sábado, 20 de abril de 2013

6. TEMA 4 - ARGUMENTOS MORAIS

 



Caros Alunos,

Após ler o texto: “Haverá Provas em Ética?”, de James Rachel, disponível em:
e o texto: “Apologia de Sócrates” de Platão. Disponível em:

http://ebookbrowsee.net/plat%C3%A3o-apologia-de-socrates-pdf-d11349735

examine o link que segue e pense: há algo de errado no argumento deste jovem?

http://youtu.be/XkZ6g6YvyUQ

elabore, até 24hs. do dia 09 de abril, uma postagem com seus comentários sobre o tema.

342 comentários:

  1. O texto de James Rachels traz uma abordagem muito simplista porém não menos fundamentada sobre a Ética. Em meio a tantos debates profundos sobre a essência do caráter humano, por muitas vezes , a linguagem sintética nos traz uma abordagem muito mais compreensiva e nos revela uma série de questões. Talvez James tenha tocado no ponto chave da discussão ética (pelo menos para nós, principiantes) e nos mostrou com argumentos satisfatórios a saída para aquele velho senso comum. Me parece bastante razoável que muitas das discussões sobre o bem e o mal se tornam massivas e complicadas devido, realmente, à teimosia ou por serem complexos demais. Também é dito que muitas vezes ao se pensar em “provas” temos um padrão inadequado em mente, pois normalmente pensamos em algo palpável e experimentável.

    Penso que a defesa de Sócrates poderia muito bem ter servido de referência no tema “Ética e Excelência”, ou seja, Sócrates fez o que deveria ser feito. Apesar de ser condenado, Sócrates de maneira alguma abandonou sua teoria ética e suas características filosóficas mais profundas de razão e lógica. Talvez esse discurso tenha sido um marco na história porque desmistificou, literalmente, afirmações inquestionáveis para a época e elevou o estudo da razão humana de uma forma que, mesmo depois de 2500 anos aproximadamente, tem sua obra servida como referência.

    William Brandão (williambrandao1@gmail.com)

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  2. Os textos propostos no capítulo 6 me fizeram mudar de opinião e acreditar que existem sim provas em ética – que remete ao título do artigo de James Rachels, o questionamento “Haverá provas em ética”. A partir da argumentação podemos provar se determinadas questões podem ser consideradas morais ou imorais.

    O exemplo usado por Rachels sobre o estudante que considera injusto um teste aplicado por seu professor mostra bem isso. Caso parecido apresentado em “Apologia de Socrátes”, de Platão, que mostra um discurso de Socrátes refutando acusações que lhe foram feitas a partis da argumentação contra os próprios acusadores. O filosofo questiona as premissas da sua acusação e acaba rebatendo e colocando em xeque os que então o acusavam.

    Como na refutação da acusação de Meleto de que Socrátes estará corrompendo jovens e não considerando os deuses que a cidade considera. O texto mostra um dialogo entre os dois personagens, e Socrátes faz sua defesa com argumentos que provam sua inocência ao próprio Meleto das acusações.

    Outro ponto que vale destacar no texto e a frase “quando fizer o que quer que seja, deve considerar se faz coisa justa ou injusta, se está agindo como homem virtuoso ou desonesto.” O trecho, que está no capítulo XVI do texto mostra claramente um debate sobre moral.

    Voltando a argumentação moral e provas em ética, como disse Rachels, o fato de muitos acreditarem que não há provas em ética está ligado ao padrão do que é uma “prova” que as pessoas tem em mente, muito associado a prova cientifica. Na minha opinião, após a leitura dos textos, é possível uma boa argumentação provar fatos morais ou imorais.

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  3. No texto de James Rachels o autor apresenta como é possível a construção de argumentos morais, os quais possuem algumas diferenças dos argumentos científicos, por isso não se deve considerar que os juízos éticos não podem ser mais que "meras opiniões". Segundo o autor a posição que os juízos morais são "insusceptíveis de prova", deve-se basicamente a três posições.

    O primeiro ponto é que o raciocínio ético é diferente do raciocínio científico, mas nem por isso, faz com que o raciocínio ético seja inferior ao científico, a uma distinção entre os raciocínios, ciência consiste na observação e na procura pela regularidade, para se chegar as provas, já a ética está ligada à análise, busca e justificação de argumentos.

    O segundo ponto refere-se à dificuldade de provar os juízos morais em questões problemáticas, como o aborto, que é um assunto delicado para se conseguir provar qual é o juízo moral correto a ser seguido, mas isso afeta também a ciência que em diversas áreas não consegue provar qual é a melhor teoria para se explicar um determinado fenômeno. No entanto, em ambas em assuntos mais simples a maioria das pessoas possui um entendimento comum.

    De uma forma geral, pode se afirmar que grande parte das teorias morais tem contribuído na identificação das imoralidades, ou na condenação de certos atos imorais, tais como, a intolerância, a violência, a corrupção, o autoritarismo tem sido condenados por todas as teorias morais. O que isso significa é que há um enorme conjunto de ações malignas, cujas imoralidades todas as teorias morais são unânimes em reconhecer.

    O terceiro ponto vem da aceitação de um argumento moral, este pode estar construído de maneira exemplar, sem erros, no entanto, não significa que será possível convencer as pessoas com ele, para um debate crítico as pessoas envolvidas devem-se estar abertas à argumentação se baseando na racionalidade, mas muitas pessoas não estão interessadas neste tipo de situação. "Afinal de contas, a ética pode exigir a realização de coisas que não queremos fazer, sendo, pois, muito previsível que tentemos evitar ouvir as suas exigências.”

    Nesse último ponto, entra a Apologia de Sócrates, como muito bem definiu William Brandão, Sócrates é um tipo ideal na ética. Os debates éticos deixam evidentes as diferenças
    entre a nossa vontade e a nossa razão.

    Sócrates acusado de corromper com a juventude, de negar os deuses e criar novos cultos. Faz sua própria defesa, baseada em argumentos racionais, demonstrando por meio da lógica sua inocência, nega-se a corromper com seus princípios durante sua defesa. Mas como o tribunal estava movido pelas paixões como a raiva e o medo dos ensinamentos de Sócrates assim o condenam. Este vê que a morte é a melhor alternativa frente às possibilidades que lhe são possíveis e que acabariam ferindo seus princípios.

    Monitor de C&E.

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  4. O texto mostra que é possível existir argumentos moralmente aceitáveis, principalmente quando ele fala do caso do aborto que é um assunto bastante complexo fazendo um paralelo com as ciências exatas que também existe assuntos complexos nela, onde não há um consenso geral, as pessoas somente olham para esses casos sem respostas na ética, esquecendo que é possível ter um razão, moral alguns argumentos mais simples, que já há um consenso quase que geral nas pessoas.
    No texto "apologia de Sócrates" é possível ver como ele raciocina em cima da moral da sociedade naquele momento, se ele tivesse fugido iria contra os princípios que ele tanto acreditava da razão e moral.

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  5. A argumentação feita contra Meleto, Sócrates usa de premissas declarativas com a intenção de contradizer seu acusador, entretanto essa argumentação só foi possível de obter respostas lógicas por se encontrarem em um tribunal, cercado de testemunhas que de certa forma intimam os personagens a dizerem algo de forma falsa ou verdadeira, com pouca tolerância para outro tipo de resposta. Esse tipo de situação não é cotidiana, assim discussões com argumentação moral podem ser desviadas, dissimuladas, inclusive em um tribunal apesar da promessa de dizer somente a verdade.
    A falta de bases empíricas para comprovar as teorias éticas coloca esse tipo de argumentação, num nível inferior a utilização de provas empíricas, quando tituladas de fatos, torna essa frase popular fim do meu comentário:
    "Contra fatos não há argumentos.”.

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  6. O texto "Haverá Provas em Ética?" demonstra, de forma simples como funcionam as provas e argumentos éticos em questões mais cotidianas ou menos polêmicas.

    O autor, entretanto,ressalta que nem sempre o argumento certo é persuasivo e o defesa de Sócrates demonstra exatamente isso: uma boa argumentação pode ser a verdade, mas a verdade pode não ser persuasiva o suficiente. E isso pode resultar em represália ao argumentador, no caso do grande filosofo isso resultou em sua morte.

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  7. Sim, existem provas em Ética. Primeiro devemos rever o conceito de prova, já que a maioria pensa que essa deva ser algo observado, aplicado empiricamente. Mas em ética somente o pensamento racional consegue apresentar argumentos plausíveis e de possível demonstração para justificar comportamentos. Só que essa racionalização dos fatos ou desencadeamento de idéias pode não ser persuasivo o suficiente para aquele que tentamos convencer.
    Outro ponto a ser corrigido é o hábito de querermos primeiramente responder questões difíceis e não obtermos resultados assertivos, passando a idéia de que não há provas éticas. Porém se avaliarmos situações de menor atenção podemos explicar o motivo daquela conduta.

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  8. O primeiro texto mostra que não são só as ciências naturais que, por fornecerem provas empíricas, são as únicas a serem consideradas. As ciências humanas também podem apresentar provas, mesmo que não empíricas, sobre determinadas ações humanas por mais complexas que pareçam. Porém nos textos seguintes, em um julgamento, tanto pode-se condenar um inocente, quanto absolver um criminoso.
    O poder de persuasão influi fortemente em uma decisão judicial, e acho que Sócrates sabia disso e mais, preferiu a morte a negar todo o seu trabalho. Acho muito difícil que isso aconteça na atualidade, as pessoas tentam o tempo todo nos convencer de algo que elas acreditame as provas apresentadas nem sempre são justificáveis.

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  9. Bruno Mendes Cavalcante

    De fato o subjetivismo ético é um grande empecilho na aceitação do conceito ético para a sociedade. Temos muita dificuldade em aceitar aquilo que não vemos claramente, o ser humano é por natureza cético no assunto conhecimento, prefere sempre desconfiar antes de ser convencido a confiar em algo que lhe é dito.
    A falta de provas, ou a dificuldade em demonstrá-las quando o assunto é ética, acaba por deixar de lado esse tema.
    O homem é fascinado pelo extraordinário, pelo novo, que é principalmente trazido a ele pelas ciências naturais, principalmente as chamadas hard science. Isto é fácil de se notar, basta olhar para as revistas científicas ou canais televisivos que tratam de ciências. Os temas são sempre os mesmos: descobertas de novos planetas, curas para doenças, clones humanos, meteoros e etc.
    Não tratamos de debates subjetivos, principalmente pela dificuldade em se provar alguma coisa. Se pensarmos em ética parece que o saber está sempre atrelado a algum conhecimento pré concebidos, e que as idéias éticas propostas não se sustentam por si mesmas.
    O fato é que os temas geralmente propostos à ética são os mais complexos de serem analisados, por isso de imediato sentimos tantas dificuldades em compreende-los. Questões como o aborto, a pena de morte ou a moralidade no direito são difíceis, por trazerem idéias que precisam de elaboração complexa para definirmos como ético ou não. Se pensarmos em questões mais fáceis, do nosso cotidiano conseguimos desvendar as teorias éticas.
    Outra grande diferenças entre esses tipos de conhecimento está no fato de a abordagem ética ser feita em termos, utilizando assim uma linguagem que não possui bases experimentais, como no caso da defesa de Sócrates.

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  10. Este comentário foi removido pelo autor.

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  11. A maioria das pessoas entendem provas como algo que pode ser observado e testado cientificamente, mas temos outras maneiras comprovar juízos éticos como mostra o texto de James Rachels. As provas em ética são possíveis quando podemos apoiar nossos juízos em boas razões, explicar a importância dessas razões e mostrar que não existe nada semelhante a respeito.
    O texto "Apologia de Sócrates" sustenta a minha opinião que existem provas em ética e que essas provas podem ser demonstradas através de um bom argumento e se apresentarmos questões relevantes que são incontestáveis. Porém aceitar tais provas que não podem ser demonstradas empiricamente implica na aceitação ou não das pessoas por motivos individuais ou sociais, isso pode levar a uma interpretação precipitada, apelativa e até mesmo errada sobre juízos éticos.

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  12. No fim fim do primeiro texto o autor defende que "é fácil misturar duas coisas que são na realidade muito diferentes:
    Provar a correcção de uma ideia.
    Persuadir alguém a aceitar as nossas provas."

    No segundo texto, Sócrates argumenta sua inocência das acusações (Provando que suas ideias são corretas) mas por fim não convence os juízes e por fim é condenado a morte.

    Muito interessante a argumentação que faz sobre a morte não ser um mal

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  13. Notei uma semelhança entre dizer que moral não se discute (assunto que é tratado em outro tema) com a afirmação de que não há provas em ética. Ambas são frases pronunciadas frequentemente e sem estudo nenhum. Não é raro usá-las para justificar determinadas atitudes condenadas pelo bom senso ou encerrar discussões polêmicas.
    O texto de Rachels faz um estudo interessante acerca dos argumentos morais. Segundo o autor, um dos principais motivos que leva as pessoas a negarem a existência de provas em ética é a fixação que elas têm pelas demonstrações concretas do método científico. Logo, por serem de caráter mais abstrato, as provas em ética perdem seu valor.
    O texto “Apologia de Sócrates”,diferente do que eu esperava,mostrou-se relativamente simples de ser compreendido. E com ele, pôde-se fazer um paralelo com muitas outras estórias de homens autênticos e humildes (humildes em reconhecer que a verdadeira sabedoria é estar ciente de que, no fundo, não sabem nada) que foram perseguidos por defenderem a verdade com todas suas forças, contrapondo-se assim àqueles que se consideram detentores do saber e aos políticos em sua maioria.
    Pra finalizar, novamente nos é mostrado o quão refutável é a afirmativa de que algo aceito universalmente é aquilo que deve ser feito. Ora, se o senso comum da sociedade ateniense daquela época fosse moralmente indiscutível provavelmente o drama de Sócrates não teria o desfecho que teve.

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  14. Apesar de James Rachel apresentar bons argumentos em relação aos problemas menos complexos do que questões como aborto, não estou totalmente convencido de que a definição do certo e do errado possa ser dada através de provas.
    Se consideramos a afirmação "Por fim, a regra exigindo que não se minta é necessária para a sociedade poder existir — se não pudéssemos partir do princípio que as outras pessoas dirão a verdade, a comunicação tornar-se-ia impossível e, se a comunicação fosse impossível, a sociedade seria impossível.” Como sendo absolutamente verdadeira, nos esquecemos do papel da mentira como formadora também em nossa sociedade. Não podemos partir do princípio de que apenas na maioria das vezes as outras pessoas dirão a verdade? Isso invalidaria a comunicação e tornaria a sociedade impossível? Portanto refuto esta prova de pronto!
    Quando o Professor Peluso nos coloca a questão em sala de aula sobre “Se um matador chegasse na universidade perguntado sobre quem era Fulano de Tal, e que se o descobrisse no meio de nós o mataria, você, sabendo de quem se tratava, diria quem era?”, me faz pensar sobre se a afirmação de Rachel é correta. Apesar de apresentar premissas, razão lógica e conclusão, as exceções tornam a conclusão fraca, por menor que seja o problema.
    Baseado em quê podemos afirmar que “pensar e agir em favor puramente egoísta” é errado? Se alguém mente, é desonesto, mata, rouba e estupra porque assim seu raciocínio pede, como podemos dizer que isto foi “ruim”. Se não conhecemos as circunstâncias é difícil de analisar: 1º Matar em defesa própria? É certo ou errado? Se partimos da premissa de que matar é errado, como solucionamos o problema de matar em legítima defesa? Se o roubo garante a própria sobrevivência? Se o estupro permite os últimos dois seres da espécie gerarem descendentes ?
    Em relação a estas questões não vejo as afirmações de Rachel como conclusivas, mas que devem ser melhor elucidadas. Mais uma vez posso estar tremendamente enganado, mas não consigo encontrar saída, mesmo que seja para questões pequenas que não esbarrem apenas em uma moral, não em um julgamento extraordinariamente perfeito.
    Fica claro apenas que, para o melhor caminhar da sociedade devemos proibir certas ações, MAS PROVÁ-LAS QUE ESTÃO CERTAS OU ERRADAS, eu não posso concordar.
    Em relação a Sócrates achei interessante sua posição em relação a diferença do “ ser simplesmente” e do “querer ser”. Não sei se me dei por entendido, mas ele se coloca algumas vezes na circunstância de sua razão estar a frente do seu dever e que negar aquilo que pensa, mesmo discordando do senso comum, o tornaria mentiroso principalmente consigo mesmo, e aquilo não seria capaz de fazer. Pessoalmente nos colocamos em muitas situações como esta muitas vezes em nosso cotidiano, por isso o fato do texto de Sócrates se propagar por mais de dois milênios trazendo uma discussão que se perpetua até os dias de hoje.

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  15. Os textos são interessantes, tanto a abordagem de Rachels no que se refere as provas e argumentos éticos em assuntos mais ‘simples’ do cotidiano quanto as argumentações racionais em que Sócrates usou, assim não se deixando ser corrompido pelas emoções. O entendimento da argumentação moral é igualmente interessante, pois nos mostra por diversas e adversas linhas de pensamento quando uma ação é considerada moral ou imoral, e seus respectivos usos.

    Já vimos em sala e veremos mais profundamente nos próximos temas as diferentes abordagens de correntes filosóficas, desde a emoção de Hume, passando pela racionalidade e instinto de dever de Kant e a busca pelo prazer dos utilitaristas, entre outras, todas estas mostrando e defendendo sob suas perspectivas o entendimento do que caracteriza algo como moral.

    É possível absorver também através dos textos que uma argumentação correta, racional, como no caso de Sócrates nem sempre tem o poder de persuasão necessário para ser aceita.

    E sim, existem provas em ética, mas diferentes das provas físicas e empíricas que somos acostumados sob a ótica do senso comum, e neste ponto Rachels mostra que temos outras maneiras de comprovar juízos éticos sem estar embasado em observação e comprovação científica.

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  16. A comparação, geralmente difundida, de que o debate ético é relativo às opiniões de cada um e que não se prova nada do que se afirma nele, enfraquece a sua acreditação. Nossa cabeça está acostumada a chamar de provas aquelas resultadas de testes empíricos, laboratoriais.
    Ora, no debate ético afirmamos alguma questão sobre moralidade e se a dissecamos encontramos razões socialmente comprovadas que nos permitam defender ou rejeitar essa ou aquela conduta, não há esvaziamento de importância nessa abordagem deliberada, metódica e racional dos juízos éticos. A ciência, como nos coloca Rachel, nos parece mais "irresistível" e o debate ético "censurável", no mínimo, porque chamamos racionalidade a científica dos laboratórios, por assim dizer. Também há coisas que não foram provadas nas disciplinas exatas e não as desacreditamos por isso. O debate ético já forneceu inúmeras soluções que não notamos por elas estarem impregnadas em nosso comportamento.

    Sobre o segundo texto, de Platão, me interessa a atualidade do que Sócrates disse em sua defesa. O conhecimento quando acreditado pronto, certo, inalterável é falho por si só. A sabedoria de não saber é mais válida nesse aspecto porque fornece campo para debate das causas que não foram totalmente acordadas entre os seres sociais. Matamos muitos Sócrates nesses anos de civilização em vias de racionalização. Mais do que nunca, uma ética que se pode provar se faz necessária.

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  17. Argumentos Morais
    James Rachels, em seu texto, demostra a dificuldade de provar se uma determinada conduta ética é benéfica ou maléfica. Comparando ética com a ciência, é fácil verificar que nesta última podemos validar a veracidade das teorias através de experimentos. Podemos provar que as leis de Newton funcionam, ou que a Teoria da Relatividade de Einstein explica parte do funcionamento do universo conhecido, mas segundo as palavras do autor, não podemos provar que a prática do aborto está certa ou errada, entretanto, ao pegarmos um problema mais simples, de valor moral por exemplo, poderíamos provar caso um professor corrigisse injustamente o desempenho de um aluno. Portanto, é plenamente possível a prova de determinadas condutas éticas. No entanto, a impressão de que os juízos morais são “insusceptíveis de prova” é persistente. O fato de o raciocínio ético ser diferente do raciocínio científico não o torna deficiente.
    Já no texto da “Defesa de Sócrates”, este responde a uma possível pergunta do povo, se não se envergonha de dedicar-se a uma ocupação que pode levá-lo a morte? Ele diz que não, e não tem medo da morte, pois, ela não é conhecida e talvez seja o maior bem que possa acontecer ao humano. Ele é da opinião que quando tomamos uma posição, seja por considerá-la a melhor ou por ordem de um comandante, devemos permanecer diante dos perigos sem pensar em risco de morte para não cair em desonra, o que considera muito pior. Menciona aos presentes que lutou nas batalhas de Anfipólis, Potidéia e Délos, e que numa dessas batalhas foi condecorado por bravura. Inclusive relata que seria justo ser réu caso desertasse de alguma delas, mas ao invés estava ali sob a acusação de corromper a juventude, por difundir ideias contrárias à religião tradicional.
    Em sua justificativa, ele diz que seguiu a ocupação de filósofo por desejo dos deuses, o que contradiz a acusação de renegar os deuses que Meleto fez provavelmente por ordem de Ânito e Líncon. O réu praticamente já sabia de sua condenação, e disse: se o fizessem proposta de libertá-lo, mas que para isso ele não filosofasse mais, ele não aceitaria, pois jamais deixaria de filosofar, ministrar ensinamentos, por que esta era a vontade dos deuses.
    Por fim, ele diz aos membros do júri que qualquer que seja a decisão, absolvição ou a morte, não faria outra coisa ainda que tivesse que morrer muitas vezes.
    Edson Rodrigues

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  18. O texto “Haverá Provas em Ética?”, de James Rachel fala sobre a dificuldade em afirmar o certo e o errado no campo da ética. Enquanto em outras ciências é possível encontrar essas respostas.
    No texto “Apologia de Sócrates”, de Platão, Sócrates constrói um argumento para se defender. Para assumir que o argumento de Sócrates é correto, temos que acreditar que o que ele diz é a verdade. Ele nos afirma que diz apenas a verdade, no seguinte trecho: "E tanto agora como mais tarde ou em qualquer tempo, podereis considerar essas coisas: são como digo". Porém a verdade pode não ser igual a todas as pessoas. As premissas usadas por Sócrates, e confirmadas por Meleto, são verdadeiras no ponto de vista de ambos. Mas podem ser falsas para outra pessoa. Além disso, não é um pouco prepotente dizer que as coisas "são como digo"?
    Caso o assunto fosse simples, seria fácil acreditar que Sócrates se pautou na razão e disse apenas a verdade. Mas o assunto é complexo e se desdobra em uma série de ocorrências, e fica mais suscetível a críticas dos "teimosos", ou seja, em argumentos complexos, é comum que alguém não concorde com ele.
    A construção de um bom argumento pode aparentar ter chego mais próximo da verdade. O argumento pode ser perfeito, sem falhas. Porém, pode ser que uma das premissas utilizadas seja incorreta, e isso destrói o argumento.
    O argumento de Sócrates é perfeito, e ele acredita estar dizendo apenas a verdade. Pessoalmente, sou levada a concordar com esse argumento, até porque várias das premissas utilizadas são válidas e podem ser aplicadas até os dias de hoje. Porém, no momento em que Sócrates apresentou o argumento, o mesmo não foi aceito e Sócrates continuou firme em suas crenças, que na ocasião o condenaram à morte.

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  19. Concordo com o texto do James Rachel na no ponto de tentar definir o que tem mais fundamento: a ética ou a ciência. Tanto as ciências, quanto a ética, existem discussões extremamente difíceis de responder e as ferramentas para isso não são suficientes.
    Diferente do subjetivismo ético, na ciência, uma vez que proposta uma teoria para explicar algum fenômeno, quando comprovado empiricamente, essa teoria se torna lei e adota-se como verdade para todo o campo da ciência. Passado algum tempo, algum outro cientista descobre que toda essa tória é falha e cria uma nova teoria, que por sua vez também é comprovada empiricamente e substitui a ultima verdade citada.
    Assim, diferente da ciência, a subjetividade ética não aprova uma teoria como verdade incontestável e tem como base a racionalidade para chegar a um ponto mais aceitável para todos envolvidos, de forma que a situação seja o mais ética do ponto de vista de todos.
    Na apologia Sócrates, ele está sendo acusado por não acreditar nos deuses da cidade e influenciar jovens da existência de outros deuses. Não sei o desfecho desse julgamento, mas parece que Sócrates não estava de todo certo, já que ele direcionou sua defesa na idéia de que ele acreditava sim em deuses, mas não muito nos da cidade, o que era a acusação principal. Mas o que chamou minha atenção foi a argumentação baseada na racionalidade que ele utilizou em sua defesa, onde tentava colocar em xeque as afirmações do acusador que se auto contradiziam, de forma que no final das contas, ele não deveria ser acusado de nada.
    Ou seje, através da racionalidade, Sócrates mostra que o ponto de vista de Meleto não tem sentido e não há o por que desse julgamento.

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  20. Sempre quando uma discussão entra no mérito de provar algo eticamente, ou seja, se é bom ou mau, se é justo ou injusto, a maioria das pessoas tende a se frustrar, pois não consegue encontrar argumentos sólidos, que ajudem a ratificar sua opinião.
    Temos por exemplo, o aborto, as pessoas que o defendem, sustenta algumas defesas, entre elas temos esta: “a mulher é dona do seu próprio corpo, o feto por sua vez está dentro dela, então somente ela tem o direito de tomar a seguinte decisão: se quer ou não continuar uma gravidez”. Já as pessoas que são contra, na sua maioria ortodoxa, defendem que a vida começa desde a concepção, e se a mulher faz um aborto, ela se torna assassina.
    Qual deles está certo ou errado? As duas partes se consideram eticamente corretas e a cada dia estarão encontrando novas maneiras de confirmaram suas opiniões e de contrariarem a opinião adversária.

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  21. Os argumentos morais utilizados por Sócrates defendiam ideais contrapondo-se os conceitos morais de sua época, considerando a sua atitude uma forma ética de como não deixar-se persuadir por penas impostas seria estas ações uma demonstração de humanos que não sofrem de laconismo. Os conceitos de ética, no mundo grego ateniense, o dever sendo tratado segundo regras impostas por um sistema de supostos deuses foi confrontado, servindo de modelo para persuadir os jovens, segundo os seus opositores, que viam nas argumentações de Sócrates uma ameaça a ordem. A argumentação de Sócrates escrita pelo seu discípulo Platão, busca enfatizar a importância que ela influi sobre a ética. Ter argumentações concisas é um passo importante para defender um ponto de vista ético muitas vezes confrontados por questões culturais e tradições.

    Ricardo Seiti Kinoshita (rkinoshitaufabc@gmail.com)

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  22. No primeiro texto apresentado é interessante notar como o autor vai aos poucos determinando passos para que se chegue a uma conclusão moral subjetiva após apresentar as corretas concepções de tanto do conceito de provas, do conceito argumentativo e de como as pessoas estão habituadas a terem um raciocínio empírico.
    Sendo a ética uma questão que não nos fornece nenhum material físico, não podemos utilizar formulas matemáticas ou realizar experimentos com equipamentos tecnológicos, nos resta então a análise do argumento e a suposição para aos poucos definirmos,por mais razoavelmente que seja, padrões éticos básicos comuns a sociedade. Concordo com o autor a citar a questão da mentira,e como isso torna a sociedade inviável, ou no mínimo, PIOR. Claro que temos noção de que algumas pessoas mentem e provavelmente nós mesmos o fazemos, porém temos que concordar que se não fosse a relação de confiança, desde os passos primeiros com seus pais até a relação professor/aluno na hora de se ensinar algo, não andaríamos para frente. Não adiantaria de nada termos as comprovações científicas se não confiarmos naquele que transmite essas comprovações.
    Com relação ao texto de Sócrates, apesar do seu conceito moral, vejo um toque de sarcasmo no que diz respeito a forma como ele discursa, na maneira como tentar convencer as pessoas ao decorrer de sua fala com frases como "meus cidadãos atenienses" ou "pelos deuses, por Zeus". Claro que nota-se a necessidade deste para com a verdade, mas não pude deixar de imaginar se não estaria ele pensando em uma recíproca provocativa aqueles membros acusadores que se referem sua maneira de discursar.

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  23. No primeiro texto, James Rachels nos mostra que para as pessoas é dificil aceitar que há provas em ética se comparado com as provas que se tem nas ciências exatas. O autor nos convence que há provas em ética quando dá exemplo do teste aplicado por um professor em que o professor deu um conceito injusto para o aluno. O autor nos convence e argumenta que assim como nas ciências exatas na ética também há provas quando se trata de problemas simples. Mas quando se trata de temas mais complexos ambas possuem problemas para provar. No texto de Platão nos é mostrado os argumentos usados para se provar as atitudes éticas que eram contrarias as atitudes praticadas na época.

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  24. James Rachels demonstra que juízos morais não são menos possíveis de serem provados que afirmações científicas, embora a natureza desse prova seja bastante distinta. Assim, enquanto na Ciência a confirmação se dá empiricamente, na discussão ética são os argumentos que constroem as provas. Tal qual na ciência, algumas coisas se provam com facilidade na Ética, enquanto outras permanecem sem resposta, o que ocorre quando há argumentos fortes amparando diferentes condutas morais acerca de uma questão e nenhum consegue indubitavelmente prevalecer(no caso do aborto, por exemplo, citado no texto). O texto de Platão é uma demonstração prática do funcionamento dessa argumentação moral, buscando provar a eticidade de uma certa linha de conduta.

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  25. AQUI COMEÇAM OS COMENTÁRIOS DA TURMA QUE CURSA A DISCIPLINA "CONHECIMENTO E ÉTICA" EM 2013.

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  26. João Lucas Moreira Pires15 de maio de 2013 12:28

    Analisando uma linha que cruza os dois textos enxergamos que a Apologia à Sócrates e o textos de James Rachels trabalham uma ética construída em torno de uma analítica dos fatos possível e feita de forma sempre coerente, e quando realizada desta forma conduz ao mais próximo da verdade, e ser coerente com ela, então independente das consequências é o mais ético a se fazer.
    focando precisamente no Sócrates e na consequências de ser ético, no escrito Sócrates sabe que corre o risco de morte, mas será que por isso deve teme-la? Temendo a morte, os seres humanos confundem a certeza de ser mortal com o saber o que é a morte: eles acreditam que sabem o que na realidade não sabem. Confusão prejudicial porque ela poderia ter levado Sócrates a rever seu discurso e preferir a vida. Sua integridade vai consistir em agir de conformidade com o que ele sabe e não com o que ele não sabe. Presume-se, além da ignorância socrática, o verdadeiro saber de Sócrates: fazer o bem.

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  27. Bárbara da Silva Miranda16 de maio de 2013 15:04

    Ética geralmente é colocada como uma argumentação sem provas, como uma “opinião” da qual não podemos dizer que isto é certo por tais motivos e aquilo é errado. Essa imagem de que juízos morais não são cabíveis de provas vem da nossa comparação com a ciência, pois ela se utiliza do empirismo para ser validada. Diferentemente, as teorias éticas “não estão sujeitas a teste empírico” (Sobre a distinção entre ética e direito – texto da aula anterior), não podem ser avaliadas por resultados experimentais; podem apenas nos fornecer razões que fundamentem sua posição. Um outro fato que James Rachels nos aponta como formador dessa imagem é que geralmente pensamos nas questões mais difíceis de serem aceitas por ambos os lados, porém o que o autor também nos mostra que pode acontecer é o simples fato de alguém se recusar aceitar, mesmo que o argumento seja bom.
    Como complemento ao texto anterior, temos Apologia de Sócrates que foi o primeiro texto a usar e demonstrar argumentos morais. Sócrates é acusado por Meleto de "corromper a juventude, não acreditar nos deuses e criar a nova Deidade". É na apresentação de sua defesa que ele se utiliza de argumentos que provem sua inocência, mostrando que Meleto fez uma acusação impensada ao dizer que ele corrompia os jovens (na verdade Meleto não se preocupava com os jovens) e que a acusação foi feita por medo e arrogância.
    A ética é usada em todo momento, mas Sócrates ainda é condenado à morte, pela maioria dos votos. E aqui vemos mais uma coisa que James Rachels ressalta: “Podemos ter um argumento exemplar que alguém recusa aceitar. Mas isso não significa que tenha de estar alguma coisa errada com o argumento ou que a “prova” seja, de alguma forma, inatingível”.

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  28. Pela leitura do texto de James Rachels, percebemos que a dificuldade de aceitação da ideia da existência de provas em Ética se dá pela noção de “prova” que as pessoas geralmente têm, que segue um padrão inadequado: considera-se passível de ser provado apenas aquilo que provém de observações e experiências científicas. Em Ética, a argumentação não segue este paradigma de objetividade que nos foi fornecido pela Ciência. Entretanto, é errado acreditar que não se possam fornecer provas. Segundo James Rachels, “Em Ética o pensamento racional consiste em fornecer razões, analisar argumentos, estabelecer e justificar princípios, e outras coisas que tais. O fato de o raciocínio ético ser diferente do raciocínio científico não o torna deficiente”.

    Toda a “Apologia de Sócrates” é uma argumentação que traz características identificadas no texto de James Rachel como “próprias do pensamento racional em Ética”. Sócrates argumenta em sua defesa, oferecendo boas explicações do porquê de as razões em que ele apoia seus juízos serem importantes. Segundo Rachels, isso é condição necessária e suficiente para “provar” que ele agiu de maneira boa. Assim, ele é capaz de justificar seus princípios de maneira tal que não se possa mais refutar o argumento de que ele não deveria ter sofrido tais acusações, ou de que tais acusações são injustas e, portanto, descabidas.
    Esse tipo de argumentação em que se oferecem boas razões para a defesa (para que se entenda que determinada conduta é apreciável/boa), de maneira a conduzir a avaliação das condutas como necessariamente boas, sem que se possa provar o contrário, pode ser considerada como uma maneira de apresentar boas “provas” em Ética. Entretanto, como exposto no capítulo 5 do livro “Ética para principiantes”, “ainda quando o debate moral seja capaz de revelar que há fortes argumentos a favor de um veredito, entretanto, por mais verdadeiro que seja o argumento, nem por isso as pessoas haveriam de mudar sua forma de ação”. E foi isso que aconteceu, como sabemos, no caso de Sócrates.

    Concluo, a partir da leitura dos textos, que é possível construir uma boa argumentação que forneça provas em Ética quanto à moralidade ou imoralidade de ações, não se podendo considerar discussões morais como meras questões de opinião.

    Giovana Cavaggioni Bigliazzi

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  29. O subjetivismo ético é uma barreira na aceitação do conceito ético para a sociedade, pois nós homens temos dificuldade em aceitar o que não vemos claramente, ou seja, somos céticos em
    alguns assuntos, como no caso do conhecimento, preferimos primeiro desconfiar para depois nos convencermos de algo que foi comprovado ou esta em estudo.
    Mas o grande fato que o autor James Rachel apresenta em seu texto, é que os temas discutidos em ética, são mais complexos de serem analisados, pois envolvem diretamente a moralidade e a imoralidade de condutas, o que dificulta a compreensão dos mesmos assuntos.
    Um exemplo que podemos considerar são as questões sobre o aborto, que precisamos de uma ampla elaboração para definirmos se são éticos ou não este assunto.
    Assim, concordo com o autor quando ele diz que determinados assuntos podem ser massivos e complicados em uma discussão sobre ética, devido a teimosia ou a complexidade do assunto.
    Já se pegarmos o texto Apologia a Sócrates, percebemos que Sócrates em sua defesa, fez o que deveria ser feito mesmo com sua condenação, ele não abandonou sua lógica, razão e ética em seus argumentos.
    Assim percebemos que existe sim provas em ética, provas que não se baseiam em provas físicas, mas sim em provas de juízos racionais, ou seja, podemos provar nossa ética em nossas argumentações, assim como Sócrates usou em seu julgamento.

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  30. Partindo-se do princípio que considera a ética como subjetiva , surgem posições contrárias à existência de argumentos morais consistentes ; um dos motivos pelos quais muitos indivíduos resistem à argumentação moral reside no fato de essa não se fundamentar em observações e experiências , como fazem os argumentos científicos , objetivos e valorizados.
    Outro questionamento encontra-se no fato de que em algumas situações difíceis não é possível elaborar provas ou argumentos éticos conclusivos ; entretanto , isso não demonstra a impossibilidade de existirem argumentos morais e nem os colocam no nível de ' meras opiniões' , uma vez que , os argumentos morais se baseiam em razões e justificativas , como por exemplo , a questão da eutanásia ; ao defender ou não a prática da eutanásia , o sujeito ético se utiliza de razões e juízos morais a fim de que possa realizar sua argumentação , a qual mesmo que não possa ser provada é fundamentada em uma análise racional e crítica.
    Um dos principais exemplos de argumentação moral encontra-se na 'Apologia de Sócrates ' ; nota-se nesse texto a racional e lógica defesa que o filósofo faz de si mesmo com o objetivo de alcançar sua absolvição ; Sócrates refuta seus adversários tentando invalidar as teses desses , como no momento em que é acusado de introduzir ' novos cultos ' e de corromper a juventude ; a fim de argumentar a seu favor , o filósofo defende de forma , por vezes irônica , a idéia de que nada mais fazia além de filosofar ; a sua argumentação é de tal forma eloquente e racional que deixa seus acusadores ' sem palavras ' .
    Infere-se , portanto , a partir da ' Apologia de Sócrates ' que os argumentos morais existem e são de enorme relevância , mesmo que não tenham natureza empírica.

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  31. A partir dos textos propostos para a atividade, vemos que os dois textos abordam uma ética embasada em provas e que é plausível e acalcável em vários níveis realizar este fato, para isso é necessário uma construção retórica, firme e real que de base para sua argumentação, de que está sendo ético.
    No texto de Platão vemos Sócrates sendo acusado de ser um sofista ímpio e corruptor. Sócrates explica que ele angariou muitos inimigos no dia em que o oráculo de Delfos declarou que ele era o “mais sábio dos homens” . Surpreso com esta afirmação, Sócrates se põem a questionar os tidos como sábios por todo o reino. Interrogando-os em profundidade, ele percebeu que eram incapazes de explicar seu saber e que, por tanto, eles não eram verdadeiramente sábios - apenas acreditavam que eram.
    A sabedoria socrática se baseia na diferença essencial entre “ supor que se sabe” e “ saber que não se sabe”. Ao contrário daqueles que ele interroga, Sócrates sabe que não sabe, portanto ele tem consciência de sua ignorância: tal é o sentido do oráculo. Para chegar a isso, Sócrates executo as análises de forma retórica, chegando a conclusões sólidas, assim como devemos fazer com a ética e, assim, chegando também a conclusões sólidas.

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  32. O texto de James Rachels aponta para a exclusão da ética do campo das ciências. Sua exclusão se dá pela ausência de provas empíricas como aquelas utilizadas nas ciências naturais, como a física ou a química. Além disso, o texto nos mostra que é possível encontrar provas para a resolução de problemas éticos, como no exemplo do professor.
    A apologia de Sócrates nos mostra uma das formas de se obter provas éticas: constrangendo seu interlocutor a tomar as conclusões consideradas corretas. No caso de Sócrates, Meleto foi obrigado a concluir que Sócrates acreditava, sim, nos deuses, à partir do uso da lógica, que se enquadra entre as ciências formais.
    Sendo assim, se podemos nos utilizar, como Sócrates, de uma ciência lógica para induzir um interlocutor a uma conclusão moral, podemos considerar que a ética é uma ciência como outra qualquer, mas se baseia em provas diferentes das ciências naturais.

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  33. O subjetivismo ético é e sempre será um problema ao provar teses ou argumentos. Como é dito no texto de James Rachels, a ciência, na sociedade atual, é muito mais atrativa para as pessoas do que a ética pelo simples fato de existirem experimentos empíricos nela, onde as pessoas conseguem, de fato, ver e crer. As pessoas se sentem confortáveis com estes experimentos, pois não precisam pensar em argumentar a favor, contra ou sobre qualquer tipo de problema. Basta simplesmente ver se “é” ou se “não é”.
    Um argumento ético chega a ser considerado correto quando é persuasivo aos outros. Certos temas não tem como serem defendidos através de provas empíricas, como o aborto, exemplo usado no texto de Rachels, onde apenas uma argumentação pode convencer se é correto ou não, moral ou imoral.
    Estes argumentos persuasivos são usados por Sócrates em sua defesa, ao ser acusado por Meleto e julgado por um tribunal ateniense. Ele utiliza-se de diversas questões para tentar provar de que seu acusador não tem conhecimento do que está colocando em pauta no tribunal e persuadir a população de que ele, Sócrates, ao buscar somente a verdade, não teve o objetivo, e se teve foi sem intenção, de influenciar ninguém, portanto não pode ser culpado.
    A Apologia mostra que apesar de utilizarmos argumentos bastante convincentes, como o fez Sócrates em sua defesa, estes podem não ser convincentes o bastante para algumas pessoas. Acredito que esta dificuldade de convencer a todos seja a grande fenda entre ética e ciência.

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  34. Os textos, principalmente o primeiro, revelam que em ética, é possível sim haver provas coerentes e plausíveis para os argumentos, podendo em alguns pontos, chegarmos a uma unanimidade, assim como nas ciências naturais, mesmo que não seja possível haver a parte empírica, esse fato é mostrado enaltecendo o fato de que as discussões morais são muito mais do que opiniões infundadas, é possível sim uma argumentação solida, desde que baseadas em boas razões e explicações. Um ponto importante nos argumentos morais é a questão do “querer”, que tem muita importância na tomada de decisões e pode tornar as coisas muito menos claras. No segundo texto, isso fica claro, a partir do momento em que Sócrates pede que seja julgado pelo conteúdo de sua fala, ou seja, os pontos concretos de sua argumentação, que de fato poderiam salva-lo. O que é interessante notar é que Sócrates preferiu morrer defendendo sua verdade do que morrer para viver a verdade de outros, sendo portanto ético com o que de fato ele acreditava.

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  35. A inexistência de provas em ética é um dos motivos que leva algumas pessoas a acreditarem que ela é subjetiva. No texto “Haverá Provas em Ética?”, o autor James Rachels argumenta que nem todos os assuntos éticos são impossíveis de serem provados. Essa ideia de que não há provas em ética existe porque só levamos em consideração assuntos complexos, onde não há um consenso e é muito difícil provar um determinado ponto de vista, e deixamos de lado assuntos mais simples, onde existem argumentos que são aceitos. Segundo o autor, esses argumentos poderiam ser considerados provas.

    No final do texto, o autor diz que “Podemos ter um argumento exemplar que alguém recusa aceitar. Mas isso não significa que tenha de estar alguma coisa errada com o argumento ou que a "prova" seja, de alguma forma, inatingível. Pode apenas significar que alguém está a ser teimoso”. Isso pode ser visto claramente em “Apologia de Sócrates”, escrito por Platão, onde Sócrates, acusado por corromper a juventude e não crer nos deuses atenienses, utiliza bons argumentos para se defender, mas mesmo assim, por não ter dito o que agradava aos que o julgavam, foi condenado à morte.

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  36. O dito: “problema ético” nos parece de fácil resolução quando se refere as situações corriqueiras e, geralmente, que dizem respeito a nós mesmos, mas percebe-se a complexidade de tal termo, primordialmente, quando algo inesperado, difícil e complicado acontece, ou seja, algo que requer maior “cuidado” ao se defender um ponto de vista, pois diversos aspectos são envoltos em questões como essas, principalmente o senso de juízo moral como, por exemplo, a justiça (também abordado no texto lido).
    O raciocínio ético se diferencia do científico e é essa abordagem que paira sobre o texto de James Rachels, pois apesar das diferenças, o raciocínio ético não se apresenta como beirando o impossível, muito pelo contrário. O raciocínio e, no caso, o raciocínio ético, nos permite construir argumentos que são válidos, mas não, necessariamente, aceitos aos olhos de outras pessoas, como no caso da “Apologia de Sócrates”.
    O raciocínio científico possui maior grau de aceitação quando se fala sobre validade de alguma coisa, mas o que se vê é que, mesmo com ele, é claro que o subjetivismo acaba por abarcar essas discussões e o raciocínio ético é de grande valia para tal.

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    1. Diante das inúmeras situações que as relações humanas dentro de uma sociedade criam, é de se esperar que encontremos alguns problemas a serem postos à prova.
      Se pensarmos num âmbito do comportamento humano, apoiado pelos seus juízos, para com o seu semelhante, destrinchamos algumas considerações que podem ser discutidas no campo da Ética usando de argumentos éticos.

      De certo, para todos, existem ações e situações certas e erradas. É de todo modo uma grande convenção que acaba por ser indiscutível quando posta em pauta. Coisas como prezar pela família, cuidar de seus filhos ou manter seu ambiente de vivência de forma higiênica etc. Mas de onde surgem tais proposições? Alguma vez já foram discutidas e decididas como corretas e modelos a serem seguidos?
      Sim, de fato. Há inúmeros motivos, estes que podem ser enumerados e provados de modo que convençam qualquer pessoa - dentro de uma maioria quase absoluta, prezando pela cultura tradicional - de que algumas ações devem ser tomadas para um bom convívio com a sociedade e com sua própria vida.

      Tal processo, para nós, se torna corriqueiro. Mas mais corriqueiro ainda é se prezar pelo o que já está constatado. Tanto que é muito mais palatável para qualquer um se deparar com uma constatação científica - ou seja, dentro dos padrões de método científico - que o faça ver e ter absoluta certeza de aquilo é verdade, do que ter de pensar por si próprio, seja numa discussão ou numa reflexão íntima, de que algo é verossímil.
      E é nesse quesito que podemos pensar que, de alguma forma, argumentos éticos são taxados de subjetivos, exatamente por conta da subversão dada pelas pessoas, acostumadas com o fácil acesso ao que já está provado e dado como certo.

      Essa cultura de "seguir por campos já conhecidos" que acabam por fazer alguns assuntos mais complicados e delicados, como a pena de morte, ou o aborto, temas paradigmáticos e intocáveis.
      Mas, como seres movidos pela razão, por que não podemos apoiar também nossos juízos sobre a mesma? Desde os mais simples - como já fazemos em muito - até os mais difíceis de serem discutidos, que são exatamente os que acabam sendo perguntas sem respostas na nossa sociedade contemporânea.

      De certa forma, podemos concluir que, dentro da ética, a construção de argumentos podendo ser constatados como morais e verdadeiros é possível, e só cabe ao método que será usado. De tal modo que os elementos a serem constatados, são necessariamente presos a vericidade a qual você dispõe seu trabalho lógico.

      Lembrando que a aceitação do argumento também depende da disposição dos interlocutores, portanto essa variável se torna quase que essencial para uma discussão sobre valores e proposições éticas.

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  38. Argumentos morais apresentam diferenças dos argumentos científicos e apesar de subjetivos não devem ser diminuídos e considerados opiniões sem embasamento. Porém é forte a concordância de que juízos morais são "insusceptíveis de prova". O texto de James Rachels coloca possíveis motivos para essa concepção:
    Primeiramente o fato de que na busca por provas parte-se de uma concepção da necessidade de observações e experiências científicas e de que não havendo observações como estas em ética não é possível que hajam provas.
    As dificuldades advindas de questões mais polêmicas e contraditórias quando se tem o intuito de tentar apontar o juízo moral mais correto, fazem também com que se acredite que as provas em ética são impossíveis.
    E por fim uma rejeição inconsciente na aceitação de um argumento, que se explica pela condição de que a ética muitas vezes impõe condutas não tão simples de adotar.
    Nossa vontade e nossa razão estão em conflito constantemente, mas as reflexões e conceitos advindos da racionalidade mais subjetiva constituem as provas de juízos morais.

    Rosangela de Paula
    RA: 21069412

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  39. Existem argumentos morais?
    A partir da leitura dos textos propostos, podemos responder de maneira afirmativa essa pergunta. Sim, argumentos morais existem.
    Quando estamos tratando de Ética, temos que ter em mente que o raciocínio utilizado para a argumentação nesse campo de estudo é distinto do conhecido raciocínio científico. Como vimos em aula, estabelecer razões dentro dos domínios da Ética consiste em avaliar argumentos, estabelecer e justificar princípios. Sócrates estabelece razões dessa maneira durante sua defesa. Além disso, Sócrates estabelece sua argumentação de forma que a negação da validade dos seus atos seja, de certa maneira, impossível. Mas, como sabemos, mesmo com uma argumentação forte, Sócrates foi condenado a pena de morte. Isso se dá ao seguinte fato: Quando estamos em um debate ético, podemos provar que certo juízo moral é correto, entretanto, não podemos forçar ninguém a aceitar nossa argumentação. Sócrates, mesmo tendo estabelecido razões que comprovavam a bondade de suas ações, não conseguiu persuadir os presentes, e por isso, foi condenado.
    Os argumentos morais devem expor razões pelas quais determinada ação é boa ou não, e, além disso, precisam expor motivos que levam tal razão ser considerada boa ou má. Assim, podemos demonstrar razões que afirmam a “importância de uma razão”.
    Os juízos morais não são opiniões. Como James Rachels diz, não tratamos os princípios éticos a partir de observações e experiências científicas, mas esse fato não torna o raciocínio moral deficiente e muito menos inválido.
    Podemos ainda ressaltar que a acusação feita a validade dos argumentos morais em relação a “deficiência” deles frente a questões complicadas, como a do aborto, é errônea. Dizer que argumentos morais não são válidos, ou melhor, que argumentos morais “não existem” porque não conseguem definir uma lei única sobre questões delicadas é uma afirmação falsa. Utilizando o exemplo exposto por Rachels, podemos dizer que se esse raciocínio for expandido a outras áreas do conhecimento, vamos invalidar a própria física, visto que não conseguimos chegar a acordos frete a alguns assuntos mais complicados e complexos.
    Dessa forma, concluímos que argumentos morais existem e são válidos, entretanto, um ótimo argumento pode ser negado, mesmo não possuindo qualquer erro, como no caso relatado no texto “Apologia de Sócrates”.

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  40. O primeiro texto se assemelha ao que foi dito nas primeiras aulas, mostrando que as questões éticas, são tratadas na grande maioria das vezes por assuntos de maior complexidade, onde não se atinge a unanimidade de opiniões justamente pela dificuldade de conseguir provas para tal. O oposto ocorre com as ciências, pois os fatos que são discutidos, geralmente de “menor complexidade”, apresentam fartura de provas e são aceitas por todos, e, casos que não apresentam conclusões unânimes, pouco são demonstradas.
    Já na apologia de Sócrates, o mesmo discursa de modo a se proteger da acusação que lhe tinha sido feita. Sócrates tenta provar a todos de que os fatos apresentados contra ele, não eram verdades, e que portanto, ele era inocente. Para isso, ele usa da retórica, de maneira a apresentar as não verdades impostas sobre ele e questionando os acusadores, demonstra que o que estava ocorrendo era antiético (e esse, é o mais difícil de ser provado pois há ausência de provas empíricas), e mesmo depois de ser julgado, fez jus a sua moralidade, e manteve sua opinião. Sendo assim, ele morre de maneira a proteger sua moralidade.

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  41. O fato de nossa sociedade ter um pensamento baseado na necessidade de comprovação constante de fatos com embasamento científico faz com que as provas em ética pareçam inexistentes. Tudo que não possui comprovação científica parece se encaixar no quesito "questão de opinião", havendo apenas respostas para o que é considerado certo ou errado pela ciencia.

    A ética encontra dificuldades nisso pois a resposta de seus problemas está baseada no fornecimento de razões, na análise de argumentos e no estabelecimento e justificativas de princípios, como dito por Rachels. Outro fator a ser ressaltado é o fato de que são apenas questionados os assuntos éticos mais complexos, deixando de lado os simples. Em um debate sobre o aborto, exemplo típico, é impossível dizer que existe uma resposta correta e moral sobre o assunto devido a sua complexidade, o que faz com que as pessoas o considerem dependentes da opinião. No entanto não são considerados os assuntos éticos mais simples e cotidianos, os quais possuem relativa concordancia, como um exemplo dado em sala sobre a decisão de ir ou não na aula.

    A rejeição do mais elaborado argumento em ética pode acontecer, não por este ser errado, falso e imoral, mas porque alguém pode se recusar a aceitar. Como apontado por Rachels, "em ética é de esperar que as pessoas por vezes recusem dar ouvidos à razão. Afinal de contas, a ética pode exigir a realização de coisas que não queremos fazer" ou algo que não queremos aceitar. É isso que se passa na condenação de Sócrates que, por mais ética e elaborada que fosse sua explicação e argumentação, não evitou sua condenação por pessoas que estavam sendo levadas pelas paixões, como ódio e vingança, não dando vozes à razão.

    De maneira geral, com a análise dos textos, chego a conclusão de que existem sim provas em ética, embora essas não possam ser provadas empiricamente como no método científico e, muitas vezes, como no próprio método científico, questões complicadas podem não possuir uma resposta, mas não se pode responder que provas éticas são inexistentes baseado-se em casos complexos.

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  42. Jessica Mayumi Tomigawa17 de maio de 2013 18:42

    Como discutir Ética? De certa maneira, somos levados a crer que não há possibilidade de existir argumentos morais ou provas de que tal ação será melhor eticamente. Isso se deve ao fato da nossa concepção de termos como “discussão”, “argumentos”, “provas”, ser baseada no que é empírico, daí a nossa resistência em discutir assuntos morais ou éticos. Os argumentos morais não se fundamentam em experiências, fundamentos, regras da ciência, mas isso não os torna impossíveis.

    Diariamente, nos deparamos com situações que julgamos ser éticas ou não. São situações mais “simples”, corriqueiras. Porém ao nos questionarmos sobre temas mais complexos, como o aborto, a eutanásia, refletimos sobre essas questões, utilizando outros recursos que não a discussão. Devido a certas dificuldades, circunstâncias, fazem com que a discussão ética seja mais difícil e abstrata. Porém o fato de certo tema ser difícil de elaborar provas ou argumentos conclusivos, não o torna impossível de se criar argumentos em Ética. Conforme texto de James Rachels, “É absurdo afirmar, perante tudo isto, que os juízos éticos não podem ser mais que "meras opiniões".”

    Muitas vezes, possuímos um juízo moral correto, mas não conseguimos persuadir alguém a aceitá-lo. Podemos ter um argumento exemplar que alguém recusa a aceitar. Dessa forma, não conseguimos fazer com que esse argumento seja desejado e aceito pelo outro. Utilizando como exemplo o texto “A apologia de Sócrates: por Platão”, Sócrates está sendo julgado por diversas acusações, sendo infundadas ou não, não existem provas científicas de que as acusações sejam verdadeiras. Diferentemente de hoje, que, em um tribunal, provas científicas são as que acabam influenciando mais nas decisões dos jurados. Sócrates, portanto, tenta apenas argumentar sua inocência, tentando justificar que em tal ato, ele agiu eticamente e tenta persuadir as pessoas a aceitarem suas provas.

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  43. Após ler o texto de James Rachels e ler e entender um pouco mais sobre a Apologia de Sócrates podemos responder a questão titulo de James: "Haverá provas em ética?". Quando é falado que não existem provas em ética, geralmente pensamos sobre assuntos extremos como o aborto ou a eutanásia, em que é difícil um total acordo, dessa maneira fica fácil dizer que julgamentos morais não tem provas, mas quando o autor nos apresenta alguns exemplos, podemos ver claramente o contrário.
    Por não ser de uma maneira objetiva ou cientifica mas não significa que não pode ser provado, como o exemplo citado no texto da mentira, podemos levantar diversos motivos pelos quais a mentira é imoral e que seria de acordo de todos, como no exemplo da justiça em que fica fácil de provar, sendo a justiça "um valor moral essencial".
    A prova em ética não significa que ao utilizar de argumentos morais você irá persuadir o outro, na Apologia de Sócrates, vemos isso. Sócrates refuta todas as suas acusações com argumentos que comprovam a sua inocência porém mesmo assim foi condenado a beber cicuta.
    Portanto existem sim provas em éticas embora elas não seja empíricas como em um experimento cientifico, não é o mesmo que persuadir alguém a aceitar suas provas e existem assuntos complicados e difíceis de se provar.

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  44. A argumentação certamente é uma das formas mais comuns de discurso e de reflexão presentes no cotidiano humano, sendo encontrada em conversas, debates, julgamentos, e até mesmo simples pensamentos. Entretanto, a argumentação segue uma gama variada de vertentes, destacando aqui a argumentação moral e a argumentação científica.
    A argumentação científica provém de uma série de fatores comprovados por uma padronização e sistematização de métodos, aceitos através de uma metodologia científica, incluindo a aceitação ou refutação de hipóteses e experimentos. Esse tipo de argumentação provavelmente é o mais aceito pela sociedade, por uma cultura voltada a aceitação dos fatos, da racionalidade, objetividade. Porém, vale ressaltar que a ciência não é capaz de provar tudo, havendo inúmeras teses e discussões em debate pelos cientistas.
    A argumentação moral não foca seu embasamento em questões científicas, busca a razão, os fatos para ser aceita em torno da moralidade, na tentativa de provar alguma questão ou hipótese a partir de postulados sobre a ética relacionada em tal situação. Assim como a ciência, os argumentos com base moral não conseguem comprovar todos os fatos em que é utilizado, havendo uma gama de questões sem respostas pela ciência e outras tantas sem resposta pela moralidade e ética.

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  45. Vivemos numa sociedade em que o conhecimento científico e a produção de conhecimento a partir da observação de fato empíricos e passiveis de replicação para a construção de juízos científicos considerados verdadeiros. Diante dessa situação a argumentação moral padece, uma vez que não baseia-se em provas empíricas, e sim na análise racional de argumentos e da estrutura de argumentação. Apesar dessa diferença, a argumentação moral não perde sua validade, ja que ao expor um argumento a uma análise racional, expondo suas estruturas e submetendo-as a uma profunda análise, pode-se verificar a validade ou não de um argumento. Da mesma forma, ao avaliar uma nova proposição da física, essa teoria passará por uma análise baseada nos parâmetros empíricos para verificar sua validade.
    Argumentos morais, pelo senso comum, são considerados aqueles que avaliam uma situação extrema, por exemplo, a eutanásia, o aborto, porém argumentamos moralmente diariamente e aceitamos sua validade em um discurso. Por exemplo, quando questionamos um prestador de serviço, pois o mesmo não cumpriu com o prazo combinado para a entrega do serviço, argumentamos que a pontualidade e o cumprimento do acordo são valores morais que devem ser respeitados, e uma vez que o prestador não os respeitou, é exposto que ele cometeu um erro, e assim, o seu ponto de vista foi expresso e considerado válido, a partir desses parâmetros.
    O argumento moral mais famoso e que constitui um ótimo exemplo, é a apologia de Sócrates, segundo Platão. Onde Sócrates defende-se das acusações feitas por Mileto e expõe uma estruturada argumentação baseada em encadeamentos racionais e morais.
    Conclui-se então, que apesar da valorização da argumentação com bases empíricas, baseadas em uma mentalidade cientificista, argumentos morais além de possíveis, são praticáveis e praticados pelas pessoas cotidianamente.

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  46. A ética e a ciência possuem maneiras diferentes de serem comprovadas. A ciência pode contar com experimentos e testes que comprovam as teorias formuladas. A ética utiliza o senso comum, as experiências já vividas para validar seus argumentos do que é certo ou errado e isso não tira sua validade.

    A diferença entre os modos de provar suas ideias não diminui a credibilidade da ética, pois tanto um quanto outro possui assuntos que são extremamente difíceis de se provar e chegar a uma conclusão.

    Entretanto, mesmo possuindo bons argumentos é possível não conseguir convencer alguém de que seu ponto de vista está correto. Em ''Apologia de Sócrates", para sua própria defesa o filósofo usa excelentes argumentos e todos baseados na verdade, no entanto, mesmo fazendo uso de ideias consideradas corretas, não conseguiu ser absolvido.

    Dessa forma, entendo que há assuntos que não terão um posicionamento de certo ou errado e outros que nas ciências não poderão ser comprovados, mas isso não nos permite concluir que uma área possui mais confiabilidade que outra.

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  47. Ciência e ética, quando comparadas, mostram suas diferentes maneiras de interpretação e comprovação. A ciência depende totalmente de comprovações empíricas e concretas, que mostram a veracidade dos fatos através de uma verdade testada e teorias pré - formadas. Da mesma forma, a ciência, quando colocada em debate, pode nos dar uma noção ou sensação de que podemos chegar a uma ideia final, um consenso ou conclusão.

    Todavia, a mesma ciência não pode ser aplicada a todos os debates, principalmente se o assunto em discussão é de origem ética ou moral. Debater sobre se o aborto é uma ideia correta ou não pode ser um exemplo mais claro para entendermos a dificuldade científica. Não conseguiríamos chegar a uma conclusão unânime, mesmo que passássemos anos nesse debate. Entra, então, o papel da ética.

    A ética sofre com a dúvida em sua validação por não poder apresentar, em seus debates, comprovações concretas do que pode ser correto ou errado. Isso, entretanto, não tira sua validade. Um debate ético pode ser defendido dependendo do seu ponto de vista, seu contexto e suas aplicações particulares, tornando desnecessário até mesmo o uso da ciência.

    Para concluir então, chego à conclusão de que pode existir sim um posicionamento ético tão válido e importante quanto o posicionamento científico, e que a falta de comprovações concretas não tira sua validade, seu valor ou sua aplicação, mesmo que isso acarrete em uma variabilidade de opiniões.

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  48. Isabela Biscalchim18 de maio de 2013 13:44

    No texto de James Rachels,ele nos fala que a ética é diferente da ciência no que se trata de provas. A ciência é mais objetiva, nos podemos provar com experimentos científicos, com contas, fórmulas, entre outras coisas, para mostra que estamos corretos na nossa teoria. Já a ética não é possível demonstra por pesquisas científicas, o único jeito de apresentar nossa opinião sobre um determinado assunto na ética é explicar com argumentos nossas razões para acreditar que aquilo seja o melhor a se fazer.

    Mas não quer dizer que a ética seja errada e a ciência seja a correta. As duas são diferentes, cada uma tem seu jeito de mostra a sua teoria.

    As pessoas possuem opiniões diferentes sobre os assuntos, nem sempre concordamos com tudo que nos é apresentado, assim a ética se torna muito questionável.

    No outro texto, Apologia De Sócrates, mostra um ótimo exemplo de como argumentos éticos não são provados por meio de experimentos e sim mostrando suas razões.
    Sócrates foi acusado de corromper a juventude, e será morto por isso. Com isso esse texto mostra a defesa que Sócrates fez, na qual ele explica seus atos, mostra suas razões. Porém, não foi o suficiente para ser absolvido.

    Por conclusão, esse texto nos mostrou que as opiniões podem ser diferentes, e nem sempre vamos concordar com os argumentos dos outros.

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  49. No texto o autor James Rachels, aborda a dificuldade de se obter provas que definem ética, como no exemplo do aborto em que para se defender que o aborto é anti-ético o locutor precisaria de argumentos para convencer seus interlocutores, argumentos esses que devem ser considerados validos, e é nesse ponto que esta a dificuldade, pois em vezes obtêm se bons argumentos mas que a teimosia, faz com que se recusem a aceitar. Outro exemplo que podemos utilizar é quanto se julga necessário ou não avaliar se um ato foi discriminação racial, como provar que o fato de uma pessoa morena ou negra ter sido tratada com diferença, tem relação direta com sua cor? Quais parâmetros de avaliação usar? São essas as dificuldades de se definir um ato moral, não existe uma cartinha que nos diga como agir, e se existisse será que essa cartilha seria a correta?
    Mesmo diante de seu julgamento a morte, Sócrates continua fiel aos argumentos e ideologia, mesmo que ele sofra as consequências ele esta disposto a nunca deixar seu postulado, e se precisa morrer com ele.

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  50. Willian Habermann18 de maio de 2013 14:05

    Willian Habermann
    RA: 21084012

    Nós somos sempre levados, de uma maneira geral, a pensar que nao existem argumentos em assuntos morais, e essa ideia de que os assuntos morais nao podem ser provados é um tanto quanto apelativa. Os argumentos científicos, diferentemente dos argumentos morais, se fundamentam em observações e experiências, por esse motive podemos prová-los mais facilmente. A ética geralmente é colocada como uma argumentação sem provas, isso ocorre pois, diferentemente dos argumentos científicos as teorias éticas “não estão sujeitas a teste empírico”, ou seja, elas podem apenas fornecer razões que fundamentem sua posição.O que nos mostra que o raciocínio ético, é diferente do raciocínio científico, porém não é impossível.

    Muitas vezes em algumas discussões conseguimos provar que um determinado juízo moral é correto, mas nao conseguimos persuadir alguém a aceitar as novas provas. Isso fica claro no texto “Apologia de Sócrates”, onde Sócrates é acusado de corromper a juventude e nao acreditar nos Deuses e argumenta em sua defesa, oferecendo inúmeras razões que apóiem seus juízos. Entretanto, mesmo Sócrates utilizando-se de ótimos argumentos éticos em sua defesa, tais argumentos não foram aceitos e ele foi condenado a morte, ou seja, podemos ter um argumento exemplar, mas alguém poderá recusá-lo.

    Dessa forma é aparente que argumentos morais existem sim e são válidos mesmo que esses argumentos nao possam ser provados como no método científico, entretanto em ética é de se esperar que as pessoas, em alguns casos, recusem argumentos corretos, como no caso de Sócrates.

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  51. Muitas vezes somos levados a acreditar que não há a possibilidade de comprovar nossas teorias éticas, que não há espaço para comprovações em assuntos morais. Isso ocorre porque estamos inseridos em uma sociedade que está fortemente marcada pelos princípios estipulados pela ciência.
    A ciência baseia-se na ideia de que é preciso haver provas concretas para algo ser dito como comprovado, é a partir da analise e da experimentação que se chega a resultados. Uma ideia (teoria) somente é vista como verdadeira, ou até mesmo se é refutada, quando esta passou através de todo o sistema rígido e sistematizado dela.
    Essa objetividade que marca a ciência não se encontra na ética. A ideia de subjetividade presente nela, entretanto carrega a ideia de que sua comprovação não é possível, entretanto engana-se quem pensa dessa forma.
    Os argumentos morais podem ser comprovados através da apresentação de razões que se destinam a comprovar a veracidade dessa ideia, partindo da análise de argumentos e do estabelecimento de princípios e suas justificativas.
    Dessa forma tenta-se reunir um aglomerado de provas contra as quais a pessoa não consiga posicionar-se contra, porém provar não é sinônimo de fazer a pessoa aceitar essa prova, os seres humanos pensam e agem de maneiras distintas, não sendo possível controlá-los.
    Então podemos mostrar que nosso ponto de vista possui razão e baseia-se em provas que possuem fundamentos, mas não está ao nosso alcance faze-las serem aceitas.
    Podemos ver isso de maneira clara na defesa de Aristóteles em seu julgamento, através de uma excelente argumentação em que mostra suas razões e consegue justificar seus argumentos, mostrando que poderia ele estar correto, não significou sua absolvição perante ao júri, sendo ele então condenado, pois mesmo possuindo fundamento as pessoas não são obrigadas a aceitar sua argumentação se não quiserem.

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  52. Bom dia professor,

    Através dos textos lidos, entendo que a a dificuldade que as pessoas têm de encontrarem o empirismo na ética, pode levar a entenderem que a mesma não pode ser considerada uma ciência, já que à essa última é inserida uma característica de objetividade.

    No texto de James Rachel, podemos perceber que o autor é contra essa ideia, o mesmo consegue entender o porquê de a maioria das pessoas terem o pensamento exposto no primeiro parágrafo, entretanto, justifica que mesmo que em ética não há uma prova física e óbvia, a mesma se dá por meio de argumentos, interpretações de situações e compreensão do que é certo ou errado. E quando tratarmos de assuntos de extrema complexidade, como o aborto, pelo autor mencionado, de fato há uma grande dificuldade em achar a resposta definitiva sobre ser ou não correto, entretanto, essa dificuldade de encontrar um rebate final também pode se fazer presente em questões de natureza exata, quando tratar-se de assuntos abstrusos. Portanto, as pessoas tendem a afirmar que em ética não há provas por confundirem a ação de persuadir alguém a acreditar na sua opinião, com a ação de provar se algo é ou não correto.

    O texto “ Apologia de Sócrates” por sua vez trata do que foi exposto por Rachel. Já que Sócrates mostra a necessidade de se provar de maneira concreta o que acredita, de modo que não simplesmente objetive persuadir terceiros com suas “opiniões” grosseiras.

    Sendo assim, a distinção que precisa ser feita para se observar a ética como uma ciência empírica, é a entre as palavras persuasão e argumentação. Para que assim, consigamos estruturar provas que não haja outra opção além de serem aceitas por outros indivíduos, com relação a ações corretas ou incorretas.

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  53. Ao se comparar Ética com Ciência observamos o caráter subjetivista da primeira. Isso porque a Ciência, com a sua técnica de experimentação, permite-nos comprovação de fatos, ao passo que certas questões éticas não podem ser provadas tais como o aborto e a eutanásia. Assim, a Ética passa a ser vista como deficiente em relação à Ciência, uma vez que é muito difícil defender seu ponto de vista em discussões éticas.
    Segundo James Rachels essa afirmação é incerta, duvidosa. Para ele, questões cotidianas mais simples que o aborto são facilmente provadas e analisadas em seus juízos morais. O problema encontra-se no fato de as próprias pessoas acharem que as provas para determinado assunto são obtidas somente através do método científico, no qual são realizadas experiências e observações.
    Há maneiras de se provar se algo é ético ou não. Por exemplo: “Sr. João é mau porque mente.”. Explicaremos as razões pelas quais acreditamos que mentir é antiético, deixando claro assim porque o Sr, João é mau. A maneira ética de se provar algo é apresentando razões para os nossos juízos e explicar porque essas razões têm importância. Assim, contesta-se a ideia de que os juízos morais são apenas opiniões pessoais de quem fala.
    O que se observa no texto “Apologia de Sócrates”, escrito por Platão, é o momento no qual Sócrates está sendo condenado a morte pela sociedade grega. Os motivos que o levam a morte são supostamente sua crença em outra religião que não fosse a defendida pelo Estado e por corromper a juventude grega. Para se defender, Sócrates faz uso dos argumentos morais que acabam por destruir as acusações de Meleto.

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  54. No texto de James Rachel, ela comenta a ideia geral de que os juízos éticos não se podem provar, mas logo ela demonstra que não, na verdade alguns, ou pelo menos, a maioria dos juízos morais podem ser sim provados.
    De fato, é difícil ou até mesmo impossível provar cientificamente um juízo moral, mas isso não quer dizer que não se pode provar, pois o raciocínio ético é inerentemente diferente do raciocínio científico. Ele também demonstra que embora não se podem provar questões difíceis da ética, o mesmo vale para as questões da ciência (visto que muitas perguntas científicas ainda não foram respondidas, há diversos exemplos...).

    Já na Apologia de Sócrates, é possível perceber que Sócrates era sempre movido pela ética (ou boas virtudes), e por isso fez inimigos, aplicando sermões àqueles que ele via alguma atitude antiética. Ele foi tão ético que nunca abandonou aquilo em que acreditava e evitou atacar os acusadores, limitando-se a argumentar que estavam mentindo, e também foi ético a ponto de aceitar sua sentença, pois pensava que todo cidadão ético deveria seguir as leis.

    Também vi uma relação entre os dois textos sob o tema de que nem todos irão aceitar um argumento, por mais eticamente perfeito que ele seja por pura teimosia e/ou por simplesmente não querer dar a razão. Vimos que os acusadores não queriam dar razão a Sócrates, por melhor ter sido o argumento de Sócrates do que os deles. Queriam apenas que Sócrates aceitasse estar errado (quando não estava) e o calar (nesse caso, para sempre).

    Ass.: Helder Aires da Silva - RA 21008610

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  55. PAULA ENDRIUKAITIS

    Há uma diferença considerável entre possuir provas cientificamente, e a partir de argumentos em uma discussão ética. O fato de a ciência trabalhar de maneira empírica e embasada até mesmo na observação, acaba por colocar a argumentação, e os juízos em uma posição complicada, já que esta envolve a racionalidade e construção coesa de ideias. Apesar disso, ambas se assemelham no âmbito da comprovação da validade (ou não), pois nos dois casos a avaliação é feita sob parâmetros estabelecidos para o objeto analisado.

    Como dito por Rachels, argumentos morais tendem a avaliar situações que envolvem assuntos polêmicos, e extremos, no entanto, acabamos argumentando diariamente quanto a temas diversos e corriqueiros e não nos damos conta que construímos discursos e tendemos a provar nossos juízos sobre algo. O exemplo dado no texto sobre o aluno que busca mostrar que o teste aplicado por seu professor foi injusto por inúmeros fatores é semelhante a "Apologia de Sócrates" na qual ele se defende das acusações de Mileto e constrói sólida argumentação, apresentando críticas até mesmo às premissas de seu acusador.

    Portanto, é sim possível que hajam provas em ética, pois argumentos morais e juízos de valores são realizados diariamente com objetivos variados.

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  56. Acredito que um dos problemas que a prova ética contém, é a falta de provas concretas. Mal conseguimos comprovar uma teoria ética apenas com palavras, dependendo da imaginação tanto nossa quanto de nossos ouvintes. É como tentar provar uma equação algébrica usando ela mesma. Nós caímos em um ciclo sem explicações. Talvez para que haja a discussão ética sobre algo, é necessário que os locutores possuam, ao menos, um mesmo nível intelectual e cultural, para que possam, pelo menos, entender o ponto de visto de outros. Podemos provar que matar é ruim, que traz consequências devastadoras para a pessoa morta, obviamente, e a quem mais depender dela ou amá-la. Mas, caso você mate em legítima defesa, para salvar a própria vida, estaria você correto? Que parte da ética explicaria isto? Poderíamos tentar explicá-la do ponto de vista do auto defensor, e do ponto de vista do agressor morto, tendo por tanto, duas conclusões distintas. A ética para mim é algo que nem sempre precisa ser provada. Como ela depende de pontos de vista e situações, acredito que sua prova deve ser feita dependendo também dos pontos de vista e situações, não a generalizando como todos desejam fazer. Podemos perceber no texto 'Apologia de Sócrates' que desde aqueles tempos, a sabedoria maior era ter a consciência de que nada se sabe, de que ninguém sabe diferenciar o mau do bom (Sócrates). Mas também vemos desde aqueles tempos, que pessoas tentavam provar que estavam certas ao tentar furar as teorias de outros, ao tentar usar a sua própria teoria contra uma opinião contrária, mesmo que ambas não possuam provas concretas (Metelo).
    Por fim, acredito que a ética é um assunto que possa ser discutido apenas quando pessoas possuem o mesmo conhecimento sobre o assunto. Não podemos e nem devemos, tentar explicar uma atitude de forma ética, sem saber ao menos, o que queremos provar. Podemos comprovar uma atitude tanto boa quanto ruim, basta nós mudarmos nosso ponto de vista.

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  57. O tema da aula questiona a existência de argumentos concretos na ética.
    Ele nos mostra o porque dessa resistência por parte de todos em aceitar a existência de argumentos na ética. Diz que essa relutância se da por conta de sempre que as pessoas pensam em argumentos pensam na ciência, ela baseia-se em argumentos visíveis, palpáveis e na maioria das vezes empíricos. Você pode ver, sentir e por a prova tais argumentos, coisa que é impraticável na ética já que suas discussões são filosóficas e idealistas.
    Os argumentos na ética são baseados nas ideias de correto e incorreto e nos fundamentos da própria ética, não podendo ser vistos nem testados.
    O texto “Apologia de Sócrates” e o vídeo passado pelo professor durante a aula exemplificam o maior problema que os argumentos éticos enfrentam na sociedade, o problema da não aceitação por parte da outra pessoa. Como Platão você pode basear suas "opiniões" nos mais sólidos e completos argumentos e a pessoa a ser convencida pode simplesmente não querer aceitar. Ela pode ignorar e simplesmente fingir que não esta correto a sua posição. Platão apresenta argumentos fortes e completos provando a sua "inocência" mas o jure simplesmente ignora tais argumentos e o condena a morte.

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  58. Existem argumentos baseados na moralidade? Será possível através de a ética alcançar algum conhecimento prático? Como resolver questões complicadas como o aborto?
    Essas são apenas algumas indagações que nos ajudam a tentar entender melhor o campo de prática da ética. Questões que muitas vezes deixam a ética fragilizada.

    No dia-a-dia realizamos tarefas, nos comportamos de certa maneira e quando colocados em situações diferentes do normal também apresentamos respostas pré-estabelecidas para resolver problemas. Ou seja, nós normalmente agimos como em um “piloto automático”. Não questionamos por que temos que levantar cedo e ir trabalhar, ou por que temos que tomar banho e escovar os dentes. Nós simplesmente vivemos. Quero dizer com isso que nós não questionamos nossos atos morais, nossa ações morais, o que nos importa são os comandos e não a razão de realizá-los. O que a ética faz é exatamente isso, questionar nossas ações morais.

    Muitos, porém, dirão que o raciocínio ético não é um raciocínio que deve ser levado a sério, pois é insuscetível de provas, como a questão do aborto, que é de difícil análise. Muitas vezes nós somos levados a crer que o único meio de chegar a verdade é através do raciocínio científico, talvez seja por isso nossa grande dificuldade de confiar no raciocínio ético. A ética consegue sim chegar à conclusões através de argumentação que não seja científica, como coloca James Rachels: “O fato de o raciocínio ético ser diferente do raciocínio científico não o torna deficiente”, mas diferente. Assim como a arte busca analisar e compreender o mundo através da sensibilidade, diferente da ciência que busca analisar o mundo através da experiência, a ética busca justificar seus argumentos dentro da moralidade, diferente da ciência também. O que compreendi até agora sobre é que a ética é mais importante do que imaginamos e infelizmente muitas vezes, no meio científico/acadêmico, nós acabamos ignorando instrumentos diferentes de analisar e compreender o mundo colocando o método científico sempre em primeiro lugar.

    As teorias morais têm contribuído muito na identificação de atos imorais e isso significa que há uma gama de problemas e situações que a ética pode ajudar a demonstrar e resolver.

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  59. Vivemos em uma sociedade baseada na noção de prova.Procurando uma comparação entre ciência e ética, a partir de respostas experimental para problemas éticos. Em ética a prova são realizadas por analise de argumentos e justificativas, podendo estar erradas, ou certas, mas devem demostrar um raciocínio lógico.
    A mentira na figura do subjetivismo ético, caracteriza-se, pela violação da confiança, a falta de prova de que uma pessoa e confiável.Ficamos presos no plano em que os juízos éticos, são meras opiniões.
    Temos muitas dificuldades de formar um argumento lógico, porque escolhemos temas de grande clamor público, em detrimento dos assuntos mais palpáveis, e nos confrontamos com dois objetivos diferentes, um que quer provar a correção de uma ideia, e outra, que que persuadir alguém a aceitar nossas provas.
    O melhor exemplo para tal explanação é o texto “Apologia de Sócrates” por Platão, em meio as acusações de Mileto, expõe uma estruturada argumentativa baseada em encadeamentos racionais e morais, dando claramente provas de sua inocência, o que não foi suficiente para sua absorvição, já que não era intenção dos participantes do jure escutar e procurar compreender logicamente os argumentos de Sócrates, mas sim, suas próprias concepções enviesadas. O que é um risco para as provas éticas.

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  60. Segundo James Rachels a ética pode sim ser provada. Se comparar a ciência a ética, aparentemente a ética ficaria em desvantagem, pois para muitos ela não possui um meio de provar as suas defesas. Mas a ética consegue provar, não como a ciência com as observações e os experimentos, mas sim com razões, motivos e explicações dos porquês de essas razões terem importância. Oferecer razões, em Ética, consiste em analisar argumentos, estabelecer e justificar princípios. Porém, ao acreditar nos outros estamos vulneráveis e desprotegidos, pois podemos ser enganados e, além disso, as pessoas muitas vezes recusam das ouvidos à razão, não aceitando os argumentos da ética como prova.
    Muitas vezes conseguimos provar que determinado juízo moral é correto, mas, não conseguimos persuadir alguém a aceitar nossas provas. Vemos um bom exemplo disso no discurso de defesa de Sócrates, em que ele prova sua inocência perante os atenienses (Mesmo muitos não terem acreditado nele). Sócrates se utiliza apenas de uma testemunha, que pouco faz, o restante ele se utiliza de uma argumentação que levam a qualquer ser consciente e entendido a aceitar seus argumentos.

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  61. É colocada uma discussão muito interessante no texto de Rachel: juízos morais ou éticos podem ser provados de fato? A conclusão é que isso é possível sim. Se for mostrado que algo é feito por boas e sólidas razões e que o contrário não é, nem de perto, válido, então está provado.

    O fato do raciocínio ético ser diferente do científico não o torna pior ou menos capaz. A lógica científica pode possuir todo o seu rigor, experimentação ou observação mais palpáveis que a Ética e isso, de fato, pode ser um motivo que torne a ciência merecedora da sua reputação ou, então, essas características podem ser simplesmente aplicadas ou úteis, da forma que são feitas, somente dentro da área científica. Ainda assim, o campo da moral (encaixando aí também os costumes e toda a história das sociedades mais complexas em torno dos assuntos éticos) visivelmente evoluiu( e talvez seja isso o que realmente importe) com o passar do tempo e passou a tratar questões de modo diferentes em épocas diferentes sempre visando à algo mais próximo da perfeição possível. Pegando como exemplo os duelos( antigo oeste americano como caso mais lembrado): feitos há até algumas decadas atrás, hoje proibidos por lei na grande maioria dos países, antigamente duelar significava defender sua honra perante uma discussão ou imbróglio, buscando manter ou elevar a sua moral consigo mesmo e com o grupo , ou seja, chegar mais próximo da perfeição possível. Hoje em dia, se algúem resolvesse duelar na Av. Paulista, provavelmente algum espectador chamaria a polícia, ou alguém daria risada ou se revoltaria com os duelantes, argumentando que eles poderiam resolver essa discussão com uma boa conversa, ou se fosse uma calúnia, solucionar judicialmente, pois essas são as possíveis melhores soluções pra esse tipo de assunto que temos hoje. Pode-se citar também o racismo ou ascensão das mulheres como questões que claramente mudaram ao longo do tempo e que a Ética lidou e vai lidar muito. O fato é que juízos morais foram amplamente provados e aceitos conscientemente ou inconscientemente.

    A grande questão aqui é que já parece ser suficiente provar a validade de uma ideia(juízo moral) com boas provas, independente se outros discordam por qualquer motivo não muito sólido. Ligando com o texto sugerido no blog, o próprio Sócrates lidou com isso de uma maneira bem ruim, pois foi condenado e o que pode-se perceber é que ele defendia valores tão bons( buscar a verdade e não travestir-lá através da vaidade ou da notoriedade, combate a calúnias, ser virtuoso, etc), que eles são defendidos veementemente até os tempos atuais, ou seja, sobreviveram muito bem ao teste do tempo.

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  62. No texto “Haverá provas em Ética?” de James Rachels, o autor inicia com a questão do subjetivismo ético, que seria a idéia de que cada pessoa teria uma visão própria a cerca do que seria ético ou não, não ser verdadeiro, mas que ainda há pessoas que se interessam pelo subjetivismo ético. Uma das explicações seria a de que ao contrário da ciência, na qual é possível provar hipóteses, no entanto na ética há uma dificuldade em se provar o que seria certo ou errado.
    James Rachels explica que é possível apoiar os juízos em boas razões, além de poder justificar as causas de tais razões terem alguma relevância, logo podemos dizer que os juízos éticos não podem ser comparados a simples opiniões. Apresenta-se três pontos para responder a questão de que as pessoas acreditam que os juízos morais são insuscetíveis de prova: primeiramente a idéia do pensar ético ser diferente do pensar científico não o torna falho e insuficiente, pois na ética o pensamento racional se baseia em análise de argumentos, estabelecimento de princípios, fornecimento de razões e entre outros, segundo ponto seria a idéia de que existem alguns tópicos na ética nas quais as pessoas compartilham da mesma concordância, e o último ponto mostra a fragilidade que temos em provar uma idéia que esteja correta e a persuasão sobre uma pessoa a concordar com a idéia proposta.
    É possível termos argumentos dos quais sejam perfeitos, porém as pessoas possam rejeitá-las talvez por teimosia, em muitos casos as pessoas não confiam na própria razão, pois a ética pode demandar ações que sejam contrárias às desejadas. Podemos perceber isto pelo texto “Apologia de Sócrates” escrita por Platão, na qual Sócrates estava em julgamento e apresentou fortes argumentos e argumentos moralmente corretos para se provar inocente, no entanto não conseguiu persuadir o tribunal e depois foi julgado e sentenciado à morte.

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  63. A argumentação moral é possível e é válida. Entretanto há muitas dificuldades relacionadas a ela.
    Uma das grandes dificuldades vem do fato de a argumentação ética ser diferente da argumentação cientifica. Como nos diz James Rachels, a primeira “consiste em fornecer razões, analisar argumentos, estabelecer e justificar princípios” e a segunda em consiste em observações e experiências. As pessoas – no senso comum – sempre esperam que se prove algo através do argumento cientifico, exatamente por ele ser baseado em experiências empíricas. Então, uma vez que a ética não trabalha com essas experiências, mas sim com a analise dos argumentos, o senso comum julga que ela não pode dar prova de nada e que, portanto, não é válida.
    Entretanto, quando julgam que a argumentação ética não é válida é porque recorrem à casos complexos, nos quais não se é possível ter total acordo e aos quais à ética não consegue fornecer resposta. Mas, continua Rachels a nos dizer, em assuntos de menor complexidade aceitamos os argumentos éticos porque conseguimos entrar em acordo – quando, por exemplo, dizemos que uma pessoa está errada por ter enganado outra é porque estamos de acordo quanto à enganar ser algo ruim/errado.
    Mas os cientistas não estão sempre de acordo. A Ciência não tem resposta para todos os assuntos que se julga ser do seu domínio. Nem por isso deixamos de acreditar que o argumento científico seja válido.

    O caso de Sócrates nos mostra bem que a argumentação ética é possível. Quando se defende da acusação de estar corrompendo a juventude e de não acreditar nos deuses que a cidade acredita, Sócrates analisa o argumento de Meleto e faz a sua própria argumentação, baseada na ética e no encadeamento lógico, para provar que Meleto está errado.
    Todavia, é condenado, mesmo utilizando-se da razão e fornecendo, portanto, provas racionais e éticas sobre sua inocência.

    No entanto, Sócrates não é condenado por não ter argumentado bem, mas porque há outra dificuldade quando se fala em ética que se refere à argumentação ética ser por vezes entendida como opinião, levando as pessoas a não aceitarem uma argumentação porque simplesmente não concordam com ela, não importa o quanto ela – a argumentação – seja racional e irrefutável.

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  64. Rachels mostra que tem outras maneiras de comprovar juízos éticos sem estar justificados em observação e comprovação científica e nem sempre esses são comprovados já que o consenso entre todos e a autenticação de um ponto de vista não é sempre aceito, como o exemplo dado no texto sobre o aborto. Definir a moralidade ou imoralidade sobre tal assunto depende do individuo, e se ele vai aceitar a argumentação feita. Na Apologia de Sócrates acontece o mesmo, no julgamento Sócrates com seus argumentos se defende, porém não foi possível que todos concordassem e acabou sendo condenado.
    Argumentos morais existem sim, porém nem sempre é possível persuadir alguém com a sua argumentação, cada um tem seu ponto de vista, e define para si o que é moral e o que é imoral.

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  65. O tão mencionado "problema ético" é tido porque, supostamente, juízos morais não se fundamentam, como ocorre em argumentos científicos. O método científico é mais aceito pela sociedade por oferecer provas que foram testadas, diferente do raciocínio ético, que parece apresentar uma deficiência nesse aspecto. Porém, argumentos morais são tratados de forma distinta da ciência, consistindo em analisar, estabelecer e justificar argumentos. Ou seja, apesar da dificuldade, não é impossível provar que existem argumentos morais. Em ética, há muitos assuntos nos quais todas as pessoas estão de acordo onde, na maioria das vezes, esses assuntos tem como base identificar imoralidades, como a violência.
    Como James Rachels relata em seu texto, a dificuldade para se provar um juízo moral ganha diferentes proporções de acordo com o "tamanho" do problema a ser analisado. Tentar persuadir outras pessoas e demonstrar que seu argumento é infalível num assunto como o aborto é, claramente, uma tentativa frustrada. No entanto, se procurarmos analisar assuntos com menor escala de complexidade, podemos chegar a conclusões que serão aceitas como um juízo moral, correndo o risco de algum indivíduo recusar tal juízo, o que é totalmente plausível em termos de ética.

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  66. Apesar da crença presente na sociedade de que argumentos morais não existam, os textos propostos nos mostram o contrário. A ética não apresenta provas baseadas em experimentos científicos como a ciência, mas isso não quer dizer que os argumentos utilizados para se provar algo neste ramo não sejam sustentáveis. Erroneamente, pensamos também muitas vezes que as questões éticas são somente aquelas de difícil conclusão, como o aborto ou a eutanásia, mas isso não é verdade: da mesma forma que a ciência possui questões nas quais os cientistas não conseguem entrar em acordo, existem aquelas em que todos concordam, e o mesmo ocorre com a ética. A Apologia de Sócrates é uma prova de que argumentos morais realmente existem, pois apesar de não conseguir ser salvo de seu julgamento (talvez pela teimosia dos cidadãos em aceitar outra explicação, como proposto por James Rachels no final de seu texto) nenhum dos presentes na assembleia conseguiu rebater ou desacreditar os argumentos apresentados por Sócrates em sua defesa.

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  67. Na ética, utilizar de argumentos morais não significa convencer à outros indivíduos, pois como visto em "Apologia de Sócrates", mesmo contrapondo as acusações feitas a si, Sócrates é condenado, e no entanto aceita sua condenação, por acreditar que seres éticos devem seguir um código de leis.O fato da ética ter características subjetivas podem causar a impressão que algumas questões ficam sem resposta, diferente da impressão que causa a ciência, caracterizada por empirismo.
    James Rachels debate esse assunto defendendo uma posição interessante, pois aponta que realmente algumas questões complexas podem levar a sociedade a acreditar que não há como alcançar "provas" válidas, mas que isso também ocorre em algumas situações nas ciências. E portanto fica evidente que a dificuldade é de as pessoas quererem procurar por provas científicas em algumas questões, não levando em conta, da maneira como seria apropriado, o fato do raciocínio ético ser divergente ao raciocínio científico.Mas se observarmos, argumentos morais são frequentemente utilizados pela sociedade, acontecendo naturalmente, de maneira imperceptível por muitas vezes, portanto pode-se ter a percepção de que argumentos morais são viáveis.

    Raquel Ribeiro Rios

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  68. Ambos os textos levantam pontos de vista bem interessantes de serem pensados. Em seu texto, James Rachels faz uma abordagem e refere-se as provas e argumentos éticos nos assuntos mais comuns do nosso dia a dia, tentando mostrar a dificuldade de provar que algo ético seria bom ou ruim em determinada situação. Por exemplo, que é difícil dizer se um aborto seria correto ou não.
    Podemos provar que uma teoria cientifica é correta com um experimento, mas não podemos fazer o mesmo com uma teoria ética, já que não há como julgar com exatidão se algo é ético ou não. Tanto a ciência quanto a ética possuem pontos difíceis de provar sua exatidão, como foi discutido nas primeiras aulas, que há uma dificuldade de recolher provas suficientes para afirmar se algo é ético ou não, bom ou não.
    Já na Apologia de Sócrates, ele defende-se das acusações feitas, com argumentos baseados em teorias morais e pensamentos racionais, tentando provar que as acusações não eram verídicas. Mas nem sempre o que julgamos certo é aceito por outras pessoas. E ele é julgado e condenado a morte.

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  69. Após a leitura dos textos foi possível ver que, a pergunta "Haverá provas em ética?" pode ser respondida afirmativamente. É pretensioso alegar que os juízos éticos são apenas opiniões, o fato de discussões em ética não serem sustentadas por experimentos empíricos, não pode fazer com que a os produtos da ética sejam considerados nulos ou indiscutíveis. A racionalidade pode constituir argumentos plausíveis e verdadeiros, mas por não serem comprovados cientificamente não conseguem persuadir, além disso, tendemos a dar importância a assuntos ligados à diversos tipos de ideias, crenças e conceitos, o que torna a tarefa mais complicada, como Sócrates ilustra.

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  70. O texto de James Rachels nos leva a pensar no desprendimento de alguns conceitos de 'prova' que devemos ter para pensar e estudar ética. O fato de não haver como provar empiricamente os fatos, como na física e na matemática, não quer dizer que não haja como provar. Essa tarefa exige, sim, uma grande articulação e bons argumentos, mas é possível cumpri-la.
    Sócrates, um ótimo e grande exemplo de argumentação e articulação, acabou sendo condenado, apesar de suas habilidades. Isso mostra a dificuldade de se aceitar o que não quer ser aceito: provar ou não seu ponto não era o determinante de sua condenação, e sim a vontade de seus acusadores de verem-no condenado.

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  71. A ética pode sim ser objetiva. A grande questão é a forma como atingimos uma prova ética. Os processos são diferentes das ditas ciências naturais.

    Não existe a observação empírica e a comprovação de algo, mas podemos provar que determinadas ações em conjunto caracterizam uma pessoa por ser má.

    Se mostrarmos que a prática de determinada ação, como por exemplo a mentira, traz prejuízos ao outro, estaremos provando que determinada ação é errada. Sendo assim, existe uma ética objetiva.

    O que devemos ter cuidado é no sentido de que nem sempre a ética objetiva atinge a finalidade de conversão da opinião alheia.

    Em "apologia à sócrates", Platão relata no julgamento de sócrates esta tentativa de ser ético como filósofo por parte de Sócrates em dizer a verdade. Inclusive se acusando de coisas que não faziam parte dos atos que estava sendo julgado, tudo isto para construir um argumento onde demonstrasse que embora culpado, não merecia a morte. E mesmo com argumentos que beiravam a perfeição ética, foi culpado.

    Refletindo sobre a apologia de sócrates, podemos voltar ao final do texto de Rachels:

    "Quando isto acontece não deveria surpreender-nos. Em ética é de esperar que as pessoas por vezes recusem dar ouvidos à razão. Afinal de contas, a ética pode exigir a realização de coisas que não queremos fazer, sendo, pois, muito previsível que tentemos evitar ouvir as suas exigências."

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  72. Fernando Santiago Moraes da Rocha18 de maio de 2013 21:54

    Os argumentos morais são comumente taxados de inválidos, principalmente pelo fato de não se poder apresentar uma prova empírica para eles, como ocorre com os argumentos científicos. No texto de James Rachels ele apresenta essa ideia, colocando que isso ocorre pelo fato de que foi criada uma ideia de que é necessária uma observação e experiências científicas para se provar algo. Outra situação apresentada pelo autor é quando os argumentos morais estão presentes em uma discussão de algum assunto polêmico, como o aborto por exemplo. Nesse caso, não é possível chegar a um acordo comum pois cada um terá sua opinião. Pode-se até fazer alguém de uma opinião X dizer que a opinião Y é correta e desistir da opinião X, mas isso não quer simplesmente dizer que uma das duas opiniões é a correta por simples concordância da maioria. O autor apresenta que na ciência acontece o mesmo, o que não é visto por muitos. Há discordâncias entre físicos sobre certos temas, o que cai na mesma contradição das opiniões favoráveis ou desfavoráveis ao aborto.
    O uso dos argumentos éticos é apresentado na defesa feita por Sócrates às acusações de corromper a juventude e de negar os deuses, no texto “Apologia de Sócrates”. Sócrates faz sua defesa inteiramente baseada em argumentos morais, e mostra que é inocente através da lógica, e nega-se a corromper com seus princípios durante sua defesa. Por negar a corrupção dos seus princípios, Sócrates se nega a fugir e arca com as consequências impostas pelo tribunal, que seria a sua morte.

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  73. Segundo o texto de James Rachels, a ciência torna-se muito mais atrativa do que a ética, pois a primeira é passível de ser comprovada. É muito difícil de ser comprovado que uma determinada atitude é,de fato, correta. Porém, há certos conceitos que não precisam ter uma prova concreta de sua validade, pois as razões pelas quais aquele ideal se faz necessário já é prova suficiente de sua verdade. Ou seja, determinados juízos éticos não podem ser considerados apenas uma questão de opinião.
    Em nossa sociedade, afirma-se que roubar é errado. Não é preciso ter uma prova concreta desse juízo ético, basta imaginar um local em que o ato de roubar não fosse considerado antiético, como poderia ser possível a existência de uma sociedade onde não se pode confiar minimamente naqueles que a integram? Sendo assim, não é necessário uma prova concreta de que roubar é errado, a importância da razão de se dizer que tal ato é antiético já basta para comprovar a validade desse juízo ético.
    Há muitos casos, porém, em que as pessoas dizem não aceitar determinada argumentação ética por teimosia, e não por não concordarem com tal argumentação ou por essa não ser passível de prova. Isso acontece, pois a ética exige a realização de coisas que contrariam nossas vontades, nossos instintos.
    Sendo assim, fica evidente que uma boa “prova” da ética está baseada na persuasão. E isso se mostra no texto “Apologia de Sócrates”. Por mais que uma boa argumentação seja a verdade, essa verdade pode não ser persuasiva o suficiente. Sócrates argumentou de forma brilhante todas as acusações feitas contra ele, porém isto não foi suficiente para convencer os juízes de que o que ele dizia era a verdade.
    Assim é a Ética: uma ciência passível de provas, porém estas são possíveis através de argumentações sólidas que estão sujeitas à aprovação daqueles que a analisam.

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  74. Daniele Rodrigues de Faria18 de maio de 2013 22:06

    Os argumentos morais são muitas vezes desqualificados por conta da dificuldade em provar empiricamente sua veracidade, o que ocorre na tentativa de aproximar o raciocínio ético do científico, sem levar em consideração a natureza distinta de ambos. Contudo, Rachels afirma que através da explicação racional, fornecendo razões e estabelecendo e justificando princípios é possível comprovar a validade ou não de um argumento moral.
    O raciocínio e a argumentação mostram-se, portanto, como as maiores armas daqueles que pretendem defender seus juízos ou refutar argumentos desqualificados. Isto fica evidente no texto da condenação de Sócrates, pois este utiliza-se habilmente e exclusivamente de seu raciocínio e de sua capacidade argumentativa para comprovar sua inocência e refutar as injúrias e calúnias que foram lançadas contra ele. Através de seu modo peculiar, fazendo perguntas que levaram seus acusadores à contradição, Sócrates mostrou que desde o começo atrelou-se somente à verdade, e, mesmo sendo condenado, continuou sereno e em conformidade com seus juízos morais, mesmo que estes o levassem a morte.

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  75. Lendo o texto de Rachel, vemos que as provas no caso das questões éticas não são tão óbvias quanto nas questões científicas, e que mesmo em questões da Física , pode não haver consenso em casos mais complexos.
    O que considero muito importante é que apesar de haverem situações e momentos em que a Ética pode parecer ineficaz, já existe consenso sobre aspectos em que a Ética nos esclarece e diferencia o bem do mal, o aceitável que deve ser estimulado e o inaceitável que deve ser combatido. Embora ainda estejamos longe de estabelecer protocolos para situações mais delicadas, já podemos contar com avanços significativos proporcionados pelas discussões Éticas.
    No texto sobre a defesa de Sócrates, vemos claramente o quão nefasta pode ser a vaidade de homens pouco escrupulosos , no caso, os que se sentiram desmascarados como pretensos sábios que nada sabiam, fizeram calar a voz que os denunciava de maneira definitiva condenando Sócrates a morte, o único dentre eles que admitia nada conhecer, é muito triste verificar que nesse aspecto , a humanidade simplesmente não evoluiu, e quantos Sócrates ainda deverão ser executados para que os falsos sábios possam se sentir tranquilos em enganar os desatentos?

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  76. Um grande problema que encontramos no estudo ético é que, diferentemente do que ocorre nas outras áreas da ciência, não existe uma método empírico para comprovar a validade daquilo que é proposto. Para James Rachels isso não é um problema. Na realidade essa incansável busca por provas concretas não deveria se estender ao campo ético. O julgamento da veracidade dos juízos éticos se dá através do fornecimento de razões suficientemente plausíveis e da analise profunda dos argumentos, estabelecendo e justificando princípios. O fato do raciocínio ético seguir por linhas diferentes do tradicional método científico não é motivo que o desqualifique.
    Todavia, convencer as pessoas disso não é tarefa fácil. Mesmo a melhor argumentação não é páreo quando o receptor não está disposto a acreditar na mensagem, ou quando isso não convém. Nesse aspecto se encaixa a Apologia de Sócrates. Embora fique claro que Sócrates possuísse os melhores argumentos e os articulasse da melhor forma, ele acaba condenado pela vontade de seus julgadores em refutar a versão que este expusera dos fatos.

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  77. Após a leitura dos textos, é perceptível a contradição que as próprias pessoas se sujeitam a respeito de seus argumentos. Por vezes, não nos satisfazemos com algumas respostas nos dada, insistimos em não aceitá-las, não percebemos que esta mesma ação, o ato de argumentar e expor o nosso ponto de vista, nos é praticada a todo o momento. Logicamente, estaríamos contrariando algo que nós mesmos julgamos ser o certo. Assim segue o subjetivismo ético. Embora não haja provas concretas nas questões humanas, não quer dizer que não haja boas razões para aceitá-la, ou não. Alguns rebatem tais questões ao insistirem que, a partir do ponto que não se pode provar um raciocínio do ponto de vista cientifico, testável, o argumento seria mais fraco e suscetível a mudanças. Ao contrário do que muitos pensam até mesmo os argumentos científicos não apresentam esse caráter prático e concretizado, afinal também estão sujeito a alterações. Do mesmo modo, um argumento válido e verdadeiro pode não ser aceito, por não ser persuasivo o suficiente; sua elaboração pode ser esplendida e continuar a sendo rejeitada. Embora os raciocínios sejam diferentes, não prova que este seja mais certo ou errado que outro, apenas são trabalhados de modos diferentes.

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  78. Após entrar em contato com os textos deste tema, creio que um ponto em comum entre estes é a prova e que argumentos morais podem sim ser provados frente as diversas opiniões que possam existir sobre um determinado assunto. Como coloca James Rachels, não é plausível exigir uma comprovação empírica de um assunto como a ética, onde as experiencias são diversas e regidas por princípios,escolhas e afins. Prova disto pode ser visto no texto de Platão sobre a condenação de Sócrates, assim como pode ser vista nas discussões feitas nos dias de hoje. O que chama a atenção na história de Sócrates é a sua capacidade de provar a sua inocência moral frente as acusações que lhe foi feita e, provando que estava certo e que é fiel as suas escolhas de como viver, agir e pensar, este prefere morrer a abrir mão do "Dom que o deus" lhe deu. O que decorre disso, que mesmo que não sejam aceitas a nossas explicações sobre os atos morais, como Rachels coloca que é possível de ocorrer, ainda sim podemos firmar as bases destes atos e mostrar que tais são os melhores frente a um tema específico.

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  79. A sensação de que a ética não pode ser discutida, ou ainda, de que essa discussão seja carente de provas advém da nossa costumeira objetividade científica.
    Insiste-se em tratar de ética como trata-se de ciência, desconsiderando que a comprovação científica provém de uma série de experimentos, observações e, enfim, comprovações, enquanto a ética embasa-se na argumentação em si, em sua capacidade de apresentar razões e justificá-las de forma consistente e apropriada. Como James Rachels explicita em seu texto "Haverá provas em Ética?", o raciocínio ético é apenas diferente do raciocínio científico, o que não o torna menos válido do que ele.

    Além disso, costumamos associar a ética a discussões muito complexas, negligenciando que também utilizamos de nossa reflexão lógica em situações simples - são elas tão óbvias e estamos nós tão habituados à elas que simplesmente deixamos de pensar sobre elas.

    Ocorre ainda de relacionarmos a qualidade de nossos argumentos à impossibilidade de convencer nosso receptor de nossos juízos. Nesse caso, desconsidera-se que as pessoas possam estar demasiadamente despreparadas para tais ideias, ou somente decididas a não mudar suas ações ou opiniões, seja por convicção ou por conveniência, pois segundo Rachels, "a ética pode exigir a realização de coisas que não queremos fazer, sendo, pois, muito previsível que tentemos evitar ouvir as suas exigências".

    De maneira notável, Sócrates apresenta em seu discuso de defesa diversos argumentos morais completamente consistentes e de acordo com seus padrões morais, que entretanto não são suficientes para convencer seus acusadores de sua inocência – fato esse que pode ser associado a conveniência em não mudar opiniões ou ações citada anteriormente. Sem se contradizer em seus argumentos, Sócrates mantém-se fiel à seus juízos morais e não os contradiz mesmo sendo condenado à morte.

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    1. Danielle C. Bello de Carvalho

      danielle.bello@live.com

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  80. O “problema ético” presenciado na sociedade é tido porque há dúvida quanto à existência de argumentos morais. Diferentemente do raciocínio científico, que é empírico, a ausência de provas em ética parece revelar certa deficiência e faz com que as pessoas se apeguem à falsa característica subjetiva da ética, pondo em dúvida a viabilidade de se afirmar quaisquer possibilidades de se julgar argumentos morais.
    Como apontado no texto de James Rachels, enfrentar algumas questões consideradas mais complexas em ética sobre as quais não consigamos elaborar provas pode nos levar a pensar que não há como alcançar provas válidas, fato que também ocorre em algumas questões da ciência. No entanto, essa impressão causada por questões complexas não afirmam a impossibilidade de se chegar a uma solução. Para a ética, oferecer razões para determinadas ações consiste em analisar argumentos, estabelecer e justificar princípios.
    Assim, vemos em ética que utilizar de argumentos morais não significa convencer outros indivíduos de nossa posição. Como visto em “Apologia de Sócrates”, mesmo articulando contra as acusações feitas a ele, Socrátes é condenado e nem por isso se rebela a fim de impor sua liberdade. Sócrates se posiciona de forma ética, pois acredita que um ser ético deve obedecer a um código de leis.

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  81. Matheus de Almeida Rodrigues19 de maio de 2013 00:20

    Por não serem passivos de serem observados e testados, os resultados do raciocínio ético são usualmente minimizados e tratados como deficientes, e, um modo errôneo são taxados apenas como opiniões. Entretanto, em contraposição ao que se costuma pensar, os juízos morais são perfeitamente capazes de serem postos à prova, de modo que é factível estabelecer e provar estes juízos tendo em vista as boas razões, e, tão logo, é possível também determinar e sustentar o motivo pelo qual estas [boas razões] são relevantes, por mais complicado que aparente ser avaliá-las em certas circunstâncias.
    Desta forma, o texto "Apologia de Sócrates", redigido por Platão, explicita, sintetiza e ilustra as ideias contidas na investigação de James Rachels, de forma que muito embora o exímio orador ateniense tenha desencadeado argumentos perfeitos e coesos do ponto de vista lógico e ético, foi mesmo assim condenado à morte, provavelmente por teimosia dos concidadãos que o julgou. Tal passagem pode ser enquadrada quando Rachels em seu texto defende que: "Em ética é de esperar que as pessoas por vezes recusem dar ouvidos à razão. Afinal de contas, a ética pode exigir a realização de coisas que não queremos fazer, sendo, pois, muito previsível que tentemos evitar ouvir as suas exigências."
    Portanto, o fato da construção do raciocínio ético dar-se de forma distinta ao raciocínio científico não o torna insuficiente. Então, visto que, na ciência existem impasses entre os estudiosos acerca de questões de difícil compreensão e um consenso entre os mesmos sobre outras mais simples; o mesmo também ocorre com o estudo no campo da ética.

    Matheus de Almeida Rodrigues
    21039712

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  82. A ideia de que não se pode provar juízos morais vem da falta da prática da reflexão sobre a moralidade das nossas ações, já que nos servimos da tradição, seguimos ordens ou orientação, usamos a lei, para decidir sobre nossas condutas. E quando há uma situação que não existe uma forma de agir padronizada, que normalmente é uma situação de difícil decisão, não conseguimos achar uma resposta e então concluímos ser impossível acha-la, e ligamos a Ética somente esse tipo de situação. Também a forma de se provar algo, que nos é mostrado pela ciência, e que aprendemos desde crianças na escola,ou seja, de forma empírica, através de experimentos, não é possível na Ética e acaba reforçando essa ideia.
    Assim o fato de não nos utilizarmos da reflexão filosófica para decidirmos sobre qual a melhor conduta seguir nas questões morais mais simples, não percebemos que existe argumentos que são capazes de provar a moralidade ou imoralidade das ações, alem de obviamente corrermos o risco de com etermos atos imorais e perder aquilo que a Ética nos promete, ou seja, a felicidade.

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  83. Mateus Baeta Diógenes19 de maio de 2013 02:50

    O argumento moral de Sócrates se baseava em perguntas que produziam respostas, da outra pessoa, que contradizia o que a pessoa na qual conversava com Sócrates, proferiu anteriormente.
    Sendo assim, Sócrates, encontra uma maneira de persuadir os outros sem impor uma conduta, mas questionando o outro para que o mesmo diga a respeito do que já disse anteriormente, só que de forma refletida através das perguntas.
    Só que apesar do argumento de Sócrates ser convincente, válido.Este não é aceito pelos seus concidadãos que o condenam de corromper a juventude e não reverenciar os deuses gregos.Isto nos mostra a dificuldade das pessoas em considerar um argumento moral por mais correto que seja se este vai contra seus preceitos dogmatizados.É como os prisoneiros da alegoria da caverna resistirem a ser levados a força pra fora da caverna, negando-se a aceitar que as sombras são reflexos das pessoas e não elas próprias.
    Então, os argumentos de Sócrates, e também o intuito da filosofia, servem para que nos desprendemos do "senso comum", das opiniões infundadas, impostas, etc; para que possamos conhecer as coisas em si mesmas.

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  84. O texto de Rachels trata da suposta idéia que a ética é subjetiva a todo momento, em todas as suas abordagens a respeito de uma determinada conduta ou ato. A velha afirmação 'tudo é questão de opinião' é frequentemente usada em discussões sobre tópicos que são considerados 'tabus' como, aborto (que é citado no texto), pena de morte, suicídio, etc.

    Porém, o autor, para refutar essa concepção, usa uma comparação com a Física como base para seu argumento. A Física, uma ciência exata, tem expressões e medições quantitativas bem definidas e fixas para estudar os fenômenos naturais. Princípios básicos, como as Leis de Newton, são tomadas por todos como certas, uma espécie de convenção, onde todos adotam a mesma opinião sobre a 'verdade' objetiva dessas leis. Porém, há conflito de idéias, mesmo entre físicos quando o tópico de discussão é de maior complexidade, e isto vale também para o campo da ética.

    Sócrates foi condenado justamente por discutir, investigar e questionar assuntos considerados 'intocáveis' e contestar 'verdades' de sábios da época. Foi condenado por explicitar a subjetividade daquilo que era objetivo aos olhos dos poetas, artífices e oradores.

    Enfim, a Ética pode ser objetiva, através da análise de argumentos e justificação de princípios; e o fato de que esta não se fundamenta em observações experimentais não impede que cheguemos a uma conclusão. Nosso erro é justamente basear a validade dessa conclusão apenas no número de pessoas que são persuadidas por ela.
    A dificuldade de se chegar a esta conclusão depende da complexidade do assunto que estamos lidando.

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  85. Com o passar do tempo e as grandes transformacoes que o conhecimento científico aliado com desenvolvimento tecnologico trouxe para nossa sociedade, acabamos nos inserindo em um paradigma onde a ciencia é vista de uma forma positiva, onde todos os conhecimentos rotulados científicos são válidos, afinal passaram por métodos definidos por um empirismo aceito por todos. Porém não podemos dizer de forma alguma que somente conhecimentos científicos são válidos.

    No texto de Rachels nos é exposto a visão da sociedade acerca dos argumentos morais, onde por não seguirem os rígidos métodos científicos, todos estes são tomados por subjetivos, como meras opiniões acerca dos tabus e decisoes que nos rodeiam. E como contraponto ele também exibe conflitos no campo científico, o que põe em prova também os conhecimentos tomados por empíricos.

    O fato é que, os diferentes campos de conhecimento estabelecem diferentes métodos para a validacao de suas conclusões, sempre procurando a racionalidade. E dentro disto, podemos dizer que procurando adaptar as acoes que são analisadas nos argumentos morais, não podemos partir para a realizacao de experiencias, afinal os objetos de analise dependem de "fatores externos" que não podemos moldar, situacoes, visões subjetivas do bem agir, valores que determinada sociedade julga como aceitável, entre outras coisas.

    E como método de validacao na ética vem a lógica, como exibido no discurso de Sócrates se defendendo das acusacoes de Meleto. Onde se utlizava de uma lógica bem utilizada para rebater e validar argumentos usados em seu julgamento, apesar de que toda a logica não conseguiu se sobrepor aos interesses prévios de seus jurados, mas está longe de podermos dizer que os argumentos utilizados por Sócrates são inválidos racionalmente.

    Após tudo isto, não podemos ter ainda a visão de que somente os conhecimentos científicos importam, são válidos, e que argumentos morais realmente existem e não são apenas opiniões.

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  86. Renato Rodrigues19 de maio de 2013 13:47

    Uma das premissas da ética é que ela é discutível; o que é ético para uma pessoa, pode não ser para outra, por isso é fundamental saber argumentar. Questionar e analisar de forma racional, porque é preciso provar e convencer o outro do que é certo e o que é errado. Essa é uma das garantias para se viver bem em sociedade, se todo mundo considera, basicamente, as mesmas coisas como certas e erradas, não seremos, assim, violados.
    O primeiro texto, "Apologia de Sócrates" de Platão, mostra o julgamento de Sócrates, acusado de corromper os jovens e não acreditar nos deuses da cidade.
    Sócrates era considerado o homem mais sábio da Grécia Antiga, por ter noção da sua ignorância, e da ignorância dos outros. Sócrates tinha o poder da eloquência, e vai se defender, argumentando e refutando todas as acusações. Mas mesmo assim, Sócrates é condenado à morte.
    Ele, que era o homem mais sábio de todos, poderia ter se salvado, mas foi condenado, morreu em nome da "verdade", e por isso se tornou a lenda que é, afinal, depois de tanto tempo, ele ainda é lembrado.
    O segundo texto, "Haverá provas em ética?" de James Rachels, mostra, no último parágrafo, por que Sócrates foi condenado:
    "(...)Podemos ter um argumento exemplar que alguém recusa aceitar. Mas isso não significa que tenha de estar alguma coisa errada com o argumento ou que a "prova" seja, de alguma forma, inatingível. Pode apenas significar que alguém está a ser teimoso. Quando isto acontece não deveria surpreender-nos. Em ética é de esperar que as pessoas por vezes recusem dar ouvidos à razão. Afinal de contas, a ética pode exigir a realização de coisas que não queremos fazer, sendo, pois, muito previsível que tentemos evitar ouvir as suas exigências.(...)"

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  87. Acerca da ´´apologia de Sócrates´´ e tendo em mente o texto de James Rachel, podemos ver a diferenciação entre o convencer alguém e estar argumentado de forma moral de modo a refutar todas as acusações do que Meleto acha coerente para a sociedade ateniense. Meleto vê Sócrates como um revolucionário e tem medo das consequências que a atitude de Sócrates, vista pelo mesmo como um dom de Deus, provocará. Sócrates, porém consegue refutar através de um encadeamento lógico e bem estruturado todas as acusações que aquele o fazia. Porém, mesmo Meleto impossibilitado de replicar tais argumentos, a multidão que o acompanha, declara Sócrates o culpado.
    Dessa lição tiramos que a opinião pública não é baseada no senso comum e nem na ética, que a justiça toma como fundamental nas leis.
    Temos, na explanação acima, um argumento moral objetivo e com fundamento provado por Sócrates em sua defesa, porém nem sempre é tão fácil o discernimento de o que é certo ou errado. Questões subjetivas tomam conta de debates muito mais controversos, questões relacionadas a morte, por exemplo, preenchem de dúvidas os argumentadores e seus contrapositores que exaustivamente tentam apresentar o que é mais moral dentre as opções.

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  88. Desculpe a demora

    Os textos apresentados servem à reflexão sobre a existência ou não de provas na ética. A ideia de que o raciocínio ético não é sustentado por provas ou de que o debate ético foge da objetividade ao ser incapaz de chegar a “verdades” existem quase que como dogmas na sociedade, mas, na verdade, tais afirmações são falsas e se baseiam em argumentos contestáveis e apelativos.

    Afinal, o aborto é certo ou errado? Realmente, o raciocínio ético falha ao buscar uma taxação definitiva para uma questão de imensa complexidade como a do aborto, deixando o debate em aberto. Ambos os lados da discussão possuem argumentos fortes. Porém, e na física, por exemplo: todos os “impasses” - ou todas as questões - possuem respostas? Não! Mesmo a ciência falha em dar determinadas respostas quando assuntos complexos são colocados em discussão.

    Contudo, esses impasses oriundos de áreas que desafiam o conhecimento humano não colocam a credibilidade da ciência em dúvida a ponto de se dizer que ela não é eficiente na comprovação de um grande número de raciocínios. De forma semelhante à ciência, a ética consegue provar juízos morais em uma grande gama de assuntos, fazendo com que muitas vezes determinados juízos éticos deixem de ser apenas meras opiniões. Consegue-se facilmente dizer para um grande número de pessoas se elas são más, boas, irresponsáveis e etc., basta que existam argumentos que fortemente remetam essas características a determinadas pessoas. Alguém que habitualmente mente e manipula não é uma pessoa boa, por exemplo.

    Então por que a ideia de que os juízos morais são "insusceptíveis de prova" é extraordinariamente persistente, ganhando, inclusive, características de um dogma? Simples e puro descuido na hora de se analisar a questão mais afundo. No texto “Apologia de Sócrates”, escrito por Platão, Sócrates se defende com inúmeros argumentos que não são contestados por seus acusadores, e mesmo assim ele foi julgado culpado; o motivo? Talvez o que James Rachels aponta em seu texto “Haverá provas em ética?”: podemos ter um argumento exemplar que alguém recusa a aceitar, por pura teimosia muitas vezes. Ou ainda porque se têm em mente que a prova de algo deve seguir um padrão inadequado, o padrão da observação e da experiência científica, que por sua vez só deve ser aplicado ao raciocínio científico, e não ao raciocínio ético, que é diferente. Diferente, mas não deficiente.

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  89. Gustavo de Campos Pinheiro da Silveira
    RA: 21055812

    Ao ler o texto de James Rachel, percebi que a questão abordada remete a uma discussão mais ampla que acompanhou toda a história da filosofia, a busca por um método que garanta a verdade. Mas, apesar dessa exaustiva discussão, ainda hoje há quem acredite na existência dessa verdade, como por exemplo, os convictos da verdade científica. Isto porque os métodos científicos que provam os fenômenos empiricamente nos parecem muito mais convincentes do que um discurso argumentativo, por exemplo. Entretanto, os métodos de estudo precisam ser levados em consideração aos critérios que eles devem satisfazer e suas limitações. A ciência é extremamente eficiente nos estudos concernentes aos fenômenos que ocorrem na realidade sensível, mas quando se trata de um objeto abstraído dessa realidade, a resposta lhe escapa. Do mesmo modo, seria difícil imaginar num julgamento, um juiz que utiliza-se de fórmulas matemáticas para julgar um acusado. Existem objetos que a sua abordagem e o seu estudo por um método que não seja o discurso argumentativo não é conveniente, como o caso da Ética. Mas isso não a torna menos capaz de avançar e estabelecer proposições confiáveis em que ela possa se assentar. Um exemplo é o debate sobre justiça que tem avançado bastante na história da humanidade, tanto no âmbito científico como no leigo. Há dois séculos atrás, para muitos, a escravidão era moralmente aceita, e hoje em dia, isso seria um absurdo. Isso nos mostra claramente o avanço dos estudos sobre a Moral, que tanto como nos estudos científicos, pressupostos foram e estão sendo estabelecidas de modo a sustentar as teses de um maneira satisfatória e que o discurso argumentativo é uma ferramenta capaz de provar ou refutar alguma proposição, como por exemplo, no texto "Apologia de Sócrates" escrito por Platão.

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  90. Sócrates dá algumas demonstrações daquilo que poderia ser a existência de provas em Ética - ideia defendida por James Rachels no texto "Haverá provas em Ética?" -quando se defende das falsas acusações de corrupção da juventude e ateísmo, que eram práticas consideradas imorais pelos cidadãos atenienses, e de seus acusadores.
    Essas falsas acusações são rebatidas por Sócrates através de provas, que se baseavam em relatos de fatos passados e em testemunhas presentes no julgamento, e consistiam, principalmente, num minucioso exame racional de condutas (das suas e de seus acusadores). Exemplos dessas provas são evidentes quando Sócrates dialoga com um de seus acusadores, Meleto, fazendo-o cair em contradição em relação à uma de suas próprias acusações: a de que Sócrates era ateu. A argumentação racional acerca das ações de Sócrates, feita por ele mesmo, é uma prova muito consistente favorável à sua inocência.
    No fim, acaba por provar que em nenhum momento agiu, ou pretendeu agir, imoralmente; e que imorais, de verdade, foram as ações de seus acusadores: pessoas que, por não quererem reconhecer o fato de que pouco ou nada sabiam daquilo que aparentavam saber, conforme a dura verdade que Sócrates lhes revelou, inventaram acusações mentirosas contra ele com o intuito único de prejudicá-lo.

    Lucas Henrique de Jesus
    21022012

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  91. O texto me faz acreditar que é possível existir argumentos moralmente aceitáveis, principalmente quando ele fala do caso do aborto que é um assunto bastante complexo as pessoas somente olham para esses casos sem respostas na ética, esquecendo que é possível ter um razão, moral alguns argumentos mais simples, que já há um consenso quase que geral nas pessoas.
    No texto "apologia de Sócrates" é possível ver como ele raciocina em cima da moral da sociedade naquele momento, se ele tivesse fugido iria contra os princípios que ele tanto acreditava da razão e moral.
    De uma forma geral, pode se afirmar que grande parte das teorias morais tem contribuído na identificação das imoralidades, ou na condenação de certos atos imorais, tais como, a intolerância, a violência, a corrupção, o autoritarismo tem sido condenados por todas as teorias morais. O que isso significa é que há um enorme conjunto de ações , em que as imoralidades todas as teorias morais são unânimes em reconhecer.

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  92. Tema 4 - Argumentos morais
    No texto de Rachels irá ser tratada a dificuldade em aceitar a existência de provas em ética. Esta dificuldade está compreendida no fato que geralmente só acreditamos em provas que são obtidas por meio das experiências empíricas. Porém, no âmbito da ética, isto não é tido com paradigma. Em Ética, o pensamento racional é aquele que irá tratar de justificar e estabelecer princípios, fornecerá razões, e analisará argumentos. O fato de não ter provas empíricas, não torna o pensamento ético deficiente se for comparado com o pensamento científico.
    Sobre a Apologia de Sócrates podemos ver que Sócrates foi acusado de cometer uma série de atos ímpios e de corromper a juventude. Tudo se iniciou quando ele se auto-intitula o mais sábio de todos. Quando isso ocorre, o filósofo levantou contra si uma legião de odiadores, que chegaram a levá-lo a tribuna para que respondesse por seus atos. Sócrates se baseia que era mais sábio que os demais por reconhecer que nada sabia, ao contrário daqueles que nada sabiam, mas se julgavam conhecedores da sabedoria. As acusações contra ele foram rebatidas com provas que não havia cometido os atos da qual fora acusado, porém sua defesa foi ineficiente, devido os ímpios estarem em maioria, e Sócrates foi condenado a morte por envenenamento por Sicuta.

    Os textos, na minha opinião se trataram da discussão sobre de qual forma são apresentada as provas em ética, e como se deve a sua discussão, e em nossa relutância em acreditar em argumentos morais tendo em vista que não são do tipo argumento científico. E também é possível verificar que em discussões éticas embora seja possível provar que um argumento moral está correto, porém nem sempre será possível persuadir que aceitem as provas que estamos expondo.

    Desculpe a demora.

    Fernanda A. Nascimento
    RA: 21071312

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  93. Temos que a ética e a ciência se diferenciam ao nível de que o conceito de determinado assunto seja válido ou inválido, acredita-se que diferente da ciência, as questões éticas não tem uma resposta exata. Isto pode ser questionado, assim como na ciência questões éticas rasas e mais simples tem o seu veredicto já conhecido, tendo um raciocínio lógico defendido por conceitos aceitos por qualquer um em sã consciência. Existem questões éticas mais profundas e complicadas que realmente não é possível se chegar a um consenso, existirá dois lados defendendo pontos de vista diferentes, sendo que esses terão certa razão. Na ciência também pode ser visto isso a partir do momento em que existem temas que os cientistas não entram em consenso sobre algum tema, ou existem diversas hipóteses para um fato.
    Como opinião pessoal, acredito quem questões como o aborto nunca terão um consenso geral. Sempre haverá os que concordam e os que discordam, até porque diferentes religiões, sociedades, gerações tem conceitos diferentes de como lidar com este assunto. Os dois lados tem argumentos de defesa válidos e uma forte crença no seu ideal. Existem questões éticas que não terão fim, assim como dois torcedores de times diferentes discutindo qual o melhor time e tentando convencer o outro disto.

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  94. Arthur El Reda Martins

    RA 11002610


    De forma geral os textos atentam para o fato de que não devemos considerar só as provas empíricas das ciências exatas, e que a Ética também nos fornece provas mesmo sem o empirismo. A diferença é que na Ética a apresentação do que é fato se dá pelo poder de convencimento, quanto melhor a capacidade argumentativa maior o valor de verdade embutido nas suas afirmações. Quando Sócrates pede para ser julgado pela sua fala ele evidencia isso, o fato de que pelos seus argumentos ele não poderia ser derrubado, mas sim por uma injustiça cometida contra ele.

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  95. Analisando os textos, James Rachels aborda as razões morais com simplicidade e uma didática explicativa coerente e clara. Ao fundamentar que ações éticas não são ligadas exclusivamente a um campo abstrato, mas que possuem fundamentos e podem ser explicadas através de correlações de explicações que favorecem o julgamento de ações corretas ou incorretas. Demostra em seu texto que o entendimento da ética como conhecimento abstrato está errado e que pode ser explicado racionalmente – entretanto não defende a ética como uma ciência, pautada de razão e explicação empírica. A partir da possibilidade de explicação para os atos éticos há mais facilidade de entender os argumentos pautados nas questões cotidianas, ou seja, nas abstrações pessoais de cada um, mas ainda há uma barreira de compreensão em assuntos controversos como o aborto, a legalização das drogas, utilização de células tronco. Os argumentos utilizados por quem debate tais assuntos são por si só a razão da explicação moral, entretanto partes contrárias não conseguem entender os argumentos utilizados pela falta da veracidade do que é bom ou ruim – conceitos abstratos. Em ética, a utilização de argumentos morais não é pautado de empirismo e sim definem-se por outros critérios, como noções de liberdade e igualdade (conceitos abstratos). Apesar de que argumentação seja dificultosa em situações difíceis, sua utilidade se faz exatamente nesses momentos, que envolvem uma decisão mais cautelosa, pois há muita dificuldade e pluralismo nas razões éticas de eventos cotidianos.

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  96. Existe uma série de particularidades para que um conhecimento seja aceito como científico. O empirismo é uma dessas, mas ele não é possível quando se fala em Ética, o que poderia levar alguns a concluírem que a Ética não pode ser uma ciência e tão pouco ter validade. Mas isto não é verdade. A discussão ética pode ser pautada na razão, ou seja, os argumentos utilizados para defender uma posição, os argumentos morais, estes podem ser baseados na razão. As pessoas sabem o que é bom e o que não é na maior parte das vezes.

    Existe uma série de situações que nenhum humano poderia aceitar como moral. Mas isto não torna aquela atitude imoral pelo fato de todos aceitarem. É exatamente a luta contra o senso comum que dá uma base concreta para a discussão ética. Dessa forma se poderia inferir que o ideal é fundamentar os argumentos morais na razão. A crença em algo carece de um caráter racional. É como se tivéssemos de exercitar o raciocínio para possuir fé, uma espécie de ‘fé raciocinada’. Ao pautarmos nossos argumentos na razão, podemos ter confiança nas nossas conclusões ética.

    Um exemplo claro é o de Sócrates, que se defende sempre através de argumentos racionais. Os dois textos apresentados se complementam, um por nos mostrar a necessidade de se exercitar a razão ao falar de problemas éticos e o outro por nos dar um exemplo claro de como fazê-lo.

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  97. Os textos parecem basicamente tratar da como podemos provar a razão. No primeiro texto de RACHEL, compreendemos que as diferenças entre ciência e ética não são gritantes se tomarmos as comparações ou medidas de analise corretas. O autor sugere que baseando nosso juízo em boas razões podemos justificar o porquê necessitamos delas para o convívio em sociedade por exemplo. E traça um mapa para compreendermos a rejeição da ética como ferramenta creditável para as questões morais. Normalmente as pessoas confundem os argumentos éticos e científicos ao querer compará-los sem entender que os argumentos morais estão envolvidos com análise, argumentação etc. Ao tentar provar a eficiência da ética utilizando como tema os assuntos mais polêmicos, complexos ou mais conhecidos como “cabeludos” para alguns, diminuímos a chance de sucesso. Nos textos referentes a apologia feita por Sócrates a si mesmo, percebemos o bom uso da ética como ferramenta de argumentação moral para a defesa de suas ideias sem uma apelação desnecessária. Ele encontra as boas razões morais para defender-se contra seus acusadores mantendo intacta sua maneira, particular, de ver a sociedade ateniense.

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  98. Devido ao extremo cientificismo que nossa sociedade hoje em dia cultua e valoriza, por muitas vezes o pensamento empírico tende a ser nossa orientação de pensamento, mesmo em áreas nas quais os referencias sejam totalmente diferentes, como é o caso das ciências humanas, e em especial a argumentação ética-moral.

    O principal problema é que não há uma uniformidade exata nos pensamentos e valores, abrindo espaço para a subjetividade humana e a possibilidade de negarmos um pensamento logicamente bem construído a partir de argumentos morais corretos, como foi visto na "Apologia de Sócrates". Por mais irritante que seja, e possa trazer injustiças, essa é uma particularidade do pensamento ético-moral que a subjetividade amplifica: a recusa em dar ouvidos à algo, por mais lógico que pareça.

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  99. Muito se debate acerca os domínios da ética, afirmando-se por exemplo que a falta de empirismo prático e objetivo a desqualifica como ciência. As bases da ciência moderna são: racionalidade, objetivismo, universalidade, previsibilidade, explicabilidade, evidência empírica. Tais moldes acomodam em si o ideal da ciência, e a ética não consegue abranger todos os quesitos desse ideal, porém isso não a faz uma não-ciência. A ética é uma ciência diferenciada, como muitas outras ciências não-naturais, e isso não é motivo para que se afirme a falta de cientificidade da mesma.

    Os argumentos morais são construídos de maneira que mesclam o lado racional e o emocional humano, a medida que o racional analisa os fatos morais em si e o emocional tangia o que nós conhecemos, por experiência própria, como moralmente aceito. Partindo dessa formação de moralidade, podemos sim provar os argumentos sendo morais ou não, utilizando da melhor ferramenta humana, a racionalidade. Um fato moral pode ser explicado pela lógica, podendo explicar, por exemplo, a razão de alguém ser considerado má influência ou companhia, o motivo de algo não ser aceito pela sociedade atual, entre outros. Na ética, não é a maioria que está agindo de forma correta, e sim as ações que permeiam pelo caminho do “perfeito”; por esse motivo, muitas ações do nosso cotidiano se justificam imorais mesmo sendo praticadas pela maioria da população, como os inúmeros preconceitos na sociedade. Apesar da existência de argumentos morais ainda impossíveis de se encontrar consenso, a ética se mostra ciência em muitos aspectos outros aspectos, não podendo assim ser desmerecida.

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  100. Sabrina Nascimento20 de maio de 2013 21:42

    Ao contrário do que a maioria das pessoas pensa, os juízos éticos não são subjetivos. Ao compararmos os métodos de análise dos juízos éticos e das teorias matemáticas, por exemplo, percebemos que estes são muito diferentes, pois na matemática se pode provar empiricamente a validade de uma teoria com a apresentação dos resultados dos experimentos e análise de dados, enquanto na Ética esse método não é passível de aplicação. Este aspecto, porém, não torna as discussões éticas menos precisas que as científicas, visto que na Ética o método de análise consiste na análise e na justificativa de argumentos, o que é tão eficiente para este ramo do conhecimento quanto a análise de dados é para a ciências exatas.
    O que por vezes acontece nas discussões éticas é o fato das pessoas possuírem uma certa resistência em aceitar a validade de alguns argumentos evidentemente corretos, tanto devido às suas próprias concepções quanto simplesmente por puro capricho. Isto não anula a verdade do argumento, simplesmente expõe uma das dificuldades deste tipo de discussão: o fato de que nem sempre as pessoas que estão discutindo sobre determinado tema estarão dispostas a deixar de lado seus próprios ideais para aceitar argumentos que vão de encontro om suas ideias iniciais.
    O texto “Apologia a Sócrates” ilustra muito bem estes conceitos. Sócrates apresentou sua defesa baseada em argumentos exemplares e refutou todas as acusações feitas sobre ele, porém mesmo assim acabou sofrendo a condenação, provando que as pessoas que estavam participando do seu julgamento não utilizaram somente da análise de seus argumentos para julgar seu caso, mas também suas ideias já preestabelecidas sobre ele.

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  101. De fato, a ciência tem um papel determinante e muitas vezes, torna-se inquestionável,cria estereótipos, concretiza crenças, é uma ferramenta muitas vezes importante pra se estabelecer o que é verdade; quanto a ética, esta não conta com um aparato como esse, não se equipara a ciência nessa exatidão de ser provada pro meio de um experimento que podemos constatar com os nossos próprios olhos, porém consequentemente vivendo, por meio do empirismo, estabelecemos sim o que é ético e o que não é para a maior parte da sociedade, há claro opiniões divergentes, sempre existirão, assim como assuntos tabus que muitas vezes são discutidos e tomam grandes proporções e nenhuma conclusão.
    Apesar disso tudo devemos sim contar com a ética, ainda mais por ela ser responsável e determinante para a construção de leis e regras para a convivência de seres como nós em uma sociedade e também podemos contar com a ciência sempre que possível, quando puder nos acrescentar na definição do que é ou não é ético ou ainda, no que é verdade ou não é.

    Quanto à apologia de Sócrates, é fantástico como ele se embasa em seus argumentos, apesar de sim, ser ético no seu discurso, ele é condenado, o que prova que apesar de muitas vezes algo ser totalmente ético a nós, pode não ser a outros, o que entra em um contexto bem subjetivo, questionável e também inexplicável.

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  102. Camila Piaceteli20 de maio de 2013 23:01

    Quanto ao primeiro texto que nos foi apresentado, é proposto um debate sobre a suposta subjetividade ou objetividade da ética: é defendida a possibilidade de se provar ideais éticos (e morais) através da boa argumentação; através da utilização de argumentos (proposições) não falaciosos os quais sejam capazes de explicar veementemente as razões de algum ponto de vista (acerca das ações, condutas, etc). Geralmente o artifício mais utilizado é aquele relacionado à análise das CONSEQUÊNCIAS das ações (consequencialismo) em detrimento daquele relacionado à ação em si (deontologia).


    Além disso, muitas vezes parece ser difícil provar algum argumento acerca das condutas/princípios éticos devido ao fato de que é comum tentarmos prová-los através do “método científico”, ou seja, utilizando-se do empirismo experimental científico para tanto; quando na realidade muitas vezes não se é possível fazer isso por justamente estarmos tratando de questões éticas. NO ENTANTO, é importante ressaltar que justamente o fato de não se poder prová-la através dos princípios racionais da ciência certamente não constitui motivo para subvalorizá-la.


    Ao elaborarmos boas argumentações (geralmente as dedutivas/racionais são mais convincentes), devemos, além de nos preocupar com a qualidade de tais argumentos, tentar CONVENCER/PERSUADIR o nosso interlocutor, devido ao simples fato de que muitas vezes, por melhor e mais racional que possa ser a argumentação, o interlocutor recuse-se a aceitá-la; muito provavelmente por teimosia – a partir do momento em que o que lhe é apresentado não vai de acordo com a sua opinião (e tal teimosia muito provavelmente acaba elevando-se quase que exponencialmente quando a discussão se trata de dilemas éticos).


    Por fim, outro problema enfrentado nas tentativas de exploração e argumentação racional das questões éticas é o fato de que quase sempre a tendência verificada é a de se tentar provar os assuntos mais polêmicos que a envolvem, como por exemplo o aborto, a maioridade penal e a pena de morte – assuntos estes que ainda fornecem inúmeros problemas de avaliação ética; no entanto, verificamos constantemente também que o mesmo acontece nas mais diversas áreas da ciência: considerando que ainda há temas e fenômenos de difícil exploração e comprovação/explicação pela mesma, isso sem falar nos inúmeros desacordos entre os estudiosos – o que entretanto obviamente não anula a potencial de veracidade da ciência.

    (continua)


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    1. Camila Piaceteli20 de maio de 2013 23:05

      ... E não somente a ética, mas a própria “arte” da argumentação em si sempre tem apresentado inúmeras dificuldades e impasses de consenso, uma vez que em todas as áreas da ciência (e da religião), desde a filosofia até a química e a teologia, tem tido seus estudiosos utilizando-se de argumentação para provar suas teorias (algo como um processo natural para conquistar a opinião alheia e assim obter autoridade em seu conhecimento); argumentações as quais sempre passaram por questionamento por outros estudiosos, por melhor que pudessem ser, ao longo do tempo, conforme novas evidências e métodos de estudo surgiam. Por isso a argumentação trata-se de um assunto tão polêmico quanto a própria ética – o que obviamente e novamente não anula seu mérito e efetividade – uma vez que nem tudo deve ser considerado “relativo” ou “subjetivo” somente porque é difícil de se testar.


      Os dois outros textos, por suas vezes, constituem no discurso “A apologia de Sócrates”, no qual o autor discorre uma série de argumentos para tentar provar sua inocência quanto ao processo que fora movido contra ele: havia sido acusado de cometer crime por conta de suas investigações acerca “das coisas terrenas e celestes”, e por ter passado tais conhecimentos a frente, ensinando-os aos demais.


      Ao longo de vários parágrafos tecidos, Sócrates basicamente defende que é acusado de ser um bom “orador”, ou seja, persuasor, quando na realidade ele somente seria eficaz na “arte” de defender racionalmente seus ideais, aqueles que ele considera como “verdades” – as que acredita: ele defende a sabedoria como algo próximo da procura racional constante daquilo que não se conhece, ao invés da pretensão de supostamente saber-se o não conhecido. Da mesma forma, defende que jamais tenha cobrado pelo conhecimento que dissemina, mas que no entanto a importância de se transmitir toda forma de conhecimento adiante, formando homens ‘melhores’ (trabalho dos “mestres”) deveria ser certamente mais valorizada, ao invés de julgada, como havia vindo acontecendo e também como ele estava sendo.


      Enfim, críticas àqueles que argumentam sobre quaisquer temas sempre existirão, assim como contra-argumentos em retorno e, sendo assim, talvez a maior dificuldade que acabemos por enfrentar encontra-se na legitimidade em utilizar-se cada argumento, no sentido de sermos verdadeiramente capazes de evitar a utilização quase que “inconsciente” ou "automática" de proposições e pressupostos falaciosos - condenadores de qualquer argumentação válida.

      kamila.star.p@hotmail.com

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  103. Quanto mais eu leio o texto, mais eu próximo chego a uma conclusão já descrita em aula pelo professor: os debates em ética não chegam a lugar algum. Não importa o quanto se fale do texto, são coisas tão óbvias que não se falou em nada. Poesia seria a palavra mais adequada ao texto de Sócrates, porque atualmente dentro de um processo jurídico esse blá blá blá nem seria considerado por alguns juízes.
    O texto “Haverá Provas em Ética?” se passa de forma idêntica, sem acrescentar nada além do que o senso comum não pudesse apreciar, dito apenas de forma mais bonita.

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  104. Pode a subjetividade da ética não admitir provas? Diferentemente da ciência moderna que nas suas metodologias e observações coleta provas que sustentem suas afirmações. Na ética diz-se que não ser possível considerar provas de suas análises pelo seu caráter subjetivo. Porém se considerarmos essa proposição como verdadeira, estaremos descartando uma gama enorme de discussões aplicações práticas dessa subjetividade. Ao cotidiano da nossa sociedade, se aplica essa tal subjetividade em todos os setores da vida humana, que por se dar obrigatoriamente na forma de uma grande sociedade, se vê a todo o tempo existir inevitavelmente todos os fatos que ao fim geram a necessidade de se discutir as questões éticas. Pois estas exercem influência completa na vida social e se não houverem quem trate de captar os pensamentos divergentes e atingir um ponto onde se permita pacificar, resolver os conflitos e transcorrer a vida humana, se condenaria a sociedade como um todo.
    O grande problema da subjetividade que a ética representa, é que toda investigação deve estar pautada na imparcialidade. Visto que cada ser humano é dotado de suas crenças e convicções, desenhar um modelo de ética que não se atenha na pessoalidade é uma tarefa um tanto árdua. Existem pessoas que são mais ou menos inclinadas a serem reféns do próprio preconceito, a reflexão em muitos casos pode levar ao esclarecimento, ao ponto comum sobre os assuntos éticos. Mas mesmo quando se encontra a solução, ou ao menos uma tentativa de se chegar à ela, ainda teremos de nos deparar com mais uma dificuldade. Mesmo que a proposição seja franca o suficiente para generalizar uma situação, isso ainda não garante que todos a compreenderão e a aceitarão. Para isso haverá uma nova dificuldade, que parece às vezes mais intransponível que a própria investigação ética. Fazer os seres humanos compreenderem e estarem de acordo com o que alguém ou um grupo de pessoas chega a acreditar ser uma proposição razoável de forma universalizada é de uma enorme dificuldade.
    Assim é possível concluir que a discussão ética não deve apenas se estender para os temas a que ela se compete, pois a sua investigação não é plenamente suficiente para as demandas que a subjetividade das relações humanas trazem.

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  105. Rachels deixa claro em seu texto que nós devemos discutir se há provas em questões éticas, ou melhor, se as provas que são usadas como argumentos em questões éticas são válidas ou não. Em seu texto ele diz que nós podemos fundamentar juízos morais em nossas próprias razões, possibilitando assim explicar se nossas razões são pertinentes ou não, mas mesmo assim ele diz que quando nós expormos nossa opinião baseada na razão, e sua lógica for irrefutável, é normal alguém discordar, e segundo ele isso ocorre por simples teimosia do interlocutor e pelo fato de ele não querer aceitar a razão do outro. Esse fato fica muito evidenciado no texto Apologia, onde Sócrates formula sua defesa baseado em uma razão de lógica irrefutável, e os juízes do tribunal o condenam de morte, simplesmente por não aceitarem a validade dos argumentos de Sócrates.

    Thomaz Zebrowski- 21058812

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  106. Carolina Carinhato Sampaio21 de maio de 2013 00:55

    Os argumentos morais, assim como a ética, dizem alguns, são bastante subjetivos – e que por isso a discussão deles seriam de uma certa maneira inválidos por não serem capaz de ser provados. Ao afirmar isso, vê-se de cara que aquele que argumenta desta maneira certamente está pensando nos assuntos mais complexos que a ética em si mesma pode abordar – como o aborto e a eutanásia, por exemplo.
    É claro que assuntos como os supracitados são extremamente difíceis para serem discutidos - mas essa discussão existe e é necessária, ainda que seja frustrante discutir temas dúbios como estes e que envolvem várias dimensões que geram divergência entre as pessoas, como a religião e a experiência vivida por cada um.
    Por exemplo: quando alguém diz que é contra o aborto, não está pensando naquela jovem que engravidou por um descuido e não terá condições financeiras e psicológicas de criar uma criança da maneira correta – mas ao mesmo tempo, seria certo tirar a vida de um ser que ainda nem nasceu e que não pode escolher ou se defender contra isso? Será que o erro dela justifica a retirada de uma vida? Seria um feto passível de ser considerado uma vida? Neste caso, ambos os lados apresentam explicações racionais em relação ao tema – porém é difícil que isso gere uma aceitação geral para que o debate acabe.
    Porém, nas situações mais simples que envolvem a ética e a capacidade de argumentar de cada um, é preciso admitir que um consenso de todas as partes é mais fácil, porque um dos lados vai apresentar um argumento mais palpável – sendo assim possível chegar a uma conclusão sobre o debate ético. Ao buscar provar o seu ponto de vista, como diria James Rachel, o raciocínio ético passa a não ser apenas mais uma “mera opinião” – é algo com relevância que está sendo discutido e provado, ainda que baseada numa viés própria, que difere daquela defendida pelo raciocínio científico; o que nem por isso a torna deficiente em relação a este último.
    E é o que Sócrates defende no seu julgamento. Neste, com base em provas provenientes de análises do raciocínio ético, ele tenta mostrar ao povo que está lá injustamente – e tenta colocar o seu ponto de vista em relação àquela situação na qual ele foi colocado por pessoas de má-fé. Embora os que o acusam convençam os outros, Sócrates sabe que está certo – porém é difícil contornar a falácia que já está bem colocada e antiga. É importante ressaltar também que o argumento moral vai além de ter pessoas falando e convencendo umas as outras sem qualquer escrúpulo – nem sempre a opinião da maioria ou de algumas pessoas com oratória são verdadeiras, éticas e morais; e neste caso, percebemos que existem muitos argumentos infundados, porém bem colocados – mentirosos, que convencem a maioria, mas que não são morais. E assim disse Sócrates sobre o poder de julgamento das pessoas: que o importante é que seja analisado se o que ele diz é justo ou não; e que esta é, de fato, a virtude do juiz e do orador – dizer a verdade. E não apenas buscar o convencimento muitas vezes infundado da maioria.É saber admitir que não é possível saber sobre tudo, e, assim, combater o senso comum através da razão.

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  107. Desenvolver uma argumentação persuasiva dentro do campo ético possui algumas barreiras, como é dito no texto de Rachels, dificilmente haverá uma discussão complexa envolvendo diversos personagens quando o tema é algo como "É certo ou não atear fogo à moradores de rua enquanto dormem?" Pelo menos não em uma sociedade com uma ideia de moralidade similar com a atual, porém a dificuldade na hora de provar argumentos éticos passa por questões muito mais delicadas, que podem estar atreladas à uma crença religiosa, ou à um senso comum pré estabelecido muito firmemente, até mesmo pelo preconceito do interlocutor, teimosia, resistência quase instintiva à uma nova ideia que vai contra uma outra ideia sob a qual ele vivera toda a sua vida até então.
    A argumentação ética também pode ser manipulada, usando argumentos de fácil aceitação, ou que usem os sentimentos de quem se quer persuadir, ao longo da história da humanidade, houveram muitos exemplos de pessoas que convenceram outras pessoas, ou até nações inteiras de que seu ponto de vista estava certo, assim como existiram outras tantas pessoas que professaram à multidões porém sem o mesmo sucesso.
    Provar um argumento ético complexo é realmente de uma dificuldade enorme, Sócrates argumentou de forma que acreditava estar certo e desenvolveu toda uma argumentação à seu favor, mesmo assim foi condenado, para ele próprio ele provou que seu raciocínio era correto, porém para aqueles que o julgavam aquilo não foi suficiente para livrá-lo das acusações, e quantas outras vezes casos similares não devem ter acontecido? Quantos outros não mostraram toda uma argumentação para se provarem inocentes e aos olhos de seus juízes foram considerados culpados? Quantos promotores, acusadores, etc., não desenvolveram uma linha de raciocínio para provar que uma outra pessoa era criminosa, culpada de uma violação ao código de conduta que regia sua sociedade, e no fim, essa mesma pessoa foi julgada inocente? É quase impossível esquecer sentimentos e preconceitos ao julgar um argumento ético, por isso é tão difícil prová-los.

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  108. Victor Milani
    RA: 21044012

    Argumentos morais são diferentes de argumentos científicos pois os morais não são baseados em testes e provados em cenas empíricas,na verdade eles são apenas provados teoricamente e subjetivamente, pois uma ação moral depende da sua cultura, porém a argumentação moral não é impossível.
    Prova disso é o grande avanço nas argumentações contra as imoralidades, como estupro,exploração do trabalho de crianças e uso de estrangeiros para abaixar o preço dos produtos.
    Mesmo com esse avanço nada é perfeito e também como já citei no inicio os argumentos morais são subjetivos um exemplo disso foi dado na aula e também pelo texto de Apologia a Platão, no filme e no texto mostram Platão se defendendo de um juri, ele se utiliza de argumentos lógicos e morais mas o mesmo é condenado a morte, demostrando a subjetividade da argumentação;

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    1. Apenas corrigindo "Apologia a Sócrates" e não a Platão

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  109. Thirza Nakayama RA 2106581221 de maio de 2013 10:16

    Quando em um assunto todos ou maioria estão de acordo, facilmente prova-se a correção de uma ideia persuadindo alguém a aceitar as provas... Um caso que relata tal fato é quando Meleto acusa Sócrates de corromper a juventude, não acreditar nos deuses e criar a nova Deidade, e Meleto induz o povo que julgassem-no culpado. Sócrates mesmo diante as acusações não temeu a morte e usou como defesa a estratégia argumentativa, e esses argumentos morais tem a falta de provas físicas do subjetivismo ético, que não existe verdade objetiva.
    Vale lembrar que as questões éticas são meras disputas de opinião "cada um te a sua, e ninguém está certo ou errado - tudo é subjetivo". e Em comum com o relativismo não há uma verdade universal em ética. Sendo assim a teoria da ética subjetiva nega a si própria. Se não há o que discutir pois a mentira é individual e cada um tem sua própria verdade, caímos numa norma objetiva onde: é proibido discutir.

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  110. O texto de James Rachel fala sobre a dificuldade em afirmar o certo e o errado no campo da ética, enquanto em outras ciências é possível encontrar essas respostas.
    No texto “Apologia de Sócrates”, de Platão, Sócrates constrói um argumento para se defender. Para assumir que o argumento de Sócrates é correto, temos que acreditar que o que ele diz é a verdade. Ele nos afirma que diz apenas a verdade, no seguinte trecho: "E tanto agora como mais tarde ou em qualquer tempo, podereis considerar essas coisas: são como digo". Porém a verdade pode não ser igual a todas as pessoas. As premissas usadas por Sócrates, e confirmadas por Meleto, são verdadeiras no ponto de vista de ambos. Mas podem ser falsas para outra pessoa. Além disso, não é um pouco prepotente dizer que as coisas "são como digo"?
    Caso o assunto fosse simples, seria fácil acreditar que Sócrates se pautou na razão e disse apenas a verdade. Mas o tema é complexo e se desdobra em uma série de ocorrências, e fica mais suscetível a críticas dos "teimosos", ou seja, em argumentos complexos, é comum que alguém não concorde com ele.
    A construção de um bom argumento pode aparentar ter chego mais próximo da verdade. O argumento pode ser perfeito, sem falhas. Porém, pode ser que uma das premissas utilizadas seja incorreta, e isso destrói o argumento.
    O argumento de Sócrates é perfeito, e ele acredita estar dizendo apenas a verdade.
    Eu particularmente concordo com esse pensamento.

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  111. Ao assistir o vídeo e analisar o texto da Defesa de Sócrates, é claro que quando tratamos de provar nossas ideias em ética nos é necessário todo um aparato argumentativo.
    Digo aparato argumentativo, não somente a estrutura em si da argumentação, a qual em muitas vezes não está baseada em provas. Mas percebemos que nos é necessário identificar em nossos argumentos e dos que estamos discutindo as falácias contidas em nosso discurso. Pois constantemente fazemos generalizações não qualificadas,premissas contraditórias, apelamos para a misericórdia do público, utilizamos de analogias falsas,formulamos hipóteses contraditórias ao fato e usamos da maldade para envenenar o discurso do outro.

    Portanto, percebe-se que as provas em ética, de fato não são como na ciência, porém, são complexas no sentido de que devem ser pensadas, orientadas e constantemente avaliadas, segundo os critérios argumentativos - como observamos na disciplina Pensamento Crítico que cursamos no trimestre passado.

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  112. (Peço desculpas pelo atraso em meus comentários, estive doente na última semana o que atrasou minhas atividades)

    Um dos maiores problemas que a ética enfrenta é talvez a inexistência de provas. Julgam mais simples provar uma atividade que tenha conteúdo relacionado com a ciência, do que por exemplo provar quem está correto numa discussão em que o tema seja se o aborto é correto ou não.
    Mas há uma maneira de se provar se uma questão é ética ou não. É necessário oferecer boas ações a favor do bom juízo ético e então explicar porque essas ações são importantes. Pode-se por exemplo dizer que uma pessoa é boa porque é sempre honesta e então explicar porque a honestidade é tão boa e porque serve de critério para julgar se uma pessoa é boa ou ruim.
    O raciocínio científico ser diferente do raciocínio ético não torna necessariamente o segundo deficiente. O problema é que quando pensamos em questões éticas, pensamos nas questões mais difíceis o que faz com que provas uma questão seja impossível. Ou que então, apesar dos argumentos bons que provam a verdade, muitos acham melhor e mais fácil das as costas a razão.
    Como acontece no Apologia de Sócrates, onde apesar dos argumentos bons e válidos que Sócrates usa ao seu favor, o povo que o julga prefere o condena-lo, porque ele é contra aos princípios éticos de todos da sociedade da época.

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  113. Ana Jacqueline O. R. Nunes - 2106791221 de maio de 2013 16:30

    Produzir conhecimento é criar perguntas e tentar respondê-las, tornando suas respostas o mais absolutas e aplicáveis o quanto é possível. Segundo Sócrates, filósofo grego, esta é a pura manifestação da ignorância humana. Se dizer sábio é se dizer ignorante (ai vem a célebre frase: "só sei que nada sei"), pois limitam-se seus conceitos. A intenção de Sócrates era levar as pessoas a conhecerem seus desconhecimentos ("Conhece-te a ti mesmo"). Através da problematização de conceitos conhecidos, daquilo que se conhece, percebe-se os dogmas e preconceitos existentes.

    Acusado por Mileto, Sócrates foi condenado à morte por ter sua filosofia mal compreendida, sendo acusado de corrupção dos jovens e da preconização dos Deuses além dos que eram adotados na cidade.
    Mas, então, qual seria o sentido da filosofia de Sócrates? Em seu discurso, Sócrates apresenta dois campos: o conjunto do "conhecimento" e o da ciência. No conjunto do "conhecimento" (aqui entendido também por ética), quando temos que provar algo somos levados a crer que não existem argumentos morais, já que toda a comprovação partirá de uma opinião moral. Para grandes temas, esta discussão se tornará grande e talvez sem solução. Mas para pequenos casos,ora, não há como provar que uma opinião moral é verdadeira ou falsa, mas como exemplificar que seus argumentos tem fundamento (assim como Sócrates provou que seu acusador, Mileto, estava errado), atráves de um consenso social que estabelece, mesmo que inconcientemente, o que é ruim ou bom - como mentir, roubar, matar, ...- sem tentar apelar para o emocional do ouvinte ou tentar atacá-lo, desvirtuando o argumento. O contraposto vem no conjunto da ciência, que baseia-se no empirismo (observações e experiências) para provar suas teorias, sendo que as novas descobertas e/ou contestações mudam e revolucionam este campo frequentemente.

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  114. Jonatas Silveira de Souza
    RA: 21040912

    Peço perdão pelo atraso neste post, espero que o senhor tenha a chance de lê-lo.

    Mediante situações limiares nos defrontamos com posicionamentos morais e devemos fazer escolhas sem uma necessária reflexão moral. Agimos embasados em nossa experiência ou simplesmente reagimos ao nossos impulsos. Mas pelo que conseguimos inferir até então, a Ética poderá nos auxiliar no estudo das nossas ações e como poderemos racionalizá-las no sentindo de dar mair aporte teórico para a sua análise.

    Não poderia ser o contrário ao estudarmos os nossos argumentos éticos. Os mesmos também estão sujeitos ao olhar da Moral.
    Ao expormos nossos argumentos de maneira oral, escrita, fazemos ao mesmo tempo interpretações do mundo em que vivemos. Tentando objetivar o que nos é perceptível aos sentidos, mas nem sempre fazemos isso da melhor maneira. O que seria ‘a melhor maneira’?

    Podemos tomar como a melhor maneira de analisarmos as nossas representações (juízos), e os argumentos que tentam sustentá-las, séria apoiarmos os nossos juízos nos princípios éticos argumentativos, assim como vemos na defesa de Sócrates, que demonstra que discussões éticas não são baseadas apenas na subjetividade das nossas opiniões mas sim em um método mais preciso.

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  115. Algumas pessoas julgam difícil definir ética, talvez seja pelo seu subjetivismo, enquanto as ciências parecem ser mais objetivas e ter uma maior facilidade em afirmar ou negar. É tão difícil chegar a um consenso sobre moralidade? A discussão sobre o certo e errado pode ser resolvida quando apresentamos argumentos validos que possam defender uma tese contra ou a favor da mesma. Nos textos analisados foi possível verificar a importância de ter bons argumentos seja eles pró ou contra um determinado tema, dessa forma mesmo que seja persuasivo seu argumento ele poderá enriquecer o debate ético, que não precisará ser visto mais com tanto subjetivismo.

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  116. Das diversas discussões tidas ao longo do quadrimestre, creio que a que discorre sobre os métodos da Ética "em oposição" aos métodos da Ciência foi a que mais arrebatou a minha atenção.

    O texto de James Rachels trouxe grandes verdades acerca do tema, expondo e esclarecendo os "preconceitos" - se é que assim posso chamar - que as pessoas têm em relação às provas da Ética.

    Na Ética, há outras formas de se provar, são questões que servem para reger a nossa sociedade, de forma que caso as mesmas fossem inexistentes, a harmonia nunca seria atingida. É importante frisar que quando digo harmonia, refiro-me ao comportamento mínimo necessário para que possamos obter um bom convívio social. A exemplo disso, temos a confiança, algo que faz com que acreditemos uns nos outros mesmo que não tenhamos nada que comprove esse depósito de confiabilidade.

    Sendo assim, é possível concluir que apesar da Ética possuir métodos distintos dos da Ciência, isso não a torna menos importante ou menos digna de credibilidade.

    Já o texto "Apologia de Sócrates", ilustra um conflito parecido com o exibido no texto de Rachels, que era sobre o aborto. Em ambos entra em jogo a moralidade e a linha tênue que determina o que é moral ou imoral.

    Por mais que Sócrates estivesse aparentemente fazendo o bem ao tentar dar conhecimento às pessoas, a comunidade(no caso as pessoas da elite e que acusavam Sócrates)acima de abominar aquele tipo de atitude, repudiavam o tipo de sabedoria que Sócrates possuía, fazendo com que assim seus atos fossem considerados imorais e o filósofo fosse preso.

    Fernanda Sue Komatsu Facundo

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  117. Quando estamos discutindo um assunto com outra pessoa, e esse tópico envolve mais de uma opinião, sempre tentamos mostrar que nosso ponto de vista é o mais correto, e com isso apresentamos argumentos plausíveis para que a pessoa seja convencida a mudar de opinião.
    Apesar de parecer simples, a ética faz com que os argumentos que não envolvam a razão e a lógica se tornem mais complexos para se formarem, já que envolvem ações na formação de uma conclusão. Sócrates mostra que, quando os argumentos são postos a todos e encaixam no contra-argumento, a pessoa na qual está sendo acusada – no caso Sócrates – tem chance de converter os ouvintes à seu lado. Porém, partindo do pressuposto que quando algo é dito como imoral afeta cada indivíduo, a formação de novas opniões se torna mais difícil.
    O fato que nos faz ter a impressão de que os argumentos éticos não equivalem a um experimento científico ou qualquer meio empírico de se provar perante a física, matématica, etc, é que cada indivíduo construiu e desenvolveu opiniões distintas sobre os mesmos assuntos, assim, não podemos provar por a + b que minha opinião sobre o aborto é mais correta do que a da pessoa com quem discuto. Pensando nisso, podemos achar meios em comum que mostrem que ambos os lados são válidos para diferentes situações, fazendo assim com que a ética e a moral sejam imparciais.

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  118. Realmente, sempre me pareceu muito difícil definir o que é certo e o que é errado. É como se faltassem leis que poderiam embasar tal coisa.
    Assim, o texto de Rachels foi bastante esclarecedor. Afinal, lidamos muito bem com questões e argumentos éticos todos os dias, sem mesmo notar. Por já conhecermos todas as premissas, julgar fatos cotidianos, como um roubo, é uma ação automática. A questão é que lidar com questões complexas de ética é como lidar com teoremas ainda não descobertos pela ciência: não se sabe em que se basear, e assim, não há como chegar em uma conclusão. Então, existe, sim, lógica na ética - e os argumentos para o certo e o errado eticamente são construídos a partir dessa lógica. Quando pensamos o contrário, que a ética é uma coisa arbritária, estamos obviamente nos esquecendo de que lidamos naturalmente com questões morais a todo momento.
    O texto "Apologia de Sócrates" exemplifica algo também muito interessante: que a construção argumentativa é algo puramente lógico e baseado na razão.

    email: gyelli@uol.com.br

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  119. Percebi que é possível existir argumentos moralmente aceitáveis, principalmente quando ele fala de um assunto tao complexo como o do aborto fazendo um paralelo com as ciências exatas que também existe assuntos complexos nela,mas que não são discutidas pois nelas existem experimentos empiricos,onde não há um consenso geral, as pessoas somente olham para esses casos sem respostas na ética, esquecendo que é possível ter um razão, moral alguns argumentos mais simples, que já há um consenso quase que geral nas pessoas.
    No texto "apologia de Sócrates" é possivel ver que caso ele tivesse fugido iria contra os princípios que ele tanto acreditava da razão e moral.

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  120. Gustavo Siqueira 21025112

    Argumentação é sempre algo relacionado a uma ética pessoal. A defesa de Sócrates, mostrada no vídeo, é inteiramente moldada por argumentos que driblam uma ética universal e moralista direcionada a uma ordem normativa num contexto social. Seguindo as acusações feitas a ele, todas tinham um embasamento numa legislação determinada pela conduta universal contida em leis e costumes. Sócrates é condenado por usar a ética universal em contraponto com a ética individual, colocando certos comportamentos imorais na limitação normativa, porém, coerentes em uma ética individual.
    Quando Sócrates coloca os valores morais como intrínsecos e contidos numa esfera interna da nossa mente, e se diz estimulado por uma voz, a razão humana sofre uma ruptura, e vejo aí uma possível brecha para refutação de Sócrates. Porém, de acordo com as teorias consequencialistas, o uso da argumentação para um final coerente e condizente com os valores universais, o ato, mesmo imoral, sofre uma "moralização".
    Nesse caso, a condenaç'ão de Sócrates se deu a uma moral de que ele cometeu seus atos imorais perante a sociedade, e sua maior conduta moral, seria aceitar ser punido. E assim foi feito.

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  121. A ideia de que ética seja passível de provas é estranha a priori porque nos acostumamos com o conceito de provas científicas - baseadas em observações e experiências, mas esse não é o caminho para provas morais: aqui nós temos que fornecer razões, construir argumentos e nos basearmos em certos princípios. Como na ciência, a ética possui também suas grandes questões difíceis e complexas de serem discutidas e as mais simples, que normalmente todos tendem a concordar.
    Posso encontrar um ponto comum nos textos apresentados - ambos buscam mostrar que a a ética não pode ser somente baseada em suposições, mas deve trazer para si argumentos racionais que busquem comprovar de alguma maneira o que se está discutindo. Sócrates em seu discurso de defesa constrói essa argumentação racional de maneira a expor seu pensamento de forma clara e precisa, não utilizando de recursos sentimentalistas para tal.
    O que me chama atenção no discurso de Sócrates é a importância que ele dá a justiça das ações e a verdade dos fatos nas condutas morais. Em vários momentos seus argumentos são construídos para demonstrar o quanto ele as preza e que em nenhum momento ele praticou nada senão essas duas virtudes: justiça e verdade, e que portanto quem o acusava estava cometendo a injustiça, o "imoral". É interessante também o modo como ele contesta a acusação de que não acreditaria nos deuses "há quem acredite em coisas demoníacas, e demônios não?" - Sócrates diz que ouve uma voz dentro dele (o demônio) e se ele acredita nessa voz do demônio como não acreditaria também nos deuses?
    Sócrates também tem uma visão interessante sobre a sabedoria: "só sei que nada sei". Talvez o pensamento mais fantástico de Sócrates tenha sido justamente esse: aquele que pensa que sabe de todas as coisas é ignorante ao fato de que é impossível saber todas as coisas, o único que detém esse conhecimento seria deus. Sábio é aquele que admite que nada sabe e que sempre busca aprender a ouvir o mundo a seu redor. O verdadeiro conhecimento não é saber todas as respostas, mas sim saber olhar para as questões e refletir racionalmente sobre elas.

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  122. O texto de James Rachel nos apresenta a relação empírica dos conceitos éticos. Isso faz com que o estudo da ética não seja algo simples e corriqueiro. Não podemos provar se o aborto é certo ou errado. Porém, a inexistência de provas não é apenas uma deficiência apenas em Ética, mas também na esfera das Ciências Naturais: "Há matérias complicadas sobre as quais os físicos não conseguem chegar a acordo; se nos concentrássemos apenas nelas poderíamos concluir que não há provas em física. Mas, é claro, há muitos assuntos mais simples sobre os quais todos os físicos competentes estão de acordo."
    O autor afirma que as pessoas têm um padrão inadequado perante a exigência de provas. Elas exigem provas e experiências cientificas, o que é naturalmente impossível em ética. O pensamento racional consiste em fornecer boas razões, analisando-as em relação aos relativos argumentos expostos, e assim justificando seus princípios. Portanto, conclui-se que o fato do raciocínio ético ser diferente do raciocínio científico, não o torna ineficiente.


    Bruno Pestana Macedo
    RA 21049312

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  123. Se compararmos a ética à ciência, como fez James Rachels, veremos que em ética não há necessidade de provas, já que ela se baseia numa conduta que pode variar de pessoa para pessoa, mas há certos juízos que são universais e por isso são susceptíveis de prova.
    Os exemplos dados pelo autor de juízos universais: “Jones é um homem mau. Tem o hábito de mentir; manipula as pessoas; engana-as quando pensa poder fazê-lo sem ser descoberto; é cruel para os outros”. Aqui temos um juízo universal: a desonestidade é característica de pessoas ruins, se Jones mente, então ele é uma pessoa ruim. Pode-se “provar” tal sentença com auxílio da lógica argumentativa.
    Quando se trata de juízos “não universais”, fica difícil provar já que as opiniões geralmente são concorrentes, mas podemos apresentar boas razões e argumentos razoáveis para debater o tema.

    Lucas Romano López
    RA 21059812

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  124. Um dos principais problemas da ética é de fato a validade dos argumentos morais. Por mais que ele passem por todo um sistema de avaliação, por métodos racionais para determinar um comportamento moral, isso pode acabar por não fazer a menor diferença quando queremos afirmar algo como sendo moralmente aceitável. Comportamentos morais são suscetíveis de provas, mas a subjetividade da pessoa muda as bases da avaliação quando essa informação é repassada na forma de linguagem. Daí a persuasão é de extrema importância para o argumento moral, a capacidade de se utilizar da linguagem para fazer com que a pessoa reavalie suas bases morais de modo a até poder mudar de opinião. Claro que precisamos estabelecer o assunto no qual iniciais os argumentos morais, assunto considerados limites são, na maioria da vezes, tomados como exemplos, e são de extrema dificuldade de abordagem, devendo ser divididos, já que na maioria das vezes são formados de pequenos outros argumentos morais mais simples.

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  125. De fato o subjetivismo ético é um grande empecilho na aceitação do conceito ético para a sociedade. A maioria das pessoas entendem provas como algo que pode ser observado e testado cientificamente, mas temos outras maneiras comprovar juízos éticos como mostra o texto de James Rachels.T alvez James tenha tocado no ponto chave da discussão ética, pelo menos para nós, principiantes, e nos mostrou com argumentos satisfatórios a saída para aquele velho senso comum. Parece bastante razoável que muitas das discussões sobre o bem e o mal se tornam massivas e complicadas devido à teimosia ou por serem complexos demais. Por isso não se deve considerar que os juízos éticos sejam "meras opiniões".
    Sócrates de maneira alguma abandonou sua teoria ética e suas características filosóficas mais profundas de razão e lógica, é possível ver como ele raciocina em cima da moral da sociedade naquele momento, se ele tivesse fugido iria contra os princípios que ele tanto acreditava da razão e moral.

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  126. Tema 4 - Argumentos morais:

    Os dois textos mostram como é difícil o trabalho de se estudar e criar um consenso sobre a ética e as suas interferências nas vidas das pessoas.
    No texto de Rachels está exposta a dificuldade de se criar uma ideia geral a respeito do que pode ser considerado ético, ao contrário da ciência, em que tudo é provado através de cálculos e da experiência, a ética não permite essa clareza devido à diversidade de culturas, referencias e outros pontos que tornam um ser único. Entretanto, construímos “pilares” como a confiança, por exemplo, para que a convivência em sociedade seja possível através de uma “ética geral”, mesmo que provisória.
    Já no texto de Platão, a abordagem é realizada em um patamar mais restrito da ética, assim como o exemplo da discussão sobre o aborto presente no texto anterior. Aqui, Sócrates está tentando se defender da acusação de corrupção moral que ele supostamente causava nos jovens. Essa situação demonstra a grande dificuldade de se debater “assuntos polêmicos” na ética, pois, nem sempre o melhor argumento conseguirá sair vencedor, já que no mundo sensível a que pertencemos às vezes podemos ser corrompidos por forças que anulam nossa capacidade de aceitar que, de fato, nada sabemos.
    Por fim, compreendo que por mais complicado que o estudo da ética seja, ele deve continuar a ser praticado, entretanto me parece errado buscar nele os mesmos objetivos de um cientista em suas leis, pois, se tratam de campos do conhecimento, se assim posso dizer, muito diferentes e, portanto, devem ser tratados como tal.

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  127. Guilherme Bocalini22 de maio de 2013 23:08

    Guilherme Bocalini
    RA: 21033512

    É comum a confusão entre prova e consenso, ou verdade. Tendemos a acreditar que algo cientificamente provado é uma verdade irrefutável e que isso gera um consenso o qual não faz sentido ser questionado afinal já está provado. Talvez nas ciências naturais essa ideia se aproxime um pouco mais da realidade, entretanto não é possível pensar dessa maneira no estudo da ética.

    Esse modo de pensar que faz alguns acreditarem que não há como elaborar uma prova ética.

    A questão é que essa prova não tem como objetivo estabelecer um consenso, ou verdade absoluta. A prova nada mais é que um argumento bem elaborado e lógico. Para alguns temas é extremamente complexo construir argumentações que preencham esses requisitos, e como James Rachels afirma em seu texto, são esses temas os responsáveis pela suposição que ética é uma questão de opinião. Essa é uma visão extremamente prejudicial pois limita o debate a cerca de questões relacionadas à ética.

    Além disso ética não está limitada a esse tipo de tema, realizamos decisões que envolvem ética diariamente; algumas são mais simples, outras não. Portanto é possível sim elaborar argumentos, ou provas, éticas, o que determinara sua validade ou não é a qualidade desse argumento, que está fortemente ligada ao tema que trata.

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  128. Jessica Raissa Oliveira Laureano23 de maio de 2013 07:33

    Nos textos lidos podemos perceber que a sociedade só aceita como real aquilo que pode ser comprovado empiricamente, como as ciências exatas que são passiveis de testes, obtendo assim sempre os resultados esperados. Para o senso comum, a argumentação moral não tem muita validade, pois não é comprovada cientificamente e sim baseada em fatos observados racionalmente. Porém, julgar a argumentação moral como invalida é incorreto, uma vez que um argumento pode ser tomado como verídico a partir de observações, por exemplo: traição na nossa sociedade é imoral e, portanto, quando alguém trai o cônjuge não é necessário prova cientifica para provar que aquilo é imoral, basta analisarmos o fato e concluiremos.
    Um exemplo dado no texto é a argumentação de Sócrates, acusado de corromper com os ideais da época, criando novos cultos e acreditando em outros deuses. Sócrates fez sua própria defesa baseado em argumentos morais, tentando demonstrar sua inocência racionalmente, assim, ele se nega a corromper com seus próprios ideais e acaba sendo acusado pelo tribunal que estava movido pelas paixões regentes naquela época. Sócrates prefere morrer a negar tudo aquilo que já tinha feito.

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  129. James Rachels argumenta sobre a dificuldade de tratar ética como uma ciência, uma vez que a objetividade não é certa, e não é possível concretizar provas. A dificuldade de provar argumentos éticos como os argumentos científicos não os inferiores, apenas promove uma subjetividade a ele, mas vale ressaltar que Rachels não impossibilita provar atos morais ou imorais.
    Já em Apologia de Sócrates, evidencia-se a diferença entre vontade e razão. Sócrates permanece fiel as suas crenças de postura ética e a conduta virtuosa, enquanto defende-se não renuncia nenhum princípio tão pouco corrompe algum. Enquanto o tribunal movido por vontades, sentimentos e emoções o condena.

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  130. Sócrates usa de todos os recursos retóricos e lógicos que tinha em mãos para desenvolver sua defesa a acusações infundadas. Ele perde, o que não significa que seu juízo ético estivesse errado, apenas que um juri insistiu em considerar suas particularidades pessoais em detrimento de uma defesa bem feita e que deixou calados os argumentos da oposição. O caso de Sócrates continua ecoando nos dias de hoje, mesmo que dois mil anos mais tarde. Há uma resistência geral a opiniões dissidentes no que se refere às questões de cunho ético. Curiosamente, por mais coesos, ilustrados e embasados que sejam os argumentos expostos, perdura uma mentalidade retrógrada de que há certos tópicos ''delicados'' ou até mesmo ''proibidos'' de debate. O texto de Rachels aponta para a origem, talvez, dessa deficiência social. A Ciência é pautada pela Objetividade, uso de métodos, objetos físicos de pesquisa. Tende-se a pensar que a Ciência é muito mais certa do que a ética, justamente por ser mais palpável. A Ética é uma abstração cujos efeitos ecoam num mundo inteligível. Percebe-se já o contra-ponto em que nos colocamos ao falar de argumentos morais, uma vez que não há nada que os prenda ou os limite. Essas dificuldades especiais em se argumentar moralmente, por certo, não são bastante para liquidar discussões sobre temas éticos. A discussão e revisão de velhas opiniões é algo que se deve ter por natural à convivência em sociedade, que só existe pela comunicação, que por sua vez só é eficiente se construída sobre pilares de confiança. É elementar que a argumentação moral seja posta em pauta, é um exercício a longo prazo a liquidação da ideia quase unânime de que não existem provas que confirmem certos argumentos desta estirpe. Os motivos pelos quais pensamento como tal vigoram são, sumariamente, dois: argumentos éticos são provados argumentativamente, diferente dos científicos, ao passo que aqueles investigam objetos de natureza diferente dos objetos científicos; e também a predileção por assuntos difíceis até mesmo para a a Ética em se responder, como a questão do aborto e da eutanásia. Assim como a Ética, a Ciência também não tem respostas precisas a todas as perguntas que lhe são feitas. A Ciência nunca conseguiu provar a existência ou a não-Existência de Deus, mas isso não significa que os crentes e não-crentes devam desacreditar e evitar debates Científicos em função de uma ou outra questão sem resposta.

    Lívia Maria Cianciulli
    RA: 21012612

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  131. Denis Henrique de Miranda - 2100731223 de maio de 2013 22:59

    Conforme já foi dito muitas vezes, o conceito de verdade depende do referencial. Na maioria das vezes, é difícil entender isso no calor de uma discussão; entender que um lado pode estar certo e o outro errado, ambos podem estarem certos e ambos podem estarem errados. Claro, muitas vezes ocorre o que o próprio texto de James Rachel qualificou como se recusar a “dar ouvidos à situação”, simplesmente ignorando os argumentos da parte oposta.
    Geralmente, um grande problema tido como polêmico é formado por diversos problemas de pequena, média e grande proporção que, quando somados, formam um assunto delicado e problemático. A interpretação errada (propositalmente ou não) de qualquer parte desses assuntos pode ocasionar um caminho completamente novo de interpretação do problema, levando o assunto ao extremo do aceitável, porém com um raciocínio supostamente correto.
    É aí que entram os princípios da moralidade nos argumentos. Conforme texto de Rachel, se vivêssemos numa sociedade onde a mentira fosse algo explicitamente presente na linguagem, a comunicação confiável seria impossível, entretanto, é forte a tendência de, ao menos, omitir certas informações que desqualifiquem em partes o argumento. Não que seja algo bom, não que seja algo ruim, porque se só fossem aceitos argumentos completamente verdadeiros, válidos e reais, seriamos qualquer outra coisa, menos seres humanos sujeitos a falhas e submissos às paixões.

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  132. No texto de James Rachels,se discorre sobre como é complicada a ideia de possíveis provas em ética e nos mostra que isso é possível pelo uso do pensamento racional e argumentação. Rachels também fala sobre o pensamento racional ético em relação ao pensamento racional científico.
    No outro texto, Sócrates articula sua própria defesa, argumentando sobre seus motivos para ter praticado as ações que lhe pareciam corretas e honestas. Sócrates fez o que Rachels sugere no seu texto como essencial para provas éticas, usando seu próprio raciocínio e argumentando muito bem sobre a honestidade de suas ações. Mas é importante ressaltar que nem sempre uma boa argumentação sobre a honestidade de uma ação, fará com que os acusadores tirem seus preconceitos de que não há realmente provas éticas, e mudem sua opinião.

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  133. Bárbara Frugoli23 de maio de 2013 23:57

    O que mais me chama a atenção, após ter refletido sobre ambos os textos, é como a persuasão está descolada de argumentos "corretos", ou seja, como bons argumentos em ética não estão subordinados a uma retórica exemplar, necessariamente.
    Como dito em aula, Sócrates e os acusadores jamais entrariam em concordância dado que seus sistemas de conhecimento eram opostos, fundados sobre pressupostos totalmente diferentes.
    Vem sido dito a nós, durante o curso, que a análise ética possui um mínimo de concordância indiscutível entre indivíduos razoáveis nas situações mais simples, mas a partir do momento em que entramos em situações mais complexas, entram os pressupostos de cada um originando visões conflitantes sobre a mesma questão. Neste ponto torna-se imprescindível a apresentação das razões para a defesa daquele argumento e o bom senso e flexibilidade de ambas as partes para que possamos ter um debate ético saudável.

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  134. Comentário do aluno Josias:

    A comprovação de temas ligadas a ética não é diferemte da busca de
    comprovação de itens em outros campos da ciencia. As comprovações
    empiricas e teóricas , dependem em muitos ccasos, menos da consistência
    das provas apresentadas do que da robustês dos argumentos que as
    justifiquem, é também de primordial nescessidade para a aceitação destas
    teses , o nivel de conhecimento e de interesse dos ouvintes. Em ética
    este fenomeno se repete, mais importante que a comprovação de preceitos
    éticos as veses de dificil compreessão , devemos considerar a
    argumentação do espositor e a pre disposição dos ouvintes para aceitar
    ou não os argumentos expostos. Uma prova da robustês de argumentos
    éticos está na APOLOGIA A SÓCRATES de Platão, embora a argumentação
    de Sócrates perante os seus julgadores sejam de dificil
    comprovação,particularmentes aqueles argumentos que se referiam ao que
    esperava a todos após a morte, de improvavel comprovação, a
    fantastica competência argumentativa do autor permanecerão vivas e
    comprovadas enquanto o espirito humano estiver em bbusca do
    conhecimento e da justiça, transpondo as barreiras temporais e renovando
    expectativas.

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  135. Caroline den Hartog Batagini31 de maio de 2013 00:10

    RA: 21024712

    Olá, professor.
    Primeiramente, peço desculpas pelo atraso com relação aos comentários. Tive alguns problemas pessoais que me afastaram alguns dias da Universidade e, diante do feriado, estou procurando colocar minhas tarefas em dia.
    Antes de iniciar o comentário acerca do tema, gostaria ainda de registrar que o atraso do qual me referi acima foi, em certa medida, muito esclarecedor. Até então, não tinha me dado conta na evolução que estamos fazendo no que diz respeito ao pensamento ético. Tal evolução se mostrou muito clara agora, voltando no tema “argumentos morais” quando já foram apresentados os seguintes. Digo isso porque, ao ler novamente a apologia de Sócrates e tendo comparecido na última aula sobre Kant, é possível perceber como cada autor procura resolver a questão da prova moral de uma maneira diferente. Kant, por exemplo, justifica que uma conduta moral seria dada por uma lei, de modo que seria ética uma ação individual que pudesse ser transformada em uma lei universal para todos os homens.
    Dito isso, encerro aqui minhas observações e abaixo farei meu comentário acerca do tema, de forma a tentar não deixar que as aulas seguintes interfiram no desenvolvimento do raciocínio sobre esse ponto específico da disciplina.

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  136. Caroline den Hartog Batagini31 de maio de 2013 00:27

    RA: 21024712

    Ao nos depararmos com debates éticos corriqueiros, como o casamento gay, o aborto, a desigualdade entre sexos e outros, é comum encontrar quem pense que tudo não passa de uma questão de opinião. Mas, quando mudamos a pauta para um assunto como a insegurança pública de um local específico ocasionada pela compra e venda de drogas, por exemplo, observa-se que há um maior interesse coletivo no debate e que os moradores do local concordam sobre a imoralidade existente nessa situação, chegando a debater a fim de encontrar uma mesma conclusão ou a “melhor saída”. Isso ocorre porque, assim como nas ciências naturais, em ética há também assuntos mais fáceis de serem resolvidos ou que apresentam maior aceitação de uma mesma resposta/teoria do que outros.
    No entanto, partindo do pressuposto de que, tanto assuntos morais como os científicos apresentam discordâncias, por que é que os argumentos morais são julgados, muitas vezes, como menos válidos do que os científicos? Ou então, por que são reduzidos a um exacerbado relativismo que considera todo argumento moral como um mero ponto de vista?
    A partir da leitura de Rachels, somos levados a concluir que a subestimação dos argumentos morais ocorre porque o raciocínio ético é diferente do científico e, na maioria das vezes, os argumentos em ética não se fundamentam no empirismo, isto é, não conseguimos elaborar provas sensíveis que convençam nosso interlocutor. O que há, em ética, são reflexões que almejam fornecer respostas às mais variadas situações decisivas em que o homem se encontra.
    É compreensível, portanto, a preferência pela não discussão em ética, visto que muitas vezes conseguimos fornecer boas razões para que um determinado juízo moral seja considerado correto, mas não conseguimos persuadir alguém a aceitar as nossas razões, o que faz com que existam diferentes julgamentos morais sobre um mesmo tema.
    Assim, a humanidade sempre tentou fazer com que existisse uma forma de universalizar os julgamentos morais e é por isso que somos cercados por leis civis e por diferentes religiões, onde ambas tentam impor um conjunto de regras de conduta partindo do pressuposto de que, sem algo superior que puna ou que premeie nossas ações, perderíamos a motivação para agir moralmente.
    Sócrates, no entanto, ao argumentar em seu favor a fim de mostrar a moralidade de suas ações, nos dá outra boa ideia da forma com que devemos proceder nosso discurso sem apelar à divindade ou à legislação: comprometendo-se sempre com a VERDADE.
    A verdade é fundamental para a validade de qualquer debate moral e deve ser o princípio de qualquer argumento, pois nela parece residir a chave para a universalização de julgamentos morais. Sem que haja comprometimento com a verdade,- e não necessariamente com a legislação e com a religião, já que essas podem estar em desacordo com a verdade - não há como se chegar a conclusões ou a soluções do que é verdadeiramente certo ou errado.

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  137. Argumentos morais, não se parecem com argumentos científicos. Como Rachels apresenta em seu texto os juízos morais a diferença entre os dois juízos não dá a nenhum dos dois a posição de mais ou menos prestígio. A finalidade da analise cientifica é encontrar regularidade em suas observações, já a finalidade da analise ética é poder justificar argumentos. Por buscar justificar argumentos, a ética é muito mais subjetiva que a ciência, e tem problemas em testar e provar juízos que circundam a sociedade. A ciência encontra obstáculos, mas os que aparecem no caminho da moral são mais complexos de transpor. Por essas dificuldades, as teorias morais apontam quais são as imoralidades e até a universalidade delas. Argumentos morais são possíveis por conta da racionalidade humana, mas algumas pessoas se recusam a aceitá-los ou não estão abertas o suficiente para discuti-las. O caso de Sócrates é um exemplo do uso de argumentos racionais para discutir a ética e a falta de interesse das pessoas em aceitá-los. Por mais que Sócrates discorresse sobre sua inocência, mas o tribunal regido apenas por emoções, o condenam sem refletir sobre sua argumentação, dando a Sócrates o fim que todos conhecemos.

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  138. A relatividade do que é moralmente correto ou ético é uma evidência clara quando estudamos esse assunto. Ao ler o texto de James Rachels no qual o autor põe isso como algo claro em sua ideia central de moralidade e ética.
    Ser ético ou moralmente correto é uma discussão que envolve inúmeros fatores, pontos de vista, consciência individual, determinações pessoais à cerca de determinados acontecimentos, isso torna essa discussão algo muito interessante.
    Essa relatividade pode ser reduzida como em alguns exemplos citados no texto de James Rachels, onde algumas evidências tornam algumas determinações, como, ser bom ou mau, moral ou imoral, algo "indiscutível". É evidente que há convenções na maioria das sociedades humanas, convenções essas que nos permitem viver em certa harmônia, como nesse trecho do texto de James Rachels: " mentir é mau, primeiro, porque prejudica as pessoas". Mentir é algo que para o indivíduo que mente pode trazer benefícios, porém, esse mesmo indivíduo que mente não gostaria de ser enganado, por isso é possível determinarmos que mentir não é algo agradável para o bem comum, contudo, em determinados pontos de vista pode beneficiar alguém.
    Como no texto "Apologia de Sócrates por Platão", quando observamos uma defesa ou uma acusação é interessante observarmos os argumentos e as tentativas de convencimento de ambos os lados, a verdade muitas vezes pode não ser tão interessante, já a inverdade, pode. Observamos na primeira parte- "Sócrates apresenta sua defesa", em argumentações pode haver distorções de fatos, e manipulações que podem afetar positiva ou negativamente decisões individuais e possivelmente coletivas.
    O entendimento de cada indivíduo à cerca dos temas e assuntos cotidianos é relativo, para mim está diretamente associado ao que cada um acredita ser moralmente correto ou incorreto, ético ou "anti-ético"
    Podemos então, observar que quando tratamos de argumentação sobre a ética e a moralidade, existem posicionamentos, variações e interpretações individuais dos fatos, mas a argumentação moral é sim algo existente e em alguns casos viável, mas acredito ser algo também, manipulável.

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  139. No primeiro texto nos é apresentado por James Rachels o debate se é possível debates e argumentos sobre a moralidade e logo após nos são apresentados os próprios argumentos quais justificam que é possível criar-se argumentos morais.
    É colocado no texto que tal tendencia de classificar argumentos morais e éticos como meras opiniões, levando o debate sobre ética a um exacerbado relativismo, é devido ao tentarmos submeter a forma estrutural do raciocínio ético a mesma forma utilizada pelo método cientifico e assim não conseguimos enxergar a "prova", qual sustenta o argumento. O método racional utilizado pelas ciências é baseado naquilo que é empírico, ou seja, naquilo que é concreto, que ao analisarmos e submetermos a testes podemos observar o resultado esperado, então é possível testar-se empiricamente o argumento cientifico,oque não é possível nos juízos morais, então por vezes há de ser considerado este inferior a ciência ou mesmo reduzido a mera especulação de carácter opinativo.
    Mas adiante Rachels demonstra que diferentemente a razão do juízo ético moral não deve ser a mesma que conduz um método cientifico, e que este pensamento racional do juízo ético consiste em "fornecer razões, analisar argumentos, estabelecer e justificar princípios, e outras coisas que tais." Ou seja, é possível criar argumentos morais a partir da premissa que se pode construir argumentos baseados na lógica, que exponham pressupostos, explane e justifique de maneira racional o porque de adotar tais e, sem se contradizer assegurando na coerência lógica, crie um argumento, qual não seja passível de ser refutado e que seja capaz de induzir que tal conduta é ética ou anti-ética. Rachel demonstra mais a frente que nem sempre estes argumentos éticos/morais são aceitos por aqueles que intentem a refuta-los, pois por mais que este esteja de racionalmente "correto" e bem construindo, levando a clara resposta se tal ação é ética ou não, este pode por teimosia nega-los. Isto é devido ao fato de muitas vezes compreender oque é ético não nos é conveniente em nossas ações, e guiados por nossas paixões, tendemos a nega-los.
    O texto " A Apologia de Sócrates" exemplifica claramente aquilo que é exposto no texto de Rachel. Sócrates é acusado por Meleto de "corromper a juventude, não acreditar nos deuses e criar a nova Deidade", acusando Sócrates então de uma atitude anti-ética. Bom, como os argumentos de Meleto são de cunho Ético, estes são passiveis de serem submetidos a uma critica, qual tenta enxergar pontos de erros estruturais dentro do pensamento racional do argumento de acusação feito por Meleto, tanto quanto tenta por um outro argumento refutar as bases e premissas que dão sustentação ao mesmo. Então, a partir do próprio argumento de Meleto, através da Maeutica Socrática (questionar e formular argumentos logicamente corretos a partir da resposta dada), refuta o argumento moral de Meleto e com a mesma estrutura de juízo moral anteriormente vista cria argumentos que tentam justificar sua conduta, como ética, e não se enquadrando dentro da descrição colocada por Meleto.

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  140. Ao julgamento ético não se aplicam as observações empíricas como nas ciências; à ética cabe o argumentar e o analisar de argumentos para que seja possível a constatação da moralidade de uma determinada conduta. O raciocínio ético é diferente da metodologia científica, por isso é comum acreditar que não existem provas em ética - o que é sustentado pela consideração de que a ética trata apenas de questões "difíceis" como o aborto, por exemplo.

    Assim como nas ciências existem temas aos quais não se chega a um consenso, isso também acontece no âmbito da ética; da mesma maneira em que em ambos existem questões mais simples sobre as quais todos estão de acordo.

    O maior problema em se fundamentar uma prova ética estaria, então, na recusa de um argumento correto pelo interlocutor: podemos provar que determinada conduta é correta, mas não garantimos a aceitação do argumento.

    Este problema pode ser observado na Apologia de Sócrates, de Platão. Em sua defesa, Sócrates consegue fomentar um argumento válido e que prova sua inocência, mas não é capaz de persuadir todos os presentes no seu julgamento, sendo, então, condenado.

    "Podemos ter um argumento exemplar que alguém recusa aceitar. (…) Em ética é de esperar que as pessoas por vezes recusem dar ouvidos à razão. Afinal de contas, a ética pode exigir a realização de coisas que não queremos fazer, sendo, pois, muito previsível que tentemos evitar ouvir as suas exigências."

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    1. Camila Almeida A. de Souza
      almeidap.camila@gmail.com; ccamila@aluno.ufabc.edu.br

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  141. Desculpe a demora.

    Creio que as provas em ética possui outro tipo de comportamento das provas na ciência. Na minha concepção, os juízos morais são analisados apresentando razões com fatos de que a ação foi adequada ou inadequada.
    Mas assim como o texto de Jones também retrata, a impressão de que os juízos morais são "insusceptíveis de prova" é a mais aceita pela sociedade, pelos fatos do subjetivismo da ética, de que o mesmo não aceita provas em algo que não há experiências concretas, pois muitos não enxergam claramente, ou só acreditam naquilo que é provado aos olhos.

    Como exemplo, enquadro o texto de Sócrates, pela sua argumentação agindo com a verdade, com conduta de virtudes, argumentando sua inocência das acusações sem corromper o acusador. Mas isso não significou ele ser absolvido perante ao tribunal, sendo então condenado, não abandonando a moral e a verdade em suas palavras.

    Concluo meu pensamento na ideia de que existem provas em éticas, baseadas em razões, morais argumentativas com fundamentos, entretanto as mesmas podem não ser aceitas, um exemplo claro observado em aula foi que mesmo Aristóteles tendo uma grande defesas, com argumentos sempre baseados na verdade, foi condenado a morte.

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  142. Após a leitura do material, pude concluir que em alguns casos utilizarmos argumentos morais para de certa forma julgar se atitudes são éticas ou não pode ser complicado, afinal existem casos nos quais são extremos e não existe realmente um comum acordo, como no caso citado no texto do aborto, e que de fato é complicado de se chegar a um resultado correto.
    Porém existem casos corriqueiros no quais já instintivamente julgamos éticos ou não sem necessitar realmente ficar pensando muito em argumentos, pois fazem parte de nosso entender.
    A partir disto vem a parte que pode ser confundida, em que provar que um argumento está certo é diferente de iludir o outro de forma que ele acredite que seu argumento está certo.

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  143. Victor Pinho de Souza10 de junho de 2013 19:59

    Os argumentos morais não são provados e fundamentados por experiências, teorias científicas, é daí que vem a nossa resistência em formulá-los. Lidamos com situações éticas ou antiéticas que, por serem tão simples, não nos dão problemas para julgá-las. Porém, ao tratarmos de assuntos mais complexos, polêmicos e difíceis, transformamos essa discussão em um debate mais abstrato e rebuscado. Isso, no entanto, não impossibilita a discussão ou a construção de argumentos. Fato é que na Ética, diferentemente da ciências matemáticas, por exemplo, podemos ter um juízo correto eticamente e mesmo assim não conseguir persuadir seu receptor a tomá-lo como verdadeiro, vide exemplo do texto em que Sócrates tenta persuadir a população a acreditar nele e não condená-lo.

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  144. James Rachels em seu texto demonstra como o raciocínio ético é diferente do raciocínio científico, ambos possuem características diferentes, mas que ainda o raciocínio ético pode ser provado com o uso da razão.
    Os juízos éticos podem ser provados quando apresentados boas razões e bons argumentos sobre aquilo que se quer provar, não sendo meras opiniões. Porém, segundo o autor, o que ainda persiste e dificulta esse entendimento são dois fatos: Temos por concepção de "prova" o padrão científico por meio de experiências científicas e observações, já na ética "o pensamento racional consiste em fornecer razões, analisar argumentos, estabelecer e justificar princípios" (pp.2). E também quando pensamos em provar nossas opiniões éticas, escolhemos as questões mais difíceis de serem analisadas, como o aborto, e não as questões mais fáceis de argumentar de modo que haja um acordo entre as pessoas.
    Porém, também podemos ter um bom argumento sobre nossas opiniões éticas, mas isso não faz com que alguém não possa recusar nossas provas. Não conseguir persuadir alguém a aceitar nossas ideias não a faz serem erradas, pois esse alguém pode simplesmente não querer aceitar seguir a razão, já que a ética pode ter exigências que as pessoas não querem cumprir. Isto é o acontece com Sócrates em sua Apologia.
    Sócrates ofereceu bons argumentos em sua defesa usando o exercício da razão, mas seus acusadores não aceitaram e o condenaram a morte. Pois, o modelo de sabedoria de Sócrates era diferente do modelo de sabedoria do interlocutor.
    Sócrates foi caluniado pelo tipo de sabedoria humana que possuía, que levava ela a diferente ações dos outros. Sócrates seguia um modelo em que as respostas definitivas sobre o mundo era um falso conhecimento, limitado e não reproduzido. A sabedoria de Sócrates é a certeza de que desconhecemos o mundo, em que a sabedoria dos Deuses só há um elemento que é verdadeiro.
    Sócrates acreditava em um sistema, e em seu julgamento, desqualificou o outro que era embasado por teorias do conhecimento, falso e que possuía várias respostas a respeito do mundo, e também colocou seu acusador em contradição. Sócrates não se opõe a esse sistema, e não tenta mostrar que possui mais sabedoria, pois nesse sistema o que vale é quem mais sabe. E para Sócrates, aquele que afirma ser sábio, afirma a ignorância, segue o conjunto vazio de falsos conhecimento.
    Para Sócrates, deve ser praticado o bem, aquilo que é justo e honesto. A morte também não deve ser temida, pois desconhecemos o que virá depois dela. E também, devemos seguir o sentido moral para nos orientarmos, o que ele chama de "voz interior".
    Porém Sócrates foi condenado por esse sistema de falsos conhecimentos, aceitou seu julgamento e condenação, pois esse era o conhecimento considerado da verdade pelos seus acusadores.

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  145. Marcus Vinicius Innocenti Oscar

    Após leitura do texto do James Rachels chego a conclusão que se o subjetivismo ético não procede é interessante a afeição que algumas pessoas tomam por ele. A ideia que os juizos morais não conseguem se comprovar parece ser forçada demais, segundo James a justiça é um valor moral essencial, o juizo moral na minha conclusão passiveis de corroboração.
    No texto do Platão é narrado Socrátes refutando acusações realizadas contra ele argumentando contra os próprios acusadores, colocando em pauta não as acusações mas sim o carater dos acusadores.
    Voltando para a discussão do texto do Rachels, fica entendido que tudo pode ser posto a prova e discutido, não existe assunto inatingivel para a dissertação e avaliação, nem mesmo os argumentos morais.

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  146. A proposição da temática dos argumentos morais vem acompanhada de um questionamento que é pertinente para a discussão de sua validade: haverá provas em ética?

    No texto de James Rachels, o autor trata de explicitar a diferença entre ética e ciência na dimensão da comprobabilidade dos fatos, comparando a possibilidade de reunião de determinadas provas para que se consolide a resolução de um problema de natureza ética e outro de natureza científica.

    Uma vez feita a comparação, é evidente que a ideia geral da inexistência da comprovação de fatos a partir de argumentos morais pode ser apelativa, mas sua verdade é extremamente questionável. Fato é que, ainda que na ética inexista um equivalente metodológico à experimentação científica, juízos morais são extremamente válidos e pertinentes uma vez que se apoiem em boas razões e que seja oferecido um embasamento argumentativo de forma a explicar a importância de cada uma das razões apresentadas. Este postulado afasta qualquer confusão que possa advir de noções pré concebidas de que "juízos éticos sejam meras opiniões".

    Da comparação entre raciocínio ético e científico então, infere-se que ainda que o primeiro não se utilize das mesmas observações do segundo, feitas a partir de um determinado método que permita com que a natureza ofereça respostas aos questionamentos e um vocabulário que permita a interpretação dessas respostas, juízos morais são comprováveis a partir de um encadeamento lógico das proposições no discurso argumentativo. Nesse fato reside a principal diferenciação entre raciocínio ético e científico.

    Em se tratando de questões inerentes aos juízos morais, há de se diferenciar a correção de uma ideia sob o ponto de vista ético e a capacidade de a ideia ser persuasiva o suficiente para que seja aceita. Por vezes, ideias que partem de proposições verdadeiras e encadeadas de forma a constituir uma argumentação válida não possuem o elemento persuasivo que consolidaria sua difusão. Este fato é observado na apologia de Sócrates visto que, ainda que construa-se uma argumentação válida partindo de premissas verdadeiras, seu discurso não obtém o apoio popular, não restando outra saída senão sua condenação.

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  147. Argumentos morais
    Discussões cientificas são , normalmente, mais aceitas em nossa sociedade, pois suas provas são conquistadas de forma empírica e quando estas provas são dadas, muitos passam a considerá- las irrefutáveis.
    As discussões éticas são vistas em uma diferente perspectiva, pois quando algum assunto mais complexo como o aborto, por exemplo, é posto em discussão existem diversos argumentos lógicos e concretos que o defendem, e o atacam.
    Por essas discussões complexas serem passíveis de diversos argumentos contrários, são em sua maioria, consideradas questões de opinião.
    Devido a complexidade destes assuntos, as provas em ética são consideradas, por muitos, inexistentes. Porém, ao analisarmos discussões menos complexas, podemos notar que existem assuntos que tornam possíveis as provas éticas, através de argumentos bem formulados, da razão e de justificativas aceitáveis.
    Marina Müller Gonçalves
    R.A.: 21082512

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  148. Gustavo de Souza Bruschi25 de junho de 2013 11:48

    O texto de James Rachels discute sobre a tentativa de se provar juízos morais em meio à debates e mostra suas diferenças com os argumentos científicos que aparentam possuir um caráter mais objetivo e empírico. Porém o autor diz que a ideia geral de que os juízos morais são totalmente subjetivos é falha pois ao abordar estes assuntos é extremamente difícil, como por exemplo dizer se o aborto é certo ou errado. Mas ao insistirmos e investigarmos estes argumentarmos com mais rigor podemos chegar à uma conclusão.

    Para obtermos essa conclusão o autor nos apresenta um caso onde Jones é um homem mau por ter o hábito de mentir e através de um processo de apresentar razões podemos atribuir um juízo moral as más atitudes de Jones apoiando-as nas boas razões. Mas a insistência em atribuir caráter subjetivo aos juízos morais ainda persiste por 3 razões, segundo o autor: primeiramente, as provas morais não possuem um padrão como na ciência, porém eles nos oferecem análise de argumentos, estabelecimento de razões e princípios; segundo, provar as correções éticas é altamente complexo e assim acabamos acaindo na velha subjetividade ao depararmos com esse tipo de dificuldade; terceiro, a confusão entre provar a correção de uma ideia e persuadir alguém a aceitar nossas provas.

    Essas 3 razões podem ser comprovadas no texto "Apologia a Sócrates" onde temos um debate ético onde Sócrates é julgado e este por meio da razão busca sua defesa. Durante sua tentativa de defesa pode se notar a dificuldade em se estabelecer um juízo moral devido aos múltiplos fatores como os valores morais de cada pessoa e os interesses que influenciam na tentativa de provar e persuadir com os argumentos.

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  149. O texto de James Rachels tem a finalidade de mostrar a diferença entre ciência e ética, além das dificuldades da ética e suas discussões na busca de uma verdade absoluta sem o uso de provas factuais (como a ciência). Esse subjetivismo ético garante uma discussão contínua e longa sobre assuntos por muitas vezes controversas. Em ética se faz necessário percorrer um longo caminho antes de um consenso, já que para isso um dos lados pode convencer o outro que sua opinião não é válida, mesmo que não tenha embasamento para afirmar isso ou tentar corrigir a opinião do adversário de maneira irrefutável.
    Mas podemos colocar em um instante a ciência e a ética no mesmo patamar no que tange assuntos polêmicos e de difícil entendimento. Em algumas questões corriqueiras para a discussão ética é possível obter um consenso sobre o assunto, mas em discussões de atitudes extremas (por sinal, as discussões éticas de fato, pois muitos consideram a discussão apenas em pontos polêmicos), como a questão do aborto, um dos lados pode ignorar o uso da razão, o que acabaria atrasando ou evitando a obtenção de um consenso. A ciência “cotidiana” não passa por isso, mas também possui dificuldades em seu caminho que podem obter uma resposta válida com o estudo factual.

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  150. Muito interessante o texto de James Rachels. A problemática de se conseguir provas em ética sempre parece muito complicada. Mas o texto acaba por explicar bem o método como Sócrates procede à sua defesa, analisando os argumentos contra ele e demolindo-os através de análises lógicas e sensatas, explicando pormenorizadamente as razões de sua conduta e da falta delas em seus detratores.

    A maneira como ele demole as acusações de Meleto através de uma acareação com seu acusador mostra exatamente essa característica de análise dos argumentos e razões éticas em busca de sua justificativa. A sua sentença de morte ecoa através da história como um dos casos em que a Humanidade se questiona sobre as fronteiras obscuras entre o bom e o justo.

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  151. A partir da leitura do primeiro texto, temos uma explicação mais didática sobre os argumentos morais, com ela conseguimos entender que a ética não aplica provas como a ciência natural. As provas são diferentes, mas de tamanha importância. No campo ético, as provas sobre o que é moral e justo são discriminadas através do pensamento racional; que fornece razões, interpretações e argumentações.
    A justiça é um valor moral essencial, é mais fácil determiná-la em temas mais simples dos que em temas tão complexos quanto aborto, eutanásia. Usamos critérios diariamente para identificarmos as ações justas, como um colega de trabalho se apodera do resultado obtido através de seu empenho, claramente você ficará irritado com a injustiça ocorrida, afinal o seu colega de trabalho mentiu e lhe prejudicou.
    Se considerarmos mentir algo ruim, e ação ocorrida é baseada em mentir, é uma ação ruim e não moral ou justa.
    Podemos compreender que muitas vezes o que é certo, justo possa ser ignorado por outros, pois a ética nos obriga a fazer coisas que nem sempre queremos, e assim vamos contra a razão.
    Não devo contrariar-me com as pessoas que não entendem o que é justo ou ético, pois todos têm opiniões e teimosias. Entretanto, não devo negar que o é justo só para ser aceito, ou não ser perturbado por outrem.
    Há duas questões diferentes em relação aos argumentos morais, provar que uma ideia está correta ou persuadir alguém aceitar as nossas provas. Ninguém é obrigado a aceitar, e não podemos impor nossa ideia a alguém.

    Com a leitura de Sócrates, temos o exemplo do que foi explicitado acima, ele é levado a julgamento, e discorre sobre os motivos que o levaram ali, fala sobre as intrigas e mentiras contadas pelos seus inimigos, as razões do seu comportamento e por não apelar por misericórdia aos seus juízes.
    Sócrates fala que não irá contra o que é justo afim de não incomodar a sociedade, que ele trabalha voltado para um bem maior, e que por não saber nada não é sábio, porém não foge das coisas desconhecidas. Fala sobre a morte, como exemplo, não sabemos se ela é coisa mais graciosa ou penosa no mundo, mas a tememos, pois é desconhecida. Ele não teme a morte, valoriza a vida, mas aprofunda-se no desconhecido, com intenção de obter conhecimento e repassá-lo aos que buscam junto a ele.
    Fala que não tem poder para influenciar as ações dos outros, mesmo que estes peçam lhe conselhos, não foi Sócrates que os obrigou a agir como agiram apenas lhe transmitiu conhecimento, para que a razão os guiasse.
    Sócrates tenta ser justo acima de todas as coisas, considera que todos os homens deveriam ser justos, ou procurar ser, que devem avaliar os perigos de suas ações quando sabem efetivamente que elas são irracionais, não éticas. A virtude não é proveniente da riqueza, mas a riqueza vir da virtude.
    Assim que foi sentenciado a morte, não se sentiu triste, afinal iria conhecer o desconhecido e os que o condenaram eram injustos, afinal ele não era culpado; estes sofreriam mais que ele.
    Com a interpretação dos textos e com o aprendido em aula, consigo compreender a diferença entre estar certo ou fazer-se certo para os outros. Como a razão deve ser o guia de nossos pensamentos, que nossas ações são influenciadas pelos demais, somente se não nos atentemos ao que nos rodeia.

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  152. Luis Alfredo da Silva1 de julho de 2013 17:23

    A atribuição de caráter subjetivo às questões éticas como apresentado no texto de James Rachels e também em minha concepção é algo extremamente errado.
    Esta atribuição, em geral é dada quando se compara os resultados e método da ética com a ciência “normal” e seus diferentes métodos. A ciência natural seja ela a física, química ou biologia se baseia fundamentalmente no empirismo, ou seja, na busca de observações no mundo real que consigam de alguma maneira colaborar para dar valor de verdade á teorias propostas. Deste modo, há uma maior facilidade de falseabilidade e de entendimento metodológico por parte da maioria das pessoas de suas conclusões. Uma teoria falsa é facilmente invalidade enquanto uma verdadeira apresenta provas suficientemente claras para se convencer á todos de que seus argumentos realmente são eficazes para explicar determinados fenômenos.
    Contudo, como apresentado pelos textos de referência, a ética atua e realiza suas ligações de causa e efeito não pelo método de prova empírica e sim pelo método racional. Não encontraremos exemplos extremamente claros no mundo que possam servir de base definitiva para a determinação de uma teoria ética como melhor que a outra, ou até mesmo para avaliar um comportamento ético de forma extremamente verificável quando tratamos de um assunto limítrofe – geralmente o tipo de assunto levado em conta quando se atribui caráter subjetivo a ética- contudo, o exercício da aplicação ética em assuntos menores e mais simples é totalmente realizável e comprovável. Tomemos como exemplo o comportamento do professor que passa uma prova sem antes ter discutido a refetente matéria com o aluno, se o mesmo não apresentar uma linha argumentativa lógica para explicar tal atitude, a argumentação de seus alunos sobre o comportamento errôneo do mesmo levaria á qualquer um a concluir que o professor não teria agido de forma ética, sendo apenas este simples embate entre argumentos suficiente para corroborar tal resultado.
    No mais, vale lembrar como citado por Rachels que até mesmo a ciência formal não tem teorias convergentes para explicar alguns fenômenos mais extremos, a exemplo, as diversas teorias que explicam o acontecimento do Big Bang, ou ainda as teorias biológicas de formação da vida que são deveras conflitantes entre si.

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  153. O texto de James Rachels esclarece de maneira didática o que acontece quando tentamos provar algo através de argumentos e não da maneira tradicional, empírica, através de testes, como estamos mais acostumados a melhor conceber. Ou seja, causa confusão.
    E por que causa confusão? Porque, como disse Rachels, levamos em conta que muitos assuntos são de cunho subjetivo, quando na verdade não são. Uma frase famosa que esclarece bem esse pensamento de grande parte da população é: "política e religião não se discute". Por que não se discute? Se discute sim! E mais, deve-se discutir sempre! Quando tratamos de assuntos difíceis como esses torna as respostas, consequentemente, difíceis de se achar, porém não impossíveis. Se assim não fosse, até hoje estaríamos queimando "bruxas" e comprando indulgências.
    Voltando as tão aclamadas ciências exatas (as quais podemos provar de maneira empírica)... é fácil descobrir de onde tudo surgiu? como funciona todas as partes do cérebro humano? Não! Por isso, as respostas são mais suscetíveis a erros e a reformulações... é a mesma coisa com a ética e os argumentos morais. Por tratarem de assuntos difíceis como 'a legalização do aborto', também são inúmeras vezes reformulados a fim de se buscar o mais correto.

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  154. No texto “Haverá Provas em Ética?” James Rachel fala sobre as dificuldades de se afirmar certo ou errado na ética, diferente de outras leis n ciência que podem ser comprovadas empiricamente, porém ao final do texto ele nos mostra que em problemas simples pode haver comprovação na ética, a partir de uma base firme de construção retórica, pode-se afirmar o que é ético. Sócrates usa da retórica para rebater a série de criticas que são feitas a ele, mostrando que elas não eram verdadeiras portanto ele é inocente. Sócrates não impõe uma conduta mas força o acusador a repensar suas acusações por meio de perguntas.

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  155. No texto de Rachels, o autor propõe uma aproximação da ciência e da ética, e trata a ética como algo que pode ser provado, assim como ocorre na ciência através de suas leis e postulados.

    Achei interessantíssimo o trecho em que o autor diz que ao tentarmos "provar a correção das nossas opiniões éticas, tendemos a pensar automaticamente nas questões mais difíceis". Isto é exatamente o que ocorre, sem nenhuma distorção. Ao tentar estabelecer um padrão universal para a ética, sempre nos baseamos nas questões mais complicadas, como o aborto, uso de drogas, vícios, e etc. Poderíamos então, comparar a ética com a química, e comparar o aborto com o surgimento do universo, ambas são questões que não aceitam uma única resposta.

    Porém, a prova na ética não significa que ao apontar argumentos morais, estará convencendo alguém, o texto Apologia de Sócrates explicita isto. Sócrates combate todas as acusações feitas com argumentos que comprovam a sua inocência porém de nada adianta.

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  156. "Se uma das nossas razões para afirmar que Jones é um homem mau é ele mentir habitualmente, podemos prosseguir e explicar por que motivo mentir é mau. Mentir é mau, primeiro, porque prejudica as pessoas. Se alguém dá uma falsa informação a outra pessoa e essa pessoa confiar nela, as coisas podem correr mal de diversas maneiras. Segundo, mentir é mau por ser uma violação da confiança. Confiar noutra pessoa significa ficarmos vulneráveis e desprotegidos."

    No primeiro texto, nós temos a explicação de que o juízo moral não poder ser explorado, é apelativo, concordo em termos, mas acho que um dos exemplos que ele utiliza para demonstrar, um pouco falho. O fato de mentir não quer dizer que mentir é mau, e que em uma maneira você estará traindo a confiança das pessoas.

    Vou utilizar um exemplo, provando que mentir nem sempre é uma violação de confiança, e que uma informação uma falsa informação as vezes pode não prejudicar uma pessoa.

    Vamos dizer que você esteja no ano de 1965, um ano após o golpe militar no Brasil, e você faz parte das pessoas que não concordam com o golpe, e começar a fazer parte de uma célula que luta pela " liberdade", você sendo um dos lideres, tem acesso a informações vitais, caso você seja capturado, e comece a sofre torturas para que você passe essas informações, você em vez de dar as informações, você mente, e passa informações falsas. Neste caso especifico, e posso pensar em mais alguns outros casos, você tem uma inversão no valor, de que mentir em si, é uma violação de confiança, neste caso você teria uma afirmação de confiança, através da mentira ( no caso, vocês está protegendo as informações, e evitando que ao repassar elas, prejudique outras pessoas) e assim, você teria mais motivos para confiarem em você.

    Acho que não há provas em ética, acho que a situações, em um caso mentir é errado, em outro caso, ela seria "moralmente" aceitável, acho que o estudo da ética, não deveria ser assim: "Mentir" não é aceitável, "aborto" é "aceitável", e sim determinar, ou tentar determinar no caso, por uma situação, e por um conjunto de elementos.

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  157. Leonardo Borges Bezerra Teixeira 210047115 de julho de 2013 18:29

    No início, pela leitura do texto de James Rachels, fica clara a diferenciação entre ética e ciência no que diz respeito às provas. A ciência é exata e objetiva, utilizando-se de dados físicos e concretos para aferir uma teoria e torná-la “certa e verdadeira”. Já no caso da ética, não é possível obter uma fórmula ou um teorema infalível que não possa falhar ao receber interferências externas imprevistas. O modo de se estudar a ética vem baseado no pensamento individual em conjunto com o coletivo, considerando fatores externos e a variação que estes podem indexar sobre o caso. A ciência, no caso, com toda sua áura de exatidão e acertos fica, de certo modo, blindada à contestação. E a ética, sem ter como fugir, mostra-se receptiva à novos meios de se pensar e à novas gerações de teorias, que podem questionar as antigas e trazer avanços.
    Já no texto da Apologia de Sócrates, somos confrontados com o fato de os argumentos éticos não serem comprovados por meio de experimentos físicos, e sim pela exposição de suas razões e conclusões sensatas. Que a reflexão permeada em temas de interesse geral deveriam ser, sim, embasamento para discussões e entendimento de caso, comprovando “estudos sociológicos”.

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  158. Ética e Verdade, no sentido absoluto da palavra, possuem ligação profunda, especialmente nas vertentes éticas que buscam criar diretrizes universais para o pensamento moral e a separação entre bom e mau, Entretanto é difícil afirmar a legitimidade dessa dicotomia no mundo prático, ainda que por meio da subjetividade científica. O ideal seria que se fizesse uso de perspectivismo e empatia como solventes dos problemas éticos, adotando sistemas híbridos de ética, ou escolhendo ora sistema x ora sistema y, como forma de lidar com a relatividade inerente a eles.

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  159. James Rachels vai deixar clara a diferenciação entre ética e ciência, quando referente a provas. A ciência vai ser exata e objetiva, vai utilizar-se de dados matemáticos, físicos que são sobretudo empíricos para afirmar uma teoria.

    Já a ética não é algo concreto, não podemos decifra-la em uma formula ou em um teorema. O meio em que a estudamos é através de discussões sendo considerado o ponto de vista de todas as pessoas.

    Na ciência a contestação fica restrita, já que ela é envolvida por uma gama de exatidões incontestáveis. A ética fica aberta a contestações e a novos modelos de pensa-la.

    No texto apologia de Sócrates, nos é trazido um confronto com o fato de a ética não ser comprovadas por meio de argumentos científicos e sim pela exposição de pensamentos inexatos.

    Raul Leone Belorte
    RA: 21082612

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  160. A partir do texto de Rachels podemos compreender que os argumentos morais são diferentes dos argumentos científicos. Quando pensamos em teorias morais talvez tenhamos dificuldade, num primeiro momento, em compreender os seus fundamentos e que critérios classificam uma teoria como válida ou não. Essa dificuldade pode se dar em parte, por estarmos habituados a pensar o conceito de teoria pela perspectiva científica, assim como a ideia de prova. Isso pode nos levar a pensar que, como um principio moral não é suscetível de provas empíricas, esse tipo de principio não pode ser fundamentado, sendo a discussão moral apenas uma coleção de opiniões. Mas os argumentos morais vão além da mera opinião. São frutos do esforço de se pensar as ações humanas, e compõem sistemas de pensamento sofisticados, próprios do ramo da filosofia a que denominamos Ética.

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  161. Os argumentos morais apresentam a tendência de serem muitas vezes desqualificados, pois, diferentemente do raciocínio científico, a ausência de provas empíricas atribui uma característica subjetiva à Ética, implicando na ideia da inviabilidade de se afirmar que estes são passíveis de julgamento.
    Como exposto no texto de James Rachels, assim como ocorre com algumas questões da Ciência, algumas questões consideradas mais complexas em Ética podem nos levar a acreditar que não é possível alcançar provas válidas que sustentem quaisquer argumentações. Entretanto, essa impressão advinda da complexidade das questões não afirma a inexistência de uma solução. O autor ainda argumenta que essa busca incansável por provas concretas não deveria se estender no campo ético. Em Ética vemos que analisar argumentos, estabelecer e justificar princípios são meios de oferecer razões para determinadas ações e, assim, podermos tentar comprovar ou não a validade de um argumento moral.
    Nesse sentido, o texto “Apologia de Sócrates” relaciona-se muito bem com a questão da subjetividade do julgamento de argumentos morais e ilustra o texto anterior. Sócrates, quando se propõe a debater e investigar sobre questões tidas como verdades de sua época, apresenta argumentos morais consistentes em seu discurso de defesa, embora não suficientes para livrá-lo de sua condenação. Utilizando-se de um raciocínio lógico e coeso, Sócrates se posiciona como um ser ético na medida em que se mantém obediente ao código de leis vigente e aos seus juízos morais.

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  162. AQUI TEM INÍCIO OS COMENTÁRIOS DOS ALUNOS DO PRIMEIRO QUADRIMESTRE DE 2014.

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  163. Romulo - RA 21056613
    O primeiro texto não tem como ser mais claro. Como se provar que se está certo? Apresentando motivos na forma de argumentos. Nesse sentido, com bons argumentos pode-se chegar a dizer se algo é certo ou errado, mas isso também tem limitações, e essas limitações não significa que o esforço de argumentar em favor do certo ou do errado sejam infrutíferas. Mas sim, mostra a limitação da própria condição humana, que pode chegar a um consenso em muitos casos, mas em outros não encontra acordo. Assim como somos limitados quando tentamos tecer comentários éticos, e a maximizar esses valores a toda a sociedade. O texto atribuído a Platão, reproduzindo o discurso de Sócrates começa mostrando esses limites: o limite do que se pode fazer para provar algo, por vezes, é falar, erigir um discurso em linguagem natural e nada mais, sendo a veracidade dessa afirmação tão verdadeira quanto o testemunho do dizente, além de sua razoabilidade.Aqui encontra-se um problema bem destacado no sentido de que as tais provas de um argumento ético não são físicos, mas filosóficos.
    E precisamente nisto se constitui a defesa de Sócrates, numa tentativa de demonstrar sua inocência, respondendo a diversas calúnias e detratores. Apresenta fatos ocorridos, em que convoca testemunhas a serem questionadas e termina com grande eloquência mostrando quais motivos o levaram a não temer nem voltar atrás do que havia dito. A Apologia é uma grande amostra de como é possível verificar, através de argumentos quando algo é certo ou errado, e também de como muitas vezes os argumentos não serem aceitos, no caso levando ao condenamento de Sócrates, pelos ouvintes, por motivos pessoais. Malgrado as especificidades e pessoalidades dos discursos e do ato de comunicação, é legítima e desejável, para o bom viver da nossa espécie, o discurso ético.

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  164. Sara Aparecida de Paula - RA: 21041713

    O texto de James Rachels pretende colocar uma comparação entre ciência e ética, já que há falta de provas na segunda, o que pode causar a sensação de certa deficiência, pois é complexo dizer o que é certo ou errado e provar isso. Cada um tentará argumentar sua opinião, tornando-se complicado ir para um lado. Muitos acreditam neste fato, de que por não poder comprovar-se, torna-se mais ineficiente, como provar uma ideia? Como convencer alguém à aceita-la? No fim, depende bastante da opinião que cada um tem depois de determinada argumentação, fato é que um bom argumento pode modificar uma decisão, e outro fator importante é que alguém não aceitar sua opinião não quer dizer que ela esteja errada e vice versa.
    O segundo texto também faz menção a questão de opinião e convencimento, bem como a ideia de mentira e verdade, e enganar alguém. O autor fala sobre acusação e calúnia, e quais os argumentos que movem este tipo de situação, e como sair dela. Fala-se também sobre a sabedoria de algo que provém do perfeito, porém como refutar isso?
    Uma frase muito interessante é “gostam de ouvir-me examinar os homens, e muitas vezes me imitam, por sua própria conta, e empreendem examinar os outros; e então, encontram grande quantidade daqueles que acreditam saber alguma coisa, mas, pouco ou nada sabem.” E então, outros dizem que ele corrompe esses jovens, ou seja, dar a opinião sobre algo ou alguém, porém, até que ponto é certo ou errado.
    Os dois textos permitem o entendimento de que bons argumentos podem surgir com a boa utilização da razão, seguindo um sentido moral, para que possamos na medida do possível tomar uma atitude correta ou pelo menos próxima disso. Mesmo que se esteja correto, há a necessidade de se persuadir o interlocutor.

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  165. O texto 1 começa abordando a deficiência que encontramos ao tentar encontrar provas para uma questão ética, ou seja, muitas vezes pode ser frustrante provar um ponto de vista. Três principais pontos são destacados no texto, o primeiro deles é que o fato do raciocínio ético ser diferente do raciocínio cientifico não o torna deficiente, o segundo é que geralmente tendemos a pensar em questões mais dificies quando falamos de nossas opiniões éticas, onde geralmente existe grande discordância sobre o tema e por ultimo quando queremos persuadir alguém a aceitar nosso ponto de vista.
    O segundo texto se refere a defesa de Sócrates em seu julgamento e foi escrito por Platão. Sócrates estava sendo acusado de não reconhecer os deuses e de corromper os jovens, as acusações eram feitas por Metelo, Anito e Licon. Em seu julgamento Sócrates se utiliza muito da razão e faz com que os acusadores caiam em contradição, em nenhum momento ele apela para as emoções, como muitos acusados da época faziam.
    Sócrates acaba sendo considerado culpado e sentenciado a tomar um veneno chamado cicuta, porém ele não acha que a morte seja algo ruim, ele dizia que a morte o libertaria das coisas ruins deste mundo e de seus inimigos. Ele também dizia que era melhor morrer do que continuar vivo e falhar em sua missão de filósofo e que ao morrer ele poderia se encontrar com pessoas queridas e outras pessoas que foram condenadas injustamente. O fato é, o texto mostra que Sócrates é condenado injustamente, simplesmente por ir contra ao que as pessoas da época estavam acostumadas, ou seja, na questão ética ele se opunha a maioria.

    Guilherme Allan I, C, da Fonseca - RA:11131211

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  166. Este comentário foi removido pelo autor.

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  167. O texto de James Rachel tenta problematizar a comparação que se faz entre o procedimento científico e o raciocínio ético, ao mostrar que a evidência empírica não existe na Ética, por serem duas linguagens diferentes, mas que não quer dizer que por isso, a construção ética tenha menos significado.

    Argumentos morais, no âmbito da justiça se colocam como o conjunto de fatos que justificam o cumprimento do conjunto de normas e condutas, fundamentada na melhor convivência dos seres humanos, harmonizando as relações, visando a reflexão do que é o Bem, essa discussão não pode se diferenciar de uma abordagem ética, no uso desses argumentos em uma reflexão do que é moral.

    O procedimento honesto se mostra como uma atitude correta a se tomar, em função de uma análise do conjunto de critérios, visando o que é correto, e assim nem sempre admitir no consenso democrático a atitude correta a se tomar, admitir que ações que buscam estabelecer uma harmonia entre os dois lados, o dissenso, podem nem sempre ir de encontro a norma, mas podem ser a melhor alternativa para refletir melhor a visão do que é o Bem.

    Esse sim, se coloca como uma análise verdadeiramente correta, no limite, satisfazendo a todos, usando o dissenso como instrumento do reflexo da análise ética mais profunda e abstrata. Dessa forma, quais são os argumentos que se articulam entre os pilares da Ética (compaixão, empatia, piedade) que resultam em ações que refletem esses pilares no mundo real?

    Sócrates na sua apologia defende um estado de suspeita da verdade plena estabelecida, uma crítica a uma dogmatização do que é o correto, que resultou na sua pena de morte por heresia, que atribuía uma verdade ao que os deuses diziam, mas sim construir o convencimento das pessoas através do debate, o caminho da razão se faz pela construção de um pensamento crítico, que não necessariamente o leva a verdade, mas sim ao questionamento contínuo das condutas que adotamos.

    As nossas ações pressupõem uma série de diretrizes morais, que não enxergamos, uma moral não dita, que expõe os nossos valores morais sem que precisemos falar, dessa maneira precisamos oferecer razões em ética, ao analisar argumentos, estabelecer e justificar princípios que se mostram na nossa ação.

    Robert Soares Paixão RA: 210.613-13

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  168. O erro que muitas das vezes cometemos ao considerar que não há provas na ética se mostra falso. Diferentemente das ciências que trabalham com provas mais objetivas e palpáveis, a ética baseia suas provas por meio de análise de argumentos, fornecimento de razões, estabelecimento e jusitficativa de princípios, meios que pelo fato de ficarem no plano intelectual podem ser de difícil compreensão. Mesmo a ética sendo parte da herança humana comum, estar presente em todas as sociedades, possuir valores absolutos e as pessoas terem contato com ética e fazerem juízos éticos constantemente, as pessoas ainda possuem a impressão de que as provas na ética são inexistentes.
    Um dos fatores que auxiliam nesta conclusão precipitada é o fato de que quando se vai debater algum assunto sobre o ponto de vista ético, na maioria dos casos, o assunto escolhido são os mais dificeis, pois envolvem muitos fatores e opiniões fortes e distintas que dificultam um acordo. Casos como ser moral ou não o aborto, o suicidio, a internação compulsória de dependentes químicos, são questões de difícil debate, mas não de impossível debate. Se torna necessário que mesmo em casos dificeis, haja a análise de argumentos, o fornecimento de razões de ambos os lados, afim de tentar se chegar a um acordo, assim como ocorre no âmbito das ciências, a qual existem também questões as quais os cientistas possuem opiniões distintas e não chegam a um acordo.
    A distinção entre provar a correção de uma idéia e persuadir alguém a aceitar uma idéia, passa a ser importante neste debate. Mesmo provando-se idéias com base nos meios que permitem isso, existem pessoas que não aceitariam esta prova e continuariam com suas opiniões, o que é algo legiítimo visto que as pessoas tem liberdade de pensamento e opinião. Entretanto, o fato de uma pessoas não aceitar idéias que se supõe serem corretas, não significa que está idéia está errada, e sim que outras pessoas são teimosas.
    No texto ‘Apologia de Sócrates’ de Platão, mesmo sendo condenado de maneira injusta e sendo levado a julgamento, Sócrates não se deixou persuadir e continuo com suas convicções e razão de que fez o certo, além de estar falando a verdade. Sócrates demonstra sua verdade por meio de argumentos morais e racionais, mas estes não foram suficiente para que ele não fosse condenado a morte. Fica evidente que mesmo a verdade sendo posta às pessoas (juizes), estas tem a liberdade de não aceitarem, mesmo quando estão equivocadas.

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  169. Apesar de, assim como em argumentos científicos, os argumentos morais se fundamentando em observações e experiências, a argumentação moral não é tão bem aceita como a científica. A principal razão talvez seja o porque as pessoas pensam sempre em casos muito polêmicos, de difícil solução num debate com argumentos morais, situação na qual é muito dificil acontecer um concenso. Porém, a maioria das situações cotidianas é possível lidar com assuntos em ética, nos quais qualquer indivíduo razoável está de acordo.
    Devido ao hábito dos gregos de registrar seus pensamentos, podemos ter o privilégio de absorver parte de seus conhecimentos. Platão escreve um texto bastante filosófico sobre sócrates, no qual ele está sendo acusado por Metelo, Licon e Anito. A acusação consiste de que Sócrates não reconhece os deuses e está corrompendo os jovens. Numa situação bastante interessante, o acusado é posto para se defender ao meio de uma grande platéia frente aos seus acusadores. A principal virtude de Sócrates nesse caso é a sua argumentação baseada na razão, buscando fazer os acusadores entrarem em contradição quanto aos fatos ocorridos. Mesmo sendo condenado a tomar veneno, o pensamento de sócrates sobre a importancia da razão frente a argumentos baseados na emoção é algo a frente de seu tempo, e essa idéia está presente na formação da sociedade ocidental comtemporânea.

    ra 21056212

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  170. Ana Caroline Coutinho8 de abril de 2014 10:48

    Em “Haverá provas em ética?” de James Rachels, há um esclarecimento dos motivos que levam pessoas a crer que juízos morais são meras opiniões. O primeiro deles é a ideia inadequada que as pessoas tem de provas, porque idealizam observações e experiências, ao passo que “em ética o pensamento racional consiste em fornecer razões, analisar argumentos, estabelecer e justificar princípios”.
    O segundo motivo está no fato de provar a conformidade de nossas opiniões éticas pensando em questões mais difíceis. Assim, as pessoas tendem a acreditar que provas em ética são impossíveis.
    Por fim, é fácil confundir duas coisas que são na realidade muito diferentes:
    provar a conformidade de uma ideia e persuadir alguém a aceitar as provas.
    O fato de alguém não aceitar o argumento não significa necessariamente que ele esteja incorreto.
    O texto “Apologia de Sócrates” de Platão se refere ao julgamento de Sócrates. Ao ser questionado se não se envergonha de dedicar-se a uma tarefa que pode levá-lo a morte, a resposta de Sócrates é não. Sua resposta evidência que ele não estaria disposto a mudar de posição, mesmo considerando seus riscos. Sócrates acaba sendo condenado, mesmo assim ele alegou que não deixaria sua ocupação ainda que tivesse de morrer muitas vezes.
    Em geral, os textos demonstram que argumentos morais nos fornecem provas, mas nem sempre é possível convencer alguém a aceitá-los ainda que estejam corretos.

    Ana Caroline de Aguiar Coutinho RA: 21048113

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  171. Luize Gonçalves Fernandes8 de abril de 2014 14:07

    No texto de James Rachel, o autor coloca a ciência como algo objetivo: claramente pode-se provar que a terra não é o centro do sistema solar. Já nas questões éticas, o subjetivismo aparece, tendo em vista que não se pode provar argumentos morais: em uma discussão sobre a redução da maioridade penal, por exemplo, como provar que o seu juízo moral sobre isso, à favor ou contra, está correto sobre o outro?

    Entretanto, Rachel põe esta subjetividade da ética e dos valores morais em dúvida, pois há questões muito mais básicas que a redução da maioridade penal e do aborto, por exemplo, que podem ser provadas. Juízos morais em relação a justiça - "valor moral essencial" - podem ser facilmente provados quando as premissas usadas para defender o argumento são utilizadas de maneira correta e que deixe o "acusado" sem falas para a sua defesa. Além disso, a falta de justiça e o porquê de ser algo ruim à sociedade também podem ser utilizados como argumentos.

    Tendo em vista as excelentes falas que podem ser utilizados para a defesa de um juízo moral e as provas que podem ser utilizadas para mostrar que a opinião divergente não é suficiente, o autor afirma por ser absurdo quem acredita que os juízos éticos não podem ser mais que "meras opiniões".

    No texto "Apologia de Sócrates", de Platão, Sócrates é levado a julgamento e condenado de modo injusto. Entretanto, ele não muda seu diálogo e seus argumentos de defesa: ele mantém sempre o seu compromisso com a verdade, utilizando à seu favor a sabedoria que possui justamente por reconhecer que não sabe nada. Mais que isso, em muitas falas dessa passagem do texto, Sócrates consegue mostrar a falta de coesão no argumento daqueles que o acusam. O texto mostra, portanto, que quando as pessoas - no caso os juízes - não estão dispostos a reconhecer a verdade e o equívoco de seus julgamentos, elas não a aceitarão.

    Para concluir, nota-se em ambos dos textos a importância de sentido e lógica para se construir boas premissas que sustentem bons argumentos para a defesa de um juízo moral. A teimosia e até o orgulho que alguns podem impedir que a verdade os atinja, entretanto fica claro, mesmo assim, que valores morais podem, sim, ser provados.

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  172. Alexandre S.M.Pereira8 de abril de 2014 17:09

    Apesar de suas diferenças cronológicas e literárias, ambos os textos tratam de um assunto comum: provar um determinado ponto de vista à respeito de um assunto.
    No texto de James Rachel é exposto um problema herdado da institucionalização da ciência e sua supervalorização que é a idéia predominante entre o ''senso comum'', de que tudo aquilo incapaz de ser provado empiricamente é inválido ou sem fundamento. Daí surge a grande dificuldade em se provar argumentos morais, os quais podem sim ser provados quando fundamentados na razão a qual se chegou a tal argumento. O que dificulta também muitas vezes, é o fato de que tais argumentos podem não ser convenientes para determinadas pessoas em determinadas situações. Exemplificando isso de forma simples temos a seguinte situação: o dono de um cachorro farto de cuidar do animal resolve abandoná-lo, mesmo você citando inúmeras razões para que ele não sustente tal atitude. Os seus argumentos morais são refutados pelo dono do cão, porque eles não lhe convém ou porque o homem não admite estar errado.
    É nessa questão da dificuldade em provar racionalmente os seus argumentos que o texto de Rachel se assemelha com o de Platão. No texto de Platão, Sócrates tenta provar sua inocência perante o tribunal, baseado em seus argumentos de que aquilo que ele fez não deveria ser considerado mal ou prejudicial aos outros. O que acontece é que Sócrates acaba condenado, mesmo citando inúmeras razões para não o ser, pelo fato de que a sua condenação convinha a muitas pessoas as quais desgostavam dele por motivos pessoais.
    Isso nos mostra que é possível fundamentar seus argumentos morais, com bastante convicção, porém muitas vezes não é possível ou é muito difícil persuadir outras pessoas a aceitar estes.

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  173. Na “Apologia de Sócrates”, descrita por Platão, durante o discurso em sua defesa, Sócrates faz uso de argumentos racionais para tentar provar sua inocência de acusações, e alega utilizar-se somente de verdades em seu discurso. Após o discurso, ele é condenado e entende que não foi condenado pela falta de argumentos, mas pela falta de pudor daqueles o condenaram.
    Pode-se fazer uma reflexão em relação ao texto de James Rachels, no qual Rachels demonstra que há como provar algo utilizando argumentos éticos e que o raciocínio ético não é deficiente por não fornecer provas empíricas. Apresentar um argumento válido, apoiado em boas razões e com explicações do porquê essas razões serem válidas, não necessariamente é o suficiente para convencer alguém que tenha um padrão inadequado do que é uma prova válida de que seus argumentos podem ser aceitos.

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  174. Estamos tão acostumados com a concretude que a ciência nos oferece e na existência de provas capaz de mostrar a verdade, que tentamos aplicar isso na ética quando temos um juízo moral e convencidos de estarmos certos, e às vezes podemos até tentar persuadir os outros a aceitarem ou pensarem da mesma forma que nós.
    Essa prova na ciência e na ética possuem formas diferentes, por exemplo, não se prova através de observações ou de experiências que, a exemplo do texto, abortar está certo ou errado. Mas ao contrário, a ética pode tentar ser provada através da fala, do estabelecimento de razões, análise de argumentos e de estabelecer e justificar princípios éticos. E assim, através dessas provas, podem haver consenso sobre determinados temas, mas também discussões sobre outros temas mais complicados, mas nada além do que ocorre também na ciência.
    Podemos ter nossos próprios juízos morais, mas a dificuldade está em mostrar que estamos certos, e é isso que faz Sócrates no segundo texto "Apologia de Sócrates. Platão relata a tentativa de Sócrates provar sua inocência por meio da fala, do argumento ético e de um raciocínio filosófico. Apesar dele estar falando verdade, foi preciso tentar provar sua inocência e a veracidade de suas afirmações, porém às vezes nos deparamos com pessoas que não conseguem reconhecer esta verdade, talvez por motivos pessoais, e que nem por isso nossos argumentos são inválidos.

    Danielle Yamaguti
    21080813

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  175. Após avaliação dos textos, vídeo e anotações, constatei que somos levados a crer que não existem argumentos em assuntos relacionados à moral e à ética. Isso acontece porque a ciência fornece um modelo de objetividade, e esta dá evidências para comprovar seus fatos. Ao compararmos esta com a ética, a última mostrasse como se possuísse um problema devido a falta de testes empíricos.
    Juízos ou argumentos morais não podem ser testados, e as pessoas possuem um padrão em mente, que é o de comparar as observações científicas com as éticas, pensando ser similares. Além disso, ao tentar avaliar as opiniões éticas, pensamos em casos complicados, o que dificulta a “comprovação” de qualquer avaliação.
    Os juízos morais podem ter bases em boas razões, e pode-se explicar o motivo disso. Se há a possibilidade de explicação, de análise de argumentos e de estabelecimento e justificativa de princípios, tais juízos não podem e nem devem ser classificados como “opiniões”.
    O problema não é somente com os juízos morais, mas com a própria ética e coma forma que esses juízos são aplicados. A ética, muitas vezes, exige o cumprimento de coisas que alguns não querem fazer ou concordância com o que não se quer aceitar. Isso pode ser relacionado com o texto de Platão em “Apologia de Sócrates”, no qual é mostrado que Sócrates, após apresentar diversos bons motivos e argumentos em relação à sua acusação de induzir os jovens a não acreditar nos deuses ETC, acaba por ser condenado à morte com pouca diferença entre os que foram a favor e os que foram contra. Os que o acusaram não tinham motivos com bom embasamento para tal, e não quiseram dar ouvidos às verdades que Sócrates mostrava por meio do uso da razão. Ou seja, ainda que os argumentos morais utilizados por Sócrates fossem bons e tivessem justificativa, a teimosia alheia não permitiu que isso o salvasse da morte.
    Viu-se também que as teorias morais contribuem na identificação das imoralidades ou na condenação de atos morais. Isso quer dizer que há atos errados, e suas imoralidades podem ser demonstradas com argumentos morais.
    O vídeo do ladrão que argumenta que sua função é correta porque gera emprego do repórter ao juiz é um exemplo disso. O ladrão utiliza de argumentos que, apesar de possuírem sentido, não são morais, pois atingem as pessoas que são assaltadas. Os argumentos morais são utilizados para salientar que a atitude do assaltante não é correta e afeta de forma prejudicial diversas pessoas. Além disso, seu argumento sobre a geração de empregos a partir dele não tem base em nenhuma justificativa de princípio moral, uma vez que roubar não é uma atitude considerada ética ou moral, e os demais cargos citados não funcionam em torno do assalto.

    RA: 21019613

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  176. Victor Fleming de M. Pereira8 de abril de 2014 20:14

    Victor Fleming de Menezes Pereira RA: 21081413
    Como pode ser visto no primeiro texto de James Rachels, muitas pessoas não na objetividade da ética, ou seja, que podemos dizer que ela está certa ou errada, porque não existem provas na ética. Uma comparação que foi feita no texto foi em relação a ciência. Ao contrario da ética na ciência nós podemos dar provas empíricas, através de experimento que a Terra é redonda, entre outras coisas que a ciência nos prova todos os dias. Mas como provar que o aborto é certo ou errado? Como nós podemos provar que uma certa atitude está eticamente correta ou não?
    Porém o argumento que não temos como provar a ética está errada. Se as pessoas usaram argumentos racionais, e ficar comprovado que elas estão dizendo verdade, podemos afirmar que não é necessário mais provas para dizer que aquilo esta certo ou não. E é possível dizer que as pessoas estão dizendo a verdade, porque é necessário confiar que aquilo é verdade para a sociedade existir, se não partimos do principio que a pessoa diz a verdade, a comunicação se torna impossível, e se a comunicação é impossível, a sociedade seria impossível. Por isso os argumentos racionais e verdadeiros podem ser considerados uma prova de dizer se aquilo é ético ou não.
    Analisando sobre esse ponto de vista o segundo texto de Platão, Sócrates mostra sua defesa com argumentos racionais e verdadeiros, tentando mostrar para aqueles que o acusam injustamente que estão cometendo um equivoco. Ele consegue mostrar que os argumentos de acusação não tem coesão. Porém os juízes se mostram irredutíveis e não reconhecem a verdade dos argumentos de Sócrates, e acabam condenando ele.
    Por fim analisando se o argumento do jovem do vídeo esta errado ou não, podemos dizer que o que ele diz do ponto de vista racional faz sentido. Ele diz que ele mantem o emprego de varias pessoas, como por exemplo dos jornalistas, dos policiais, dos juízes, dos promotores, entre outros. Levando isso em consideração se não houvesse ladrão, e a sociedade vivesse em completa harmonia, se pessoas querendo tirar o que é dos outros não seria necessário policiais. Os jornalistas que cobrem os crimes também não seriam mais necessários. E os juízes e promotores não teriam quem acusar e julgar, por tanto o ladrão é base de tudo. Do ponto de vista racional esse argumento é valido por tanto.

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  177. A leitura do texto mostrou que o subjetivismo ético não consiste na verdade. Mas qual será o verdadeiro motivo pelo qual nos atraímos por ele? Segundo James Rachels, a ciência nos oferece um paradigma de objetividade, enquanto a ética parece faltar as características que tornam a ciência irresistível. Nossos juízos éticos podem ser apoiados em boas razões, e explicamos essas boas razões. Logo, os juízos morais tem provas. Mas qual o motivo das pessoas não acreditarem que não existam tais evidências? Existem duas razões: a primeira é a palavra provas, que é entendida como base de observações científicas. O pensamento racional consiste em fornecer razões baseadas na ética (raciocínio científico é diferente do raciocínio ético); a segunda é que as questões éticas são complicadas tanto quanto na ciência (questão de aborto X questões na física).


    No segundo texto é apresentado a auto-defesa utilizada por Sócrates. Ele utiliza a linguagem comum para que todos possam seguir sua linha de pensamento. Assim, diz para todos naquele local que eles deveriam julgar a causa, não os elementos acessórios. Ao longo do discurso, faz com que os acusadores dele se percam no próprio discurso.

    No vídeo percebemos que o ladrão leva a creer em seu discurso que o ato dele roubar contribui para que as pessoas consigam ter os devidos empregos, e cita vários exemplos (repórter, escrivão, delegada, juíz, promotor), e termina a frase com: "tudo através de mim que sou ladrão".

    Voltando ao primeiro texto e finalizando o comentário, a recusa de um argumento exemplar não significa que o argumento está errado. Pode significar que alguém é teimoso. É normal, na ética, as pessoas recusarem a escutar a razão, pois exige coisas que não queremos fazer.

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  178. No texto “Haverá provas em ética”, de James Rachel, entendi que, sendo a ciência objetiva e a ética subjetiva, quando vamos tentar provar algo, esta está em desvantagem em relação àquela, pois ao discutirmos assuntos que circundam a ciência, como a existência da molécula, podemos, de fato, provar. Porém, quando o assunto é desviado para questões que dependem de fatores culturais e sociais, como, por exemplo, a discussão em torno da eutanásia, é difícil provar se isto é certo ou errado, pois cada pessoa segue uma linha de raciocínio diferente, com experiências diferentes, interferindo fortemente na formação de opinião.

    Entretanto, é possível obter este tipo de prova quando o assunto sai da esfera pública propriamente dita e se insere em questões mais simples, como, por exemplo, em uma conversa de bar, quando diferentes pontos de vista sobre um assunto simples são discutidos, é possível criar um argumento relativamente forte para provar que algo é certo ou errado. Mas ainda há a impressão de que os juízos morais incapazes de fornecer provas ainda persiste, e existem três motivos para isso, primeiro: tem-se em mente que para se comprovar algo é necessário haver experiência e observação, quando na verdade a ética prova algo analisando argumentos e justificando princípios; segundo, quando pensamos em corrigir condutas do ponto de vista ético, logo consideramos casos extremos e complicados, quando na verdade de avaliarmos casos simples, notaremos que assim como a ciência, na ética é possível encontrar assuntos nos quais há um consenso.

    Por fim, é preciso diferenciar duas questões, a saber: 1.provar a correção de uma ideia, 2.persuadir alguém a aceitar as nossas provas, pois podemos argumentar de forma excelente sobre determinado assunto e mesmo assim alguém rejeitar esta argumentação, seja por teimosia ou simplesmente por falta de coragem em assumir as consequências que acompanham a ética.

    Já no segundo texto “Apologia de Sócrates”, escrito por Platão, Sócrates é injustamente acusado e condenado por não acreditar nos deuses e por persuadir os jovens. Mesmo prestes a ser condenado, ele permanece convicto de suas ações, sempre tendo muito compromisso com a verdade. Seus argumentos são fundamentados de forma racional, seguindo as normas da moralidade, sempre a virtude muito prezada por Sócrates, como se observa na seguinte citação: “mas tudo o que lhes peço é o seguinte: quando os meus filhinhos ficarem adultos, puni-os, é cidadãos,atormentai-os do mesmo modo que eu os vos atormentei, quando vos parecer que eles cuidam mais das riquezas ou de outras coisas do que da virtude. E ,se acreditarem ser qualquer coisa não sendo nada, reprovai-os, como eu a vós: não vos preocupeis com aquilo que não lhes é devido”. A principal lição que tirei deste texto é que, por meus que existam argumentos excelentes em defesa de alguma causa, algumas pessoas simplesmente não vão aceitar, não serão persuadidas.

    Desse modo, fazendo um paralelo entre os dois textos, nota-se que, tendo como base o texto 1, argumentos baseados na ética e na moral podem ser provados, porém, como enfatiza o texto 2, nem sempre é possível convencer alguém de que o que se diz é correto ou não.

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  179. Matheus Nunes de Freitas - RA: 21031213

    Ao analisar o texto proposto de James Rachels, podemos concluir que a afirmação de que os argumentos éticos carecem de prova é uma falácia. Primeiramente, pois a sociedade está muito “cientificada”. Desde o “desencantamento do mundo” weberiano, em que tudo se torna matemático, tudo se torna científico, temos o intuito te comparar todos os ramos do conhecimento com o ramo científico e, deste modo, não é diferente com a ética. Os juízos éticos não podem ser considerados meras opiniões, pois podemos apresentar boas razões para justificar os nossos juízos e oferecer explicações de porque estas boas razões são importante e servem como “prova” de um juízo ético. A ética, mesmo que não tenha provas obtidas por meio de observações e experiências científicas, pode ser provada por meio do pensamento racional, que consiste em fornecer razões, analisar argumentos, além de estabelecer e justificar princípios. Deste modo, há provas em ética, mesmo que a teimosia de alguma pessoa ou a falta de razão de quem ouve o argumento possa fazê-lo recusar as provas.

    E é exatamente isto que ocorre com Sócrates. Este filósofo, em seu julgamento, consegue provar racionalmente todas as mentiras ditas nas acusações contra ele, ou seja, por meio do pensamento racional, Sócrates consegue fornecer argumentos, construindo sistemas lógicos que invalidam as acusações. Entretanto, como dito anteriormente, a teimosia, a falta de razão dos indivíduos ou questões políticas (como neste caso) podem fazer com que as “provas racionais” estabelecidas sejam ignoradas. Ao ignorar o discurso racional de Sócrates, a maior parte dos juízes o declara culpado e invalida as provas fornecidas no pensamento racional.

    Ao analisar o argumento do jovem, podemos construir o seguinte sistema lógico utilizado por ele:

    P1: O ato de roubar cria empregos para repórter, escrivão, delegado, juiz e promotor.
    P2: Eu (o individuo do vídeo) pratico o ato de roubar.
    C: Portanto, eu (o individuo do vídeo) crio empregos para repórter, escrivão, delegado, juiz e promotor.
    Do ponto de vista lógico, este argumento é válido. Afinal, as premissas (P1 e P2) são verdadeiras, sendo assim, a conclusão (C) que se segue é verdadeira.

    É fato que ao roubar, o ladrão “dá trabalho” para as profissões citadas. Entretanto, se analisarmos de modo racional tal argumento, veremos que mesmo que ele seja válido, ele é ruim. Isto ocorre porque não é só o ato de roubar que cria tais empregos. Por exemplo, um repórter pode realizar outro tipo de matéria além da policial; o escrivão, delegado, juiz ou promotor podem atuar em outros crimes ou casos além do roubo e ainda podem cumprir sua função de fiscalizar outras coisas. Mesmo ao construir um argumento válido, o jovem não pode considerá-lo bom. Ele é ruim e podemos concluir que o roubo não pode ser justificado “porque cria empregos”, afinal, tais empregos continuariam a existir por outras demandas. Roubar é errado tanto no discurso ético como no direito (e ambos os julgamentos devem coincidir, como já foi dito em aulas anteriores) e ao utilizar o pensamento racional podemos obter provas que demonstram isto.

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  180. Tatiane dos Santos Moura8 de abril de 2014 21:59

    O texto “Haverá provas em ética?“, de James Rachels, expõe o questionamento sobre a possibilidade ou não de se provarem os juízos morais relacionados à ética, assim como são provados os relacionados às ciências.
    Por mais que se tenha a ideia geral de que não é possível provar, Rachels demonstra com o exemplo de um aluno, que se podemos apoiar nossos juízos em boas razões, oferecer explicações do porquê dessas razões terem importância, é absurdo afirmar que não seja possível realizar tal comprovação. Porém, as pessoas costumam não acreditar nisso por três motivos: possuem um padrão inadequado com a exigência de provas, julgando serem necessárias experiências científicas; costumam pensar apenas em questões difíceis de serem provadas, enquanto as simples também podem ser questionadas; e, às vezes, recusam-se a aceitar as provas, porém isso não quer dizer que elas não sejam válidas.
    No texto “Apologia de Sócrates”, de Platão, Sócrates constrói um argumento para se defender de certas acusações. Para isso, utiliza-se da razão e de ótimos argumentos, porém, mesmo assim, sua defesa não é aceita pelo júri. Isso ocorre não por sua defesa ser fraca ou apresentar imoralidades, mas talvez pelos motivos expostos no texto de Rachel, possuindo grande relação, principalmente, com o terceiro deles. Onde mostra-se que mesmo possuindo um argumento exemplar, alguém pode recusá-lo, apesar de tal ação não significar necessariamente na falsidade do mesmo; e também não é um assunto simples de ser provado, o que dificulta o julgamento.
    No vídeo apresentado, onde um assaltante diz que exercita uma boa atividade, pois acaba gerando emprego para a população, como delegados e jornalistas, percebe-se a imoralidade e falta de embasamento em seus argumentos. Tais argumentos, que de forma correta, também são refutados por terceiros.

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  181. Brenda Dantas Lopes Bela - RA: 21036513

    James Rachels inicia seu texto questionando a objetividade ética. Sabemos que a ética ao contrário da ciência não apresenta a objetividade e provas que comprovem fatos em questão, ela se apresenta por ser um tema abstrato porém a ideia geral de que os juízos éticos não se podem provar é apelativa. Chega-se a seguinte pergunta: Afinal, os juízos morais podem ser provados?
    Para que os juízos morais sejam validados é necessário que se apresente razões e essas razões podem sempre dar um passo adiante, como no exemplo citado por Rachels de que mentir é algo ruim já que a mentira pode levar a diversas situações que prejudica o próximo ou seja, é algo ruim para a sociedade. Portanto, podemos apoiar os nossos juízos morais em boas razões e a partir delas podemos oferecer explicações do porquê essas razões são importantes. Se nós conseguimos fazer isso e o outro lado não conseguir expor nada contrário, não podemos afirmar que o juízo ético são apenas opiniões.
    Rachels também aborda o fato de que inúmeras pessoas acreditam que os juízos morais são incapazes de obter provas, para ele existem três razões para isso. A primeira é de que as pessoas acreditam baseadas na ciência, que provas são observações e experiências porém o fato de que a ética não fornece esse tipo de padrão leva as pessoas a esse tipo de conclusão, mas o raciocínio ético fornece razões e apesar de ser diferente do científico não o deixa deficiente. A segunda razão é que sempre abordamos a ética em suas questões mais difíceis, como por exemplo a do aborto, o autor exemplifica citando um exemplo de que se pensássemos apenas nos problemas de física em que ainda não se alcançaram um acordo iríamos concluir que não há provas em física. Por fim, misturar duas coisas importantes que aparentam ser iguais mas na realidade são diferentes: 1. Provar a correção de uma ideia e 2. Persuadir alguém a aceitar esta ideia.
    O segundo texto, escrito por Platão, apresenta Sócrates sendo julgado por não acreditar nos deuses e por influenciar negativamente os jovens atenienses. Sócrates por meio do pensamento racional prova o contrário de suas acusações, a partir de argumentos baseados em sistemas lógicos e de boas razões, porém, como afirmado no texto de Rachels, a teimosia de muitas pessoas fez com as provas morais apresentadas por Sócrates fossem ignoradas o levando a condenação e consequentemente a sua morte.
    O vídeo ‘profissão ladrão’ apresenta um indivíduo de 31 anos que foi preso por furtar 14 reais em uma padaria, este acredita que o ato dele roubar fornece as outras pessoas a oportunidade de emprego ou seja, acredita que os seus furtos e roubos são necessários para dar empregos a repórteres, juízes, policiais, promotores e etc. O raciocínio dele não deixa de ser lógico pois as premissas são verdadeiras e consequentemente a sua conclusão também mas isto não quer dizer que o ato de roubar é moral afinal as profissões que foram citadas existiram mesmo com a ausência do roubo, este ato é errado tanto na ética quanto no direito (como visto no tema anterior). Como no texto de Rachels podemos provar o contrário anulando este argumento.

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  183. No campo da ética há muitos assuntos em que as pessoas discutem e trocam opiniões. Porém essas discussões são muito complexas, podemos apresentar inúmeras razões acerca de um determinado juízo moral a uma pessoa, visando seu convencimento, e essa (de opinião contrária) dificilmente será convencida. Vivemos buscando provas para sustentar nossos argumentos morais, e esta busca é bem difícil. O texto de James Rachels trata disso, de toda uma subjetividade presente nas discussões morais e, ao meu ver, tenta desvendar quem está “melhor fundamentado”, se é a ciência ou a ética. O texto aborda o tema ética relacionada às suas provas e argumentos morais. Afirma que a ciência proporciona a todos nós um paradigma de objetividade e que quando é feita a comparação de ciência e ética, parece que acabam faltando para a ética características que “tornam a ciência irresistível”. No texto, é abordada a ideia de que juízos morais não podem ser provados é, segundo o autor, apelativa. O texto traz uma discussão sobre os juízos morais e suas razões. Para o autor, a justiça é uma valor moral essencial e a noção de juízo ético é muito mais do que apenas opiniões. É permanente a noção de que os juízos morais são "insusceptíveis de prova” (impossível de provar). O autor afirma que o raciocínio ético não ser semelhante ao raciocínio científico não torna o primeiro menos importante e deficiente que o último. O texto distingue dois fatos comumente confundidos e colocados como semelhantes, que são: a ação de provar a correção de uma ideia e a ação de persuadir alguém a aceitar as nossas provas. Por fim, o autor conclui o texto com a afirmação de que em ética é normal as pessoas não darem ouvidos para a razão.
    O texto “Apologia de Sócrates” de Platão é um belo exemplo de argumentação moral em que há uma defesa pessoal através de argumentos, essa defesa é lógica e racional ao mesmo tempo. Nele é relatada a a defesa de Sócrates perante um tribunal, tendo Meleto como acusador principal. A acusação é de impiedade por parte de Sócrates, e este não estar de acordo com os deuses da cidade. Outra acusação é a de que Sócrates estaria ensinando de forma subversiva os jovens, corrompendo-os. É nesse contexto que se dá a argumentação de Sócrates. No tribunal, Sócrates se vê em uma situação bem diferente da que está acostumado. Sócrates usava da dialética e da maiêutica para “conversar” e fazer filosofia, extraindo ideias de seus interlocutores na forma de diálogos. Nesta situação, Sócrates se vê obrigado a discursar por um período muito maior do acostumado, e uma maneira encontrada por ele para isso é o de “elogiar” os acusadores, com a intenção de que estes pensassem melhor e não fossem tão superficiais. Sócrates rebate as acusações, afirmando que nunca ensinou, afirmando que nunca teve a intenção de ensinar, que são os outros que querem ouvir. Afirma que não é arrogante o suficiente para ensinar (como os Sofistas). E para a primeira acusação, relata o episódio do Oráculo de Delfos, no qual Apollo (deus da razão) afirma ser ele o mais sábio de todos. Sócrates entra em aporia, pois sempre reconheceu sua ignorância. Sempre achou que demonstrar ignorância era uma maneira de abrir portas para deixar de ser ignorante. Há muitos outros pontos muito interessantes a se destacar do texto, mas um último é o claro compromisso de Sócrates com a verdade. Para ele, é por meio da razão que se chega a verdade, desvelando-a. Um exemplo desse compromisso é o fato de não levar os filhos ao julgamento, não queria provocar dó, pois assim estaria corrompendo a real aplicação da lei/justiça, a razão se submeteria a paixão. A busca pelo verdadeiro e pelo bem comum esteve presente na vida de Sócrates até o final, visto que aceitou a condenação.
    Esses textos, associados ao vídeo do “ladrão” nos fazem concluir que os argumentos morais são muito importantes, mesmo que não possam ser provados. A subjetividade da argumentação moral é nítida no vídeo, seja por parte do repórter, ou pelo rapaz preso. O que para nós é imoral, para o ladrão não é.

    Lothar Schlagenhaufer

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  184. Ambos os textos nos baseiam para entender o vídeo proposto, porque o argumento ético usado pelo rapaz faz sentido, é lógico, mas não será aceito porque pode ser refutado com outro argumento. Ou porque, independente do argumento, na concepção de muitos, roubar é errado e ponto. É sobre isso que o texto do Rachel fala, que a ética é valida se o argumento que a defende é aceito -e por teimosia de alguns ele pode ser recusado.
    Isso porque o raciocínio para provar a ética é diferente do da ciência, levando a confusão de que ética não pode ser provada. Considera- se também que os temas, geralmente escolhidos, para se debater na ética são os mais complexos, fazendo com que pareça impossível discutir- la e aceitar um argumento.
    O texto do Platão também ilustra essa ideia, ele descreveu vários argumentos de defesa, argumentos lógicos, mas, devido à teimosia dos “juízes”, foram recusados.
    É importante lembrar que, como foi falado em aula, discutir ética não é perda de tempo, só porque muitas vezes não chegamos a um resultado com o debate, devemos considerar que algumas vezes chegamos a tais conclusões.

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  185. Ana Carolina Liberato RA:21012013

    É um tanto quanto difícil discutir: O argumento ético é subjetivo ou objetivo? Quando discutimos temas éticos, parece que estamos sempre presos ás nossas ideias individuais, ás nossas noções pessoais. Creio que esta seja o motivo para acharmos que a argumentação ética é subjetiva, pois ao darmos razões para uma situação que seja considerada má, tanto a pessoa que está argumentando quanto a ouvinte, interpretam o conceito de mau de forma pessoal e não o conceito universal do termo, levando assim a crer que ,como cada um tem uma visão diferente, então não há um acordo. O processo de interpretação de uma situação ética pode ser associado á uma luta, á disputa entre conceitos muitas vezes antagônicos. Primeiramente somos levados por nossas impressões pessoais, as nossas opiniões pessoais acerca do assunto. Quando a argumentação do outro é exposta, analisamos e a classificamos também. Por final, pegamos estas duas partes e vemos qual delas prevalece, nossas opiniões pessoais ou a argumentação dada. E é nesta parte em que observamos a subjetividade com que é tratado o pensamento ético.

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  186. O argumento do rapaz no vídeo pode ser aparentemente bom, pois ele justifica que Deus permite que ele roube e aqueles que são furtados são mais pecadores que ele se não isso não aconteceria com eles. Outro ponto é quando ele diz que o roubo gera emprego pro repórter, delegado, escrivão, etc, porém, na sociedade em que vivemos o roubo é mau e não importa se ele julga ser certo ou não. O roubo é mau e pode ser provado através de argumentos e se não houvessem verdades seria impossível viver em comunidade, a comunicação seria inviável se não acreditássemos nos outros.
    Mesmo que alguns conceitos de certo ou errado tenham mudado, quando estamos vivendo em sociedade estamos submetidos a certos códigos morais que temos que seguir e coincidem, geralmente, com as leis que tem poder coercitivo. Portanto, o argumento pode ser válido para ele, porém ele deve se adaptar as regras da sociedade, pois se cada um fizer o que julgar correto entraremos numa situação de caos. Além disso, pode ser difícil fazer com que uma pessoa mude de opinião mesmo que você tenha todas as provas necessárias, as pessoas podem não dar ouvidos a razão.

    Thaís Fidelis Schaffer RA: 21070713

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  187. Dimitria Alexia do Nascimento Souza Teles9 de abril de 2014 11:27

    O paradigma que rege a ciência atualmente trás consigo a “necessidade” de tornar tudo objetivo, científico. E isso não é diferente em coisas subjetivas, como a ética, onde sempre tentam, para provar que já ciência, transformar em algo objetivo, se ter uma resposta do que é, nesse caso, certo ou errado.
    O autor debate que, na verdade, a ética não pode ser apenas uma opinião de cada pessoa, e prova isso com diversos exemplos, mas mesmo assim, a procura por provas para isso persiste. Mas mesmo com essa persistência ele trás 3 pontos para trazer uma visão diferente sobre até mesmo a ciência e se a ética não poderia ser também chamada assim. Primeiramente,ele diz que na verdade, não é porque a ética tem outros padrões de razão que não é científica. Segundo, ele sustenta que quando falamos sobre ética nós tratamos de assuntos muito complexos e até mesmo a física ou a química possui temas ou casos onde ocorrem a mesma coisa e que nem mesmo eles podem explicar. Por último ele afirma que o fato de alguém não aceitar um argumento não faz com que ele esteja errado.
    No vídeo o entrevistador pergunta para o ladrão o que ele espera agora, e o ladrão responde naturalmente “que a justiça seja feita”. Nesse ponto já se levanta que tipo de justiça o ladrão espera, pois para ele não é justo ele ter que trabalhar pois agora, com 30 anos, ele não consegue mais e vai roubar, acrescentando que roubar é a atual profissão dele.
    Além do mais, elejustifica que se ele não roubar, os repórteres, os escrivãs, delegados, juízes, promotor e etcperderiam seus empregos, o que nos levanta uma polémica daquele velha frase “ morrer pra dar emprego pro coveiro ninguém quer”. Quando ele diz que está contribuindo para o bem de todos, de que bem é que ele está se referindo? Para ele aquilo é o correto, para ele foi Deus quem permitiu que ele roubasse então não é algo errado. Mas será mesmo?

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  188. Gabriel Damianovici Sartori RA11070211

    No texto “Haverá provas em ética?”de James Rachels, o autor tenta tirar a ideia subjetiva do raciocínio ético, tentando provar que a ética é uma ciência com fundamentos e provas. Tanto na ética quanto na ciência, as ideias podem ser refutadas, e tidas como não adequadas a aquele fenômeno ou situação, ou seja, ambas possuem limitações para provar algo fenômeno ou situação. É como se pegássemos um fenômeno físico pouco conhecido e tentássemos discuti-lo, tendo pouco embasamento para isso, chegaríamos à conclusões vagas e que poderiam ser desmentidas, da mesma forma isso ocorre em certas questões quando vamos discutir ética, como o exemplo do aborto citado no texto. Sendo assim, a ética possui objetividade e deve ser considerada uma ciência da mesma forma que a física, matemática ou qualquer outra vertente de estudos pois possui seus fundamentos e limitações como qualquer outra, mas considerando que existe diferenças entre o raciocínio da ciência e da ética.

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  189. Um argumento moral pode ser considerado aquele que fornece avaliações de uma conduta humana mediante as questões de bem e mal, de aprovar ou reprovar uma ação. Na ética, estabelecer razões para justificar esta ação consiste em estabelecer e justificar princípios, o que é distinto de outras áreas, como a científica que utiliza o raciocínio da veracidade empírica. Isto causa algumas inquietações ao afirmar o que poderia ser considerado moral em um argumento e o que seria imoral.

    De acordo com Rachels, esta dificuldade em apoiar nossos argumentos em juízos éticos por falta de provas concretas vem porque o ser humano se baseia nas experiências empíricas e possui uma tendência a pensar em assuntos éticos e morais mais difíceis de serem provados. Contudo o autor mostra que esta dificuldade é um tanto ilusória, pois podemos apoiar nossos juízos em explicações de sua importância e porque este argumento é considerado bom são boas.

    No texto “Apologia de Sócrates”, Platão descreve o julgamento de Sócrates perante a sociedade ateniense. Sócrates durante o diálogo constrói um argumento moral válido e estabelece uma razão para provar que suas práticas estão certas, contudo ele é refutado. Por fim, no discurso de Sócrates, podemos observar que ele não obriga os atenienses a aceitarem seus argumentos por mais corretos que eles fossem, logo fica claro que não se deve forçar alguém a aceitar qualquer juízo moral que possuímos.

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  190. A objetividade ética é abstrata e de dificil provaçao .Logo como podemos provar sua legitimidade?
    Segundo o texto sao necessarias razoes que tornem a etica , assim sendo razoes eticas ,ou seja , que visao o equilibrio e bem do proximo sao razoes de juizo etico. Portanto, podemos apoiar os nossos juízos morais em boas razoes para que elas comprovem a objetividade da etica , pois segundo ele os humanos têm “um valor intrínseco, isto é, dignidade”, porque são agentes racionais, ou seja, agentes livres com capacidade para tomar as suas próprias decisões, estabelecer os seus próprios objectivos e guiar a sua conduta pela razão.
    Por outro lado, como seria tratar o seu amigo “como um fim”? Suponha que dizia a verdade, que precisava do dinheiro para um certo objetivo mas não seria capaz de devolvê-lo. O seu amigo poderia, então, tomar uma decisão sobre o empréstimo. Poderia exercer os seus próprios poderes racionais, consultar os seus próprios valores e desejos, e fazer uma escolha livre e autónoma. Se decidisse de fato emprestar o dinheiro para o objetivo declarado, estaria a escolher fazer seu esse objetivo. Dessa forma, o leitor não estaria a usá-lo como um meio para alcançar o seu objetivo, pois seria agora igualmente o objetivo dele. É isto que Kant queria dizer quando afirmou que “os seres racionais […] têm sempre de ser estimados simultaneamente como fins, isto é, somente como seres que têm de poder conter em si a finalidade da ação”.

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  191. Marina Molognoni - RA: 21071313

    No texto de “Apologia de Sócrates”, Platão escreve como seu mentor, Sócrates, tenta se defender de várias acusações.Assim, a defesa inicia-se com um pedido de que ,aos que lessem, tentem avalia-la em justa ou não, ou seja, ele apresenta nesse texto uma amostra do que fazemos no nosso cotidiano quando discutimos se determinada ação é boa ou má, moral ou imoral .
    As formas de defesas usadas por Sócrates foram explicadas de forma racional, montando-o de forma que o argumento não pudesse ser recusado, assim como Rachels explica que é possível fazer quando se avalia argumentos em éticos ou antiéticos, pois existem ações que são classificáveis de forma universal e os que não as aceita estão sendo teimosos.
    Discordo dessa visão de James Rachels, pois acredito que é possível contra argumentar ações em que o senso comum acredita ser moral ou imoral e isso não caracteriza uma pessoa de teimosa, a caracteriza critica, se esta também tem argumentos fundamentados.
    Sobre o vídeo, o moço que realizou a ação do roubo argumenta que vai continuar roubando porque essa atitude ‘ajuda’ as pessoas, já que se ele não roubasse, desde o repórter até o juiz, perderiam seus empregos (quem o repórter estaria entrevistando?) e que roubar das pessoas que ele rouba é válido porque elas são mais pecadoras que ele. Observa-se nesse vídeo, que esse homem usa de argumentos para defender uma atitude considerada imoral pela sociedade e ilegal perante a lei, porém sua argumentação não é estruturada de forma racional e possui várias falhas, de forma que, qualquer pessoa consciente dos juízos morais da nossa sociedade, refuta sua defesa.

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  192. Amanda Sachi Patricio9 de abril de 2014 13:24

    Amanda Sachi Patricio RA 21072213

    No texto "Haverá provas em ética?" o autor cita um exemplo bem parecido com o texto de Sócrates, onde o aluno considera injusto o teste aplicado pelo professor, que questiona o conteúdo da prova. Nesse mesmo texto o autor nos faz refletir o motivo de acreditamos no senso comum de que não há provas em ética, explicando que possuímos um padrão inadequado quando pensamos em provas, pois a argumentação racional também pode nos fornecer razões para acreditarmos nos "juízos morais", como o autor chama.
    Sócrates usa o pensamento racional como forma de provar suas ações durante a vida, a fim de expor as contradições de seus acusadores. Mostrando como podemos acreditar que é possível haver provas em ética, basta pensarmos e analisarmos todos os aspectos racionalmente para fornecer razões. Mostrando também a ética subjetiva, uma vez que, os acusadores de Sócrates se sentem ofendidos pelo seu discurso, o qual dizia que esses homens se achavam sábios, porém de nada eram, como nos trechos: "...e falando com ele, afigurou-se-me que esse homem parecia sábio a muitos outros e principalmente a si mesmo, mas não era sábio. Procurei demonstrar-lhe que ele parecia sábio sem o ser" e "...e também me recordo de que eles, por causa das suas poesias, acreditavam-se homens sapientíssimos ainda em outras coisas, nas quais não eram.", demonstrando como a verdade e a ética eram importantes para Sócrates, de forma que faz um discurso ético e está em busca da verdade, incomodando alguns poderosos, os que o condenaram.
    A contradição de seus acusadores é semelhante ao vídeo exposto, onde o acusado diz que sua "profissão" era a de ladrão, e que por causa dele e outros existiam repórteres, policiais, delegados, etc. De forma a refletir realmente o porquê das pessoas serem tão atraídas pela filosofia subjetiva, pois assim não há certo ou errado, o ladrão estava certo no que dizia, e os acusadores de Sócrates também estariam, mas dessa forma Sócrates também estaria. São as questões éticas exatamente iguais à questões de preferência pessoal? Se o subjetivismo fosse verdadeiro, ninguém cometeria erro algum.

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