões corretas, mas sua falta de sentido constituía sua própria essência”. Assim, todo o debate ético somente existe pelo fato de não compreendermos sobre o que estamos falando.
    No meu ponto de vista, Wittgenstein faz uma abordagem bem interessante sobre esse problema que a ética enfrenta, de traduzir algo quase intraduzível; mas aparentemente ele também cai em uma contradição: ele diz que a filosofia não possui problemas, ela é apenas a conseqüência de se interpretar mal a linguagem, portanto o seu trabalho seria apenas o de ordenar o conhecimento. Mas se a ética não pode ser estudada por não se conseguir interpretar o nosso mundo pela linguagem, então a filosofia tem o trabalho de estudar a linguagem usada na ética.
    O problema que vejo aqui é que do mesmo modo como ainda não fomos capazes de descobrir as respostas de alguns problemas em algumas áreas como a Física, pode ser simplesmente que ainda não fomos capazes de criar um sistema de linguagem que traduzisse tudo a nossa volta e apenas após este momento é que se poderia dizer que, de fato, não existiriam mais problemas filosóficos.

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  73. Wittgenstein inicia o texto falando sobre suas limitações em explicar a Ética.
    Para ele falar sobre Ética ou Religião ultrapassa o limite da linguagem e não é possível utilizar fatos para essas explicações e não há palavras que consigam expressar esses assuntos de maneira correta e suficiente . Ele também afirma que a Ética não é uma ciência, e que falar sobre ela não acrescenta nada aos nossos conhecimentos, pois a Ética é representada por coisas boas que já pertencem as tendências do homem.

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  74. A visão de Wittgenstein quanto a linguagem pela qual se deve tratar a filosofia acaba por nos limitar, quanto alunos, e a limitar o tema quando trazido para o meio de estudo. Isso se dá pelo fato de o filósofo considerar que a ideia de Bem ser uma coisa extremamente transcendental e fugir completamento da nossa capacidade humana de expressa-la através da linguagem e, com isso, trás consigo a incapacidade do homem de falar sobre as questões de Ética, sendo esta entendida pela busca pelo perfeito.
    Essa incapacidade se dá pelo fato de que ao usarmos a linguagem, geralmente o fazemos em comparação comas outras experiencias de vida que já tivemos, fazendo com que possamos tem uma visão positiva de algo e sua visão negativa. Como a ideia de bem está além da nossa possibilidade de entender, é inimaginável que possamos encontrar um lado negativo ou alguma ideia ligada a ética sendo que esta não pode nem ser entendida por nós. Sendo assim, esta não apresentará uma oposição ou algo que seja criticável.
    O que nos sobra a partir disso? Sobra somente o aprimoramento pelo qual nós poderemos visar a fim de alcançar ago que nunca poderemos o fazer de fato. Podemos estar sempre encontramos formas de sermos melhor por encontrar diferentes formas de agir, mas nunca chegaremos a ser um ser perfeito

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  75. Wittgenstein pretende abordar o significado de Ética por várias frentes para mostrar a dificuldade de sua definição absoluta. O conceito de Ética pode aceitar diversas explicações semelhantes, como que ela é a investigação geral sobre o que é bom, ou que Ética é a investigação sobre o sentido da vida e o que deve ser feito para que se siga a maneira correta de viver. Entretanto, apesar de serem semelhantes, cada significação pode ser usada em dois sentidos distintos: o relativo, que é aquele que busca alcançar o comportamento ideal para um padrão determinado, e o absoluto.
    A aplicação do significado de Ética apresenta diversos transtornos e se adapta para casos específicos. Uma coisa é boa a partir do conceito pessoal, ou da sociedade ou de acordo com o contexto em que está inserido.
    A definição e obtenção do sentido absoluto de Ética só seria possível com o exercício da transcendência e saída do mundo natural. A qualificação de Ética não pode ser expressa, já que o vocabulário e as palavras conseguem apenas dizer e dar valor apenas àquilo vindo do meio natural. Como a Ética vem do sobrenatural, a utilização de fatos não bastara para oferecer um significado à ela. Mesmo que não possamos alcançar um significado abrangente para Ética e por estarmos limitados ao natural, não nos conferindo o poder de obter um juízo definitivo sobre o tema, a busca deve ser contínua como um meio de conseguir avanços para a sociedade.

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  76. Ludwig Wittgenstein traz um modo distinto de se discutir ética, modo esse com o qual concordo muito mais do que com os outros autores e escolas antes apresentados. Esse autor nota que a importância da ética não está na busca por defini-la, pois essa é impalpável e só pode ser mostrada. Os esforços para chegar numa conclusão teórica sobre a ética são válidos, mas nunca se chegará a um consenso. Diz ainda que essa corrida para entender o que é absolutamente bom, não pode ser uma ciência.

    A ética, para o autor, é intrínseca ao homem, e a meta da ação humana é o bem. Ele diz que ética pode ser entendida como a investigação pelo que é valioso, o que traz importância para a vida. Para Wittgenstein, ela se impõe a ação humana de forma transcendental.

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  77. Wittigestein apresenta uma visão sobre a ética que destaca-se por destoar do que se falava de ética até então, visto que Wittigestein apresenta a ética como algo indescritivel pela nossa linguagem, o que é o oposto do vigente até então, visto que havia diversos escritos sobre ética, difinindo-a e definindo seus objetos de estudo.

    A nossa linguagem é limitada, na medida em que apenas consegue descrever fatos e fatos são apenas como as ações acontecem, não possuem juízo de valor absoluto, desse modo quando usamos a nossa linguagem para falar sobre ética, não estamos definindo especificamente o que é a Ética, o objeto, na verdade só apresenta-se a descrição de símiles, algo similar à Ética, algo análogo, mas não o objeto em si.

    Para Wittigentein a Ética é algo transcendental, ela está além do mundo natural e por isso a linguagem não é capaz de defini-la. Na sua visão a Ética não é uma ciência, ela apresenta a tendência do espirito humano ao absolutamente bom. Desse modo ações éticas devem ser praticadas e não descritas, pois a linguagem so daria uma descrição similar para se entender a ética, é preciso que a ação seja feita e disseminada, só assim entende-se a Ética em sim.

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  78. Daniele Rodrigues de Faria20 de junho de 2013 17:31

    A Ética, de acordo com Wittgenstein, é algo transcendental justamente por estar situada 'fora do mundo', ou seja, não é um fato. Portanto, não pode ser descrita ou explicada através do uso da linguagem: esta somente consegue exprimir aquilo que, justamente, pertence ao mundo.
    O autor, diferentemente de Kant ou Hume, não procura elaborar um arcabouço teórico para dar conta da imoralidade da conduta humana: simplesmente não há como resolver este problema da Ética através da nossa linguagem. Porém, isto não significa que a Ética não exista ou que ela não deva ser abordada, pelo contrário, é importante continuar tentando compreendê-la (seja através da linguagem ou de meios 'extra-linguísticos'), pois o próprio Wittgenstein admite que a Ética "(...) é um testemunho de uma tendência do espírito humano". Independentemente da transcendentalidade da Ética o fato é que nós, devido a essa tendência, continuaremos a julgar a moralidade das condutas humanas e as nossas próprias condutas, mesmo que ainda não haja uma explicação clara do por que fazemos isto.

    Daniele Rodrigues de Faria
    RA: 21047112

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  79. Percebo Wittgenstein como uma figura com uma linha de pensamento que sai do plano convencional para buscar o entendimento da ética, diferente dos autores já estudados.

    O uso das palavras vai ser determinante na orientação das características que se quer atribuir pois as palavras limitam as interpretações, impedindo que vá além, deixando a característica presa a um padrão comparativo.

    A ética de Wittgenstein transcende a razão de modo a se orientar aos fatos e não a descrição de tais, ao passo que palavras são capazes de descrever fatos mas não são capazes de reproduzir com perfeição aquilo que se acontece, a descrição é a visão pessoal que se tem a respeito de algo, e muitas vezes a descrição de fatos são feitos com base em símiles: semelhanças e comparações entre coisas diferentes.

    Dessa maneira, o sentido absoluto da palavra, que é aquele em que se tem a ética em essência sem comparações a fatos, não é alcançado.

    Entendendo o pensamento de ética de Wittgenstein como algo transcendental não alcançado, pois deve ter em vista que para atingí-lo deve se chegar a um meio abstrato a nós, que vai além, e isso não conseguimos justamente por utilizarmos as palavras que como já citado, limita a interpretação. No entanto é essencial que se discuta a respeito da ética para entender outras visões acerca de um mesmo assunto.

    Raquel Ribeiro Rios

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  80. Wittgenstein buscou mostrar através de sua filosofia que a ética é algo transcendental a linguagem humana. Isso significa que por mais que se fale sobre ética, nada absoluto poderá ser obtido através da fala.
    Entretanto, o debate ético não deve ser abandonado, mas os seus participantes precisam ter noção de que nada absoluto será gerado através dessa atitude.
    Por fim, acredito que a grande diversidade de valores que são considerados éticos/ morais existentes em muitos pontos do planeta, ocorre justamente por causa dessa dificuldade de se definir ética. Por isso, o que se considera ético em A, pode ser antiético em B.

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  81. Após saber alguns aspectos sobre a vida de Wittgenstein, o que foi tido como imprescindível ao entendimento de suas ideias, há o entendimento de que sua Ética é algo além de nossa linguagem; sendo a linguagem o conjunto de sentenças que descrevem/tratam do mundo, logo, no mesmo raciocínio, o mundo é o conjunto dos fatos que pode ser transcrito através de sentença, logo, nem tudo pode ser dito, bem como pensado, pois o mundo não é "tudo".
    Wittgenstein se diferencia de todos os outros pensadores estudados anteriormente, pois aborda lacunas deixadas por eles na explicação sobre ética/moral. Ele coloca que para falar sobre Ética você precisa estar "fora da linguagem" e a razão sem algum outro instrumento não é o suficiente para tal feito, embora auxilie na melhora de cada indivíduo.

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  82. Wittgenstein parte de uma visão sobre a Linguagem para depois falar sobre Ética. Para ele, a linguagem só é capaz de descrever fatos, e os fatos possuem apenas juízo de valor relativo, ou seja, quando dizemos que algo é bom ou ruim, certo o errado e etc, é porque estamos comparando-o com outra coisa que já conhecemos.

    A Ética seria algo sobrenatural, não faz parte do nosso mundo, portanto não pode ser descrita como um fato. A Ética possui juízo de valor absoluto e não juízo de valor relativo. Dessa forma, a linguagem não pode dar conta de dizer o que é a Ética. Quando utilizamos a linguagem, descrevemos algo similar à Ética, mas nunca ela em si.

    Wittgenstein, portanto, fala sobre a Ética de maneira diferente de todos os autores abordados até então, uma vez que acredita que a Ética não pode ser uma ciência e não pode ser entendida pela linguagem, pode apenas ser praticada porque é uma tendência do ser humano àquilo que é absolutamente bom.

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  83. Wittgenstein rompe com qualquer pensador que estudamos anteriormente, ele consegue transcender os pensamentos de Hume, Kant e Mill. O filósofo dá conotação as discussões éticas uma forma não conclusiva e não passível de generalização sobre um modelo único que validará as ações éticas humanas. Wittgenstein argumenta que é impossível definir ética com as palavras e que as discussões ou escritas sobre o tema serão inúteis. De fato, uma discussão ética pode ser desesperadora de tentar exprimir em palavras. Entretanto o autor valoriza as discussões e ressalta sua importância, porém há grande dificuldade se de chegar a acordos ou resolver grandes impasses. A ética em Wittgenstein é “inalcançável” quando utilizamos as palavras que pode se revelar em extremos. As palavras teriam sentido relativo e com função de expressar uma mensagem factual e descritiva que não se consegue exprimir quando se trata de ética ou religião, por exemplo. Assim, acredito que o bem em Wittgenstein não deva ser debatido e compreendido em teorias, de fato, e sim expresso pelas ações benevolentes.

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  84. Fernando Santiago Moraes da Rocha20 de junho de 2013 21:12

    Wittgenstein trata da ética de um ponto que não fora tratado pelos outros autores até aqui vistos. E, particularmente falando, é a visão que mais me agrada sobre a ética.

    Wittgenstein trata a ética como transcendental, ou seja, é algo além do que pode ser tratado. Ele aponta para os limites da linguagem para satisfazer sua argumentação, dizendo que a linguagem só pode se referir a coisas que estão no nosso mundo, e ela não pode se referir a ética, por conta dessa transcendentalidade.
    Mas o autor alerta para que não se deve deixar a discussão da ética de lado, mas que se deve discuti-la, mas tendo ciência que não se chegará a verdade absoluta alguma.

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  85. Paula Endriukaitis20 de junho de 2013 21:23

    Com a leitura do texto "Conferência sobre Ética”, vemos que Ludwig Wittigenstein acabou por revolucionar a filosofia, pois pensa a Ética de maneira inovadora. Este autor direciona sua investigação ao que seria o bem – entre outros sinônimos – afirmando-o como a meta da ação do homem. No entanto, para ele, só se pode exprimir juízos de valor referente aos fatos sobre os quais temos sentimentos; considerando que nosso conhecimento, de acordo com sua visão, está atrelado a nossa linguagem, só seria possível “falar” sobre aquilo a que temos acesso, logo, tais juízos só existem por terem embasamento nas palavras.

    Para Wittigenstein, a Ética é vista como algo transcendental, sendo assim, é um objeto ao qual não podemos dissertar sobre, já que não é factual. As ferramentas da linguagem não lhe são suficientes. Mas, ainda assim, apesar deste limite quanto à instrumentação, é necessário e importante que a investiguemos e discutamos seus diversos tópicos, mesmo diante da impossibilidade do valor/juízo absoluto.

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  86. Wittgenstein em seu texto “Conferência Sobre Ética” aborda ética de uma maneira um pouco diferente do modo que os outros autores que estudamos até aqui tinham abordado. Os autores tentavam colocar o que é ética do ponto de vista de cada um, desenvolvendo teorias e analisando o ser humano.

    Wittgenstein parte do fato que não dá pra explicar ética com a linguagem, que ética vai muito além do que as palavras podem explicar, é algo que transcende a linguagem. Ele acredita que mesmo com longas discussões sobre ética, nunca chegaremos a verdade.

    Concordo que a linguagem é muito limitada pra explicar ética, mas creio que não devemos parar de discutir o assunto, mesmo que nunca cheguemos a verdade absoluta. Qualquer discussão saudável sempre é valida, mesmo que não conclusiva sobre um determinado assunto.

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  87. Para Wittgenstein, as palavras somente são capazes de passar um significado de sentido natural, ou seja, expressam fatos, coisas que vemos no mundo. A ética está além disso, é algo sobrenatural. Segundo ele, há somente uma noção do que é certo em relação aos fatos: “Creio que seria aquela que, ao vê-la, todo o mundo deveria tomar com necessidade lógica ou envergonhar-se de não fazê-lo. Do mesmo modo, o bom absoluto, se é um estado de coisas descritível, seria aquele que todo o mundo, independentemente de seus gostos e inclinações, realizaria necessariamente ou se sentiria culpado de não fazê-lo”.

    Wittgenstein afirmava que os limites da linguagem significam os limites do mundo, assim sendo, os limites da linguagem são também os limites da lógica. Dessa maneira, questiona a maneira como os filósofos até então buscavam modelos de classificação das ações.

    Wittgenstein coloca a linguagem como tema central de seu pensamento e afirma que a Ética não pode ser analisada como instrumento da linguagem. Para isso, deveríamos ter um vocabulário que expressaria o que acontece no “mundo para além da razão”.

    Por mais que tenhamos essa dificuldade linguística, segundo o autor, não devemos abandonar as discussões éticas, já que esta se impõe aos indivíduos: “A Ética, na medida em que brota do desejo de dizer algo sobre o sentido último da vida, sobre o absolutamente bom, o absolutamente valioso, não pode ser uma ciência. O que ela diz nada acrescenta, em nenhum sentido, ao nosso conhecimento, mas é um testemunho de uma tendência do espírito humano que eu pessoalmente não posso senão respeitar profundamente e que por nada neste mundo ridicularizaria.”

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  88. Wittgenstein propõe uma visão de ética muito diferente das estudadas até então no curso. Todos os autores estudados até agora se esforçaram por construir um sistema ético refinado e completo, que pudesse explicar tanto razões para se agir eticamente, quanto ações que são consideradas éticas. Seu esforço foi o de explicar exatamente o que acontece e determinar quando estas ações são consideradas boas e de que forma elas poderiam ser consideradas boas.

    Todo esse esforço por parte de outros autores é para Wittgenstein uma espécie de loucura, pelo menos enquanto pretendem falar de ética. Não é loucura descrever fatos, mas é impossível falar ou descrever o que é ético realmente. A dimensão ética é algo transcendental à própria linguagem. E eis a grande questão: A linguagem.

    A linguagem se limita a descrição de um conjunto de fatos ocorridos. A linguagem é o que nos permite pensar. Não se pode imaginar pensamento sem linguagem, sem algo que lhe dê forma. É esse sistema de sinais e códigos que utilizamos na descrição dos fatos e de tudo o que ocorre no mundo. Ao relacionar e explorar as sentenças que produzimos, avançamos em conhecimento do mundo e nos aproximamos da verdade.

    Mas há uma limitação quando falamos das coisas em si mesmas. Podemos relacionar fatos e sentenças, mas não podemos relacionar aquilo que não é relacional, ou seja, aquilo que é puro e que existe em si e por si mesmo. É nessa dimensão que existe a ética. A ética relaciona-se ao bem e sobre o bem, nada podemos falar.

    Quando se diz de alguém honesto, quer-se dizer de um comportamento que a pessoa assume, mas não se fala de fato da honestidade. Isso valerá para todos os valores morais. Wittgenstein vê essa limitação e inova muito ao pensar assim. Chega-se à conclusão de que a linguagem não comporta e não consegue conhecer o que é ético. Porque a linguagem serve apenas para a descrição dos fatos.

    O bom e o ético se tornam, então, a ação. Não podemos falar sobre a ética, mas podemos ser éticos, agirmos de maneira boa. E mesmo que não possamos descrever o que é bom, sabemos o que é. Assim como sabemos que uma obra de arte é de fato uma grande obra, mesmo que não possamos explicar o porquê.

    Descrever um quadro ou uma estátua não é falar de sua beleza. A dimensão Estética tem esse quê de inexplicável, e a Ética também. Não podemos falar, porque falar é simplesmente descrever, e descrever não é conhecer. Mas de alguma forma temos uma percepção desse bem ao realizarmos ações boas

    Mesmo sem poder falar, não podemos deixar de discutir sobre isso. É uma imposição da própria ética e uma tendência da nossa intelectualidade tentar explicar isto que é inexplicável. Mas se não conseguimos explicar e conhecer a ética, estimular a discussão desperta as pessoas para novos modos de se pensar e de se conceber no mundo. Sem saber o que é ético, agimos e nossas ações possuem o bom (mesmo que não possamos explicá-lo).

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  89. Wittgenstein, ao explicar seu tema na conferência, divide seu entendimento por Ética em dois tipos: a relativa e a absoluta. Estas diferem totalmente, enquanto uma não passa de uma junção de fatos para definir algo como bom, por exemplo, a outra é no sentido literal da palavra “absoluta”, pois uma vez que exista deve ser seguida e obedecida por todos.
    Segundo Wittgenstein, as barreiras existentes no idioma e na fala impedem que possamos explicar ou mesmo entender a Ética em seu valor absoluto. Ao falarmos ou escrevermos, não estamos fazendo mais do que ordenando palavras na busca de uma explicação para algo que, muitas vezes, não tem como ser explicado e entendido, por ser transcendental. Como é o caso da Ética.

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  90. Ludwig Wittgenstein foi um filósofo austríaco, as idéias de Wittgenstein tomam um rumo diferente dos autores que lemos e estudamos até agora.
    Para o filósofo, ele inicia com o conceito de Estética que seria uma parte genuína da Ética, ao invés de começar definindo propriamente o que é a Ética, pois para Wittgenstein a linguagem apresenta limitações e por ser difícil de determinar apenas por palavras. E então, ele próprio diz que escrever sobre a Ética ou a Religião seria como “correr contra os limites da linguagem”, ou seja, não é possível expressar de forma precisa.

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  91. Para Ludwig Wittgenstein a ética tem um juízo de valor absoluto, e "todos os juízos de valor relativos são meros enunciados de fatos, nenhum enunciado de fato pode ser nem implicar um juízo de valor absoluto".
    A ética não é uma ciência, ela não é natural, é sobrenatural. Falar sobre ética, como se fala de ciência, é difícil, ele diz que "os limites de minha linguagem significam os limites do meu mundo", porque nossas palavras somente representam fatos, e a ética está acima disso. "A ética, na medida em que brota do desejo de dizer algo sobre o sentido último da vida, sobre o absolutamente bom, o absolutamente valioso, não pode ser uma ciência. O que ela diz nada acrescenta, em nenhum sentido, ao nosso conhecimento, mas é um testemunho de uma tendência do espírito humano que eu pessoalmente não posso senão respeitar profundamente e que por nada neste mundo ridicularizaria".

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  92. Ao estudarmos a ética de Wittgenstein, nos deparamos com um grande diferença entre ele e os outros filósofos que estudamos até o momento. Até agora, vimos que cada autor a luz de sua filosofia, designa um conceito para a possível construção da ética segundo seus preceitos. As análises filosóficas, abrangem a natureza do comportamento humano e o ponto de partida de onde se poderia construir um conceitualização universal do que é bom e do que é ruim para a partir disso construirmos a ética na qual basearíamos nossa conduta.
    Assim, Hume e Kant, tomam, apesar que de formas diferentes, apontam os mecanismos racionais e emocionais que atuam nesta construção, segundo a filosofia deles. Ainda Miils, traz a perspectiva utilitarista que usa suas motivações nesta construção.
    Agora analisando as proposições de Wittgenstein, chegamos à uma forma ética um pouco diferente do que se tinha previamente. Enquanto no conceito dos anteriores , a Ética deveria ser trabalhada constantemente e aperfeiçoada para assim ser definida e posteriormente universalizada de modo a reger a humanidade, Ludwig mostra novas barreiras. Ele diferencia o juízo absoluto do relativo, enquanto todas as proposições que fazemos são relativas e assim se constituem seu juízo, não constituem delas de forma alguma, a Ética. Seguindo sua análise ao abstrairmos os conceitos o quanto pudermos, chegaremos à conclusão que apesar de apesar de os compreendermos, eles são absentes de sentido em sua essência, ao contrário do que pensaríamos ao acreditar que a dificuldade se daria exclusivamente por problemas de linguagem, Wittgenstein os nomeia como os juízos absolutos.
    Assim a Ética em sua concepção, se torna um problema de conceitualização inalcançável, onde apenas podemos atuar na prática por não ser possível chegar aos juízos absolutos que serviriam de base para a construção da conduta.

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  93. Wittgenstein inicialmente apresenta o sentido trivial e relativo do “bom”, demonstrando como ele é usado na linguagem como um juízo relativo, por exemplo um “carro bom” é aquele que comparado com outros carro que você conhece, tem motor mais forte, mais conforto, é melhor em relação a outros em determinados aspectos, assim a linguagem só é adequada para lidar com fatos e relacionada a estrutura do mundo, e a ética esta além de nós, ela é transcendental, fruto não-factual de nossa racionalidade.
    Uma boa metáfora é a da mosca dentro de uma garrafa de vidro, a mosca imagina que esta livre e quer voar, mas seu voo é limitado pelo vidro da garrafa. Nós seriamos a mosca na busca por uma verdade absoluta em relação a ética porém as discussões são sempre limitadas pela barreira linguística. A boca da garrafa pode ser interpretada como uma saída, só alcançável por meios místicos e de experiência de vida, que pode ter induzido Wittgenstein a alistar-se no exercito austríaco durante a primeira guerra mundial e arriscar sua vida muitas vezes.
    Porém mesmo com os limites da linguagem os debates sobre a ética não podem ser abandonados pois é uma tendência humana discutir a respeito dela, mesmo que não possa ser entendida como uma ciência.

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  94. Para Wittgenstein, a linguagem não é capaz de descrever a ética, ao descrever atitudes ou acontecimentos que foram éticos, estaremos descrevendo fatos e não a ética, pois nossas palavras só expressam fatos. Ele deixa bem claro que é impossível dizer o que é Ética através da linguagem e que qualquer tentativa de escrever ou falar sobre Ética será inútil. Ao contrario dos demais filósofos estudados, Wittgenstein não tenta definir a moral ou a ética, ele tenta-nos provar que a ética deve ser praticada e alcançada, e que de nada vale defini-la.

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  95. Wittgenstein elabora um pensamento que se distancia dos outros autores estudados até então. O autor apresenta uma posição contrária à kantiana - na qual a Ética é considerada o estudo do “dever ser” – e argumenta que esta noção teria introduzido o mau uso da linguagem. Wittgenstein segue a noção humeana e aborda a dimensão da estética dos juízos morais.

    O bem é a meta da ação humana. A noção de bem implica em compreender o que é o bem e implica em algo que se impõe à ação humana de forma transcendental (o bem é condição de possibilidade da própria ação humana). O autor define o mundo como sendo um conjunto de sentenças que atribuímos na descrição da realidade; tais sentenças explicam, embora não satisfazem o entendimento da mesma. Dessa maneira, pressupõe-se que há outra dinâmica além da que ocorre no mundo das sentenças e que há de ser explicada.

    Temos então um paradoxo que se revela na análise das vivências – elas são um fato, mas que têm valor sobrenatural. Por outro lado, para falar sobre Ética, é preciso tratar sobre o absoluto. A teoria de Wittgenstein é que nosso vocabulário não é suficiente para suprir as nossas necessidades em relação às discussões adequadas sobre a Ética. Para o autor, podemos descrever fatos, mas não podemos descrever coisas que não são fatos. A Ética se caracteriza como sendo não factual. Nesse sentido, tentar escrever sobre a Ética é “uma tentativa de se abordar uma tendência do espírito humano, de tentar compreender essa tendência a agir, pensar, promover atos que reside na alma humana.”

    Contudo, o autor conclui que de nada vale definir a Ética – mesmo porque não temos capacidade para tal através das palavras -, mas não devemos deixar de escrever sobre ela ou de tentar compreendê-la - mesmo que não possa ser entendida como uma ciência.

    Andrezza Gonçalves

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  96. Luis Alfredo da Silva22 de junho de 2013 22:01

    O pensamento e tratamento que Wittgenstein dá ao tema da ética se aproxima no fundamento de que a mesma seria algo alem da ciência, ou em outras palavras, a ética estaria além do entendimento humano baseado na coleção de fatos experimentais e sim por algum tipo de tendência do espírito humano.
    Ao evoluir a idéia de afastamento entre o que podemos de fato conhecer e a ética, Wittgenstein argumenta com a linha de raciocínio que nos leva a definir que tudo aquilo que conhecemos como certo e tomamos como verdades são relações de fatos, e que ao tentarmos definir certas coisas com esta relação de fatos, caímos nas limitações impostas pela linguagem. Como no exemplo dado pelo autor onde ele propõe o caso hipotético de uma criança cujo a qual surge acima de seu pescoço uma cabeça de leão. Em um primeiro momento, todos atribuiriam ao conhecimento a designação de um milagre, contudo, com uma investigação dos fatos por uma dissecação ou qualquer outro método investigativo, conseguiríamos encontrar de certo alguma explicação factual dentro de nossa linguagem para explicar de maneira lógica o que ocorreu.
    Contudo, na ética esta ligação não seria possível. Termos como “bem –absoluto” ou o que seria a “melhor prática” universal, simplesmente não podem ser encontradas. O bem é relativo para cada pessoa no mesmo nível que uma estrada é útil para levar um motorista para um ou outro caminho. A escolha do caminho “A”, não resulta necessariamente que o caminho “B” é inferior, ele apenas era mais útil para quem o escolheu por razões distintas de um motorista que decida pelo caminho “B”.
    Como todo conhecimento que temos são baseados no entendimento de fatos, a construção da ética absoluta fica impossibilitada, pois não poderíamos por exemplo definir eticamente o que todos consideram bom, apenas poderíamos fazer a coleção de todas as vertentes e juízos que estariam em ultima análise nos mesmos patamares.

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  97. Ludwig Wittgenstein é sem dúvida, dentre os autores estudados, o que mais me agradou. Não digo isso com intuito de minimizar o trabalho dos outros autores, muito pelo contrário, pois penso que o conhecimento das obras anteriores a Wittgenstein é fundamental no entendimento das teorias do autor austríaco.

    Kant, Hume, Mill e alguns outros tentaram definir ética, no entanto o resultado são apenas algumas aproximações daquilo que acreditamos ser ética. Ao estudar essas teorias, devo admitir, acabei por mim mesmo buscando, em vão, há de se ressaltar, palavras e conceitos que fossem capazes de definir com exatidão esse termo. É aí que começa o papel de Wittgenstein; para ele ética é transcendental.

    Em seu discurso, Ludwig explica que não é possível definir em palavras o que é ética, porque não existem palavras que sejam apropriadas para esse fim. Nossa linguagem serve para descrever fatos, enquanto ética é algo absoluto. O melhor que conseguimos são comparações através de símiles, mas que não passam de aproximações baseadas em fatos. Definir ética exige um instrumento além das palavras. Nesse ponto percebo uma grande semelhança com a dificuldade que encontramos ao lidar com os conceitos de perfeição nas primeiras aulas.

    Particularmente, devo dizer que concordo bastante com Wittgenstein, a essa altura do curso sinto que sei bem o que é ética, mas ao tentar explicar isso a alguém é como se as palavras me travassem na garganta, está ali, pronto pra ser dito, mas realmente faltam os termos exatos para usar. Parece que tudo que foi estudado até agora foi uma base essencial para entender o raciocínio de Ludwig, para compreender a dificuldade, ou melhor, a impossibilidade de expressar através de palavras, com perfeição, algo que é absoluto.

    Todavia, não podemos e nem devemos acreditar que a indefinição de ética seja um motivo para deixarmos de debater sobre ética, por mais abstrato que sejam os conceitos, Wittgenstein em nenhum momento dá a discussão como encerrada, ele apenas mostra que tentar definir isso por palavras não há de nos levar a lugar algum.

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  98. Thirza Hidemi P. Nakayama RA 2106581223 de junho de 2013 12:00

    " A ética transcendental"

    Wittgenstein não nos apresenta nenhuma estrutura ética,pois tentar descrvê-la é contra os limites da linguagem, intangível à ética. Onde discussões sobre esta são em direção ao absoluto,enquanto a linguagem é relativa.
    No entanto não devemos nos calar, e deixar de lado as discussões éticas, devemos agir, pois todo esforço é válido, mesmo que não cheguemos a verdade podemos chegar a afirmações definitivas de conteúdo relativo.
    Segundo Ludwig Wittgenstein “...apesar de que se possa mostrar que todos os juízos de valor relativos são meros enunciados de fatos, nenhum enunciado de fato pode ser nem implicar um juízo de valor absoluto.”

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  99. Se diferenciando dos filósofos estudados até então, Wittgenstein defende que a linguagem não é eficiente para a análise e explicação da Ética. Para ele, a ética não é um fato, mas uma “tendência do espírito humano”, e desta forma não consegue ser analisada com a linguagem. Sabemos, por exemplo, diferenciar uma ação perfeita das outras ou uma ação boa de uma ruim, no entanto o vocabulário que possuímos não nos permite descrever aos outros como elas são. Para falar sobre o absoluto ou o mundo para além da razão (onde estão presentes a Ética e a Religião) precisaríamos de recursos que nossa linguagem não possui. O ser humano está preso em sua linguagem e não consegue escapar dela. Entretanto, Wittgenstein conclui que como a Ética é uma tendência imposta ao ser humano os debates sobre esta são válidos e não devem ser abandonados, mesmo que a linguagem seja limitada e nunca cheguemos realmente à verdade.

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  100. Fica claro após ver o video "Ludwig Wittgenstein por Fernando Savater en La Aventura del Pensamiento", como mencionado por Savater que "A linguagem é uma relação ente personagens, com o qual pode-se estudar a compreensão da vida social, em que há conflitos de linguagens". Porém, o uso das nossas palavras só podem ser capazes de transmitir "fatos, descrições".
    O autor fala que não é possível falar de juízo relativo, sem explicar o juízo de fato. Dado isso, segundo Ludwig, "A Ética, se ela é algo, é sobrenatural e nossas palavras somente expressam fatos".

    Ao falar de símiles e analogias podemos verificar seu estudo de lógica e essa tentativa de construir seu raciocínio a partir de argumentos lógicos - que ele revela no texto a necessidade de definir que "acontecem em algum lugar, duram um certo tempo- por conseguinte são descritíveis".

    Por fim, ele conclui que "ainda não encontramos a análise lógica correta daquilo que queremos dizer com nossas expressões éticas e religiosas (ao dizer que algo tem valor absoluto).” Por fim, ele vê que não há sentido, e carências de essência ao discutir ética e religião, e discorda do fato de que ela pode ser uma ciência - por tentar descrever o "absolutamente bom".



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  101. Wittgenstein traz a noção de Ética como algo, se ela é algo, sobrenatural e para este autor, que tem uma filosofia que estuda as palavras com o seu sentido designativo, ou seja, as palavras irão retratar fatos ou significados para os múltiplos objetos sendo assim, a ética é algo que não pode ser tratado diretamente com as nossas palavras no sentido estrito.

    O que ele traz para nós seria o estudo dos nossos juízos, que são diferenciados em dois, juízos absolutos e relativos. Para poder definir ambos o autor usa de exemplos bem explicativos, os juízos relativos seriam enunciados de fatos e nenhum enunciado de fato poderia implicar em um juízo de valor, se tornando algo relativo, como o “melhor caminha em uma estrada”, seria aquele que melhor me levasse a tal local e, além disso, a palavra melhor significaria simplesmente que satisfaz certo padrão predeterminado de “melhor caminho”. Já os juízos absolutos ou éticos ao que me parecem se aproximam dos imperativos categóricos Kantianos, estes juízos que inicialmente nos são apresentados como sobrenaturais por não tratar dos mesmos fatos que os juízos triviais, são ao longo do texto apresentados como algo todos deveriam tomar como necessidade lógica ou envergonhar-se ao não fazê-lo. Ao enunciarmos “esse é absolutamente o melhor caminho” as pessoas, ao não tomá-lo sentiriam-se constrangidas por tê-lo feito, as pessoas, independentemente dos seus pressupostos realizaria tal ação ao invés de outra, seriam impelidas pela ideia de que aquela decisão seria um “bom absoluto”.

    Mas ao dizermos que algo é bom absolutamente nos traz um problema, o que designaria algo bom para um, deverá trazer algo necessariamente bom para outra pessoa? O que Wittgenstein nos diz é que o uso de tal expressão se dá erroneamente e que a atribuição de valor ao termo bom se confunde em diferentes expressões no nível da linguagem

    E para a sua filosofia este nos parece ser o seu problema primordial, as palavras que são usadas para descrever certa ação muitas vezes se repetem o que nos mostra que existem naturezas diferentes as ações/eventos podendo ser feita diferentes descrições para as mesmas. A existência de códigos morais absolutos ou restritos não poderiam investigar as naturezas das ações e portanto as ações não poderiam ser generalizadas por tais códigos. A ética absoluta tem seus dilemas e acaba sendo incapaz de sustentar as suas “afirmações universais”. O autor nos traz uma conclusão um tanto perturbadora creio eu, para ele a Ética trata de coisas “além do mundo” e isso seria ir além da linguagem significativa e ao estudarmos ética estaríamos indo em uma direção que seria a de “correr contra os limites da linguagem”.

    Jonatas Silveira de Souza
    RA: 21040912

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  102. Simone de Beauvoir já escreveu: “Isso não pode ser dito, isso não pode ser escrito, isso não pode ser pensado, isso se vive, e é tudo”. A ética de Wittgenstein se mostra para mim assim de forma poética. Nada é absoluto e percebemos que certas coisas realmente não podem ser tratadas em nosso mundo factual. A linguagem é apenas uma dentre outras formas de apreender o mundo, será que devemos confiar nela todo nosso discurso e reflexão? Não devemos parar de falar e refletir nunca, mas também não podemos nos prender a certos parâmetros.

    Wittgenstein vai além de abrir nossos olhos com sua ética, ele nos mostra que existem percepções que estão além de nosso entendimento comum. Desejar o bem é diferente de conhecer a verdade. Desejar o bem é algo imposto a nós de certa forma que não conseguimos com palavras ou com fatos explicar suas razões. Diferente dos demais autores Wittgenstein não considera as sentenças na ética como sentenças absolutas, pois elas são limitantes. Um exemplo que ele expôs na conferência sobre ética de 1929 é o seguinte: Certas expressões como “aconteça o que acontecer, estou seguro, nada pode prejudicar-me” ou “assombro-me ante a existência do mundo” são expressões verbais de experiências que carecem de sentido, de mau uso da linguagem, pois como posso me assombrar da existência do mundo sendo que não posso imaginá-lo como não existindo; ou se sentir-se seguro significa, essencialmente, que é fisicamente impossível que certas coisas possam ocorrer-me, carece de sentido dizer que me sinto seguro aconteça o que acontecer. Esse mau uso da linguagem subjaz, então, todas as expressões éticas e religiosas, ou seja, coloca todas as suas palavras como algo semelhante aquilo que sabemos ser. Quando dizemos: “ele é uma boa pessoa” e “Este é um bom jogador de futebol” não queremos dizer a mesma coisa, porém há algo de similar entre o significado da palavra boa nas duas sentenças. Falar sobre ética é correr contra os limites da linguagem. Ela não é uma ciência, pois o que diz não nos acrescenta em nada, em nenhum sentido, ao nosso conhecimento.

    O nosso mundo, portanto, é compreendido e analisado por nós através de fatos e palavras, diferente da ética que se encontra em “outro mundo” que não pode ser entendido por fatos e palavras, por isso sua transcendência. Atingir o bem é a meta de toda ação humana, porém como explicar nossa conduta? Como explicar porque somente agora, nesse contexto histórico e político, nós brasileiros saímos para as ruas para expor nossa insatisfação? Tem certas coisas que só se vivem como colocou Beauvoir e certamente Wittgenstein concordava com essa afirmação, pois viveu de maneira muito intensa e ativa.

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  103. Wittgenstein busca descrever um uso mais amplo e estético de ética do que somente uma investigação sobre o que é bom, ele traz várias características comumente representantes da ética para que se trace uma concepção aproximada do que seria a ética. Para Wittgenstein todas expressão pode causar dois sentidos diferentes, relativo(trivial) ou absoluto(ético). O autor caracteriza o sentido relativo como tudo àquilo que pode ser descritível (exemplifica com o uso da poltrona), e deixa claro que a ética não faz uso desse sentido e sim do absoluto, que é um uso mais aprofundado, Wittgenstein deixa claro que ética é uma ciência que não pertence ao mundo dos fatos, sendo de valor absoluto não é verbalizada, isso porque nossas palavras descrevem fatos, ou seja, valores relativos.
    A ética para existir deve ser tratada como verdade absoluta e universal, para não ser relativizada. O filosofo também descreve um “bom absoluto” aquilo que independentemente de qualquer coisa, todos o seguiriam. Sendo assim Wittgenstein nos diz que o estado de coisas absolutas é inexistente “Nenhum estado de coisas tem, em si, o que gostaria de denominar o poder coercitivo de um juiz absoluto.”. O autor passa a tratar a linguagem como um mau uso, sendo assim não teria como falar sobre a ética, uma vez que há limites linguísticos ao tratar o assunto, assim ele não tem uma definição sobre o que é ética e não apresenta uma estrutura concreta, impossibilitando e incapacitando qualquer tentativa de definição.

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  104. Wittgenstein irá nos falar sobre a ética e os limites da linguagem.
    Hume e Kant assumem que os nosso juízos morais não são racionais. Para Wittgenstein os nossos juízos éticos são juízos de valores absolutos, racionalmente não conseguimos discutir a ética pois não conseguimos realizar afirmações absolutas, não podemos falar sobre o que é relativo de maneira absoluta. Segundo Wittgenstein é isso que acontece quando tentamos falar sobre o bem, falar sobre o bem é paradoxal, não tem sentido mas também há sentido, sendo duas conclusões que se negam. A culpa também é relativa, pois a ação também resultou em uma consequência, mas possuímos um sentimento de reprovação que nos diz que alguma conduta é imoral.
    Para Wittgenstein a linguagem é condição da razão, mas nós estamos presos pela linguagem, conseguimos mostrar mas não conseguimos falar, queremos falar sobre o conhecimento mas somos limitados pela linguagem. Dessa forma, o papel da razão na ética é também limitado.

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  105. Em Conferência Sobre Ética, Ludwig Wittgenstein apresenta como tema central o problema que decorre das limitações da linguagem no debate filosófico. Seu argumento parte do pressuposto de que a linguagem se circunscreve à atividade da descrição de um dado conjunto de fatos ocorridos. Desse modo, a linguagem mostra-se extremamente eficaz na descrição de experiências, fatos realizados num determinado tempo e espaço.

    Considerando a peculiaridade do debate sobre a ética, contudo - cabe ressaltar seu caráter transcendental à própria linguagem, dificultando a transmissão de ideias por meio de palavras - por mais que possibilite aproximações por meio de símiles, a construção de um arcabouço conceitual que dê conta de definir "ética" e encadear todas as implicações da definição em forma de proposições é extremamente prejudicada.

    Mais adiante, as particularidades da ética são desenvolvidas pelo autor: uma vez entendida como um campo do saber que não pertence ao mundo dos fatos (a ela confere-se um sentido absoluto), a linguagem encontra um obstáculo na transposição da fronteira do relativo para o absoluto, de modo que qualquer tentativa em fazê-lo consistiria em mau uso da linguagem. Ainda assim, o debate acerca de questões éticas deve ser respeitado enquanto testemunho de uma tendência do espírito humano.

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  106. Wittgenstein nos apresenta a dificuldade ou incapacidade de definir ética. Ele defende que não possuímos palavras que possam representar o valor ético, este valor é observado pela avaliação das ações. A ética existe de alguma forma espiritual.
    Apesar da nossa incapacidade para definir ética, Wittgenstein defende a discussão e a procura para esta definição. Neste caminho podemos debater sobre as ações e chegarmos a algo mais correto e universal, porém nunca ideal ou a ética em si. Concordo com este ponto de vista, apesar de não podermos defini-la por possuir muitas facetas, a discussão e a procura pela definição da ética pode nos fazer chegar em algo melhor, podemos não conter a verdade absoluta, mas podemos aperfeiçoar o que nós temos.

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  107. Em Tractatus, Wittgenstein exibe como a linguagem se relaciona com o mundo e propõe a seguinte questão: quanto do mundo essa linguagem consegue realmente representar?
    Abrangindo essa discussão à ética, Wittgenstein começa discutindo o sentido da ética. Explicita que a ética investiga o que é bom, o que é valioso, o que realmente importa. E que o bem é um conceito relativo, que satisfaz um propósito previamente determinado. Assim, cada juízo de valor relativo é um mero enunciado de fatos - o que é a própria linguagem, ou seja, uma representação do mundo ou de ideias através de palavras.
    A relatividade da ética e os sentidos naturais do bom e do mau pelo ser humano são, para Wittgenstein, coisas inexplicáveis pela simples linguagem, que por ser factual, gera uma falta se sentido nas discussões éticas.
    Então, quando se fala de ética, se transcendem os limites da linguagem, porque o discurso moral deixa de ser apenas a descrição de um fato. Ele é carregado pelo espírito humano. Isso também leva a uma outra conclusão: A ética não pode ser ciência, porque não acrescenta nada ao conhecimento (que feito da linguagem, também é factual; o conhecimento apenas prova e mostra o que existe ou não).
    Citando o próprio Wittgenstein, a ética é transcendental, é "um testemunho de uma tendência do espírito humano". Por colocar a ética como tal, a leitura e o estudo da teoria sobre ética de Wittgenstein foram, para mim, essenciais e muito esclarecedores depois de tanto ter estudado várias teorias sobre este tema neste curso.

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  108. Gustavo de Campos Pinheiro da Silveira
    RA: 21055812

    A leitura dos escritos de Wittgenstein sobre a Ética foi bastante elucidativa pois eles abordam uma das minhas indagações que sempre me acompanharam: me questiono se as relações sociais não são, em sua maior parte, fruto de maus entendidos  mais ou menos felizes. Com isso, quero dizer que sempre tive a sensação de que a comunicação e a interação entre os pensamentos humanos estão submetidos à uma insuficiência da linguagem e do pensamento na tentativa de se expressar tanto interpessoalmente como intrapessoalmente. Isto porque, ao meu ver, o pensamento como a articulação da linguagem me parece incapaz de apurar e manusear esse instrumento - da linguagem - de maneira a ser possível alcançar um ideal em que nada se perde, em relação ao significado que se deseja transmitir, ao se expressar. Contudo, essas minhas reflexões sempre se mantiveram superficiais pois não havia tido contato com nenhuma crítica da linguagem. É nesse ponto que o pensamento de Wittgenstein se tornou, para mim, interessante. Seu projeto tenta ligar a crítica da linguagem com a Ética. Para ele, falar sobre Ética é falar sobre um princípio absoluto, necessário e universal que nos faça qualificar, necessariamente e imparcialmente, uma ação como boa. Dessa maneira, a qualificação não pode ser relacional, e por isso, o que é bom - ético -, deve ser bom em si mesmo ou não em relação a alguma coisa. Mas, é exatamente nesse ponto onde se encontra a fracasso da linguagem para com a Ética: ela só é capaz de operar através da associação relacional entre as coisas do mundo empírico. Dizemos que alguém é bonito porque comparamos com outras pessoas que nos parecem menos bonitas. Dizemos que alguém executa bem um ofício porque comparamos com a experiência de ter presenciado alguém que não executa tão bem. Dessa maneira, é possível perceber que a linguagem está restrita às descrições dos fatos, e que os valores qualitativos atribuído às coisas só fazem sentido quando comparados às outras coisas. A partir disso, foi possível para Wittgenstein demonstrar que falar em Ética é falar sobre algo transcendental, que está além do mundo dos fatos, e portanto, além dos domínios da linguagem. Entretanto, isso não quer dizer que devemos simplesmente abandoná-la, pelo contrário, para Wittgenstein é necessário que se tente falar sobre a Ética, mesmo sabendo que ela é inexprimível, pois só assim os limites da linguagem se tornarão efetivamente claros, e estaremos aptos a perceber o mundo corretamente sem o uso da linguagem. Isso quer dizer, que ao invés de adotar um ceticismo moral, Wittgenstein aponta para meios alternativos de solucionar o problema ético, como por exemplo, o misticismo. Segundo ele, a Ética não pode ser falada, e portanto, ela deve ser mostrada.

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  109. Wittgenstein em seu texto, Conferência Sobre Ética, tenta explicitar quais são os maiores problemas que provem da limitação da linguagem em um debate filosófico. Para ele as palavras são extremamente eficazes na hora de descrever uma determinada ação, porém se mostram ineficazes para descrever se uma ação é ética ou não, por isso temos que ver a ação em si.
    Wittgenstein diz que apesar de nós não conseguirmos definir Ética em palavras devemos sempre discutir acerca das ações, pois estas podem ser éticas ou não, assim sendo podemos chegar a uma idéia universal sober o que é Ética, porém não podemos definir a Ética em si.
    Esta idéia acaba se relacionando com o pensamento que debatemos em uma das primeiras aulas, acerca de que a Ética deveria ser uma idéia universal, que englobasse todas as particularidades.

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  110. Wittgenstein aborta de maneira interessante o tema Ética relacionando-o com a religião. Em seu discurso, tenta explicar que a ética não é algo que realmente sabemos o que é, talvez seja impossível alguém se dizer entendedor da ética. Se fosse possível escreve um livro sobre tal, provavelmente este iria desmantelar todos os outros livros, pois falaria de algo transcendental, algo que não podemos realmente explicar, mas que sabemos que existe.

    Mencionava os sentidos de palavras que para ele não faziam sentido quando ditas sobre uma verdade relativa, como por exemplo, não se podia dizer que um alguém tinha medo do mundo, pois não é possível nos imaginarmos sem este mundo.

    Acreditava porém que as verdades absolutas éticas eram sentidas, de certa forma, por todos nós. Dependendo de pessoa para pessoa, diferentes situações nos levavam a sentir a mesma sensação de "bom", por exemplo. Como aquela sensação de proteção que sentimos ao conseguir chegar em casa às 2 da madrugada sem ser assaltado. Não sabemos explicar o que realmente é, mas garantimos que é algo bom.

    Ludwig passou por diversas dificuldades e se mostrava uma pessoa com vários obstáculos a serem vencidos para pessoas de sua época. Mas mesmo assim, mesmo tendo participado da 1ª Guerra Mundial, voltado com vida e perdido um pouco seus costumes anteriores, tornou-se novamente ao pensamento ético religioso, onde tentava mostrar que a ética era um fato transcendental do qual não poderíamos escapar, e a busca pelo correto é da natureza do ser humano.

    Enfatizando que a ética absoluta é algo que sentimos, que mostramos, e que a ética relativa é algo realmente muito relativo que depende da atual situação, Wittgenstein se deu como um dos mais importantes pensadores do século passado, contribuindo e muito para o estudo da ética até os dias de hoje.

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  111. A começar pelo áudio disposto sobre o filósofo Wittgenstein, começo minha análise demonstrando a importância do mesmo, afinal pelo menos três diferentes correntes filosóficas se baseiam em suas ideias. O curioso é que ele não se identificou com nenhuma delas, criando duas teorias, de forma que a segunda foi bastante crítica em relação à primeira. Wittgenstein defende que a maioria das questões filosóficas não são falsas, mas carecem de sentido, devido à dificuldade que temos em explicá-las com a linguagem. Ele também afirma que o que é pensável, é também possível. Ludwig crê os limites do mundo são também os limites da lógica.

    Já no texto Conferência sobre Ética, o seu início já demonstra a dificuldade que temos sobre a definição desse campo. O quão amplo e o quão especifico ele é simultaneamente. A Ética abrange temas de valores absolutos, de forma que a relatividade relacionada à certas trivialidades do cotidiano são esquecidas. À exemplo disso, cito a passagem do texto no qual é dito: “'Você joga bastante mal' e eu estivesse contestado 'sei que estou jogando mal, mas não quero fazê-lo melhor', tudo o que poderia dizer meu interlocutor seria: 'ah, então tudo bem. Mas suponhamos que eu tivesse contado a um de vocês uma mentira escandalosa e ele viesse e me dissesse: 'você se comporta como um animal,' e eu tivesse contestado 'sei que minha conduta é má, mas não quero comportar-me melhor', poderia ele dizer: 'ah, então tudo bem'? Certamente, não. Ele afirmaria 'Bem, você deve desejar comportar-se melhor'. Aqui temos um juízo de valor absoluto, enquanto que no primeiro caso era um juízo relativo.”

    Interessante notar também a descrição que ele faz sobre os fatos. Os fatos simplesmente ocorrem, todos em mesmo nível, mas as emoções que nos causam é que são distintas. De certa forma, é como se houvesse uma limitação ao falarmos de Ética, de modo que as nossas palavras não são suficientes para determinar em que consiste esse conceito. Sendo assim, tentamos nos utilizar de outros artifícios, como a questão do bem absoluto, para compreendermos as interações relacionadas ao campo ético. Sendo assim, a Ética não pode ser definida como ciência, entretanto, não perde o seu valor, pois é um testemunho da tendência humana e isso ciência nenhuma consegue precisar.

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  112. As ideias de Wittgeinstein partem de um ponto não abordado até então por seus antecessores: a linguagem. Para Ludwig, a linguagem é limitada e incapaz de transmitir conceitos como o de bem e perfeição, conceitos que, portanto, só podem ser entendidos quando vivenciados e, mesmo quando vivenciados, não podem ser explicados. A vivência é algo de extrema importância na obra de Wittgeinstein, de forma que só pode ser entendida quando relacionada à forma que o próprio Ludwig viveu, dado que parte de seu projeto filosófico consistia em "viver" sua obra
    A definição de uma ação moral se assemelharia à carpintaria, pois sem usar as palavras, o artesão transforma uma ideia em uma ação a partir de um objeto disforme.
    Para Wittgeinstein, o mundo é o conjunto de fatos que podem ser ditos e explicados através da linguagem, a Ética, no entanto, transcende o mundo dos fatos de forma que não pode ser exprimida através da linguagem. Portanto, discutir algo que não pertence ao domínio do mundo através da linguagem se torna uma tarefa impossível.
    Para mim, Wittgeinstein foi o autor mais interessante que foi estudado durante o curso, pois antes de discutir o problema da conceituação de bem e mal, apresenta-se um problema mais fundamental que desperta a minha indagação, me fazendo perguntar quantas situações indescritíveis nos encontramos rotineiramente.

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  113. Ludwig Wittgeinsten nesse texto aborda uma visão de ética que não fora ainda abordada anteriormente pelos trabalhos que discutimos em aula, ele põe em pauta temas que são recorrentes a todos nós, gera perguntas, como as seguintes: No que consiste a ética, no que ela se baseia, investiga? O que seria um milagre, considerando a ciência com a importância que tem? No que se basearia um livro escrito através de experiências, sendo que não passaria por fim de um sentido trivial ou relativo?
    Para nos ajudar a compreender melhor acerca do assunto, ele apresenta vários exemplos que são primordiais pra essa tentativa, nos conceitua o sentido trivial ou relativo, e o sentido ético ou absoluto; para o autor a ética implica em vários pontos por não ser algo real, que nos possibilite determinar, no entanto diz:"A Ética, se ela é algo, é sobrenatural e nossas palavras somente expressam fatos, do mesmo modo que uma taça de chá somente pode conter um volume determinado de água, por mais que se despeje um litro nela."
    Conclui por fim que religião e ética são assuntos que nos levam pra fora da "jaula", por serem extremamente subjetivos e muitas vezes no que dizem, nada nos acrescentarem, entretanto são importantes e são dignos de respeito.

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  114. Wittgenstein não se contrapõe e não se endereça às correntes filosóficas de Kant ou Hume, referências de aula até então. Ele defende um pensamento novo a partir de suas ideias, tomando como base suas diversas e "bilaterais" experiências.

    A ética,é algo que o ser humano tenta descrever com palavras, assim como a religião, em busca de significados sobre o que é correto, mas segundo Wittgenstein, escrever sobre Ética ou Religião é ir contra os limites da linguagem. Ele defende que a Ética ainda é um campo intraduzível pela linguagem.

    No texto, Wittgenstein expõe claramente que é equivocada a aplicação da metodologia científica no estudo da ética, já que não podemos transformar as representações (símiles) da ética em fatos.

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  115. Thaís Alves Villalobos25 de junho de 2013 23:57

    Em seu texto, Ludwig Wittgenstein apresenta um novo conceito de ética e de seu estudo. Para ele, o foco do estudo da ética, ou uma aproximação do objetivo da ética, são as coisas importantes ou o significado da vida e a forma correta de se viver. Assim, há o sentido relativo, das coisas do mundo físico e que podem ser descritas (esse sentido não é usado pela ética por não ser muito aprofundado e ser meramente enunciado fatos, sendo que estes não constituem proposições éticas), e o sentido absoluto ou ético.

    Para ele, a ética não pode ser verbalizada, já que não pertence ao mundo dos fatos e possui valor absoluto, e as palavras descrevem fatos, que são valores relativos. Porém, esse estado de coisas absolutas não existe e não há verdades universais. Assim, começa a tratar do mau uso da linguagem, pois tentamos expressar algo de valor absoluto, mas a linguagem fica sem sentido.

    Dessa forma, a ética deve abranger todo o conhecimento, não havendo nada absoluto, sendo essa a razão para a incapacidade de definir a ética. Como somos incapazes de definir a ética, de acordo com Wittgenstein, devemos nos calar sobre o assunto. Como vimos durante o curso, há diversas correntes que definem a ética de diferentes maneiras, portanto ela tanto é, quanto deve ser, foco de discussões.

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  116. Wittgenstein aborda a ética de uma maneira bastante peculiar. Sua preocupação com a estrutura da linguagem e a maneira como isso afeta a nossa compreensão do mundo em que vivemos conduziu o pensador a uma posição delicada, que é mostrar uma ideia que não pode ser adequadamente concebida pelo pensamento racional, portanto impossível de ser expressa através da linguagem. A linguagem nada mais é do que a ferramenta pela qual tentamos entender o mundo e que muitas vezes se revela inadequada para exprimir conceitos absolutos.

    Os valores éticos se situam aquém dessa barreira linguística, que pode quando muito nos levar próximos ao nosso objetivo, mas não nos leva a compreendê-lo de forma total. Para Wittgenstein a linguagem é uma escada para se atingir um determinado estado de lucidez, impossível de ser descrito, e que após o seu uso pode ser descartada. Após subirmos onde desejamos, podemos prescindir da escada.

    Wittgenstein considera a Ética um valor a ser respeitado e que pode ser alcançado apenas parcialmente através da linguagem, pois é necessário transcendê-la para poder alcançá-la. Esse tipo de pensamento é muito comum nas filosofias do Oriente, nas quais a linguagem que utilizamos possui enormes limites para descrever o universo como ele realmente é e precisa ser transcendida. Mas devemos nos aperceber de que apesar de estar situada além dos limites da linguagem, duas pessoas que tenham experimentado a mesma “lucidez” podem se compreender perfeitamente, mesmo não podendo utilizar a linguagem como ferramenta de comunicação.

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  117. Wittgenstein compara a Ética à Estética, algo inexplicável, por se tratar de um tipo de juízo absoluto, e que, portanto, não pode ser expresso como É, mas sim através de metáforas. Dessa forma, qualquer explicação de um fato que possui também valor sobrenatural é nada mais que um pobre símile. A moralidade, segundo ele, não tem sentido e mais, trata-se de um universo externo ao universo racional, e, portanto, externo também ao universo da linguagem.
    Não se deve falar da ética, mas mostrá-la em sua vivência, assim como não se faz um quadro ou uma peça musical descrevendo-os. A saída para esse impasse seria, então, não buscar uma construção da ética sobre o pilar de sua descrição, que jamais poderá revelá-la como verdadeiramente é, mas sim buscar outras respostas para a Ética que se encontrem externos ao domínio da linguagem e da razão. Não são desprezíveis de todo, para o autor, a curiosidade e o debate sobre a Ética. Mas devemos ter consciência de nunca poder realmente construir a ética através da explicação.

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  119. Para ser totalmente sincera, dentre os textos que estudamos, o de Wittgenstein é o que me chama mais atenção pela sua visão peculiar de Ética que, de certa forma, contesta as visões que havíamos estudado anteriormente.

    Vimos como na ética kantiana a bondade ou maldade das coisas está na própria ação e o senso de dever moral que as acompanha. E também, como na ética utilitarista precisamos pensar nas consequências das nossas ações para sempre maximizar nosso prazer e diminuir a dor. Duas visões diferentes, mas que buscam a mesma finalidade: entender o comportamento moral, entender o que é a ÉTICA em si.
    Wittgenstein nos apresenta uma abordagem completamente diferente - a ética pode ser realmente entendida? Do que estamos falando quando falamos em ética?

    Primeiro, o autor faz a distinção entre sentido trivial e sentido relativo das coisas, essa parte é um tanto complicada de entender. O sentido trivial seria apenas uma sequência de fatos e o sentido absoluto seria o valor absoluto, o valor ético das coisas.

    Na verdade, nós não temos a capacidade de falar sobre ética - não em seu sentido absoluto pelo menos. Podemos falar em ética, em certo e errado, mas apenas estaremos falando em uma sequência de fatos - podemos sentir afecções quando falamos de determinadas ações e também podemos pensar e dissertar racionalmente sobre ações, mas não estamos falando sobre o valor absoluto de ética em si, pois como o próprio Wittgenstein escreve "nenhum estado de coisas tem, em si, o que gostaria de denominar o poder coercitivo de um juiz absoluto". Wittgenstein entende Ética como um "testemunho de uma tendência do espírito humano"; a Ética é transcendental, está além de nossa compreensão fazer julgamentos do que seja absolutamente certo ou não, nossa linguagem é limitada, não temos como descrever o valor absoluto das coisas. Para que isso fosse possível teríamos que transcender o mundo natural (linguagem) e isso não é possível.

    Então, de que adianta discutir a moralidade das nossas ações se tudo que conseguiremos é levantar uma sequencia de fatos? Agir de fato deve ser mais relevante do que apenas falar sobre o que é o bem ou o que é o mal já que nós nunca conseguiremos chegar ao que realmente e absolutamente seja o bem ou o mal. Apesar disso, para o autor os esforços para tentar entender o que é a ética são válidos, apenas não devem ser separados de ações reais.

    Eu, particularmente, acho o pensamento de Wittgenstein extremamente complexo e fascinante.

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  120. Sabrina Nascimento26 de junho de 2013 19:18

    Wittgenstein propôs uma teoria singular, diferente de todas as teorias estabelecidas anteriormente a ele. A partir da análise do vídeo proposto, acredito que a sua história de vida tenha contribuído muito para este pensamento inovador, devido ao fato de a princípio sua formação acadêmica foi na área de engenharia, o que por si só já dá outro parâmetro à análise da filosofia, como também pela sua participação no campo de batalha durante a Primeira Guerra Mundial, uma singularidade que influencia diretamente a visão de mundo das de todos que se encontram envolvidos nesta atmosfera.

    Em seu livro Tractatus, o filósofo coloca em evidência a necessidade de se investigar a verdadeira eficiência da linguagem ao explicar os fenômenos do mundo, e se ela pode ser considerada uma forma viável de se explicar a Ética.
    A conclusão à qual chega é a de que a linguagem se mostra eficiente para caracterizar as nossas ações diárias, eficiente para narrar as observações que fazemos sobre o mundo, porém ela não emite, por si só nenhum juízo ético, ou seja, em sua descrição sobre o mundo ela não faz distinção entre algo eticamente correto de algo que não o é. Em exemplo dado pelo próprio Wittgenstein em seu texto “Conferência sobre Ética”, a descrição feita de um terrível assassinato em nada se diferencia da descrição de uma pedra caindo. Por mais que o assassinato seja particularmente detestável, ele não deixa de ser um fato ocorrido da mesma maneira como a pedra caindo, o que não se caracteriza como Ética.
    Para Ludwig a Ética não pode ser considerada uma forma de ciência pois sua finalidade não é a de definir juízos absolutos sobre as coisas. A Ética representa o anseio da alma humana pelo perfeito e representa algo muito maior do que uma simples observação sistemática do mundo.

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  121. No texto, escrito por Wittgenstein, pude observa uma visão de ética totalmente divergente daquelas que já foram abordadas no curso, como David Hume, Immannuel Kant, e John Start Mill. Considero o texto, um dos melhores que tive contato até momento, devido ao fato de o entendimento ser facilitado, através de exemplificações do pensamento.

    Para o autor, é como se a ética fosse algo transcendental, se aproximando talvez da religião. A ética seria algo inexplicável através do dialeto, das palavras. A Filosofia aborda o tema como não sendo um fato, e por isso é algo indescritível, já que só conseguimos descrever aquilo que é um fato.

    Como foi falado em aula pelo Professor, o MEU ENTENDIMENTO a partir da leitura é que para ser ético, deve-se obter a perfeição de tudo, e isto, pensando em relação ao nosso mundo, é impossível, portanto, é impossível se tornar totalmente ético. Vejo esta questão do transcendentalismo como a possível existência de um ser maior, que este sim, seja totalmente ético, e perfeito por inteiro.

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  123. Wittgenstein faz procura definir a Ética e diz que pode defini-la não apenas como a investigação do que é bom, mas sim como a ética sendo a investigação do significado da vida ou até investigação sobre algo valioso. E ele atribui dois sentidos a estas investigações, um relativo e um absoluto.
    O juízo relativo é apenas um enunciado de fatos e o modo que ele pode ser expresso pode acabar por não implicar um juízo de valor absoluto.
    Para Wittgenstein talvez fosse melhor não procurar entender o que seria ética, pois é algo que vai além das palavras e de impossível compreensão pelo homem. Se ética existe é sobrenatural e o bem com valor absoluto é algo que fariamos sem necessidade de entender e sim porque é necessário fazer. E por fim é com certeza que se pode afirmar que a Ética não é uma ciência. É algo que devemos respeitar para um bom convívio humano.
    Concordei com o autor em diversos pontos e acho valido pensar que talvez a ética seja algo que vá além da nossa compreensão. Porque após o estudo de diversos textos a cerca do assunto, vejo que ainda não consegui criar minha própria visão do que seria a ética. Principalmente se formos pensar que a ética tem haver com o perfeito e o que me parece inalcançável.

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  124. “[...] se considerasse o que a Ética deveria ser realmente - se existisse uma tal ciência - , este resultado parece-me bastante óbvio. Parece-me evidente que nada do que somos capazes de pensar ou de dizer pode constituir-se o objeto.”

    Wittgenstein deixa claro em seu discurso que não sabemos de fato o que seria a denominação do que é a Ética. Segundo ele, se “[...] um homem pudesse escrever um livro de Ética que realmente fosse um livro de Ética, este livro destruiria, com uma explosão, todos os demais livros do mundo.”. Sendo assim, nós, com o uso da nossa linguagem, não conseguimos expressar conteúdos em ética. A Ética para ele, transcende a linguagem, não temos meios de dizer o que acontece no mundo para além da razão.

    Para ele, é sim válido discutir sobre Ética, mas é uma discussão sem sentido, pois nunca chegaremos a uma verdade, a uma conclusão, por conta da limitação da nossa linguagem. Nossa linguagem seria capaz somente de conter e transmitir “significado e sentido natural”.

    Por fim, seguindo o pensamento de Wittgenstein – que difere do de outros autores que vimos até o momento - agir de forma correta é melhor do que ficarmos gastando tempo falando de como deve-se agir, pois como dito no começo, discutir sobre Ética não leva-nos a resultado algum.

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  125. Wittgenstein percebe que a linguagem só é capaz de transmitir valores relativos que na verdade seriam um mero enunciado de fatos. E assim ao tentar falar sobre valores absolutos utilizaria palavras parecidas com aquilo que queremos dizer, mas que ao tentar utiliza-las formaria uma sentença sem sentido.
    Assim aquilo que os filósofos fizeram até agora, ao tentar falar sobre ética, foi falar daquilo que não era o realmente importante, já que para fazê-lo teriam que achar outra forma de se comunicar que não a linguagem, isso segue-se do fato de que a ética lida com valores absolutos, e não relativos, ou seja a ética estaria fora de alcance da linguagem. Mas apesar disso Wittgenstein não anula o trabalho feito até agora, mas seria necessário achar uma saída para isso.

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  126. Ludwig Wittgenstein apresenta como tema central o problema que decorre das limitações da linguagem no debate filosófico. Ele defende que não possuímos palavras que possam representar o valor ético, este valor é observado pela avaliação das ações. A ética existe de alguma forma espiritual. Seu argumento parte do pressuposto de que a linguagem se circunscreve à atividade da descrição de um dado conjunto de fatos ocorridos. Desse modo, a linguagem mostra-se extremamente eficaz na descrição de experiências, fatos realizados num determinado tempo e espaço.
    Wittgenstein busca descrever um uso mais amplo e estético de ética do que somente uma investigação sobre o que é bom, ele traz várias características comumente representantes da ética para que se trace uma concepção aproximada do que seria a ética. Para Wittgenstein todas expressão pode causar dois sentidos diferentes, relativo(trivial) ou absoluto(ético). O autor caracteriza o sentido relativo como tudo àquilo que pode ser descritível (exemplifica com o uso da poltrona), e deixa claro que a ética não faz uso desse sentido e sim do absoluto, que é um uso mais aprofundado, Wittgenstein deixa claro que ética é uma ciência que não pertence ao mundo dos fatos, sendo de valor absoluto não é verbalizada, isso porque nossas palavras descrevem fatos, ou seja, valores relativo, A etica é só relembrando do sentindo absoluto, porém termos como "bem absoluto" ou o que seria a "melhor pratica" universal, simplesmente não podem ser encontradas.
    O nosso mundo, portanto, é compreendido e analisado por nós através de fatos e palavras, diferente da ética que se encontra em “outro mundo” que não pode ser entendido por fatos e palavras, a ética é transcendental é "um testemunho de uma tendência do espírito humano".

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  127. Guilherme Bocalini28 de junho de 2013 17:10

    Guilherme Bocalini
    RA: 21033512

    Wittgenstein baseia toda a sua filosofia na crítica da linguagem, para ele a linguagem está limitada a tratar apenas dos fatos, assim não pode ser usada no campo da essência. Por isso a ética não pode ser trabalhada pela linguagem, pois esta busca o bom absoluto, e se pensarmos este termo, o bom absoluto, rigorosamente ele não existe, é um mau uso da linguagem. Então a linguagem não pode tratar sobre isso.

    Assim a crítica da linguagem trata do que pode e do que não pode ser dito, entretanto Wittgenstein ainda reconhece o valor da linguagem, é só através dela que compreendemos sua limitação, é preciso se chocar com a linguagem para entender sua limitação.

    Após entendido isso, a postura ética possível é buscar a essência das coisas no silêncio, é neste ponto que a ética se torna transcendental. A maneira que Wittgenstein encontrou para buscar o sentido da vida foi alistar-se no exército austríaco e arriscar sua vida, a fim de encontrar uma experiência mística. Assim, a ética se encontra no misticismo, que para Wittgenstein existe e é inexprimível, e por isso afirmou: “Sobre aquilo de que não se pode falar, deve-se calar.”.

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  128. A ética como análise e sistematização do conceito de “bom” adquire uma outra dimensão na definição de Wittgenstein. Este filósofo esclarece que determinadas expressões podem ser usadas com sentidos muito distintos, o sentido trivial ou relativo e o sentido ético ou absoluto, sendo que um juízo de valor relativo é um mero enunciado de fatos que tomam significado na medida em que um propósito peculiar tenha sido previamente fixado.
    A ética de fato é abstração e nossas palavras unicamente expressam fatos, têm apenas a capacidade de conter e transmitir significado e sentido naturais.
    Então ao buscar a definição de bom absoluto Wittgenstein demonstra que o que naturalmente se faz é tentar invocar algumas situações típicas nas quais sente-se prazer.
    A partir destas premissas expõe: “A ação correta seria aquela que todo mundo deveria tomar com necessidade lógica ou envergonhar-se de não fazê-la”, sendo assim a ação expressa na linguagem somente tem sentido se é possível imaginá-la não sendo como é.
    A ética portanto não pode assumir representação de valor absoluto abrange múltiplas significações particulares e por essa razão não é possível que exista uma ciência da ética.
    Obs.: A justificativa para o atraso deste comentário foi comunicada pessoalmente.


    Rosangela de Paula
    RA 21069412

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  129. Com a leitura do texto de Wittgenstein, posso imaginar que o curso traçou uma linha teórica clara na forma de se pensar ética.

    As 3 primeiras teorias, com Hume, Kant e Mill esboçam tentativas de se entender qual deveria ser a melhor forma de se agir.

    O que se vê Wittgenstein, é a introdução de que a Ética não pode ser idealizada. Ela é transcedental. Quase como a metafísica.

    O que Wittgenstein diz é que as palavras apenas expressam fatos. A ética transcende os fatos. Nesse sentido enxergo que Wittgenstein se apoia na teoria de Hume, onde a ética derivando da paixão, perde influência da razão.

    Lembro-me de uma aula sobre Hume, do próprio professor, onde ele exemplifica o fato da razão não dar conta da ética dizendo que nós temos dificuldade em explicar a "causa", justamente pois a explicação viria da razão.

    Pois bem, Wittgenstein se apoia em Hume ao meu ver para elaborar esta teoria, mas ele vai além. Em Hume existe a tentativa de explicar a Ética, o que Wittgenstein faz é dizer que não podemos explicá-la. A explicação do "bom" no sentido absoluto não existe, pois se explicada este "bom" torna-se o bom do sentido relativo.

    Mas então o problema da ética não existe solução, portanto é algo que devemos simplesmente esquecer? Ainda não.

    Wittgenstein diz que a ética se realiza no agir, portanto, pensar a ética seria aumentar o leque de entendimento sobre o agir, mas o que importa é a prática.

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  130. Wittgenstein para explicar o seu ponto de vista ele parte da definição de Ética do professor Moore que é a seguinte: "A Ética é a investigação geral sobre o que é bom." Feito isso ele cita vários outras palavras para substituir a palavra bom utilizada nesta frase, como valioso, maneira correta de viver, o que realmente importa e outras. Porém ele demonstra que tudo isso carece de um sentido, pois uma pessoa boa é diferente de um jogador bom, a vida daquela pessoa é valiosa é diferente de uma jóia valiosa mesmo com a mesma palavra.

    Por isso ele fala sobre o sentido relativo e o sentido ético absoluto e entra em seu ponto chave, o mau uso da linguagem. Para Wittgenstein a Ética é transcendental e sempre vai faltar o sentido nas palavras que usarmos para falar a cerca desse assunto.

    Ele termina o texto falando que a tendência sempre é fugir dos limites da linguagem embora seja desesperançada essa corrida. E para terminar cito o próprio Wittgenstein "A Ética, na medida em que brota do desejo de dizer algo sobre o sentido último da vida, sobre o absolutamente bom, o absolutamente valioso, não pode ser uma ciência. O que ela diz nada acrescenta, em nenhum sentido, ao nosso conhecimento, mas é um testemunho de uma tendência do espírito humano que eu pessoalmente não posso senão respeitar profundamente e que por nada neste mundo ridicularizaria."

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  131. Caroline den Hartog Batagini30 de junho de 2013 03:47

    RA: 21024712

    O pensamento de Wittgenstein sobre ética é consonante com o que foi visto até agora apenas até o ponto em que concorda que o bem é desejável universalmente.
    No entanto, Wittgenstein é um divisor de águas na medida em que considera todos os discursos realizados sobre o que é bom do ponto de vista moral como desprovidos de sentido. Essa crítica está intrinsicamente ligada à sua concepção acerca da linguagem, quando afirma que essa última não dá conta de exteriorizar o que está sob o domínio da ética.
    Segundo Wittgenstein, a linguagem nos permite explicitar e descrever fatos, isto é, aquilo que só existe e que pode ser operado logicamente por intermédio do discurso por conta do mundo empírico. Porém, a Ética não é um fato, daí a dificuldade de discursar sobre a mesma. Para Wittgenstein, a Ética vai além da linguagem e do mundo físico, o que a torna, por sua vez, transcendental.
    Ao tentar teorizar sobre a Ética caímos num poço sem fim de tratar aquilo que é metafísico como um conhecimento científico.
    Parece-me também errôneo tratar o pensamento do autor como um tipo de ceticismo. Pelo contrário: Wittgenstein considerava mais honesto silenciar sobre um assunto, ainda que fosse algo de interesse universal, do que promover um discurso racional sem sentido.
    Assim, Wittgenstein nos conduz a pensar sobre os limites do que se pode ser descrito com clareza – e que se apresenta na forma de um fato – e aquilo que ultrapassa tais limites e se torna, em certa medida, uma “conversa fiada filosófica”. Para além das considerações sobre Ética, o filósofo deixa um legado que nos leva a refletir também sobre um assunto de ordem epistemológica, afinal de contas, é discutível a divisão entre fatos e outros problemas humanos não científicos, o que também traz à tona o questionamento sobre o que (ou sobre quais assuntos) se pode ou não falar e discursar filosoficamente.

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  132. Para Wittgenstein, a Ética consiste em algo que vai além da experiência, é algo sobrenatural, que transcende os fatos. Posto isso, afirma que nossa linguagem é incapaz de expressar algo dessa natureza como a Ética: “Parece-me evidente que nada do que somos capazes de pensar ou de dizer pode constituir-se o objeto. Que não podemos escrever um livro científico cujo tema venha a ser intrinsecamente sublime e superior a todos os demais.” e “Nossas palavras, usadas tal como o fazemos na ciência, são recipientes capazes somente de conter e transmitir significado e sentido naturais."

    Ainda sobre a Ética, Wittgenstein considera que esta, sendo transcendental, é um juízo de valor absoluto e que apenas três vivências expressam juízos de valor absoluto: o espanto diante da existência do mundo, a da certeza absoluta, e a vivência do sentimento de culpa. Essas vivências são paradoxais, uma vez que são fatos de valor sobrenatural.

    “Do mesmo modo, o bom absoluto, se é um estado de coisas descritível, seria aquele que todo o mundo, independentemente de seus gostos e inclinações, realizaria necessariamente ou se sentiria culpado de não fazê-lo. Quero dizer que tal estado de coisas é uma quimera.”

    Por fim, uma vez a meta da ação humana é o bem, segundo Wittgenstein, e a noção de bem implica em compreender o que é o bem: “Toda minha tendência - e creio que a de todos aqueles que tentaram alguma vez escrever ou falar de Ética ou Religião - é correr contra os limites da linguagem. Esta corrida contra as paredes de nossa jaula é perfeita e absolutamente desesperançada.”

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  133. Wittgenstein difere um pouco dos autores que vimos até aqui, pois afirma que a linguagem não é suficiente para tratarmos de ética. Segundo o autor, a linguagem permite apenas a descrição dos fatos, como ética não pode ser considerada um fato, a linguagem não fornece meios para tratarmos a ética.
    Apesar de seu pensamento a cerca da linguagem e da ética, Wittgenstein afirma que não se deve parar de produzir textos sobre ética, a intenção do autor é mostrar que assuntos como: ética e religião podem ser “uma corrida desesperançada contra as paredes de nossa jaula”, como na analogia da “mosca na garrafa”.
    Em síntese, o pensamento de Wittgenstein é mais complexo porque considera que a ética é transcendental, ou seja, é um assunto que está além do nosso alcance, o mesmo ocorre com a religião.

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  134. Confesso que de todos as teorias estudadas, a de Wittgenstein foi a que mais tive dificuldade de entender, o que consequentemente me levou a uma dificuldade ainda maior de expor um parecer que me convencesse verdadeiramente de ser postado – tanto que prolonguei excessivamente o prazo dessa postagem. Tentarei apresentar alguns pontos aqui e espero que eles de fato expressem meu entendimento, mesmo que este ainda me pareça um pouco confuso e incompleto.

    Wittgenstein explora o uso da linguagem e suas características quando o assunto tratado é a ética. Para o filósofo, a linguagem é ferramenta competente na descrição de fatos, mas torna-se limitada e carente de expressões que possam descrever aquilo que não é fato. Daí vem a conclusão de que as limitações na linguagem impedem a elaboração de uma resposta absoluta que defina a ética, pois esta é não-factual.

    A linguagem pode assumir um sentido relativo, que estará atrelado a juízos relativos e estes são somente um conjunto de fatos. Porém, quando se trata da Ética, buscamos juízos absolutos, ou seja, juízos que possam ser universalizados - e a linguagem sempre se apresentará relativa, mesmo que seja usada com o intuito de ser absoluta.

    Mesmo assim, Wittgeistein defende que devemos discutir sobre ética, já que ela é a manifestação do desejo pelo bem absoluto que todos nós possuímos e que nos inclina a prática de certas ações e não de outras, que, se realizadas, nos tornariam culpados por fazê-lo.

    É justamente a ideia de que, mesmo defendendo não haver possibilidades de se descrever a ética realmente, devemos discutir sobre ela, que me parece estranha. Acredito que alguns pontos de sua teoria ainda estejam obscuros para mim, talvez algo que deva interligar seus argumentos e explicar suas conclusões que não consegui identificar, de modo que não seria nem mesmo capaz de dizer onde se encontram esses ‘vãos’. E é isto que me incentiva a buscar saber mais sobre o autor futuramente.

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  135. Mateus Baeta Diógenes1 de julho de 2013 16:04

    Wittgenstein classifica, primeiramente, a ética como uma investigação geral sobre o que é bom; e a partir desta regra de conduta, analisa o uso do conceito de bom como algo absoluto, inexorável e em seu outro sentido como algo relativo, comparativo.
    Contudo, ele acredita que nós usamos a palavra "bom", "ética", entre outros juízos de valores como relacional, já que não conseguimos nos pronunciar diante do perfeito, do melhor, do valor absoluto da ética, tendo que estes valores são transcendentais, e portanto, ao meu ver não faz sentido usarmos nesse mundo de representações, como diria Platão, um conceito que não temos dimensão.
    Wittgeistein também disserta sobre o mau uso das palavras: assombração e milagre; já que só podemos ficar vislumbrados com algo que existe e que se tornou diferente daquilo que antes era, e não de algo que simplesmente existe, pois não temos como imaginar a sua não existência.E em relação ao milagre, usa-se tal conceito para determinar algo que não tem explicação, mas, partindo do pressuposto que nosso conhecimento mais seguro é oriundo da ciência, o milagre, nada mais seria que um conhecimento que não está agregado a forma metódica e convencionada de conhecimento que temos, sendo assim, não podemos afirmar que o milagre, usada dessa maneira, seria algo que nunca pudesse ser conhecido.
    Concluindo, Wittgeistein é um autor que possui um cuidado enorme ao falar de ética, vê o homem, muitas vezes, tocar o trnascendente ao falar em ética mas não podemos fazer mais do que isso, neste campo metafísico.Essa visão me parece um pouco frustante, mas tal sentimento, também é intrínseco a nossa vida, cheia de limitações, logo, nunca plena.

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  136. como a linguagem consegue representar o mundo. Mais especificamente, Wittgenstein pretende mostrar como uma proposição é capaz de representar um estado de coisas real ou possível,um instrumento ético,que levou Wittgenstein a escrever sua principal obra Tractatus.
    Nesse obre ele esforçava-se por desvelar a essência da linguagem, nas Investigações Filosóficas, ele afirma que essa tentativa está fadada ao fracasso, simplesmente porque não há qualquer essência a ser descoberta. O segundo Wittgenstein defende que a linguagem não seria um todo homogêneo, mas, sim, um aglomerado de "linguagens

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  137. Compreender a Ética que Wittgenstein propõe é entender a diferenciação de juízos de valor relativo e juízos de valor absoluto(ou ético). Os primeiros são simplesmente "meros enunciados de fatos" e deles não é possível tirar nada de absoluto, ou seja, desses tipos de juízos não conseguimos extrair nada que valha para todos nós da mesma maneira e que nos incite de um mesmo modo sempre(aceitação ou repulsão).

    Usando um exemplo parecido com o usado por ele através da comparação de duas proposições: "esta estrada é o melhor caminho para se chegar nessa cidade" e "esta estrada é, absolutamente, o melhor caminho para se chegar nessa cidade". A primeira proposição implicaria diferentes reações em diferentes pessoas, com cada uma podendo discordar ou concordar com a afirmação feita sem nenhum prejuízo, talvez até poden chegar a um consenso. Já na segunda proposição, esse exercício de julgamento não poderia ser feito, na verdade deveria ser algo que valesse para todos nós, mas para ele alcançar esse aspecto absoluto que essa ou qualquer outra proposição possa tentar vir a ter é algo que é fora dos limites humanos e da linguagem.

    Wittgenstein defende que quando dizemos que algo é absoluto, na verdade não estamos conseguindo sair da armadilha dos juízos relativos, quer dizer, no fundo o máximo que conseguimos fazer é enunciar fatos ou acontecimentos e não o absoluto no sentido de conhecimento máximo e essencial sobre algo. Isso se dá pois ele reconhece que nossa linguagem e nossas expressões ainda carecem de um nível suficientemente necessário para uma possível compreensão dos fins últimos de qualquer coisa.

    Ainda que ele reconheça o esforço que a Ética humana ou a Religião fizeram muitas das vezes ao tentar dizer o que é absolutamente bom, atingir esse nível para ele é algo trascendental no sentido do que vai muito além de nos supostamente conhecemos e podemos afirmar.




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  138. Wittgenstein, em seu pensamento sobre Ética, se contrapõe a Kant ao afirmar que ele “faz o mau uso da linguagem” e justifica ao afirmar que não se pode fazer símile de juízos de fatos e juízos de valor.
    “Ele afirma ser um paradoxo, que uma experiência, um fato, pareça ter valor sobrenatural, que um enunciado de fato possa implicar num juízo de valor. Para que expresse algum conteúdo ético, a linguagem deveria ser capaz de traduzir o que se passa no além mundo, no âmbito do que está além das provas racionais.” (PELUSO, “Ética para Principiantes” - 2011)
    Para explicar melhor sua teoria, Wittgenstein exemplifica nos fazendo imaginar um livro escrito por alguém onipresente. Nesse livro estariam contidos todos os acontecimentos já ocorridos, tanto em seu caráter físico ou psicológico, mas não haveria uma sentença sobre Ética, pois ela não é um fato. Logo, nossa linguagem nos limita na compreensão sobre o que a Ética é.
    Essa teoria é interessante, pois minha primeira impressão foi de que Wittgenstein queria justificar que Ética não se discute, mas ao decorrer de seu texto e as discussões em aula foi possível perceber que o caminho sobre a discussão ética é difícil e que mesmo assim é importante continuar. Como exemplificado em aula, somos como um inseto querendo sair de uma garrafa aberta. Podemos voar em diversas direções, mas somente uma nos leva a sua saída.

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  139. Lívia Maria Cianciulli
    RA: 21012612

    .’’ A Ética, na medida em que brota do desejo de dizer algo sobre o sentido último da vida, sobre o absolutamente bom, o absolutamente valioso, não pode ser uma ciência. O que ela diz nada acrescenta, em nenhum sentido, ao nosso conhecimento, mas é um testemunho de uma tendência do espírito humano que eu pessoalmente não posso senão respeitar profundamente e que por nada neste mundo ridicularizaria.’’
    Tudo o que se fala sobre Ética é relativo, são esforços Humanos em tornar absoluto algo que é limitado. Não adianta tentar se falar em Ético porque o caminho para tudo o que se fala, ou se falou sobre ela é, até hoje, segundo Wittgenstein, falatório.
    Considerando o fato de que era um matemático austríaco, e o texto é escrito em inglês, sua linguagem preza pela clareza e objetividade. Provavelmente porque seria uma grande hipocrisia primeiro dizer que a linguagem é limitada e limitante, não importando o quanto tentamos a forçar dizer coisas absolutas, e, em seguida, fazer um uso de linguagem desnecessariamente rebuscado. Os conteúdos são inexoravelmente limitados, não importa quantos hipérbatos, metonímias e metáforas foram usadas. A linguagem é um flerte com coisas absolutas, com aquilo que se quer dizer. A linguagem almeja esses ‘’peixes grandes’’, almeja falar coisas importantes sobre Ética, mas não consegue, pelo menos até hoje nunca conseguiu.
    A linguagem é composta de proposições assertivas sobre o mundo ao nosso redor, e o mundo é composto de fatos. As primeiras são ’’imagens’’ de fatos do mesmo modo que os mapas são imagens do mundo. A chave da questão é que proposições que não retratem fatos são sem sentido, por exemplo ‘’matar é ruim’’. É necessário a esclarecer dando um aparato mais tátil ou factual para que esse tipo de sentença tenha sentido, e não estamos nem falando de validade, apenas de ‘’sentido’’. A nossa Linguagem é, portanto, limitada a DECLARAÇÕES de fatos sobre o mundo, os limites que ela impõe implicam nos limites que tem o meu mundo.
    É categórico, um pouco frustrante ler tudo isso perto do final do curso, mas, por outro lado, nos obriga a sermos mais humildes pelo fato de que não temos e provavelmente não teremos as respostas absolutas, não somos donos da Verdade. Somos curiosos flertadores, muitas vezes pretensiosos. Gostei muito desse cara.

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  140. Bruno Pestana Macedo
    RA 21049312

    A perspectiva da ética para Wittgenstein consiste que tal transcende a linguagem, tornando-se assim sem sentido. Portanto, não tem sentido falar algo que apenas pode ser mostrado. Wittgenstein não apoia as discussões em torno da ética, uma vez que acredita que a linguagem não consegue traduzir seus significados. Ou seja,a ética é implícita, não cabe em palavras o seu significado.
    Pode-se afirmar que sua obra consiste na Ética Pratica (conjunto de regras, ou princípios que orientam as ações
    de grupos individuais, qualificando tais ações em boas ou más). Portanto, traduzido em atos, Wittgenstein questiona o "bom absoluto", sendo que se este existe, a sociedade por inteira o pratica independente de suas paixões e afinidades. Caso não o fizessem, sentiriam-se culpados.

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  141. Wittgenstein aponta um “novo rumo” para a ética, de modo que afirma existir um limite na argumentação pela linguagem para as discussões éticas. Por sua vez, Wittgenstein admite a ocorrência de uma discussão ética, porém, deixa explícito que essa nunca terá uma conclusão, refutando as ideias anteriormente vistas no curso dessa disciplina. No entanto, o autor cede à validade das diligências voltadas para discussões éticas, mesmo sabendo que tais esforços não são capazes de chegar a uma conclusão sólida e universal. Um claro exemplo da visão de Wittgenstein sobre ética é sua frase: “A ética é transcendental.” (Tractatus, 6.421). Na qual entende-se que essa não pode ser compreendida através da linguagem, afinal, a ética transcende às tentativas de compreensão através de discussões.
    Faço uso da analogia apresentada em sala de aula, onde uma mosca (que representa a nós, seres humanos) está presa dentro de uma garrafa de vidro (que representa os limites de uma discussão ética). Por mais que a mosca tente, ela baterá no vidro da garrafa e não conseguirá sair dela. Porém, apesar de todas suas tentativas serem falhas, todas elas serão, de certa forma, reconhecidas.

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  142. Ao meu ver os pensamentos de Ludwing Wittgenstein realemente diferem dos pensamentos dos filósofos estudados anteriormente, vejo que as ideias de Wittgenstein são interessantes, embora acredite que o bom e o mau, o moral e o imoral talvez sejam relativos e talvez não possam, mas sem dúvida devem ser estabelecidos para um entendimento coletivo das ações e suas consequências.

    Observando o texto de Wittgenstein notamos que para ele qualquer fato, ação, ocasião ou palavra, não pode ser posto na mesma "dimensão" que para ele é colocada a ética. Para Wittgenstein, a ética é algo absoluto, sendo assim, os fatos e ações não podem ser julgados como éticos ou não. É interessante, pois realmente muitas coisas, como, bom ou mau, moral ou imoral, ético ou antiético, são relativas e variáveis de sociedade a sociedade, de povo a povo, de cultura a cultura.

    Discutir sobre ética para Wittgenstein, é algo positivo e viável, porém, para o autor nunca chegaremos por meio de palavras e definições a definir o que é a ética em sua totalidade, ou sem sua essência.

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  143. O filósofo austríaco parte contra o rumo em que os estudos éticos tomavam. Diferentemente de Hume, Kant e dos utilitaristas Bentham e Mill, Wittgenstein introduz uma teoria que trata a ética não mais como um objeto concreto de estudo, não mais uma “ciência”. Sua teoria tem um ar muito mais metafísico, colocando a ética num plano além do factual.

    A linguagem humana consegue descrever absolutamente tudo dentro dos fatos. Para ele, a ética não é um fato, e portanto não pode ser descrita pela linguagem. Assim, se torna impossível a descrição de juízos morais absolutos, pois iriam tratar a ética como uma verdade, um fato.

    A teoria proposta por Wittgenstein se mostra interessante ao simplesmente tratar a ética e a religião de uma maneira nunca antes tratada, como temas além do mundo interpretativo e descritivo com a linguagem. O autor propõe-se a colocar em cheque as discussões sobre a ética absoluta, porém faz somente isso, colocando-se numa discussão metaética. Wittgenstein mostra que não devemos discutir a ética, e sim agir; entretanto, é bom deixar claro que em momento algum o autor nos sugeriu parar de falar de ética.

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  144. O filósofo austríaco Ludwig Wittgenstein, em sua conferência sobre ética, expõe os limites da linguagem para tratar deste assunto. Adotando a definição de G. E. Moore, de que "A Ética é a investigação geral sobre o que é bom", Wittgenstein nos conduz através de sua linha de raciocínio, em que enquanto a ética é algo sobrenatural, a linguagem apenas expressa fatos, e que com relação a fatos e proposições há somente valor relativo.
    Assim, Wittgenstein coloca a linguagem como algo que só pode descrever fatos concretos, e isso nos possibilita fazer apenas juízos relativos, diferentemente da ética, que trata de juízos da ordem de valores absolutos.
    Desta maneira, Wittgenstein propõe que , apesar de não ser impossível discorrer sobre princípios éticos, não há uma forma de se alcançar o resultado almejado, em outras plavras,as limitações impostas pela linguagem não nos permitem sair da garrafa.

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  145. Marcus Vinicius Innocenti Oscar
    Wittgenstein cita a ética como algo transcendental e aponta limitações para a linguagem tratar do assunto, segundo ele a linguagem traduz mensagens que se referem ao mundo mas existem coisas além deste mundo que são inalcançáveis para a linguagem.
    Para ele deveríamos falar menos a respeito da ética e agir com maior empenho mas que dificilmente conseguiremos atingir a verdade.
    Wittgenstein não tenta ir contra as correntes filosóficas tomadas até aquele momento, mas sim acaba por criar algo totalmente novo a partir das suas próprias ideias.
    A ética assim como a religião é algo que as pessoas tentam descrever com a linguagem buscando diferenciar o que é bom e o que é correto, isso segundo ele seria impossível devido aos limites impostos pela própria linguagem.
    Ele difere-se da maioria por não conceituar o que é ético e nem toma como base outros autores para formar sua argumentação
    Uma parte interessante é sua introdução de uma ideia que certas praticas e costumes ligam-se de forma mais clara aos juízos relativos, enquanto outras nomeadas de “absolutas” pelo autor.
    Fico com a impressão que a ética é algo transcendental para o autor, além da linguagem.

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  146. Na visão, a princípio, lógica de Wittgenstein há uma linguagem com a qual o mundo é estruturado. Em sua única obra publicada o autor pretende demonstrar através de proposições lógicas e propondo a linguagem como limite para que as coisas existam.
    Ele acreditava que todo objeto tinha relação direto com outro, ou seja, existia uma lógica entre eles. E era necessário mostrar essas questões que eram num primeiro momento apenas filosóficas, em componentes lógicos possíveis de demonstração, e foi visto em certo momento até mesmo como crítico de outras correntes filosóficas como a razão pura, já que considerava linguagem lógica apenas aquilo que pudesse ser exposto. E, logo após, um certo período de reclusão, Wittgenstein apresenta sinais de não concordar mais com seu próprio tratactus, afirmando agora que sua linguagem lógica não pode definir o mundo. Mas que junto com as demais linguagem existentes dava perspectivas diferentes sobre o mundo, e que conversam-se entre si.
    A compreensão de que todas as perspectivas de compreender o mundo ainda eram apenas partes dessa estrutura. Ainda era necessário analisar as proposições relevando o contexto social e histórico do usuário da linguagem.

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  147. Ao apresentar-se na Conferência sobre a ÉTICA, LUDWIG WITTGENSTEIN,
    conceituou a ética em patamar que muito engrandece a todos aqueles que
    buscam guiar-se por padrões de práticas corretas. Pra LUDWIG
    WITTGENSTEIN as práticas éticas alcançam o bem absoluto ococando-se em
    patamares acima da linguagem e potanto acima dos parametros humanamente
    passiveis de comentários. Esta conceitoação embora de uma grande beleza
    poêtica elevando e sublimando as concepções eticamente percebidas traz
    como consequencia o descolamento da ética de nossa realidade objetiva e
    vista por este ángulo a levá-la para o campo do esclusivo forum
    íntimo. Embora esta concpção guarde uma semelhança com a vizão da ética
    natural, preconizada po HUME, distancíace desta abordagem ao intruduzir
    componente extra físico que , como já disse, torna sua teoria
    extremamente bela, mas leva´me a preferir uma abordagem mais objetiva e
    "pé no chão".

    forum íntimo

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  148. Carolina Carinhato Sampaio4 de julho de 2013 13:21

    Wittgenstein, em sua vida, era uma pessoa um tanto quanto peculiar. Escreveu durante sua vida inteira, porém publicou apenas um livro: o "Tratado Lógico-Filosófico". Era quieto e muito inteligente; sua vida tinha um quê de "novela". Nasceu em uma família rica e abdicou de boa parte da fortuna que lhe era dada. Largou a faculdade de Engenharia para estudar Filosofia - sendo um dos filósofos mais importantes e influentes dos últimos tempos. Foi voluntário na I Guerra Mundial, e mesmo neste período não parou de fazer anotações dos seus pensamentos.

    Para Ludwig, a maioria das questões filosóficas não são falsas - mas simplesmente carecem de sentido. E explica essa sua ideia por meio de elementos da lógica,e, ao fazê-lo, foi arduamente criticado.

    Uma das frases mais polêmicas dele foi: "Os limites da minha linguagem significam os limites do meu mundo". Ao contrário de Hume e Kant, a ética e seus afluentes, seja a razão ou a afecção, por exemplo, não são explicáveis. E, por mais que haja um esforço para que o debate em torno de questões como essas sejam discutidas, este não é possível - já que não há como expressar o "inexpressável" (sua ideia de sobrenatural, não-experimental) e falar sobre coisas assim é perda de tempo, já que discussões, ele defende, não levam a lugar nenhum. Pode discutir, porém não há frutos que possam ser gerados destas.

    Para Wittgenstein, a ética não pode ser explicada com as mesmas palavras as quais usamos para descrever ou explicar a razão, por exemplo. Pois se ela de fato existe, ela pertence ao sobrenatural; enquanto nossas palavras somente conseguem expressar fatos.
    "É um paradoxo que uma experiência, um fato, pareça ter valor sobrenatural", disse ele na sua Conferência sobre Ética. O que ajuda a explanar que, para ele, experiências não são sobrenaturais, pois são, como já diz o próprio nome, experiências. E, hipoteticamente se não o fossem, não seriam descritíveis por meio de palavras. Logo, uma experiência nunca é sobrenatural, é apenas o desconhecido.

    Falar sobre ética, para ele, é nadar contra a maré - correr contra os limites da linguagem. Essa é uma corrida sem finalidade e desesperançada. "A Ética, na medida em que brota do desejo de dizer algo sobre o sentido último da vida, sobre o absolutamente bom, o absolutamente valioso, não pode ser uma ciência. O que ela diz nada acrescenta, em nenhum sentido, ao nosso conhecimento, mas é um testemunho de uma tendência do espírito humano que eu pessoalmente não posso senão respeitar profundamente e que por nada neste mundo ridicularizaria."

    Ao pensar desta forma, ele fecha a abertura humana que tende ao diálogo - simplificando muito as relações que podem ser formadas a partir da troca de ideias. Por mais que algumas coisas pareçam não ter fim quando se discute, é sempre bom ampliar a sua visão, mesmo que seja por intermédio de ideias contrárias às suas. Deste modo, é possível que se aprofunde o nosso próprio ponto de vista que está sendo colocado em xeque. Logo, a "não-discussão" não seria o melhor caminho para a resolução de problemas.

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  149. Matheus de Almeida Rodrigues4 de julho de 2013 15:44

    Para Wittgenstein, tal qual para Hume, as ações podem ser delimitadas como boas ou más. Porém, para ele este juízo necessariamente possui o mesmo valor de argumentar acerca da beleza ou feiura de algo.
    O filósofo austríaco defende que, por mais que nos pareça o contrário, nosso vocabulário é incapaz de suprir as nossas necessidades quando se trata de Ética, pois esta não se trata de um fato, mas sim de uma tendência do espírito humano de procurar entender, de acordo com L.A. Peluso, “essa tendência a agir, pensar e promover atos que reside na alma humana.”. Assim sendo, a tentativa de descrever a Ética é barrada pelos limites da linguagem, pois para ele é incoerente que “um enunciado de fato possa implicar num juízo de valor”, bem como “que uma experiência, um fato, pareça ter valor sobrenatural”.
    Em suma, por mais que haja dificuldades ante aos limites encontrados para tratar da Ética de modo adequado, o autor não desestimula o estudo e a tentativa de compreensão da mesma, apenas determina que esta não pode ser exposta ou inteligível através de meras palavras.

    Matheus de Almeida Rodrigues

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  150. Ao ler os textos pude identificar que Wittgenstein cria uma teoria totalmente inovadora. Vai partir de suas próprias convicções. Ele irá se basear, sobretudo, em suas experiências de vida.

    Sua teoria vai afirmar que não cabe as palavras o significado de ética. Cabe a nós analisarmos fatos e julga-los e nunca dizer o que é a ética. Porém, mesmo com essa visão ele vai dizer que toda discussão é valida, mas também alerta que nunca chegaremos a uma verdade.

    Por pensar dessa forma ele vai se destinguir de autore como Hume e Kant, onde vão tentar teorizar o assunto.

    O autor também irá dier que que é muito provável que identifiquemos algo anti-ético, porém, é muito dificil classifiquemos algo como ético. Para ele possivelmente o latrocinio e o estupro seriam considerados anti-éticos.

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  151. Wittgenstein vem com idéias diferentes dos demais filósofos e questiona a maioria de suas idéias e opiniões. Dentre esses questionamentos estão à busca pelo absoluto que é tida como sem fundamentos, os modelos de classificação das ações buscada por outros filósofos é um “problema nas palavras”, para ele a ética não deve ser analisada por meio da linguagem por possuirmos um vocabulário que não possui uma abrangência necessária para abordar-la, que é algo do mundo além da razão. Apesar disso o debate é útil e necessário para pelo menos compreendermos melhor.
    Guilherme N A Melo
    R.A. 21050512

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  152. Wittgenstein nos apresenta uma outra visão dá ética, no qual ele leva em consideração a linguagem para a estruturação do mundo, assim nos direcionando a um novo rumo.
    Em seu texto ele disserta sobre o mau uso das palavras,que podem nos remeter a diferentes significados.Deste modo ele diz que a aplicação do metodo ciêntifico para a compreensão da ética pode ser feito de modo equivocado já que não podemos tranformar a ética em fatos,pois essa não nos acrescentaria em nada no conhecimento.

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  153. Victor pinho de souza5 de julho de 2013 16:23

    De forma totalmente contraria as ideias de Hume, Kant e Mill, Wittgeinstein defende que a ética esta além dos limites conhecidos do universo, portanto não é possível chegar à ética através da linguagem. Entretanto para ele é importante que a ética seja discutida, porém nunca se chegará a uma verdade absoluta já que a única coisa que acontece são teorias variadas sobre a ética.
    Wittgenstein mostra em sua obra filosófica que a Ética não pode ser considerada como ciência, não podendo somar nada ao conhecimento, sendo conforme citação do próprio uma "tendência do estado do espírito humano", e que somente poderia respeitar ao máximo tal tendência.
    Ainda citando o filósofo, Wittgenstein mostra que "A Ética, se ela é algo, é sobrenatural e nossas palavras somente expressam fatos", e a partir do momento em que não estamos debatendo um fato, essa não poderia ser compreendida, julgada, e especificada pelo nosso vocabulário.

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  154. Segundo o autor, a ética é transcendental, não sendo possível limitá-la ao uso da linguagem, ou seja, nunca o que for dito será por completo devido à dificuldade do tema. Não temos como definir ou conceituar algo, pois as coisas só adquirem sentido se relacionadas às outras.
    Ele não aborda questões como os autores vistos anteriormente, como Hume e Kant, mas sim expõe que devemos nos calar sobre o que não podemos explicar, por mais que seja debatido o tema, nunca chegaremos a verdades absolutas.
    A ética no que se refere sentido da vida não pode ser estudada como ciência, o que se deve estudar são os julgamentos morais. Nossa conduta será a manifestação da ética.

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  155. Nessa conferência, Wittgenstein discorre sobre a natureza daquilo que compreendemos como sendo uma conduta ética, procurando mostrar a relação existente entre as nossas concepções morais e a linguagem. Quando tentamos definir o que é uma conduta aceitável do ponto de vista ético, estamos falando a respeito de juízos de valor absoluto, isto é, dizer que uma determinada ação é moralmente correta é diferente de dizer que um caminho é correto, por exemplo. Este ultimo é um juízo de valor relativo, ou seja, dizemos que um caminho é correto em relação à um lugar que se pretende chegar. Por outro lado, quando falamos sobre ações morais, existe a noção de dever, de necessidade implícita. No entanto, nossa compreensão desses juízos assim como nossa capacidade de justificá-los são limitadas pela linguagem. Nossa linguagem só seria capaz de dar conta do significado dos objetos naturais, ela não pode se propor a explicar algo cujo caráter é transcendental. Mesmo assim, ele conclui que o esforço para pensar sobre as questões éticas é uma “tendencia” da natureza humana e não devem ser abandonados.

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  156. Ludwing Wittgenstein diz que a ética não pode ser definida pela linguagem habitual, uma vez que esta seria algo muito subjetivo e impossível de se qualificar ou quantificar em dados empíricos. Investiga na verdade sobre o que é considerado valioso, ou sobre o que é considerado realmente importante, como a instiga acerca do sentido da vida, ou do que faz com que a mesma mereça de fato ser vivida, ou até mesmo, qual a maneira mais correta de se viver. O entendimento sobre o que a ética representa esta fora dos padrões habituais, logo a tentativa de definir a ética em si é um erro. Wittgenstein nem o faz, pois tentando exprimi-la, nós já alteramos seus sentido original.

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  157. É interessante o modo como Wittgenstein expõe possibilidades de reflexões acerca da ética a partir da linguagem. O mesmo faz isso em seu texto "Conferência sobre Ética".

    O autor quer dizer, em suma, que de Ética não se fala. O que podemos é expressar experiências que nos diz algo a respeito do sentido da vida por meio de palavras, mas estas palavras pertencem ao mundo natural, ao passo que a ética (aquilo que é bom, aquilo que é valioso) está além deste mundo, pertencendo ao domínio do sobrenatural. Sendo assim, elas seriam somente símiles, ou seja, as palavras com que nós tentamos expressar as coisas deste domínio sobrenatural (o uso do sentido absoluto/ético dos termos) nos dizem alguma coisa relacionada ao âmbito ético porque guardam alguma semelhança do seu uso no sentido relativo/trivial, entretanto, nunca conseguem expressar o significado exato do que queremos dizer e, por isso, sempre carecem de sentido. Em outras palavras, as palavras usadas no sentido ético são sempre alegorias. Isso acontece também, como cita Wittgenstein, com os termos religiosos, que se referem, na grande maioria das vezes, à elementos da ética.

    O carecimento, a falta de sentido é o que constitui a essência dos termos usados nos sentido ético. A linguagem é encarada, nesse sentido, como sendo o próprio mundo -aquilo tudo que conhecemos através de nossos sistemas sensoriais, de nossos sentidos. A ética está além do mundo e é por isso que a linguagem não pode dar conta dela.

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  158. AQUI COMEÇAM OS COMENTÁRIOS DOS ALUNOS DO PRIMEIRO QUADRIMESTRE DE 2014.

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  159. Em sua conferência, Wittgenstein irá discursar sobre a ética. E sobre ética ele irá adotar a definição proposta por Moore que seria "A Ética é a investigação geral sobre o que é bom", porém a partir daí, Ludwig irá discorrer sobre vários sinônimos que poderiam ser empregados nessa frase no lugar de "bom", mantendo o mesmo sentido proposto.
    Com esses encadeamentos, Wittgenstein pretende chegar à noção de bem "relativo" e de bem "absoluto". Com relação ao bem relativo, podemos entender que este termo se refere a questões mais superficiais, como exemplo, eu afirmar que tal músico é um bom violinista ou que tal pessoa é uma péssima jogadora de futebol.
    No entanto, a ética trataria apenas da noção de bem absoluto, ou seja, um bem que não é comparativo, um bem-em-si-mesmo. Nossas palavras são capazes somente de descrever e expressar fatos, através delas só podemos emitir juízos relativos,por esse motivo não seria possível haver um conjuntode palavras que transmitisse realmente algo significativo sobre Ética.
    Sendo assim, segundo Wittgenstein, todos aqueles que já tentaram escrever ou falar sobre ética, moral e bem, estariam tentando "ir além do mundo" ou "ir além da linguagem significativa" ou ainda, como o professor Peluso costuma dizer em sala de aula "correr contra os limites da linguagem".
    Ludwig conclui sua linha de raciocínio afirmando que, portanto, a ética não deveria ser considerada uma ciência, pois não é capaz de acrescentar sentido ao nosso conhecimento, já que a linguagem não pode representar sentidos absolutos.

    Nome: Giovanna Fidelis Chrispiano
    R.A.: 21005013

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  160. Na conferência sobre ética, Ludwig Wittgenstein inicia seu argumento adotando a explicação sobre o termo dada pelo professor Moore: “A Ética é a investigação geral sobre o que é bom”, e então para apresentar sua concepção usa de expressões sinônimas que evidenciariam os traços característicos em comum do que seria considerado ético. Continua seu argumento dizendo que tais expressões são usadas em dois sentidos distintos: o sentido relativo e o sentido absoluto.
    Considera o sentido relativo como um mero enunciado de fatos que não implicam um juízo de valor absoluto, uma vez que o uso que se faz dessas expressões não faz a ética. Contudo, diz nossas palavras são capazes de conter e transmitir somente significados naturais (fatos), e a ética é algo sobrenatural, por isso, para tentar alcançar seu significado utilizamos tais expressões sinônimas na tentativa de tornar concreto e controlado o que se tem a dizer.
    O autor então se utiliza de dois exemplos na tentativa de mostrar o entende por valor absoluto ou ético, a experiência “assombro-me ante a existência do mundo” e a experiência de “sentir-se absolutamente seguro”, mas ambas acabam em tautologias, e, portanto tratam de um mau uso da palavra.
    Dessa forma, conclui que ao tentar usar palavras para descrever o sentido ético ou absoluto seria com “ir além do mundo”, e assim, a tendência de tentar escrever ou falar sobre ética é como correr contra os limites da linguagem. No entanto, não é uma tentativa desnecessária, mas na visão de Wittgenstein “Esta corrida contra as paredes de nossa jaula é perfeita e absolutamente desesperançada”.
    Encerra dizendo que a ética e o absoluto não podem ser uma ciência, que ela nada acrescenta ao nosso conhecimento, mas “é um testemunho de uma tendência do espírito humano que eu pessoalmente não posso senão respeitar profundamente e que por nada neste mundo ridicularizaria”.

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    1. O autor do texto nos explica etica, mas de uma forma que todos possam entender, colocando algo do cotidiano de todos, a linguagem.
      Demonstrando que etica e linguagem sao mais complexos do que imaginamos, mesmo soando como algo natural, sem precisar pensar tanto para fazer analogias, metaforas. Ou seja, tanto a linguagem, quanto a etica são além de algo concrento, sao mais flexíveis, subentendidas.
      Luis gustavo
      RA: 21081713

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  161. Alexandre S.M Pereira6 de maio de 2014 19:57

    Segundo Wittgenstein, ao falarmos sobre Ética nos encontramos limitados pelo nosso vocabulário, ou seja, somos incapazes de expressar através de palavras o sentido absoluto dos problemas investigados pela Ética.
    Tomando a definição de que ''a Ética é a explicação geral do que é bom'', carecemos de meios capazes de determinar o que é o ''bom'' absoluto, o que nos limita à analise do sentido relativo da palavra, através de descrições de fatos e experiencias. Contudo, ao tentarmos explicar os sentidos absoluto e relativo das coisas, muitas vezes encontramos similaridades como no exemplo que ele utiliza do ''bom jogador'' e de ''uma boa pessoa'', parece haver um sentimento parecido nas duas frases que exprime algo positivo, mas que não conseguimos identificar.
    Hume e Kant, buscam compreender a Ética através do empirismo e do racionalismo, respectivamente, já Wittgenstein acredita que a Ética pertence a um plano ''sobrenatural'', portanto incapaz de ser analisada sobre qualquer perspectiva científica. Mas isso não significa que a Ética deva ser menosprezada, muito pelo contrário, pois ela exprime uma tendência do espírito humano.

    RA:21070513

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  162. Sara A. de Paula RA:21041713

    Wittengeinsten coloca a explicação de um professor que “A Ética é a investigação geral sobre o que é bom”. Há traços comuns nas pessoas, e ele utiliza-se de um exemplo estético. Ele também diz que o conceito de bom no sentido relativo é meio que predeterminado, como no exemplo dado do bom pianista, pressupõe-se que ele toca com certo grau de dificuldade e habilidade.
    Pode-se ter juízos de valor relativo (mero enunciado de fatos) e absoluto. No caso do absoluto, a situação torna-se mais complexa no entendimento de bom ou mau. O bom relativo, acredito depender da situação e das pessoas envolvidas, enquanto o bom absoluto tem a ver com um dever, em que qualquer pessoa saberia que teria que escolher ou fazer da mesma determinada forma, ou se sentiria mal caso não o fizesse.
    A situação é complexa, porque há situações que pode-se ter de certo modo uma “certeza”, mas quando falamos sobre ética, somos tomados por confusões, já que não é algo que podemos ver claramente, ou fazer comparações a todo momento. Para Wittengeinsten ética é um objeto de “significado universal”, como colocado anteriormente, há um sentido relativo, e um sentido absoluto que seria a significação universal.

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  163. Luize Gonçalves Fernandes6 de maio de 2014 21:24

    No texto Conferência sobre ética, Ludwig Wittgenstein fala sobre a ética e tenta substituir o conceito de que esta é a investigação geral do que é bom. Ele diz: "Ética é a investigação sobre o valioso, ou sobre o que realmente importa, ou ainda, poderia ter dito que a Ética é a investigação sobre o significado da vida, ou daquilo que faz com que a vida mereça ser vivida, ou sobre a maneira correta de viver.". Para ele, a ética se aproxima disso.

    Ele coloca ainda a necessidade de se definir o sentido em que as expressões que definem ética estão sendo colocados. O sentido de bom, por exemplo, pode ser trivial ou relativo, ético ou absoluto. As palavras nos sentidos relativos significam simplesmente que satisfazem um certo padrão predeterminado. Outro fator importante é a diferença entre um juízo de valor absoluto e um juízo relativo. Quando agimos mal porque não queremos agir de maneira melhor, farão de nós juízos absolutos, pois temos o dever de agir sempre dá melhor maneira possível para se fazer o bem. Apesar de que se possa mostrar que todos os juízos de valor relativos são meros enunciados de fatos, nenhum enunciado de fato pode ser, nem implicar um juízo de valor absoluto.

    Ao citar a frase de Hamlet: "Nada é bom ou mau, mas é o pensamento que o faz assim.", Wittgenstein diverge rapidamente dizendo que essa concepção pode criar um mal-entendido. O que ele diz é que um estado mental entendido como um fato descritível não é bom ou mau no sentido ético. Para ele, a ética é sobrenatural e nossas palavras somente expressam fatos capazes somente de conter e transmitir significado e sentido naturais. Com alguns exemplos, o autor diz que o bom absoluto, se é um estado de coisas descritível, seria aquele que todo o mundo, independentemente de seus gostos e inclinações, realizaria necessariamente ou se sentiria culpado de não fazê-lo. Ou seja, para Wittgenstein, o bom absoluto rigorosamente não existe e é um mau uso da linguagem.

    Concluindo, Wittgenstein baseia toda a sua filosofia na crítica da linguagem. Ele acredita que a linguagem está limitada a tratar apenas dos fatos, assim não pode ser usada no campo da essência. Ele pretende mostrar como uma proposição é capaz de representar um estado de coisas real ou possível. Defende que, apesar de não poderem dizer nada sobre o mundo, as proposições lógicas mostram algo a seu respeito. Assim, a ética se encontra no misticismo, que para Wittgenstein existe e é inexprimível, inexplicável. Para ele “sobre aquilo de que não se pode falar, deve-se calar.”.

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  164. Wittgenstein em seu discurso nos mostra uma visão diferente o que temos estudado sobre a Ética, ele nos diz que é algo transcendental, algo que vai além do que podemos explicar. Ele foca muito na linguagem, para Ludwig, não há apenas um sentindo, um valor absoluto, mas “cada juízo de valor relativo é um mero enunciado de fatos e, portanto, pode ser expresso de tal forma que perca toda a aparência de juízo de valor”, isto é, quando falamos que algo é bom, não necessariamente o significado que eu tenho do que é bom, é o significado que você tem do que é bom. Logo, cada um se baseia em suas próprias experiências e o máximo que conseguimos é compartilhá-las e a partir daí, acharmos uma solução, ele também foca no fato de serem experiências, que realmente aconteceram e podem ser descritas, então, não têm um valor absoluto, como já foi dito.
    É interessante ver as diversas visões sobre Ética, pois conforme me preparo para escrever os comentários, vou definindo minha própria visão de Ética; ainda não totalmente formada, mas ao meu ver, é mais próximo à isso que realmente acontece na vida cotidiana. Os outros autores estudados procuravam apenas definir o que é ética e colocavam isso como um valor absoluto. E isso me deixou confusa, lembro nas primeiras aulas que ficava me perguntando quando o professor falava sobre a ética ser absoluta, a perfeição, algo que todos devemos seguir. Acredito que cada um (ou podemos colocar aqui, nações ou comunidades) tem seus próprios valores, definidos atos conforme suas experiências, e nunca chegaremos a um valor absoluto. Porém achei muito interessante no comentário de André Battistini, aluno da disciplina Conhecimento e Ética em 2012, que o professor destacou, o que ele comenta do fim, que mesmo que não possamos chegar a uma valor absoluto, temos que continuar discutindo e chegar à um consenso do que não serve, do que não deve ser feito.

    Bruna Rosalem - 21035913

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  165. Ludwig Wittgenstein foi um filosofo austríaco nascido em 1889, teve grande importância no debate sobre ética, pois sua linha de pensamento tinha grandes diferenças em relação as linhas de pensamento anteriores como as de Hume e Kant. Wittgenstein tratava a ética como algo transcendental, ou seja, é algo sobrenatural e que está além dos conhecimentos e partindo deste principio ele diz que não é possível descrever a ética através da linguagem.
    Wittgenstein torna a linguagem tema principal de sua discussão, segundo ele a linguagem só é capaz de descrever fatos, coisas que observamos e tentamos explicar através de palavras, as palavras seriam então o limite da logica e, portanto reafirmando seriam incapazes de descrever a ética.
    O conceito de bom e de ético como não podem ser explicados pela linguagem, então estes passam a ser explicados pela ação. Não podemos descrever exatamente o que é ética, mas podemos ser éticos e somos capazes de agir de um modo bom.
    Embora para Wittgenstein não somos capazes de falar sobre ética, é importante que exista uma discussão sobre o assunto, uma vez que é da natureza humana tentar explicar o que é inexplicável, embora não sejamos capazes de explicar a ética, o debate sobre o tema gera reflexão nos indivíduos, dando assim origem a novas formas de ver o mundo e até mesmo a uma atitude boa.

    Guilherme Allan I. C. da Fonseca - RA:11131211

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  166. Rogério Rodrigues de Aguiar
    RA: 11019912

    Wittgenstein, diferentemente dos outros autores apresentados durante a disciplina, não propõe um estudo sobre os fundamentos de uma atitude ética, discutindo se atos éticos provém dos sentimentos ou da racionalidade humana. Ele se atém a discutir as limitações da linguagem no debate Ético.
    Para Wittgenstein a Ética está acima do mundo concreto e relativo e esse patamar não seria alcançado pela linguagem humana, pois nossos signos de linguagem apenas descrevem fatos concretos, nos possibilitando criar apenas juízos relativos, enquanto, os debates intrínsecos à Ética não se apoiam em coisas concretas e relativas, mas em abstrações que nos levam à juízos absolutos. Essa limitação idiomática impede-nos de expressar o sentido absoluto da Ética, fazendo com que expressemos meras comparações de condutas, não sabendo ao certo definir quais condutas seriam irrefutavelmente e universalmente éticas.
    Ele termina seu pensamento dizendo que a Ética não é uma ciência, já que a limitação da linguagem impede que ela acrescente algo “paupável” de seu objeto de estudo ao conhecimento humano.

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  167. O texto Conferência sobre Ética de Ludwig Wittgenstein foi, sem dúvidas, até agora, o que melhor conseguiu expressar a dificuldade encontrada na disciplina de Conhecimento e Ética, que é justamente a relação entre a ética e a linguagem. Wittgenstein expõe, em seu trabalho, matrizes de reflexão acerca dos limites da linguagem quando tentamos explicar o significado de ética e valores absolutos.
    O autor apresenta uma série de situações afim de exemplificar a ética, mas ainda assim acaba caindo sempre em valores relativos, como se não fosse possível, através da linguagem natural, alcançar o real significado do bem absoluto.
    Acredito que com essa limitação exposta por Wittgenstein, o correto não seria discutir a ética, e sim, praticar a ética, pois, como ele mesmo coloca, a ética é algo sobrenatural, logo não será possível nunca alcançar seu significado através da linguagem, porém, as ações éticas são bem definidas e possíveis de serem realizadas e visualizadas.

    Luiza Borges
    RA 11111210

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  168. Morgana B. Alves Ferreira7 de maio de 2014 11:50

    Ludwig Wittgenstein propõe um olhar diferente dos outros autores estudados anteriormente na disciplina de Conhecimento e Ética. Ele discute a relação entre ética e linguagem e as dificuldades encontradas para expressar em palavras os debates éticos. A língua possui limitações porque o que falamos ou pensamos nunca será realmente o objeto pensado e/ou falado.
    Segundo o autor, mais além do que apenas a investigação do que é bom, "a Ética é a investigação sobre o valioso, ou sobre o que realmente importa, ou ainda, poderia ter dito que a Ética é a investigação sobre o significado da vida, ou daquilo que faz com que a vida mereça ser vivida, ou sobre a maneira correta de viver."
    Wittgenstein apresenta também em seu texto o juízo de valor absoluto e o juízo relativo. A diferença entre eles é que o último pode ser descrito como um enunciado de fatos e não possui juízo de valor. Portanto, fatos e juízos relativos nunca serão um juízo absoluto.
    Conclui que a Ética não pode ser considerada ciência porque não acrescenta nada ao nosso conhecimento, já que a linguagem não consegue expressar os sentidos absolutos éticos.

    RA 21036213

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  169. Sei que isto não é propriamente um comentário acadêmico, mas, enfim, é um comentário que eu não posso deixar de fazer... Acho que esta é uma das poucas afirmações de Wittgenstein com as quais sou capaz de concordar sem ressalvas: "(...) uma conferência (...) de divulgação científica (...) [é] uma conferência que [pretende] fazer vocês acreditarem que entendem algo que realmente não entendem e satisfazer assim o que considero um dos mais baixos desejos do homem moderno, a saber, a curiosidade superficial sobre as últimas descobertas da ciência".

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  170. É interessante notar como Wittgenstein recupera temáticas tipicamente humianas (a discussão sobre fatos jamais implicarem valores, a discussão sobre a ilusão do milagre) no contexto de uma nova filosofia da linguagem que, embora não seja a de Hume, é essencialmente exigida pela filosofia de Hume para que esta seja completamente coerente. (Sobre este ponto eu argumentei longamente em outra ocasião, e não teria como fazê-lo novamente aqui em poucas linhas. Se alguém se interessar pelo assunto, escreva-me para que eu lhe envie o texto.) No entanto, precisamente por ser um desdobramento natural dessa filosofia, o pensamento de Wittgenstein está sujeito às mesmas objeções. Em particular, a objeção de que o pensamento de Hume, assim como o dos empiristas lógicos e pensadores afins, está fundado numa concepção do que seja a percepção humana que, a meu ver ao menos, é falsa; e a filosofia da linguagem desses pensadores, Wittgenstein incluso -- essa filosofia segundo a qual a linguagem só pode falar de fatos --, é simplesmente a que é exigida por essa concepção da percepção, seja ela apresentada em sua versão fenomenalista ou fisicalista.
    Eu tenderia a dizer que, se é verdade que essa filosofia da linguagem implica que o discurso ético é sem sentido (coisa que Wittgenstein reconhece explicitamente), então, porque o discurso ético é uma enorme porção da atividade linguística humana, o mais razoável seria, simplesmente, suspeitar que essa filosofia da linguagem é falsa e que não é capaz de dar conta de seu objeto... A verdade, no final das contas, é que essa, defendida por Wittgenstein, é uma concepção predominantemente normativa, e não descritiva, da linguagem humana; ou, dito melhor: parte do falso pressuposto de que a linguagem científica é paradigmática da linguagem humana, quando, pelo contrário, há bons motivos para suspeitar de que a linguagem científica, sendo uma instância historicamente tardia do uso da linguagem pelos homens, é, muito provavelmente, a forma menos representativa do que seja a nossa linguagem.

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  171. Para Wittgenstein , a Ética é algo transcendental, pois é impossível demonstrá-la através de nossa linguagem limitada. No seu texto da Conferência sobre Ética, apresenta vários exemplos para provar isto. Em todos ele demonstra que o vocabulário parece suficiente para analisar certas frases de alguns pontos de vista. Porém, analisando pelo escopo da ética, as palavras parecem ser insuficientes, desprovidas de sentido. A linguagem só nos é útil para descrever fatos, e se a Ética (para o autor) não é um fato, é impossível descreve-la.

    O filósofo diz, ao encerrar seu discurso que a Ética não pode ser considerada uma ciência, já que ela brota do desejo de dizer algo sobre o que é absolutamente bom, absolutamente valioso.

    Luiz Fernando B.F.Lima
    RA: 21035313

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  172. Segundo Wittgenstein, a ética investiga sobre o significado da vida ou daquilo que faz a vida mereça ser vivida e até a maneira correta de viver. Porém, valor, certo e bem são conceitos relativos pois o bom absoluto é aquela ação que todo mundo independente de suas inclinações queira fazer e se arrependa caso não faça, e isto é impossível pois cada um tem uma perspectiva sobre o que é o correto.
    Apesar das dificuldades da linguagem não devemos parar de discutir a ética, mesmo não conseguindo defini-la e não chegando a um consenso sobre verdades absolutas nesse tema a discussão é importante pois através desta podemos chegar, pelo menos, naquilo que consideramos imoral na vida em sociedade.
    Portanto, podemos dizer que ética não é uma ciência e nada acrescenta nesta , pois os conceitos são sempre relativos. O papel da linguagem na ética é importante mas não consegue transmitir verdades absolutas.

    RA: 21079713

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  173. Wittgenstein distingue dois tipos de juízos: o de valor absoluto e o de valor relativo. Os juízos de valor absoluto são apenas descrições de fatos, por isso não é possível julgá-los de maneira absoluta. Para ele, um assassinato ou o cair de uma pena seriam apenas fatos e dessa forma estariam no mesmo nível. Mas isso não significa que ambos os fatos despertam sentimentos iguais.

    O grande problema da ética para Wittgenstein seriam as limitações impostas pela linguagem. A linguagem serve somente para descrever os objetos, mas a ética (e a religião) são sobrenaturais. Assim, o homem esbarra nas limitações da linguagem natural para descrever aquilo que se encontra no mundo sobrenatural.

    Eu concordo com Wittgenstein de que a linguagem limita a discussão sobre ética, mas acho perigoso aceitar isso totalmente. Ele diz que “bom e mau” são qualidades de nossos estados mentais e não do mundo físico. Mas eu acredito que por mais que não possamos expressar com nossa linguagem o que é o bem absoluto, ao presenciarmos uma boa ação, a aprovamos independentemente da definição de “boa ação”. Por isso, a linguagem pode limitar a discussão a respeito do que é a ética, mas não pode limitar nossos julgamentos a respeito da ação humana.

    Jacqueline Mendes 11038112

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  174. Wittgenstein identifica um problema da linguagem, caracterizando o nosso vocabulário como ineficaz para expressar conteúdos em Ética. Para que se fosse possível expressá-los, a linguagem deveria “ser capaz de traduzir o que se passa no ‘além mundo’, no âmbito do que está além das provas racionais”. Pois para ele: "A Ética, se ela é algo, é sobrenatural e nossas palavras somente expressam fatos", e a partir do momento em que não estamos debatendo um fato, essa não poderia ser compreendida, julgada, e especificada pelo nosso vocabulário.

    Isso ocorre porque a Ética não é um fato e, segundo Wittgenstein, existe um limite no nosso vocabulário, na medida em que ele nos permite descrever apenas fatos. Dessa limitação conclui-se que a Ética, não sendo um fato, não pode ser descrita ou entendida na forma de palavras. Mas nem por isso Wittgenstein propõe que deixemos de escrever sobre Ética.

    No texto da “Conferência Sobre Ética” de Wittgenstein, são apresentadas situações características em que o autor mostra que a linguagem não é suficiente (embora possa parecer) para tratar de assuntos em Ética e Religião. Wittgenstein sustenta que “na linguagem ética e religiosa, constantemente usamos símiles”. Ele mostra que quando tentamos abandonar o uso desses termos similares, não conseguimos mais atribuir termos que enunciem os fatos que deveriam estar por trás desse símile.

    Wittgenstein conclui: “O que ela [a Ética] diz, nada acrescenta, em nenhum sentido, ao nosso conhecimento, mas é um testemunho de uma tendência do espírito humano que eu pessoalmente não posso senão respeitar profundamente e que por nada neste mundo ridicularizaria”. Dessa conclusão interpreta-se que são válidos os esforços de escrita e discussão sobre Ética. Pois “Apesar de não existirem possibilidades de escrita de proposições de juízos absolutos, ela [a Ética] é uma tendência que se impõe ao ser humano e que merece ser objeto de qualquer tipo de esforço que possamos fazer para realizar o anseio que ela parece expressar”. Ainda que haja uma limitação de recursos da nossa linguagem, do nosso vocabulário, no sentido de possibilitar uma abordagem satisfatória sobre Ética, devemos escrever sobre e discutir seus assuntos.

    Nome: Dayane Gonçalves Costa RA: 21044313

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  175. Nathaly Z. Ramazzini7 de maio de 2014 15:59

    Nathaly Zenerato Ramazzini RA 21034713
    Wittgenstein adota a explicação do professor Moore que diz “A Ética é a investigação do que é bom”. Wittgenstein utilizava a Estética ao falar da Ética,ele utiliza expressões e sinônimos para explicar que muitas vezes utilizamos a mesma palavra para sentidos diferentes,com isso temos o que o autor denomina como sentido trivial ou relativo e sentido ético ou absoluto.Cada juízo de valor relativo é um mero enunciado de fatos e pode ser expresso de tal forma que perca toda a aparência de juízo de valor.O autor coloca vários exemplos e expressões para exemplificar,como o caso da poltrona e do jogador.O autor ainda diz que um estado mental entendido como um fato descritível não é bom ou mal no sentido ético.

    Para o autor,a Ética é sobrenatural e nossas palavras expressam fatos e,todas as suas tendências (do autor),ao falar da Ética ou Religião,é correr contra os limites da linguagem,pois como visto,diversas vezes utilizamos de certas palavras com um duplo sentido.Ele ainda afirma que a Ética não pode ser uma ciência,que ela de nada acrescenta no nosso conhecimento mas,é um testemunho de uma tendência e que devemos respeitar.

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  176. José Luis Almeida Rocha - RA: 21035312

    Podemos ver que em Conferência Sobre Ética, Ludwig Wittgenstein apresenta como tema central o problema que decorre das limitações da linguagem no debate filosófico. Seu argumento parte do conceito de que a linguagem se circunscreve à atividade da descrição de um dado conjunto de fatos ocorridos. Desse modo, a linguagem mostra-se extremamente eficaz na descrição de experiências, fatos realizados num determinado tempo e espaço. Considerando a peculiaridade do debate sobre a ética (mesmo assim é interessante ressaltar seu caráter transcendental à própria linguagem, dificultando a transmissão de ideias por meio de palavras), por mais que possibilite aproximações por meio de símiles, a construção de um arcabouço conceitual que dê conta de definir "ética" e encadear todas as implicações da definição em forma de proposições é extremamente prejudicada. Mais para frente podemos ver conceitos éticos desenvolvidos pelo autor que, uma vez entendida como um campo do saber que não pertence ao mundo dos fatos (que possui um sentido absoluto), a linguagem encontra um obstáculo na transposição da fronteira do relativo para o absoluto, de modo que qualquer tentativa em fazê-lo consistiria em mau uso da linguagem. Ainda assim, o debate acerca de questões éticas deve ser respeitado enquanto testemunho de uma tendência do espírito humano.

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  177. Nome: Stefanie Gomes de Mello
    RA:21014113

    Na introdução da conferência sobre Ética, Wittgensten alerta sobre a dificuldade do tema que irá discorrer. Essa dificuldade já é notável na definição da palavra Ética, que é dada pela seguinte preposição: “A Ética é a investigação geral sobre tudo o que é bom.” Depois, o autor arrisca uma definição por meio de referências à Ética sem a menção da palavra “bom”, que carrega uma complicada definição. Desse modo, para ele, Ética passa a ser conectada com tudo o que é valioso ou de extrema importância.

    É importante ressaltar a diferença entre significados relativos e absolutos. Juízos de valor relativos são meros enunciados de fatos, enquanto que juízos de valor absolutos transcendem a linguagem, o mundo táctil e, como sustentará o autor, o mundo das ciências naturais. O juízo Ético estaria presente nas conclusões absolutas. Também, diferenciando-se das ideias de Hume, Wittgensten acredita que juízos Éticos estão além dos sentidos provocados pelos fenômenos naturais.

    Aqui nos deparamos com o grande problema acerca da definição da moral, pois as palavras somente seriam capazes da transmissão de juízos relativos ou de fatos amorais. Nelas não caberiam os juízos absolutos, sendo esses impossíveis de serem transcritos e colocados de forma concreta no mundo exterior, de modo que possam ser controláveis. As palavras poderiam transmitir mensagens acerca do mundo natural, mundo no qual a Ética não está.

    Assim, a conferência é concluída com a afirmação de que a Ética é transcendental, não necessita de conceitos que a dê sentido, pois a falta de sentido está em sua essência.



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  178. Victor Fleming de M. Pereira7 de maio de 2014 16:56

    Victor Fleming de Menezes Pereira RA: 21081413
    No texto “Conferência sobre Ética” de Ludwig Wittgestein, o autor começa definindo o que seria ética segundo o professor Moore deu em seu livro “Principia Ethica”: A ética é a investigação geral sobre o que é bom. A partir dessa definição Ludwig define ética sobre um sentido mais amplo em que varias sentenças sinônimas a anterior que poderiam nos definir o que é ética. Como por exemplo: a Ética é a investigação sobre o valioso, ou sobre o que realmente importa, ou ainda, poderia ter dito que a Ética é a investigação sobre o significado da vida, ou daquilo que faz com que a vida mereça ser vivida, ou sobre a maneira correta de viver. Ele apresenta uma diferença entre juízo de valor relativo e de valor absoluto. A essência desta diferença é que cada juízo de valor relativo é um mero enunciado de fatos e, portanto, pode ser expresso de tal forma que perca toda a aparência de juízo de valor. Como ele apresenta no texto o seguinte exemplo: “Ao invés de dizer "Esta é a estrada correta para Granchester", eu poderia perfeitamente dizer "Esta é a estrada correta que deves tomar se queres chegar a Granchester no menor tempo possível".”
    Já no juízo de valor absoluto é necessário algum juízo ético ou lógico. Além disso ele diz que um estado mental entendido como um fato descritível não é bom ou mau no sentido ético. Um exemplo que ele cita no texto para nos mostrar melhor essa situação é a seguinte: “em nosso livro do mundo lemos a descrição de um assassinato com todos os detalhes físicos e psicológicos e a mera descrição nada conterá que possamos chamar uma proposição ética. O assassinato estará exatamente no mesmo nível que qualquer outro acontecimento como, por exemplo, a queda de uma pedra. Certamente, a leitura desta descrição pode causar-nos dor ou raiva ou qualquer outra emoção ou poderíamos ler acerca da dor ou da raiva que este assassinato suscitou em outras pessoas que tiveram conhecimento dele, mas seriam simplesmente fatos, fatos e fatos e não Ética.”
    Portanto podemos perceber no texto é que nem tudo que tentamos estabelecer como ético é possível, já que pode ser simplesmente fatos.

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  179. Matheus Nunes de Freitas RA: 21031213

    Ludwig Wittgensten aborda em seu discurso os limites que a linguagem impõe para nós. Isto é, para ele, a linguagem que utilizamos não seria capaz de explicar exatamente todas as coisas do mundo e, no limite, não conseguiria explicar coisa alguma em sua forma “absoluta”. Para Wittgensten, a linguagem expressava perspectivas relativas ou triviais, ou seja, para ele as expressões são mero enunciado de fatos e nestas expressões nenhum juízo de valor absoluto poderia ser aplicado. Enfim, para ele, as palavras somente expressam fatos e sentimentos naturais do observador, compreendidos essencialmente ao mundo privado e, assim, possuem um caráter relativo. Wittgensten diz que muitos autores definem a ética como a investigação geral sobre tudo o que é bom, ou ainda, tudo o que é valioso ou de extrema importância. Entretanto, isto não é realmente a ética, pois tais definições expressam coisas relativas, afinal, o que é absolutamente “bom”, “valioso” ou de “extrema importância”? Deste modo, Ludwig coloca a ética como algo transcendental, não-factual e que devido aos limites da linguagem, não pode ser definida. Como Wittgensten diz, “os limites da minha linguagem significam os limites do meu mundo” e na medida em que a ética não consegue ser definida pela minha linguagem, isto é, a definição de ética encontra-se fora dos limites da minha linguagem, ela não pertence ao meu mundo e, assim, é transcendental e não pode ser definida. Como dito em diversas aulas, não podemos empregar termos relativos para definir coisas absolutas. Com esta condição, tudo o que definimos acerca do que vem a ser a ética é relativo.

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  180. O filósofo austríaco Wittgenstein não só traz um ineditismo em se tratando de ética quanto mostra as limitações da linguagem em se tratando de determinados assuntos. A linha de pensamento de Ludwig Wittgenstein é bem incrível pois diferente de Kant, Hume e os utilitaristas, o filósofo trabalha com a ética como algo metafísico e que a linguagem seria algo limitado para compreender e expressar esse nosso valor de ética proposto por Wittgenstein, propondo a incapacidade e limitação de se tratar de principíos éticos já que eles não são factíveis.

    O problema dessa teoria de Wittgenstein é que se partirmos que ela é a correta e que a linguagem é limitada para se tratar de alguns temas como por exemplo como ética. Simplesmente não debateriamos, não discutiriamos o assunto já que não possuimos as ferramentas necessárias para se chegar em uma conclusão, isso em larga escala vislumbra um cenário horrível onde estariamos cerceando a discussão e a troca de razõesde alguns temas, bases essas cruciais para as construções humanas.

    Felipe Trevisan
    21041013

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  181. O vídeo nos introduz sobre a vida de Wittgenstein, que era engenheiro, e sobre algumas de suas obras mais reconhecidas. Wittgenstein demostra maior preocupação com a linguagem e de como podemos analisá-la e compreendê-la.

    Em “Conferência sobre Ética”, Wittgenstein apresenta uma ideia aproximada do que se ocupa a Ética, que seria a investigação sobre o valioso, o importante, o significado da vida, ou daquilo que faz com que a vida mereça ser vivida, ou sobre a maneira correta de viver.

    Para Wittgenstein, na Ética temos um juízo de valor absoluto. Juízos de valor relativos são apenas enunciados de fatos que não podem implicar um juízo de valor absoluto. Um estado mental entendido como um fato descritível não é bom ou mau no sentido ético, seriam apenas fatos e não Ética.

    Wittgenstein acredita que “nossas palavras, usadas tal como o fazemos na ciência, são recipientes capazes somente de conter e transmitir significado e sentido naturais. A Ética, se ela é algo, é sobrenatural e nossas palavras somente expressam fatos”. Algumas expressões linguísticas, como são exemplificadas no texto, acabam carecendo de sentido, mas não por não ter ainda encontrado as expressões corretas e sim porque sua falta de sentido constitui sua própria essência. A Ética estaria no limite da linguagem.

    A ideia de bom absoluto seria aquilo que todos, independentemente dos gostos e inclinações, realizariam necessariamente ou se sentiriam culpados de não realizar.

    Lara Rodrigues Alves – RA: 21059213

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  182. Mariana Fabricio de Moura
    RA: 21088113

    Wittgenstein decide ir além do conceito de que ética é “a investigação geral sobre o que é bom” (Moore- Principia Ethica). Pôde denominá-la através do sentido comum, mas também em seu sentido absoluto.
    A ética não faz o uso da palavra “bom” com um sentido relativo, “que satisfaz apenas um certo padrão predeterminado, nas palavras de Wittgenstein, não deve ser uma análise rasa, mas sim uma tomada de juízo não relativo e profundo, pois os juízos de valor relativos são apenas meros enunciados de fatos que não podem expressar algo que não lhes é intrínseco.
    A ética, se funcionasse como uma ciência, seria evidente que nada do que são os pensamentos ou a fala seriam capazes de fazer parte desse objeto. As palavras, tanto usadas na ciência ou não, estão limitadas a somente transmitir significado e sentidos naturais.
    Para Wittgenstein, o bom absoluto seria aquele que universalmente, independente de gostos e inclinações, faria necessariamente ou se sentiria culpado de não realizá-lo. O autor demonstra através de diversos exemplos cotidianos que as palavras, usadas de forma metafórica, não são capazes de fazer jus àquilo que a ética tenta desvendar, não se pode revelar sentimentos em relação a uma tautologia (“estar assombrado perante a existência do mundo”). Para se falar em ética é necessário para além dos limites linguísticos , portanto esta não pode ser entendida como ciência.

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  183. Nome: Ewerton Souza Melo
    RA: 21024013

    Wittegenstein afirma que por mais que tentamos nos aproximar do significado do bem absoluto, do valor absoluto, da verdade absoluta, etc. não se consegue alcançar tal tarefa. Se o objetivo da Ética é justamente chegar ao significado do termo, como fica os filósofos que buscam definí-la? Wittegenstein admite que não se pode alcançar o significado da Ética, todavia, nem por isso deve-se parar de galgar até ela.

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  184. Ludwig Wittgenstein inicia seu texto Conferência sobre a Ética citando o Professor Moore, em sua obra Principia Ethica, na qual o último diz que a ética é uma investigação geral do que é bom.
    Wittgenstein complementa essa visão, colocando diversos sinônimos, mostrando que a Ética também pode ser investigação sobre o que é valioso, sobre o que importa, ou até sobre o significado da vida. Estas seriam as ocupações do estudo feito pela Ética. Além disso, estas expressões são usadas em dois sentidos distintos: o trivial (ou relativo) e o ético (ou absoluto). O primeiro designa quando há um propósito, e este foi alcançado, geralmente em questões superficiais; o segundo trata do que a Ética estuda, que é o bem em si mesmo.
    Mostra-se, então, que a essência da diferença é que cada juízo de valor relativo é um enunciado de fatos e, portanto, pode ser expresso de tal forma que perca toda a aparência de juízo de valor. Apesar de que se possa mostrar que todos os juízos de valor relativos são meros enunciados de fatos, nenhum enunciado de fato pode ser nem implicar um juízo de valor absoluto.
    Ele também Cita Hamlet: "Nada é bom ou mau, mas é o pensamento que o faz assim.", explicando que essa frase é um mal-entendido, “O que Hamlet diz parece implicar que o bom ou o mau, embora não sejam qualidades do mundo externo a nós, são atributos de nossos estados mentais. Mas o que quero dizer é que um estado mental entendido como um fato descritível não é bom ou mau no sentido ético.”
    Outro ponto importante em Ludwig é que conseguimos, apenas, transcrever nossos sentimentos, tentando transmitir os significados. Porém, muitas vezes, não conseguimos expressar exatamente o que queremos dizer, e a explicação fica carecendo de sentido.
    É dito que as expressões carentes de sentido não careciam de sentido por não ter ainda encontrado as expressões corretas, mas sua falta de sentido constituía sua própria essência.
    Todos que tentam trabalhar com Ética pretendem ir contra os limites da linguagem.
    Wiitgenstein conclui, então, que a ética não pode ser uma ciência, pois ela vai contra os limites da linguagem ao tentar dizer algo sobre o sentido da vida, do bom, do valioso. Ela não acrescenta nada ao conhecimento.

    RA: 21019613

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  185. Wittgenstein apresenta uma nova visão sobre a ética, apontando a problemática dos limites da linguagem, pois os sinônimos que utilizamos, quando tentamos expor os traços que estes têm em comum e que são característicos da ética, nos fazem deparar com o vazio de sentido das palavras, sendo difícil expressar o ético através da linguagem.
    Ele aponta que os juízos de valor absolutos são acompanhados de um dever, enquanto que o juízo de valor relativo é apenas enunciados de fatos, podendo ser expressos de tal forma que perdem a sua aparência de juízo de valor, mas enfatiza que nenhum enunciado de fatos pode ser nem implicar em um juízo de valor absoluto.
    Partindo de que as experiências e proposições partem do que é mental, assim como, daquilo que somos capazes de pensar ou dizer por meio de palavras, transmitindo os significados e sentidos naturais e assim, não podem constituir o objeto da ética, pois as palavras apenas expressão fatos e estes somente correspondem ao valor relativo e, determina que a ética, se fosse algo, é sobrenatural a nossas palavras. Como argumenta, o absoluto é algo universal, pois se fosse descritível, seria aquele que todos realizariam necessariamente, independentemente dos diversos gostos e inclinações dos respectivos indivíduos, entretanto, observa que nada tem tal poder coercitivo de um juízo absoluto.
    Assim, quando nos utilizamos da linguagem para enunciar os fatos, não queremos dizer exatamente o que a palavra diz, mas algo similar, e quando tentamos enunciar diretamente, deixando de lado o símile, percebesse a ausência dos tais fatos, e o que era similar passa a ter um vazio de sentido, não por usarmos as expressões incorretas, mas por falta de sentido na própria essência das palavras.

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  186. Tatiane dos Santos Moura7 de maio de 2014 20:24

    Ludwig Wittgenstein define a ética como sendo: a investigação sobre o valioso, sobre o que realmente importa, sobre o significado da vida ou daquilo que faz com que a vida mereça ser vivida, ou seja, sobre a maneira correta de viver. E aborda que cada uma dessas expressões é usada em dois sentidos distintos: o trivial (ou relativo) e o ético (ou absoluto)
    Sustenta-se assim que cada juízo de valor relativo é um mero enunciado de fatos e, portanto, pode ser expresso de tal forma que perca toda a aparência de juízo de valor. E que nenhum enunciado de fato pode ser nem implicar um juízo de valor absoluto.
    Ele também analisa que certas expressões que carecem de sentido, carecem não por não ter ainda encontrado as expressões corretas, mas sua falta de sentido constitui sua própria essência.
    Dessa maneira, a Ética, se ela é algo, é sobrenatural e nossas palavras somente expressam fatos. O bom absoluto seria aquele que todo o mundo, independentemente de seus gostos e inclinações, realizaria necessariamente ou se sentiria culpado de não fazê-lo.
    Em suma, nossa linguagem não é capaz de descrever nada que não sejam fatos e a Ética é uma “tendência do espírito humano”, e não um fato. Dessa maneira, não se pode dissertar sobre ela nem compreendê-la, ela vai muito além do que as palavras podem explicar. E assim, não pode ser uma ciência.

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  187. Baseado no texto “Conferência sobre a ética” de L. Wittgenstein e no vídeo disponibilizado “La Aventura del Pensamiento”, posso fazer algumas considerações sobre o autor estudado.

    O tema central de sua conferência é a ética e inicia apresentando algumas dificuldades identificadas pelo próprio na realização da conferência.

    Wittgenstein não fala diretamente de ética, mas da linguagem da ética. Ele destaca a natureza transcendental do conceito. Para ele não tem como falar sobre ética, isso não teria sentido, pois o próprio bem não pode ser descrevido ou traduzido. Para ele não há uma conclusão sobre ética, pois ao tentarmos significá-la, estaremos caminhando ao vazio, sem sentido. Para ele o debate acerca do tema é de extrema importância, porém este não é conclusivo, pois a ética não pode ser representada por palavras, mas é possível representá-la através das ações.

    Outro ponto a se destacar é que Wittgenstein vai contra a visão superficial da ciência como uma representação do conhecimento. Relacionado a tudo isso, Wittgenstein procura entender a moral na área da Estética.

    Por fim, o próprio conclui sugerindo que não se deve abandonar a discussão/escrita sobre a ética, pois de um jeito ou de outro ela acaba se impondo ao homem.

    Lothar Schlagenhaufer

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  188. Wittgenstein apresenta uma visão nova sobre a ética. Ele utiliza a definição do professor Moore acerca da mesma: “A Ética é a investigação geral sobre o que é bom”, mas para Wittgenstein a ética possui um sentido mais amplo. Segundo o mesmo, “poderia ter dito que a Ética é a investigação sobre o valioso, ou sobre o que realmente importa, ou ainda, poderia ter dito que a Ética é a investigação sobre o significado da vida, ou daquilo que faz com que a vida mereça ser vivida, ou sobre a maneira correta de viver.” Mas todos esses conceitos seriam apenas uma aproximação sobre o que realmente é a ética. As frases acima apresentam dois sentidos, um trivial ou relativo e outro absoluto. Sendo trivial tudo aquilo que é físico e pode ser descritível, mas a ética não se utiliza desse sentido relativo, mas sim do sentido absoluto. Segundo ele, os juízos de valor relativos são meros enunciados dos fatos e eles não podem implicar um sentido absoluto.

    Para Wittgenstein a ética é algo transcendente ao mundo físico. Desta forma, por assumir um valor absoluto e não pertencer ao mundo dos fatos, a ética não deve ser verbalizada, porque nossas palavras descrevem apenas os valores relativos. Para que a ética existisse ela deveria ser considerada somo uma verdade absoluta e universal. Como uma estrada absolutamente correta e que deveria ser percorrida por todos os homens, aqueles homens que não a percorressem se sentiriam culpados. Wittgenstein quer dizer então que esse estado de coisas absolutas não existe, “Nenhum estado de coisas, tem em si, o que gostaria de denominar o poder coercitivo de um juiz absoluto”.

    Para ele nós temos o pensamento sobre o valor absoluto, o problema está na verbalização desse pensamento, ou seja, na linguagem. Usamos similaridade de expressões na tentativa de discorrer sobre ética e religião, ambas não podem ser definidas sem o apelo à similaridade, e ao fazermos isto, estamos realizando algo totalmente sem sentido e inexplicável. Portanto, a ética é inexplicável por não pertencer ao mundo físico, desta forma “é um paradoxo que uma experiência, um fato, pareça ter valor sobrenatural”. Percebe-se que para Wittgenstein as tradicionais definições de ética estão longe de seu real sentido, segundo ele é melhor calarmos sobre o assunto já que a ética não pode ser considerada uma ciência.

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  189. Danielle Cassiano7 de maio de 2014 21:20

    Ludwig Wittgenstein vê na palavra Ética uma pluralidade de sinônimos, e, ao mesmo tempo, percebe que a linguagem em si não é capaz de expressar verdadeiramente o que ela representa. Para ele, "ética é a investigação sobre o valioso, sobre o que realmente importa, ou ainda poderia ter dito que ética é a investigação sobre o significado da vida, ou daquilo que faz com que a vida mereça ser vivida, ou sobre a maneira correta de viver.”. Porém, o próprio autor classifica sua definição como uma mera aproximação do que de fato quer dizer Ética.

    Ele aponta que estas expressões podem desempenhar dois sentidos, a saber: o sentido trivial (ou relativo) ou o sentido absoluto (ou ético). O primeiro sentido diz respeito ao mundo físico, ao que é descritível. Para o autor, a ética faz uso do sentido absoluto, por ser mais aprofundado. Portanto, a ética seria algo que está fora do mundo físico, e, por isso, não pode ser verbalizada.

    Sendo assim, para ele, todas as definições existentes para ética são superficiais, porque se distanciam muito do seu real objetivo. A ética deve abranger o conhecimento como um todo.

    Em síntese, considerando todas as argumentações, para Wittgenstein, é no mundo racional que se encontra a realidade da ética.

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  190. Ana Caroline Coutinho7 de maio de 2014 21:25

    Wittgenstein nasceu em Viena em 1889, do seu pensamento decorrem três distintas correntes filosóficas. Seu único livro, Tractatus Logico-Philosophicus, foi publicado em 1922. Ele não está dividido em capítulos, mas em enunciados ordenados segundo sua importância, tal ordenamento está relacionado a sete teses. A primeira afirma que o mundo é tudo o que acontece. A segunda sugere que não podemos pensar em nenhum objeto fora da possibilidade de conexão com outros. A terceira tese define o pensamento como figura lógica dos atos, logo o que é pensável é também possível. A quarta tese enfatiza a relação entre pensamento e linguagem. Na quinta tese se introduz a noção de proposição elementar e na sexta se analisa as formas gerais das funções de verdade e as proposições.
    “Os limites da minha linguagem significam os limites do meu mundo” é a afirmação mais polêmica da obra, o que significa que os limites do mundo são também os limites da lógica, que “eu sou meu mundo” e que a linguagem é compreendida como algo essencialmente particular.

    Ana Caroline de A. Coutinho RA:21048113

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  191. Wittgenstein inicia seu texto a partir de uma ideia de Moore "A ética é a investigação geral sobre o que é bom" e, a partir dela, constrói o espaço para a discussão da definição do que é a ética.
    Segundo ele, a ética é um conjunto de sinônimos, é a investigação sobre o valioso, sobre o que realmente importa, sobre o significado da via, ou daquilo que faz com que a vida mereça ser vivida, ou sobre a maneira correta de viver. Ou seja, a ética poderia ser definida, neste primeiro momento, num sentido trivial e, concomitantemente, num sentido ético ou absoluto.
    Em seguida, a discussão segue na definição e diferenciação do que chamamos de juízo de valor absoluto do juízo de valor relativo. Wittgenstein então afirma e demonstra por meio de uma série de exemplos que o juízo relativo é sempre um enunciado de fatos e não pode ser nem implicar um juízo de valor absoluto. Também entra na discussão de que a definição do ser humano para o que é bom ou não serem apenas atributos de nossos estados mentais, sendo assim, não tem valor absoluto. Por consequência, um estado mental entendido como um fato descritível não pode ser julgado como bom ou não segundo princípios éticos. Fatos não fazem parte do que é ética.
    A conclusão que o autor chega, seguindo o raciocínio que ele conduz durante o texto me parece muito plausível: "parece-me evidente que nada do que somos capazes de pensar ou de dizer pode constituir-se o objeto. A ética é sobrenatural e nossas palavras só expressam fatos. Com relação a fatos e proposições há somente valor relativo e acerto e bem relativos". Wittgenstein diz, por fim, que "ainda não encontramos a análise lógica correta daquilo que queremos dizer com nossas expressões éticas e religiosas", portanto, a ética não pode ser uma ciência já que ainda se vê claramente o limite de linguagem para definirmos ética e como ainda não conseguimos julgar algo por meio dela expressando de forma não baseada em fatos.

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